CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1953 DE 05 DE ABRIL DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1953 |05 de abril de 2023

 

NOTÍCIAS

Aumento da oferta de machos pressiona o preço em São Paulo

Após reação positiva nos preços nas últimas semanas, a maior oferta de bovinos pressionou para baixo as cotações do boi nas praças paulistas. O preço das fêmeas permaneceu estável

O boi registrou recuo diário de R$ 2/@, fechando o dia em R$ 285/@, enquanto os preços da vaca e a novilhas gordas ficaram estáveis, em R$ 257/@ e R$ 275/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Por sua vez, o “boi-China” está cotado em R$ 300/@ no mercado paulista (valor bruto e a prazo). Na região do Triângulo, em Minas Gerais, as cotações do boi gordo e da vaca gorda caíram R$ 3/@ e R$ 2/@, respectivamente, na terça-feira, segundo dados da Scot.  Dessa maneira, o boi agora é negociado por R$ 257/@, a vaca é vendida por R$ 235/@ e a da novilha gorda vale atualmente R$ 250/@ (preços brutos e a prazo). Na exportação de carne bovina in natura em março/23 foram exportadas 124,4 mil toneladas de carne bovina. A média diária embarcada foi de 5,4 mil toneladas, queda de 29,6% comparada a março/22, o faturamento médio diário está em US$26,0 milhões, queda de 42,6% na mesma comparação.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços começam a ceder com escalas mais confortáveis

Os preços do boi gordo tiveram queda em São Paulo devido à posição mais confortável nas escalas de abate

Em estados do Centro-Norte do Brasil, o mercado ainda é firme e há propensão a reajustes, considerando a posição das escalas de abate, que ainda não é tão confortável nessa região. O volume de animais ofertados tende a crescer no segundo trimestre, especialmente em maio, período que deve marcar o ápice da safra de boi gordo. Cotações: Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 291. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 276. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 252; em Uberaba (MG), os preços foram de R$ 290 por arroba. E em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 273 para a arroba do boi gordo. Já o mercado atacadista apresentou preços em alta, com a entrada dos salários na economia e o adicional de consumo durante o Domingo de Páscoa. A situação das proteínas concorrentes (carne de frango e carne suína) ainda é o grande impeditivo para altas mais consistentes da carne bovina no atacado. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,15, alta de R$ 0,15. O quarto dianteiro teve preço de R$ 14,30, alta de R$ 0,10. E a ponta de agulha atingiu o patamar de R$ 14,40 por quilo, alta de R$ 0,10.

AGÊNCIA SAFRAS

Ágio do bezerro sobre arroba do boi gordo recua para 32,4% no MT

A queda registrada em março/23 foi pautada pela intensificação da tendência de baixa no preço do bezerro nos últimos meses, reflexo da maior produção desses animais em 2020 e 2021, informa o Imea.

Após sair das máximas históricas atingidas em 2021 e 2022, quando o indicador estava na casa dos 46%, o ágio da arroba do bezerro (12 meses /7@) sobre a arroba do boi gordo fechou março/23 em 32,38% no Mato Grosso, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Essa queda, dizem os analistas do instituto, foi pautada, principalmente, pela intensificação da tendência de baixa nos preços do bezerro nos últimos meses, reflexo da maior produção desses animais em 2020 e 2021. Segundo o Imea, a região noroeste do Mato Grosso apresentou o menor ágio (25,31%), por ter maior intensidade da atividade de cria, ante as demais, e, consequentemente, maior oferta de bezerros no mercado. Na avaliação dos analistas, uma vez mantida a perspectiva de baixa (ou, ao menos, ausência de intensas valorizações) nos preços do bezerro, o ágio tende a reduzir no Estado. “Dessa forma, é uma oportunidade para os recriadores/invernistas e confinadores aumentarem o seu plantel”, sugere o Imea.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta em dia de ajuste e sem grandes catalisadores

Com dados de emprego dos EUA, o dólar se enfraqueceu ante divisas de mercados desenvolvidos, mas manteve a força contra moedas emergentes

O dólar à vista encerrou a sessão da terça-feira em alta, em um dia em que os operadores de mercado enxergaram um movimento de ajuste dos preços após a recente sequência do avanço da moeda brasileira. A sessão seguiu sem grandes emoções no noticiário, com os dados nos Estados Unidos chamando a atenção sobre a perda de força da economia americana. Com dados de emprego dos EUA, o dólar se enfraqueceu ante divisas de mercados desenvolvidos, mas manteve a força contra moedas emergentes. O dólar comercial fechou em alta de 0,23%, cotado a R$ 5,0823, depois de atingir a mínima de R$ 5,0521 e a máxima de R$ 5,0994, com a amplitude da volatilidade abaixo da média de R$ 0,08 dos últimos 12 meses. Perto das 17h15, o dólar futuro para maio da moeda americana avançava 0,17%, a R$ 5,0975. No mesmo horário, a moeda americana avançava 0,25% contra o peso mexicano, 0,52% ante o rand sul-africano, mas recuava 0,38% ante o peso chileno. Já o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,52%, a 101,559 pontos.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa fecha em alta com ajuste em pregão esvaziado

Os destaques positivos foram os bancos, enquanto os papéis ligados às commodities metálicas tiveram queda expressiva, refletindo a baixa do minério de ferro no exterior

O Ibovespa terminou em alta na terça-feira, num dia de agenda doméstica mais vazia. O movimento do dia representa um ajuste após as duas altas nos pregões anteriores. Os destaques positivos foram os bancos, enquanto os papéis ligados às commodities metálicas tiveram queda expressiva, refletindo a baixa do minério de ferro no exterior. Após ajustes, o Ibovespa subiu 0,36%, aos 101.869 pontos. A mínima intradiária foi de 101.505 pontos, enquanto a máxima alcançou os 103.056 pontos. O volume de negócios para o índice no dia foi de R$ 16,30 bilhões. Em Nova York, S&P 500 caiu 0,58%, aos 4.101 pontos, Dow Jones recuou 0,59%, para 32.402 pontos, e Nasdaq perdeu 0,52%, aos 12.126 pontos.

VALOR ECONÔMICO

Geração de vagas avança na agricultura e perde força na pecuária

O aumento da formalização acaba garantindo rendas maiores para os trabalhadores do setor, mais estabilidade e mais acesso a direitos trabalhistas, o que começa a gerar um “efeito multiplicador”. Essas alterações recentes ainda não representam, porém, uma inversão no quadro de alta informalidade em relação ao restante da economia. No último trimestre de 2022, a informalidade da economia estava em 38,8%, contra 59,1% no agronegócio no ano passado

“O aumento de renda vai para a economia local”, diz Felippe Serigatti, do FGV Agro. Além disso, os salários também estão em alta no setor. “Hoje as maiores remunerações estão no CentroOeste”, afirma. O crescimento das vagas acompanhado de formalização foi observado de forma transversal no agronegócio, tanto na agropecuária quanto nas agroindústrias. Nos dados do IBGE, as agroindústrias são contabilizadas como indústria para o cálculo do PIB, enquanto na análise da FGV Agro, as agroindústrias que fornecem insumos e que processam os produtos agropecuários entram como um elo da cadeia ligado à produção do campo. Na agropecuária, o número de vagas formais abertas entre 2019 e 2022 cresceu 7,7%, com aumento de 10,1% na agricultura e de 3,2% na pecuária. “Nas lavouras, também vemos tendência de [formalização] que vem desde antes de 2019. É algo estrutural dentro do setor”, nota o pesquisador. A agricultura, sozinha, foi responsável pela geração de 109,9 mil vagas formais e informais nos últimos três anos, respondendo pela maior parte do crescimento do mercado de trabalho do agronegócio. Já a pecuária, apesar de ter aumentado a contratação de pessoas com carteira assinada, passa por um processo de uma redução das vagas, com a extinção de postos de trabalho informais. A perda líquida de vagas no período foi de 72,7 mil vagas. Essa diferença mostra diferentes movimentos dentro do agronegócio, ressalta Serigatti. “O agronegócio não é uma unidade homogênea. Na pecuária, com a peste suína africana, a China passou a comprar mais carne brasileira. Houve um boom muito forte das carnes, que não ficou restrita aos frigoríficos, mas também chegou ao universo da pecuária”. Em sua avaliação, esse movimento impulsionou a adoção de tecnologias que estão substituindo trabalhadores com baixa qualificação. A agroindústria passou por um crescimento no número de vagas e aumento da taxa de formalização, embora já partisse de níveis de formalidade mais altos, próximo dos 80%. Em três anos, a agroindústria gerou 109,9 mil postos de trabalho líquidos, com aumento das vagas formais e redução das informais. Segundo Serigatti, o comportamento dos empregos na agroindústria destoou das demais indústrias, nas quais a tendência vem sendo marcada pela contração de empregos. Também difere do setor de serviços, onde há aumento das vagas, mas puxada pela expansão da informalidade. “A agroindústria também sentiu a pandemia, mas ficou estagnada, enquanto a indústria acumulou perdas”, afirma.

VALOR ECONÔMICO

STF suspende tributação destinada a fundo de infraestrutura de Goiás

Na decisão, ministro Dias Toffoli reforça inconstitucionalidade de vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa específica

O Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a eficácia de normas do Estado de Goiás que estabelecem cobrança exigida no âmbito do ICMS como receita do Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). A medida cautelar, concedida na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7363, será submetida a referendo do plenário na sessão virtual com início no próximo dia 14 de abril. Autora da ação, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sustenta, entre outros pontos, que dispositivos das Leis goianas 21.670/2022 e 21.671/2022 estabeleceram o recolhimento dessa contribuição como condição para o contribuinte participar de regimes de benefícios ou incentivos fiscais, de controle de exportações e de substituição tributária para trás. Alegou que essa taxação não tem respaldo nos impostos de competência dos Estados, nas taxas ou nas contribuições de melhorias. Em sua decisão, o Ministro Toffoli entendeu que o Fundeinfra visa captar recursos financeiros para o desenvolvimento econômico do Estado e que uma de suas receitas é a cobrança exigida no âmbito do ICMS, de até 1,65% sobre o valor da operação com mercadorias discriminadas na legislação do imposto ou por unidade de medida adotada na comercialização da mercadoria. No entanto, o Ministro lembrou que o STF tem jurisprudência firme sobre a inconstitucionalidade da vinculação de receita de impostos, entre eles o ICMS, a órgão, fundo ou despesa, exceto nos casos permitidos pela própria Constituição Federal. Ainda em análise preliminar do caso, Toffoli considerou inconstitucionais as novas condicionantes estabelecidas nas normas estaduais para a imunidade tributária prevista sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nos termos do artigo 155 da Constituição. Além disso, ressaltou que apenas lei complementar federal pode regular as limitações constitucionais ao poder de tributar.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços do vivo em queda

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 117,00/R$ 123,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,50/R$ 9,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (3), houve queda de 1,21% em Minas Gerais, chegando a R$ 6,55/kg, recuo de 0,93% no Paraná, alcançando R$ 6,39/kg, baixa de 1,52% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,49/kg, retração de 0,63% em Santa Catarina, com preço de R$ 6,28/kg, e de 1,35% em São Paulo, fechando em R$ 6,57/kg.

Cepea/Esalq

Cotações do frango se mantêm estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,80/kg, enquanto a ave no atacado aumentou 3,61%, chegando em R$ 6,61/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o valor ficou inalterado em R$ 4,30/kg, assim como no Paraná, custando R$ 4,93/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (3), tanto o frango congelado quanto o resfriado não mudaram de preço, valendo, ambos, R$ 7,05/kg.

Cepea/Esalq

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