CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1937 DE 14 DE MARÇO DE 2023

clipping

Ano 9 | nº 1937 |14 de março de 2023

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo abre semana com preços estáveis

A estabilidade, típica do início de semana, é o quadro nas praças paulistas

Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, a estabilidade, típica do início de semana, é o quadro nas praças paulistas. As ofertas de compra estão em R$ 277 /@ de boi, R$ 260/@ de vaca e R$ 270/@ de novilha (preços brutos e a prazo). Não há ofertas de compra para o “boi China”. No Espírito Santo, com escalas de abate atendendo a demanda, os preços estão estáveis na comparação feita dia a dia. No mercado atacadista de carne com osso, em razão do menor volume alocado para o atacado, a oferta se ajustou à demanda e os preços tiveram reajustes positivos na última semana. No atacado com osso, destaque para o dianteiro 1×1 que teve alta de 6,7%. Na comparação semanal, a cotação da carcaça de bovinos inteiros aumentou 4,9%. Para a cotação da carcaça de bovinos castrados, incremento de 3,3%.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo registrou inexpressiva fluidez dos negócios na segunda-feira

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a lentidão foi dominante em um dia em que algumas indústrias permaneceram ausentes da compra de gado.

As escalas de abate estão bastante encurtadas, o que ainda tem motivado um ou outro negócio acima da referência média, assinalou Iglesias. Em relação à China, o mercado permanece em compasso de espera. O Brasil, assim como nos casos de 2021, foi ágil em explicar o problema e entregar todos os laudos possíveis para autoridades alfandegarias chinesas. Resta agora o aval da China para autorizar a retomada das exportações. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 278,00, estável. Dourados (MS): a arroba foi indicada em R$ 266,00, inalterada. Cuiabá: a arroba ficou indicada em R$ 242,00, contra R$ 241,00 da sexta-feira. Uberaba, Minas Gerais: preços a R$ 260,00 por arroba. Goiânia, Goiás: a indicação foi de R$ 250,00 para a arroba do boi gordo, sem alterações. Já no mercado atacadista os preços da carne bovina continuam acomodados. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a alguma alta, em especial nos cortes do traseiro. Enquanto isso, o quarto traseiro ainda foi precificado a R$ 20,30 por quilo. O quarto dianteiro permaneceu em R$ 14,30 por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 14,50.

AGÊNCIA SAFRAS

Receita das exportações de carne bovina in natura recua 17,5% na segunda semana de março/23

O volume exportado ficou em 67,4 mil toneladas nos primeiros 8 dias úteis

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Governo Federal, o preço médio da carne bovina in natura exportada na segunda semana de março foi de US$ 4.869 por tonelada, queda de 17,5% frente a março de 2022, com preços médios de US$ 5.904 por tonelada. Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “o recuo nos preços passa muito pelo processo de renegociação de contratos e queda da tonelada de carne bovina no mercado internacional”, informou. Os embarques alcançaram 67,4 mil toneladas nos primeiros 8 dias úteis de março/23. No ano anterior, os embarques somaram 169,1 mil toneladas em 22 dias úteis. Na média diária exportada, 8,4 mil toneladas, alta de 9,6%, frente a março do ano anterior, com 7,6 mil toneladas. O valor do produto ficou em US $ 328,3 milhões. A média diária ficou em US $ 41 milhões, queda de 9,6%, frente a março do ano passado, com US$ 45,3 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar à vista tem alta firme ante real com busca de proteção após SVB

O dólar à vista fechou a segunda-feira novamente em alta ante o real, dando continuidade ao movimento de aversão ao risco disparado na sexta-feira, com investidores no Brasil em busca da proteção da moeda norte-americana, enquanto o Federal Reserve (Fed) atua para segurar a crise de crédito nos Estados Unidos

No fim de semana, o Fed anunciou um novo mecanismo de empréstimo para dar liquidez aos bancos, na esteira da falência do SVB Financial Group, instituição financeira focada em startups. No domingo, foi a vez de os reguladores norte-americanos fecharem o Signature Bank, com sede em Nova York. Neste cenário, moedas como o real brasileiro, o peso mexicano e o peso chileno foram penalizadas, com participantes do mercado indo em busca da segurança do dólar. O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,2686 reais, em alta de 1,16%. Na B3, às 17:35 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,89%, a 5,2800 reais. Por trás do movimento estavam os temores de que a crise bancária nos Estados Unidos possa não ser contida pelas ações do Fed. “Ninguém esperava que o banco (SVB) fosse quebrar. Foi uma surpresa o que aconteceu, e existe uma aversão a risco nos negócios desde a semana passada”, comentou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “Por mais que o dólar esteja se desvalorizando lá fora, o fechamento de um banco é preocupante. Moedas como o real sofrem.”  “Estamos no meio de um furacão. Caminhávamos para um cenário mais hawkish (duro) na política monetária norte-americana, mas surgiu a preocupação sobre o efeito que o aperto pode ter na saúde dos bancos. Isso se traduz em muita volatilidade no câmbio”, comentou Cleber Alessie Machado, operador da H. Commcor DTVM. Internamente, o mercado ainda aguarda os detalhes do novo arcabouço fiscal, a ser apresentado este mês pelo governo. Profissionais do mercado afirmaram que, por enquanto, há certo otimismo com o arcabouço, o que evita uma pressão adicional sobre o dólar ante o real.

REUTERS

Ibovespa tem queda com peso de Petrobras e cautela após colapso do SVB

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, diante do declínio de Petrobras na esteira dos preços do petróleo no exterior, em sessão marcada pela repercussão de medidas emergenciais tomadas por reguladores norte-americanos após o colapso do Silicon Valley Bank

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,48%, a 103.121,36 pontos. O volume financeiro no pregão somou 21,5 bilhões de reais. No domingo, o Federal Reserve, o Tesouro norte-americano e o Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) lançaram medidas de emergência para reforço da confiança no sistema bancário norte-americano, incluindo determinação de que os clientes do SVB terão acesso a todos os seus depósitos a partir desta segunda-feira. O SVB foi fechado na sexta-feira por reguladores, em meio a um forte declínio nos depósitos de startups na instituição, na esteira de uma seca de financiamento de capital de risco, sendo o maior banco a quebrar nos Estados Unidos desde a crise de 2008. A instituição era especializada em financiamento a startups de tecnologia. As medidas anunciadas nos EUA trouxeram algum alívio, mas a cautela persiste. Analistas do BofA Securities avaliaram que o ambiente operacional para o setor de bancos norte-americanos piorou. Eles também cortaram os preços-alvo de vários bancos regionais, que devem enfrentar custos de “funding” mais elevados. Diante da derrocada do SVB e a atuação dos reguladores, perdeu força a expectativa de que o Fed acelere a alta da taxa básica de juros neste mês para 0,5 ponto percentual, de 0,25 ponto na decisão anterior, com o Goldman Sachs afirmando não esperar qualquer aumento na reunião dos dias 21 e 22 de março. O S&P 500 fechou em baixa de 0,15% em Wall Street após uma sessão volátil, com piora no final do pregão. No Brasil, os juros futuros exibiram recuo na sessão, à medida que, em tese, a expectativa de um Fed menos duro poderia favorecer o início da queda da Selic também no Brasil. Além disso, a cena doméstica segue pautada pela nova regra fiscal, que pode ser conhecida nos próximos dias. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse mais cedo na segunda-feira que quer apresentar o novo arcabouço para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana. Em evento nesta segunda-feira, Haddad afirmou que Lula indicará nomes técnicos para diretorias do Banco Central e que deve tomar uma decisão nos próximos dias.

REUTERS

Valor da Produção Agropecuária é previsto em R$ 1,249 trilhão para 2023

Resultado é o maior da série em 34 anos. Produtividade e preços agrícolas puxam o crescimento

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023 está estimado em R$ 1,249 trilhão, valor 5 % maior do que o obtido no ano passado. O resultado é o maior de uma série com início há 34 anos. O VBP é calculado com base nas informações de safras de fevereiro, divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor das lavouras está previsto em R$ 887,7 bilhões (crescimento de 8,9%) e a pecuária, 361,9 bilhões (retração de 3,4%). Preços acima da média de anos anteriores e expectativas de boa safra em 2023 trazem contribuição positiva para um grupo amplo de lavouras, com destaque para laranja, cana-de-açúcar, milho e soja. Milho e soja representam 62,0% do VBP das lavouras, e têm participação decisiva nesses resultados. Sua influência também tem sido importante na produtividade de grãos que está sendo prevista com acréscimo de 10%. No caso do café, algodão e trigo, o comportamento dos preços e os níveis de produção obtidos reduziram o faturamento desse importante grupo de produtos. A pecuária, que vem passando o terceiro ano com taxas de crescimento negativas, ainda passa por ajustes originados durante a Pandemia do Covid-19, e por redução dos preços internos. Isso tem trazido contrações no VBP de carne bovina e de frango, especialmente. Os resultados favoráveis principalmente de soja e milho têm contribuído para os ganhos não apenas nos principais estados produtores como os do Centro Oeste e Sul, mas também em vários estados do Nordeste e Norte que também se beneficiam de bons períodos de chuvas.

MAPA

Mercado eleva projeções para O PIB e inflação em 2023, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram suas projeções tanto para a inflação quanto para o crescimento da economia neste ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2023 subiu a 5,96%, de 5,90% antes, enquanto seguiu em 4,02% para 2024. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A perspectiva de inflação mais alta este ano vem na esteira do aumento nas contas para os preços administrados. A pesquisa mostra agora expectativa de avanço de 9,13% para esses itens em 2023, de 9,05% antes. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2023 aumentou em 0,04 ponto percentual e agora é de 0,89%. Para 2024, a projeção segue pela 11ª semana seguida em 1,50%. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve encerrar este ano a 12,75% e o próximo a 10,00%, sem alterações. O Focus mostra ainda que a Selic deve ser mantida nos atuais 13,75% na reunião de 21 e 22 de março.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: cotações, na maioria, estáveis

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 138,00/R$ 143,00, enquanto a carcaça especial teve leve alta de 0,96%/0,92%, custando R$ 10,50/kg/R$ 11,00/kg.

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), houve queda de 0,89% em Minas Gerais, chegando a R$ 7,82/kg, e de 0,66% em São Paulo, atingindo R$ 7,54/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 7,07/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,04/kg), e Santa Catarina (R$ 6,87/kg).

Cepea/Esalq

Exportações de carne suína em 8 dias úteis atinge 48% do faturamento de todo março/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne suína in natura nos oito dias úteis de março já atingiram mais de 48% da receita com os embarques em março do ano passado.

Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “para a carne suína é uma ótima notícia, já que o setor conviveu com margens bastante desgastadas e agora encontra nas exportações um porto seguro. Temos um momento de maior rentabilidade para a atividade, um aquecimento nos preços internacionais para a proteína. Isso se traduz em um momento favorável ao Brasil, que vem dependendo menos da China nos embarques de carne suína”, disse. A receita, US$ 84.3 milhões, representou 48,4% do montante obtido em março de 2022, que foi de US$ 174,2 milhões. No volume embarcado, as 34.867 toneladas são 42,8% do total registrado em março do ano passado, com 81.288 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 10,5 milhões, valor 33,1% maior do que o de março de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve aumento de 10,24%. Em toneladas por média diária, 4.358 toneladas, houve alta de 18% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Quando comparado ao da semana anterior, avanço de 12,3%. No preço pago por tonelada, US$ 2.419, ele é 12,8% superior ao praticado em março passado. O resultado, frente a semana anterior, representa queda de 1,8%.

AGÊNCIA SAFRAS

Suínos/Cepea: Baixa disponibilidade de animais prontos para abate gerou alta nos preços em fevereiro

A baixa disponibilidade de animais no mercado doméstico, sobretudo em peso ideal para abate, resultou em forte movimento de alta nos preços do suíno vivo e da carcaça especial em fevereiro na maioria das praças acompanhadas

As cotações, inclusive, atingiram a maior média mensal da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002 – considerando-se os meses de fevereiro de anos anteriores, em termos nominais. De janeiro para fevereiro, o suíno vivo comercializado no mercado independente se valorizou 10,7% na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), com média de R$ 7,70/kg, recorde nominal para um mês de fevereiro em toda série histórica do Cepea, iniciada em março de 2002. Na Grande Belo Horizonte (MG), o animal teve preço médio de R$ 8,02/kg em fevereiro, avanço de 11,8% na comparação com a média registrada em janeiro e patamar também recorde para o mês, em termos nominais. Na região Sul do País, Arapoti (PR) e Erechim (RS) também registraram as maiores médias para fevereiro em toda a série do Cepea, com o animal vivo comercializado a R$ 7,61/kg e a R$ 7,17/kg, em média, avanços de 11,9% e de 6,8% frente a janeiro, respectivamente. No mercado da carne, agentes reajustaram os preços, com o objetivo de seguir o forte movimento de alta dos valores do animal vivo. Porém, esses agentes relataram dificuldades no repasse desses aumentos ao atacado no encerramento de fevereiro. Mesmo com a resistência do consumidor interno em relação às cotações elevadas, o preço da carcaça especial também atingiu recorde nominal da série, fechando o mês com média de R$ 11,24/kg no atacado da Grande São Paulo, alta de 9,4% frente ao mês anterior. Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, a oferta restrita no mercado interno – que vem sustentando os valores dos animais e da carne em patamares elevados – está atrelada à menor produção de suínos, ocasionada pelos altos patamares dos preços dos principais insumos consumidos na suinocultura (milho e farelo de soja). Na região de Campinas (SP), de acordo com dados levantados pela Equipe Grãos/Cepea, ao comparar as médias dos preços entre fev/19 e fev/21 com as médias entre fev/21 e fev/23, o farelo de soja e o milho registraram expressivas altas de 56,3% e de 71%, respectivamente. Diante disso, o poder de compra do suinocultor paulista caiu expressivamente frente a esses importantes insumos, sendo 33% frente ao milho e 26,6% frente ao farelo de soja, ambos em termos nominais.

Cepea

Carne suína perde competitividade ante bovina e de frango em fevereiro

A carne suína perdeu competitividade em relação às proteínas bovina e de frango em fevereiro, ante janeiro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

Os preços médios das carnes suína, bovina e de frango subiram de janeiro para fevereiro, mas a valorização registrada para a suína foi mais acentuada que o observado para as carnes concorrentes. “Diante desse cenário, a carcaça especial suína ficou R$ 4,60/kg acima do valor do frango inteiro em fevereiro, expressivo aumento de 24,9% frente à diferença registrada em janeiro”, disse o Cepea no Boletim do Suíno referente ao mês de fevereiro. A diferença de preço da carcaça especial suína em relação à carcaça casada bovina diminuiu 8,8% para R$ 7,89/kg. À medida que o preço médio da carne suína se distancia do frango e se aproxima do valor da carne bovina, a carne suína perde competitividade. A maior demanda por suínos prontos para o abate e pela carcaça na Grande São Paulo impulsionou as cotações da carne em fevereiro. O preço da carcaça especial suína ficou em R$ 11,24/kg, alta de 9,4% em relação ao preço médio registrado em janeiro. Os preços da carne de frango também subiram em fevereiro na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea devido ao aquecimento da demanda, interrompendo o movimento de queda registrado desde o fim do ano passado. O frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo foi negociado em média a R$ 6,64/kg em fevereiro, alta de 0,8% em relação à média de janeiro. O preço da carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo subiu 1,1% em fevereiro para a média de R$ 19,13/kg.

CARNETEC

Frango com quedas na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,00/kg, enquanto a ave no atacado cedeu 0,15%, custando R$ 6,62/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 4,92/kg, enquanto em Santa Catarina houve recuo de 10,44%, valendo R$ 4,29/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (10), o frango congelado não sofreu alteração no preço, custando R$ 7,30/kg, enquanto a ave resfriada cedeu 1,75%, fechando em R$ 7,29/kg.

Cepea/Esalq

Exportações da carne de frango aceleram no início de março

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, as exportações de carne de aves in natura nos oito dias úteis de março já ultrapassaram 50% da receita da proteína no mesmo mês de 2022

Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “o grande destaque é que o Brasil segue sem nenhum caso de influenza aviária. Isso coloca o país em uma perspectiva privilegiada frente ao mercado global. É importante manter este status de ausência da doença no país para evitar descompassos em termos de reação do mercado internacional”, disse.  A receita, US$ 358 milhões, representou 51,10% do montante obtido em março de 2022, com US$ 700,6 milhões. No volume embarcado, 189.170 toneladas, ele é 49,19% do total registrado em março do ano passado, com 384.502 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 44.7 milhões, valor 40,5% maior do que o registrado em março de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve alta de 20,7%. Em toneladas por média diária, 23.646 toneladas, houve alta de 35,3% no comparativo com o mesmo mês de 2022. Em relação a semana anterior, aumento de 20,43%. No preço pago por tonelada, US$ 1.892 até o momento, ele é 3,9% superior ao praticado em março do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa alta 0,27%.

AGÊNCIA SAFRAS

INTERNACIONAL

EUA: Exportações de carne bovina começam o ano com queda

As exportações de carne bovina dos EUA caíram para vários destinos importantes em janeiro, embora os embarques tenham aumentado acentuadamente para o México, República Dominicana, Filipinas e África. O volume de janeiro caiu 15% em relação ao ano anterior, para 100.942 toneladas, avaliado em US$ 702,3 milhões (queda de 32%)

Os estoques de carne bovina aumentaram em alguns mercados importantes perto do final do ano passado, contribuindo para um ambiente desafiador para as exportações dos EUA. “Embora as exportações de carne bovina tenham um início lento em 2023, continuamos otimistas de que a demanda por serviços de alimentação pós-COVID se fortalecerá em mercados adicionais à medida que o ano avança”, disse o presidente e CEO da Federação de Exportações de Carnes dos EUA (USMEF), Dan Halstrom. A queda foi especialmente acentuada na Coreia do Sul, onde o volume caiu 36% para 18.896 toneladas e o valor caiu 52% para US$ 151,5 milhões. A Coreia está saindo de um ano recorde em que as exportações estabeleceram um valor recorde de todos os tempos para qualquer destino, atingindo US$ 2,7 bilhões. A queda foi menos pronunciada no Japão, onde as exportações de janeiro caíram 2%, para 22.456 toneladas, com valor caindo 20%, para US$ 144,9 milhões. As exportações para China/Hong Kong, que também atingiram novos patamares em 2022, caíram 24% em relação ao ano anterior, para 14.980 toneladas, avaliadas em US$ 125,3 milhões. As exportações de carne bovina ao México mostraram impulso positivo em janeiro, subindo 20% em relação ao ano anterior, para 17.479 toneladas, avaliadas em US$ 94,7 milhões – alta de 19% e a maior em mais de um ano. Lideradas pelo forte crescimento na República Dominicana e nas Bahamas, as exportações de janeiro para o Caribe aumentaram 26% em relação ao ano anterior, para 2.339 toneladas, com valor de 15%, para US$ 19,6 milhões. As exportações também aumentaram para a Jamaica, Antilhas Holandesas e Trinidad e Tobago. As Filipinas continuam emergindo como um destino promissor para a carne bovina dos EUA, com as exportações de janeiro subindo 73% em relação ao ano anterior, para 1.020 toneladas, avaliadas em US$ 6 milhões (aumento de 17%). Impulsionadas por embarques maiores para a África do Sul, as exportações para a África quase quadruplicaram o baixo volume do ano passado, atingindo 2.624 toneladas (aumento de 284%). O valor das exportações aumentou 148%, para pouco mais de US$ 3 milhões. Após um lento 2022, as exportações de carne bovina para a África do Sul se recuperaram fortemente para 2.119 milhões de toneladas em janeiro, o maior nível desde abril de 2021 e o quarto maior total mensal já registrado. A maioria das exportações de janeiro para a África do Sul foram fígados bovinos. Embora as exportações totais de carne bovina para a América do Sul tenham ficado bastante estáveis em relação ao ano passado (1.525 milhões de toneladas, queda de 1%), os embarques de carnes variadas aumentaram acentuadamente em janeiro. As exportações de carnes variadas para a Colômbia aumentaram 140% em relação ao ano anterior, para 235 milhões de toneladas, avaliadas em US$ 323.000 (aumento de 120%). As exportações para o Peru subiram 343% para 217 toneladas avaliadas em US$ 374.000 (aumento de 119%). As exportações para Taiwan, que foram recorde em 2022, recuaram em janeiro, caindo 34% em relação ao ano anterior, para 4.578 toneladas, avaliadas em US$ 44,3 milhões (queda de 47%). As exportações de carne bovina em janeiro equivaleram a US$ 331,27 por cabeça de abate, uma queda de 34% em relação ao ano anterior. As exportações representaram 12,7% da produção total de carne bovina de janeiro e 10,8% apenas dos cortes musculares. Ambos caíram significativamente em relação aos respectivos índices do ano anterior de 15,4% e 13,3%.

USMEF

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

 

abrafrigo

Leave Comment