
Ano 9 | nº 1921 |16 de fevereiro de 2023
NOTÍCIAS
Preço do boi com alta em São Paulo
A ponta compradora abriu o dia ofertando mais pela arroba do boi nas praças pecuárias paulistas. A cotação subiu R$2,00/@ na comparação feita dia a dia
Nas praças de São Paulo, a ponta compradora abriu a quarta-feira (15/2) ofertando mais pelo boi gordo “comum” (sem prêmio-exportação), informou a Scot Consultoria. O preço da arroba subiu R$ 2/@ na comparação feita dia a dia, para R$ 287/@, enquanto a vaca e a novilha gordas seguem valendo R$ 261/@ e R$ 270/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). “Há ofertas em R$ 300/@ para o “boi China” no mercado paulista, mas com poucos negócios confirmados”, relatou a Scot, acrescentando que, atualmente, o animal com padrão para chegar ao mercado chinês é vendido por R$ 295/@ (preço bruto e a prazo). Isso aumentou a diferença para outras praças. No Mato Grosso, por exemplo, o boi “comum” chega a valer R$ 235/@, enquanto a vaca gorda é negociada por R$ 205/@, valores bem abaixo das cotações da arroba paulista (macho anelorado, sem prêmio-exportação em torno de R$ 280-90). Em Marabá – PA, com escalas de abate curtas e as pastagens em boas condições, permitem o produtor negociar com serenidade, o preço do boi e da novilha subiu R$2,00/@, em relação ao comparativo anterior (15/2). No Sul do Tocantins, a cotação do boi, vaca e novilha ficou estável. As escalas de abate estão confortáveis para grande parte das indústrias frigoríficas
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo segue com preços firmes
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, continua acontecendo uma boa demanda por animais padrão China
Em São Paulo foram novamente relatadas algumas negociações a R$ 300 por arroba. No entanto, este ainda é o teto dos preços. A indústria não parece disposta a pagar valores ainda mais altos neste momento, mesmo por animais que cumpram os requisitos de exportação para a China. Na região Centro-Oeste novamente foi evidenciada alguma alta das cotações no decorrer do dia, já não região Norte mercado acomodado, com poucas novidades, disse Iglesias. Já a próxima semana tende a ser menos fluída, por conta do feriado de Carnaval, o que pode provocar o encurtamento das escalas de abate, o que por consequência tem a capacidade de aumentar a propensão a reajustes. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 296. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 271. No interior de Minas Gerais, Uberaba, preços a R$ 297 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 272 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista voltou a apresentar alguma alta das indicações de preços para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por menor espaço para recuperação dos preços durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. A situação das proteínas concorrentes ainda é um elemento que limita movimentos mais agressivos, assinalou o analista. O quarto traseiro foi precificado a R$ 21,00 por quilo, alta de R$ 0,10. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 15,70 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 15,45, por quilo.
CANAL RURAL
Arroba: diferença entre boi e vaca bate recorde
A pecuária mato-grossense registrou na passagem de dezembro do ano passado para janeiro, a maior diferença da série histórica entre o preço da arroba do boi e da vaca, destacam os analistas do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea)
No fechamento de janeiro foi registrado recuo de 2,08% e de 2% nos preços do boi e da vaca, respectivamente, quando comparados ao registrado em dezembro do ano passado. Os indicadores se fixaram na média de R$ 246,40/@ e R$ 232,54/@ nesse intervalo. “Essa pressão ocasionou o maior ágio observado entre as cotações das arrobas do boi e da vaca já registrado pelo Imea, número que ficou acima dos R$ 15/@ em dezembro/22 e janeiro/23. Esse alongamento foi reflexo do maior recuo no preço das fêmeas, principalmente nas regiões nordeste e norte de Mato Grosso, onde o ágio fixou-se em R$ 15,56/@ e R$ 15,30/@ em janeiro/23, na mesma ordem”, explicam. Os maiores valores foram registrados nas regiões centro-sul e sudeste (R$15,95/@ e R$ 15,88/@, respectivamente), por serem as localidades que detêm as maiores cotações da arroba do boi gordo no Estado, o que impulsiona o distanciamento do preço da vaca. A elevada oferta de bovinos de reposição no mercado refletiu em uma forte pressão baixista nos preços desses animais. Em janeiro/23, o bezerro de ano foi comercializado a R$ 2.276,05/cab, o que representa uma desvalorização de 12,53% ante dezembro/22. No mesmo sentido, o boi gordo voltou a recuar após a alta sazonal observada no final de 2022 e fechou janeiro/23 com média de R$ 246,40/@ (-2,08% no comparativo mensal). Mediante a maior desvalorização da reposição frente aos animais terminados, a relação de troca entre o bezerro de 210kg e o macho terminado de 18@ voltou a avançar e ficou na média de 1,95 cab/cab em Mato Grosso em janeiro, acréscimo de 11,95% no comparativo mensal. “Diante da queda nas cotações dos animais e a recuperação das pastagens, o pecuarista tem buscado reter seus animais dentro da propriedade postergando sua comercialização para momentos com preços mais atrativos”, pontuam os analistas.
IMEA/Diário de Cuiabá
ECONOMIA
Dólar tem leve avanço, em linha com exterior
O dólar avançou frente ao real na quarta-feira, refletindo salto da moeda norte-americana no exterior em meio a temores sobre o ciclo de alta de juros do Federal Reserve
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,36%, a 5,2182 reais na venda. Na B3, às 17:07 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,45%, a 5,2265 reais. Segundo participantes do mercado, esse movimento acompanhou a valorização da divisa norte-americana no exterior, onde um índice que compara o dólar a uma cesta de seis pares fortes avançava mais de 0,7% nesta tarde. Dados da terça-feira mostraram que as vendas no varejo dos Estados Unidos se recuperaram de forma acentuada em janeiro, após duas quedas mensais consecutivas, o que renovou temores de investidores de que o Federal Reserve precisará continuar elevando os juros de forma a esfriar a atividade econômica e conter a inflação. Mais cedo neste mês, uma forte leitura de criação de postos de trabalho referente a janeiro já havia alimentado esses receios. “Janeiro foi um mês otimista por parte de investidores; os mercados melhoraram bastante, como se o Fed fosse terminar o ciclo de juros já agora ou com só mais uma alta, mas o mercado de emprego está muito aquecido e não está deixando o Fed finalizar o ciclo”, disse à Reuters Luiz Osório Leão Filho, gestor de investimentos SOMMA, que espera pelo menos mais dois ajustes no juro pelo banco central norte-americano este ano. Quanto mais sobem os custos dos empréstimos nos EUA, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente, conforme investidores redirecionam recursos para o mercado de renda fixa norte-americano. Agora, o mercado fica à espera da primeira reunião no novo governo do Conselho Monetário Nacional (CMN), a quem cabe fixar as metas de inflação a serem perseguidas pelo BC, na quinta-feira. Haddad afirmou na terça-feira que a meta de inflação não está na pauta do encontro, depois de rumores de que Lula teria pedido que a meta de inflação, hoje em 3,25% para este ano, fosse aumentada em 1 ponto percentual.
REUTERS
Ibovespa encerra em alta firme após sinais de trégua entre governo e BC
Mercado segue sensível aos cenários político e fiscal; falas de Haddad foram vistas como apaziguadoras por investidores
O Ibovespa teve avanço firme hoje, embora o mercado siga sensível aos cenários político e fiscal, nomeadamente à relação do governo com o Banco Central. Falas do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), foram vistas como apaziguadoras por investidores, principalmente após o Presidente do BC, Roberto Campos Neto, também acenar ao Executivo ontem. No fim da sessão da quarta-feira, o referencial local registrou ganhos de 1,62%, aos 109.600 pontos. Na mínima intradiária, o índice à vista tocou os 107.267 pontos, e, na máxima, os 110.210 pontos. Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,28%, aos 4.127 pontos, o Dow Jones fechou em leve alta de 0,11%, aos 34.128 pontos, e o Nasdaq avançou 0,92%, aos 12.070 pontos.
VALOR ECONÔMICO
Preços de commodities e insumos caem e IGP-10 tem avanço em fevereiro, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) teve variação positiva de 0,02% em fevereiro, depois de avançar 0,05% no mês anterior, em meio à queda nos preços de commodities e insumos agropecuários
A leitura mensal do indicador divulgada na quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) leva o IGP-10 a acumular em 12 meses alta de 2,26%, contra 4,27% em janeiro. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve queda de 0,14% em fevereiro, depois de cair 0,06% no mês anterior. Os destaques ficaram para os movimentos dos itens soja (de -1,13% para -3,34%), bovinos (de 2,40% para -2,51%) e adubos ou fertilizantes (de -3,05% para -6,19%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, passou a subir 0,55% no mês, de 0,47% em janeiro. De acordo com a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Despesas Diversas (0,10% para 1,77%), Transportes (0,06% para 0,52%), Educação, Leitura e Recreação (1,13% para 1,51%), Habitação (0,12% para 0,32%) e Comunicação (0,73% para 0,99%). Por outro lado, o Coordenador dos índices de preços, André Braz, destacou as quedas em serviços como passagem aérea (de -0,15% para -3,86%), aluguel residencial (de -0,44% para -0,55%) e tarifa de telefone móvel (de 0,92% para -0,94%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez subiu 0,33% em fevereiro, contra alta de 0,14% no primeiro mês do ano. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
REUTERS
PIB per capita é o maior desde 2014, mas produtividade é a pior desde 2009, diz FGV Ibre
Segundo especialista da fundação, o PIB per capita ficou em R$ 45.706 em 2022, e a produtividade encerrou o ano em R$ 85.105
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro por habitante ficou em R$ 45.706, em 2022, maior patamar desde 2014, quando somou R$ 47.566, segundo Claudio Considera, Coordenador do núcleo de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), que divulgou na quarta-feira (15) seu Monitor do PIB, com suas estimativas para a atividade econômica em dezembro e no ano passado fechado. Em termos monetários, o FGV Ibre estima que o PIB brasileiro ficou em R$ 9,82 trilhões, no ano passado. Com base na população estimada de 214,828 milhões de pessoas ao término de 2022, segundo projeção do IBGE, foi feito o cálculo do chamado PIB per capita. Em contrapartida, a produtividade da economia brasileira, ao término de 2022 na leitura do Monitor, encerrou em R$ 85.105, o pior resultado na série desse dado, para o Monitor, desde 2009 (R$ 84.674). Considera lembrou que desempenho mais fraco em produtividade, no ano passado, já tinha sido antecipado em diferentes pesquisas do FGV Ibre. “Infelizmente, a produtividade continuou ruim”, comentou ele. Também no Monitor, a taxa de investimento da economia em 2022 ficou em 19,9% em 2022; menor que a de 2021 (20,2%).
VALOR ECONÔMICO
Monitor do PIB aponta alta de 1,4% em dezembro na comparação anual, aponta FGV
Na comparação com dezembro de 2022, o crescimento do PIB foi de 0,2%
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro subiu 1,4% em dezembro na comparação anual e 0,2% ante novembro de 2022, segundo o Monitor do PIB divulgado na quarta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O Monitor do PIB-FGV aponta que a atividade econômica cresceu 2,9% no ano de 2022. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) atingiu o maior nível desde a recessão de 2014-2016, enquanto o consumo das famílias foi recorde na série histórica iniciada em 2001. “O crescimento de 2,9% da economia em 2022 foi influenciado principalmente pelo setor de serviços, que contribuiu com mais de 80% para o bom desempenho da economia. O destaque foi a atividade de outros serviços, que engloba as atividades de alojamento, alimentação, saúde privada, educação privada, serviços prestados às famílias e às empresas. Esta atividade, que foi uma das que haviam apresentado as maiores perdas devido à necessidade de distanciamento social no período da pandemia, impulsionou o PIB de 2022 graças à normalização das atividades sociais e aos estímulos fiscais dados à economia. Apesar deste desempenho positivo, outra característica marcante de 2022 foi a desaceleração do crescimento ao longo do ano. Em consequência dos patamares elevados de juros e de endividamento das famílias, o quarto trimestre do ano encerrou com queda”, afirmou Juliana Trece, Coordenadora do Monitor do PIB – FGV, em nota oficial. No quarto trimestre de 2022, o PIB teve retração de 0,2% em relação ao terceiro trimestre de 2022. Na comparação com o quarto trimestre de 2021, o PIB cresceu 1,9% no quarto trimestre de 2022. No ano de 2022, sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 4%, puxado pelo consumo de serviços, enquanto o consumo de bens duráveis encolheu. “Por serem compostos por bens de maior valor agregado [automóveis, eletrônicos, entre outros], os altos níveis dos juros, de certa forma, inibem o consumo desses tipos de bens”, justificou a FGV, em nota. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve uma elevação de 1,1% no ano. “O único componente a retrair em 2022 foi o de máquinas e equipamentos. O desempenho positivo foi devido à construção e ao segmento de outros da FBCF que contribuíram positivamente ao longo de todo o ano”, informou a FGV. A exportação de bens e serviços registrou crescimento de 6% em 2022, enquanto a importação aumentou 0,9%. Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 9,819 trilhões no ano de 2022, em valores correntes. “O resultado do PIB de 2022 continua a trajetória de retomada do crescimento iniciada em 2017 e interrompida em 2020 devido a pandemia. O PIB de 2022 finalmente ultrapassou o valor do PIB de 2014, até então o maior desde 2001. A valores de 2022, o PIB per capita equivale a R$ 45.706, valor inferior ao de 2010″, completou a FGV. “A valores de 2022, a produtividade da economia foi de R$ 85.105 em 2022. Este resultado é um dos menores da série histórica, inferior à produtividade de 2008″, acrescentou.
O ESTADO DE SÃO PAULO
FRANGOS & SUÍNOS
Preço do suíno vivo sobe nas principais praças nesta quarta-feira (15)
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 150,00/R$ 155,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 11,30/kg/R$ 11,80/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (14), houve aumento de 2,45% em Minas Gerais, atingindo R$ 8,35/kg, incremento de 5,12% no Paraná, alcançando R$ 7,39/kg, avanço de 0,71% no Rio Grande do Sul, subindo para R$ 7,10/kg, crescimento de 2,79% em Santa Catarina, precificado em R$ 7,37/kg, e de 0,88% em São Paulo, fechando em R$ 8,07/kg.
Cepea/Esalq
Frango: preço da ave no atacado paulista sobe 0,76%
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,76%, custando R$ 6,65/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 5,00/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (14), a ave congelada teve aumento de 0,46%, chegando a R$ 6,58/kg, enquanto o frango resfriado não mudou de preço, fechando em R$ 6,67/kg.
Cepea/Esalq
Depois do Uruguai, Argentina relata surto de gripe aviária
Na terça-feira (15), foram anunciados surtos na Guatemala, na América Central, e no Uruguai, na América do Sul
Segundo informações trazidas pelo jornal argentino Clarín, a Argentina também detectou na quarta-feira (15) um caso de influenza aviária, após informações de casos na Guatemala, na América Central, e no Uruguai, fronteira com o Rio Grande do Sul. O site do jornal argentino destacou uma fala do Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Juan José Bahillo, de que o “serviço de saúde animal, Senasa, confirmou a detecção do vírus da gripe aviária em aves silvestres, na espécie de ganso andino, na província de Jujuy. Isso nos obriga a declarar uma emergência sanitária em nosso território”. Somado aos demais países do continente americano que apresentaram casos de influenza aviária, a Argentina é o 16º. O Brasil não tem registros da doença, segundo declaração dada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
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Brasil segue livre de gripe aviária após resultados negativos para 3 casos suspeitos
O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, continua sem nenhum caso de gripe aviária e ampliou as medidas preventivas na fronteira após confirmações da doença nos países vizinhos Argentina e Uruguai, disse na quarta-feira o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro
Segundo ele, o Brasil chegou a registrar três casos suspeitos da doença, mas testes deram resultado negativo. “É importante dizer que não temos nenhum caso…, nosso status de livre de gripe aviária continua… O caso na fronteira do Uruguai aumenta nossa vigilância”, afirmou o ministro a jornalistas em Brasília. Fávaro ressaltou que o governo federal está intensificando uma campanha contra a gripe aviária e acrescentou que o país possui um bom sistema de prevenção. “Estamos preparados para enfrentar o que precisar.” Ele comentou que o caso na Argentina, assim como no Uruguai, é em aves silvestres. “Bolívia já tem (casos) em granjas comerciais, Peru já tem, Equador já tem em criações comerciais. Argentina não, Uruguai não, Chile não e, Brasil, nem em aves silvestres. Então, por ora, estamos tomando providências preventivas… mas garantindo que, por ora, o Brasil continua com o status livre de influenza aviaria”. O Secretário de Agricultura da Argentina, Juan José Bahillo, confirmou que foram detectados casos da doença em aves silvestres no país. Com isso, foi declarado estado de emergência sanitária na Argentina, que também é exportadora de frango. Em entrevista coletiva, Bahillo destacou que os casos foram detectados na província de Jujuy, no noroeste do país, próximo à fronteira com a Bolívia, onde já haviam sido confirmados casos de gripe aviária. A Argentina exportou no ano passado 227.120 toneladas de carne de frango, segundo estatísticas oficiais. No Uruguai, foi confirmado também na quarta-feira o primeiro caso de gripe aviária, de acordo com autoridades locais. “Isso não é uma surpresa, era esperado”, disse o Ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca do Uruguai, Fernando Mattos. “Já tínhamos indícios da presença da doença transmitida por aves migratórias na fauna local, aves locais que, em contato com aves migratórias, estiveram em contato com um vírus altamente patogênico”, disse. “Cabe lembrar que a situação registrada no Uruguai (com aves silvestres) é exemplo de caso que não suspenderia o comércio e exportações de produtos avícolas, conforme recomendações estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)”, disse a ABPA.
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Mapa aumenta vigilância após casos de IA no Uruguai e Argentina
O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse na quarta-feira (15) que o governo brasileiro aumentou a vigilância após confirmação de casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em aves silvestres na Argentina e no Uruguai
“Estamos tomando providências preventivas, reforçando nosso sistema de vigilância nas fronteiras, mas garantindo que, por ora, o Brasil continua com status livre da gripe aviária”, disse Fávaro em entrevista à imprensa, segundo nota divulgada pelo ministério. O Mapa elevou a fiscalização, mas também alertou que produtores devem estar atentos e comunicar imediatamente as suspeitas da doença se perceberem sintomas em aves caseiras ou silvestres. A comunicação deve ser feita ao Serviço Veterinário Oficial municipal ou pela internet na plataforma e-Sisbravet. Duas aves com sintomas de gripe aviária foram encontradas no Rio Grande do Sul e uma no Amazonas, mas a hipótese da doença foi descartada após coleta e análises de amostras. O risco mais alto de entrada da doença no país ocorre até abril/maio, considerando a migração de aves no período, segundo o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart. “Estamos passando pela fase aguda de risco de ocorrência, até elas voltarem à sua migração natural que ocorre todos os anos para o Hemisfério Norte”, disse. O Mapa disse que realizou na quarta-feira (15) reunião com todo o Sistema Brasileiro de Defesa Agropecuária, que reúne órgãos públicos e representantes da iniciativa privada, para estabelecer a cadeia de comando e ação para os casos de detecção ou sintoma de influenza aviária. O Departamento de Saúde Animal também está em contato em tempo real com as autoridades sanitárias dos países vizinhos. O ministério disse que tem um plano de contingência elaborado para desenvolver ações no caso da entrada da doença no país. “Se por acaso entrar a doença no país, o serviço veterinário oficial dos estados já entra com ações de bloqueio da área e outras ações previstas dentro do plano são executadas em um raio de 10 quilômetros da detecção. É uma série de ações que vão sendo desencadeadas à medida da necessidade”, disse a Coordenadora de Assuntos Estratégicos do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Anderlise Borsoi.
CARNETEC
INTERNACIONAL
EUA deve produzir mais carne bovina e menos suína
A produção de carne bovina nos Estados Unidos este ano está prevista em 26,5 bilhões de libras, acima da previsão anterior de 26 bilhões de libras, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em um relatório mensal
As taxas de abate de gado até o início de fevereiro foram mais rápidas do que o esperado, anulando um declínio nos ganhos de gado confinado e vacas e touros devido ao clima de inverno em partes do país, disse à agência em seu relatório mensal de perspectivas de gado, laticínios e aves. “Uma mudança temporal nas vendas de gado alimentado no primeiro trimestre e uma perspectiva de maior abate de vacas mais do que compensaram um declínio nos pesos abatidos esperados”, disse o Departamento Agrícola. “Os preços do gado gordo em 2023 são elevados com a demanda firme e pesos de carcaça mais leves”. A produção de carne suína, por sua vez, foi melhor do que o esperado em janeiro, mas a indústria também reduziu os pesos preparados que compensarão o aumento da produção no primeiro trimestre do ano, disse a agência. As perspectivas do governo para a produção de carne suína no primeiro trimestre foram reduzidas em 32 milhões de libras, para 7,01 bilhões de libras, disse o relatório. Se concretizado, isso ainda aumentaria 1,5% ano a ano.
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