CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1920 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1920 |15 de fevereiro de 2023

NOTÍCIAS

Preço do boi interno e externo sobe, cotação da novilha acompanha

Com a definição no mercado na terça-feira (14/2), a ponta frigorífica ofertou R$5,00/@ a mais tanto para o boi quanto para a novilha, dado maior procura por bovinos terminados.

O macho anelorado está cotado em R$ 285/@ nas praças paulistas, enquanto a vaca e a novilha são negociadas por R$ 261/@ e R$ 275/@, respectivamente; ‘boi-China’ subiu para R$ 295/@, informa a Scot Consultoria. Na terça-feira, 14 de fevereiro, os frigoríficos das praças de São Paulo ofertaram R$ 5/@ a mais para o boi gordo “comum” (destinado sobretudo ao mercado interno), para a novilha gorda e para o “boi-China”, informou a Scot Consultoria. O “boi China” também subiu R$5,00/@. Em Santa Catarina, com a procura por bovinos aumentando, os frigoríficos ofertaram R$3,00/@ a mais no boi, já as outras categorias estão estáveis. Na exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de fevereiro, foram exportadas 47,2 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária embarcada, até o momento, é de 5,9 mil toneladas, recuo de 29,3% na comparação com fevereiro/22, o faturamento médio diário está em US$28,4 milhões, recuo de 39,2% na mesma comparação.

SCOT CONSULTORIA

Preços da arroba do boi chegam a R$ 300 em São Paulo

No Brasil, o mercado físico do boi gordo segue com preços firmes, segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias

Houve novamente registro de negócios na faixa de R$ 300 a arroba em São Paulo. No entanto, esse ainda é o teto dos preços neste momento, com dificuldades de avançar acima dessas cotações. A movimentação cambial e a potencial valorização dos preços em dólar pagos pela tonelada da carne bovina no mercado internacional são fatores importantes que podem colaborar para esse movimento, disse Iglesias. No Centro-Norte do país, o mercado ainda conta com maior volume de animais ofertados, no entanto com preços acomodados durante a semana, sem a pressão de queda que estava presente em semanas anteriores. O grande problema ainda é a diferença na formação de receitas entre frigoríficos que atuam apenas no mercado doméstico e aqueles que exportam, em especial para a China. Os frigoríficos exportadores têm muito mais fôlego para pagar valores maiores pela arroba do boi gordo, completou. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 296. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 267. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 297 por arroba. O mercado atacadista apresentou preços mais altos para a carne bovina. Segundo Iglesias, até mesmo cortes nobres apresentaram reajustes nos últimos dias, a exemplo da alcatra e da picanha. Com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês a tendência é por menor propensão a reajustes. A situação das proteínas concorrentes ainda é um limitador, em especial da carne de frango, que ainda apresenta dificuldades no decorrer do primeiro bimestre, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,90 por quilo, alta de R$ 0,40. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,70 por quilo, alta de R$ 0,20. A ponta de agulha ficou no patamar de R$ 15,45, alta de R$ 0,30.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar avança frente ao real com exterior

A moeda norte-americana à vista avançou 0,43%, a 5,1996 reais na venda, depois de mais cedo ter caído até 0,93%, a 5,1288. Na B3, às 17:07 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,68%, a 5,2085 reais

Os ativos brasileiros têm sido abalados pela tensão institucional entre governo e BC nos últimos dias, após críticas intensas de Lula e aliados à atuação da autoridade monetária e ao nível dos juros no país. Depois dos ataques, Campos Neto fez um aceno ao petista na terça-feira ao afirmar que é justo o Executivo questionar o patamar elevado dos juros e que é trabalho do Banco Central esclarecer e melhorar a comunicação em meio a esse debate. Agora, o mercado fica à espera da primeira reunião no novo governo do Conselho Monetário Nacional (CMN), na quinta-feira. No exterior, dados da terça-feira mostraram que os preços ao consumidor nos Estados Unidos aceleraram em janeiro na comparação com o mês anterior, embora o aumento anual tenha sido o menor desde o final de 2021. O índice do dólar contra uma cesta de moedas fortes avançava na esteira dos dados, depois de trocar de sinal várias vezes ao longo da tarde. Sinal de aversão a risco no mercado internacional, os principais índices de Wall Street operavam em baixa neste pregão. Pedro Paulo Silveira, diretor de gestão de recursos da Nova Futura Gestora, comentou que a inflação ainda pressionada nos EUA “coloca para os investidores a possibilidade bastante razoável de nós termos mais duas altas (de juros) nas próximas reuniões do Fed”, o que “de fato muda um pouco a perspectiva que nós tínhamos até a semana passada” e ajuda a explicar a piora nos mercados tanto internacionais quando domésticos. Quando mais altos os juros na maior economia do mundo, mais o dólar tende a se beneficiar globalmente, conforme investidores redirecionam dinheiro para o extremamente seguro mercado de renda fixa norte-americano.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, com os investidores ainda repercutindo dados de inflação nos Estados Unidos, que se não endossaram apostas de aumentos mais agressivos nos juros norte-americanos, tampouco colaboraram com apostas de um ciclo menos restritivo, uma vez que mostraram os preços ao consumidor ainda em patamar elevado

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,91%, a 107.848,81 pontos. O volume financeiro somou 24 bilhões de reais. Em meio a especulações recentes sobre mudanças na meta de inflação, ocuparam as atenções no começo do pregão declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na véspera, de que o BC não propôs ao governo um aumento da meta de inflação, mas tem sugestões de aprimoramento do mecanismo. Na terça-feira, Campos Neto afirmou que o sistema de metas para a inflação funciona bem e não é hora de fazer experimentos. E fez um aceno ao governo, afirmando que é justo o Executivo questionar o patamar dos juros e que é preciso haver um pouco mais de “boa vontade” com a nova gestão. No final da tarde, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a meta de inflação não está na pauta do CMN. No exterior, o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentou 0,5% no mês passado, após alta de 0,1% em dezembro, em linha com as expectativas. Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, os números não afetaram fortemente as expectativas de juros no curtíssimo prazo. Particularmente, ele disse que achou o dado de ruim, pois mostra mais inflação, mas ponderou que alguns dados recentes já vinham balizando as expectativas. Em Wall Street, o S&P 500 fechou quase estável.

REUTERS

Mercado melhora projeções para resultado primário e dívida bruta em 2023 e 2024, mostra Prisma

O mercado financeiro melhorou suas projeções para o resultado primário e a dívida bruta do governo em 2023 e 2024, mostrou relatório Prisma Fiscal para fevereiro divulgado na terça-feira (14) pelo Ministério da Fazenda.

De acordo com o documento, que capta projeções de agentes de mercado para as contas públicas, a mediana das expectativas para o resultado primário do governo central em 2023 ficou em déficit de R$ 109,64 bilhões, ante saldo negativo de R$ 125,99 bilhões projetado no mês anterior. Essa mudança foi resultado de revisão para cima nas estimativas de receita para o período –a R$ 1,91 trilhão, contra R$ 1,89 trilhão em janeiro– e da redução na projeção de despesas –a R$ 2,01 trilhões, de R$ 2,02 trilhões antes. A melhora das projeções para os números fiscais se deu após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ter apresentado em janeiro um plano de ajuste de até R$ 242,7 bilhões nas contas de 2023, o que faria o resultado primário potencialmente reverter o déficit previsto atualmente e fechar o ano no azul. No entanto, o próprio ministro apontou a possibilidade de haver frustração em parte das iniciativas, o que mantém a perspectiva nublada. Economistas do mercado financeiro seguem sinalizando preocupações com a responsabilidade do novo governo na conduta das contas públicas, uma vez que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é vista pelos investidores como mais desenvolvimentista e a equipe econômica não apresentou ainda sua proposta para um novo arcabouço fiscal. Ainda assim, para 2024 também houve melhora nos prognósticos dos economistas para o resultado primário, a rombo de R$ 96,15 bilhões, contra déficit de 118,58 bilhões estimado em janeiro. As receitas líquidas para o período foram projetadas em R$ 2,03 trilhões no mais recente Prisma, contra R$ 2,00 trilhões antes. A previsão para os gastos do ano que vem, por sua vez, subiu moderadamente, a R$ 2,13 trilhões, ante 2,12 trilhões. Os analistas consultados pela pasta reduziram a previsão para a dívida bruta do governo geral em 2023 para 78,30% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 79,10% na pesquisa de janeiro. Para 2024, a estimativa está em 80,71%, contra 82,40% na pesquisa anterior. Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central avaliou que a revisão do arcabouço fiscal do país diminui a visibilidade sobre as contas públicas e impacta as expectativas de inflação, embora tenha ponderado que a execução do pacote de medidas apresentado pela Fazenda deveria atenuar o risco.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: altas fortes nas cotações do animal vivo

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 5,63%/6,16%, chegando a R$ 150,00/R$ 155,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,89%/1,72%, custando R$ 11,30/kg/R$ 11,80/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (13), houve aumento de 3,03% em Minas Gerais, atingindo R$ 8,15/kg, incremento de 3,23% no Paraná, alcançando R$ 7,03/kg, avanço de 2,47% no Rio Grande do Sul, subindo para R$ 7,05/kg, crescimento de 3,61% em Santa Catarina, precificado em R$ 7,17/kg, e de 2,04% em São Paulo, fechando em R$ 8,00/kg.

Cepea/Esalq

Cotações estáveis para o mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 2,33%, custando R$ 6,60/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, valendo R$ 5,00/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (13), houve baixa de 1,06% para a ave congelada, atingindo R$ 6,55/kg, e de 0,45% para o frango resfriado, fechando em R$ 6,67/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Argentina anuncia controle de preços para reduzir custos de cortes populares de carne bovina

O Ministério da Economia da Argentina anunciou nesta segunda-feira um programa de controle de preços para reduzir o custo de cortes populares de carne bovina em meio à alta inflação. Durante coletiva de imprensa, uma autoridade do Ministério da Economia disse que alguns cortes populares de carne teriam preços reduzidos em torno de 30%, sem dar mais detalhes.

REUTERS

Caso atípico de vaca louca na Espanha não representou risco para a saúde pública, dizem autoridades

Ocorrência foi notificada à Organização Mundial de Saúde Animal no final da semana passada.

Caso atípico ocorre esporádica e espontaneamente em animais mais velhos

Um caso de encefalopatia espongiforme bovina atípica (BSE) em uma vaca morta na região noroeste da Galiza, na Espanha, “foi isolado, não entrou na cadeia alimentar e não representou riscos para a saúde pública”, informou o serviço regional de saúde. A ocorrência foi notificada à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) no final da semana passada. A enfermidade, comumente chamada de doença da vaca louca, foi descoberta depois que uma vaca de 22 anos foi sacrificada devido a sinais de doença não relacionados à BSE, disse a OIE, citando informações das autoridades espanholas. Um caso de doença da vaca louca, também ocasionado por velhice, foi encontrado na Holanda na semana retrasada. O caso atípico da doença da vaca louca ocorre esporádica e espontaneamente em vacas mais velhas, enquanto a outra variante, o tipo clássico e temido de infecção, geralmente é causada por ração animal contaminada. Casos generalizados de doença da vaca louca atingiram rebanhos bovinos na Grã-Bretanha e em outros países europeus na década de 1990. Casos atípicos foram detectados ocasionalmente e podem levar a restrições comerciais temporárias.

GLOBO RURAL

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