
Ano 9 | nº 1915 |08 de fevereiro de 2023
NOTÍCIAS
A cotação da arroba de boi, vaca e novilha gordos subiram em São Paulo
Mesmo com frigoríficos fora das compras e com as escalas de abate confortáveis, a cotação do boi gordo subiu R$5,00/@, vaca e novilha gordas subiram R$2,00/@ com comparação ao levantamento anterior (6/2).
Na terça-feira, o macho anelorado “comum” teve acréscimo de R$ 5/@ nas praças do interior paulista, chegando a R$ 280/@ – no prazo, valor bruto – informou a Scot Consultoria. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, o macho anelorado “comum” teve acréscimo de R$ 5/@ ontem em São Paulo, chegando a R$ 280/@, pagamento no prazo, valor bruto. A vaca e novilha gordas registraram alta diária de R$ 2/@, ficando em R$ 261/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O “boi-China” seguiu cotado em R$ 285/@ (preço bruto e a prazo, base SP). No Noroeste do Paraná a oferta de compra aumentou em R$2,00/@ para o boi gordo na comparação com o último levantamento (6/2). No Espírito Santo, com dificuldade de escoamento de carne, as cotações do boi e vaca gordos caíram R$3,00/@, e a cotação da novilha gorda caiu R$2,00/@, na comparação feita dia a dia.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo operou com preços mais altos
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão mais curtas, em especial na Região Sudeste, enquanto animais padrão China ainda são negociados com ágio significativo na comparação a animais destinados ao mercado doméstico
Já no Centro-Norte do país, após semanas de pressão, o mercado começou a esboçar reação, também em função do encurtamento das escalas de abate, justificando uma atuação mais agressiva dos frigoríficos que atuam na região na compra de gado. “A primeira quinzena do mês também tem um papel importante na mudança de dinâmica de mercado, com a alta dos preços da carne bovina no atacado melhorando a conta também para os pecuaristas”, diz o comentarista. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu para R$ 292. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 297. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 259. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 247. Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 270. A carne bovina voltou a ter alta no atacado. De acordo com Iglesias, o movimento ocorre em linha com a entrada dos salários na economia, o que acelera a reposição entre atacado e varejo. “O limitador para altas mais consistentes ainda é a situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que ainda tem sobreoferta neste primeiro trimestre”, destaca o comentarista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 15 por quilo. Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 15,55. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 20 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Brasil tem a terceira carne bovina mais cara da América Latina
Chile e Uruguai lideram o ranking de preços, Suíça tem o valor mais caro do mundo onde o quilo custa R$ 265,46
Estudo realizado pelo banco de dados da Numbeo, realizado neste início de ano, situa o Brasil na 78ª posição do ranking do quilo da carne bovina mais cara do mundo. Na América Latina, o Brasil tem o terceiro maior preço do quilo da carne bovina: R$ 41,87 o que representa cerca de 3% do salário mínimo de R$ 1.302,00. Na região, conforme filtro da Cuponation do estudo em cem países, o Chile tem a carne mais cara. O quilo chega a R$ 58,36. Já os uruguaios ocupam a segunda posição do ranking com o quilo chegando a casa dos R$ 56,72. No caso do Uruguai, dois fatores de peso são levados em consideração: a forte exportação da proteína e os preços relativamente altos, porque os uruguaios importam a grande maioria dos bens de consumo. Segundo Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no Comércio Exterior, “o preço da carne bovina é uma questão complexa que envolve fatores como a oferta e a demanda, o custo de produção, as políticas de comércio exterior de cada país, entre outros fatores”. Além disso, o especialista aponta que na América Latina há uma forte relação entre o alto preço da carne e a exportação. “Um exemplo disto está em países vizinhos, como Chile e Uruguai, que destinam uma boa parte de sua produção para fora de seus territórios. Além disso, a importação de bens de consumo também tem impacto direto sobre os preços internos”, completa. No caso dos argentinos, onde nenhuma refeição principal se come sem carne, ocupam a quinta posição do ranking, logo depois do Peru. Mas nada se compara com o preço da Suíça, onde o preço do quilo ultrapassa a marca de R$ 200,00, seguido pelo Líbano com média de preço de R$ 193,11 e Coréia do Sul com o preço de R$ 173,53. Dentre os cem países listados, a Índia, onde boa parte da população é vegetariana, a pouca demanda e produção de carne faz o país ter o preço mais baixo do ranking, com média de R$ 29,00 o quilo, deixando-o na 100ª posição. Ranking dos 5 primeiros países na América Latina e no Mundo. Na América Latina: Chile | 58,36; Uruguai | 56,72; Brasil | 41,87; Peru | 35,69; Argentina | 32,27; No mundo: Suíça | 265,46; Líbano | 193,11; Coreia do Sul | 173,53; Noruega | 145,60; Holanda | 133,68.
Efficienza
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 0,51%, a R$ 5,2013 na venda
O dólar teve alta nesta terça-feira e fechou acima de 5,20 reais, após trocar de sinal várias vezes em sessão volátil e com vários catalisadores, entre eles as falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, novos atritos entre governo e Banco Central e a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom)
No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,51%, a 5,2013 reais na venda, registrando o maior patamar desde 20 de janeiro (5,2086) e engatando um terceiro pregão consecutivo de ganhos, acumulando no período valorização de mais de 3%. A moeda norte-americana encerrou o pregão acima de sua média móvel diária de 200 dias pela primeira vez desde 23 de janeiro.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda
O Ibovespa se descolou de pares internacionais na terça-feira e encerrou em queda, pressionado por ações do setor financeiro, antes de o Itaú divulgar seu balanço, e da Eletrobras, após o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar o processo de privatização da empresa
Críticas do chefe do Executivo ao Banco Central também voltaram a impactar o humor do investidor local. Após ajustes, o referencial local registrou queda de 0,82%, aos 107.830 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 17,31 bilhões no Ibovespa e R$ 22,35 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 avançou 1,29%, aos 4.164 pontos, o Dow Jones fechou em alta de 0,78%, aos 34.156 pontos, e o Nasdaq subiu 1,90%, aos 12.113 pontos. O otimismo visto nas bolsas de Nova York após novo discurso suave do Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não foi suficiente para impulsionar os ativos locais, que voltaram a ser impactados pelo noticiário local. No foco, seguiu a insatisfação do governo federal com o Banco Central. A ata da última reunião do Copom, publicada nesta manhã, reforçou que os integrantes se preocupam com a situação fiscal do país. Apesar de reiterar a firmeza transmitida no comunicado da semana passada, o texto fez acenos ao governo federal, como no trecho que afirma que alguns membros disseram que o pacote fiscal editado pelo governo deveria aliviar o risco fiscal. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a ata foi “melhor do que o comunicado”, considerando o documento divulgado hoje “mais amigável”. No entanto, à tarde, Lula voltou a criticar a autarquia e seu presidente, Roberto Campos Neto. Lula afirmou que Campos tem mais responsabilidade do que Meirelles tinha no seu tempo. “Naquele tempo era fácil jogar a culpa no presidente da República. Agora não, é culpa do Banco Central”, afirmou. “Roberto Campos Neto deve explicações ao Congresso Nacional, a quem o indicou”, disse Lula. Adicionalmente, o chefe do Executivo questionou a privatização da Eletrobras e disse que a AGU pode contestar o contrato na Justiça.
VALOR ECONÔMICO
IGP-DI sobe menos que o esperado em janeiro e taxa em 12 meses vai a mínima em 3 anos e meio
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) iniciou 2023 com alta de 0,06% em janeiro, depois de subir 0,31% em dezembro, e a taxa acumulada em 12 meses caiu ao menor nível em quase três anos e meio
O dado mensal divulgado na terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de aumento de 0,30%. Com isso, o índice passou a acumular em 12 meses avanço de 3,01%, menor taxa interanual desde setembro de 2019, quando estava em 3%. “A principal contribuição para a desaceleração do IGP-DI partiu da inflação ao produtor que, nesta edição, acumula alta 1,89% em 12 meses, a menor desde março de 2018, quando caíra 0,48%”, destacou André Braz, coordenador dos índices de preços. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 0,19%, de alta de 0,32% no mês anterior. Segundo Braz, commodities importantes registraram queda expressiva ao produtor, com destaque para carne bovina (de -0,44% para -1,82%) e aves (de -2,26% para -3,36%). A pressão para o consumidor em setembro, por outro lado, aumentou, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) –que responde por 30% do IGP-DI– acelerou a alta a 0,80% no período, de 0,35% em dezembro. No IPC, os destaques ficaram para Educação, Leitura e Recreação (-0,07% para 3,28%), Transportes (-0,07% para 0,92%) e Despesas Diversas (0,03% para 0,97%). O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,46% em janeiro, de 0,09% antes. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.
REUTERS
Indicador antecedente de emprego inicia 2023 com queda de 0,8 ponto em janeiro, diz FGV
O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil caiu 0,8 ponto em janeiro, iniciando 2023 com 73,9 pontos, de acordo com os dados divulgados na terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, havia subido em dezembro, mas voltou a cair mantendo-se em patamares historicamente baixos após uma série de resultados negativos no final de 2022, disse a FGV. “As expectativas de desaceleração econômica em 2023 também não deixam muitas esperanças de que o indicador volte a sinalizar uma trajetória positiva. Com a pandemia cada vez mais no passado, quem vai ditar o ritmo de recuperação do mercado de trabalho é a atividade econômica”, disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre. Em janeiro, quatro dos sete componentes do IAEmp contribuíram para a queda do indicador, com destaques para os indicadores que medem a Situação Atual e Tendência dos Negócios de Serviços, que contribuíram igualmente com -0,6 ponto, e o indicador de Emprego Previsto de Serviços, que contribuiu com -0,4 ponto, disse a FGV.
REUTERS
GOVERNO
Governo nomeia diretora de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura
Ana Lúcia de Paula Viana volta ao cargo que ocupou no governo passado
O governo federal nomeou Ana Lúcia de Paula Viana para o cargo de Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), um dos mais importantes da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Defendida pelo setor de proteína animal e pelo Ministro Carlos Fávaro, Ana Lúcia mantém o posto que ocupou no governo passado. Ela foi diretora do Dipoa até dezembro, mas foi exonerada junto com os demais cargos de segundo e terceiro escalões no início deste ano. Na sexta-feira, também foram nomeados o Secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Márcio Rezende, e o Diretor de Saúde Animal, Eduardo de Azevedo Cunha.
VALOR ECONÔMICO
Ministro da Agricultura sinaliza apoio a pecuaristas
O novo Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, abriu diálogo com representantes da pecuária nacional, neste final de semana, em encontro em Uberaba (MG) e prometeu apoio às demandas do setor
Durante a posse da nova diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fávaro defendeu a segurança nas fazendas, com direito à posse de armas no campo, e o cumprimento, conforme a lei, de punição em casos de invasão de terras produtivas. Ele ainda sinalizou a possibilidade de linhas de crédito para o setor com juros acessíveis e que não inviabilizam a produção. “Teremos um ministro que irá nos ouvir, permitir colocar as questões e trabalhar ao nosso lado”, disse otimista o Presidente do Comitê Gestor do Programa Carne Angus Certificada, Nivaldo Dzyekanski, que representou a Associação Brasileira de Angus no evento. Segundo Dzyekanski, o objetivo é estreitar cada vez mais o contato com o Ministério da Agricultura a fim de promover a pecuária brasileira. Além de entusiasta do setor, Fávaro é usuário da genética Angus em sua propriedade localizada no Mato Grosso. “Ele abriu espaço para diálogo. Senti dele uma disposição muito grande e conhecimento sobre o setor. Ele tem o pé na terra”, acrescentou. Dzyekanski apresentou ao ministro novos projetos da Angus, como o Selo Sustentabilidade e seu manual de boas práticas. Dzyekanski reforçou que o encontro também foi um importante canal de aproximação com a ABCZ, que empossou seu novo presidente, o criador Gabriel Garcia Cid. “As raças são complementares e têm que discutir temas maiores, que são de interesse comum para a pecuária brasileira”, afirmou. A posição é compartilhada pela presidente da Angus, Mariana Tellechea. Uma das metas de sua gestão é a participação da associação em pautas coletivas voltadas à expansão do setor. “É necessário que venhamos debater assuntos de interesse geral da pecuária e, dessa forma, fomentar o desenvolvimento desse segmento tão importante para a economia do país”, ponderou.
ABCZ
EMPRESAS
Ital oferece 47 eventos abrangendo processamento, segurança e qualidade de alimentos e embalagem
Referência em capacitação e aperfeiçoamento teórico e prático de startups, micro, pequenas, médias e grandes empresas das áreas de alimentos, bebidas, ingredientes e embalagem, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) prevê realizar 47 eventos técnico-científicos até o fim de 2023, ano que marca seu aniversário de 60 anos
Ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o Ital encerrou o último ano com média recorde de satisfação dos participantes das capacitações realizadas, atingindo o nível de 95%. Diferentemente de 2022, quando 42 dos 46 eventos foram on-line, a instituição sediada em Campinas (SP) planeja realizar 30 eventos presenciais este ano, destacando-se o Fórum sobre Food Safety, marcado para ocorrer em 6 de junho para discutir tendências, desafios e oportunidades em segurança de alimentos. No evento, o Ital lançará o Brasil Food Safety Trends 2030, estudo envolvendo um terço dos pesquisadores da instituição que dá continuidade a uma série de publicações técnico-científicas disponibilizadas ao público com assuntos de interesse do consumidor e da sociedade.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: altas consistentes na terça-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 2,90%/9,86%, chegando em R$ 142,00/R$ 156,00, enquanto a carcaça especial subiu 5,98%/4,76%, cotada em R$ 10,70/kg/11,00/kg.
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), houve aumento de 3,08% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,69/kg, incremento de 2,99% no Paraná, avançando para R$ 6,55/kg, valorização de 2,93% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 6,67/kg, alta de 2,74% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,75/kg, e de 3,88% em São Paulo, fechando em R$ 7,23/kg.
Cepea/Esalq
Com Rio Grande do Sul, Brasil pode exportar até 25% mais carne suína para o Chile
Avaliação é da ABPA, que comemora o reconhecimento do status do Estado de livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação. Associação que representa a indústria de carne suína espera agregar produto do Rio Grande do Sul às exportações para o Chile Freepik
O Brasil pode aumentar de 20% a 25% as exportações de carne suína para o Chile a partir do reconhecimento do Estado do Rio Grande do Sul como zona livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação. A avaliação é do Diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luís Rua, que considera a decisão do governo chileno uma “excelente notícia” para o setor. “É um marco. É o primeiro país a fazer esse reconhecimento e a tendência é de que outros também reconheçam o Rio Grande do Sul como livre de aftosa sem vacinação”, acredita o diretor da ABPA. “Difícil cravar um número, mas, considerando a estrutura do Rio Grande do Sul e a demanda chilena, a gente pode aumentar de 20% a 25% essas exportações para o Chile”, acrescenta. O Diário Oficial chileno publicou o reconhecimento do R na segunda-feira (6/2). No documento, Ministério da Agricultura do país atesta que o Estado já tem o reconhecimento internacional de seu status sanitário e que inspeções confirmaram as informações do governo brasileiro. O Chile é um dos dez principais mercados para a carne suína brasileira. Mas a demanda vem sendo atendida pelo Estado de Santa Catarina, até agora único com o status de livre de aftosa sem vacinação reconhecido pelo país sul-americano. Luís Rua, da ABPA, explica que a próxima etapa é o Chile enviar uma missão técnica ao Rio Grande do Sul para avaliar unidades frigoríficas. Ao menos 13 plantas industriais no Estado teriam a possibilidade de conseguir a habilitação e embarcar carne suína para o mercado chileno. A expectativa da ABPA é de que o Paraná também tenha o status sanitário de livre de aftosa sem vacinação reconhecido pelos mercados internacionais. Assim como o Rio Grande do Sul, o Estado obteve, em 2021, o reconhecimento pela Organização Internacional de Saúde Animal (WOAH, na sigla em inglês). “Já estamos trabalhando com outros mercados para que possam reconhecer o status de livre de aftosa sem vacinação tanto do Rio Grande do Sul quanto do Paraná e acessar mercados”, diz Rua, mencionando como potenciais mercados China, Japão e Coreia do Sul. A notícia do reconhecimento do Chile ao status sanitário do Rio Grande do Sul veio e um momento positivo das exportações de carne suína do Brasil. Os números referentes ao mês de janeiro ainda estão sendo consolidados pela ABPA, mas a expectativa, segundo Luís Rua, é de que o volume embarcado tenha ficado próximo de 90 mil toneladas.
GLOBO RURAL
Mercado do frango estável
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,59%, custando R$ 6,27/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, precificado em R$ 4,99/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 6,55/kg, e R$ 6,60/kg.
Cepea/Esalq
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122
