
Ano 9 | nº 1914 |07 de fevereiro de 2023
NOTÍCIAS
Início de semana indicando alta para arroba do boi gordo em São Paulo
Após registrar incremento na arroba do boi gordo no fechamento de sexta-feira (3/2), a cotação do boi, vaca e novilha gordos iniciou a semana estável. As escalas de abate estão confortáveis para grande parte das indústrias frigoríficas
Em Goiânia – GO, com incremento da oferta para o período, a cotação de boi gordo e vaca gorda recuou R$3,00/@. No atacado de carne com osso, com o início de fevereiro, o fim das férias escolares e o recebimento dos salários movimentaram o mercado de carne bovina. Com boa expectativa de vendas no varejo para os primeiros dias do mês, a maioria dos produtos com osso teve ajustes positivos, destaque para o dianteiro 1×1, com incremento de 3,8% na comparação semanal. Sendo assim, nos últimos sete dias, a cotação da carcaça casada de bovinos castrados subiu 1,4%, enquanto para os bovinos inteiros, alta de 1,7%.
SCOT CONSULTORIA
Mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos nas praças da Região Sudeste
De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, animais padrão China permanecem bastante demandados, com os frigoríficos atuantes na região operando com escalas de abate encurtadas
Na região Centro-Norte, os preços das boiadas ensaiam uma discreta recuperação, com escalas de abate menos confortáveis na comparação com a semana anterior. “A demanda de carne bovina no início do mês será fator importante para a continuidade do movimento de alta das boiadas no curto prazo”, diz o comentarista. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu para R$ 290. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 293. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 254. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 247. Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 265. O mercado atacadista voltou a apresentar preços acomodados para a carne bovina. De acordo com Iglesias, a expectativa de curto prazo ainda é de alta, em linha com a entrada dos salários na economia motivando a reposição entre atacado e varejo. “Como ponto de entrave pode ser mencionada a situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que segue fragilizada.”, destaca o comentarista. Então, o quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,50 por quilo, alta de R$ 0,50. A ponta de agulha ficou com preço de R$ 14,60, subindo R$ 0,30. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 19,90 por quilo, alta de R$ 0,10.
AGÊNCIA SAFRAS
RS é reconhecido pelo Chile como zona livre de aftosa sem vacinação
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu em maio de 2021 o Rio Grande do Sul como livre da enfermidade sem vacinação
A decisão do Chile de reconhecer o Rio Grande do Sul como área livre de febre aftosa sem vacinação abre mercado para a carne produzida no estado, disse na segunda-feira (6) o Governador Eduardo Leite (PSDB) no lançamento da Expodireto Cotrijal em Porto Alegre. “Agora é tarefa de promoção comercial para que a gente consiga trazer para cá recursos que movimentam nossa economia”, disse Leite. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu em maio de 2021 o Rio Grande do Sul como livre da enfermidade sem vacinação. A decisão do Chile foi publicada no Diário Oficial do país. Segundo o Chile, o reconhecimento valerá enquanto “se mantenham as condições sanitárias, de prevenção e controle implantadas pela República Federativa do Brasil”. A avaliação foi confirmada em inspeções feitas pelas autoridades chilenas. Em 2022, o Brasil exportou aproximadamente 71.858 toneladas de carne bovina para o Chile, com uma receita de US$ 360,1 milhões, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO).
ESTADÃO CONTEÚDO
ECONOMIA
Dólar fecha em alta após novas falas de Lula sobre BC e peso do exterior
Força da moeda americana arrefece, mas ainda mostra robustez, com os agentes financeiros ainda reverberando os números fortes da economia dos EUA
O dólar à vista encerrou a sessão da segunda-feira em alta, mas distante da máxima, depois de o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar a criticar a atuação do Banco Central. No exterior, o dólar ainda mostrou robustez, com os agentes financeiros reverberando os números fortes da economia americana apresentados principalmente pelo relatório do mercado de trabalho (“payroll”) na última sexta-feira. No fim da sessão, o dólar comercial fechou em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,1726. Já o contrato para março da moeda americana exibia perto das 17h20 avanço de 0,36%, a R$ 5,1890. No exterior, o dólar mostrava força também contra divisas de mercados emergentes, subindo 1,24% contra o rand sul-africano e avançando 0,76% ante o peso mexicano. Na sexta-feira, a economia americana surpreendeu os agentes financeiros. Primeiro, e principalmente, pelo lado do payroll, com dados do mercado de trabalho muito mais fortes do que o esperado. Segundo, por conta da atividade de serviços também mais resilientes do que o esperado, como apresentaram os dados do ISM. Diante disso, a chance de um fim do aperto monetário nos EUA desapareceu do horizonte, desenhado dias antes com as falas do Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. Ontem, o Presidente Lula voltou a criticar a atuação do BC, dizendo ser “uma vergonha esse aumento de juros e explicação que o BC deu para a sociedade”. Para Weigt, “se tivéssemos qualquer definição sobre como vamos conter a dívida/PIB, com certeza teríamos corte de juros já neste ano e a taxa de câmbio estaria mais baixa.” A força do dólar foi perdendo ímpeto ao longo da sessão.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa fecha em alta
Movimento compensou nova queda das ações ligadas às commodities metálicas
O Ibovespa fechou a segunda-feira em leve alta, impulsionado pela forte alta das ações da Petrobras (os papéis preferenciais avançaram 3,99%) e apesar de nova queda das ações ligadas às commodities metálicas. Sem grande alteração no cenário externo, investidores voltaram a analisar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o Banco Central. Após ajustes, o referencial local registrou alta leve de 0,18%, aos 108.722 pontos. O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 16,79 bilhões no Ibovespa e R$ 21,39 bilhões na B3. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,61%, aos 4.111 pontos, o Dow Jones fechou em leve queda de 0,10%, aos 33.891 pontos e o Nasdaq devolveu 1%, aos 11.887 pontos. Com investidores globais em compasso de espera, aguardando novo discurso do Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, após o relatório do mercado de trabalho (“payroll”) mostrar criação de vagas acima da expectativa nos Estados Unidos em janeiro, o índice doméstico se guiou primordialmente pelo comportamento das ações ligadas às commodities. Petrobras ON, com alta de 3,63% e Petrobras PN, com avanço de 3,99%, estiveram entre as maiores altas, mantendo forte volatilidade. O petróleo encerrou a sessão em alta firme, de cerca de 1%, após um forte terremoto que atingiu a Síria e a Turquia obrigar a suspensão de operações em um terminal na cidade turca de Ceyhan. Além disso, a expectativa em relação ao consumo chinês segue elevada, mesmo após forte queda nos preços da matéria-prima nos últimos dias.
VALOR ECONÔMICO
Poupança tem retirada recorde de R$ 33,63 bi em janeiro
Mesmo voltando a render mais que a inflação, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros enfrentar fuga recorde de recursos. Em janeiro, os brasileiros sacaram R$ 33,63 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou ontem o Banco Central (BC).
A retirada líquida (saques menos depósitos) é a maior para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. O recorde anterior foi registrado em agosto do ano passado, quando os correntistas sacaram R$ 22,02 bilhões a mais do que depositaram. Em 2022, a caderneta registrou fuga líquida (mais saques que depósitos) recorde de R$ 103,24 bilhões, em um cenário de inflação e endividamento altos. Os rendimentos voltaram a ganhar da inflação por causa dos aumentos da taxa Selic (juros básicos da economia), mas outras aplicações de renda fixa são mais atraentes que a poupança. Em 2020, a poupança tinha registrado captação líquida (depósitos menos saques) recorde de R$ 166,31 bilhões. Contribuiu para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia de covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, que foi depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal. A fuga líquida em janeiro equivale a quase o total da diferença entre saques e depósitos em 2021. Naquele ano, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros.Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 13,75% ao ano, o que fez a aplicação financeira deixar de perder para a inflação pela primeira vez desde meados de 2020. Nos 12 meses terminados em janeiro, a aplicação rendeu 8,06%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 5,87%.
REUTERS
Liberação do crédito rural alcança R$ 222,8 bilhões em sete meses do atual plano safra
Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 136,6 bilhões e as contratações para investimentos totalizaram quase R$ 60 bilhões
O montante do desembolso do crédito rural chegou a R$ 222,8 bilhões no Plano Safra 2022/23, no período de julho/2022 até janeiro/2023. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 136,6 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram quase R$ 60 bilhões, as operações de comercialização atingiram R$ 15,6 bilhões e a industrialização, R$ 10,8 bilhões. De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 1.234.957 contratos no período de sete meses, sendo 891,7 mil no Pronaf e 150, 6 mil no Pronamp. Os valores contratados pelos pequenos e pelos médios produtores foram, respectivamente, de R$ 36,8 bilhões no Pronaf e de R$ 36,3 bilhões no Pronamp, em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização). Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos, no dia 3 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.
MAPA
Mercado eleva projeção para Selic em 2024 no Focus em meio a pressão da inflação
Analistas consultados pelo Banco Central voltaram a elevar a perspectiva para a taxa básica de juros em 2024, em meio a um cenário de pressões inflacionárias crescentes, mostrou a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que os especialistas veem agora a Selic a 9,75% em 2024, de 9,50% na semana anterior. Na semana passada, na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) após a posse do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o BC decidiu manter a Selic em 13,75% ao ano e ressaltou que a incerteza fiscal e a deterioração nas expectativas de inflação do mercado elevam o custo para que a autoridade monetária atinja suas metas. O Focus mostra que a taxa básica ainda deve ser mantida nesse patamar na reunião de março do Copom, e que os especialistas consultados seguem vendo a Selic a 12,50% ao final deste ano. O cenário de inflação elevada permanece no radar do mercado, com aumento nas contas para a alta do IPCA este ano de 0,04 ponto percentual e de 0,03 ponto para 2024, respectivamente a 5,78% e 3,93%. O centro da meta oficial para a inflação em 2023 é de 3,25% e para 2024 é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2023 teve ajuste para baixo de 0,01 ponto, a 0,79%, enquanto que para o ano que vem seguiu em 1,50%.
REUTERS
BNDES suspende desembolsos em nove programas de crédito rural
Até sexta-feira, apenas Moderagro, ABC Ambiental e alguns itens do Pronaf continuavam abertos
Um dia depois de reabrir os protocolos para receber pedidos de novos financiamentos agropecuários, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltou a suspender as linhas de nove programas de crédito rural por causa do elevado nível de comprometimento dos recursos disponíveis. Até sexta-feira, apenas Moderagro, ABC Ambiental e alguns itens do Pronaf continuavam abertos. O aviso sobre a nova suspensão das linhas foi enviado às instituições financeiras credenciadas em 2 de fevereiro, um dia após o BNDES reabrir os protocolos de 14 programas, com R$ 2,9 bilhões. A busca pelos recursos para investimentos dos produtores rurais por bancos e cooperativas de crédito foi intensa. Uma fonte relatou ao Valor que o saldo disponibilizado para algumas linhas durou menos de duas horas no sistema a partir da reabertura dos protocolos. Muitos programas estavam fechados há meses. Procurado, o BNDES não informou qual o saldo disponível nas linhas que continuam abertas nem se os programas suspensos serão reabertos novamente. Os R$ 2,9 bilhões disponibilizados a partir do início de fevereiro não eram recursos novos, mas saldo remanescentes dos programas do Plano Safra 2022/23 operacionalizados pelo BNDES.
VALOR ECONÔMICO
GOVERNO
Em gabinete itinerante, Mapa discute demandas da pecuária brasileira em Uberaba
Ministro Carlos Fávaro e equipe do Mapa estiveram na sede da ABCZ para ouvir as sugestões dos representantes do setor produtivo
Na primeira audiência itinerante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com representantes do setor produtivo, o Ministro Carlos Fávaro e os secretários da pasta estiveram no sábado (4) na sede da Associação Brasileira de Criadores de Zebu, em Uberaba (MG), para ouvir as principais reivindicações e debater soluções. Segundo o Ministro, esta foi a primeira de muitas reuniões que serão realizadas pelo Mapa em diversos locais do país para colher as demandas do setor e implementar políticas públicas no Ministério. “Temos que construir pontes, respeitando as posições divergentes. Mas todos aqueles homens e mulheres produtores que querem construir um futuro melhor para o agronegócio terão as portas abertas no nosso governo para que possamos fazer esse setor cada vez mais forte e sustentável”, disse Fávaro. Após o primeiro encontro com as entidades, os Secretários do Mapa realizaram audiências para tratar dos temas específicos de cada área. As cinco secretarias do Mapa estiveram presentes: o Secretário-executivo, Irajá Lacerda; o Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; O Secretário-adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo; o Secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, e a Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Renata Miranda. Os representantes da ABCZ apresentaram ao Mapa o programa Integra Zebu, que tem como objetivo propor e divulgar soluções para intensificar a produção das pastagens brasileiras. Segundo o ministro, a proposta está plenamente alinhada com a política do Mapa. “Vai ao encontro daquilo que propusemos no plano de governo do Presidente Lula para a agropecuária brasileira, que é transformar a pecuária de baixa produtividade em uma agricultura de alta produção”. “Durante muito tempo, por desconhecimento e informações incorretas, o agronegócio recebeu críticas injustas no Brasil e no mundo. Fato que hoje amplia o debate sobre a sustentabilidade, tão evidente nos últimos meses com a expectativa das transições do governo”, disse o Presidente da ABCZ, Gabriel Garcia Cid.
Notícias Agrícolas
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: altas nas cotações na segunda-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve aumento de 6,15%/5,19%, chegando em R$ 138,00/R$ 142,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,00%/1,94%, cotada em R$ 10,00/kg/10,30/kg
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), o preço ficou estável no Paraná (R$ 6,36/kg). Houve alta de 1,91% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,46/kg, avanço de 1,73%, subindo para R$ 6,48/kg, incremento de 1,08% em Santa Catarina, custando R$ 6,57/kg, e de 3,11% em São Paulo, fechando em R$ 6,96/kg.
Cepea/Esalq
18 granjas de suínos são atingidas pela PSA na Malásia
Mais de 48.000 animais foram afetados
A peste suína africana (PSA) continua a se espalhar no estado de Penang, na Malásia, com mais sete fazendas de suínos atingidas, elevando o número total de fazendas afetadas pelo surto até agora para 18 em três distritos. O ministro-chefe Chow Kon Yeow disse que 48.194 animais foram afetados nessas produções comerciais de suínos, 14 dos quais estão no distrito de Seberang Perai Selatan (SPS) e dois nos distritos de Seberang Perai Tengah (SPT) e Seberang Perai Utara (SPU). “Anteriormente, as fazendas infectadas com PSA estavam apenas em SPT e SPS, mas a amostragem realizada pelo Departamento de Serviços Veterinários de Penang (DVS) confirmou que a doença agora se espalhou mais amplamente e infectou porcos na área de Kampung Selamat em SPU. Chow disse que o governo do estado identificou um terreno de 16 hectares em uma área distante de assentamentos públicos e sem desenvolvimento, para ser usado como um local de descarte, para que isso possa ser feito sem problemas, sem causar transtornos à população. Ele também disse que o abastecimento de carne de porco em Penang é seguro e ainda suficiente para atender às necessidades da população, especialmente antes da celebração do Ano Novo Chinês, pois ainda existem fazendas livres da doença. A diretora estadual da DVS, Saira Bani Mohamed Rejab, que também esteve presente na coletiva de imprensa, disse que seu departamento sempre foi transparente e forneceu todos os relatórios e resultados dos testes de laboratório realizados pela Penang JPV aos agricultores envolvidos. Ela disse que a DVS forneceria uma compensação entre RM400 e RM800 para cada porco adulto, sujeito a condições.
SUINOCULTURA INDUSTRIAL
Frango: mercado estável na segunda-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,32%, custando R$ 6,27/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,29/kg, assim como no Paraná, precificado em R$ 4,99/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado cederam 0,15%, custando, re3spectivamente, R$ 6,55/kg, e R$ 6,60/kg.
Cepea/Esalq
Nepal detecta gripe aviária H5N1 em fazenda
O Nepal registrou um surto da cepa altamente patogênica H5N1 da gripe aviária, ou gripe aviária, em uma granja perto da capital Katmandu, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) na segunda-feira
A doença matou 2.909 galinhas poedeiras e o restante do rebanho de 7.500 foi abatido, disse a WOAH em nota, citando informações das autoridades nepalesas.
REUTERS
Eslováquia relata surto de gripe aviária H5N1 em fazenda
A Eslováquia relatou um surto do vírus altamente patogênico da gripe aviária H5N1 em uma fazenda na parte oeste do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal, com sede em Paris, na segunda-feira
O surto perto da cidade de Galanta matou 1.530 aves de um bando de 5.665, disse o órgão com sede em Paris, citando informações das autoridades de saúde eslovacas. Um número recorde de galinhas, perus e outras aves morreram em surtos da doença altamente contagiosa na Europa no ano passado e o vírus está se espalhando nos Estados Unidos, América do Sul, África e Ásia.
REUTERS
INTERNACIONAL
Lucro da Tyson Foods fica abaixo da expectativa com queda no preço da carne bovina
A Tyson Foods não atingiu as estimativas de Wall Street para o seu lucro trimestral e cortou suas expectativas para as margens operacionais este ano, diante da queda nos preços da carne bovina e da demanda menor por carne suína
Os resultados, divulgados na segunda-feira, fizeram com que as ações do grupo frigorífico norte-americano caíssem mais de 5% nas negociações pré-mercado. Um ano antes, os lucros da Tyson haviam subiram devido ao aumento dos preços da carne e à forte demanda. Diante da alta inflação, alguns consumidores reduziram seus gastos e mudaram para tipos mais baratos de carne, como hambúrgueres em vez de bifes. As vendas subiram 2,5%, para 13,26 bilhões de dólares, nos três meses encerrados em 31 de dezembro, abaixo da estimativa média dos analistas de 13,52 bilhões de dólares, segundo dados do IBES Refinitiv. O lucro ajustado de 85 centavos por ação ficou muito abaixo das expectativas de 1,34 dólar por ação. Os resultados foram “ruins em todos os aspectos”, disse o Credit Suisse em nota. No negócio de carne bovina da Tyson, seu maior segmento, as margens operacionais encolheram para 3,5%, ante 19,1% no ano anterior. Os preços médios da carne bovina caíram 8,5%, em comparação com um aumento de quase 32% no ano anterior, segundo a empresa. Os preços médios da carne suína da Tyson subiram 1,4% no último trimestre, enquanto os volumes de vendas caíram 7,4%. A empresa reduziu sua perspectiva de margens operacionais ajustadas em carne suína para 0% a 2% no ano fiscal de 2023, de uma previsão anterior de 2% a 4%. A Tyson reduziu sua perspectiva de margens operacionais em seu negócio de frango para 2% a 4%, de 6% para 8%, embora os preços tenham subido 7,1% no último trimestre. O JP Morgan disse que ficou “surpreso com a magnitude dos ganhos perdidos e das reduções de orientação”.
REUTERS
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122
