CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1911 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2023

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Ano 9 | nº 1911 |02 de fevereiro de 2023

NOTÍCIAS

Após altas para o “boi China”, cotação da arroba se mantém estável em São Paulo

Ao final de janeiro, após alta na cotação da arroba de boi gordo para bovinos precoces (abaixo de 30 meses), as escalas de abate se alongaram, em média, até a segunda quinzena de fevereiro, o que trouxe calmaria às negociações

Em Marabá – Pará, com dificuldade de escoamento de carne, as cotações do boi e vacas gordos, para abate, caíram R$3,00/@, na comparação com o informativo anterior (31/1). No Rio Grande do Sul, Oeste, cotação estável na comparação dia a dia para boi, vaca e novilha gordos.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços continuam subindo no Sudeste

A disparidade na formação de receitas entre frigoríficos exportadores e aqueles que atuam apenas no mercado doméstico segue em evidência

O mercado físico do boi gordo registrou preços acomodados nesta quarta-feira (1). De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as negociações se tornaram menos fluídas ao longo da semana, com os pecuaristas optando pela retenção de boiadas em meio a uma boa condição das pastagens. “Basicamente, os preços ofertados pela indústria em alguns estados não motivam o pecuarista a negociar. Na região Sudeste, ainda são relatadas negociações acima da referência média para animais que cumprem os requisitos de exportação para a China”, diz o comentarista. Iglesias ainda destaca que a disparidade na formação de receitas entre frigoríficos exportadores e aqueles que atuam apenas no mercado doméstico segue em evidência, uma vez que os preços da carne bovina e demais derivados do abate patinam no início do ano. Mesmo com uma menor rentabilidade, os preços das carnes oferecem um maior retorno para a indústria. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu para R$ 286. Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 285. Em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 252. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 247. Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 265. Os preços da carne bovina seguem acomodados no mercado atacadista. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por alguma recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena de fevereiro, período que conta com maior apelo ao consumo. “O grande limitador do momento são os preços das proteínas concorrentes que permanecem mais competitivos.”, destaca o comentarista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14 por quilo.  Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 14,30. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 19,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne bovina in natura cresceu 16% no volume e teve queda de 7,5% no preço

Total embarcado alcançou 160 mil toneladas em janeiro/23

A exportação de carne bovina in natura finalizou o mês de janeiro/23 com 160,1 mil toneladas, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia na quarta-feira (01). Em relação a dezembro, houve um avanço de 4,85%. No comparativo anual, a alta foi de 16,01%. Em janeiro do ano passado o setor embarcou 138,06 mil toneladas em 21 dias úteis. A média diária exportada fechou o mês com 7,28 mil toneladas, alta de 10,8%. Em janeiro do ano anterior a média foi de 6,5 mil toneladas. Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume exportado registrou um bom desempenho, mas o preço médio seguiu bem aquém do ano passado. “É importante ressaltar que no ano passado vendemos muito a um preço alto e esse ano o quadro é mais complexo, volume não será um problema, mas sim o preço médio”, informou. O preço médio encerrou o mês a US$ 4.842 mil por tonelada, queda de 7,5 % frente aos dados divulgados em janeiro de 2021, com US$ 5,233 mil por tonelada. O valor negociado para o foi de US$ 775,7 milhões. A média diária ficou em US$ 35,2 milhões, alta de 2,5%, frente a janeiro do ano passado com US$ 34,407 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar cai ao menor patamar em 3 meses frente ao real após decisão do Fed e discurso de Powell

O dólar fechou em seu patamar mais baixo em quase três meses frente ao real na quarta-feira, com ativos de risco do mundo inteiro reagindo positivamente à decisão de política monetária do Federal Reserve, que veio em linha com o esperado, e ao discurso relativamente brando do chefe do banco central norte-americano, Jerome Powell

A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 0,25%, a 5,0633 reais na venda, patamar de encerramento mais baixo desde 4 de novembro passado (5,0524), iniciando fevereiro com viés negativo. O Federal Reserve elevou sua meta de taxa de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira, embora tenha voltado a prometer “aumentos contínuos” nos custos de empréstimos como parte de sua batalha ainda não resolvida contra a inflação.

“Tanto o (resultado do encontro do) Fed quanto o Copom mais tarde já estavam precificados no mercado. Por conta disso, a maior expectativa não era pelo anúncio em si, mas pela fala pós-evento”, avaliou Evandro Caciano dos Santos, Chefe de câmbio da Trace Finance. Após a decisão de política monetária, Powell comemorou na quarta-feira um recente arrefecimento nos dados de inflação e disse que suas esperanças de um pouso econômico suave permanecem vivas, ainda que tenha ressaltado que não houve progresso suficiente para trazer as pressões de preços de volta à meta de 2% do banco central. Após a reunião de política monetária do banco central dos EUA, futuros vinculados à taxa básica do Fed mantiveram apostas de que os juros atingirão pouco menos de 5% em junho deste ano, também precificando cortes nos custos dos empréstimos até o final de 2023, de acordo com dados da ferramenta FedWatch da Refinitiv da quarta-feira. No Brasil esse diferencial de juros foi um dos fatores que levou o dólar a cair 3,82% frente ao real no acumulado de janeiro, embora investidores também citem a reabertura da China e acenos da equipe econômica do governo à responsabilidade fiscal como um suporte adicional para o real.

REUTERS

BC mantém Selic em 13,75% e destaca custo maior para levar inflação às metas

Na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Banco Central decidiu na quarta-feira manter a Selic em 13,75% ao ano e ressaltou que a incerteza fiscal e a deterioração nas expectativas elevam o custo para que a autoridade monetária atinja suas metas

“A conjuntura, particularmente incerta no âmbito fiscal e com expectativas de inflação se distanciando da meta em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”, informou o comunicado da reunião do Copom. “Tal conjuntura eleva o custo da desinflação necessária para atingir as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional”, acrescentou. A manutenção da taxa básica de juros pela quarta reunião consecutiva foi decidida por unanimidade pela diretoria do BC e está em linha com a expectativa do mercado, de acordo com pesquisa Reuters, segundo a qual todos os 30 economistas consultados esperavam continuidade da Selic no mesmo nível. Com a decisão, o BC manteve a Selic a um patamar 11,75 pontos acima da mínima histórica de 2% ao ano, atingida em meio à pandemia de Covid-19 e que vigorou até março de 2021. A taxa básica segue no nível mais alto desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. O primeiro encontro do Copom após uma troca de governo com um Banco Central formalmente autônomo ocorreu após críticas de Lula à condução da política monetária e em meio a um ambiente de alta nas expectativas para a inflação e piora nas projeções para a taxa básica de juros. A opção pela manutenção da Selic ocorreu horas após o Banco Central dos Estados Unidos ter anunciado uma elevação em sua meta de juros em 0,25 ponto percentual, além de prometer “aumentos contínuos” nos custos de empréstimos como parte de sua batalha ainda não resolvida contra a inflação.

REUTERS

Ibovespa fecha em baixa com blue chips em dia de Fed e Copom

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, com os blue chips entre as maiores pressões de baixa, notadamente Vale, enquanto nos Estado Unidos o banco central reduziu o ritmo do aperto monetário, mas prometeu “aumentos contínuos” na taxa de juros

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,32%, a 111.931,32 pontos, de acordo com dados preliminares. No pior momento, chegou a 110.729,47 pontos. Na máxima, a 113.597,64 pontos. O volume financeiro somava 27 bilhões de reais. A queda na sessão ocorreu após o Ibovespa encerrar o primeiro mês do ano com ganho de 3,6%, em desempenho apoiado principalmente pelo fluxo de capital externo.

REUTERS

Balança comercial brasileira tem superávit de US$2,717 bi em janeiro

No recorte por atividade econômica, houve avanço nas exportações da indústria extrativa (+22,3%), especialmente nos embarques de petróleo, e crescimento também da indústria de transformação (+9,9%) e agropecuária (+4,6%).

O Brasil registrou superávit comercial de 2,717 bilhões de dólares em janeiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e serviços nesta quarta-feira, melhor resultado para o mês desde 2006. O dado veio ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que apontava saldo positivo de 3 bilhões de dólares na balança comercial do primeiro mês do ano, segundo pesquisa Reuters. O saldo da balança comercial do mês passado foi melhor que o observado em janeiro de 2022, quando o resultado ficou negativo em 59 milhões de dólares. No mês passado, as exportações ficaram em 23,137 bilhões de dólares, alta de 11,7% na comparação com janeiro de 2022. As importações fecharam janeiro em 20,420 bilhões de dólares, recuo de 1,7% ante mês equivalente do ano anterior. A dinâmica das exportações no mês foi explicada por uma alta de 5,6% nos preços dos produtos, enquanto o volume vendido subiu 9,5%. No caso das importações, houve queda de 1,6% no volume comprado no mês, ao passo que o preço dos produtos subiu 5%.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

Desmatamento cria “cortina de fumaça “para o agro brasileiro, diz CEO da JBS

Lei europeia que veta importações de produtos de áreas com desmate preocupa a empresa

O desmatamento no Brasil cria uma “cortina de fumaça” para o “protagonismo” da produção agropecuária brasileira, afirmou na quarta-feira o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, durante evento organizado pela XP em São Paulo. A situação preocupa o executivo por causa do avanço da lei aprovada na União Europeia que pretende barrar importações de commodities agrícolas associadas a desmatamento. Por isso, Tomazoni classificou a necessidade de combate ao desmatamento ilegal no Brasil como “fundamental” e “urgente”, já que a prática fora da lei representa 95% do desmate no país. A lei europeia, porém, veta desmatamentos dentro ou fora das leis nacionais. Em sua visão, o combate ao desmatamento deve ter foco nos pequenos produtores rurais. “Para isso, precisamos de financiamento e assistência técnica”, defendeu. Para Tomazoni, os europeus precisam começar a debater o pagamento por serviços ambientais para garantir uma produção livre do problema. Seu receio é de que a UE classifique o Brasil como um todo como um país de alto risco ambiental, o que implica mais exigências de compliance ambiental. “Como vamos classificar o Brasil como alto risco, um país continental?”, criticou. O executivo defendeu que o setor privado se mobilize junto ao governo para discutir a norma europeia.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Pecuária vive a expectativa de volta de habilitações chinesas

Governo solicitou aval a embarques de mais oito frigoríficos de carne bovina

O mercado brasileiro do boi gordo aguarda novidades da China nas próximas semanas. A expectativa é que a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) avalie a habilitação das exportações ao país de oito novos frigoríficos brasileiros – o Ministério da Agricultura enviou a solicitação em meados de dezembro. Ainda que alguns integrantes do segmento demonstrem otimismo com a possibilidade de habilitação, há quem acredite que a decisão só sairá a após a visita do presidente Lula à China, em março. Uma fonte da indústria afirmou ao Valor que ainda não há nada certo para a liberação dessas plantas. “Há um pedido, e as partes estão trabalhando em cima dele. Mas eles [os chineses] mal voltaram do feriado de Ano Novo”, disse. As comemorações do Ano novo Chinês terminaram no último dia 22. Das oito unidades da lista dedicadas à produção de carne bovina, duas são da JBS, localizadas em Campo Grande e Vilhena (RO). Atualmente, a JBS e a Marfrig, com sete plantas cada uma, são as que mais têm frigoríficos autorizados a exportar ao mercado chinês. O governo também sugeriu às autoridades chinesas a habilitação das unidades da Frigon, em Jaru (RO), da Frisa, em Colatina (ES), do Frigorífico Silva, em Santa Maria (RS), do Frigoestrela, em Tupã (SP), da Avivar Alimentos, em São Sebastião do Oeste (MG), e do Frigorífico Astra, em Cruzeiro do Oeste (PR). Além das novas liberações, o Brasil ainda aguarda a reabilitação das plantas do Frigorífico Redentor, em Guarantã do Norte (MT), e da Masterboi, em São Geraldo do Araguaia (PA), que estão sob embargo desde o ano passado. Hoje, 38 estabelecimentos têm autorização para exportar “produtos em natureza (bovídeos)” para a China, segundo o Ministério da Agricultura.

VALOR ECONÔMICO

BRF vê menores custos para exportar carnes após lockdown na China

Os custos do frete para exportar carnes caíram quase a níveis pré-pandemia recentemente, com uma melhora de fluxo de navios e de oferta de contêineres após lockdown chinês que havia desorganizado o mercado, disse na quarta-feira o CEO da BRF, Miguel Gularte

Em entrevista a jornalistas após participação no XP Agro Conference, ele afirmou que há a expectativa de abertura de mais fábricas para exportação nos próximos 40 dias. “Mais que possível, é provável”, destacou.

REUTERS

Demanda por proteínas da China seguirá crescente, diz CEO da JBS

A China vai continuar aumentando a demanda por proteínas de origem animal, notadamente de carne bovina, uma vez que o consumo per capita do chinês para cortes bovinos é relativamente baixo e há novos hábitos alimentares adquiridos com a pandemia, disse na quarta-feira o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, durante o XP Agro Conference

Segundo ele, o Brasil e os Estados Unidos — onde a JBS tem boa parte de suas operações– estão bem posicionados para atender o crescimento desse consumo. “É estrutural o crescimento da demanda por carne bovina na Ásia como um todo, principalmente na China…”, afirmou o Presidente da maior produtora global de carnes. Ele disse ainda que os chineses são competitivos na produção de frangos e suínos, já que essas criações têm ciclos menores, enquanto no caso dos bovinos há necessidade de mais área e o ciclo produtivo é mais longo. “Urbanização, melhoria de renda, isso eleva o consumo, mudanças de hábitos com a pandemia, isso leva a aumento de consumo de carne bovina”, explicou a jornalistas. Na véspera, o CEO da concorrente na área de aves e suínos BRF, Miguel Gularte, disse que estava otimista com o retorno da demanda da China à normalidade para estas proteínas após as comemorações do Ano Novo Chinês. Ele citou previsões de que até 2050 o mundo vai ter de produzir 50% a mais alimentos para fazer frente à demanda global, apontando também o crescimento da população como fator que impulsiona o consumo.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Altas no mercado de suínos na quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 128,00/R$ 132,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,04%/1,00%, cotada em R$ 9,70/kg/10,10/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (31), o preço ficou estável somente no Rio Grand do Sul, fixado em R$ 6,26/kg. Houve alta de 0,56% em Minas Gerais, chegando em R$ 7,14/kg, avanço de 2,77% no Paraná, atingindo R$ 6,31/kg, incremento de 1,11% em Santa Catarina, valendo R$ 6,35/kg, e de 1,67% em São Paulo, fechando em R$ 6,71/kg.

Cepea/Esalq

Exportação de carne suína em janeiro/23 supera janeiro/22, mas recua em relação a dezembro

A receita foi quase 32% superior, em comparação com janeiro do ano passado

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura nos 22 dias úteis de janeiro foram maiores do que as de janeiro do ano passado, mas houve queda no comparativo com dezembro de 2022. A receita, US$ 198 milhões, representou alta de 31,7% sobre janeiro de 2022, com US$ 150,2 milhões.  No volume, as 80.001 toneladas são 18% maiores que o total registrado em janeiro do ano passado, com 67.793 toneladas. Na comparação com o mês anterior, houve queda de 16,2%. No volume, as 80.001 toneladas representaram recuo de 13,5% sobre dezembro, com 92.540 toneladas. Na receita por média diária, US$ 9.001, ela é 25,8% maior do que a de janeiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve avanço de 3,9%. Em toneladas por média diária, foram 3.636 toneladas, avanço de 12,6% no comparativo com o mesmo mês de 2022.  Em relação à semana anterior, alta de 1%. No preço pago por tonelada, US$ 2.475, ele é 11,7% superior ao praticado em janeiro passado.

AGÊNCIA SAFRAS

Frigorífico Danish Crown diz que demanda chinesa por carne suína diminuiu e deve cortar 550 empregos

O consumo de carne suína da China continua moderado e a normalização pode levar até seis meses, disse o CEO da Danish Crown, que também disse à Reuters que a empresa demitirá 550 funcionários na Dinamarca e na Alemanha e reduzirá a capacidade em seus planta de Essen em 40%.

A demanda chinesa por carne suína é fraca, apesar do relaxamento das políticas COVID do país, já que muitas pessoas continuam evitando restaurantes, disse Jais Valeur, Chefe do maior produtor de carne suína da Europa. “No momento, não vejo nenhum sinal de que as importações chinesas estejam aumentando”, disse Valeur à Reuters em entrevista, acrescentando que o mercado chinês provavelmente se normalizará dentro de seis meses. As importações de carne suína do país do norte da Ásia – o tipo de carne mais popular no país – caíram pela metade nos últimos 18 meses devido à maior produção doméstica, preços baixos e demanda morna. A Danish Crown também disse que demitiria cerca de 550 funcionários na Dinamarca e na Alemanha, com 400 desses cortes em sua fábrica em Essen, na Alemanha, onde está reduzindo a capacidade em 40%. No início deste mês, a empresa disse que fecharia uma fábrica perto de Hamburgo que emprega 200 pessoas. A Danish Crown, que produz quase 20 milhões de suínos por ano, abriu uma planta de processamento fora de Xangai em 2019. A planta está operando atualmente com cerca de um terço da capacidade, praticamente inalterada em relação aos níveis durante o período de bloqueio. “Comer fora é realmente o que está impulsionando o consumo na China. Mas o que vemos agora é que muitas pessoas estão com medo e evitam restaurantes”, disse Valeur. “Há um desejo enorme na China de gastar e sair para comer com os amigos. Tudo isso foi suprimido durante os bloqueios”, disse ele. “Em cerca de seis meses, acho que veremos uma normalização na China, assim como vimos na Europa.” A produção de carne suína na China, o maior produtor mundial, subiu no ano passado para o nível mais alto desde 2014, já que uma alta nos preços durante o verão encorajou os produtores a engordar porcos mais do que o normal. No entanto, neste mês, o Ministério da Agricultura da China pediu aos agricultores que reduzissem o excesso de produção de carne suína. A lenta demanda chinesa tem um efeito dominó no mercado europeu. O surto de peste suína africana em alguns países europeus, incluindo a Alemanha, levou os produtores da Espanha a aumentar a produção voltada para o mercado chinês.

“Toda essa carne agora está inundando o mercado europeu, onde os consumidores estão lidando com a inflação e estão preocupados com o futuro”, disse Valeur.

REUTERS

Quarta-feira de estabilidade no mercado do frango

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto o frango no atacado subiu 0,33%, custando R$ 6,15/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, não houve mudança no preço, fixado em R$ 4,97/kg, assim como Santa Catarina, valendo R$ 4,29/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (31), a ave congelada ficou estável em R$ 6,56/kg, enquanto o frango resfriado teve ligeiro incremento de 0,15%, fechando em R$ 6,76/kg.

Cepea/Esalq

Frango: exportação em janeiro tem alta em comparação a dezembro/22 e janeiro/22

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de carne de frango nos 22 dias úteis de janeiro aumentaram em relação a janeiro de 2022 e a dezembro do ano passado

A receita, US$ 774,7 milhões, representou 42% de aumento sobre janeiro de 2022, com US$ 544,3 milhões. No volume, as 388.597 toneladas foram 22,4% maiores do que em janeiro do ano passado, com 317.378 toneladas. Na comparação com o mês anterior, alta de 9,2%. No volume, as 388.597 toneladas embarcadas em janeiro tiveram alta de 9,8% sobre dezembro, com 353.629 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 35,2 milhões, valor 35,8% maior do que o registrado janeiro de 2022. No comparativo com a semana anterior, houve baixa de 1,7%. Nas toneladas por média diária, 17.663 toneladas, alta de 16,9% no comparativo com o mesmo mês de 2022.  Em relação à semana anterior, retração de 2%. No preço pago por tonelada, US$ 1.993, ele é 16,2% superior ao praticado em janeiro do ano passado. O resultado, frente a semana anterior, representa avanço de 0,37%.

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INTERNACIONAL

Caso de doença da vaca louca é descoberto na Holanda

Um caso de doença da vaca louca foi descoberto em uma fazenda na Holanda, disse o ministro da Agricultura holandês, Piet Adema, na quarta-feira

A infecção foi encontrada em uma vaca morta em 30 de janeiro, disse Adema em uma carta ao Parlamento, sem especificar em que fazenda a vaca foi encontrada. A infecção está sendo estudada por especialistas para determinar se é um tipo chamado de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) atípica ou clássica. A variante atípica pode ocorrer como efeito da velhice, enquanto o tipo clássico de infecção geralmente é causado por ração animal contaminada. Casos generalizados de doença da vaca louca atingiram rebanhos bovinos no Reino Unido e em outros países europeus na década de 1990. Casos atípicos foram ocasionalmente detectados nos últimos anos e podem levar a restrições comerciais temporárias.

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Rebanho de vacas dos EUA cai ao menor nível desde 1962, diz USDA

O rebanho de vacas de corte dos Estados Unidos caiu para seu nível mais baixo desde 1962, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) na terça-feira, depois que uma seca severa elevou os custos da alimentação animal

Os pecuaristas enviaram cada vez mais vacas para o abate no ano passado, em vez de mantê-las para se reproduzir, pois o tempo seco reduziu a quantidade de pasto disponível para pastagem no oeste dos Estados Unidos e nas Planícies. Ao mesmo tempo, um mercado de trabalho apertado limitava o abate nos frigoríficos. Espera-se que a queda na oferta de gado mantenha os preços da carne altos para os consumidores, disseram analistas. “Vamos lidar com alguns declínios acentuados na oferta de carne bovina pelos próximos três anos consecutivos e, portanto, preços mais altos da carne bovina”, disse Rich Nelson, estrategista-chefe da corretora de commodities Allendale. “Não haverá ajuda nos próximos anos para o consumidor.” Havia 28,9 milhões de vacas de corte em 1º de janeiro, uma queda de 3,6% em relação ao ano anterior, disse o USDA. Foi o menor tamanho de rebanho para aquela data em 61 anos, de acordo com dados do governo dos EUA. No geral, o número total de bovinos e bezerros no país caiu 3% em relação ao ano anterior, para 89,3 milhões de cabeças, o menor desde 2015, mostram dados do governo. Uma mudança significativa em direção a um clima mais úmido será necessária para quebrar a tendência de liquidar os rebanhos de vacas, disse o Rabobank. No ano passado, quase 13,4% do rebanho de matrizes bovinas foi abatido – um recorde, segundo o banco. Os produtores de gado não farão “progresso significativo” na reconstrução do rebanho dos EUA até 2025, no mínimo, disse o Rabobank. Enquanto isso, restaurantes, varejistas e importadores competirão cada vez mais por suprimentos limitados de carne bovina dos EUA, acrescentou.

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Rebanho bovino dos EUA diminuiu 3% em 2022

Segundo o USDA, estoque de animais ficou em 127,6 milhões de cabeças

A oferta de gado no mercado americano diminuiu em 2022, confirmou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Somando bois, bezerros, vacas e novilhas, o estoque de animais totalizava 127,6 milhões de cabeças em 1º de janeiro, 3% menos que em igual momento do ano anterior. O movimento do ciclo pecuário dos EUA já era aparente nos balanços dos frigoríficos brasileiros que operam no país — JBS e Marfrig —. que viram suas margens caírem drasticamente no ano passado. O Rabobank informou, em relatório divulgado no fim do ano passado, que quatro anos de grandes abates e retenção mínima de novilhas reduziram a produção de carne bovina no país – mas a queda foi até pequena. “Esperamos que o ponto de inflexão do rebanho seja alcançado em 2023”, projetou o banco holandês. Ainda assim, a instituição estimou que a produção de carne bovina nos EUA cairá 3% este ano e recuará de 2% a 5% nos próximos anos até 2026. “A perda potencial é de 400 mil a 500 mil toneladas de carne bovina por ano durante esse período”. A produção de novos bezerros ao longo de 2022 também indica que este ano poderá apresentar um quadro ainda mais apertado. Segundo o USDA, cerca de 34,5 milhões de cabeças foram produzidas, 2% menos que em 2021. Análise da consultoria Allendale relatada pela Reuters destacou que o rebanho americano de vacas é o menor em mais de 60 anos, com 28,9 milhões de cabeças.

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