CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1868 DE 28 DE NOVEMBRO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1868 | 28 de novembro de 2022

Notícias

“Boi China” sobe nas praças paulistas

Como de praxe, os negócios estiveram mais devagar nesta sexta-feira. Alguns negócios acima da referência ocorreram, mas não o suficiente para mudá-la. Já os preços de bovinos voltados para a exportação apresentaram alta de R$5,00/@ na comparação com levantamento anterior (24/11)

A referência para o boi gordo “comum” (direcionado sobretudo ao mercado interno) seguiu valendo R$ 275/@ em São Paulo, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 260/@ e R$ 270/@ (preços brutos e prazo), acrescentou a Scot. No Paraná, Noroeste, a redução na oferta de bovinos terminados fez os frigoríficos aumentarem o preço pago pela arroba do boi e novilha gordos. A cotação para a vaca gorda permaneceu estável. No mato Grosso do Sul, Três Lagoas, na comparação diária, a cotação do boi gordo permaneceu estável. Para as vacas e novilhas gordas, alta de R$5,00/@.

SCOT CONSULTORIA

Mercado físico do boi gordo registrou alguns preços mais altos na sexta-feira

Houve registro de negócios acima da referência média. No atacado preços estáveis

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate encurtadas, sugerindo para continuidade deste movimento no curto prazo. “A alta dos preços da arroba do boi tem acontecido de maneira uniforme. Até mesmo em Mato Grosso, que até a virada dos meses de outubro para novembro convivia com queda diária das cotações. A demanda doméstica de carne bovina tem sido importante neste processo de recuperação. A atuação dos frigoríficos exportadores também é fator importante”, disse Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 287. Já em Dourados (MS), a cotação é de R$266. Em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 248. Em Uberaba (MG), as cotações ficaram em R$ 280. Já em Goiânia (GO), a arroba teve cotação de R$ 280. No atacado os preços da carne bovina seguem estáveis. De acordo com Iglesias, os fatores que devem manter a demanda aquecida no mercado de boi gordo são a entrada do décimo terceiro salário na economia, criação dos postos temporários de emprego, valores ampliados do Auxílio Brasil no segundo semestre e a Copa do Mundo de futebol. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo.  Já a ponta de agulha teve preço de R$ 16,15. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 21,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado brasileiro de reposição ainda segue em ritmo lento

Na região Sudeste, os preços dos animais ensaiaram uma tímida recuperação, em função das recentes altas nas cotações da arroba no mercado físico do boi gordo, informou a IHS Markit

Na região Centro-Oeste, os preços da reposição se mostraram um pouco mais fragilizados para algumas categorias, observa a IHS. Nas praças do Mato Grosso do Sul e de Goiás, as cotações das fêmeas recuaram ao longo desta semana, sobretudo para bezerras. Entre as praças da região Norte, foram registradas quedas nos preços dos animais mais novos (bezerro e bezerra). “O pasto em Tocantins e no Pará ainda não apresenta vigor em função da irregularidade das chuvas”, justifica a IHS. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, considerando a média de todas as categorias aneloradas de machos e fêmeas de reposição, durante a atual semana, as cotações ficaram praticamente estáveis (recuaram 0,1%), em relação à média de outubro. “A vasta oferta de bezerros tem gerado uma pressão baixista nas cotações e as incertezas no mercado do boi gordo têm deixado o pecuarista desmotivado no momento das compras”, disse a zootecnista Jayne Costa, analista de mercado da Scot Consultoria. Além disso, dado o período de imunização do rebanho contra a febre aftosa, poucos negócios têm ocorrido no mercado de reposição. Jayne prevê que, com o maior volume de chuvas no Brasil Central, as pastagens estão recuperando a sua capacidade de suporte. “Com o esperado aumento da demanda interna por carne bovina no curto prazo, estimulado pelas festividades de final de ano, a expectativa para os próximos meses é de que a demanda por bovinos de reposição aumente, dando maior poder de negociação para a ponta vendedora”, projeta a analista da Scot.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Dólar sobe acima de R$5,40

O dólar subiu na sexta-feira, superando os 5,40 reais e indo a seu maior patamar em quatro meses. A moeda norte-americana à vista subiu 1,84%, a 5,4079 reais. Foi sua maior valorização percentual diária desde o último dia 10 (+4,10%) e o patamar de encerramento mais alto desde 22 de julho passado (5,4976). Na semana, o dólar avançou 0,61%

Na B3, às 17:32 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,70%, a 5,4055 reais. Anilson Moretti, chefe de câmbio da HCI Invest e planejador financeiro pela Planejar, citou preocupações com a PEC da Transição, notando amplo esforço da ala petista dentro do governo eleito para aprovar tetos extra-teto por tempo estendido. A proposta inicial da PEC embute gastos de quase 200 bilhões de reais fora das regras fiscais do Brasil, e por período indeterminado. No exterior, o dólar também tinha alta bem tímida contra uma cesta de seis pares fortes nesta sexta-feira, em sessão de liquidez reduzida devido ao feriado do Dia de Ação de Graças da véspera. Moretti disse que a semana que vem promete ser de “fortes emoções”, já que trará dados de emprego norte-americanos e volatilidade adicional aos negócios devido ao fim do mês.

REUTERS

IBOVESPA cai 2,55% após reação negativa de banqueiros à fala de Haddad e o feriado em NY

O humor dos investidores azedou, refletindo na deterioração dos ativos locais após avaliação sobre o discurso de Fernando Haddad (PT), que pode ser indicado para chefiar a equipe econômica do governo do Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva

Sem a referência dos mercados em Nova York, que pararam de operar durante a tarde, um dia após feriado de Ação de Graças, a liquidez foi contida, o que proporcionou variações mais fortes no pregão. O Ibovespa caiu 2,55% e encerrou aos 108.976,70 pontos, praticamente neutralizando o ganho de 2,75% do fechamento de quinta, que havia colocado o índice em alta na semana. Banqueiros que ouviram o discurso de Haddad sentiram falta de direção mais concreta dos planos de ação do futuro governo, incluindo para a política fiscal. “Sem meta, sem planos, sem nomes. Nada de concreto”, resumiu o presidente de um banco. O presidente de outra instituição classificou o discurso como “protocolar”. Haddad disse durante discurso em almoço anual Febraban que a equipe de transição do governo vai avaliar os impactos da PEC da transição sobre a economia e o social para chegar a uma solução para o texto. “Vamos analisar as demandas da sociedade, analisar também o impacto disso do ponto de vista de juros futuros, de trajetória de dívida e de atendimento da população para chegar a um denominador comum”, disse Haddad, que reforçou que boa parte da agenda do governo eleito no ano que vem será avançar com a reforma tributária. Enquanto isso, em Brasília, fontes disseram ao Estadão/Broadcast que o senador Tasso Jereissati protocolou no Senado uma PEC que amplia em R$ 80 bilhões o limite de gastos para 2023. Considerada uma alternativa à proposta que vem sendo discutida pelo governo eleito com o Congresso Nacional, a “PEC da Sustentabilidade Social” já recebeu 20 assinaturas, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A proposta precisa de 27 signatários para começar a tramitar. “O volume continua fraco, como quinta, e a agenda do dia está também esvaziada, com sessão mais curta em Nova York. Na falta de fatos novos, o mercado se agarrou ao que Haddad disse – e também ao que ele não disse – na Febraban. Falou em reconfigurar o orçamento, em momento em que ainda não se tem definição sobre regra fiscal e em que a PEC da Transição segue como uma questão em aberto”, diz Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Batalha da inflação ainda não foi vencida, diz presidente do BC

Alta demanda sem aumento de oferta na pandemia levou ao cenário atual

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse na sexta-feira que ainda há dificuldades para controlar a alta generalizada de preços no Brasil e no mundo. “A gente ainda não venceu a batalha da inflação nem localmente, nem globalmente. É importante persistir”, afirmou Campos Neto, em palestra durante almoço promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).No entanto, as altas inflacionárias parecem estar se estabilizando, destacou o presidente do Banco Central. “As inflações no mundo chegaram a um pico ou, pelo menos, a um patamar alto, e estão se acomodando ou caindo.” Campos Neto ressaltou que, no Brasil, o cenário atual faz com que o mercado preveja novas altas na taxa básica de juros para fazer frente ao problema. “O mercado espera que os juros voltem a subir. Acho que aqui tem uma incerteza em relação ao arcabouço fiscal”, acrescentou. Segundo o presidente do BC, o cenário de inflação foi causado por um aumento de demanda durante a pandemia de covid-19 sem que houvesse aumento de oferta, especialmente de bens, que conseguisse acompanhar essa alta. “Foi colocado muito dinheiro em circulação, e esse dinheiro fez com que a demanda por bens subisse muito”, ressaltou. Para ele, a produção de bens, associada a mudanças nas matrizes energéticas, acabou pressionando a oferta de energia, situação que se agravou ainda com a guerra na Ucrânia. Além disso, acrescentou Campos Neto, há componentes estruturais que têm causado tendências inflacionárias. Segundo ele, historicamente, os governos de todo o mundo têm buscado formas de aumentar a produtividade das economias, o que não foi feito nos últimos anos. “A produtividade cai, e os governos reagem fazendo reformas, mas não foi o caso dos últimos 10 ou 15 anos. A gente tem a produtividade caindo com o menor volume de reformas da história.” Para o presidente do BC, nos próximos meses, as pressões devem se manter, devido à necessidade de gastos na área social. “Os governos têm ainda necessidade de fazer diversos pacotes entendendo que exista uma necessidade social, mas a gente não pode ter a política monetária de um lado e a política fiscal do outro”, destacou.

AGÊNCIA BRASIL

Brasil registra déficit em conta corrente de US$4,625 bi em outubro, diz BC

O Brasil registrou déficit em transações correntes de 4,625 bilhões de dólares em outubro, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 3,31% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central na sexta-feira

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de 4,9 bilhões de dólares em outubro. No mês, os investimentos diretos no país alcançaram 5,541 bilhões de dólares, abaixo dos 6,5 bilhões de dólares projetados na pesquisa.

REUTERS

Agronegócio tem melhor quadro de emprego em sete anos

A população ocupada do setor sobe para 19,1 milhões, após ter caído para 17,1 milhões na pandemia. Na pecuária, o setor de bovinos manteve a população ocupada, mas avicultura e suinocultura reduziram o quadro de trabalhadores. No caso de aves, a queda foi de 18%, em relação a 2021, segundo a pesquisa do Cepea

O mercado de trabalho na agropecuária já se recuperou dos desacertos do período da pandemia. Há, inclusive, uma aceleração no quadro de trabalhadores. O total da população ocupada no setor no terceiro trimestre deste ano atingiu o maior número dos últimos sete anos. O avanço ocorre, no entanto, nos setores de indústria e de serviços, perdendo força no campo. No terceiro trimestre de 2012, a população ocupada no agronegócio era de 19,7 milhões, mas recuou para até 17,1 milhões no mesmo período de 2020, durante a pandemia. Neste ano, está em 19,1 milhões. Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que se baseia na Pnad Contínua do IBGE e em informações da Rais/MTE (Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho). Nicole Rennó Castro, pesquisadora do Cepea, diz que a maior evolução do emprego no trimestre de julho a setembro foi na agroindústria e no agrosserviço. Isso ocorre porque esses setores vinham com uma recuperação muito lenta até então. Já o setor da agropecuária, que inclui o emprego dentro da porteira, teve um pequeno recuo, mas já havia se ajustado anteriormente, segundo a pesquisadora. Os segmentos de cereais, soja e café têm redução na população ocupada, em relação igual período de 2021, mas os segmentos de laranja, cana-de-açúcar e cacau registram alta. A agroindústria brasileira tinha, no terceiro trimestre deste ano, 4,1 milhões de trabalhadores, 110 mil a mais do que em 2021. O agrosserviço somou 6,3 milhões, com alta de 461 mil. Na pecuária, o setor de bovinos manteve a população ocupada, mas avicultura e suinocultura reduziram o quadro de trabalhadores. No caso de aves, a queda foi de 18%, em relação a 2021, segundo a pesquisa do Cepea. No segmento agroindustrial, a indústria de açúcar, óleos vegetais e de moagem lideraram as expansões no quadro de trabalhadores. O número total de trabalhadores com carteira assinada teve um incremento de 8% neste ano, mas os sem carteira subiram 6%. A categoria empregadora aumentou em 10%, com o número total dos empregadores no agro subindo para 778 mil. A renda média mensal dos empregados do agronegócio aumentou para R$ 2.248 neste ano, uma evolução de 4,9% em 12 meses. Já o rendimento médio do trabalhador brasileiro, embora tenha subido apenas 1,28%, ficou acima, em R$ 2.650. Aos poucos, a renda dos trabalhadores do agronegócio vem se aproximando da média do rendimento dos trabalhadores do país, afirma Rennó.

FOLHA DE SP

MEIO AMBIENTE

Pecuaristas do Araguaia buscam ‘selo’ de baixo carbono

Grupo quer que imagem da atividade na região fique associada à sustentabilidade ambiental

Um grupo de pecuaristas da região do Médio Araguaia, em Mato Grosso, quer provar por A mais B que consegue criar gado emitindo muito menos gases de efeito estufa do que a média de seus pares. O plano é destacar-se na multidão de 2,5 milhões de propriedades de pecuária do Brasil com a construção de uma identidade própria da atividade na região que seja relacionada à sustentabilidade ambiental — e auferir ganhos financeiros com isso. A iniciativa está sendo conduzida pela Liga do Araguaia, criada em 2014 por grandes pecuaristas da região para incentivar a adoção de práticas sustentáveis na criação de gado. O plano é avaliar as fazendas que já pertencem à liga e atrair novos produtores para fomentar a pecuária de baixa emissão entre produtores de pequeno e médio porte. O projeto Garantia Agroambiental Araguaia será desenvolvido com o Imaflora, que avaliará todas as propriedades dos pecuaristas da liga. A organização fará monitoramento, reporte e verificação (MRV) das fazendas, etapas fundamentais em projetos de mitigação climática. A ideia é que os produtores do Médio Araguaia ganhem um “selo” de pecuária de baixo carbono, garantido pela adoção de um protocolo unificado de ações que reduzam as emissões por meio da intensificação produtiva. “Com esse protocolo, podemos conseguir um valor agregado”, diz Homero José Figliolini, coordenador executivo da Liga do Araguaia. O grupo espera valorização especialmente no mercado internacional, onde há nichos mais consolidados em busca de alimentos com baixa emissão de carbono. Mas Figliolini acredita que também já há um mercado nacional “despertando” para essa preocupação. Mesmo sem receberem hoje um “prêmio” pela sustentabilidade, os produtores que têm passado por essa transição já obtêm ganhos financeiros. Na propriedade de Raul Almeida, em Torixoreu (MT), mudanças básicas na gestão administrativa, no manejo das pastagens e na genética dos animais adotadas em 2015, quando ingressou na associação, ajudaram a fazenda a conseguir um aumento de 35% a 40% em sua produtividade — e com alta de custo menos acentuada, de cerca de 20%. Em seu sistema de terminação (fase final de engorda dos bois), ele tem hoje 6 cabeças por hectare — na região, a média é de menos de 1 animal por hectare. A região do Vale do Médio Araguaia, que abrange 12 municípios, reúne centenas de produtores e um rebanho bovino de 2,9 milhões de cabeças em 3,8 milhões de hectares de pasto. Nesse universo, a abrangência da liga ainda é pequena, de 70 produtores em 150 mil hectares com 180 mil bovinos, ou cerca de 5% de toda a região. Entre os que já fazem parte, os ganhos econômicos e ambientais são consideráveis. Em oito anos, os pecuaristas da liga já recuperaram 43 mil hectares de pastagens degradadas e aumentaram a lotação dos pastos de 0,7 para 1,2 animal por hectare. Almeida afirma ser possível aumentar a taxa para até 5 cabeças por hectare.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: preços estáveis e apenas leve queda para o animal vivo em SC

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 10,10/kg/10,50/kg

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (23), os preços ficaram estáveis nas principais praças, valendo R$ 7,26/kg em Minas Gerais, R$ 6,56/kg no Paraná, R$ 6,63/kg no Rio Grande do Sul, e R$ 7,15/kg em São Paulo. A exceção foi Santa Catarina, com leve queda de 0,31%, chegando a R$ 6,51/kg.

CEPEA/ESALQ

Frango estável no PR E SC na sexta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 7,20/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina, o preço ficou estável em R$ 4,19/kg, da mesma maneira que no Paraná, fixado em R$ 5,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (24), tanto a ave congelada quanto o frango resfriado tiveram queda de 0,25%, cotados, respectivamente, em R$ 7,98/kg e R$ 8,10/kg.

CEPEA/ESALQ

Frango/Cepea: Carne de frango recua e ganha competitividade

Os valores da carne de frango vêm registrando baixas entre outubro e a parcial de novembro, segundo informações do Cepea

Como os preços das principais concorrentes, carnes bovina e suína, estão em alta, a proteína avícola vem ganhando competitividade frente a esses produtos. Pesquisadores do Cepea acrescentam que os valores da carne de frango estavam em leve recuperação desde setembro deste ano, mas, com o crescimento da oferta, os preços recuaram neste mês.

CEPEA

INTERNACIONAL

2023 será tão ruim quanto 2009, no auge da crise financeira, prevê IIF

A desaceleração será liderada pela Europa, que é mais afetada pela guerra, de acordo com o IIF

A economia mundial estará tão fraca no próximo ano quanto estava em 2009 após a crise financeira, já que o conflito na Ucrânia corre o risco de se tornar uma “guerra eterna”, disse o Instituto de Finanças Internacionais (IIF). Espera-se que o crescimento global desacelere para 1,2% em 2023, segundo economistas como Robin Brooks e Jonathan Fortun em nota divulgada na última quinta-feira (25). “A gravidade da próxima queda no PIB global depende principalmente da trajetória da guerra na Ucrânia”, escreveram os analistas. “Nosso caso base é que a luta se arrasta até 2024, dado que o conflito é ‘existencial’ para Putin”. A desaceleração será liderada pela Europa, que é mais afetada pela guerra, de acordo com o IIF. A economia da zona do euro encolherá 2% após quedas acentuadas na confiança dos consumidores e das empresas. Nos EUA, o IIF espera que o produto interno bruto suba 1%, enquanto a América Latina é o “destaque positivo”, expandindo 1,2%, enquanto os exportadores de commodities colhem os benefícios dos altos preços de alimentos e energia. O maior impulsionador da economia global no próximo ano será a China, onde é provável que afrouxe as restrições da covid, de acordo com o IIF com sede em Washington.

BLOOMBERG

Surto de gripe aviária mata 50,54 milhões de aves nos EUA, um recorde

A gripe aviária matou 50,54 milhões de aves nos Estados Unidos este ano, tornando-se o surto mais mortal da história do país, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

A morte de galinhas, perus e outras aves representa o pior desastre de saúde animal dos EUA até hoje, superando o recorde anterior de 50,5 milhões de aves que morreram em um surto de gripe aviária em 2015. Muitas vezes, as aves morrem após serem infectadas. Rebanhos inteiros, que podem ultrapassar um milhão de aves em granjas de postura, também são abatidos para controlar a propagação da doença depois que uma ave dá positivo. A perda de lotes de aves fez com que os preços dos ovos e da carne de peru atingissem recordes, piorando os problemas econômicos para os consumidores que enfrentam uma inflação em alta e tornando as comemorações do Dia de Ação de Graças na quinta-feira mais caras nos Estados Unidos. A Europa e a Grã-Bretanha também estão sofrendo suas piores crises de gripe aviária, e alguns supermercados britânicos racionaram as compras de ovos dos clientes depois que o surto interrompeu os suprimentos. O surto nos EUA, que começou em fevereiro, infectou bandos de aves domésticas e não avícolas em 46 estados, mostram dados do USDA. Aves silvestres como patos transmitem o vírus, conhecido como influenza aviária altamente patogênica (HPAI), por meio de suas fezes, penas ou contato direto com aves. “Aves selvagens continuam a espalhar HPAI por todo o país à medida que migram, portanto, evitar o contato entre bandos domésticos e aves selvagens é fundamental para proteger as aves domésticas dos EUA”, disse Rosemary Sifford, diretora veterinária do USDA. Os agricultores lutaram para manter a doença e as aves selvagens fora de seus celeiros depois de aumentar as medidas de segurança e limpeza após o surto de 2015. Em 2015, cerca de 30% dos casos foram atribuídos diretamente às aves selvagens, em comparação com 85% neste ano, disse o USDA à Reuters. Funcionários do governo estão estudando infecções em fazendas de perus, em particular, na esperança de desenvolver novas recomendações para prevenir infecções. As fazendas de perus respondem por mais de 70% das fazendas comerciais de aves infectadas no surto, disse o USDA.

REUTERS

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