
Ano 8 | nº 1859 | 14 de novembro de 2022
Notícias
Tranquilidade em São Paulo
O mercado do boi gordo paulista fechou a semana com preços estáveis, com as escalas de abate da próxima semana já preenchidas e com um feriado na próxima terça-feira (15/11).
Em Goiânia – GO, com maior dificuldade para comprar bovinos prontos para o abate, o boi e a vaca gordos fecham a semana com ajustes positivos. O preço para a novilha gorda permaneceu estável. Em Redenção – PA, com escalas confortáveis, os compradores iniciaram a sexta-feira ofertando R$1,00/@ a menos para boi e novilha gordos. O preço seguiu estável para a vaca gorda.
SCOT CONSULTORIA
Abate de bovinos cresceu 11,2% no país no 3º trimestre
Os abates de bovinos confirmaram as expectativas e voltaram a crescer no país no terceiro trimestre
Segundo dados preliminares divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), foram 7,806 milhões de cabeças de julho a setembro, um aumento de 11,2% ante igual período de 2021. Ante o segundo trimestre deste ano, houve incremento de 5,8%. De acordo com o IBGE, foram produzidas 2,123 milhões de toneladas de carcaças bovinas no terceiro trimestre, com avanço de 11,1% em relação a um ano antes. Frente ao segundo trimestre, o crescimento chegou a 9,2%. O IBGE também mostrou que os curtumes monitorados — efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano — declararam ter recebido 7,89 milhões de peças inteiras de couro cru de julho a setembro, com aumentos de 5,4% tanto em comparação com o terceiro trimestre de 2021 quanto em relação ao segundo trimestre deste ano.
VALOR ECONÔMICO
Mato Grosso: abate bovino recuou 11% em outubro/22
A participação de matrizes sobre o total abatido continua em patamares elevados, confirmando a virada do ciclo pecuário, observa a Agrifatto
Repetindo os meses anteriores, os abates de bovinos em outubro/22 recuaram em Mato Grosso, dessa vez com um ritmo ainda mais intenso, informa a equipe de analistas da Agrifatto, com base em dados recolhidos pelo Indea (Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso). Foram encaminhadas para linha de abate dos frigoríficos mato-grossenses 400,3 mil cabeças no mês passado, 11,63% abaixo do volume registrado em setembro/22, de 453 mil. “A queda mensal (dos abates em outubro no MT) foi mais forte que a observada na média brasileira, que recuou em torno de 6%, segundo os dados do Mapa”, compara a Agrifatto. Dessa vez, continua a consultoria, a diminuição de oferta de animais terminados nas praças do Mato Grosso foi generalizada e parece partir de uma menor entrega de bovinos de confinamento, já que a categoria que registrou a maior queda percentual em outubro/22 foi a dos machos com idade entre 24 e 36 meses (um recuo de 19,15% no comparativo mensal, 37,68 mil cabeças a menos que em setembro/22). Em contrapartida, depois de seis meses consecutivos de redução, avançou a participação das fêmeas no total abatido pelas indústrias mato-grossenses. “A participação dessa categoria sobre o abate do Estado aumentou 0,22 ponto percentual, no comparativo mensal (outubro/22 versus setembro/22) e atingiu 30,9%, o maior nível para um mês de outubro desde 2018”, informa a Agrifatto. Foram 123,88 mil fêmeas abatidas ao longo do mês passado, ante 276,43 mil machos computados em igual período. “A participação das fêmeas sobre o total abatido continua em patamares mais elevados do que nos últimos dois anos, o que destaca de maneira mais acintosa a virada do ciclo pecuário”, afirma a consultoria.
Agrifatto
Carne bovina: com virada de ano, Brasil passa cobiçar cota especial aos EUA
A redução na oferta da proteína no mercado norte-americano pode pressionar o aumento das importações ao longo de 2023, relata estudo do Rabobank
Os Estados Unidos, segundo maior comprador mundial de carne bovina, atrás da China, podem fechar, em 2023, um novo acordo comercial com os exportadores brasileiros, já que, pelas estimativas atuais, a produção da proteína no gigante da América do Norte tende a sofrer redução de 3,5% no próximo ano, na comparação com o resultado estimado para 2022. Essa expectativa foi mencionada pelos analistas do Rabobank em estudo divulgado na quarta-feira (9/11), denominado “Perspectivas para o Agronegócio (brasileiro) em 2023”. Segundo o estudo, o Brasil tem como desafio manter o foco das negociações na questão tarifária envolvendo a entrada da carne bovina no mercado norte-americano. Em vez de possuir uma cota/tarifa específica de exportação, o Brasil entrou em uma categoria na qual ele disputa o mercado com outros concorrentes. A cota total desse grupo é de 64,8 mil toneladas por ano. Neste ano, o Brasil preencheu rapidamente o volume permitido pela cota – foi totalmente atingida no final do primeiro trimestre, informou o Rabobank. Com isso, os volumes embarcados pelos frigoríficos brasileiros ao mercado dos EUA caíram de 18 mil toneladas/mês (dado apurado no primeiro trimestre) para apenas 7,5 mil toneladas nos meses seguintes do ano. Ao bater o máximo permitido pela cota estabelecida pelos autoridades norte-americanas, as exportações brasileiras de carne bovina recebem uma tarifa de 24,6%, o que reduz a competividade do produto brasileiro. Até agora, em 2022, as exportações de carne bovina dos EUA cresceram em relação aos níveis recordes de 2021. No período de janeiro a setembro deste ano, os embarques totais da proteína aumentaram 4,6% em relação ao resultado computado em igual intervalo do ano passado, segundo informa um informativo divulgado pela Universidade Estadual de Oklahoma e disponível no portal beefmagazine.com. No entanto, os dados mais recentes das vendas externas de carne bovina norte-americana mostram redução de 5,7% em setembro em relação ao mesmo mês do anterior – a maior (e apenas a segunda) queda mensal nas exportações de carne bovina em 30 meses. “A recente queda nas exportações de carne bovina pode indicar que, como se temia, a fraqueza econômica global está tendo impactos negativos nas vendas da proteína”, relatou a universidade de Oklahoma. “Um dólar mais forte torna as exportações de produtos dos EUA mais caras e simultaneamente torna as importações de produtos estrangeiros mais atraentes”, observa. Pelos dados de exportação de carne bovina em setembro/22, os embarques norte-americanos diminuíram (na comparação com o mesmo mês do ano anterior) para Japão (queda de 7,5%), Coréia do Sul (menos 10%), China/Hong Kong (baixa de 3,6%), Canadá (-10,7%) e Taiwan (-26,2%). “Dos seis principais mercados de exportação de carne bovina, apenas o México teve alta (de 5,2%) em setembro/22”, relata a universidade.
RABOBANK
ECONOMIA
Dólar cai 1,24%, mas tem melhor semana desde maio de 2020
O dólar caiu frente ao real na sexta-feira, abatido por apetite por risco internacional e ajustes de posições
A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 1,24%, a 5,3299 reais na venda. Na B3, às 17:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,24%, a 5,3600 reais. Esse movimento refletiu esperanças de investidores de que o Federal Reserve possa moderar seu ritmo de altas de juros após sinais de arrefecimento da inflação, bem como o otimismo do mercado internacional em relação à China, que começou a relaxar restrições de combate à Covid-19. Apesar da queda desta sexta –que alguns investidores também atribuíram a um ajuste técnico, o dólar ainda subiu 5,49% na semana frente ao real, maior ganho desde a semana finda em 8 de maio de 2020 (+5,56%), quando os mercados globais ainda sentiam os efeitos iniciais da pandemia de Covid-19. Na semana passada, que sucedeu a vitória de Lula, a divisa dos EUA havia caído 4,71%. Como os ativos locais vinham se mostrando bastante atraentes antes do tombo de quinta-feira, “a alocação provavelmente está saturada, o que pode levar a um tempo de reação (negativa) mais longo do que apenas um dia”, alertou o Citi. Entre as medidas adotadas para reduzir a exposição ao país, o banco norte-americano reduziu suas posições vendidas no par dólar australiano/real (que apostam na queda da divisa australiana frente à brasileira). A Oxford Economics, por sua vez, disse em relatório esperar que a volatilidade permaneça elevada nos mercados brasileiros até que a transição presidencial seja concluída, no início de janeiro, e projeta que o real oscilará numa faixa de 5,20 a 5,30 por dólar durante esse período. “Esperamos que a regra fiscal do Brasil que já foi vista como à prova de balas seja gradualmente diluída ao longo dos próximos quatro anos”.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com salto de Vale
Entre as empresas de proteínas, a JBS ON valorizou-se 11,92%, a 27,80 reais, mesmo com a queda de 47% no lucro do terceiro trimestre, com analistas destacando o desempenho da unidade Seara. No setor, MARFRIG ON, que também divulgou balanço, subiu 8,59, a 11,76 reais.
Euforia em ações de mineração e siderurgia em meio a perspectivas ligadas à China, fez o Ibovespa subir na sexta-feira. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,26%, a 112.253,49 pontos, acumulando na semana, porém, queda de 5%. O volume financeiro na sessão somou 49,6 bilhões de reais. A decisão da China de aliviar algumas regras contra a Covid-19, confirmando rumores recentes, trouxe ânimo a commodities como o minério de ferro, o que beneficiou o Ibovespa, dado o peso dessas ações na composição do índice. O anúncio de medidas para uma gradual flexibilização do Covid zero na China é considerado um gatilho importante no curto prazo, uma vez que essa política vinha sendo vista como um entrave para uma retomada do crescimento do país. O desempenho aliviou a perda do Ibovespa na semana marcada por receios de deterioração fiscal no Brasil. “Eu vi muitos exageros na quinta-feira”, afirmou o superintendente da Necton/BTG Pactual, Marco Tulli, acrescentando que há muitos testes de ensaio com nomes, supostas medidas e ademais para sentir reações, mas que na prática nada mudou – “nem de ontem para hoje nem da semana passada”. Na véspera, Lula afirmou que há gastos públicos que têm que ser considerados como investimentos. Também criticou o mecanismo de teto de gastos, afirmando que ele deve ser discutido com a mesma seriedade que questões sociais do país. As declarações foram feitas enquanto se negocia a PEC de Transição, proposta pelo novo governo, que adiciona mais gastos sem apontar fontes claras de financiamento. Para Dan Kawa, diretor da TAG Investimentos, o mercado deve seguir volátil até o fiscal ganhar uma âncora de longo prazo.
REUTERS
Serviços crescem 0,9% em setembro, acima do teto das projeções, e batem recorde
No acumulado até setembro, houve alta de 8,6%
O volume de serviços prestados no país teve alta de 0,9% em setembro, perante o mês anterior, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto, a variação tinha sido de 1,1% (após revisão de dado divulgado inicialmente como alta de 0,7%). A alta de setembro foi a quinta seguida. No período, o ganho acumulado foi de 4,9%. Com isso, os serviços alcançaram patamar 11,8% superior ao do pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e atingiram novo ponto mais alto da série histórica, superando novembro de 2014. Na comparação com setembro de 2021, o indicador aumentou 9,7%. No resultado acumulado em 12 meses até setembro, houve expansão de 8,9%. De janeiro a setembro de 2022, o indicador acumula variação de 8,6% frente a igual período de 2021. A alta na série com ajuste sazonal foi maior que a mediana das estimativas de 27 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de expansão de 0,4%. O resultado também veio acima do teto das projeções, já que o intervalo das estimativas ia de queda de 0,4% a alta de 0,8%. Já a expectativa mediana para o resultado de setembro de 2022 frente a setembro de 2021 era de alta de 8,2%, com crescimento entre 7,3% e 8,7%. Três das cinco atividades acompanhas pela pesquisa tiveram alta passagem de agosto para setembro. O destaque foi informação e comunicação (2,0%), que registrou o terceiro resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 4,1%. As demais expansões vieram dos serviços prestados às famílias (1%) e dos profissionais, administrativos e complementares (0,2%). Em sentido oposto, os transportes (-0,1%) e os outros serviços (-0,3%) exerceram as influências negativas de setembro. O primeiro interrompeu uma sequência de quatro taxas positivas e o segundo devolveu uma pequena parte do avanço 7,7% verificado em agosto. O IBGE informou ainda que a receita nominal subiu 0,5% entre agosto e setembro. O IBGE destacou que o indicador de atividades turísticas aumentou 0,4% de agosto para setembro, terceira alta seguida, acumulando um ganho de 3,2% no período. Com o desempenho, o setor se encontra 0,7% acima do patamar pré-pandemia. Segundo o IBGE, o crescimento do turismo este ano foi puxado principalmente por transporte aéreo de passageiros, restaurantes, hotéis, locação de automóveis, transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. O crescimento do segmento de serviços em setembro foi acompanhado por taxas positivas em 19 das 27 unidades da federação. Os impactos mais importantes vieram de Rio de Janeiro (0,7%), seguido por Santa Catarina (2,6%), Rio Grande do Sul (1,0%) e São Paulo (0,1%). Em contrapartida, Paraná (-2,3%) exerceu a principal influência negativa, seguido por Pernambuco (-1,6%) e Minas Gerais (-0,2%).
VALOR ECONÔMICO
Economia brasileira dá sinais de desaceleração com aumento de juros e recessão no exterior
Desde o pico, em maio, atividade econômica recuou 7,35%, mostra indicador do Itaú Unibanco; perda de fôlego começou no setor de bens e já chegou ao setor de serviços
A desaceleração econômica do Brasil, que era esperada pelos economistas para o fim deste ano, já começou a se concretizar. Dados do Itaú Unibanco mostram que, desde que atingiu seu pico, em maio, a atividade recuou 7,35%. A perda de fôlego deu seus primeiros sinais no setor de bens, cuja atividade caiu 8% desde o fim de maio, e, posteriormente no de serviços, que retrocedeu 7,3% até agora. O indicador do Itaú é feito com base nos gastos de seus clientes com cartões de crédito e de débito. Ele consegue capturar o nível de atividade diária no País. Segundo a economista do banco Natália Cotarelli, o desaquecimento no segmento de bens, que depende mais de acesso a crédito, ficou mais evidente mesmo no fim do segundo trimestre, enquanto o de serviços, no fim do terceiro trimestre. Dados de outras fontes, como do IBGE, também começaram, mas mais recentemente, a apontar essa desaceleração econômica. Na indústria, por exemplo, os indicadores de produção, apurados pelo IBGE em agosto e setembro, indicam queda de 0,7% em cada mês. Já a venda de veículos zero-quilômetro recuou 6,7% em outubro, na comparação com setembro. Diante desse cenário, a projeção dos analistas é a de que o PIB do terceiro trimestre desacelere em relação ao 1,2% registrado no anterior – o dado será divulgado em 1º de dezembro. Para os últimos três meses do ano, há um risco de queda da atividade. “Há evidências de que há uma desaceleração em curso, o que vai ficar claro no PIB do terceiro trimestre, que vai crescer menos do que a média do primeiro semestre”, diz Alessandra Ribeiro, economista e sócia da consultoria Tendências. “Esse cenário deve se aprofundar no quarto trimestre.” A Tendências projeta uma alta de 0,6% no PIB do terceiro trimestre e uma queda de 0,4% nos últimos quatro meses do ano. São dois os principais fatores que explicam a desaceleração da economia brasileira. O primeiro é o patamar elevado da taxa básica de juros (Selic) Atualmente em 13,75 ao ano. Juros altos inibem o consumo das famílias e os investimentos das empresas ao tornarem o crédito mais caro. O segundo tem a ver com o freio da economia global. A atividade dos Estados Unidos e da Europa já mostra sinais de desaceleração, dado que ambos também enfrentam um quadro de aperto monetário. Na Europa, a situação é agravada pela falta de gás para gerar energia, uma consequência da guerra na Ucrânia. A China também vem crescendo menos devido à política de covid zero e à crise no setor imobiliário.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Exportações do Agro batem recorde em outubro
As exportações do agronegócio em outubro de 2022 foram recorde para o mês, atingindo a cifra de US$ 14,25 bilhões. O valor foi 61,3% superior na comparação com o que foi vendido ao exterior em outubro de 2021
As exportações subiram principalmente em função do aumento do volume entre os períodos, que aumentou 38,9%. O índice de preço dos produtos exportados também subiu, com incremento de 16,1% no período. O crescimento dos embarques de milho foi um dos principais fatores para o forte aumento, com alta em volume de 301,7% no período. Nos dez primeiros meses do ano, o volume total de grãos movimentados chegou a 134 milhões de toneladas, ou o equivalente à praticamente metade da safra brasileira de grãos, que foi estimada pela Conab em 270,9 milhões de toneladas (safra 2021/2022). No acumulado do ano, entre janeiro e outubro de 2022, as exportações alcançaram a cifra recorde de US$ 136,10 bilhões, o que representou um incremento de 33% na comparação com os US$ 102,35 bilhões movimentados no mesmo período em 2021. O setor representou 48,5% do total das vendas externas do Brasil no período. As importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,43 bilhão em outubro de 2022, valor 2% superior em relação ao que foi importado no mesmo mês do ano anterior. Em outubro, o complexo soja, que é o principal setor exportador do agronegócio brasileiro, comercializou US$ 3,68 bilhões (+49,6%), com incremento de volume exportado (+27,6%) e dos preços internacionais dos produtos do setor (+17,2%). O principal produto de exportação do setor foi a soja em grãos, com registro recorde para os meses de outubro de US$ 2,49 bilhões. As vendas externas de carnes chegaram a US$ 2,28 bilhões (+50,8%). O montante foi fortemente influenciado pelos preços médios de exportação, que subiram 29,9% na comparação entre os meses de outubro de 2022 com outubro de 2021. Também houve expansão no volume comercializado, que subiu 16,1%. O setor de cereais, farinhas e preparações teve aumento absoluto de US$ 1,75 bilhão em vendas externas, atingindo o valor de US$ 2,20 bilhões. O cereal responsável por essa elevação foi o milho, que teve volume recorde exportado de 7,2 milhões de toneladas para o mês de outubro, ou um montante 5,4 milhões de toneladas superior ao volume exportado em outubro de 2021. No complexo sucroalcooleiro, as vendas externas subiram 90,0%, passando de US$ 927,54 milhões para US$ 1,76 bilhão entre outubro de 2021 e outubro de 2022. As vendas de açúcar foram de US$ 1,50 bilhão (+81,1%), devido ao forte incremento do volume exportado. O setor de produtos florestais totalizou exportações de US$ 1,45 bilhão (+20,7%). Os cinco setores acima analisados foram responsáveis por 79,9% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio. Destinos A Ásia é a região geográfica com maior participação nas exportações do agronegócio brasileiro. Em outubro de 2022, o continente adquiriu US$ 6,83 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, o que significou um crescimento de 71,0% em comparação com os US$ 3,99 bilhões exportados em outubro de 2021. A China é a maior parceira comercial do agronegócio brasileiro, e em outubro as vendas ao país asiático cresceram 81,8%, atingindo US$ 4,06 bilhões. Ásia e União Europeia somaram 64,2% do valor total exportado pelo Brasil em produtos do agronegócio em outubro.
MAPA
MEIO AMBIENTE
Vale, Suzano, Marfrig e bancos criam empresa para restaurar florestas
Anunciada durante COP27, a Biomas prevê reflorestar áreas degradadas e preservar 4 milhões de hectares em 20 anos
Um grupo formado por Itaú, Marfrig, Rabobank, Santander, Suzano e Vale anunciou no sábado (12) a criação de uma empresa exclusivamente dedicada às atividades de restauração de áreas degradadas e conservação de florestas no Brasil. Chamada de Biomas, a companhia vai contar com um aporte inicial de R$ 120 milhões —R$ 20 milhões de cada uma das seis sócias. A ideia é que ela se mantenha nos anos seguintes por meio da vem da de créditos de carbono. A aliança entre as empresas foi lançada durante a COP27, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que acontece em Sharm el-Sheik, no Egito. A Biomas prevê, ao longo de 20 anos, alcançar 4 milhões de hectares de matas nativas preservadas —área equivalente ao estado do Rio de Janeiro. Desse total, 2 milhões de hectares serão restaurados por meio do plantio de árvores nativas, e outros 2 milhões serão conservados. A atuação ocorrerá em diferentes biomas brasileiros, principalmente Amazônia e Cerrado. Entre remoções e emissões evitadas, a Biomas calcula reduzir aproximadamente 900 milhões de toneladas de carbono da atmosfera no período de duas décadas. Além disso, estima-se que a nova empresa contribuirá para a proteção de mais de 4.000 espécies de animais e plantas. De acordo com a aliança de empresas, a primeira etapa do projeto consistirá na identificação de áreas e fomento a viveiros para produção de árvores nativas em larga escala. As sócias ainda vão estruturar o corpo técnico da nova empresa, que não pretende adquirir áreas, mas fazer parcerias com proprietários de terras, a partir da geração de crédito de carbono e compartilhamento de parte dessa receita. Os primeiros passos da Biomas também envolvem engajar comunidades locais nas atividades da empresa, discutir a aplicação do projeto em áreas públicas, buscar parcerias com plataformas de certificação de créditos de carbono e implementar projetos pilotos. A conclusão da operação está sujeita a aprovações regulatórias. A expectativa é que as atividades de restauração e conservação comecem em 2023 e ganhem escala a partir de 2025, até alcançar a meta de 4 milhões de hectares. Encabeçada pela Suzano, do setor de papel e celulose, a aliança também espera estimular o desenvolvimento das regiões onde a empresa atuar, gerando empregos a partir das atividades de plantio, do desenvolvimento de novos viveiros e do envolvimento das comunidades na cadeia de valor do projeto. “Reunimos a força dessas empresas em uma iniciativa inédita no mundo para promovermos um movimento de impacto positivo, com condições efetivas de gerar e compartilhar valor com comunidades locais e o meio ambiente a partir da promoção de ações de restauração, conservação e preservação”, disse Walter Schalka, presidente da Suzano, em nota. Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig, afirma que a iniciativa contribui para tornar a cadeia de fornecimento do frigorífico mais sustentável.
FOLHA DE SP
FRANGOS & SUÍNOS
Preços do suíno vivo fecham a sexta-feira estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial R$ 10,30/R$ 10,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (10), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,65/kg. Houve aumento de 0,62%no Paraná, atingindo R$ 6,54/kg, e de 0,15% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,49/kg. Foi registrada queda de 0,14% em São Paulo e Minas Gerais, com o preço do animal fechando o dia, respectivamente, em R$ 7,16/kg e R$ 7,25/kg.
Cepea/Esalq
O abate de suínos somou 14,37 milhões de cabeças no 3° trimestre de 2022
Isso representou um aumento de 4,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e acréscimo de 2,1% em comparação ao 2° trimestre de 2022
O peso acumulado das carcaças registrou 1,33 milhão de toneladas no 3º trimestre de 2022, o que consistiu em aumento de 3,8% em relação ao 3º trimestre de 2021 e incremento de 1,4% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
IBGE
Valor do frango vivo subiu no Paraná, alcançando R$ 5,18/kg
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, assim como no frango no atacado, valendo em R$ 7,45/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, teve leve aumento de 0,19%, chegando a R$ 5,18/kg, enquanto em Santa Catarina o preço ficou inalterado, custando R$ 4,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (10), a ave congelada não mudou de preço, valendo R$ 8,03/kg, e o frango resfriado fechou com ligeira alta de 0,12%, fechando em R$ 8,11/kg.
Cepea/Esalq
Frango/Cepea: Demanda aquecida eleva preços; exportações recuam
O início de mês e o aquecimento na demanda – de modo geral, por conta do recebimento dos salários por parte da população – fizeram com que os preços do frango inteiro reagissem na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea
Já quanto ao mercado externo, os embarques da carne de frango, considerando-se produtos in natura e processados, caíram em outubro pelo segundo mês consecutivo. Segundo dados da Secex, 394 mil toneladas da proteína foram exportadas no último mês, 1,4% a menos que em setembro e 0,8% abaixo do volume registrado em outubro de 2021.
Cepea
O abate de frangos subiu 0,9% na comparação anual e 3,1% na trimestral
No 3º trimestre de 2022, foram abatidas 1,55 bilhão de cabeças de frango
Esse resultado significou um acréscimo de 0,9% em relação ao trimestre equivalente do ano anterior e aumento de 3,1% na comparação com o 2º trimestre de 2022. O peso acumulado das carcaças foi de 3,73 milhões de toneladas no 3º trimestre de 2022. Esse total significou aumento de 2,2%, tanto em relação ao 3º trimestre de 2021, quanto ao trimestre imediatamente anterior.
IBGE
INTERNACIONAL
Custos de importação de alimentos atingem recorde, ameaçando os mais pobres, diz FAO
Os custos de importação de alimentos em todo o mundo devem atingir um recorde de quase 2 trilhões de dólares em 2022, pressionando os países mais pobres do mundo, que provavelmente enviaram volumes consideravelmente menores de alimentos, disse à Agência de Alimentos da ONU (FAO) na sexta-feira.
Os preços mundiais dos alimentos atingiram níveis recordes em março, depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, um importante produtor de grãos e oleaginosas, e embora tenham recuado um pouco desde então, permanecem acima dos altos níveis do ano passado. O aumento está afetando desproporcionalmente os países economicamente vulneráveis, e espera-se que isso permaneça no próximo ano, mesmo que a situação geral da oferta agrícola deva melhorar um pouco. “Estes são sinais alarmantes do ponto de vista da segurança alimentar”, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em seu relatório semestral Food Outlook. A conta mundial de importação de alimentos deve chegar a 1,94 trilhão de dólares este ano, um aumento de 10% em relação ao ano anterior e acima do esperado anteriormente, disse a FAO. Em termos de insumos agrícolas, como fertilizantes, que exigem muita energia para serem produzidos, a FAO disse que os custos globais de importação devem aumentar quase 50% este ano, para 424 bilhões de dólares, forçando alguns países a comprar e usar menos esses produtos. Isso inevitavelmente levará a uma menor produtividade, menor disponibilidade doméstica de alimentos e “repercussões negativas na produção agrícola global e na segurança alimentar” em 2023, disse.
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