
Ano 8 | nº 1857 | 10 de novembro de 2022
Notícias
Queda na cotação do boi gordo em São Paulo
O mercado trabalhou com queda de R$1,00/@ de boi gordo nas praças paulistas, no comparativo com o levantamento anterior (8/11). Para a novilha e vaca gordas, os preços permaneceram estáveis
Na quarta-feira, 9 de novembro, o mercado de São Paulo, referência para as demais praças pecuárias, trabalhou com queda de R$ 1/@ no preço do boi gordo “comum” (direcionado aos consumidores internos), informou a Scot Consultoria. O macho terminado está valendo R$ 272/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas estão cotados em R$ 260/@ e R$ 267/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). O boi-China é negociado por R$ 280/@ (preço bruto e a prazo) em São Paulo, acrescentou a Scot. No Oeste da Bahia, na praça baiana, o mercado seguiu sem alterações de preços. No Oeste do Maranhão, a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@. Para as fêmeas, os preços permaneceram estáveis.
SCOT CONSULTORIA
O mercado físico de boi gordo teve dia de preços de estáveis na quarta-feira
Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, algumas negociações acima da referência média foram registradas, principalmente em São Paulo
As escalas de abate estão mais curtas. Somado a isso, a demanda de final de ano aquecida para a carne bovina começa a surtir efeito e pode estimular a alta dos preços da arroba. Os estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia ainda operam pressionados, com tentativas de compra abaixo da referência média ao longo da semana, com os frigoríficos que atuam nessas localidades ainda operando com escalas de abate confortáveis, com capacidade de testar o mercado de maneira recorrente, disse Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 279. Já os preços da carne bovina seguem subindo no mercado atacadista. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena do mês. A demanda atinge o seu auge no decorrer do último bimestre, oferecendo boa perspectiva de alta para a carne bovina, assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 21,90 por quilo, alta de R$ 0,30. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,20 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 16,15 por quilo, alta de R$ 0,15.
AGÊNCIA SAFRAS
17% dos brasileiros deixaram de comprar carne bovina
Pesquisa foi realizada com 1740 brasileiros
Uma pesquisa realizada pela HelloSafe Brasil com 1740 brasileiros de todas as regiões do país, entre os dias 01 de setembro e 31 de outubro de 2022, mostrou os itens que os brasileiros deixaram de comprar e quanto estão gastando a mais em 2022. -37,9% responderam gastar mais de R$ 200 por mês nas compras de 2022 em comparação com 2021. -45,4% passaram a comprar produtos alternativos de menor qualidade. -Mesmo sem ter tido um aumento expressivo, brasileiro ainda acredita que a vilã das compras é a carne vermelha. -Até setembro de 2022, a inflação acumulada para alimentos e bebidas é de 9,54%. 57,6% acredita que a carne foi o item que mais encareceu o carrinho de compras do brasileiro em 2022. Embora o preço da maioria dos alimentos tenha subido, perguntamos aos entrevistados qual item mais encareceu no ponto de vista deles nos últimos doze meses. A carne bovina foi a campeã com 57,64%. Apesar disso, segundo dados do IPCA, nos últimos dozes meses, a inflação das carnes (excluindo frango e peixe) foi de 1,22%. Na classificação por subtipo, as carnes que tiveram um maior aumento foram o cupim (13,51%) e a picanha (7,12%). O resultado sobre a percepção dos consumidores mostra um reflexo da inflação de 2021, quando o aumento das carnes bovinas foi de 9,98% em um ano.
AGROLINK
Brasil deve consumir mais carne bovina em 2023, avalia Rabobank
Com safra recorde de grãos e inversão do ciclo pecuário, banco holandês projeta também um alívio nos custos, o que tende a favorecer frigoríficos menores voltados ao mercado interno
Produção de carne bovina em 2023 é prevista em 10,5 milhões de toneladas, crescimento de 2%, segundo Rabobank
Se nos últimos três anos o consumo brasileiro per capita de carne bovina chegou ao seu menor patamar em mais de uma década, ao longo de 2023 as perspectivas são de crescimento nas vendas no mercado interno – a primeira desde 2018. Segundo projeção divulgada na quarta-feira (09/11) pelo banco holandês Rabobank, o volume consumido pelos brasileiros deverá passar dos atuais 27,7 quilos por habitante ao ano para 28,2 quilos, avanço de 1,5%. “O cenário base que a gente está trabalhando é de uma recuperação econômica do poder de compra refletindo um ambiente econômico de menos juros e menos inflação, o que deve favorecer o consumo de carne bovina”, explica o analista de proteína animal do banco, Wagner Yanaguizawa. A produção de carne bovina no ano que vem deve ser de 10,5 milhões de toneladas, crescimento de 2%. O analista destaca a queda nos preços do bezerro e o aumento do descarte de fêmeas este ano como sinais de inversão do ciclo pecuário, com maior oferta de animais prontos para abate e redução no preço médio da arroba, hoje próximo dos R$ 300. “Esse cenário de maior oferta deve pressionar os preços da arroba, mas também deve recuperar os níveis de consumo doméstico, principalmente por conta dessa queda muito forte que a gente está vendo nos últimos anos”, pontua o analista. Yanaguizawa menciona também a preferência do brasileiro pela carne bovina em detrimento de aves e suíno, cuja demanda foi favorecida pela perda do poder de compra da população nos últimos anos. “A gente sabe muito bem que existe um apelo cultural forte pra carne bovina por parte do brasileiro, então se tiver diferença de preços menores em relação à carne de frango e suína a gente e verá incrementos no consumo de carne bovina no mercado doméstico”, observa. Principais prejudicados pela queda no consumo interno de carne bovina, os frigoríficos de pequeno e médio porte devem ser os mais beneficiários dessa recuperação, caso se confirmem as previsões do Rabobank. Sem acesso ao mercado internacional, muitos fecharam as portas nos últimos anos, quando o setor enfrentou aumento de custos e queda na receita. “De fato, quem conseguiu passar por esse momento desafiador pelos custos, mesmo com margens mais estreitas, e conseguiu se manter no setor, não tenho dúvida de que a partir do ano que vem estará vislumbrando um cenário melhor em termos de liquidez”, explica Yanaguizawa.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar acompanha exterior e avança ante real
O dólar avançou frente ao real na quarta-feira, em linha com movimento internacional de aversão a risco após as eleições de meio mandato dos Estados Unidos
A moeda norte-americana à vista ganhou 0,67%, a 5,1845 reais na venda, patamar de encerramento mais alto desde 28 de outubro (5,3023), após mostrar volatilidade durante as negociações. Na B3, às 17:05 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,37%, a 5,1930 reais. No exterior, o índice que compara o dólar a uma cesta de seis rivais fortes saltava 0,94% nesta tarde, acompanhando aceleração das perdas de Wall Street, depois que investidores se decepcionaram com o resultado preliminar das eleições de meio de mandato dos EUA. Muitos investidores esperavam uma “onda vermelha” nas eleições norte-americanas, com os republicanos conquistando maiorias tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, mas os democratas tiveram desempenho melhor do que o esperado segundo os votos apurados durante o dia e conseguiram garantir assentos cruciais no Congresso. Os republicanos são vistos como muito mais pró-mercado do que os democratas, o que explica o clima de cautela dos investidores em meio à apuração dos resultados eleitorais. Passada a votação nos EUA, o foco de investidores passa agora para dados de inflação norte-americanos com divulgação agendada para quinta-feira, que podem ditar a trajetória futura de aperto monetário do Federal Reserve, disse Luiz Souza, operador de renda variável da SVN Investimentos. Segundo ele, dados acima do esperado podem forçar o banco central dos EUA a adotar uma postura mais “hawkish”, ou dura no combate à inflação, ao aumentar os juros. O Fed já subiu os custos dos empréstimos em 3,75 pontos percentuais desde março deste ano, e quanto mais sua taxa básica avança, mais o dólar tende a ficar atraente frente às demais moedas. No Brasil, participantes do mercado aguardavam definições mais concretas sobre que mecanismo o governo eleito utilizará para permitir gastos extra-teto em 2023 de forma a cumprir promessas de campanha de Lula, como a manutenção dos 600 reais do Auxílio Brasil e o reajuste real do salário mínimo. Em reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Lula afirmou que prefere uma PEC para viabilizar as mudanças que pretende fazer.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda de mais de 2% com tombo de Bradesco
O Ibovespa fechou em forte queda na quarta-feira, com Bradesco despencando 17,4% após um desempenho trimestral decepcionante, em sessão repleta de balanços corporativos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,22%, a 113.580,09 pontos. O volume financeiro somou 42,4 bilhões de reais. “A queda se deu principalmente devido a resultados mais fracos que o esperado por empresas de diversos setores e foi acentuada pela piora dos mercados internacionais”, afirmou o economista sênior do Banco ABC Brasil, Adriano Ribeiro. Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 2,09%, tendo no radar eleições para o Congresso norte-americano e as consequências do pleito sobre a agenda do presidente dos EUA, Joe Biden. Na quinta-feira, as atenções devem ficar voltadas para o índice de preços ao consumidor (CPI) de outubro, com agentes financeiros em busca de sinais para calibrar suas apostas para os próximos passos do Federal Reserve. Ribeiro acrescentou que, no Brasil, investidores também continuam acompanhando a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o potencial gasto “extra teto” a ser definido pelo desenrolar da PEC da Transição. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) está sendo desenhada pela equipe de transição de governo para equacionar o pagamento de 600 reais do Auxílio Brasil no próximo ano, promessa de campanha do petista. Na quarta, em sua primeira visita a Brasília após as eleições, Lula se reuniu com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em duas visitas institucionais em que se negociou o caminho para aprovação da PEC.
REUTERS
Fluxo cambial no Brasil fica positivo em US$1,254 bi em outubro, diz BC
O Brasil recebeu ingresso líquido de 1,254 bilhão de dólares pelo câmbio contratado no mês passado, informou o Banco Central nesta quarta-feira, registrando saldo positivo tanto pelo lado financeiro quanto pelo comercial e marcando o melhor resultado para outubro em cinco anos
O superávit foi o melhor para qualquer mês desde julho (+1,834 bilhão de dólares) e a entrada líquida mais intensa para outubro desde 2017 (+3,912 bilhões de dólares). No mesmo período do ano anterior, o fluxo cambial mensal havia ficado positivo em 766 milhões de dólares. A conta financeira ganhou 506 milhões de dólares em termos líquidos em outubro, bem abaixo do ingresso de 3,119 bilhões de dólares que havia sido registrado no mesmo período de 2021. Já pelo lado comercial, o saldo ficou positivo em 748 milhões de dólares, forte contraste em relação ao rombo de 2,353 bilhões vistos em outubro do ano passado. Os dados do Banco Central também mostraram que o fluxo cambial no Brasil ficou negativo em 1,549 milhão de dólares nos três primeiros dias úteis de novembro. Até agora em 2022, o fluxo cambial está positivo em 17,041 bilhões de dólares.
REUTERS
Varejo do Brasil cresce em setembro, mas termina 3º tri com perdas
As vendas no varejo do Brasil cresceram em setembro marcando o ritmo mensal mais forte desde março, mas ainda assim encerraram o terceiro trimestre com perdas em meio à dificuldade do setor de deslanchar diante do aperto do crédito
Dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que em setembro as vendas varejistas tiveram avanço de 1,1% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas aumentaram 3,2%, contra expectativa de alta de 1,4%. Com esses resultados, o setor varejista no Brasil está 3,6% abaixo do nível recorde de outubro de 2020, mas 2,8% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Ainda assim, terminou o terceiro trimestre com recuo de 1,1% das vendas na comparação com os três meses anteriores, depois de altas nos primeiro e segundo trimestres, mostrando que ainda sofre em meio aos juros altos que encarecem o crédito e ao elevado endividamento das famílias. O comércio varejista foi favorecido em setembro principalmente pela queda nos preços dos combustíveis, enquanto o setor de supermercados, que perdeu fôlego nos últimos meses, mostrou recuperação. Entre as oito atividades pesquisadas, seis apresentaram aumento nas vendas. Os principais impactos vieram de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso e apresentou aumento de 1,2% no mês; e Combustíveis e lubrificantes, com alta de 1,3%. “Essa alta desses dois grupos tem a ver com movimento de deflação e também com queda de alimentos”, explicou Cristiano Santos, gerente da pesquisa. “Essas são atividades que representam quase 50% do peso total e exercem um efeito âncora.”O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, teve por sua vez alta de 1,5% nas vendas frente a agosto. “Em termos setoriais, poucas atividades estão acima do patamar pré-pandemia. Contando com o varejo ampliado, das dez atividades, apenas quatro estão acima do patamar pré-pandemia: Artigos farmacêuticos, Combustíveis e lubrificantes, Hiper e supermercados e Material de construção”, completou Santos. O desempenho do varejo no país contrasta com o da produção industrial, que em setembro caiu 0,7% e encerrou o terceiro trimestre com perda de ritmo, em um segundo semestre marcado por dificuldades em meio a condições de crédito mais apertadas.
REUTERS
Colheita de grãos alcançará o recorde de 288,1 milhões de toneladas em 22/23, diz IBGE
São 25,3 milhões de toneladas a mais que neste ano, nas contas do instituto
A colheita brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá atingir o recorde de 288,1 milhões de toneladas em 2023, 9,6% mais que em 2022, segundo a primeira estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a nova temporada. Se confirmado, o volume será 25,3 milhões de toneladas maior que o deste ano. A soja é a principal responsável pelo aumento projetado. O IBGE estima um aumento de 19,1% na produção do grão em 2023, ou 22,7 milhões de toneladas a mais. Outra contribuição importante para o crescimento da safra virá da colheita de milho de verão – que deverá aumentar 16,8%, ou 4,2 milhões de toneladas. O IBGE também projeta avanços para algodão em caroço (2% ou 82,5 mil toneladas), sorgo (5,7%, ou 160 mil toneladas) e feijão primeira safra (4,9% ou 53,5 mil toneladas). Por outro lado, o instituto estima quedas nas produções de arroz (3,5%, ou 374,3 mil toneladas), milho segunda safra (0,2%, ou 163,6 mil toneladas), feijão segunda safra (9,5%, ou 124,7 mil toneladas), feijão terceira safra (3,7%, ou 24,6 mil toneladas) e trigo (12,1%, ou 1,1 milhão de toneladas).
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Prejuízo da BRF recuou no 3º trimestre, e novo CEO fala em”virar o jogo”
Perda caiu pela metade ante o mesmo período de 2021 e ficou em R$ 137 milhões
A BRF reportou hoje um prejuízo líquido de R$ 137 milhões no terceiro trimestre de 2022, ante perda de R$ 271 milhões em igual período do ano passado. O resultado negativo já era esperado por algumas casas de análise, como Citi e JP Morgan, mas representou uma melhora significativa em relação aos prejuízos da dona da Sadia nos dois trimestres imediatamente anteriores – R$ 468 milhões de abril a junho e R$ 1,5 bilhão de janeiro a março. A receita líquida entre julho e setembro cresceu 13,4% em relação ao mesmo intervalo de 2021, e somou pouco mais de R$ 14 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 1,4 bilhão, com aumento de 0,5%. A margem Ebitda foi de 9,8%. O diretor financeiro da empresa, Fabio Mariano, destacou a geração de caixa, de R$ 1,3 bilhão, ou 41% a mais do que no segundo trimestre deste ano. Ele também citou a melhora de R$ 415 milhões no fluxo de caixa livre excluindo efeitos cambiais. A liquidez disponível está acima de R$ 12 bilhões, sendo R$ 9,3 bilhões em caixa. O mercado aposta em Miguel Gularte, ex-CEO da Marfrig que assumiu o comando da BRF há 45 dias, para gerar sinergias industriais. Em sua primeira coletiva à frente da companhia, o executivo com mais de quatro décadas no setor de proteína animal foi direto: “Vim para fazer o que já fiz em outras companhias”, afirmou a jornalistas. O CEO disse que a companhia tem muito a avançar em termos de execução comercial e logística. “Temos planos muito bem desenhados para cada ponto do nosso negócio, para o curto, médio e longo prazo”, garantiu. Gularte afirmou, também, que espera resultados positivos ao longo de 2023 – que, segundo ele, serão alcançados sem que se abra mão de vendas ou de participação de mercado. O executivo aposta que o arrefecimento do preço da carne bovina não prejudicará a demanda por produtos de suínos e aves, o coração da empresa. “E já estamos trabalhando em habilitações para exportarmos a outros países, como vocês viram com a planta de Lajeado, para ter um balanceamento melhor entre os mercados interno e externo. Queremos performar melhor nos dois, para não ficarmos reféns”, afirmou. Mariano, por sua vez, destacou uma tendência de crescimento na demanda externa por carne suína e de peru, em decorrência de problemas sanitários nos Estados Unidos e na Europa, que devem diminuir a oferta nessas regiões. “Estamos trabalhando imensamente para habilitar unidades de produção e capitalizar essa oportunidade”, disse. O mercado brasileiro respondeu por R$ 6,8 bilhões da receita líquida da companhia e por R$ 458 milhões do Ebitda, uma evolução de 15% em comparação com o trimestre de março a junho. A companhia destacou um aumento no número de clientes e dos volumes de compra individuais. Já os negócios externos trouxeram R$ 6,54 bilhões em receita para a dona da Sadia, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi puxado pelo aumento das margens das exportações para China, Coreia do Sul e Japão.
VALOR ECONÔMICO
Lucro da Minerva quase dobrou no terceiro trimestre, para R$ 141 milhões
Receita líquida da companhia aumentou 14,5% no período e chegou a R$ 8,4 bilhões
A brasileira Minerva Foods, voltou a bater recorde no terceiro trimestre. No balanço que divulgou no início da noite da quarta-feira, a companhia controlada pela família Vilela de Queiroz registrou um lucro líquido de R$ 141,5 milhões, quase o dobro quando comparado ao resultado de R$ 72,4 milhões reportado no terceiro trimestre do ano passado. A companhia vem aproveitando a maior oferta de gado no Brasil, um cenário que deve persistir pelos próximos dois anos. Em compensação, países do Hemisfério Norte — notadamente os EUA — já sofrem com o gado mais caro escasso, o que amplia a competitividade da Minerva. No trimestre, o grupo brasileiro obteve quase 70% do faturamento na exportação de carne bovina “O cenário é bastante favorável para a América do Sul”, afirmou o CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz. Segundo ele, a inflação de energia nos países desenvolvidos ajudou a aumentar os preços dos grãos de forma estrutural na medida em que mais soja será usada para o biodiesel e milho, para etanol. O boi da América do Sul é mais alimentado com pastagem, o que minimiza o impacto dos grãos nos preços em comparação com países da América do Norte. Diante da conjuntura positiva, a Minerva teve uma receita líquida de R$ 8,4 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 14,5% na comparação anual. A empresa bateu recorde no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês). De julho a setembro, o Ebitda da Minerva chegou a R$ 806,2 milhões, aumento de 24,4%. Com isso, a margem Ebitda da companhia cresceu 0,8 pontos na mesma base de comparação, passando de 8,8% para 9,6%. De acordo com Edison Ticle, diretor financeiro da Minerva, a empresa reduziu o endividamento mesmo com a depreciação do real ao longo do terceiro trimestre (a moeda saiu de R$ 5,25 para R$ 5,40), o que teve um impacto negativo (sem efeito sobre o caixa) de R$ 300 milhões por causa da marcação em reais da dívida em dólar. Mesmo com isso, o fluxo de caixa positivo ajudou a dívida líquida a cair de R$ 6,6 bilhões no fim do segundo trimestre para perto de R$ 6,4 bilhões. No terceiro trimestre, a Minerva também gerou R$ 536 milhões em fluxo de caixa livre. A maior parte desse efeito veio da melhora no capital de giro, com a redução das necessidades de capital nos recebíveis de exportação. “Tivemos uma eficiência maior na conversão de caixa”, disse Ticle. Com mais caixa e um Ebitda recorde, a Minerva fechou o terceiro trimestre com um índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em doze meses) de 2,2 vezes, diminuição de 0,2 ponto quando comparada ao índice de 2,4 vezes de alavancagem registrada em 31 de julho. A Minerva está avaliada em R$ 8,7 bilhões em bolsa. No ano, a ação da empresa subiu 41%.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Rabobank prevê avanço de 0,5% no consumo nacional de carne suína e ligeira queda, de 1,5%, no consumo de frango
Na indústria de aves e suínos, a expectativa de safra recorde de soja e milho a serem colhidas a partir do ano que vem também gera perspectivas promissoras para as margens da atividade após anos de aperto
A previsão do banco é de uma produção de 149 milhões de toneladas da oleaginosa em 2022/23, crescimento de 16,4% ante a temporada anterior, e de 126,6 milhões de toneladas de milho, avanço de 9,5%. “Com isso a gente entende que o consumo de milho deve ficar entre 79 e 82 milhões de toneladas para 2022/23 direcionado tanto por um aumento da capacidade de etanol quanto por um aumento do consumo de milho pra ração animal”, conclui a analista de grãos do Rabobank, Marcela Marini. A previsão do banco é de um crescimento de 1% na produção nacional de carne suína e de 1,5% na de frango puxados, principalmente, pela demanda internacional.
GLOBO RURAL
Pequenas alterações nos preços do mercado de suínos
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 130,00/R$ 135,00, assim como a carcaça especial R$ 10,30/R$ 10,70 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (8), houve aumento apenas no Paraná, na ordem de 0,15%, chegando a R$ 6,53/kg. Houve queda de 0,83% em São Paulo, chegando em R$ 7,17/kg, e de 0,15% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,49/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, custando, respectivamente, R$ 7,26/kg e R$ 6,65/kg.
Cepea/Esalq
Suíno x Milho: melhora de 3,5% no poder aquisitivo dos suinocultores em outubro
Em outubro o suinocultor alcançou ganhos de 6,3% na comercialização do suíno vivo em comparação com setembro último e de 2% sobre outubro do ano passado
O produtor de milho, por sua vez, obteve melhora de 2,7% sobre o mês anterior, enquanto mostrou perda de 5,1% sobre outubro do ano passado. O acompanhamento mensal realizado pelo SuiSite aponta que o poder de compra dos suinocultores apresentou ganhos de 3,5% no mês e de 7,5% em relação a outubro do ano passado. De toda forma, permanece expressivamente abaixo dos volumes adquiridos no mesmo período de 2019 e 2020. O acumulado nos últimos 10 meses em comparação com o mesmo período de anos anteriores continua mostrando que o suinocultor vem apresentando perda em seu poder de compra: no período adquiriu com a venda de uma arroba do suíno vivo cerca de 1,353 saca de milho, se confirmando 2,5% abaixo da aquisição alcançada no mesmo período do ano passado, índice negativo que supera os 30% em comparação com o acumulado no biênio 2019/2020.
SUISITE
Ave resfriada em SP sobe a R$ 8,00/kg
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,50/kg, assim como no frango no atacado, valendo em R$ 7,45/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. No Paraná, o preço ficou estável em R$ 5,17/kg, enquanto em Santa Catarina houve recuo de 0,24%, custando R$ 4,19/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (8), a ave congelada subiu 0,25%, atingindo R$ 7,99/kg, enquanto a resfriada subiu 0,38%, fechando em R$ 8,00/kg.
Cepea/Esalq
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