CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1799 DE 17 DE AGOSTO DE 2022

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Ano 8 | nº 1799 | 17 de agosto de 2022

 

NOTÍCIAS

Negócios travados nas praças paulistas

Poucos negócios nas praças paulistas, com boa parte dos compradores fora das compras

As ofertas de compra, quando apregoadas, estiveram abaixo da referência vigente de ontem (16/8). Diante desse quadro, os vendedores se retraíram e os preços efetivamente não mudaram. No Rio de Janeiro, as indústrias estão ofertando menos R$2,00/@ para machos e fêmeas, na comparação diária. “As ofertas de compra, quando apregoadas, estão abaixo da referência vigente”, ressalta a Scot. “Porém”, continua a consultoria, “o boi gordo paulista direcionado ao mercado doméstico (sem prêmio-exportação) segue valendo R$ 300/@ no interior paulista, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 278/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo)”. Negócios envolvendo lotes destinados ao mercado externos (o chamado boi-China) são fechados por R$ 310/@ nas mesmas praças de São Paulo, acrescenta a Scot. Na exportação de carne bovina, até a segunda semana de agosto, o Brasil exportou 88,8 mil toneladas de carne bovina in natura. O volume médio diário embarcado foi de 8,9 mil toneladas, aumento de 7,6% frente à média diária de agosto/21 cujo desempenho fora de 8,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada está em US$6,3 mil, aumento de 10,6% na mesma comparação.

SCOT CONSULTORIA

Boi: preços continuam pressionados

Os frigoríficos ainda se aproveitam da posição confortável em suas escalas de abate para exercer pressão sobre os pecuaristas

O mercado físico de boi gordo seguiu com preços fracos e pressionados na terça-feira (16). De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda se aproveitam da posição confortável em suas escalas de abate para exercer pressão sobre os pecuaristas. Com isso, tentativas de compra abaixo da referência média são recorrentes. “A incidência de animais a termo mantém os frigoríficos de maior porte em uma posição de grande conforto. No Mato Grosso, o mercado ainda opera em queda em função do número de indústrias que estão em férias coletivas. Enquanto isso, autoridades australianas e neozelandesas negaram que sua carne bovina foi embargada pela China”, diz Iglesias. Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi teve queda e arroba teve preço de R$ 299. Já em Dourados (MS), os preços se mantêm em R$279. Em Cuiabá (MT) a arroba de boi gordo caiu ainda mais, ficando em R$ 273. Em Uberaba (MG), preços fixados em R$ 280. Em Goiânia (GO), os preços do boi ficaram estabilizados em R$ 275 a arroba. O mercado atacadista de boi gordo segue apresentando preços acomodados. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir por preços em queda no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo de carne bovina. O quarto dianteiro do boi continuou com preço de R$ 16,80, assim como a ponta de agulha também continuou cotada a R$ 16,75. O quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 21,80 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar tem firme alta com exterior instável e cenário eleitoral no radar

O dólar registrou sólida valorização na terça-feira, com o real entre as moedas mais golpeadas em uma sessão negativa para divisas correlacionadas às matérias-primas, cujos preços voltaram a cair por temores de recessão global

O dólar à vista subiu 0,94%, a 5,1405 reais, depois de na máxima saltar 1,24%, para 5,1555 reais, maior nível desde a sexta-feira passada. A instabilidade nos mercados externos estimulou a demanda pela proteção da moeda norte-americana. Um índice de commodities emendou a terceira baixa consecutiva e acumula um tombo de 12,7% desde os picos em vários anos alcançadas em junho, pressionando adicionalmente os termos de troca do Brasil, uma das variáveis na conta da taxa de câmbio de equilíbrio. O minério de ferro, um dos principais componentes da pauta de exportação do Brasil, voltou a cair na Ásia. Por aqui, analistas não deixaram de citar o início oficial da campanha eleitoral, período historicamente associado a um aumento da volatilidade no mercado financeiro. O foco dos investidores é entender quais as propostas dos dois candidatos que lideram pesquisas de intenção de voto –Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL)– para a política fiscal. Por ora, o entendimento é que ambos dão indicações de mais afrouxamento no controle de gastos. “O mercado melhorou desde os preços de julho, depois das sinalizações do Fed, mas nessa frente (fiscal) o cenário não melhorou, pelo contrário”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, em referência a indicações de Bolsonaro e Lula sobre aumento permanente de gastos em 2023. “Esse debate fiscal vai continuar no foco do mercado pelos próximos anos”, completou. A demanda por opções de compra de dólar em relação à procura por opções de venda da moeda voltou a subir justamente num momento em que o dólar entrou em rota de baixa, indicando pouca convicção dos agentes financeiros na manutenção dos patamares em torno de 5,10 reais em que a divisa norte-americana chegou a operar recentemente. Rostagno, do banco Mizuho, revisou para 5,10 reais a projeção para o dólar ao fim de 2022, ante 5,20 reais anteriormente, citando um cenário de juros menos pressionados nos EUA.

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Ibovespa fecha em alta com apoio de Vale

A BRF ON subiu 6,53%, a 17,62 reais, oferecendo um apoio, em dia positivo para ações de empresas de alimentos que têm parte da receita em dólar. JBS ON fechou em alta de 4,89%, MARFRIG ON avançou 4,78% e MINERVA ON encerrou com ganho de 1,91%

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, ajudado por Vale, com agentes financeiros analisando a última tranche de balanços de empresas brasileiras referentes ao segundo trimestre. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,43%, a 113.512,38 pontos, renovando máxima de fechamento em quase quatro meses. O volume financeiro somou 24,6 bilhões de reais, ante média no mês de 27,9 bilhões de reais e no ano de 28,9 bilhões de reais. De acordo com Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos, investidores estão atualizando suas projeções após a safra de balanços, mas também se preparando para a campanha eleitoral que começou oficialmente na terça-feira. Discussões sobre os programas de governo dos principais candidatos, particularmente no que se refere às políticas fiscais, assim como a composição de suas equipes econômicas, devem ocupar as atenções no mercado financeiro nos próximos meses. Chinchila também relacionou o movimento “travado” do Ibovespa à expectativa para a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira, dado que segue aberta a discussão sobre o ritmo da alta de juros nos Estados Unidos. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 0,71%, o que avalizou o fechamento positivo na bolsa paulista, enquanto o S&P 500 subiu apenas 0,19% e o Nasdaq Composite cedeu 0,19%. Para Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora, a indecisão do Ibovespa no pregão da terça-feira deixa sinais de exaustão do movimento de alta iniciado no início de julho, “o que pode trazer alguma realização nos próximos pregões”.

REUTERS

Governo vai reduzir projeção para balança comercial em 2022

O Ministério da Economia revisará mais uma vez para baixo sua projeção para o desempenho da balança comercial neste ano, diante de reflexos da guerra na Ucrânia, que estão provocando forte alta dos valores importados pelo país, de acordo com uma fonte da equipe econômica

Embora também esteja sendo impulsionado por preços mais altos, o ritmo das exportações está crescendo em velocidade inferior. Mesmo assim, as vendas do Brasil devem encerrar o ano em patamar recorde, disse a autoridade à Reuters. Segundo o relato, a estimativa para a balança no fechamento de 2022 ficará abaixo dos 81,5 bilhões de dólares previstos em julho pela pasta, mas ainda é possível que o resultado do ano supere o superávit recorde de 61,4 bilhões de dólares registrado no ano passado. “A exportação está crescendo como a gente previa. Exportamos 280 bilhões de dólares ano passado, este ano achamos que chega em 350 bilhões de dólares, está acontecendo exatamente como na projeção. O que está descolando é a importação”, disse essa autoridade, que falou sob condição de anonimato porque as previsões não são públicas. As importações brasileiras têm sido especialmente impactadas pelo aumento expressivo nos preços de fertilizantes e combustíveis em meio ao conflito no leste europeu. No acumulado de janeiro a julho, as importações de adubos e fertilizantes cresceram 175,3% na comparação com o mesmo período de 2021, enquanto foi observada uma alta de 98,5% nas compras de óleos brutos de petróleo e de 106,9% de gás natural, segundo dados do Ministério da Economia. Em maio, a pasta chegou a projetar um saldo positivo de 111,6 bilhões de dólares para a balança brasileira no ano, mas a estimativa foi revista para 81,5 bilhões de dólares em julho, já com previsão de alta nas importações desses insumos, com o salto nas cotações internacionais. A nova projeção oficial da pasta será divulgada apenas no início de outubro.

REUTERS

Brasil tem a terceira maior taxa de juros no mundo, diz pesquisa

O Brasil mantém a sua posição de terceiro país com a maior taxa de juros no mundo, segundo ranking global de juros nominais da Infinity Asset em parceria com o MoneYou. No ranking de juros reais, o Brasil ocupa a 1ª posição

Em primeiro lugar está a Argentina, como uma taxa de 60%, seguida da Turquia, que aplica taxa de 14%. O Brasil está na frente de Hungria, Chile e Colômbia. No ranking de juros reais (as taxas de juros atuais descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses), o Brasil ocupa a 1ª posição, ganhando o pódio desde a penúltima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). México, Hungria, Colômbia e Indonésia seguem respectivamente na lista. Em agosto, o Banco Central elevou Selic pela 12ª vez seguida para 13,75%, o maior patamar desde o fim de 2016. A análise considera uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do Banco Central de 4,81%, e a taxa de juros DI a mercado dos próximos 12 meses no vencimento mais líquido (agosto de 2023). Em qualquer cenário, seja de alta de juros de 25, 50 ou 75 pontos-base, o Brasil mantém a colocação em primeiro lugar. Mesmo com a queda do preço de commodities, há um aumento expressivo no número de bancos centrais que sinalizam preocupação com a inflação, aponta o documento. “Os programas de aperto quantitativo continuam lentos e o movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força”, contextualizam Infinity Asset e MoneYou. Entre os 167 países analisados pelo levantamento, 45,51% mantiveram os juros, 50,90% elevaram e 3,59% cortaram.  Os 10 países com as maiores taxas de juros nominais: 1. Argentina: 60,00% 2. Turquia: 14,00% Publicidade 3. Brasil: 13,75% 4. Hungria: 10,75% 5. Chile: 9,75% 6. Colômbia: 9,00% 7. Rússia: 8,00% 8. México: 7,75% 9. República Checa: 7,00% 10. Polônia: 6,50%

O ESTADO DE SÃO PAULO

FRANGOS & SUÍNOS

Arroba e carcaça suína sobem mais de 2% no mercado paulista

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 2,92%/2,11%, chegando em R$ 141,00/R$ 145,00, enquanto a carcaça especial subiu 2,94%/2,83%, valendo R$ 10,50/R$ 10,90 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (15), houve alta de 2,47% no Paraná, alcançando R$ 6,64/kg, aumento de 1,87% em Santa Catarina, chegando em R$ 6,53/kg, avanço de 1,16% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,88/kg, crescimento de 0,94% no Rio Grande do Sul, custando R$ 6,46/kg, e de 0,82% em São Paulo, fechando em R$ 7,37/kg.

Cepea/Esalq

Custo suíno: Estados sulinos apontam elevação no custo de criação em julho

O custo alcançou R$7,67, equivalendo a aumento de 11,5% sobre o mesmo período do ano passado

Os dados divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa Suínos e Aves em relação ao custo de produção de suínos vivos no decorrer de julho mostraram evolução nos três estados sulinos. No Rio Grande do Sul o custo atingiu R$7,60, apresentando leve aumento de 0,3% no mês, enquanto o aumento atingiu de 11,1% em doze meses. Nos primeiros sete meses do ano, o custo alcançou R$7,67, equivalendo a aumento de 11,5% sobre o mesmo período do ano passado. No Paraná o custo subiu para R$7,11, significando incremento de 1% sobre junho último – voltando ao mesmo patamar de maio – enquanto apresentou incremento de quase 5,7% em doze meses. No acumulado do ano, o custo médio atingiu R$7,30, apontando aumento de 6,3% sobre o mesmo período de 2021. Em Santa Catarina o custo ascendeu para R$7,38, equivalendo a incrementos de 0,5% no mês e de 8,2% em doze meses. No acumulado de janeiro a julho o valor médio atingiu R$7,51, significando incremento de 8,1% sobre o mesmo período do ano passado. Considerando apenas o milho, largamente utilizado na ração animal, é possível que o custo apresente pequeno retrocesso em agosto, considerando que, no momento, o preço médio apresenta queda de meio por cento.

SUISITE

Frango no atacado cai 1,04% em São Paulo

O mercado do frango ficou com a maioria das cotações estáveis na terça-feira (16), com exceção da ave no atacado paulista, que teve queda

De acordo com o analista de mercado do Cepea, Luiz Gustavo Tutui, o mercado segue confuso neste início de mês, com demanda não correspondendo à sazonalidade do período e oferta ligeiramente maior. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, enquanto o frango no atacado cedeu 1,04%, custando R$ 7,60/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, nem no Paraná, valendo R$ 5,48/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (15), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 8,11/kg e R$ 8,13/kg.

Cepea/Esalq

Liberada no RS a venda de carne de aves e derivados a granel em açougues e fiambrerias

As novas regras foram publicadas em portaria da Secretaria da Saúde na segunda-feira (15/8), e alteram o regulamento técnico para as boas práticas na manipulação e comercialização de alimentos, publicado em novembro de 2021, e passam a permitir a abertura das embalagens dos produtos, que serão comercializados conforme a demanda do consumidor

Antes era vedada a abertura das embalagens, com a exigência de que os produtos fossem vendidos apenas nas quantidades determinadas pela indústria. Se, por exemplo, a embalagem contivesse um quilo de peito de frango, não era permitida a abertura caso o consumidor quisesse uma quantidade menor. A mudança atende a reivindicações do setor de avicultura, sendo sensível com a necessidade de desenvolvimento econômico do Estado, sem deixar de considerar a necessidade de mitigar os riscos sanitários. “A portaria anterior, na sua magnitude, estava correta, mas era preciso uma adequação”, disse o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, José Eduardo dos Santos, que participou de uma reunião com a secretária da Saúde, Arita Bergmann, na sexta-feira (12/8). “A pessoa que mora sozinha geralmente precisa de um volume menor do produto, e a mudança atende essa necessidade.”

Pela nova regra, as unidades não vendidas devem ser mantidas na embalagem original, separadas dos demais produtos no balcão expositor por barreira física. Também é determinado que, caso o prazo de validade após a abertura da embalagem seja inferior, deverá ser respeitado. A regra também vale para os produtos a granel.

GOVERNO DO RS

INTERNACIONAL

China não tem base para proibir carne bovina australiana, diz primeiro-ministro da Austrália

A China não tem base para usar a febre aftosa como motivo para suspender as importações de carne bovina da Austrália, disse o primeiro-ministro Anthony Albanese na terça-feira em resposta a relatos de que Pequim restringiu o comércio

A Austrália permanece livre da doença e as autoridades de biossegurança estão agindo “com muita força” para lidar com os riscos elevados de que um surto possa ocorrer, disse Albanese em entrevista à emissora nacional ABC. Quaisquer infecções confirmadas arriscariam bloquear a indústria multibilionária de carnes da Austrália em mais de 150 mercados no exterior. Uma publicação chinesa da indústria de carne bovina informou no domingo que o desembaraço alfandegário de produtos agrícolas da Austrália e da Nova Zelândia havia sido suspenso e que empresas relevantes haviam sido notificadas, sem dizer de onde obtiveram as informações. A publicação, World Meat Imports Report, disse na segunda-feira que o desembaraço alfandegário para produtos agrícolas australianos, incluindo carne e laticínios, voltou ao normal. O relatório inicial, que não foi verificado, alimentou temores de que a China estivesse aumentando as restrições às importações da Austrália. A segunda maior economia do mundo já tinha como alvo matadouros individuais Down Under, citando temores sobre infecções por Covid-19 em frigoríficos, bem como a descoberta de medicamentos proibidos em produtos de carne bovina e rotulagem incorreta nos produtos. As autoridades negaram que as proibições comerciais estivessem ligadas à deterioração dos laços diplomáticos na época. Na terça-feira, o primeiro-ministro também pediu à China que retire as restrições comerciais existentes sobre commodities australianas, incluindo vinho, carvão e cevada. Essas foram impostas como resultado de uma divergência política entre Pequim e Canberra que se agravou no governo anterior, que criticou seu maior parceiro comercial e pediu uma investigação sobre as origens do coronavírus. Albanese disse repetidamente que o restabelecimento das relações gélidas entre os dois parceiros comerciais dependeria de a China acabar com as medidas punitivas sobre as exportações – um pedido que permaneceu em grande parte sem resposta. Cerca de um quinto da carne bovina australiana em volume vai para a China, que dependia da Austrália para cerca de 7% de suas importações em 2021.

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