
Ano 8 | nº 1782 | 25 de julho de 2022
NOTÍCIAS
Dia de poucos negócios em São Paulo
Nas praças paulistas, grande parte dos frigoríficos encerraram a semana fora das compras, dado o alongamento das escalas de abate, em sua maioria já praticamente completas para a segunda semana de agosto.
Em função desse quadro a cotação de bovinos para abate abriu o dia estável, em comparação com o levantamento anterior (21/7). No Norte de Minas Gerais, com a oferta de gado ajustada à demanda das indústrias, as cotações para boi, vaca e novilha permaneceram estáveis na sexta. Em Paragominas – PA, com escalas de abate curtas e oferta de animais terminados reduzida, a cotação para o boi e vaca gordos subiu R$2,00/@ na região, já a cotação da novilha gorda segue estável. Nas praças do interior de São Paulo, grande parte das indústrias encerraram a sexta-feira (22/7) fora das compras, reflexo do alongamento das escalas de abate – em sua maioria já praticamente completas para a segunda semana de agosto, informa a Scot Consultoria. Com isso, o boi gordo paulista direcionado ao consumo local segue valendo R$ 310/@, enquanto a vaca e a novilha gorda são negociadas, respectivamente, por R$ 280/@ e R$ 302/@ (preços brutos e a prazo). Bovinos com padrão para exportação ao mercado da China (até 4 dentes) estão cotados em R$ 315/@ em São Paulo, acrescenta.
SCOT CONSULTORIA
Escalas de abate continuam confortáveis, acima de 10 dias, na média nacional, informa Agrifatto
O momento de maior oferta de animais oriundos de confinamento mantém as programações de abate alongadas nas principais regiões brasileiras, gerando um certo conforto para os frigoríficos
Segundo o levantamento da sexta-feira, 22 de julho, feito pela consultoria paulista, a média nacional da escala de abate se encontra em 12 dias úteis, sem alterações no comparativo semanal. São Paulo – As indústrias fecharam a sexta-feira com 16 dias úteis programados, alta de 2 dias no comparativo entre as semanas. Pará – Os frigoríficos paraenses encerraram a semana com a média de 16 dias úteis programados, 1 dia de queda no comparativo semanal. Minas Gerais – As programações de abate se encontram na casa de 14 dias úteis programados, recuo semanal de 2 dias. Goiás – Os frigoríficos goianos encerraram a sexta-feira com 13 dias úteis escalados, 2 dias de avanço no comparativo semanal. Mato Grosso do Sul – As programações de abates se encontram na casa de 12 dias úteis, 1 dia a menos ante a última semana. Tocantins e Mato Grosso – Nesses Estados, as escalas estão na média de 9 dias úteis. Os frigoríficos mato-grossenses conseguiram avançar as programações em 1 dia, enquanto os tocantinenses mantiveram-se estáveis no comparativo semanal. Rondônia – As escalas de abate avançam para a média de 8 dias úteis, 1 dia de alta ante a sexta-feira anterior.
Agrifatto
Consumo de carne bovina é um dos menores da história, diz Agrifatto
Consumidores passam a procurar proteínas com valores mais competitivos, como as carnes suína e de frango e ovos
A alta dos preços dos alimentos é mais uma novidade para os brasileiros. Diariamente os consumidores são surpreendidos pelo aumento de preços nas prateleiras. Os frigoríficos não ficaram para trás, um dos exemplos é a alta no preço da carne bovina. Diante da inflação e do baixo poder de compra, muitos consumidores passam a procurar proteínas com valores mais competitivos, como carnes suína e de frango e ovos, em detrimento do produto bovino. Dados do Cepea apontam a valorização da carcaça casada bovina. Comparadas as médias de junho e de julho (até o dia 19), observa-se valorização de 1,73% no atacado da Grande São Paulo. Para o técnico Yago Travagini Ferreira, da Agrifatto, se analisar as últimas semanas está ocorrendo uma desvalorização da carcaça casada bovina. “Na verdade, o que estamos vendo agora neste comparativo mensal de valorização, os preços estão relativamente um pouco maiores em relação a carcaça bovina pelo indicador Cepea no mês de julho. No entanto, se você olhar no momento da curva, como a curva está se comportando nesse momento, você verá um processo de desvalorização. No final de junho e início de julho batemos máxima e os preços foram recuando desde então”, analisa. Para o produtor o cenário está sendo desafiador. Há a dificuldade de engordar o animal e a desvalorização do boi gordo na bolsa de valores. A perspectiva é que o preço esteja menor em outubro se comparado a maio. “Na perspectiva de outubro abaixo de maio significa que na entressafra do boi o preço está menor que na safra. O que é muito raro de acontecer. Nos últimos 24 anos, aconteceu apenas em quatro. Um deles quando a China saiu das compras. O mercado hoje está avesso ao risco, não quer dar um ágio muito grande. Então não quer pagar muito caro para o boi de outubro”, explicou Yago.
Agrifatto
ECONOMIA
Dólar à vista fecha com variação positiva de 0,02%, a R$5,4976
O dólar anulou as perdas de mais cedo e fechou em apenas alta numérica na sexta-feira, mas suficiente para renovar a máxima em seis meses, com um aumento da busca por segurança no fim da tarde dando fôlego à moeda norte-americana antes da aguardada decisão de juros nos EUA
O dólar ficou praticamente estável no encerramento do pregão à vista, com ligeira valorização de 0,02%, a 5,4976 reais. É o maior patamar para fechamento desde 24 de janeiro (5,5070 reais). Mesmo terminando no zero a zero, a tônica do dólar foi mais forte na segunda metade da sessão, já que a moeda veio de queda de 1,11%, a 5,4357 reais, na mínima de mais cedo. Na máxima, alcançou 5,5052 reais, ganho de 0,16%. Na semana, o dólar subiu 1,70%, o que deixa o real na terceira pior colocação num grupo de sete divisas emergentes no período. Em julho, a cotação salta 5,09%, reduzindo as perdas no ano para apenas 1,36%.
REUTERS
Ibovespa recua após cinco altas, mas avança na semana antes do Fed
O Ibovespa fechou com um declínio discreto na sexta-feira, após cinco altas seguidas, em meio a movimentos de realização de lucros endossados pelo desempenho negativo das bolsas norte-americanas, enquanto Vale e Petrobras atenuaram a perda
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,12%, a 98.912,14 pontos, de acordo com dados preliminares. Antes dos ajustes, o volume financeiro somava 16,7 bilhões de reais. Apesar da queda, o Ibovespa acumulou elevação de 2,46% na semana, uma vez que nos últimos dias arrefeceram os temores de que o banco central dos Estados Unidos poderia acelerar o ritmo de alta da taxa de juros norte-americana neste mês. A validação dessa perspectiva ocorrerá na próxima quarta-feira, quando o Federal Reserve anuncia decisão de política monetária. No mercado, prevalece a aposta de que ele irá manter o ciclo de alta com um aumento de 0,75 ponto percentual.
REUTERS
Risco-Brasil dispara e analistas veem pouco espaço para alívio
O nível de risco embutido nos preços dos ativos de renda fixa do Brasil bateu máximas em vários anos nos últimos dias, refletindo o aumento das incertezas globais e a piora na perspectiva fiscal turbinada por novos gastos bilionários às vésperas de uma tensa eleição, sem que haja sinal de trégua no horizonte próximo
Apesar dos prêmios polpudos, analistas se mostram céticos sobre um alívio no curto prazo, já que os eventos por trás da piora ainda devem mostrar desdobramentos nos próximos meses. Uma fonte do Ministério da Economia afirmou à Reuters, em condição de anonimato, que a leitura é de que a curva de juros está “bem pressionada”, capturando todos os temores, mas nenhuma surpresa positiva, como os dados fiscais muito melhores que o esperado, num contexto de “boom” das commodities que colocou o Brasil em posição de destaque entre pares emergentes. “O problema é a mudança do teto”, reconheceu a fonte. “Fragiliza muito a leitura de que o fiscal estará sob controle nos próximos anos.” O governo elevou benefícios sociais e cortou impostos com vigência até o fim do ano, mas os líderes nas pesquisas de intenção de voto à Presidência –Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL)– já sinalizaram intenção de manter os valores mais altos em 2023, quando já se espera, seja qual for o vencedor, uma rediscussão do combalido teto de gastos constitucional. “É uma bomba fiscal”, disse Sérgio Goldenstein, chefe da área de estratégia da corretora Renascença. “Os prêmios de risco parecem altos, mas há pouco espaço para queda relevante.” A demanda por juro extra maior é refletida em várias frentes. A taxa real embutida em títulos públicos corrigidos pela inflação (NTN-B) com vencimento médio de cinco anos e negociados no mercado secundário tem rondado os maiores patamares desde o fim de 2016, bem acima de 6% ao ano, num momento em que o Tesouro Nacional reduziu ofertas de títulos públicos diante da volatilidade dos preços. O CDS de cinco anos do Brasil –derivativo que funciona como um seguro contra um calote da dívida– superou 300 pontos-base nos últimos dias, nos picos desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020. Na curva de taxas futuras de depósitos interfinanceiros de um dia (DI) da B3, todos os vencimentos estão com juros acima de 13%, e os vértices de meados de 2023 indicam taxa acumulada acima de 14% –a Selic está em 13,25% ao ano. De forma geral, o investidor ainda vê o aumento das tensões político-institucionais no Brasil com impacto potencial limitado nos preços dos ativos –por preverem manutenção das linhas gerais da política econômica independentemente de quem vencer a eleição presidencial de outubro–, mas reconhece o ruído causado. “É bastante subjetivo quantificar o que é risco político-institucional, risco fiscal e demais riscos, mas, sem dúvida, a escalada recente contribui para diminuir ainda mais o apetite dos estrangeiros e representa um fator adicional de cautela para os investidores institucionais”, disse Goldenstein, ex-chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto (Demab) do Bacen.
REUTERS
PNAD contínua: população cresce, mas número de pessoas com menos de 30 anos cai 5,4% de 2012 a 2021
A população do Brasil está mais velha. Entre 2012 e 2021, o número de pessoas abaixo de 30 anos de idade no país caiu 5,4%, enquanto houve aumento em todos os grupos acima dessa faixa etária no período. Com isso, pessoas de 30 anos ou mais passaram a representar 56,1% da população total em 2021
Esse percentual era de 50,1% em 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Características Gerais dos Moradores. Os dados foram divulgados na sexta-feira (22/07) pelo IBGE. A população total do país foi estimada em 212,7 milhões em 2021, o que representa um aumento de 7,6% ante 2012. Nesse período, a parcela de pessoas com 60 anos ou mais saltou de 11,3% para 14,7% da população. Em números absolutos, esse grupo etário passou de 22,3 milhões para 31,2 milhões, crescendo 39,8% no período. “Os dados mostram a queda de participação da população abaixo de 30 anos e, também, dessa população em termos absolutos. Essa queda é um reflexo da acentuada diminuição da fecundidade que vem ocorrendo no país nas últimas décadas e que já foi mostrada em outras pesquisas do IBGE”, observa o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto. O número de pessoas abaixo de 30 anos no país passou de 98,7 milhões, em 2012, para 93,3 milhões, no ano passado. “É uma mudança na estrutura etária da população brasileira, que reflete a queda no número de jovens e o aumento de idosos. Esse indicador revela a carga econômica desses grupos sobre a população com maior potencial de exercer atividades laborais. Sabemos que há idosos ativos no mercado de trabalho, além de pessoas em idade de trabalhar que estão fora da força. Mas o indicador é importante para sinalizar a potencial necessidade de redirecionamento de políticas públicas, inclusive relativas a previdência social e saúde”, avalia Geaquinto. Em 2021, a região Norte tinha a maior concentração dos grupos de idade mais jovens. Cerca de 30,7% da sua população tinham menos de 18 anos. Em seguida, vem o Nordeste (27,3%). Mas tanto o Norte quanto o Nordeste tiveram maior redução da população com essa faixa etária quando comparados às demais regiões. Já as pessoas com 60 anos ou mais estão mais concentradas no Sudeste (16,6%) e no Sul (16,2%). Por outro lado, apenas 9,9% dos residentes do Norte são idosos. Na comparação com 2012, a participação da população idosa cresceu em todas as grandes regiões. Entre os estados, aqueles com maior concentração de idosos são Rio de Janeiro (19,1%) e Rio Grande do Sul (18,6%). Já Roraima tem a menor participação desse grupo etário em sua população (7,7%). Nesses dez anos, o Centro-Oeste teve o maior aumento populacional (13,0%), seguido pelo Norte (12,9%). No entanto, as duas regiões mantiveram as menores participações na população total (7,8% e 8,7%, respectivamente). Já o Sudeste, região mais populosa, aumentou seu contingente em 7,3% e passou a concentrar 42,1% da população em 2021. O Nordeste, por outro lado, teve o menor crescimento populacional no período (5,1%) e concentrava 27,1% da população do país. Entre 2012 e 2021, a participação da população que se declara branca caiu de 46,3% para 43,0%. No mesmo período, houve crescimento da participação das pessoas autodeclaradas pretas (de 7,4% para 9,1%) e pardas (de 45,6% para 47,0%). Desde 2015, segundo a PNAD Contínua, a maior parte da população residente no país é a dos que se declaram pardos.
Agência IBGE de Notícias
EMPRESAS
Unidade da BRF em Abu Dhabi é aprovada para retomar exportação de frango à Árábia Saudita
A companhia de alimentos BRF obteve a reabilitação de sua unidade localizada em Kizad, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para exportação de frango à Arábia Saudita, informou a companhia à Reuters
A planta passava por uma suspensão temporária desde 2019, ocorrida após uma auditoria. Agora, a BRF considerou a aprovação estratégica devido à relevância daquele mercado. Em Abu Dhabi, são produzidos empanados de frango, hamburger de carne e frango, salsichas, peito tenderizado e cortes especiais de frango, que são enviados principalmente para países do Golfo, norte da África e Liga Árabe. Inaugurada em 2014, a unidade de Kizad tem capacidade de produção de 80 mil toneladas por ano e atualmente produz alimentos das marcas Sadia, Perdix e Hilal para 14 países. “A planta conta com cerca de 600 colaboradores, sendo uma das mais modernas da BRF, e passa por constantes processos de auditoria para atestar o valor agregado na produção local, segundo as regras do GCC (Gulf Cooperation Council)”, disse a empresa em nota. A reversão da suspensão ocorre pouco mais de um mês depois de a BRF inaugurar sua primeira fábrica em solo saudita, na localidade de Damman, após investimentos de 18 milhões de dólares que elevaram a capacidade de produção mensal da unidade para 1.200 toneladas de alimentos. A planta de Dammam conta com linhas para produção de peito tenderizado, empanados e cortes especiais, produtos voltados para atender o mercado interno. Na ocasião, o CEO global da BRF, Lorival Luz, disse que a companhia mantém um compromisso de longo prazo com a região e com o mercado Halal, cujo processo de produção segue preceitos islâmicos. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de frango para países do Oriente Médio, e principalmente para a Arábia Saudita, têm ocupado papel de destaque nos embarques do setor, compensando inclusive quedas nas compras da China –maior importadora de carne do Brasil. Somente em junho, as vendas da proteína para a China totalizaram 46,5 mil toneladas, recuo de 18% no comparativo anual. Por outro lado, a Arábia Saudita adquiriu 39 mil toneladas, um salto de 69%, enquanto os Emirados Árabes Unidos, com 35,6 mil toneladas, avançaram 18% no mesmo comparativo.
REUTERS
JBS anuncia Wesley Batista Filho como presidente global de operações
A JBS anunciou na sexta-feira que Wesley Batista Filho assumirá o cargo de presidente global de operações da companhia a partir de 1º de novembro
Em comunicado, a maior empresa de carnes do mundo informou ainda que o atual presidente de operações da América do Norte, André Nogueira, decidiu que deixará a posição na mesma data. Nogueira permanecerá na JBS exercendo cargo consultivo até o final do ano, quando passará a integrar o conselho consultivo da JBS USA, além de manter seu papel no conselho de administração da Pilgrim’s. A companhia disse ainda que Wesley Batista Filho continuará se reportando ao CEO global, Gilberto Tomazoni. Já os CEOs da JBS USA, Austrália e Brasil se reportarão a Wesley Batista Filho.
REUTERS
MEIO AMBIENTE
Número de empresas que divulgam dados ambientais cresce 46% no último ano
Segundo dados do CDP divulgados com exclusividade pelo Prática ESG, 396 empresas reportaram pela primeira vez em 2021
Seja por pressão ou convicção, mais empresas brasileiras estão submetendo seus resultados, indicadores e estratégias ambientais ao Carbon Disclosure Project (CDP), organização internacional sem fins lucrativos que atua há 22 anos na compilação e análise de dados relacionados à mitigação das mudanças climáticas. O número de empresas brasileiras que relatam informações de atuação e compromissos no combate às mudanças climáticas aumentou em 46% em 2021 na comparação com o ano anterior, indo de 838 em 2020 para 1.227 em 2021, conforme levantamento feito pelo CDP Latin America e divulgados com exclusividade pelo Prática ESG. Somadas, as empresas participantes representam um valor de R$ 3 trilhões em termos de capitalização de mercado no Brasil. Da base total, 396 empresas (32%) reportaram pela primeira vez, o que mostra que a temática entrou de vez no radar do setor corporativo.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: relação de troca do vivo por insumos tem 5ª redução mensal, informa Cepea
Já o poder de compra do avicultor frente ao milho e ao farelo de soja vem variando em julho
A queda no preço do milho e a valorização do suíno vivo entre junho e a parcial de julho vêm sustentando, pelo quinto mês consecutivo, um cenário mais favorável ao produtor, à medida que mantém em recuperação o poder de compra do suinocultor frente ao insumo. No caso do farelo de soja, os valores registram avanço, mas de forma menos intensa que o animal vivo, contexto que também resulta em melhora na relação de troca ao produtor. No mercado de milho, segundo a Equipe Grãos/Cepea, a colheita segue acelerada na maior parte das regiões, elevando a oferta e pressionando os valores. Em relação ao farelo de soja, ainda de acordo com a Equipe Grãos/Cepea, o crescimento das demandas doméstica e externa pelo derivado contribuíram para a elevação dos preços, que registram alta mensal de 5,7%, enquanto para o suíno vivo negociado na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), a valorização é de 11,4%. Em julho, o poder de compra do avicultor frente ao milho e ao farelo de soja vem variando de acordo com a movimentação dos preços desses insumos. Assim, enquanto as quedas nas cotações do milho permitem melhora na relação de troca ao avicultor, a valorização registrada para o farelo resulta em menor poder de compra frente a esse insumo. Conforme cálculos do Cepea, no mercado de frango vivo, apesar das altas pontuais na primeira quinzena, os preços médios de julho ainda são menores que os de junho, pressionados pela baixa liquidez da carne no mercado doméstico nesses últimos dias. Para o milho, o bom ritmo da colheita da segunda safra e a consequente maior oferta do cereal pressionam as cotações, enquanto para o farelo de soja, os preços estão em movimento de alta neste mês, devido às maiores demandas interna e externa pelo derivado. Assim, considerando-se o vivo negociado no estado de São Paulo e o milho vendido em Campinas/SP (Indicador ESALQ/BM&FBovespa), na parcial deste mês (até o dia 20), é possível ao avicultor paulista adquirir 4,33 quilos do cereal com a venda de um quilo de frango, quantidade 1,4% maior que a de junho e 21,9% acima da de julho/21. Já na comparação com o farelo de soja, também na região de Campinas, é possível ao produtor a compra de 2,29 quilos com a venda de um quilo do animal na parcial do mês, 8% a menos que em junho e 9,1% abaixo da quantidade observada em julho de 2021.
Cepea/Esalq
Suínos: preços estáveis ou em queda
De acordo com análise do Cepea/Esalq, a queda no preço do milho e a valorização do suíno vivo entre junho e a parcial de julho vêm sustentando um cenário mais favorável ao produtor, com recuperação o poder de compra do suinocultor frente ao insumo
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 129,00/R$ 138,00, enquanto a carcaça especial cedeu 1,08%/1,03%, custando R$ 9,20 o quilo/R$ 9,60 o quilo. Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (21), houve queda somente em Minas Gerais, na ordem de 0,14%, chegando em R$ 7,24/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná (R$ 6,29/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,27/kg), Santa Catarina (R$ 6,42/kg), e em São Paulo (R$ 7,25/kg).
Cepea/Esalq
Preço pago pelo quilo do suíno independente mantêm-se estável no Rio Grande do Sul
A Pesquisa Semanal da Cotação do Suíno, milho e farelo de soja no RS apontou estabilidade no preço do suíno vivo pago ao suinocultor independente; a cotação é de R$6,53 na sexta-feira (22). O levantamento é realizado pela Associação de Criadores de Suínos do RS – ACSURS
O custo médio da saca de 60 quilos de milho ficou em R$ 86,50. Já o preço da tonelada do farelo de soja é de R$ 2.650,00 e da casquinha de soja é de R$ 1.300,00, ambos para pagamento à vista, preço da indústria (FOB). O preço médio na integração apontado pela pesquisa é de R$ 5,11. As cooperativas e agroindústrias apresentaram as seguintes cotações: Aurora/Cooperalfa R$ 5,30 (base suíno gordo) e R$ 5,40 (leitão 6 a 23 quilos), vigentes desde 11/07; Cooperativa Languiru R$ 5,20, vigente desde 14/02; Cooperativa Majestade R$ 5,30, vigente desde 11/07; Dália Alimentos/Cosuel R$ 5,20, vigente desde 08/02; Alibem R$ 4,10 (base suíno creche e terminação) e R$ 5,40 (leitão), vigente desde 10/02 e desde 18/07, respectivamente; BRF R$ 5,10, vigente desde 06/06; Estrela Alimentos R$ 4,32 (base creche e terminação) e R$ 5,35 (leitão), vigentes desde 19/07; JBS R$ 5,10, vigente desde 23/05; e Pamplona R$ 5,30 (base terminação) e R$ 5,40 (base suíno leitão), vigentes desde 11/07.
Acsurs
ABPA vê recuperação da suinocultura, alta no consumo doméstico de carne suína
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) espera aumento no consumo de carne suína no Brasil em 2022, em comparação com o ano passado, como consequência do aumento da competitividade desta proteína em relação à carne bovina
“Os investimentos em novas linhas de produtos pelas empresas têm favorecido a elevação de consumo da proteína”, disse a ABPA em comunicado. O setor de carne suína tem enfrentado desafios relacionados às altas dos custos de produção, mas a ABPA espera superação da crise enfrentada pelo segmento. Segundo a entidade, a suinocultura do Brasil entra, gradativamente, em um momento de estabilização e retomada, após experimentar um de seus momentos mais críticos na história recente. “Milho e farelo de soja, embora em preços levemente inferiores aos registrados em 2021, ainda mantêm forte pressão na conta final para as agroindústrias e produtores. Neste quadro, diesel, plástico, papelão e outros insumos acumulam forte alta, reforçando o desafio para produtores”, disse o diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua. “Entretanto, levantamentos recentes mostram que houve ligeira redução da pressão dos custos, com as perspectivas de boa oferta de insumos desta safra, além de uma melhora já observada no comércio com a China e outros mercados relevantes que traz novo alento para as nossas exportações no segundo semestre.” O Brasil registrou uma média mensal de embarques de 85 mil toneladas de carne suína até junho, comparada a 93,7 mil toneladas em 2021 e 79 mil toneladas em 2020.
CARNETEC
Frango: queda de 0,72% para a ave viva no Paraná na sexta-feira
Para o mercado do frango, a única mudança de preço foi para a ave viva no Paraná; as outras cotações permaneceram estáveis na sexta-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,10/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 7,55/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço. Em Santa Catarina não houve mudança de preço, custando R$ 4,25/kg, enquanto no Paraná, houve queda de 0,72%, valendo R$ 5,50/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (21), tanto o frango congelado quanto o resfriado não mudaram de preço, custando, respectivamente, R$ 8,02/kg e R$ 8,07/kg.
Cepea/Esalq
China relata primeiro caso de gripe aviária altamente patogênica em 2022
A China relatou seu primeiro caso de gripe aviária altamente patogênica este ano, após um surto de gripe aviária H5N1 ter sido detectado entre aves selvagens na província de Qinghai, no Noroeste, disse o Ministério da Agricultura em comunicado na sexta-feira. As autoridades locais abateram e descartaram 273 aves infectadas e nenhuma infecção foi encontrada em aves, disse.
REUTERS
Frango/Cepea: Relação de troca por farelo aumenta, mas diminui por milho
Em julho, o poder de compra do avicultor frente ao milho e ao farelo de soja vem variando de acordo com a movimentação dos preços desses insumos
Enquanto as quedas nas cotações do milho permitem melhora na relação de troca ao avicultor, a valorização registrada para o farelo resulta em menor poder de compra frente a esse insumo. Conforme cálculos do Cepea, no mercado de frango vivo, apesar das altas pontuais na primeira quinzena, os preços médios de julho ainda são menores que os de junho, pressionados pela baixa liquidez da carne no mercado doméstico nesses últimos dias. Para o milho, o bom ritmo da colheita da segunda safra e a consequente maior oferta do cereal pressionam as cotações, enquanto para o farelo de soja, os preços estão em movimento de alta neste mês, devido às maiores demandas interna e externa pelo derivado. Considerando-se o vivo negociado no estado de São Paulo e o milho vendido em Campinas/SP (Indicador ESALQ/BM&FBovespa), na parcial deste mês (até o dia 20), é possível ao avicultor paulista adquirir 4,33 quilos do cereal com a venda de um quilo de frango, quantidade 1,4% maior que a de junho e 21,9% acima da de julho/21. Já na comparação com o farelo de soja, também na região de Campinas, é possível ao produtor a compra de 2,29 quilos com a venda de um quilo do animal na parcial do mês, 8% a menos que em junho e 9,1% abaixo da quantidade observada em julho de 2021.
Cepea
INTERNACIONAL
EUA: produção de carne bovina é recorde
A produção comercial de carne vermelha no mês passado totalizou 4,72 bilhões de libras
A produção de carne bovina dos Estados Unidos saltou para um recorde em junho, com o aumento da produção comercial de carne vermelha, de acordo com um relatório do Departamento Agrícola dos EUA, segundo informações do agriculture.com. A produção de carne bovina no mês passado subiu para 2,45 bilhões de libras, um aumento de 2% ano a ano, disse o USDA. A produção em maio foi relatada em 2,29 bilhões de libras. Cerca de 3,04 milhões de cabeças de gado foram abatidas, um aumento de 3% em relação ao mesmo mês de 2021, embora os pesos vivos tenham caído cerca de 7 libras em 1.339 libras, disse à agência. A produção de carne suína aumentou modestamente em relação ao ano anterior para 2,26 bilhões de libras em junho. A produção em maio totalizou 2,18 bilhões de libras. O abate de suínos caiu 1% para 10,5 milhões de cabeças, e os pesos leves médios aumentaram quatro libras para 288 libras. A produção comercial de carne vermelha no mês passado totalizou 4,72 bilhões de libras, um aumento de 1% em relação ao mesmo mês do ano passado, disse o USDA. Em maio, a produção foi relatada em 4,48 bilhões de libras. Nos primeiros seis meses de 2022, no entanto, a produção de carne vermelha caiu 1% em relação ao ano anterior, para 27,7 bilhões de libras. A produção de carne bovina de janeiro a junho aumentou 2% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a produção de carne suína caiu 3%, disse à agência em seu relatório.
Agriculture.com
Japão pode liberar importações de carne do Brasil
Mercado que os exportadores de carne bovina brasileira almejam há um bom tempo, o Japão disse estar, atualmente, “trabalhando com técnicos responsáveis pelas quarentenas do Brasil e do país asiático no processo de liberação da importação de carne bovina brasileira”
A resposta foi dada ao Broadcast Agro pela embaixada do Japão no Brasil, ao ser consultada a respeito de como andam os trâmites para que a carne bovina in natura daqui tenha sua passagem liberada em território japonês. Ainda de acordo com a embaixada, a autorização para que o Brasil tenha os embarques da proteína liberados para lá está sendo discutida tecnicamente entre as nações, “com base na ciência e tecnologia”. Também consultado pelo Broadcast Agro, o Ministério da Agricultura brasileiro confirmou, em nota telegráfica, que mantém contato com a área sanitária do país asiático, “com vistas a viabilizar essa exportação no futuro breve”. A hipótese de o Japão liberar seu mercado ao Brasil voltou ao radar nesses últimos dias, com os focos de febre aftosa detectados na Indonésia – a apenas 100 quilômetros da Austrália, que é fornecedora de carne bovina para o país asiático e concorrente do Brasil no mercado global de carne bovina. Caso o vírus que infecta bovinos ultrapasse as fronteiras australianas, há risco de suspensão, pelo menos temporária, de importação por parte de vários países, entre eles, o Japão. O Brasil, líder e concorrente da Austrália no mercado global de carne bovina, não exporta a proteína vermelha ao Japão justamente porque 100% do seu território ainda não conta com o status de “livre de aftosa, sem vacinação”, chancelado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Essa chancela, segundo o ministro da Agricultura, Marcos Montes, deve ser conquistada pelo País apenas em 2026. Os japoneses só adquirem carne bovina de países que não só não têm a doença, como não vacinam mais os rebanhos, caso da Austrália. Desde que o Brasil conquistou o mercado dos Estados Unidos para a carne bovina in natura, em fevereiro de 2020, frigoríficos e o governo brasileiro seguem na expectativa de que outros países liberem os embarques, como Japão, Coreia do Sul e a própria Indonésia, mercados que pagam muito bem pela proteína e se pautam, conforme participantes do mercado, pelas decisões dos EUA neste setor. A embaixada informa, ainda, ao Broadcast Agro que, em 2020, o Japão produziu 335.559 toneladas de carne bovina e importou quase o dobro, ou 590.992 toneladas.
BROADCAST/ESTADÃO
ABRAFRIGO
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