CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1751 DE 09 DE JUNHO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1751 | 09 de junho de 2022

NOTÍCIAS

Preços estáveis, mas escalas encurtando

A oferta ajustada à demanda manteve os preços estáveis em São Paulo por mais um dia. As escalas de abate atendem ao redor de nove dias

No Oeste – Paraná, com ofertas e escalas encurtando, a referência para o boi gordo subiu R$3,00/@ na comparação com o fechamento anterior (7/6) e R$1,00/@ para a novilha gorda. Para a vaca gorda, os preços estão estáveis. Em Dourados – MS, a cotação da vaca gorda subiu R$1,00/@ e da novilha gorda R$2,00/@. Para os machos, os preços não mudaram. Segundo os dados apurados pela Scot, na quinta-feira, 8 de junho, o equilíbrio entre a oferta e a demanda de boiadas gordas manteve os preços da arroba estáveis nas praças do interior de São Paulo.

Dessa maneira, pelos números da Scot, a referência para o boi gordo está em R$ 297/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas em R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo).

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: mercado tem alta depois de período longo em baixa

Negociações estiveram acima da média durante a quarta-feira; tendência é que na segunda metade do mês as altas se tornem mais consistentes

O mercado físico de boi gordo registrou preços firmes nesta quarta-feira (8). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias houve negociações acima da referência média. No entanto, o movimento ainda é pontual, consequência da maior dificuldade na composição das escalas de abate no decorrer dos últimos dias. “A tendência é que esse movimento se torne ainda mais consistente no decorrer da segunda quinzena do mês, período em que o volume de oferta de animais de safra estará em menor proporção”, diz Iglesias. O analista destaca que período de transição entre a safra e a entressafra será um período importante para a retomada de altas mais consistentes, uma vez que o volume de animais ofertados será menor. “A tendência é de manutenção do bom ritmo de exportação com o término do lockdown na China. Os frigoríficos exportadores devem atuar de maneira mais agressiva na aquisição de boiadas”, conta Iglesias. Com isso, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi ficou em R$ 306. Para Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 280, já em Cuiabá (MT), ficou indicada em R$ 273. Em Uberaba (MG), preços a R$ 275 por arroba e, em Goiânia (GO), preços a R$ 277 a arroba do boi. O mercado atacadista volta a apresentar preços firmes. O ambiente de negócios segue sugerindo alta dos preços da carne bovina no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo. O quarto traseiro do boi permanece precificado a R$ 22,15 por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 15,50 por quilo. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,90 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Abates de bovinos e suínos cresceram no país no 1º trimestre

Segundo o IBGE, no caso dos frangos houve queda

Os abates de bovinos somaram 6,96 milhões de cabeças no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 5,5% ante igual período de 2021 e relativa estabilidade na comparação com o total registrado de outubro a dezembro. Segundo as novas Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro, e da Produção de Ovos de Galinha divulgadas na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve variações positivas na comparação interanual em janeiro, fevereiro e março. A maior delas foi em março (8%), quando os abates alcançaram 2,47 milhões de cabeças. Após dois anos de quedas na comparação com os mesmos trimestres do ano anterior, os abates de fêmeas subiram 12,9% nos primeiros meses de 2022, enquanto os abates de machos avançaram 1,1%. O abate de 361,75 mil cabeças de bovinos a mais no primeiro trimestre em relação a igual intervalo do ano passado foi impulsionado por aumentos em 18 das 27 unidades da federação. Os incrementos mais significativos ocorreram em São Paulo (92,79 mil cabeças), Mato Grosso (78,71 mil), Tocantins (61,84 mil), Pará (56,77 mil), Minas Gerais (33 mil) e Goiás (28,63 mil). Mato Grosso continuou a liderar o abate de bovinos, com 16,1% da participação nacional. Segundo o IBGE, também foram abatidos de janeiro a março 1,55 bilhão de frangos, com retrações de 0,2% sobre o quarto trimestre de 2021 e de 1,7% ante o primeiro. O abate de 27,25 milhões de cabeças de frangos a menos no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado foi determinado por reduções em 17 das 25 unidades da federação que participaram da pesquisa. As principais foram no Rio Grande do Sul (9,97 milhões de cabeças), Paraná (6,54 milhões) e Santa Catarina (4,66 milhões). E o Paraná ainda liderou amplamente a atividade, com fatia de 33,5% do total. No mercado de suínos, finalmente, os abates contrariam a lógica econômica e bateram recorde, apesar do aumento de custos que tem provocado prejuízos aos criadores desde o ano passado. Foram 13,64 milhões de cabeças no primeiro trimestre, com altas de 1,5% ante o quarto trimestre de 2021 e de 7,2% sobre o primeiro. O abate de 920,43 mil cabeças de suínos a mais na comparação interanual foi impulsionado por aumentos em 19 das 25 unidades da federação investigadas, com destaque para Paraná (229,39 mil), Santa Catarina (176,92 mil) e Rio Grande do Sul (157,81 mil). Santa Catarina continuou na liderando, com 28,1% do total.

VALOR ECONÔMICO

Alvo de divergência, projeto que muda fiscalização agropecuária será votado nesta quinta

O presidente da Comissão de Agricultura (CRA), senador Acir Gurgacz (PDT-RO), confirmou a votação na quinta-feira (9) do projeto de lei (PL) 1.293/2021. O texto flexibiliza a fiscalização agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa) por meio de programas de autocontrole geridos pelas empresas do setor

Alvo de divergência entre senadores e especialistas, a matéria foi tema de audiência pública na quarta-feira (8). Segundo Gurgacz, o projeto estabelece procedimentos de fiscalização e auditoria mais ágeis e modernos para a agroindústria. O parlamentar afirma que o método de certificação proposto pelo texto será menos oneroso para o setor produtivo e mais benéfico para o consumidor. O PL 1.293/2021 foi apresentado pelo Poder Executivo e aprovado pela Câmara dos Deputados em maio deste ano. O texto promove uma ampla revisão das leis de defesa agropecuária. A principal novidade é a criação de sistemas de autocontrole nas empresas para auxiliar o poder público na avaliação da qualidade de rebanhos, lavouras e produtos. O relator da matéria é o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). “Temos que avançar. Os Estados Unidos usam esse sistema. A Austrália e a Nova Zelândia, dois países avançadíssimos na pecuária de corte e leiteira, usam esse sistema. Toda a Europa usa esse sistema. Não é uma invenção do Brasil. Não vai se inventar a roda. Isso facilita o processo. É uma evolução, não um retrocesso”, avaliou. O projeto não é unanimidade entre os parlamentares. Para o senador Jean Paul Prates (PT-RN), que sugeriu a realização da audiência pública, o texto não deixa claro os critérios que as empresas devem adotar para promover autocontrole. Ele defende a discussão da matéria em outros colegiados do Senado, como as Comissões de Assuntos Sociais (CAS); Meio Ambiente (CMA); Constituição e Justiça (CCJ); e Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor (CTFC).  “Estamos desvendando as entrelinhas e as consequências desse projeto. Estamos simulando cenários de um projeto que não faz pouca coisa. Se, de um lado, alega-se que o poder público continuará mantendo os mesmos poderes, o projeto revoga 11 dispositivos ou leis que estabelecem penalidades ou sanções. Mexe muito com saúde pública, meio ambiente, constitucionalidade e principalmente fiscalização. Salta aos olhos a necessidade de passar por uma ou duas dessas comissões que destaquei”, ponderou. A audiência pública contou com a presença de representantes do governo federal, de órgãos de controle e da indústria agropecuária. Para o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Tollstadius, o projeto tem sofrido uma “distorção de interpretação” por críticos que preferem “criar fantasma onde não existe”. Favorável ao texto da forma como foi aprovado na Câmara, Tollstadius argumenta que o PL 1.293/2021 “não trata de autoinspeção ou autofiscalização”.

Agência Senado

ECONOMIA

Dólar à vista fecha em alta de 0,34%, a R$4,8906

O dólar se acomodou no fechamento das operações do mercado à vista na quarta-feira, depois da forte alta da véspera, mas ainda teve ganho moderado e suficiente para marcar uma nova máxima em quase três semanas, em dia de pouco apetite por risco nos mercados externos

O dólar interbancário subiu 0,34%, a 4,8906 reais na venda. A variação no fechamento foi moderada, mas antes houve oscilações mais amplas. Na máxima, a cotação apreciou 0,72%, a 4,909 reais, e na mínima caiu 0,54%, a 4,8478 reais. Na terça, o dólar saltou 1,63%. Lá fora, um índice da moeda dos EUA contra uma cesta de rivais de países desenvolvidos tinha alta de 0,14% no fim da tarde, deixando para trás quedas de mais cedo.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda preocupação fiscal

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, quase perdendo o patamar de 108 mil pontos no pior momento, pressionado pelo recuo das bolsas nos Estados Unidos na esteira do movimento dos Treasuries, além de preocupações com o cenário fiscal do Brasil

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,55%, a 108.367,67 pontos, em meio ao forte ajuste de baixa em ações de commodities, que vinham fornecendo suporte nos últimos pregões. O volume financeiro totalizou 22,3 bilhões de reais, novamente abaixo da média diária do ano (30,2 bilhões de reais). Wall Street fechou no vermelho, com o S&P 500 cedendo cerca de 1%, em meio ao aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e declínio de ações de tecnologia, com destaque para Intel, que caiu mais de 5%. A Meta Asset Management destacou a clientes que o grande problema do mundo se chama inflação e que o grande risco para os mercados é uma não contenção da alta dos preços, que obrigaria bancos centrais a subirem juros além do gradualismo que o mercado precifica. No Brasil, as discussões sobre a desoneração de combustíveis continuam no foco de atenções, uma vez que, apesar de um esperado alívio na inflação, devem provocar um aumento importante nos gastos federais. “Um dos pontos desfavoráveis para o Ibovespa caso haja um aumento do risco fiscal, ou a simples percepção de aumento disso, é o efeito no fluxo de capital externo”, disse o sócio-fundador e gestor da Charles River Capital, Camilo Marcantonio. “Isso acaba afetando potencialmente ações com maior liquidez e mais peso no Ibovespa”, acrescentou. Até o momento, contudo, as entradas de estrangeiros superam as saídas no mercado secundário de ações brasileiro em junho, com saldo de 1,66 bilhão de reais até o dia 6.

REUTERS

IBGE prevê safra recorde de 263 milhões de toneladas para 2022

Espera-se que a safra de soja totalize 118,6 milhões de toneladas, redução de 12,1% em comparação com o ciclo anterior

Em maio, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2022 deve totalizar o recorde de 263 milhões de toneladas, 3,8% acima (9,7 milhões de toneladas) da obtida em 2021 (253,2 milhões de toneladas). As informações são do IBGE, e foram divulgadas na quarta-feira (8). A estimativa de maio cresceu 0,6% em relação à anterior (261,5 milhões de toneladas). O levantamento aponta que a área a ser colhida é de 72,3 milhões de hectares, 5,5% (3,8 milhões de hectares) maior que a área colhida em 2021 e 0,5% (371,0 mil hectares) maior do que o previsto no mês anterior. O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, somados, representam 91,7% da estimativa da produção e respondem por 87,4% da área a ser colhida. Frente a 2021, houve acréscimos de 8,5% na área do milho (7,3% na primeira safra e 8,9% na segunda), de 18,0% na área do algodão herbáceo, de 4,3% na área da soja e de 2,1% na do trigo. Por outro lado, houve declínio de 2,2% na área do arroz. Espera-se que a produção de soja totalize 118,6 milhões de toneladas, com alta de 0,1% em relação ao previsto no mês anterior, e redução de 12,1% ante a produção do ano anterior. A produção do milho foi estimada em 112 milhões de toneladas, com crescimento de 0,1% frente ao mês anterior e 27,6% em relação a 2021. Já a estimativa de produção do arroz (10,6 milhões de toneladas) recuou 8,4% frente a 2021.

CANAL RURAL

Conab: Brasil pode colher safra recorde de grãos em 2021/22, acima de 271 milhões de toneladas

A safra brasileira de grãos 2021/22 se encaminha para a conclusão e a expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de um novo recorde, com uma produção estimada em 271,3 milhões de toneladas

O volume representa um incremento de 6,2% sobre a temporada anterior, o que significa cerca de 15,8 milhões de toneladas, como aponta o 9º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quarta-feira (8) pela estatal. “A estimativa inicial da Companhia era de uma safra ainda maior quando, no primeiro levantamento, era esperada uma produção de 288,6 milhões de toneladas. Mesmo com a redução na expectativa em 6,4%, os agricultores brasileiros serão responsáveis pela maior safra da série histórica. O bom desempenho ocorre mesmo em um ano em que as culturas de primeira safra, principalmente soja e milho, foram afetadas pelas condições climáticas adversas registradas na região sul do país e em parte do Mato Grosso do Sul”, destaca o presidente da Companhia, Guilherme Ribeiro. Na atual temporada destaque para a recuperação de 32,3% na produção de milho. Com uma produção estável na 1ª safra do cereal, próximo a 24,8 milhões de toneladas, a 2ª safra do grão tende a registrar uma elevação de aproximadamente 45% se comparada com o ciclo anterior, passando de 60,7 milhões de toneladas para 88 milhões de toneladas. “No entanto, ainda precisamos acompanhar o desenvolvimento das lavouras, principalmente nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Nesses locais, a cultura se encontra em estágios de desenvolvimento em que o clima exerce grande influência no resultado final. Considerando a segunda safra, cerca de 25,5% do milho do país ainda está sob influência do clima”, explica o Diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas da Conab, Sergio De Zen.  De acordo com o Progresso de Safra, publicado nesta semana pela estatal, a colheita do cereal de 2ª safra está em fase inicial, sendo Mato Grosso o estado com a maior área colhida registrada.

CONAB

IGP-DI acelera alta a 0,69% em maio com impulso de commodities, diz FGV

Os preços de commodities agrícolas e combustíveis pressionaram e o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta a 0,69% em maio, depois de subir 0,41% em abril, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV)

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,55% em maio, acima da taxa de 0,19% no mês anterior. “Grandes commodities agrícolas e combustíveis responderam por parcela importante do resultado do IPA, sendo os destaques: diesel (de 6,87% para 6,38%), soja (de -8,02% para 2,76%) e cana-de-açúcar (de 0,66% para 3,65%)”, disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. Já o avanço do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) –que responde por 30% do IGP-DI– enfraqueceu a 0,50% no período, de 1,08% em abril. De acordo com a FGV, seis das oito classes de despesa componentes do IPC registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Alimentação (de 1,58% para 0,45%), Transportes (2,13% para 1,02%) e Habitação (-0,69% para -1,37%). A alta do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, acelerou a 2,28% em maio, de 0,95% em abril. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS

OCDE revisa para baixo a projeção do PIB do Brasil para 2022 de 1,4% para 0,6%

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano, de 1,4% para 0,6%. Para 2023, a previsão caiu de 2,1% para 1,2%

As mudanças desde as estimativas de dezembro passado foram informadas através do relatório de perspectivas econômicas da OCDE, publicado na quarta-feira, 8. Depois da forte recuperação vista em 2021, o crescimento econômico do Brasil deve desacelerar significativamente em 2022 até se recuperar no próximo ano, observa a OCDE. “O aumento da inflação, a guerra na Ucrânia e as condições financeiras mais apertadas corroeram o sentimento econômico e o poder de compra, o que deve afetar fortemente a demanda doméstica no primeiro semestre de 2022”, prevê a organização. A corrida presidencial ao fim do ano também adiciona incertezas ao cenário e ajuda a manter o investimento moderado até 2023, nota a OCDE. A instituição observa que a recuperação do mercado de trabalho brasileiro tem sido lenta, com a taxa de participação e de rendas reais abaixo dos níveis pré-pandemia. Com o aumento de preços de alimentos e energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia, a OCDE defende programas sociais para proteger a população mais vulnerável. Além disso, o relatório afirma ser necessário esforços adicionais para melhorar o direcionamento e eficácia dos gastos públicos, “para permanecer consistente com uma gestão fiscal sólida”. Se as pressões inflacionárias persistirem, o Banco Central deve continuar elevando a taxa básica de juros, diz a organização. A instituição observa que é esperado que a taxa Selic suba dos atuais 12,75% para 13,25% ao ano na próxima reunião monetária. “A taxa Selic deve permanecer em 13,25% até o início de 2023 e então diminuir lentamente ao longo do ano, à medida que os efeitos defasados dos aumentos recentes são finalmente sentidos”. Ainda, a OCDE incentiva que o Brasil continue com suas reformas “ambiciosas” para garantir sustentabilidade fiscal e evitar que taxas de pobreza subam. A organização também recomenda maior exploração das fontes de energia eólica e solar para complementar a hidrelétrica.

ESTADÃO CONTEÚDO

EMPRESAS

Marfrig investe para crescer com segmento de food service em 2022

A Marfrig está investindo em ferramentas digitais e outras estratégias para crescer com o segmento de food service em 2022, informou a companhia em comunicado na quarta-feira (08).

“Ao longo do ano de 2022 estamos investindo em transformação digital, treinamentos e qualificação do nosso time de vendas, além da ampliação do nosso portfólio. Tudo isso tem como objetivo elevar o nível de atendimento e oferecer uma solução cada vez mais completa de produtos para o canal de food service”, disse o Diretor Comercial de Food Service e Varejo da Marfrig, Gecsan Franceschi. Segundo ele, a Marfrig identificou um movimento “muito intenso” de preparação de estoques por parte dos clientes de food service para atender à demanda adicional de datas comemorativas neste ano, como Dia das Mães e Dia dos Namorados, as duas principais datas comerciais depois do Natal. O segmento de food service, que inclui bares, restaurantes e padarias, foi um dos mais impactados pela pandemia em 2020 e 2021. Para 2022, o segmento tem expectativas de retomada do crescimento e recuperação e a Marfrig, como a líder global na produção de hambúrgueres, tende a se beneficiar desta expansão, segundo a empresa. Durante a pandemia, o segmento de entregas dos restaurantes (delivery) já registrou crescimento. A Marfrig anunciou neste ano o investimento na plataforma Quiq, que permite aos restaurantes gerenciarem todos os pedidos de forma prática e única, reunindo em apenas um dispositivo as demandas que chegam de diferentes aplicativos de delivery. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) estima que 2022 será um ano de recuperação total do setor de food service brasileiro. A Marfrig disse que, com suas marcas Bassi, Montana e Montana Steakhouse, busca oferecer opções de alimentos variados e prontos para o consumo, trazendo maior praticidade, aliada a uma solução completa de itens para o food service.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos em alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 108,00/R$ 115,00, enquanto a carcaça especial que aumentou, pelo menos, 1,19%, custando R$ 8,50 o quilo/R$ 8,80 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), houve alta de 11,04% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,23/kg, avanço de 5,43% em Santa Catarina, custando R$ 5,24/kg, aumento de 4,29% no Paraná, alcançando R$ 5,11/kg, valorização de 3,10% em Minas Gerais, cotado em R$ 6,66/kg, e de 0,67% em São Paulo, fechando em R$ 5,99/kg.

Cepea/Esalq

Frango no atacado paulista registra alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 0,99%, chegando em R$ 7,17/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,55/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (7), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,68/kg e R$ 7,69/kg.

Cepea/Esalq

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