
Ano 8 | nº 1750 | 08 de junho de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: Escalas confortáveis, mercado estável
As compras de ontem ocorreram paulatinamente, buscando preencher as escalas de abate da próxima semana.
Apesar dos negócios calmos, a recente pressão de baixa dá sinais de menor força e negócios abaixo da referência não foram reportados, assim, os preços trabalharam estáveis em São Paulo. Em Campo Grande – MS, a queda de braço entre vendedores e compradores travou os negócios na região. Com isso, os preços trabalharam estáveis. Em Belo Horizonte – MG, a menor oferta de fêmeas cessou o movimento de baixa na região e resultou em alta de R$2,00/@ para a vaca e novilha gordas em relação ao dia anterior (6/6). Para o boi gordo, preços estáveis. Segundo dados levantados pela Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, as compras de boiadas gordas da terça-feira ocorreram paulatinamente, buscando preencher as escalas de abate da próxima semana. Boi, vaca e novilha gordos têm sua referência mantida em R$ 297,00/@, R$ 272,00/@ e R$ 292,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Os preços para o boi-China seguem firmes em R$ 305,00/@, informa a Scot.
SCOT CONSULTORIA
Fiscais agropecuários farão greve de dois dias na semana que vem
Categoria vai interromper as atividades na terça e na quarta para protestar contra o projeto de autofiscalização do setor produtivo
Em assembleia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a categoria decidiu hoje paralisar suas atividades por dois dias para protestar contra o projeto de lei 1.293 de 2021, que regulamenta a autofiscalização do setor produtivo. A greve de alerta ocorrerá na terça e na quarta-feira da semana que vem. Segundo o sindicato, o projeto prejudica o futuro da atividade. A paralisação deve afetar a liberação de cargas de origem animal e vegetal e as de insumos agrícolas e pecuários em portos e aeroportos brasileiros. Ela também comprometerá a fiscalização de abates em frigoríficos. Se não houver novos debates sobre a matéria, o sindicato afirma que vai considerar uma greve de maiores proporções. Parlamentares ligados à defesa agropecuária e ao direito do consumidor têm pedido que a discussão do projeto seja estendida a toda a sociedade, que seria, de acordo com o Anffa, a “maior prejudicada caso a proposta seja aprovada imediatamente, como deseja o Executivo”. O sindicato sugeriu 11 emendas para modificar e suspender artigos que afetam diretamente a saúde da população.
VALOR ECONÔMICO
Preços das bezerras recuam mais de 20% em maio, nas praças de Mato Grosso
Os recuos nas cotações dos animais de reposição mato-grossenses no mês passado podem favorecer a conta dos pecuaristas que desejam investir no confinamento, observa o Imea
Não foram apenas os preços do boi gordo que recuaram em maio/22 nas praças do Mato Grosso. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) destacou, em seu boletim divulgado na noite desta segunda-feira (7/6), o movimento de queda observado no mercado de reposição. No mês passado, devido ao aumento de oferta de animais não-terminados nas regiões pecuárias do MT, houve um recuo nos preços para todas as categorias avaliadas, com destaque para as bezerras de ano e de desmame, cujas cotações registraram queda de 23% e 21%, respectivamente, para R$ 1.895,03/cabeça e R$ 1.668,81/cabeça, em relação aos resultados médios de maio de 2021, informa o Imea. No comparativo com o mês anterior (abril/22), os animais com maior desvalorização se concentraram nos bezerros machos, com o animal de 12 meses cotado em R$ 2.893,78/cabeça, em média, e o de desmame, em R$ 2.571,09/cabeça. Segundo o Imea, essa conjuntura no mercado de reposição pode favorecer a conta dos pecuaristas que ainda planejam confinar o gado este ano. “Apesar dos insumos em alta, (os confinadores) podem ver margem através da aquisição mais em conta dos animais para engorda”, ressalta o Imea.
IMEA
Alta na produtividade será necessária para ampliar produção de carne bovina
Segundo relatório que consolida números, informações e projeções da consultoria Athenagro, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pecuária brasileira precisará elevar a produtividade média em 45% até 2030 para que a produção nacional de carne bovina do país possa atender às demandas externa e interna projetadas para 2030
Segundo o documento, num cenário mais conservador, as exportações de carne bovina brasileira ultrapassarão a marca de 3 milhões de toneladas entre 2025 e 2030. Para garantir o atendimento do mercado interno e externo, a produção de carne precisará aumentar 35% entre 2020 e 2030 e, com esse aumento será necessário incremento de 45% na produtividade média da pecuária brasileira.
CARNETEC
Registro de furtos de gado tem redução de 10% em MS
Criada em abril do ano passado, a Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro) atua na repressão e investigação dos crimes
O registro de furto de gado em Mato Grosso do Sul reduziu em 10% no primeiro trimestre desse ano em comparação ao mesmo período de 2021. A diminuição é reflexo das ações do Governo do Estado para segurança na zona rural, com a criação da Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro) e do programa “Campo Mais Seguro-Policiamento Rural”. A Deleagro atua na repressão e investigação de crimes como o abigeato, que se trata de furtos de animais domésticos no campo e nas fazendas, principalmente de gado, assim como, crimes como subtrações de insumos, defensivos e maquinários agrícolas. O titular da Deleagro, delegado Mateus Zampieri, explica que nesse período a delegacia tem atuado intensamente com a realização de operações, desarticulando quadrilhas, mapeando as ocorrências e intensificando serviços de inteligência. “Por ser uma delegacia especializada conseguimos focar na resolução desses crimes, refletindo na redução das ocorrências”, disse. No ano passado, a Deleagro realizou duas grandes operações contra abigeato desarticulando as maiores quadrilhas especializadas em furto de gado em Mato Grosso do Sul. “Isso impactou na redução direta no furto de animais no Estado. Atrelado ao mapeamento das atividades e monitoramento constante conseguimos inibir esse crime”, disse. No primeiro trimestre de 2022, o número de registro de boletins de ocorrência de crimes de abigeato apresentou redução de 10% ao mesmo período de 2021. Desde a sua criação, a Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato realizou quinze operações especiais contra delitos agrários em Mato Grosso do Sul.
Ascom Sejusp / Governo de MS
Mercado de boi: preço da carne sobe no atacado com reposição acelerada
Mercado físico do animal registrou preços acomodados nesta terça, com fluxo de negócios baixo
O mercado físico de boi gordo registrou preços acomodados na terça-feira (7). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, com isso, o fluxo de negócios caiu sensivelmente neste início de semana, o que vai resultar no encurtamento das escalas de abate para os frigoríficos. “A partir da segunda quinzena do mês aumentará a propensão a reajustes, uma vez que o quadro de oferta será mais ajustado, tornando a composição das escalas de abate mais difícil. O término do lockdown na China é outro fator que pode redundar em um ritmo mais forte de compras no curto prazo, com os frigoríficos exportadores tomando uma posição mais próxima da normalidade na compra de gado”, diz Iglesias. A referência para a arroba do boi ficou em R$ 304 na capital de São Paulo. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 271. Já em Cuiabá (MT), ficou entre R$ 273 e R$ 274. Em Uberaba (MG), preços a R$ 280 por arroba. Em Goiânia (GO), a indicação foi de R$ 270 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista registrou preços mais altos para a carne bovina. Segundo Iglesias, a entrada dos salários na economia motiva a reposição entre atacado e varejo, justificando a recuperação. “A tendência para o curto prazo ainda aponta para alguma alta das cotações. Entretanto, o movimento será moderado, em função da incapacidade do consumidor médio em absorver reajustes da carne bovina no varejo, ainda optando por proteínas mais acessíveis”. O quarto traseiro foi precificado a R$ 22,15 por quilo, alta de 15 centavos. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,90 por quilo, alta de dez centavos. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,50 por quilo, alta de 20 centavos.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 1,63%, a R$4,8741
O dólar teve a alta mais forte em um mês em meio ao recrudescimento de temores fiscais após propostas do governo para zerar imposto visando baixar os preços dos combustíveis
No pior momento do dia, ainda pela manhã, a cotação foi a 4,9354 reais, disparada de 2,91%. À tarde, a moeda perdeu um pouco de força e se acomodou em patamares mais baixos, também seguindo a melhora de humor nos mercados externos. Ainda assim, no fechamento o dólar à vista saltou 1,63%, a 4,8741 reais. A valorização é a mais expressiva desde 5 de maio passado (+2,34%), e o patamar de encerramento é o mais elevado desde o último dia 19 (4,9194 reais). O real amargou o pior desempenho entre as principais moedas globais, com lira turca (-1%) na sequência, mas a uma distância relevante da divisa brasileira.
REUTERS
Ibovespa fecha em leve baixa com investidores pesando possíveis riscos fiscais
O índice se salvou de uma queda mais dura graças às performances positivas de Vale e Petrobras
Enquanto Nova York conseguiu avançar na sessão de hoje, apesar da volatilidade, os ativos locais se descolaram e o Ibovespa fechou em queda. Com agentes monitorando os possíveis impactos fiscais das medidas anunciadas pelo governo para baratear o preço dos combustíveis, houve abertura na curva de juros locais, fraqueza do real ante o dólar e queda nas ações mais sensíveis aos movimentos de renda fixa. Após ajustes, o Ibovespa fechou em queda de 0,11%, aos 110.069,76 pontos. O volume financeiro negociado até o final do dia foi de R$ 16,5 bilhões. Lá fora, o S&P 500 subiu 0,95%, Dow Jones ganhou 0,80% e Nasdaq cresceu 0,94%. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro propôs ressarcir os Estados, caso os governadores aceitem desonerar integralmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel e o GLP (gás de cozinha). Além disso, o Executivo se comprometeu, por sua vez, a zerar o PIS, Cofins e a Cide incidentes sobre a gasolina e o etanol. O pacote é uma contrapartida para que o Congresso Nacional aprove o projeto que limita tributos estaduais (ICMS) sobre combustíveis, energia e telecomunicações em 17%. As desonerações e a compensação serão propostas por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC), a ser editada pelo Executivo, com limite financeiro e temporal fixados no texto. O impacto fiscal das medidas, segundo fontes da equipe econômica, deve ficar em torno de R$ 40 bilhões. “Com o governo voltando a mostrar intenção de ‘empurrar o teto para cima’, o mercado também voltou a se preocupar com a saúde fiscal do país. Isso, somado aos temores de uma inflação mais persistente, afetou os mercados de juros e câmbio e, consequentemente, as empresas ligadas a consumo”, diz César Mikail, gestor de renda variável da Western Asset.
VALOR ECONÔMICO
MEIO AMBIENTE
Mapa apresenta programa para reduzir emissão de carbono nas cadeias agropecuárias
Seminário em Campo Grande (MS) debateu práticas que podem contribuir para a descarbonização da produção no Brasil
Na segunda-feira (6), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou o Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizantes no Seminário de Iniciativas Descarbonizantes da Agropecuária Brasileira, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O objetivo do programa, que será lançado em breve pelo Mapa, é estimular as reduções voluntárias de emissões de gases de efeito estufa em cadeias e produtos agropecuários, por meio do uso de tecnologias sustentáveis de produção agropecuária. Baseado em três eixos (mitigação, sequestro de carbono e captura e estocagem de carbono), o Programa irá reconhecer os produtores rurais brasileiros pelo trabalho que já vêm realizando para garantir a sustentabilidade dos produtos. “Se essas ações já são consagradas na agropecuária brasileira, por que os produtores não podem ser remunerados por isso? Por que não podemos ter a confiança dos nossos consumidores, sabendo que aquele produto que eles veem no mercado tem todo um trabalho científico brasileiro o subsidiando?”, explicou a Coordenadora-Geral de de Produção Animal do Mapa, Marcella Teixeira. De Brasília, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, participou da abertura do evento por videoconferência, falando sobre a importância de garantir a segurança alimentar com sustentabilidade. “O Brasil é uma potência agroambiental. Com programas extremamente importantes, o Brasil é peça chave neste contexto. Outro ponto é a segurança alimentar, que precisa estar acompanhada de projetos e processos que garantam a sustentabilidade. Por isso esse evento é muito importante”, disse o ministro. O Secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação, Fernando Camargo, explicou que a agropecuária é parte da solução e não do problema das mudanças climáticas. “A agropecuária brasileira tem tecnologias e o nosso Programa ABC+: Agricultura de baixa emissão de Carbono, para mitigar gases de efeito estufa e, mais do que isso, remover carbono da atmosfera e fixar no solo”, disse.
MAPA
TECNOLOGIA
Equipamento inédito que analisa qualidade da carne é criado pela Embrapa e startup de São Carlos
Um equipamento inédito desenvolvido pela Embrapa Instrumentação e a startup Fine Instrument Technology (FIT), de São Carlos (SP), analisa a qualidade da carne como os teores de gordura, água e proteína. O processo leva apenas um minuto
A tecnologia de ressonância magnética nuclear da carne já está sendo utilizada em 23 países e já foi reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do governo federal, e também pela Associação Internacional de Químicos Agrícolas Oficiais (AOAC). “Nós fazemos aqui exatamente o que se faz num centro de análise em um hospital que faz ressonância magnética. A única diferença que tem no nosso aparelho para o de um hospital é que aqui nós não geramos a imagem, nós pegamos uma informação química”, explicou o pesquisador Luiz Alberto Colnago. Para saber a quantidade específica de cada componente na carne, é necessário pegar uma amostra e colocar dentro de um tubo, que vai para dentro da máquina. O resultado da análise sai em poucos segundos na tela de um computador. “Um imã tem a função de magnetizar o material que está ali dentro. Nós mandamos um sinal de rádio para ele e as nossas amostras respondem com outro sinal de rádio e a intensidade desse sinal é proporcional a composição química da nossa amostra”, disse. A validação da técnica de ressonância magnética nuclear torna possível, por exemplo, uma lanchonete que tenha o equipamento saber exatamente a quantidade de gordura existente em um hambúrguer, o que garante a qualidade do que é vendido e também do que o consumidor está pagando. “Como é uma medida rápida você pode fazer daquele lote e você tem um resultado preciso daquele produto que você está consumindo”, explicou a Coordenadora do setor de aplicações da FIT, Cristina Consalter. Cristina também explicou que o equipamento já é usado em vários setores do agronegócio brasileiro, como o de grãos. O equipamento que pode ajudar a pecuária brasileira é uma evolução da ressonância magnética que era usada para analisar alimentos como frutas e industrializados. O pesquisador da Embrapa acredita que com a análise por ressonância magnética da carne brasileira, a pecuária nacional poderá se destacar ainda mais no mundo todo. “Praticamente, nós conseguimos determinar a concentração dos três principais componentes que tem na carne. A água, a gordura e também o teor de proteínas, tendo certeza da composição. Você pode começar a vender o produto com certificado de qualidade”, ressaltou Colnago.
G1/O GLOBO
EMPRESAS
Expectativa de menor confinamento de gado no Brasil pressiona preço do boi, diz Minerva
O menor confinamento ocorre diante do aumento nos preços de insumos utilizados na ração animal
Os pecuaristas do Brasil devem diminuir o volume de gado que será enviado para confinamento no segundo semestre, fator que contribui para intensificar a queda da arroba bovina, já que mais animais serão levados ao abate, disse à Reuters o CEO da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz. O menor confinamento ocorre diante do aumento nos preços de insumos utilizados na ração animal, como milho e farelo de soja. “Se espera ter menos confinamento no segundo semestre e isso adiciona pressão para os produtores venderem os animais nesse momento, que realmente é de uma queda nos preços (da arroba)”, afirmou o executivo durante evento em Campinas (SP) promovido pela Syngenta. Segundo o presidente da maior exportadora de carne bovina na América do Sul, a pressão sobre a terminação intensiva é “justamente pelo custo da comida, da ração”. Os preços dos insumos foram impulsionados pela alta nas cotações globais, em consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia. No Brasil, houve também a quebra na safra de soja por seca no último verão e maior expectativa de exportações de milho, para cobrir uma lacuna deixada por grãos ucranianos. No fim de março, a companhia de nutrição animal DSM, que realiza um censo sobre confinamento, indicou que o viés era de alta para a terminação intensiva neste ano, mesmo diante da escala nos custos com ração. Para Queiroz, além do abate de animais que não serão confinados, a fraqueza na demanda do mercado interno por carne e a sazonalidade da safra de gado contribuem para pressionar as cotações da arroba. “Você tem um mercado interno sofrendo um pouco nesse momento, então parte da queda do boi é devido ao mercado interno que está comprando menos.” As vendas de carne no mercado atacadista estiveram tão lentas em maio que a carcaça casada do boi (formada pelo traseiro, dianteiro e pela ponta de agulha) se desvalorizou 6,3% no acumulado do mês. Trata-se da maior baixa no acumulado de um mês desde janeiro de 2020, quando a retração foi de 8,16%, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Neste cenário, os preços do boi gordo (Indicador Cepea/B3, Estado de São Paulo) caíram 4% no acumulado de maio e fecharam a 321,40 reais por arroba. Neste início de mês a cotação baixou ainda mais, para 311,40 reais no fechamento de segunda-feira. O CEO da Minerva disse que a companhia continua otimista com a demanda da Ásia, especialmente da China. “O sudeste asiático, que sempre dependeu muito de Austrália está vindo mais ao Brasil… Esperamos que melhore o lockdown (na China), o que reativa o consumo, então estamos otimistas com este mercado”, disse ele. Recentemente, concorrentes da Minerva como Marfrig e JBS tiveram unidades suspensas temporariamente para embarcar carne bovina à China, em momento de maior rigor na fiscalização contra o coronavírus entre os chineses. Queiroz avalia isso como um “movimento natural no mercado, sem benefício às demais empresas exportadoras”.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Preços dos suínos em alta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 8,00%/4,55%, chegando em R$ 108,00/R$ 115,00, assim como a carcaça especial que aumentou 3,70%/3,53%, custando R$ 8,40 o quilo/R$ 8,80 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), houve alta de 11,69% em Santa Catarina, chegando em R$ 4,97/kg, avanço de 12,64% no Paraná, atingindo R$ 4,90/kg, aumento de 6,25% em São Paulo, alcançando R$ 5,95/kg, incremento de 4,53% em Minas Gerais, valendo R$ 6,46/kg, e de 4,90% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 4,71/kg.
Cepea/Esalq
Mercado do frango estável
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 1,14%, chegando em R$ 7,010/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,55/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (6), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,68/kg e R$ 7,69/kg.
Cepea/Esalq
França suspende restrições à avicultura à medida que a crise da gripe aviária desaparece
O Ministério da Agricultura da França disse nesta terça-feira que removerá as restrições relacionadas à gripe aviária à avicultura em todo o país, citando a interrupção dos surtos após a pior crise de todos os tempos do vírus altamente contagioso levar ao abate de 16 milhões de aves.
O segundo maior produtor de aves da União Europeia afrouxou as restrições, incluindo manter as aves dentro de casa, em grande parte do país no início de maio, mas as manteve nas regiões mais afetadas. Desde então, houve apenas quatro surtos detectados em fazendas, e nenhum desde 17 de maio, levando o ministério a reduzir a avaliação do nível de risco para “insignificante” para todo o país, disse. “Isso basicamente significa que a crise ficou para trás”, disse um funcionário do ministério. A propagação da gripe aviária em todo o mundo levantou preocupações entre os governos e a indústria avícola devido à sua capacidade de devastar os rebanhos, potenciais restrições comerciais e risco de transmissão humana. Depois que uma primeira onda levou ao abate de cerca de 4 milhões de aves no sudoeste da França, principalmente patos, o país enfrentou surtos mais ao norte na costa atlântica, que se acredita terem sido trazidos pelo retorno de aves selvagens. No total, a França registrou 1.378 surtos de gripe aviária desde o final de novembro. Pays de Loire, a segunda maior região produtora de aves da França, foi a mais atingida. O abate de milhões de frangos e galinhas poedeiras levou a uma queda na produção e a um aumento nos preços dos ovos. Algumas medidas sanitárias permanecerão em vigor nas áreas mais atingidas, disse o ministério.
REUTERS
Com 122% de aumento em volume, Turquia se destaca na importação de carne de frango halal no 1º quadrimestre
No mesmo período, Emirados Árabes permaneceu como principal destino da proteína halal
O Brasil é o maior exportador de carne de frango halal do mundo. De acordo com dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), no primeiro quadrimestre de 2022 o volume exportado foi de 623.112 toneladas e uma receita gerada de US$ 1,074 bilhão, receita que representa aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2021. No mesmo período, os Emirados Árabes mantiveram-se como o principal destino da carne de frango halal brasileira, com crescimento de 80% de aumento em volume e 123% em receita. O volume exportado neste quadrimestre foi de 164.586 toneladas e a receita de US$ 319,6 milhões. Ainda no 1º quadrimestre de 2022, destaque para a Turquia, que apresentou 122% de crescimento em volume na importação da carne de frango halal do Brasil e aumento de 223% em receita em relação ao mesmo quadrimestre de 2021. Foram exportados para a Turquia 14.312 toneladas da proteína. “A carne de frango halal é um produto consolidado das exportações brasileiras, tendo em vista a credibilidade e segurança nos nossos processos de certificação asseguradas a esses países consumidores. Mas ainda há muito espaço a ser conquistado não apenas junto aos países de religião islâmica, mas atende a todos os consumidores que desejam um produto com a segurança e rastreabilidade garantidas, por isso ainda há espaço para crescimento neste mercado promissor, que deve movimentar em torno de US$ 5,74 trilhões até 2024”, destaca o diretor de Operações da CDIAL Halal, Ahmad M. Saifi. Ahmad ressalta que o processo de certificação analisa toda a cadeia, como a matéria-prima, insumos, transporte e armazenamento, para garantir, dentre outras coisas, que não haja contaminação cruzada com produtos ilícitos, como a carne suína.
CDIAL Halal – É a certificadora da América Latina acreditada pelos principais órgãos oficiais dos Emirados Árabes (EIAC) e do Golfo (GAC), o que confere seriedade e competência nos segmentos que atua. Também é a primeira da América Latina a conquistar a categoria “N” para cosméticos e fármacos. Esta certificação é aceita em todo o mundo, inclusive nos países de maior população muçulmana como Malásia, Indonésia, Singapura e Golfo Pérsico (ou Golfo Árabe).
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Guiné relata primeiros surtos de gripe aviária H5N1 em fazendas
A Guiné relatou seis surtos de gripe aviária H5N1 altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, em fazendas na parte oeste do país, informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na terça-feira
Os surtos foram os primeiros relatados na Guiné e foram encontrados principalmente em fazendas de galinhas poedeiras, disse o órgão com sede em Paris, citando informações das autoridades de saúde guineenses. Um total de 120.478 aves morreram ou foram mortas por causa dos surtos, disseram eles.
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