
Ano 8 | nº 1746 | 02 de junho de 2022
NOTÍCIAS
Início do mês no mercado de boi gordo tem viés de baixa nos preços
Embargos chineses devem seguir derrubando os preços na primeira quinzena do mês
O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais baixos na quarta-feira (1°). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem exercendo pressão, testando patamares mais baixos na compra de gado junto aos pecuaristas. As escalas de abate no geral estão confortáveis, dado o bom volume de oferta de boiadas nas últimas semanas, de acordo com o analista. “Nesse ambiente, a tendência é que o movimento de queda persista mesmo durante a primeira quinzena do mês, período que tradicionalmente conta com maior apelo ao consumo de carne bovina. O comportamento da China no mercado é outro elemento que precisa ser considerado na composição das estratégias dos frigoríficos exportadores na compra de gado”, disse Iglesias. A arroba do boi em São Paulo, capital ficou em R$ 304, já em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 275. Para Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 275 e a arroba em Uberaba, Minas Gerais, teve preços a R$ 280. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 270 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista de boi gordo registrou preços estáveis para a carne bovina. Segundo Iglesias, é possível que os preços reajam durante a primeira quinzena de junho, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. “Mesmo assim, esse movimento aparenta ter limitações. O padrão de consumo ainda está direcionado a proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos”, disse o analista. O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 22 por quilo. Já o quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,80 por quilo enquanto a ponta de agulha foi precificada a R$ 15,40 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Queda na arroba do boi gordo
Os frigoríficos paulistas seguem comprando paulatinamente, frente ao alongamento das escalas de abate, e pressionando as cotações do boi gordo. Como resultado, no comparativo com o fechamento do dia anterior (31/5) houve queda de R$3,00/@ do boi gordo
No Sudoeste de Mato Grosso, os compradores, sem ímpeto nas negociações, reduziram o preço pago pela arroba do boi gordo em R$3,00 e das fêmeas em R$1,00 no comparativo com o último fechamento (31/5). No Oeste do Maranhão, com escalas confortáveis, preenchidas para a semana seguinte, as ofertas de compra foram R$2,00/@ menores para todas as categorias de bovinos destinados ao abate. Dados apurados pela Scot Consultoria na quarta-feira mostram desvalorizações diárias nas praças do Sudoeste do Mato Grosso e também no Estado de São Paulo. No MT, os compradores, sem ímpeto nas negociações, reduziram o preço pago pela arroba do boi gordo em R$ 3 e das fêmeas em R$ 1 no comparativo com o dia anterior, informa a Scot. Dessa maneira, o boi, vaca e novilha são negociados na região por, respectivamente, R$ 275/@, R$ 255/@ e R$ 262/@ (preços brutos e a prazo). Nas praças do interior de São Paulo, segundo os dados da Scot, os frigoríficos seguem comprando de maneira cadenciada, frente ao alongamento das escalas de abate. Assim, no comparativo diário, também houve queda de R$ 3/@ no preço do boi gordo paulista, agora cotado em R$ 299/@ (no prazo, valor bruto), informa a Scot. Por sua vez, os preços da vaca e da novilha gordas ficaram estáveis no mercado de São Paulo, em R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (valores brutos e a prazo). A referência para o boi-China (abatido mais jovem, geralmente com idade abaixo dos 30 meses) continua em torno de R$ 305/@ no mercado paulista.
SCOT CONSULTORIA
RS: Prazo para Declaração Anual de Rebanho inicia nesta quarta-feira (1º/06)
Inicia nesta quarta-feira, 1º de junho, o prazo da Declaração Anual de Rebanho, obrigação sanitária de todos os produtores rurais gaúchos que trabalhem com agronegócios de produção animal
O prazo para declaração se estenderá até 31 de outubro. Este ano, a atualização cadastral será mais completa, com informações mais detalhadas sobre a propriedade rural e os sistemas de produção animal. Este ano, os formulários estarão disponíveis no link www.agricultura.rs.gov.br/declaracao e poderão ser entregues de duas formas. Na primeira, o produtor comparece à Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária de referência e informa verbalmente os dados a serem lançados. Com uma opção fácil de geração de senha de Produtor Online, ele assina digitalmente a declaração. Na segunda opção, o produtor baixa os formulários no site da Seapdr, preenche e os entrega na IDA ou EDA do seu município. A expectativa é que, no próximo ano, os produtores possam fazer a declaração online, diretamente pelo Sistema de Defesa Agropecuária (SDA). Os produtores inadimplentes terão bloqueio do seu cadastro no SDA, não sendo possível a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs) a partir de 1º de dezembro.
SEC. AGRICULTURA RS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 1,10%, a R$4,8065
Uma nova rodada de fortalecimento global do dólar pegou em cheio o mercado de câmbio brasileiro na quarta-feira, e a moeda norte-americana fechou em alta de mais de 1%, acima de 4,80 reais, num começo de junho nada auspicioso para divisas emergentes em meio a renovados temores inflacionários e de juros mais altos pelo mundo
O dólar à vista subiu 1,10%, a 4,8065 reais. É o maior patamar em uma semana e a mais forte valorização diária desde 9 de maio (+1,62%). A cotação firmou alta na parte da tarde, quando o sentimento de risco global piorou, mas pela manhã chegou a marcar queda de 0,66%, a 4,7227 reais. Nas operações vespertinas, chegou a saltar 1,29%, a 4,8154 reais. O real amargou o terceiro pior desempenho entre as principais moedas globais nesta sessão, melhor apenas que rublo russo e iene japonês
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Ibovespa zera ganhos e fecha quase estável
O Ibovespa fechou quase estável na quarta-feira, com a fraqueza em Wall Street contrabalançando o avanço da Vale, na esteira da alta do preço do minério de ferro
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,01%, a 111.359,94 pontos. O volume financeiro somou 24 bilhões de reais. O fôlego no pregão foi contido pelas bolsas em Nova York, após dados dos Estados Unidos, particularmente sobre a indústria, corroborarem as preocupações com o ritmo de aperto monetário da economia norte-americana. “Esses dados mostraram economia forte e alimentaram preocupações de que o Fed precisará ser mais agressivo para desacelerar o aumento de preços”, afirmou o analista da Terra Investimentos Régis Chinchila. Em Wall St., o S&P 500 caiu 0,75%, depois que um dado mostrou que a atividade industrial dos EUA acelerou em maio, com a demanda por bens ainda forte, apesar do aumento dos preços. O BTG Pactual afirmou que o aperto monetário nos EUA não ajudará as ações de mercados emergentes de forma geral, e as ações brasileiras em particular. Mas vê o Brasil relativamente bem posicionado no atual ambiente geopolítico desafiador.
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IPC-S desacelera alta a 0,50% em maio com arrefecimento generalizado, mostra FGV
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou a alta a 0,50% em maio, sobre 1,08% no mês anterior, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com várias classes de despesa mostrando decréscimo em suas taxas de variação
Apesar do arrefecimento visto no mês passado, o índice geral ainda acumula alta de 10,28% nos últimos 12 meses. Entre os destaques do mês, o grupo Alimentação desacelerou a alta para 0,45% em maio, contra taxa de 1,58% registrada em abril. Os Transportes também avançaram a ritmo mais moderado no mês passado, de 1,02%, frente a 2,13% anteriormente. Já o grupo Habitação aprofundou as perdas, registrando baixa de 1,37% em maio, ante queda de 0,69% vista no mês anterior. Outras classes de despesa também apresentaram decréscimo em sua taxa de variação, como Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais e Comunicação, embora o arrefecimento tenha sido menos expressivo que o dos grupos anteriores.
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Confiança dos empresários sobe pelo terceiro mês seguido, diz FGV
Índice avançou 2,9 pontos de abril para maio
O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 2,9 pontos de abril para maio deste ano. Essa foi a terceira alta consecutiva do indicador, que atingiu 97,4 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, o maior nível desde outubro de 2021 (100,4 pontos). O ICE consolida os índices de confiança de empresários brasileiros de quatro setores pesquisados pela FGV: indústria, construção, serviços e comércio. O Índice da Situação Atual, que mede a percepção sobre o presente, subiu 2,4 pontos e atingiu 98,1 pontos. O Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, atingiu o mesmo patamar, após avançar 3,7 pontos. Entre os quatro setores, o melhor resultado do ICE na passagem de abril para maio foi registrado pelo comércio, que teve alta de 7,4 pontos. Apesar disso, o segmento ainda tem a menor confiança: 93,3 pontos. Com alta de 2,3 pontos de abril para maio, a indústria continua com a maior confiança (99,7 pontos). Os serviços subiram 2,1 pontos e chegaram a 98,3 pontos. A construção foi o único setor com queda de abril para maio (-1,4 ponto) e chegou a 96,3 pontos.
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Setor público tem superavit primário de R$ 38,9 bilhões em abril
O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 38,9 bilhões em abril, informou na terça-feira (31/05) o Banco Central. Nos últimos 12 meses, as contas públicas apresentam resultado positivo de R$ 137,4 bilhões, o equivalente a 1,52% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país)
O setor público consolidado é composto por governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência), estados, municípios e empresas estatais (exceto Petrobras, Eletrobras e bancos públicos). Desses, apenas as empresas estatais apresentaram déficit em abril, de R$ 1,040 bilhão. O governo central apresentou superávit R$ 29,638 bilhões em abril, enquanto o resultado dos governos regionais no mês foi positivo em R$ 10,278 bilhões, segundo o relatório de estatísticas fiscais do BC. Nos quatro primeiros meses do ano, o superávit primário acumulado é de R$ 148,493 bilhões. No mesmo período de 2021, o superávit se encontrava em R$ 75,841 bilhões. O resultado primário é aquele que contabiliza receitas e gastos do setor público, excluindo o pagamento dos juros da dívida pública. Caso os juros sejam incluídos na conta, o chamado resultado nominal, em abril foi registrado um déficit de R$ 41,024 bilhões.
A cifra é resultado da diferença entre o superávit primário e o dinheiro gasto com o pagamento de juros pelo setor público em abril, que chegou a R$ 79,900 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em abril, o déficit nominal encontrava-se em R$ 352,042 bilhões, ou o equivalente a 3,9% do PIB, uma alta de 0,75 ponto percentual em relação ao registrado em março. A dívida líquida do setor público atingiu 57,9% do PIB em abril (R$ 5,2 trilhões). O resultado ficou 0,3 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior. Segundo o BC, houve ganhos com a desvalorização cambial e do crescimento do PIB nominal. Já a dívida bruta do governo geral (que inclui todos os débitos do governo federal, da Previdência e governos estaduais e municipais) atingiu o patamar de 78,3% do PIB (R$ 7,1 trilhões) em abril.
Agência Brasil
FRANGOS & SUÍNOS
Falta de fiscais pode prejudicar exportações de aves e suínos no Paraná
O alerta é da delegacia sindical dos auditores fiscais federais agropecuários do Paraná
A delegacia sindical dos auditores fiscais federais agropecuários do Paraná disse que o Estado corre o risco de reduzir a exportação de aves e suínos por falta de servidores na linha de frente das plantas de abate e na verificação dos procedimentos de embarques externos. Estimativa da delegacia aponta a necessidade de contratação de pelo menos mais 30 auditores fiscais federais agropecuários no serviço de inspeção para atender à expansão das atividades das empresas, como o aumento de turnos e de dias de abate, e o início das atividades de novas companhias. Os auditores estão em operação-padrão em todo o país desde dezembro. Na semana passada, o sindicato nacional da categoria (Anffa Sindical) aprovou um indicativo de greve. O tema preocupa as empresas do agronegócio. O tema foi debatido na quarta-feira por integrantes do Fórum ProBrasil, que reúne associações como ABPA, com o ministro da Agricultura, Marcos Montes. Maior exportador de aves e segundo no ranking de exportações de suínos do país, o Paraná tem 55 estabelecimentos de abate fiscalizados de forma permanente e 210 estabelecimentos de produtos de origem animal, avaliados periodicamente. Só no mês passado, as exportações do Estado chegaram a US$ 1,9 bilhão. “Sem contar duas movimentadas regiões de fronteira, em Foz do Iguaçu e Guaíra, que demandam ainda mais controle, atenção e cuidado por parte dos servidores”, diz a delegada estadual sindical no Paraná, Marcia Nonnemacher Santos. Em abril, o Estado abateu mais de 54 milhões de aves e 685 mil suínos abatidos sob inspeção federal. “É um trabalho fundamental que vêm se acumulando com excesso horas extras e banco de horas, que na maioria dos casos não podem ser convertidas em folgas pela carência de servidores”, completou a delegada.
VALOR ECONÔMICO
Suínos: junho começa com queda nas cotações do animal vivo no PR E RS
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 95,00/R$ 105,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (31 de maio), houve alta de 1,53% em Minas Gerais, chegando em R$ 5,97/kg, e de 0,23% em Santa Catarina, atingindo R$ 4,38/kg. As quedas foram registradas no Paraná, na ordem de 2,02%, alcançando R$ 4,36/kg, baixa de 1,97% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 4,49/kg, e de 0,37% em São Paulo, fechando em R$ 5,42/kg.
Cepea/Esalq
ABPA: Suspensão de tarifas de importação da Coreia do Sul pode impulsionar exportações de suínos
Grande fornecedor de carne de frango, o Brasil pode expandir sua presença no mercado sul-coreano com carne suína
As exportações brasileiras de carne suína poderão ser beneficiadas pelas cotas de importação com tarifa zero anunciadas esta semana pelo Governo da Coreia do Sul para a importação de carne suína, segundo avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A Coreia do Sul, um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango e um dos maiores importadores globais de carne suína, deverá liberar a partir de junho cota de 50 mil toneladas sem tarifa de importação. A cota é aberta para todos os países que detém plantas habilitadas para exportar para o mercado sul-coreano, incluindo o Brasil. Atualmente, apenas unidades produtoras do estado de Santa Catarina (que até pouco tempo era a única unidade federativa reconhecida como livre de aftosa sem vacinação) estão habilitadas a embarcar carne suína para o país asiático. Espera-se que logo os estados como o Paraná e o Rio Grande do Sul também sejam reconhecidos pelos sul-coreanos, na esteira do reconhecimento destes estados como livres de aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, sigla em inglês). De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a medida poderá impactar positivamente os embarques de carne suína do Brasil para o país asiático. “Dado o contexto internacional e a crescente presença brasileira no país asiático, especialmente após a ação de imagem e promoção realizada no ano passado pela ABPA em conjunto com a ApexBrasil e a Embaixada Brasileira em Seul, é esperado que as exportações brasileiras sejam influenciadas por esta oportunidade aberta aos exportadores habilitados. A cota é uma oportunidade para gerar divisas importantes para o setor produtivo, que enfrenta grandes dificuldades neste momento”, analisa Santin. Entre janeiro e abril, a Coreia do Sul importou 2,6 mil toneladas, volume 85,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. As vendas para o mercado geraram receita de US$ 7,2 milhões nos quatro primeiros meses deste ano, número 133% maior que o realizado no mesmo período de 2021.
ABPA
Vietnã desenvolve ‘primeira vacina do mundo’ contra a peste suína africana para uso comercial
O Vietnã disse na quarta-feira que desenvolveu com sucesso uma vacina para administrar a porcos para combater a peste suína africana, com o objetivo de se tornar o primeiro país a produzi-la comercialmente e exportá-la
A peste suína africana foi detectada pela primeira vez no Vietnã em fevereiro de 2019 e forçou o país a abater cerca de 20% de seu rebanho de suínos no ano passado. Originou-se na África antes de se espalhar para a Europa e a Ásia e matou centenas de milhões de porcos em todo o mundo. “Este é um marco da indústria veterinária”, disse o vice-ministro da Agricultura, Phung Duc Tien, em comunicado. “Com a imunidade durando seis meses, a vacina será um escudo para a indústria de criação de suínos e a produção de suínos em todo o mundo”. A vacina está em desenvolvimento desde novembro de 2019 em parceria com especialistas dos Estados Unidos, com cinco ensaios clínicos realizados. Sua segurança e eficácia foram confirmadas pelo Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos EUA, disse Tien. “Este sucesso abre grandes expectativas e o espaço para exportar a vacina contra a peste suína africana produzida no Vietnã é enorme”, acrescentou Tien. Ele não forneceu um prazo para quando a vacina poderia ser exportada ou uma estimativa da capacidade de produção do Vietnã. Embora o surto de peste suína tenha diminuído no Vietnã, permitindo que os agricultores reconstruam rebanhos de suínos, o vírus ainda está prejudicando fazendas em alguns países.
REUTERS
Mercado do frango com preços estáveis
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 6,75/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,00/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg.
Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (31), não houve mudança nos preços da ave congelada nem da resfriada, custando, respectivamente, R$ 7,67/kg e R$ 7,68/kg.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
Fantasma da febre aftosa paira sobre a pecuária de corte da Austrália
Paira sobre a bovinocultura de corte da Austrália, uma das gigantes mundiais no setor de exportação, o fantasma da febre aftosa, doença que, caso atinja o rebanho australiano, resultará em sérios prejuízos econômicos para toda a cadeia da carne local.
A enorme preocupação da Austrália em relação à febre aftosa é demonstrada pelo portal australiano Beef Central, que nos últimos dias publicou vários textos sobre o perigo iminente de contaminação do rebanho local devido aos registros recentes de casos da doença na Indonésia. “Precisamos estar atentos e ter todos os nossos protocolos em vigor. Há muito trabalho a ser feito, tanto em nível nacional, como nas fazendas – todos precisarão ter um plano em prática se o pior acontecer”, alertou John McKillop, presidente do Conselho Consultivo da Carne Vermelha (RMAC, na sigla em inglês). Segundo ele, a cadeia da carne deve pleitear imediatamente ao governo australiano a liberação de fundos financeiros possíveis de serem ativados em 24 horas. “Caso contrário, (o ingresso de febre aftosa no país) custará bilhões de dólares à economia australiana”, reforçou McKillop, acrescentando: “Não queremos sentar e esperar até que a doença chegue antes de fazer algo a respeito”. Além da febre aftosa, os agentes australianos relatam preocupação sobre o registro de uma outra doença presente no rebanho indonésio: o LSDV, ou vírus da dermatite nodular. Segundo relatos do analista Simon Quilty, da australiana Global AgriTrends, faz um mês que a febre aftosa foi descoberta na Indonésia, após o suposto comércio ilegal de gado (provavelmente envolvendo búfalos importados). Simon Quilty pediu a proibição de viagens de turismo australiano para a Indonésia por pelo menos seis meses, devido à “resposta lenta do governo local em relação à atual crise sanitária, à falta de vacinas e ao movimento descontrolado de gado”. “Temos um problema à nossa porta sobre o qual precisamos pensar, não apenas enfiar a cabeça na areia”, disse Quilty. De acordo com o analista, se a febre aftosa atingir o rebanho da Austrália, todos os mercados abertos para a carne australiana fecharão as portas da noite para o dia. “Estamos confiantes de que a Coreia do Sul nos baniria por no mínimo três anos e a China nos baniria da noite para o dia”, disse ele, segundo reportagem da Beef Central. Quilty disse ainda que o governo indonésio demorou a relatar a presença da febre aftosa e que não estava ocorrendo um abate em massa do rebanho bovino do país. “A realidade é que levará de 8 a 12 meses para superar a febre aftosa, enquanto o LSDV continuará a se espalhar por toda a Indonésia, provavelmente chegando em regiões como Timor Leste e Papua Nova Guiné”, afirma o analista, que completa: “Até que a Indonésia vacine totalmente seu rebanho, nenhum de nós pode ficar tranquilo”. Os suprimentos de vacinas para ambas as doenças são escassos em todo o mundo, com a cepa de febre aftosa na Indonésia identificada recentemente como IND2001, com um período de incubação de 2 a 14 dias. Nesta semana, a indústria de carne bovina da Indonésia anunciou um sistema de bloqueio nas propriedades para impedir a circulação de animais.
Beef Central
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