CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1745 DE 01 DE JUNHO DE 2022

clipping

Ano 8 | nº 1745 | 01 de junho de 2022

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: preços continuam enfraquecendo

Embargos provisórios vindos da China e unidades frigoríficas ausentes pressionam as cotações no mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos na terça-feira (31). Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, algumas unidades frigoríficas permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curto prazo. No geral, os frigoríficos ainda operam com escalas de abate confortáveis, e devem manter a pressão mesmo durante a virada de mês. “Somado a isso, precisam ser mencionados os embargos provisórios impostos pela China que ainda geram repercussões regionais, aumentando a pressão que já era prevista para o segundo trimestre. Essa situação em específico acaba afetando de maneira incisiva o comportamento dos frigoríficos exportadores na compra de gado”, disse Iglesias. Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 307. Já em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 277. A indicação de preço da arroba em Cuiabá (MT foi de R$ 276. Já em Uberaba (MG), preços a R$ 275 por arroba. Além disso, em Goiânia (GO) a indicação foi de R$ 270 para a arroba do boi gordo. O mercado atacadista registrou preços estáveis para a carne bovina. No entanto, segundo Iglesias, o viés ainda é de queda dos preços nos próximos dias. “Mesmo a entrada dos salários na economia parece insuficiente para alterar esse cenário. O padrão de consumo definido para 2022 ainda aponta para o amplo consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos”, disse Iglesias. O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 22 por quilo. Por sua vez, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,80 por quilo. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,40 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Negócios esfriam em São Paulo

Com programações de abate atendendo a semana seguinte, as indústrias estiveram analisando o mercado nesta manhã (31/5). Com isso, a referência continua valendo nas praças paulistas.

No Sudeste de Rondônia, a maior oferta de boiadas contribuiu para que as escalas andassem e os preços caíssem na região. No comparativo com o dia anterior (30/5), a queda foi de R$4,00/@ para o boi e vaca gordos e R$5,00/@ para a novilha gorda. Em Pelotas – RS, com dificuldade de escoar a produção, as indústrias desaceleraram as compras e abriram os negócios com ofertas R$0,10/kg menores para o boi gordo e para a novilha gorda em relação ao dia anterior (30/5). Nas praças de São Paulo, os preços seguem estabilizados, assim como na maioria absoluta das regiões brasileiras. Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem premiação (direcionado para o consumo interno) vale R$ 302/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas a R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Pecuaristas que têm boi pronto para abater com até quatro dentes (abaixo dos 30 meses de idade), destinados ao mercado da China, recebem hoje em torno de R$ 305/@ em São Paulo. “Com programações de abate atendendo a semana seguinte, os negócios esfriaram neste final de mês”, relata a Scot.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar à vista fecha com oscilação positiva de 0,02%, a R$4,7542

O dólar voltou a oscilar, mas acabou fechando praticamente estável, na casa de 4,75 reais, na terça-feira sem direção comum nos mercados globais de câmbio e ao fim de um mês instável marcado por preocupações com desaceleração econômica global

O dólar à vista registrou variação positiva de 0,02%, a 4,7542 reais. Ainda assim, em maio a cotação recuou 3,83% –maior queda desde março e a mais forte para o mês desde 2009. O real teve o terceiro melhor desempenho mensal entre alguns de seus principais pares emergentes, atrás de rublo russo e peso colombiano. Em 2022, o dólar cai 14,70% (em termos nominais), o que deixa a moeda brasileira com a melhor performance entre 33 rivais da divisa norte-americana.

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Ibovespa fecha estável após petróleo tirar ímpeto da Petrobras

O principal índice da bolsa brasileira encerrou praticamente estável na terça-feira, após ficar boa parte do pregão no positivo, mesmo com queda em Nova York

A perda de terreno ocorreu diante de mudança de direção do petróleo, que passou à queda após notícia de que países discutem uma potencial suspensão da Rússia de acordo de produção da commodity. O movimento impactou as ações da Petrobras, que até então eram destaque de alta. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa teve variação positiva de 0,04%, a 111.079,06 pontos, acumulando alta em maio, após queda em abril. O volume financeiro da sessão foi de 15,8 bilhões de reais.

REUTERS

Inflação é ‘protagonista’ em aumento de incerteza com economia brasileira, diz FGV Ibre

Segundo Anna Carolina Gouveia, economista da fundação, como não há sinais de arrefecimento da inflação é provável que o Indicador de Incerteza da Economia – Brasil continue a oscilar em patamar elevado

A inflação em alta foi “protagonista” no avanço de 1 ponto no Indicador de Incerteza da Economia – Brasil (IIE-Br), entre abril e maio para 115,9 pontos, divulgado na terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A observação partiu da economista da fundação e responsável pelo indicador, Anna Carolina Gouveia. Ela pontuou que, como não há sinais de arrefecimento da inflação, em cenários de curto e médio prazo, o mais provável é que o indicador continue a oscilar em patamar elevado, nos próximos meses. Ao detalhar sobre a evolução do indicador, nos últimos tempos, a técnica notou que, anteriormente, entre 2020 e 2021, o principal “protagonista” do indicador de incerteza, ou seja, o principal fator a impulsionar o indicador, foi a pandemia. No início deste ano, porém, a guerra entre Rússia e Ucrânia, bem como as dúvidas sobre como o conflito iria afetar a atividade econômica brasileira, foram preponderantes na trajetória do indicador, que mostrou altas em fevereiro (0,7 ponto) e março (4,2 pontos). Mas, em abril, o índice caiu 6,4 pontos. Isso porque possíveis efeitos mais drásticos na economia brasileira, causados pela guerra no Leste Europeu, não se concretizaram, comentou ela. No entanto, em maio, foi visível o aumento da inflação, notou a pesquisadora. “A inflação ganhou mais espaço e entrou com protagonismo no indicador de incerteza [de maio]” resumiu ela. Outro aspecto mencionado por ela é que essa disparada da inflação ocorre em contexto que as famílias já operam com alto patamar de endividamento. Ou seja: com orçamento mais apertado, principalmente entre famílias mais pobres, a inflação em alta lança dúvidas no horizonte de consumo e, com isso, na trajetória da economia, notou ela. Quando questionada sobre a trajetória futura do indicador, ela considerou ser difícil o índice se posicionar em patamar “confortável”, inferior a 110 pontos, “principalmente este ano”. A especialista comentou que, além da inflação, o segundo semestre será de acirramento das eleições, o que sempre confere maior cenário de turbulência, no campo político.

VALOR ECONÔMICO

Setor público tem superávit fiscal recorde para abril e dívida volta a nível do início da pandemia

O setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de 38,876 bilhões de reais em abril, informou o Banco Central na terça-feira, no melhor resultado para o mês da série histórica iniciada pelo Banco Central em 2002, marcando também o retorno da dívida bruta do governo a nível observado no início da pandemia

Com o saldo positivo do nono mês consecutivo no azul, o resultado acumulado em 12 meses alcançou um superávit de 137,379 bilhões de reais, o que corresponde a 1,52% do Produto Interno Bruto (PIB). No mês anterior, o saldo acumulado estava em 1,37% do PIB. O dado engloba as contas de governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS), Estados, municípios e empresas estatais e não inclui as despesas com juros. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, o resultado do mês mostra que o crescimento das receitas públicas está muito acima das despesas, que seguem controladas. “A arrecadação subiu bastante acima do padrão”, disse. O número de abril foi impulsionado pelos resultados positivos dos governos federal e regionais, que vêm registrando ganhos de arrecadação com a inflação, retomada da atividade e o salto nos preços de combustíveis. O governo central apresentou um saldo positivo de 29,638 bilhões de reais no mês passado. Os entes foram superavitários em 10,278 bilhões de reais. Desse montante, o saldo dos Estados ficou positivo em 9,390 bilhões de reais, enquanto os municípios ficaram no azul em 889 milhões de reais. As empresas estatais tiveram déficit de 1,040 bilhão de reais no período. A dívida bruta do país ficou em 78,3% do PIB em abril, contra 78,5% no mês anterior. A dívida líquida, por sua vez, foi a 57,9%, ante 58,2% em março. Em relação ao gasto com juros nominais, o total do mês ficou em 79,900 bilhões de reais. Em 12 meses, o dado atingiu 489,421 bilhões de reais, equivalente a 5,42% do PIB, com o déficit nominal do setor público somando 3,90% do PIB. Segundo Rocha, a conta de juros apresentou elevação bastante significativa, atingindo o maior patamar em 12 meses desde fevereiro de 2016 (513,4 bilhões de reais). Esse gasto é impactado pelos indexadores de inflação e Selic, que estão em alta, bem como resultados do BC com operações de swap.

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Desemprego no Brasil cai a 10,5% no trimestre até abril, menor nível desde o início de 2016

Na renda, em relação ao mesmo período de 2021, houve forte retração de 7,9%, mesmo com o crescimento da formalidade no mercado de trabalho

A taxa de desemprego no Brasil atingiu o nível mais baixo desde o começo de 2016 no trimestre até abril, num resultado melhor que o esperado diante de um nível recorde da população ocupada. A pesquisa Pnad Contínua divulgada nesta terça-feira, mostra que a taxa de desemprego brasileira foi a 10,5% nos três meses até abril, de 11,2% no trimestre imediatamente anterior, encerrado em janeiro. O dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 11,0%, depois de ter encerrado o primeiro trimestre em 11,1%. A leitura ainda é a mais baixa desde os 10,3% registrados nos três meses encerrados em fevereiro de 2016, além ser a menor taxa para um trimestre até abril desde 2015, quando foi de 8,1%. O mercado de trabalho vem gradualmente mostrando recuperação, uma vez que a vacinação contra a Covid-19 permitiu a reabertura das empresas. A queda da taxa se deveu ao aumento do número de pessoas ocupadas para 96,512 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012. Isso representou aumento de 1,1% em relação ao trimestre encerrado em janeiro, de 10,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O total de desempregados no país recuou 5,8% nos três meses até abril sobre o trimestre imediatamente anterior, somando 11,349 milhões de pessoas, o que representa ainda declínio de 25,3% ante o mesmo período de 2021. Apesar da melhora na taxa de desemprego, os trabalhadores enfrentam neste ano inflação alta, que corrói a renda. Nos três meses até abril, a renda média foi de 2.569 reais, praticamente inalterado ante os 2.566 reais do trimestre imediatamente anterior. Mas em relação ao mesmo período de 2021, houve forte retração de 7,9%, mesmo com o crescimento da formalidade no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, os aumentos da ocupação se deram nos grupamentos de Transporte, armazenagem e correio; Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais; e Outros serviços. Os demais ficaram estáveis. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegaram a 35,247 milhões, aumento de 2% sobre o trimestre até janeiro, enquanto os que não tinham carteira subiram 0,7%, para 12,474 milhões.

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EMPRESAS

Molina aproveita o saldão de Marfrig e atinge 50% de participação

Papéis da gigante de carne bovina caíram 18,5% em maio com dúvidas sobre geração da caixa nos EUA

Enquanto as ações da Marfrig são penalizadas pelas dúvidas do mercado com a capacidade de preservar os níveis de geração de caixa nos EUA, o empresário Marcos Molina reforçou a aposta na companhia que fundou. Aproveitando a oportunidade criada pela queda de 18,5% das ações da Marfrig em maio, Molina saiu às compras e acaba de informar que a MMS — holding por meio da qual ele e a esposa controlam a Marfrig — rompeu a barreira dos 50% de participação da maior indústria de hambúrguer do mundo. “As ações estão baratas”, disse um interlocutor frequente de Molina. Antes de aumentar a participação, os controladores da Marfrig tinham 49,72% dos papéis, uma posição avaliada em pouco mais de R$ 5 bilhões. A Marfrig fechou o pregão de ontem avaliada em R$ 10,3 bilhões, com o papel cotado a R$ 14,81. A esses preços, a MMS investiu pouco mais de R$ 30 milhões para passar de 50%. A compra das ações também ajuda a reforçar a mensagem — já transmitida outras vezes por Molina — de que não há saída heterodoxa para a BRF. Uma aquisição da dona da Sadia (disparando a poison pill) ou uma tentativa de fusão, sempre especuladas no mercado, significariam mais desembolso de capital da Marfrig, o que não está no radar. Sempre que pode, em teleconferência ou em conversas com investidores, Molina gosta de dizer que o endividamento controlado é uma conquista dos últimos anos que não abre mão. Em março, o índice de alavancagem da companhia estava em 1,53 vez. Com um faturamento anual que deve passar de R$ 133 bilhões com a consolidação do balanço da BRF, a Marfrig é negociada com um marketcap relativamente próximo ao da Minerva Foods, uma rival em carne bovina que está concentrada na América do Sul, fatura quatro vezes menos (R$ 30 bilhões) e vale R$ 8,7 bilhões em bolsa. No ano, os papéis da Minerva subiram 37,7%. Entre analistas e investidores, já houve quem manifestasse preocupação com a virada do ciclo da pecuária nos EUA, que foi tremendamente favorável para os frigoríficos — catapultando os resultados de Tyson, Marfrig, JBS e Cargill — e que os sinais de menor oferta de gado. Como os Estados Unidos são a principal fonte de geração e caixa da Marfrig, as dúvidas pesaram sobre o papel. Não à toa, a posição de aluguel de MFRG3 mais que dobrou, chegando a 7,5% do free float. Apesar dessas preocupações, executivos da Marfrig e de outras indústrias americanas continuam reforçando a crença de que as margens no mercado americano se tornaram estruturalmente mais altas do que no passado recente, se aproveitando da forte demanda por carne e da escassez de mão-de-obra.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Cotações estáveis ou com quedas para a suinocultura

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve queda de, pelo menos, 3,06%, chegando em R$ 95,00/R$ 105,00, enquanto a carcaça especial ficou estável, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (30), os preços ficaram estáveis no Paraná, valendo R$ 4,45/kg, e em Santa Catarina, com valor de R$ 4,37/kg. Houve queda de 2,86% em São Paulo, atingindo R$ 5,44/kg, recuo de 2,08% em Minas Gerais, chegando a R$ 5,88/kg, e de 1,93% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 4,58/kg.

Cepea/Esalq

ABCS lança campanha em parceria com varejo brasileiro para impulsionar as vendas da carne suína

A Semana Nacional da Carne Suína chega a sua décima edição ao lado de 27 bandeiras de varejo, que irão promover as vendas da proteína, impactando 145 milhões de consumidores em todo o país

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) lança no dia primeiro de junho, a décima edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), uma iniciativa consagrada no agronegócio brasileiro por estabelecer uma parceria de educação e engajamento, que leva as maiores e melhores redes do país, responsáveis por aproximadamente 30% do faturamento total do varejo brasileiro, a promoverem a carne suína, impactando consumidores e impulsionando as vendas e o consumo per capita, que já cresceu em 32%, chegando aos 18,7 Kg, desde que a cadeia suinícola decidiu criar a estratégia para se comunicar com os consumidores brasileiros. Isoladamente, durante o mês de março, o consumo per capita de carne suína no país atingiu 20,9 Kg, segundo consultor de mercado, Alvimar Jalles, com informações do IBGE, e apenas no ano passado, a SNCS foi responsável por gerar 13 milhões de reais em vendas de carne suína no varejo nacional. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que este ano a ABCS utilizou o gancho da economia e preço baixo para se comunicar com os consumidores que passam por um momento onde é necessário priorizar a compra de proteínas com maior custo-benefício, e também para auxiliar a cadeia produtiva que precisa escoar o excedente de produção para equilibrar o mercado interno. Este ano, ao lado dos 9 maiores grupos de varejo do país, a SNCS estará nas gôndolas de 27 bandeiras com o tema “Festival de Oferta? Suíno na Certa”. O lançamento acontecerá no dia 1 de junho, às 16:30 e contará com a presença do Ministro da Agricultura, Marcos Montes, de lideranças da suinocultura nacional e também dos diretores comerciais do Pão de Açúcar, Mercado Extra, Compre Bem, Oba Hortifruti, Carrefour, Hortifruti, Natural da Terra, Big, Big Bompreço, Super Bompreço, Nacional, Dia Supermercados, Prezunic, Super Nosso, Apoio Mineiro e da Companhia Sulamericana de Distribuição.

ABCS

Frango: terça-feira (31) termina com mercado na estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve leve alta de 0,45%, chegando em R$ 6,75/kg, enquanto o frango na granja ficou estável em R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,56/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (30), não houve mudança nos preços da ave congelada nem da resfriada, custando, respectivamente, R$ 7,67/kg e R$ 7,68/kg.

Cepea/Esalq

União Europeia não alivia controle da carne de frango

Regras mais rígidas foram adotadas em 2017 após as operações “Carne Fraca” e “Trapaça” no Brasil

Cinco anos após impor controle reforçado sobre a entrada de carne de frango do Brasil em seu mercado, a União Europeia sinalizou que não tem planos à vista para suspender a medida, apesar de demandas persistentes do lado brasileiro. No Brasil, a queixa é que a Direção-Geral de Saúde (DG Saúde) da UE está, na prática, atrelando medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS) a questões ligadas a desmatamento, atrasando a busca de uma solução para um problema que afeta milhões de dólares em negócios. Ao Valor, a UE disse que “isso não é correto”. De acordo com um graduado funcionário europeu, “as medidas atuais [de controle reforçado sobre a carne] estão relacionadas aos casos de fraude envolvendo autoridades e aos resultados das sucessivas auditorias que identificaram repetidas deficiências que demonstram a falta de confiabilidade do sistema de certificação brasileiro”. O funcionário lembrou que o controle reforçado – 100% documental e 20% com inspeção física e laboratorial (no Brasil e na UE), algo único – foi adotado em 2017 após as operações “Carne Fraca” e “Trapaça” no Brasil e de resultados negativos de auditorias da Comissão Europeia nas áreas de carne e pescado. A fonte notou que, enquanto os escândalos de fraude envolveram funcionários do Ministério da Agricultura na exportação à UE e a outros países, as auditorias de 2017 demonstraram “que as deficiências identificadas por auditorias anteriores não haviam sido corrigidas, apesar das garantias que haviam sido dadas para esse fim”. Conforme a UE, “nessas circunstâncias, as medidas de proteção não podem ser levantadas e a autorização de estabelecimentos adicionais (reautorizando o procedimento de pré-listagem), produtos adicionais (carne suína, lácteos, ovos) ou áreas de produção adicionais (para exportação) não podem ser consideradas até que uma auditoria de acompanhamento mostre que medidas foram implementadas para corrigir as deficiências e evitar práticas fraudulentas nas exportações”. “Para a UE, somente um resultado favorável de uma auditoria no Brasil permitirá à Comissão Europeia propor aos 27 Estados-Membros o levantamento do controle atual sobre carne de frango brasileira”. A Comissão incluiu uma auditoria no Brasil em seu calendário de 2022. Mas avisou que sua confirmação “dependerá da evolução do acúmulo de auditorias causadas pela pandemia e da necessidade de garantir a segurança dos auditores na atual situação epidemiológica da covid-19”. O controle reforçado resulta em um custo adicional que acaba descontado do preço do frango. Mas, ao mesmo tempo em que a UE menciona essa “falta de confiança” no sistema brasileiro de certificação sanitária, e apesar de todos os controles, tem o Brasil como fornecedor de 20% da carne de frango que compra. Entre janeiro e abril deste ano, o bloco importou 71,7 mil toneladas de carne de frango brasileira, 27,8% mais que no mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A constatação, tanto no Brasil como na Europa, é que houve uma degradação do diálogo com a DG Saúde da UE. A situação teria piorado desde novembro, quando o Brasil denunciou a UE na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa de “controles sanitários discriminatórios para a detecção de salmonela em carne de frango salgada e de peru com pimenta”. Desde então, houve uma “trava gigantesca’’ nas conversas bilaterais, aprofundando a confusão sanitária iniciada no governo anterior. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que a discussão sobre restabelecimento do fluxo normal de exportações de carne de frango do Brasil para a UE é técnica e está relacionada aos critérios impostos pelo bloco para as análises de presença de salmonela no produto. Diferentemente dos critérios aplicados pela própria UE, ao Brasil impõe-se tolerância zero para salmonelose em carnes com adição de 1,2% de sal – que têm tarifas menores que as sem sal adicionado.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

EUA: Preço permanecerá elevado com menor rebanho bovino, mas lucro de frigoríficos deve cair

Hambúrgueres e bifes devem permanecer caros à medida que pecuaristas dos Estados Unidos reduzem seus rebanhos, restringindo ainda mais a produção de carne bovina norte-americana nos próximos meses

No entanto, custos operacionais elevados, previstos especialmente para o ano que vem, reduzirão os lucros de frigoríficos como Tyson Foods, JBS, Cargill e National Beef Packing, disseram executivos do setor. A diminuição da oferta de gado disponível para abate no fim deste ano e em 2023 deve ocorrer em virtude do aumento dos custos de ração e de outras despesas, fator que leva pecuaristas a venderem seus bezerros em confinamento em um ritmo mais rápido. Segundo fazendeiros e funcionários da indústria de carne bovina, a estiagem persistente no Oeste dos EUA secou as pastagens, exigindo gastos maiores em alimentação complementar. As condições de seca e os custos operacionais mais altos também haviam incentivado o rápido abate de vacas de corte no primeiro trimestre de 2022, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Ainda segundo o USDA, a produção de carne bovina em 2023 deve cair 7% e os preços do gado devem aumentar para níveis recordes. Tim Klein, presidente-executivo da National Beef, disse em abril para a proprietária brasileira Marfrig Global Foods que espera que a oferta de gado dos EUA diminua no terceiro e quarto trimestre deste ano. O encolhimento dos rebanhos significa que o gado ficará mais caro para os processadores comprarem, disseram analistas e executivos do setor.

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