
Ano 8 | nº 1674 | 16 de fevereiro de 2022
NOTÍCIAS
Boi: em patamar estável, arroba segue a R$ 345 em SP
A Safras & Mercado afirma que os preços mais baixos são observados apenas em frigoríficos de mercado doméstico
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais baixos na terça-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as quedas são mais pronunciadas entre os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico e localizados no Centro-Oeste do Brasil. “Estas unidades não desfrutam de uma posição confortável em sua formação de receitas, considerando a dificuldade de repasse do custo de matéria-prima ao longo da cadeia produtiva, principalmente no preço da carne bovina”, explicou Iglesias. Em relação aos animais destinados à exportação, principalmente para a China, o cenário é muito diferente, com preços sustentados em grande parte do país, até com tentativas de compra acima da referência média. Por sua vez, os pecuaristas ainda desfrutam de uma boa capacidade de retenção dos animais no pasto, conseguindo assim cadenciar o ritmo dos negócios. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 345. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 307. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 340 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 310 para a arroba do boi gordo. Já os preços da carne bovina seguem acomodados no atacado. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda é de pouco espaço para reajustes, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. Além disso, a predileção do consumidor médio ainda recai sobre proteínas mais acessíveis. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,70 por quilo. A ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 14,30 por quilo. O quarto dianteiro permaneceu com preço de R$ 15,50 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: estabilidade em São Paulo
Mercado pouco movimentado na terça-feira (15/2), resultado da evolução das escalas de abate, que atendem os próximos dias
Nas praças pecuárias paulistas as cotações estão estáveis na comparação feita dia a dia. Em Espírito Santo, mesmo cenário de poucos negócios, porém, as cotações do boi gordo e da novilha gorda caíram R$1,00/@ e a cotação da vaca gorda caiu R$2,00/@. Até a segunda semana de fevereiro o Brasil embarcou 73,4 mil toneladas de carne bovina in natura, o equivalente a um embarque médio diário de 8,2 mil toneladas, volume 43,9% maior comparado à média diária de fevereiro/21. O preço por tonelada embarcada (US$5,5 mil) cresceu 21,3% no mesmo período e, com isso, a receita média diária dos embarques foi de US$44,9 milhões, alta de 74,5% em relação à média de fevereiro do ano passado.
SCOT CONSULTORIA
Mapa prorroga consulta pública sobre regulamentação da alimentação animal
Interessados terão mais 60 dias para enviar manifestação a respeito do tema
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou por 60 dias o prazo da consulta pública que trata da proposta de revisão do Decreto n.º 6296/2007, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização de produtos destinados à alimentação animal. A revisão busca promover a modernização da área de alimentação animal. Entre as mudanças estão a nova classificação de estabelecimentos, novas exigências para registro, alteração de registro de estabelecimento, registro e isenção de registro para produtos, incluindo alterações relacionadas aos produtos que são de uso na alimentação humana passíveis de uso na alimentação animal, e aqueles registrados em outras áreas do Ministério. O documento ainda inclui os novos procedimentos que dividem a responsabilidade entre órgão fiscalizador e agente fiscalizado, artigos relacionados ao trânsito nacional e internacional de produtos para a alimentação animal, as diretrizes para importação e exportação, e a inclusão do conceito de programa de autocontrole. “A prorrogação do prazo para as manifestações se faz necessária para que a nova proposta de regulamentação possa ser mais bem avaliada e discutida pelo setor”, avalia a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.
MAPA
Brasil é o 3º país que mais consome carne no mundo
Com a alta recente da inflação, o preço da grande maioria dos produtos aumentou significativamente. A carne foi um dos itens que tiveram um dos maiores aumentos, só nos últimos 12 meses teve um aumento de 22%
Porém, mesmo com os preços mais altos, o Brasil ainda é um dos principais consumidores de carne do mundo, em média são consumidos 24,6kg per capita num período de um ano. É que revela um estudo realizado pela plataforma CupomValido.com.br com a OCDE sobre o consumo de carne nos principais países. Foram considerados 2 tipos de proteínas: carne bovina e vitelo. Ao considerar todos os países, o Brasil fica somente atrás dos Estados Unidos e Argentina, com 26,1kg/capita e 36,9/capita, respectivamente. Nos últimos 50 anos o consumo de carne aumentou mais de cinco vezes. E segundo a projeção realizada pelo estudo, a expectativa é que na média o consumo de carne aumente ano após ano, atingindo a marca de 43,7 kg/capita em 2030. O aumento do consumo de carne está relacionado à melhora no padrão de vida e a urbanização da população – que faz com que haja uma mudança no estilo de dieta, e favoreça o aumento do consumo de proteína de origem animal. O aumento populacional, também é uma razão para o aumento do consumo de carne – em 1960 havia 3 bilhões, e hoje 7,9 bilhões de pessoas no mundo. No caso da Argentina, é um dos poucos países que o consumo tem caído significativamente ano após ano. Apesar de ainda ser o país que mais consome carne no mundo, em 1990 o país já chegou a consumir 40% a mais que os valores atuais. A crise econômica que país tem enfrentado nos últimos anos é um dos fatores pela diminuição do consumo. Na ponta oposta, a Índia é o país que menos consome carne no mundo – apenas 0,5 kg/capita no ano. Neste caso, a tradição e a religião do país são algumas das explicações pelo baixo consumo de carne.
OCDE, CupomValido.com.br
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo de R$5,20 pela 1ª vez em cinco meses
O dólar renovou nesta terça-feira a mínima de fechamento em cerca de cinco meses em um dia de apetite geral por ativos de risco em meio a uma trégua nas tensões geopolíticas globais
Investidores reagiram bem a notícias de que a Rússia está retornando grupos de soldados a suas bases, afastando-os da fronteira próxima da Ucrânia, o que amenizou temores de uma iminente invasão de Moscou sobre o território do país vizinho. Esse receio vinha chacoalhando os mercados globais nos últimos dias. O dólar à vista caiu 0,75%, a 5,1805 reais, menor valor desde 6 de setembro do ano passado (5,1764 reais). Em fevereiro, o dólar já cai 2,36%, aprofundando as perdas no ano para 7,05%. O Bank of America chamou a melhora das expectativas para a divisa brasileira de “conto do carry trade” –em referência ao aumento da taxa de retorno embutida em contratos de real na esteira da elevação da Selic a dois dígitos. Pesquisa do banco norte-americano mostrou que gestores de fundos na América Latina melhoraram de forma sensível em fevereiro as visões acerca da moeda brasileira. A maioria (60%) dos respondentes da sondagem deste mês agora vê o dólar entre 5,11 reais e 5,40 reais ao fim do ano. Em janeiro, cerca de 55% dos entrevistados previam que a divisa ficaria 5,41 reais e 5,70 reais. Mas com o dólar rompendo sucessivamente importantes suportes, alguns agentes começam a achar interessante recompor posições. Os não residentes, por exemplo, compraram na segunda-feira cerca de 484 milhões de dólares (em termos líquidos) no somatório de contratos de dólar futuro, swap cambial e cupom cambial registrados na B3. A movimentação no mercado de opções também mostra operadores comprando mais “calls” de dólar –contratos de opção que dão ao comprador direito de comprar a moeda a um preço pré-estabelecido. Assim, o comprador pode recorrer ao direito de exercer a opção num cenário em que o dólar recupera terreno.
REUTERS
Ibovespa avança e fecha no maior patamar em 5 meses
O principal índice da bolsa brasileira subiu na terça-feira para o maior nível de fechamento desde setembro, diante da recuperação global dos ativos, embora incertezas continuem
A queda dos preços do petróleo e do minério de ferro seguraram um avanço ainda maior do índice, que foi pressionado por Petrobras e Vale. Na outra ponta, destaque para o salto do Banco do Brasil, depois de resultado acima do esperado. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,74%, a 114.739,13 a pontos, sexta alta consecutiva e maior patamar de fechamento desde 15 de setembro. O volume financeiro foi de 27,9 bilhões de reais.
REUTERS
IGP-10 tem alta de 1,98% em fevereiro com commodities e combustíveis no atacado, diz FGV
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou a alta a 1,98% em fevereiro, depois de ter avançado 1,79% no mês anterior, sob o peso de commodities e combustíveis no atacado, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na terça-feira
O resultado levou o índice a acumular alta de 16,69% em 12 meses. No mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, saltou 2,51%, contra alta de 2,27% em janeiro. “Os grandes destaques para a aceleração da taxa do IGP são importantes commodities e combustíveis: minério de ferro (8,06%), soja (7,32%), milho (9,22%) e óleo diesel (7,71%). A contribuição desses quatro principais responde por 65% do resultado do IPA”, explicou André Braz, Coordenador dos índices de preços. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou alta de 0,39% em fevereiro, contra 0,40% em janeiro. Os destaques foram o arrefecimento da alta dos preços de Habitação (0,74% para 0,11%), Vestuário (1,31% para 0,51%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,15% para 0,05%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,61% no período, depois de avançar 0,50% em janeiro.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: preços melhores na terça-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou subiu 6,25%/1,89%, chegando a R$ 102,00/R$ 108,00, enquanto a carcaça especial aumentou 3,85%/1,22%, valendo R$ 8,10 o quilo/R$ 8,30 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (14), houve alta de 10,91% no Paraná, alcançando R$ 4,88/kg, avanço de 6,51% em Minas Gerais, atingindo R$ 5,73/kg, aumento de 3,94% no Rio Grande do Sul, custando R$ 4,75/kg, valorização de 3,49% em Santa Catarina, com preço de R$ 4,74/kg, e de 0,74% em São Paulo, fechando em R$ 5,45/kg.
Cepea/Esalq
Desaceleração na exportação e custos preocupam setor de carne suína
Os altos custos de grãos usados na nutrição de suínos e a desaceleração nas exportações da carne neste início de ano preocupam o setor produtivo, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS)
“Este cenário de grãos, agravado por uma oferta elevada de carne suína, indica pelo menos no primeiro semestre de 2022 um período de muitas dificuldades para o setor que já vem amargando prejuízos desde o início do ano passado”, disse o Presidente da ABCS, Marcelo Lopes, em newsletter divulgada pela entidade na terça-feira (15). “Apesar de uma boa expectativa com relação à segunda safra de milho, nada garante que teremos recuperação das margens neste ano.” O volume de exportação total de carne suína brasileira em janeiro foi 18% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Mas dados parciais do mês de fevereiro divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, mostram uma desaceleração nos embarques neste mês, segundo a ABCS. A média diária de exportações de carne suína in natura nos nove primeiros dias úteis de fevereiro foi de 3,1 mil toneladas, contra 4 mil toneladas diárias no mesmo mês do ano passado. Além disso, a China tem comprado menos carne suína brasileira, na comparação anual, desde outubro do ano passado. A ABCS disse que esses dados indicam que o setor não deverá registrar significativo crescimento das exportações ao menos neste início de ano. “Mais preocupante é a queda do valor da tonelada exportada que em fevereiro de 2021 foi de US$ 2.425 e, agora (fev/22), recuou para US$ 2.166, tornando o mercado de exportação menos atrativo, o que também contribui para a queda de preço no mercado doméstico em função de maior oferta”, disse a ABCS. O presidente da ABCS disse que entidades representativas do setor devem buscar recursos e alternativas junto ao poder público para a prorrogação das dívidas e abertura de crédito de longo prazo, para dar suporte ao segmento produtivo neste período desafiador. “A ABCS tem trabalhado junto ao governo federal, solicitando medidas emergenciais que possam amenizar este momento, além de trabalhar no incentivo ao consumo para fortalecer o mercado interno, diminuindo a dependência das exportações e escoando o excedente da produção”, disse Lopes.
CARNETEC
ABCS: oferta e custo alto determinam pior relação de troca da história a produtor
Em levantamento realizado pela entidade, em janeiro deste ano a relação de troca do suíno com o milho foi de 3,65 (com a venda de 1 quilo de suíno se compram 3,65 quilos de milho) e, com o farelo de soja, foi de 2,11
A média das duas primeiras semanas de fevereiro indicou um agravamento dessa relação de troca do suíno com o milho e o farelo de soja, chegando a 3,29 e 1,90, respectivamente. Como base de referência, de modo geral considera-se como ideal, para que se tenha margem positiva na atividade, que 1 kg de suíno vivo seja suficiente para comprar ao menos 6 kg de milho ou, no mínimo 3,5 kg de farelo de soja. “Ou seja, o prejuízo contabilizado pela atividade neste início de ano é realmente assustador.” A ABCS aponta vários motivos para o setor ter chegado a esta situação. As exportações da proteína suína para a China começaram a diminuir entre outubro de 2021 até janeiro deste ano, segundo a ABCS. No primeiro mês de 2022, o país asiático se manteve na liderança das aquisições do Brasil, mas isso não representou a metade das exportações. “A Rússia que, ao anunciar cota de 100 mil toneladas para o primeiro semestre deste ano, representou uma esperança de compensar o recuo chinês, ainda se mostrou muito tímida nas compras, pelo menos em janeiro, com apenas 1.657 toneladas”, observou a entidade. Em 2021 a disponibilidade interna de carne suína aumentou em mais de 284 mil toneladas, quando comparado com o ano anterior, resultando em incremento do consumo de 1,2 kg por habitante/ano, ou seja, crescimento de 7%, o maior salto da história em um ano. A combinação de baixo preço de venda e alto custo dos principais insumos determinou, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), na primeira quinzena do ano, a pior relação de troca entre o suíno e o milho.
ESTADÃO CONTEÚDO
Frango: cotações em alta na terça-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 1,79%, valendo R$ 5,70/kg
Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,99/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,09/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (14), a ave congelada teve aumento de 0,83%, chegando a R$ 6,04/kg, enquanto o frango resfriado subiu 0,47%, fechando em R$ 6,37/kg.
Cepea/Esalq
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