
Ano 8 | nº 1663 | 01 de fevereiro de 2022
NOTÍCIAS
Boi gordo: baixo volume de negócios
Com escalas praticamente fechadas para a semana, poucos compradores estiveram ativos na manhã (31/1) e os preços permaneceram estáveis nas praças pecuárias paulistas
A oferta restrita de boiadas tem sustentado as cotações, com negócios para o boi gordo em R$337,00/@, para a vaca gorda em R$303,00/@ e para a novilha gorda em R$325,00/@, preços brutos e a prazo. Em Campo Grande – MS, da mesma forma, com escalas de abate confortáveis, as cotações das fêmeas caíram R$1,00/@. Para o boi gordo, preços estáveis. Mercado atacadista de carne bovina. Com expectativa de melhor consumo para a primeira quinzena, as cotações das carcaças casadas subiram. Na comparação feita semana a semana, a cotação da carcaça casada de bovinos castrados subiu 4,4%, ou R$0,86/kg, e estava cotada em R$20,37/kg. Já a de bovinos inteiros estava precificada em R$18,55/kg, alta de 0,1%, ou R$0,02/kg, nas mesmas condições.
SCOT CONSULTORIA
Ociosidade de frigoríficos em operação passa de 50% em MatoGrosso
Segundo o Imea, a utilização real, que considera apenas a capacidade de abate das plantas que estão em atividade, caiu para 46,3% em 2021
A utilização de frigoríficos em Mato Grosso, Estado com o maior rebanho bovino do país, recuou em 2021 na comparação com o ano anterior. Segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a utilização real (que considera apenas a capacidade de abate das unidades que estão em operação) das plantas caiu 6 pontos percentuais, para 46,3%. No universo total de frigoríficos, o nível de utilização diminuiu 6,34 pontos, para 69,7%. De acordo com o Imea, o aumento da ociosidade industrial deveu-se ao declínio da oferta de animais no período – em 2021, a retenção das fêmeas no Estado foi a maior dos últimos anos. Como alento, o instituto indicou melhora nos índices de utilização das plantas entre novembro e dezembro, ocorrida como reflexo da retomada das exportações à China e da demanda gerada pelas festas de fim de ano. “Para janeiro, a logística tem trazido preocupações nas regiões norte e noroeste do Estado devido ao ritmo dos abates nas instalações, uma vez que as intensas chuvas têm dificultado o tráfego dos caminhões nas estradas”, alertou o Imea, em relatório.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em queda de 1,59%, a R$5,3059, e acumula baixa de 4,80% em janeiro
O dólar terminou janeiro no ritmo que embalou boa parte do mês, mostrando forte queda, para uma mínima em mais de quatro meses, e quebrando importante suporte técnico, num dia amplamente favorável a moedas e outros ativos de risco ao fim de um turbulento janeiro nas praças financeiras globais
O dólar à vista fechou a segunda-feira em baixa de 1,59%, a 5,3059 reais. É o menor valor desde 22 de setembro do ano passado (5,3033 reais). Na mínima intradiária, a cotação chegou a descer para 5,2848 reais. A queda percentual diária foi a mais forte desde o último dia 19 (-1,68%), o que afundou o dólar abaixo de sua média móvel linear de 200 dias pela primeira vez desde setembro do ano passado. No acumulado de janeiro, o dólar recuou 4,80%. É a maior desvalorização mensal desde novembro de 2020 (-6,82%) e a mais expressiva para meses de janeiro desde 2019 (-5,57%). A moeda brasileira também foi destaque na performance mensal. Com ganho de 5,04%, o real só ficou atrás do peso chileno (+6,4%) na seleta lista de divisas que conseguiram começar o ano vencendo o dólar. De 33 importantes pares, o dólar só perdeu valor em janeiro contra dez.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta de 0,21%, aos 112.143,51 pontos
Após oscilar entre pequenas quedas e altas ao longo do dia, o Ibovespa se firmou em território de ganhos no fim da sessão e fechou o pregão em alta, ampliando os ganhos acumulados em janeiro
Com uma valorização próxima a 7% no mês, a principal referência da bolsa local anotou seu melhor desempenho mensal desde dezembro de 2020, em meio à forte demanda estrangeira pelas ações locais. O Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,21%, aos 112.143,51 pontos. O índice oscilou entre os 111.195 pontos, nas mínimas do dia e os 112.678 pontos, nas máximas intradiárias. O volume financeiro negociado dentro do Ibovespa hoje foi de R$ 23,38 bilhões, em linha com a média anual de 2022.
VALOR ECONÔMICO
Projeções para inflação em 2022 e 2023 têm altas fortes, mostra Focus
As projeções de economistas para a inflação tanto neste ano quanto no próximo aumentaram com força na pesquisa Focus divulgada na segunda-feira pelo Banco Central, mas a perspectiva para a política monetária seguiu inalterada.
O levantamento semanal apontou que as expectativas para a alta do IPCA subiram para 5,38% em 2022 e 3,50% em 2023, respectivamente de 5,15% e 3,40% na semana anterior. A perspectiva para este ano vai ainda mais além do teto da meta, cujo centro é de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2023 a projeção mediana está acima do centro do objetivo, que é de 3,25%. A piora da conta para 2022 se dá na esteira do aumento da projeção para a alta dos preços administrados a 5,10%, de 4,74% antes. Para 2023 a estimativa para esses preços teve ajuste para baixo de 0,01 ponto percentual, a 3,98%. Apesar da piora no cenário inflacionário, os especialistas consultados seguem vendo a taxa básica de juros Selic a 11,75% ao final deste ano e a 8,0% ao fim de 2023. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou que as estimativas são de crescimento de 0,30% este ano e de 1,55% no próximo, respectivamente de 0,29% e 1,69% no levantamento anterior.
REUTERS
Brasil fecha 265,8 mil vagas em dezembro, mas tem em 2021 melhor saldo da série iniciada em 2010
O Brasil fechou 265.811 vagas formais de trabalho em dezembro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência, mas fechou 2021 com saldo positivo de 2.730.597 empregos, o melhor ano da série histórica iniciada em 2010
No acumulado de 2020, ano marcado pelo impacto econômico da pandemia de Covid-19, haviam sido fechados 191.455 postos em termos líquidos. O resultado de dezembro veio pior do que o fechamento líquido de 162 mil vagas de trabalho projetado por analistas em pesquisa Reuters, e foi resultado de 1.437.910 admissões contra 1.703.721 desligamentos. Com essa leitura, o estoque de empregos formais do Brasil caiu 0,64% no mês passado em relação a novembro, a 41.289.692. Entre os grupamentos de atividades econômicas componentes do Caged, a principal colaboração negativa veio do setor de serviços, que fechou 104.670 postos de trabalho no mês passado em termos líquidos. O impacto partiu principalmente das atividades de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que registraram o fechamento de 84.383 empregos formais. O saldo positivo do ano passado, o melhor da série histórica –que teve a metodologia alterada em 2020– foi resultado de 20.699.802 admissões e de 17.969.205 desligamentos.
Reuters
Setor público brasileiro tem superávit de R$64,7 bi em 2021, 1º dado positivo em 8 anos
O salto na inflação em 2021 contribuiu para ampliar os ganhos de arrecadação do governo porque muitos tributos são calculados sobre o preço dos produtos, que encareceram. Também pesou favoravelmente para as receitas a valorização do dólar e do barril de petróleo
Estados ainda se beneficiaram por ganhos de arrecadação de ICMS sobre combustíveis, com a elevação nos preços desses insumos. No ano, o resultado do setor público foi guiado principalmente pelo dado dos governos regionais, superavitários em 97,694 bilhões de reais. O governo central ficou no vermelho em 2021, com déficit de 35,872 bilhões de reais. Já as empresas estatais tiveram superávit de 2,906 bilhões de reais no ano. O setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de 64,727 bilhões de reais em 2021, equivalente a 0,75% do Produto Interno Bruto (PIB), o primeiro resultado anual positivo em oito anos, informou o Banco Central na segunda-feira. Em dezembro, o saldo primário ficou positivo em 123 milhões de reais. A expectativa para o último mês do ano, conforme pesquisa da Reuters, era de superávit primário de 18,152 bilhões de reais. Os valores englobam os resultados de governo central (governo federal, Banco Central e INSS), Estados, municípios e empresas estatais. A melhora fiscal levou a dívida bruta do país a encerrar o ano em 80,3% do PIB –a expectativa do mercado era de 80,4%. Em dezembro de 2020, esse indicador estava em 88,6% do PIB. A dívida líquida, por sua vez foi a 57,3% em dezembro, contra projeção de analistas de 57,4%. No mesmo mês do ano anterior, estava em 62,5%. O governo vem argumentando, porém, que uma fatia dos ganhos é estrutural, o que fez a arrecadação crescer muito acima da inflação. Na última sexta-feira, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a melhora na situação fiscal ocorreu por causa do controle de gastos, não pelo efeito inflacionário sobre as receitas. O congelamento de salários de servidores até o fim de 2021 foi um dos fatores que contaram positivamente para as contas dos governos federal, estaduais e municipais.
Reuters
IPPA/Cepea: IPPA/CEPEA fecha 2021 em alta
Após três meses consecutivos de retração, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) subiu 3,1% no último mês de 2021 frente ao anterior, como resultado do aumento observado em todos os índices de grupos de alimentos
Em ordem decrescente, tem-se o IPPA-Hortifrutícolas, com elevação nominal de 20,5%; o IPPA-Cana-Café, com 3,3%; o IPPA-Grãos, com 3,0% e o IPPA-Pecuária, com 1,2%. No acumulado do ano, o IPPA/CEPEA registrou alta importante de 39,2% frente a 2020. Para os hortifrutícolas, o desempenho observado em dezembro foi puxado sobremaneira pela alta dos preços da banana e da uva; e, em menor grau, do tomate e da laranja. No caso da cana-de-açúcar e do café, os avanços foram mais sutis quando comparados aos primeiros meses do último trimestre do ano. Ainda assim, ao longo de 2021, ambos os produtos apresentaram altas, o que reflete o avanço de 54,5% do IPPA-Cana-Café no acumulado do ano. O IPPA-Grãos subiu em dezembro, após três meses de consecutivas quedas. No acumulado do ano, porém, registra-se aumento importante de 45,8%. Com exceção do arroz em casca, cujos preços recuaram ao longo de todos os meses de 2021 – com elevações apenas em abril e agosto –, os preços dos demais produtos que compõem o grupo avançaram – nesta ordem: milho, algodão em pluma, soja e trigo em grão. Finalmente, o IPPA-Pecuária cresceu frente a novembro devido, especialmente, ao desempenho dos preços do boi gordo, cuja arroba se manteve acima de R$ 300 na maior parte do ano. O cenário é semelhante ao enfrentado no ano anterior, em que se tinha a combinação de restrição sobre a oferta do animal vivo e ritmo acelerado de embarques – apesar da longa interrupção das exportações para a China após a descoberta dos dois casos atípicos de vaca louca no Brasil. Além deste, os ovos registraram aumento pouco expressivo no mês. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, registrou baixa de 1,54% – logo, de novembro para dezembro, os preços agropecuários avançaram frente aos industriais da economia.
Cepea
MEIO AMBIENTE
Autuações por crimes ambientais cresceram 550% em MT desde 2019
Multas no ano passado chegaram a R$ 2,2 bilhões, um recorde
O governo de Mato Grosso fez 5.004 autuações por crimes ambientais no ano passado, número 550% superior ao de 2019, quando houve 771 casos, segundo a administração estadual. Nesse intervalo, as multas somaram R$ 4,1 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões em 2021, um recorde. Ao todo, o Estado embargou mais de 40 milhões de hectares desde 2019. O município de Colniza lidera o ranking estadual de multas, seguido de Aripuanã, União do Sul, Nova Ubiratã e Feliz Natal. As multas pelos crimes ambientais incluem desmatamento ilegal, uso irregular do fogo, fiscalização aos empreendimentos, transporte ilegal de madeira, crimes contra a fauna, descumprimento de embargos, poluição, entre outros. Nas ações contra o desmatamento ilegal, a Secretaria de Meio Ambiente apreende maquinários, mesmo que também sejam utilizados em atividades dentro da lei.
VALOR ECONÔMICO
Parlamento Europeu quer ampliar veto a produto de desmate
O Parlamento Europeu quer ampliar a lista de commodities que serão proibidas de entrada na Europa por contribuírem com o desmatamento. Isso aumentaria o impacto da medida sobre exportações brasileiras para os 27 países do bloco comunitário
A Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, anunciou proposta em novembro de 2021 de uma lista de produtos que serão submetidos a “desmatamento zero” para entrar na Europa: inclui três em que o Brasil é o maior fornecedor para a UE – soja, carne bovina, café -, além de cacau, madeira e óleo de palma, e alguns produtos derivados como couro, chocolate e móveis. Em entrevista ao Valor, o relator dessa proposta em exame na Comissão de Meio-Ambiente do Parlamento Europeu, o deputado Christophe Hansen (democracia-cristã, Luxemburgo), disse que a tendencia é ampliar a lista. Relatou que diferentes grupos políticos mencionam pelo menos mais dois produtos, milho e borracha, que tinham sido alvo de estudo de impacto pela UE, mas desapareceram da lista inicial por uma razão não muito clara. Também estão no radar produtos derivados de carnes “como corned beef [enlatado] e eventualmente vamos examinar certos produtos como carne de frango no Reino Unido alimentado pela soja da América Latina e em seguida vendida no mercado europeu”, afirmou Hansen. A UE quer um comércio que não contribuía com o desmatamento crescente, e que o Brasil não produza numa zona que atualmente é ainda floresta virgem, exemplificou o deputado. “Mas também temos que considerar a população local para que não seja negativamente afetada. Não é só lavar as consciências, mas considerar a população.” Outro ponto importante é sobre a data a partir da qual o produto é “livre de desmatamento”. Pela proposta da Comissão Europeia, antes de colocar o produto no mercado europeu cada empresa deve garantir que o produto não está ligado a um território desmatado após 31 de dezembro de 2020. Já parlamentares europeus defendem que a data seja fixada cinco anos mais cedo, segundo Hansen. Ou seja, nenhuma das commodities na lista final seria autorizada a ser comercializada nos 27 países do bloco europeu se produzida em terra onde houve desmatamento legal ou ilegal após 2016 – o que coloca o sarrafo ainda mais alto para fornecedores da Europa. Ele pretende apresentar seu relatório até 15 de março para tradução e discussão em junho ou julho na Comissão de Meio Ambiente. Haverá negociações institucionais com o Conselho Europeu, com a França na presidência rotativa da UE. Uma prioridade francesa é avançar na adoção dessa legislação pela importação com “desmatamento zero”. Estudo publicado pela organização WWF no ano passado concluiu que as importações da União Europeia, como soja, carne bovina e óleo de palma, representam 16% do desmatando ligado ao comércio mundial. Isso faz do bloco o segundo destruidor mundial de florestas tropicais, só atrás da China (24%), mas à frente da India (9%), Estados Unidos (7%) e Japão (5%). Segundo o estudo, o desmatamento importado mais importante se encontra nas vendas provenientes do Brasil, Indonésia, Argentina e Paraguai. Na conferência organizada pela França, na sexta-feira, o presidente do Instituto de Pesquisa da Amazonia (Ipam), André Guimarães, relatou que o desmatamento na Amazonia aumentou 50% nos primeiros três anos do atual governo comparado aos três anos anteriores. A situação é catastrófica, disse ele.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: poucas variações na segunda-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 88,00/R$ 100,00, enquanto a carcaça especial teve queda de até 0,65%, valendo R$ 7,30 o quilo/R$ 7,60 o quilo
Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), houve aumento somente no Rio Grande do Sul, na ordem de 1,13%, chegando a R$ 4,48/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais e no Paraná, custando, respectivamente, R$ 5,18/kg e R$ 4,21/kg. Foi registrada queda de 0,68% em Santa Catarina, baixando para R$ 4,37/kg, e de 0,20% em São Paulo, fechando em R$ 5,11/kg.
Cepea/Esalq
Frango: cotações estáveis ou em alta
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,35/kg
Na cotação do animal vivo, o Paraná teve alta de 0,40%, custando R$ 5,08/kg, enquanto São Paulo e Santa Catarina ficaram sem referência de preço nesta segunda-feira (31). Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (28), o frango congelado teve aumento de 0,86%, chegando a R$ 5,88/kg, enquanto a ave resfriada aumentou 0,52%, valendo R$ 5,84/kg.
Cepea/Esalq
Ministério discorda de embargo chinês a frigoríficos de frango do Brasil
Feriado de ano novo na China pode atrapalhar as negociações para retomada, avaliam fontes
O Ministério da Agricultura confirmou ter recebido notificação da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, em inglês) sobre a suspensão das exportações de carne de frango de dois frigoríficos brasileiros. Foram alvo do embargo a planta da São Salvador Alimentos, dona da Super Frango, em Itaberaí (GO) e a unidade da Bello Alimentos, controladora da marca Frango Bello, localizada em Itaquiraí (MS). A Pasta não informou quais foram as alegações chinesas para o embargo, mas destacou que sua área técnica “discorda da decisão adotada pela autoridade sanitária da China e apresentará as informações técnicas para reverter a suspensão”. Fontes afirmam que o feriado de ano novo chinês, nesta semana, pode atrapalhar as negociações para retomada.
VALOR ECONÔMICO
Suspensão de 2 plantas deve ter pouco impacto nas exportações para a China, avalia ABPA
Em nota, entidade afirma que, atualmente, tem 43 unidades frigoríficas habilitadas a exportar carne de frango para o mercado chinês
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de carne de frango do país, avaliou, na segunda-feira (31/1), que a suspensão das exportações de dois frigoríficos por parte do governo da China não deve ter impacto significativo nos embarques do produto para o país asiático. Em nota, a entidade destaca que, atualmente, há 43 plantas frigoríficas habilitada a exportar para o mercado chinês. A China é o principal comprador mundial de frango brasileiro. No ano passado, os chineses compraram 639,492 mil toneladas do produto, com uma receita de US$ 1,27 bilhão. No total, as exportações totais de frango do Brasil foram de 4,46 milhões de toneladas, com um faturamento total de US$ 7,89 bilhões em 2021. Dois frigoríficos brasileiros tiveram as exportações de carne suspensas pela China. “No quadro geral, não são esperados impactos significativos para as exportações brasileiras de carne de frango, que contam, atualmente, com 43 plantas habilitadas para exportar carne de frango para o país asiático”, diz a nota.
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