
Ano 7 | nº 1624 | 30 de novembro de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: começo de semana com preços estáveis, porém firmes
Em São Paulo, com as escalas completas para a semana, os compradores avaliaram o mercado na manhã de segunda-feira (29/11) e, portanto, poucos negócios foram reportados
Dessa forma, a referência de preço ficou em R$316,00/@ para o boi gordo, R$295,00/@ para vaca gorda e R$305,00/@ para novilha gorda, preços brutos e a prazo. Em Santa Catarina, a oferta comedida e escalas de abate encurtando fizeram com que as indústrias pagassem mais por todas as categorias de animais terminados. As cotações para boi e vaca gordos subiram R$2,00/@ e R$5,00/@ para novilha. Com cenário semelhante de escalas apertando, as cotações para as três categorias destinadas ao abate subiram no Sul de Goiás, com alta de R$3,00/@ para boi e novilha gordos. A cotação da vaca gorda subiu R$4,00/@.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: preços da arroba ganham novo fôlego e sobem com mais força em SP
A tendência é que os preços continuem subindo em dezembro, mesmo que em menor proporção
O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos na segunda-feira, 29. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve registros de negócios saindo acima das referências médias, com o mercado mais aquecido sendo o paulista. “De qualquer maneira, a tendência é que os preços continuem subindo em dezembro, mesmo que em menor proporção. Os frigoríficos operam com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre três e quatro dias úteis, em média”, disse Iglesias. O mercado doméstico não tem capacidade para absorver patamares tão acentuados de preço da carne bovina no varejo, mantendo a estratégia padrão de migração para proteínas mais acessíveis, como a carne de frango e a carne suína. Em relação à China, o mercado permanece em compasso de espera, sem notícias acerca da retomada plena das compras de carne bovina brasileira. “É possível que isso aconteça apenas em 2022, caso haja a retomada ainda em dezembro haveria potencial para movimentos mais robustos de alta do boi gordo no Brasil”. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 322 na modalidade a prazo, ante R$ 320. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 317. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 315. Em Cuiabá, o boi gordo foi negociado por R$ 306. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 327 por arroba. O mercado atacadista registrou preços estáveis. O ambiente de negócios ainda sugere por alta dos preços ao longo da primeira quinzena do mês. “O ápice do consumo doméstico se aproxima e tende a motivar a continuidade do movimento. Entretanto, há limitações. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23 por quilo. A ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,70 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 16 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
MPT fará audiências públicas no PR e em SC sobre mudanças em normas em frigoríficos
Órgão teme retrocesso em regras trabalhistas com revisão do texto da NR 36
O Ministério Público do Trabalho (MPT) vai realizar novas audiências públicas até a próxima semana com entidades sindicais do Paraná e de Santa Catarina para discutir possíveis mudanças nas normas de segurança e saúde de funcionários de frigoríficos. O órgão alerta para a possibilidade de haver “retrocesso” nas regras trabalhistas, com a revisão do texto da NR 36. A alteração, com a eliminação de pausas periódicas na jornada de trabalho, poderia prejudicar 550 mil funcionários do segmento no país. Só nos dois Estados do Sul são 179 mil pessoas atuando em empresas de abate e processamento de carnes e derivados. A revisão da NR 36 teve a consulta pública encerrada em outubro e poderá ser publicada em breve. O ponto de atenção do MPT é o item que assegura pausas de recuperação psicofisiológica de 60 minutos diários, distribuídas em seis pausas de 10 minutos ou três de 20 minutos, em todos os setores produtivos desde a recepção de aves até a expedição. Durante a consulta pública, os frigoríficos propuseram que as pausas somente sejam concedidas caso as análises ergonômicas das empresas apontem para a necessidade. Os coordenadores do Projeto de Frigoríficos do MPT dizem que a proposta é um retrocesso, pois as pausas têm um custo financeiro reduzido e alta efetividade na redução de adoecimentos e acidentes no segmento. “A alteração implicará a supressão dessas pausas, mais importante medida de proteção à saúde nos frigoríficos brasileiros, o que resultará no retorno de uma legião de empregados lesionados, situação verificada antes da edição da NR”, alegaram, em nota, os procuradores Leomar Daroncho, Sandro Sardá e Lincoln Cordeiro, que coordenam o projeto. Eles acreditam que a revisão na norma abrirá caminho para a autorregulação no segmento em questões de saúde e segurança do trabalho. “Se a proteção for esvaziada, vamos constatar um grande número de lesionados e mutilados”, disse Ernane Ferreira, Presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Paraná. De acordo com o MPT, a área de frigoríficos é uma das que mais registram acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Colaboradores de empresas de abate animal chegam a realizar entre 70 e 90 movimentos por minuto, em ambientes frios e úmidos, com baixas taxas de renovação do ar, vazamentos de amônia, prorrogações de jornada em atividades insalubres, emprego de força excessiva, deslocamento de cargas, contato com agentes químicos, posturas inadequadas, acidentes com facas e amputações. De janeiro de 2016 a dezembro de 2020, 85.123 acidentes típicos e adoecimentos ocupacionais em frigoríficos foram registrados, o que representa 3,68% de todos os acidentes laborais registrados no país, no período. Outros 64 trabalhadores morreram. Só em 2019, cerca de 23.320 acidentes de trabalho no setor foram registrados, aproximadamente 90 por dia. Em nota enviada ao Valor, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a “premissa apresentada” pelo MPT “é equivocada. O modelo defendido pela ABPA é o mesmo que rege todo o sistema normativo brasileiro de SST, em que as pausas e as demais medidas de proteção serão estabelecidos dentro de suas observâncias específicas, com base em análise técnica e científica. A ABPA destaca, ainda, que o setor produtivo trabalha estritamente com foco na evolução dos processos, mantendo a indispensável proteção aos trabalhadores”. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) informou que concorda com a posição da ABPA.
VALOR ECONÔMICO
Oferta restrita de boi ainda sustenta preços da carne
É o que aponta novo levantamento da Scot Consultoria
A carne bovina no varejo de São Paulo está 6,2% mais cara do que antes do embargo da China à proteína brasileira – que começou em 4 de setembro, após a confirmação de dois casos atípicos de doença da “vaca louca”, em Mato Grosso e Minas Gerais. Nem a queda vertiginosa das exportações e a demanda interna limitada pela redução do poder de compra da população frearam as cotações, em boa medida sustentadas pela oferta restrita. Na última quarta-feira, a média dos cortes bovinos no atacado paulista ficou em R$ 36,56, avanço de 10% desde 3 novembro e de 16,5% em relação a 1º de setembro, segundo levantamento da Scot Consultoria. As carnes do dianteiro (como acém e cupim), que estavam mais baratas no começo deste mês do que antes da suspensão, subiram para R$ 23,50 e agora estão apenas 0,94% abaixo do patamar pré-embargo. Os cortes do traseiro (picanha e filé mignon) avançaram 21% na comparação, para R$ 41,46 por quilo, em média. No varejo de São Paulo, o quilo do produto atingiu R$ 45,46 na quarta-feira, em média, o que representa aumento de 3,45% em novembro e de 6,2% desde o início do embargo. Mas, vale reforçar, os volumes vendidos estão limitados pela baixa do poder aquisitivo. Essa firmeza dos preços da carne reflete o ciclo de baixa oferta da pecuária de corte. Na semana passada, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) ressaltou, em nota, que a oferta de animais caiu ainda mais em novembro por causa da melhora nas condições das pastagens. O regime de chuvas em outubro favoreceu o desenvolvimento do capim, e os produtores seguraram o gado no pasto para fazer frente ao recuo das cotações do boi. Segundo a Scot, descontados impostos e a prazo, a arroba caiu 15,5% entre 3 de setembro e 3 de novembro em São Paulo, passando de R$ 305,50 para R$ 258. A estratégia dos pecuaristas surtiu efeito e as cotações subiram 20% desde então, a R$ 311,50 ontem. O valor supera o praticado na data anterior ao embargo. As exportações brasileiras de carne bovina caíram 43% em outubro, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo).
VALOR ECONÔMICO
Vacinação contra febre aftosa tem prazo estendido em São Paulo
Segunda etapa de imunização do rebanho terminaria nesta terça-feira, mas agora vai até 31 de dezembro; faltam vacinas no Estado, diz Faesp
A vacinação de gado bovino e bubalino contra a febre aftosa em São Paulo foi prorrogada para 31 de dezembro, informou hoje (29/11) a Federação de Agricultura estadual (Faesp). A segunda etapa de imunização do rebanho, que começou no dia 1º de novembro, terminaria amanhã (30/11). A entidade afirma que solicitou ao Ministério da Agricultura a extensão do prazo após identificar a dificuldade de criadores de animais em encontrar vacinas. “A Faesp recebeu informações de sindicatos rurais de que muitos produtores não conseguiram adquirir vacinas em razão da falta do produto nos postos de revenda”, diz a instituição, em nota. Com a escassez, os preços do imunizante têm aumentado. O valor da dose subiu de R$ 1,60 para mais de R$ 2 neste ano, informa a Faesp.
VALOR ECONÔMICO
Mercado de carne bovina a pasto deve crescer mais US $ 6,3 bilhões na próxima década
Este ano, o mercado global de carne bovina produzida a pasto chegará a US $ 11,6 bilhões, de acordo com o último estudo divulgado pela Future Market Insights (FMI), mas haverá pelo menos 10 anos de crescimento acelerado. O mercado deve atingir US $ 17,9 bilhões, crescendo a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 4,4% durante o período de previsão de 2021 a 2031
Nos últimos anos, a carne para churrasco emergiu como uma tendência popular em todo o mundo, especialmente nos países ocidentais. De acordo com a revista Quick-Service e Fast Casual Restaurant (QSR), quase 95% da população dos EUA gosta de carnes grelhadas (churrasco), como filés, costelas e outros. A carne bovina é a carne preferida para churrasco devido ao seu sabor. As vendas de carne bovina produzida a pasto devem aumentar 3,7% CAGR em termos de volume até 2031. Com a tendência crescente para o consumo de produtos alimentícios de alta qualidade, os consumidores estão cada vez mais optando por produtos com certificações e rotulagem de garantia de qualidade. Como a carne bovina produzida a pasto é mais saudável e nutritiva do que os produtos convencionais de carne bovina e é considerada uma fonte rica em vitamina B6 e B3, selênio, carnosina e creatina e zinco, está ganhando imensa popularidade entre os amantes de carne. De acordo com o FMI, o setor de serviços de alimentação deve emergir como o segmento de uso final mais lucrativo no mercado global. A crescente demanda por molhos, glacê, marinadas, produtos assados e outros feitos com carne de qualidade premium em hotéis e restaurantes está impulsionando o crescimento do segmento. “Os principais participantes estão enfatizando a obtenção de certificados de qualidade alimentar, como Kosher, Halal e Beef Quality Assurance (BQA) para capitalizar sobre a crescente demanda por produtos alimentícios de qualidade premium. Espera-se que isso seja um bom presságio para o crescimento do mercado”, disse o FMI analista. O consumo crescente de refeições prontas e a demanda crescente por produtos alimentícios embalados convenientes devem impulsionar as vendas de carne bovina processada produzida a pasto. Além disso, o aumento da demanda por carne congelada para exportação, devido à sua capacidade de permanecer fresco durante o transporte, está estimulando as vendas em todo o segmento de formato de carne congelada. Os principais participantes do mercado global, como JBS Foods, Tyson Foods, Australian Agricultural Company Limited, Hormel Foods Corporation, Cargill e Conagra Brands, devem responder por cerca de 30% a 50% da receita global até 2031.
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em alta de 0,27%, a R$5,6114
O dólar fechou em alta na segunda-feira, acima de 5,60 reais e no maior patamar em um mês, amparado por renovados temores fiscais no Brasil num dia de força da moeda norte-americana em todo o mundo
Os mercados globais de forma geral tiveram uma sessão de alívio, com a diminuição dos receios sobre uma nova variante do coronavírus patrocinando uma recuperação dos preços dos ativos. Porém, o dólar também ganhou terreno nesse contexto, uma vez que voltavam à mesa perspectivas de aumento de juros nos Estados Unidos. No fim da manhã a cotação no Brasil recebeu impulso após notícia da Reuters de que o governo não descarta possibilidade de ter que lançar mão do Orçamento de Guerra mais uma vez para conseguir viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil. O dólar à vista fechou em alta de 0,27%, a 5,6114 reais na venda, maior patamar desde 1º de novembro (5,6712 reais). A taxa variou de 5,5798 reais (queda de 0,29%) a 5,641 reais (valorização de 0,80%). Na sexta, a cotação havia subido 0,55%, a 5,5961 reais, na esteira do pânico global com a nova variante ômicron do coronavírus. Lá fora, o índice do dólar contra uma cesta de rivais de países ricos subia 0,14%, com o mercado recolocando nos preços expectativa de aumento de juros nos EUA –o que tenderia a elevar os retornos oferecidos pelos títulos do Tesouro norte-americano, tornando, assim, o dólar mais atraente.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com recuperação global após tombo por ômicron
O Ibovespa subiu nesta segunda-feira, em meio à recuperação dos mercados globais após temores sobre a variante ômicron do coronavírus na última sessão
Notícias sobre a situação fiscal do país também movimentaram o pregão, com o mercado atento à PEC dos Precatórios, esperada para ser votada na terça-feira em comissão no Senado. A alta do Ibovespa foi puxada, novamente, por Petrobras e Vale. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa fechou em alta de 0,71%, a 102.954,08 pontos. O volume financeiro foi de 22,3 bilhões de reais.
REUTERS
Mercado passa a ver no Focus inflação no teto da meta em 2022
Segundo o levantamento semanal, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 4,78% este ano e 0,58% no próximo, de taxas de 4,80% e 0,70% esperadas antes
Especialistas passaram a ver a inflação no teto da meta em 2022, em um cenário ainda de piora forte da expectativa para o crescimento, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira. O levantamento realizado com uma centena de economistas mostra que a projeção para a alta do IPCA este ano e no próximo seguiu subindo. Para 2021 a conta aumentou pela 34ª semana seguida e foi a 10,15%, de 10,12% antes, bem acima do objetivo de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2022 a conta aumentou em 0,04 ponto e chegou a 5,0%, exatamente o teto da meta, já que esta será no ano que vem de 3,5%, também com margem de 1,5 ponto. Foi a 19ª vez seguida que a projeção aumentou. A contínua deterioração das perspectivas de inflação acontece em meio a projeções cada vez mais fracas para a economia. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve ser elevada em 1,5 ponto percentual na reunião de dezembro do BC e encerrar este ano a 9,25%. Mas a Selic, atualmente em 7,75%, deve chegar ao final de 2022 em 11,25%, sem alteração.
REUTERS
Governo prevê dívida bruta de 80,6% do PIB em 2021, fechando 2030 ainda acima de patamar pré-crise
O Ministério da Economia projetou na segunda-feira que a dívida bruta fechará 2021 em 80,6% do Produto Interno Bruto (PIB), frente ao patamar de 88,8% em 2020
Nos cálculos do Tesouro, a dívida bruta alcançará 76,6% do PIB em 2030. Apesar de ter classificado a trajetória como um retorno gradual ao nível pré-crise de Covid-19, o patamar ainda seguirá mais alto que o nível de 74,3% do PIB observado em 2019. Para a dívida líquida, a conta foi de que encerrará este ano em 58,3% do PIB, contra 62,7% no ano passado, mas seguindo trajetória crescente ao longo de todo o horizonte de estimativas, batendo em 68,2% do PIB em 2030. Em relatório semestral específico sobre o tema, o Tesouro afirmou que o comportamento decrescente visto para a dívida bruta decorre do crescimento do PIB nominal, e também do efeito da obtenção de superávits primários a partir de 2024. Para suas projeções, o Tesouro usou um superávit primário médio de 0,5% do PIB entre 2022 a 2030. Para aproximar a dívida bruta brasileira da média dos países emergentes até 2030, seria necessário que o superávit primário médio fosse bem superior: 1,9% ao ano. A dívida bruta média de economias de mercados emergentes e de renda média chegou a 64,0% do PIB em 2020, enquanto a dívida líquida foi de 44,7% do PIB, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) citados pelo Tesouro. Desde 2014 o Brasil fecha as contas no vermelho, com receitas insuficientes para fazer frente às despesas primárias, que excluem os gastos com pagamento de dívida pública. No relatório, o Tesouro fez um duro alerta sobre a importância de o governo prosseguir no caminho das reformas para a consolidação fiscal e o crescimento sustentado. “Em um cenário de juros mais altos e de menor PIB, de forma estrutural, o esforço fiscal necessário para reduzir a dívida será significativo e, em algumas combinações, até mesmo inviável na magnitude necessária”, disse. Olhando especificamente para a dívida líquida, o Brasil precisaria obter superávits primários médios de 1,6% e 3,0% do PIB no período 2022-2030 para, respectivamente, estabilizar o indicador no nível de 2021 e para garantir sua convergência ao patamar dos países emergentes de renda média, afirmou o Tesouro. Diante da perspectiva de aumento na Selic para conter a inflação, o Tesouro calculou que o déficit nominal –que inclui o pagamento dos juros sobre a dívida pública– subirá a 7,6% do PIB em 2022, de 4,9% do PIB este ano. Segundo o Tesouro, a tendência depois do próximo ano é que o déficit nominal passe a cair, até atingir 4,2% do PIB em 2030. Atualmente os juros básicos estão em 7,75% e, no mercado, a expectativa é de Selic em 9,25% ao fim deste ano e em 11,25% no final de 2022.
REUTERS
Confiança de serviços no Brasil vai em novembro ao menor nível em 5 meses, mostra FGV
O setor de serviços brasileiro mostrou menos otimismo tanto sobre a situação atual quanto futura em novembro, e a confiança caiu ao menor nível em cinco meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) em dados divulgados na segunda-feira
Em novembro, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) teve perda de 2,3 pontos e foi a 96,8 pontos, menor nível desde junho deste ano (93,8 pontos). “A disseminação da queda sugere que o ritmo de recuperação perde um pouco de força no final do ano. Apesar do avanço do programa de vacinação, o ambiente macroeconômico frágil é que pode adicionar mais incerteza na continuidade da recuperação na virada para 2022”, explicou o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler em nota. A FGV informou que, em novembro, o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, recuou 1,8 ponto, para 92,8 pontos, permanecendo ainda na região de moderado pessimismo (90-100 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, caiu 2,7 pontos, para 100,9 pontos, menor nível desde junho (99,1 pontos). Os dados mais recentes do IBGE mostraram que, em setembro, o setor de serviços brasileiro registrou queda inesperada de 0,6% no volume em setembro, após cinco meses de crescimento, pressionado pela maior queda em transportes em quase 20 meses diante principalmente do aumento das passagens aéreas.
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Preços ao produtor recuam e IGP-M desacelera alta a 0,02% em novembro, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou o mês de novembro com variação positiva de 0,02%, depois de ter avançado 0,64% em outubro, diante do recuo na inflação ao produtor
O dado divulgado na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas informa que o índice passou a acumular nos 12 meses até novembro alta de 17,89%%. A FGV informou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve queda de 0,29% no mês, depois de subir 0,53% em outubro. “Apesar dos aumentos registrados para diesel (6,61% para 9,96%) e gasolina (2,79% para 10,17%) na refinaria, as quedas nos preços de grandes commodities –com destaque para minério de ferro (-8,47% para -15,15%), soja (-0,18% para -2,85%) e milho (-4,52% para -5,00%) favoreceram a manutenção da inflação ao produtor em terreno negativo”, explicou André Braz, Coordenador dos índices de preços. Para o consumidor houve em novembro algum alívio na pressão, já que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta a 0,93%, de 1,05% em outubro. A maior contribuição para a desaceleração do IPC partiu de Educação, Leitura e Recreação, cujo avanço enfraqueceu de 2,93% para 0,34% em novembro. Isso devido principalmente à passagem aérea, cujos preços subiram 1,62% em novembro, depois de uma taxa de 22,84% no mês anterior. Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve avanço de 0,71% no período, depois de subir 0,80% no mês anterior.
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FRANGOS & SUÍNOS
Suínos: mercado estável na segunda-feira
Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 140,00/R$ 145,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 10,40/R$ 10,80 o quilo
Na cotação do animal vivo, segundo o Cepea/Esalq, com informações referentes à sexta-feira, (26), houve aumento somente em Santa Catarina, na ordem de 0,15%, chegando a R$ 6,73/kg.
Os preços não mudaram nas principais praças acompanhadas pelo órgão, com R$ 7,47/kg em Minas Gerais, R$ 6,57/kg no Paraná, R$ 6,34/kg no Rio Grande do Sul, e R$ 7,73/kg em São Paulo.
Cepea/Esalq
Frango: segunda-feira tem cotações estáveis ou em queda
Segundo o Cepea/Esalq, o movimento de baixa está atrelado ao fraco ritmo de vendas da proteína no mercado atacadista
Agentes consultados pelo Cepea indicam que vendedores estão reajustando negativamente as cotações, no intuito de elevar a liquidez e evitar aumento de estoques. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,20/kg, assim como o frango no atacado, valendo R$ 6,55/kg. Na cotação do animal vivo, os valores não variaram em Santa Catarina, com R$ 3,70/kg, e no Paraná, com R$ 5,77/kg, e também em São Paulo, com R$ 5,00/kg. Com informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (26), a ave congelada teve retração de 0,72%, atingindo R$ 6,85%, enquanto a resfriada cedeu 0,41%, fechando em R$ 7,26/kg.
Cepea/Esalq
França detecta gripe aviária altamente patogênica em granja avícola no norte
A França detectou um vírus altamente patogênico da gripe aviária em uma granja avícola no norte do país, disse o ministério da fazenda no sábado.
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