CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1614 DE 16 DE NOVEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1614 | 16 de novembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo sobe R$ 24,50/@ na semana e cotação atinge R$ 292/@, informa a Scot Consultoria

Em algumas praças pecuárias, arroba já chega a R$ 300/@, estimulada pelo avanço da demanda e, ao mesmo tempo, pela baixa oferta de animais terminados

Em São Paulo, desde o início da semana a referência do boi gordo teve valorização de R$ 24,50/@, fechando o período a R$ 292/@ (valor bruto e a prazo), segundo dados da Scot Consultoria. Por sua vez, os preços da vaca e da novilha prontas para abater subiram R$ 19,50/@ e R$ 24/@, respectivamente, ao longo desta semana, no mercado paulista, atingindo R$ 270/@ e R$ 282/@ (preços brutos e a prazo). Na média das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, a alta do boi gordo durante a semana foi de R$ 13/@. Para o curto prazo, o mercado brasileiro deverá manter a tendência de valorização na arroba, estimulada pela baixa oferta de animais terminados e pela procura mais intensa por parte dos frigoríficos. Segundo a IHS Markit, a segunda semana do mês do mês de novembro foi marcada pela consolidação de um forte movimento de alta nos preços da arroba nas principais praças pecuárias do País. Apesar da ausência de novidades com relação ao retorno dos envios de carne bovina brasileira à China, o suporte nos preços reflete o encurtamento nas escalas de abate dos frigoríficos e uma resposta positiva dada pelo consumo doméstico de carne bovina, estimulado sobretudo pela reabertura do comércio (após o avanço da vacinação contra a Covid-19) e pela entrada dos salários no início do mês. Embora haja certa cautela por parte da ponta compradora, as vendas de carne bovina vêm apresentando recuperação no mercado doméstico e, ao mesmo tempo, as exportações também dão sinais de retomada, mesmo ainda sem contar com a volta dos chineses. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume médio de carne bovina in natura exportada pelo Brasil na primeira semana de novembro foi de 5,27 mil toneladas por dia, um avanço de 28,1% frente à média de outubro passado. No entanto, o desempenho está 37,2% inferior ao registrado em novembro de 2020, quando a China estava muito presente nas compras do produto brasileiro.

PORTAL DBO 

Embargo chinês pode baratear carnes no Natal, mas demanda preocupa

Ainda que aumento da oferta abra espaço para queda de preços no país, perspectiva de mesa farta esbarra em renda baixa e desemprego alto

Um dos desdobramentos do embargo chinês à carne bovina brasileira poderá ser a redução dos preços da proteína no mercado interno justamente nas festas de fim de ano, quando o consumo tende a aumentar. Mas, se por um lado a queda poderia ser considerada um “presente de Natal” aos consumidores brasileiros, por outro, ela não significa, necessariamente, mesa mais farta em dezembro, já que, afinal, o desemprego está alto e o poder aquisitivo das famílias, em baixa. Após mais de dois meses de embargo chinês à carne brasileira, os estoques dos frigoríficos já passam de 100 mil toneladas, de acordo com a Safras & Mercado. “Se esse produto for liberado no mercado interno, a tendência é que os preços da carne bovina caiam e puxem com eles os das proteínas suína e de frango”, diz Fernando Iglesias, analista de mercado da consultoria. Segundo ele, do ponto de vista da indústria, o mais inteligente seria liberar os estoques no último bimestre, quando, por causa do pagamento do 13º salário, a demanda sobe. Caso os frigoríficos segurem os estoques por mais tempo e a China continue fora das compras, ofertar o produto no primeiro bimestre poderia derrubar as cotações. O preço da arroba do boi chegou a cair de maneira significativa no intervalo entre 3 de setembro (véspera do início do embargo da China à carne brasileira) e 3 de novembro, passando de R$ 305,50 a R$ 258, segundo a Scot Consultoria. Mas, desde então, voltou a subir, chegando em 11/11 a R$ 287,50. Iglesias lembra que as vendas são geralmente mais fracas no início do ano, época em que a população está descapitalizada, seja em virtude dos gastos do fim do ano anterior, seja por causa das despesas com impostos e compra de material escolar. “A China é o diferencial da balança, e nós temos que acompanhar. Enquanto não voltar, o cenário indica alguma queda nos preços”, frisa.

VALOR ECONÔMICO 

Rabobank estima alta de 1% na exportação brasileira de carne bovina em 2022

As exportações brasileiras de carne bovina devem subir 1% em volume em 2022, em relação a 2021, quando é esperada uma queda de 2% nos embarques devido ao impacto da suspensão das compras chinesas, disse o Rabobank em relatório na semana passada

“Esperamos que a produção de carne bovina recupere 1% em volume no próximo ano, sustentada pelas expectativas de incremento nas importações da China e leve recuperação de 0,5% no consumo doméstico”, disse o Rabobank em relatório. O mercado brasileiro de carne bovina no ano que vem tende a ser tão volátil quanto este ano, segundo o banco. O cenário será influenciado pela recuperação da economia nacional e global com o avanço da vacinação contra a covid-19, os riscos climáticos para produção de grãos e pastagens, novas projeções de câmbio mais desvalorizado, lançamento do novo pacote de ajuda financeira, demanda chinesa e as eleições. Apesar da manutenção dos custos altos da ração, o Rabobank estima que os preços médios em 2022 deverão ser inferiores aos deste ano, principalmente na segunda metade do ano. Além da retomada das compras chinesas, os exportadores brasileiros poderão ter novas oportunidades de embarques para os Estados Unidos, já que o real está desvalorizado. Os EUA vêm aumentando as importações de carne bovina brasileira, com alta de 86% no volume de importações de janeiro a outubro deste ano, na comparação anual. No mercado doméstico, o Rabobank estima queda de 4% a 5% no consumo de carne bovina em 2021, apesar da ligeira melhora na demanda após a reabertura econômica e o avanço da vacinação.

CARNETEC

Mercado de animais para reposição esboça reação

Na média de preço de todas as regiões e categorias monitoradas, entre machos e fêmeas anelorados, houve aumento de 1,6% nesta semana, segundo a Scot Consultoria

Após o marasmo nas últimas semanas, o mercado de reposição começou a ganhar ritmo, influenciado sobretudo pelo avanço nos preços do boi gordo. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todas as regiões e categorias monitoradas, entre machos e fêmeas anelorados, houve aumento de 1,6% nesta semana. Neste intervalo, as fêmeas puxaram as cotações. Na média de todas as categorias de fêmeas, a valorização foi de 1,9%, frente a alta de 1,2% da média das categorias dos machos anelorados. Dentre as fêmeas, a maior demanda pela bezerra desmamada resultou em alta de 2,4% para a categoria, considerando os últimos sete dias. Nesta semana, entre as principais praças, houve registro de negócios apenas em algumas regiões do Brasil. No Centro-Oeste, destaque para altas nos preços, entre todas as categorias, registradas nas praças do Mato Grosso do Sul. No Sudeste, o mercado também esboçou recuperação nos preços, embora o volume de negócios evoluiu de forma lenta. Na região Sul, a oferta se mostrou maior no Rio Grande do Sul, em função da saída de lotes das pastagens para abrir espaço para o plantio de soja. No Paraná, o mercado de reposição também segue firme. No Norte do País, os preços também ensaiaram altas, embora os negócios não tenham sido em volumes significativos. No Tocantins, já há relatos do preço do bezerro voltando a ser negociado a R$ 14/kg, apurou a consultoria.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe 1% antes de fim de semana prolongado; dados domésticos elevam cautela

O dólar registrou forte alta contra o real na sexta-feira, embora tenha ficado no vermelho no acumulado da semana, com investidores elevando a cautela após dados domésticos mais fracos do que o esperado e antes de final de semana prolongado

O dólar spot subiu 1,00%, a 5,4569 reais na venda. Na B3, onde os negócios vão além das 17h (horário de Brasília), o dólar futuro tinha alta de 1,09%, a 5,4730 reais. Em relação ao fechamento da última sexta-feira, o dólar à vista caiu 1,19%, em sua segunda desvalorização semanal consecutiva. Dados da sexta-feira –que mostraram que o setor de serviços brasileiro registrou queda inesperada de 0,6% em setembro– também estavam no radar de investidores, uma vez que levantaram temores sobre desaceleração do crescimento econômico. Na quinta-feira, uma leitura já havia mostrado perdas acima do esperado no varejo. Depois da divulgação dos dados, o Credit Suisse passou a projetar contração econômica de 0,5% do PIB brasileiro em 2022. Em meio ao atual ciclo de aperto monetário do Banco Central, investidores começavam a se questionar sobre o que os números mais fracos do que o esperado representará para a política monetária, uma vez que juros muito altos são vistos como prejudiciais à atividade econômica. Estrategistas do Citi disseram em relatório da sexta-feira, publicado após a divulgação dos dados de serviços e varejo, que “o aumento significativo na inflação ao consumidor em outubro, junto a mais sinais de desancoragem das expectativas de inflação de longo prazo, está elevando as chances de movimento ainda mais agressivo” de aperto monetário na próxima reunião do Copom, em dezembro. Em meio à percepção de que o governo vai, de qualquer maneira, fornecer auxílio à população de 400 reais por família em 2022, quando o Presidente Jair Bolsonaro deve tentar a reeleição, a PEC dos Precatórios passou a ser vista por muitos participantes do mercado como a alternativa de financiamento menos nociva à saúde das contas públicas.

REUTERS 

Ibovespa recuou antes do feriado

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,17%, a 106.334,54 pontos

O Ibovespa fechou em baixa na sexta-feira, reflexo de realização de lucros após três altas seguidas e tendo um fim de semana prolongado no horizonte. Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa caiu 1,17%, a 106.334,54 pontos. Ainda assim, teve desempenho positivo de 1,44% na semana, a segunda seguida de alta. O giro financeiro da sessão somou 31,7 bilhões de reais. Na visão do líder de renda variável da assessoria de investimentos Blue3 Antonio Carlos Pedrolin, a queda é natural diante do feriado no Brasil na segunda-feira. “Investidores acabam reduzindo um pouco as posições”, afirmou. Além disso, acrescentou, o noticiário macroeconômico continuou mostrando um cenário mais desafiador no país, com o setor de serviços registrando queda inesperada no volume em setembro, após cinco meses de crescimento. Agentes financeiros também atribuíram o declínio do Ibovespa a movimentos de realização de lucros, após três pregões seguidos de alta, em que acumulou um ganho de 2,7%. Na visão do diretor da plataforma de análises independentes Ohmresearch, Roberto Attuch, com o avanço da PEC o cenário político, pelo menos por enquanto, não deve fazer tanto preço no mercado como ultimamente. Olhando para a frente, contudo, ele ressaltou que, se a popularidade do governo não reagir, o mercado deve começar a questionar sobre potenciais medidas que podem ser adotadas pela equipe do presidente Jair Bolsonaro para melhorar esses números.

REUTERS

Serviços do Brasil têm queda inesperada em setembro após 5 altas seguidas

O setor de serviços brasileiro registrou queda inesperada no volume em setembro, após cinco meses de crescimento, pressionado pela maior queda em transportes em quase 20 meses diante principalmente do aumento das passagens aéreas

O volume de serviços teve em setembro recuo de 0,6% em relação ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. O número contrariou a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,5%, e ainda interrompeu cinco altas mensais seguidas, quando acumulou ganho de 6,2%. Apesar das perdas inesperadas em setembro, o setor ainda encerrou o terceiro trimestre com ganho de 3% na comparação com os três meses anteriores, e está 3,7% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Em relação a setembro de 2020 houve alta de 11,4%, contra expectativa de avanço de 13,5%%. Em setembro houve perdas generalizadas, sendo que a atividade de transportes exerceu o maior peso ao registrar queda de 1,9% sobre o mês anterior, a mais acentuada desde abril do ano passado (-19,0%). De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, esse resultado decorre das quedas no transporte aéreo de passageiros, devido à alta de 28,19% no preço das passagens aéreas, no transporte rodoviário de cargas e também no ferroviário de cargas. Também apresentaram recuo no mês outros serviços (-4,7%), informação e comunicação (-0,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%). “A queda do setor de serviços se deu de maneira relativamente disseminada”, disse Lobo. “A inflação aparece de forma mais indireta aqui, mas agora ficou mais clara nas passagens aéreas.” Somente os serviços prestados às famílias apresentaram alta, de 1,3%, marcando a sexta taxa positiva consecutiva. No entanto, ainda assim estão 16,2% abaixo do patamar pré-pandemia. O índice de atividades turísticas, por sua vez, avançou 0,8% na comparação com agosto, quinta taxa positiva consecutiva, acumulando no período ganho de 49,9%. Ainda assim, o segmento de turismo ainda está 20,4% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado.

REUTERS

LEGISLAÇÃO

STF decide se Fisco pode cobrar multa de 50% sobre compensações indevidas

Impacto para a União será de R$ 32 bilhões se os ministros impedirem a cobrança. Esse julgamento está previsto para a quinta-feira. São duas ações: ADI 4.905 e RE 796939 

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir o processo que discute a aplicação da multa de 50% sobre os valores de restituição, ressarcimento ou compensação tributária considerados indevidos pela Receita Federal – a chamada multa isolada. Trata-se de uma disputa cara para a União. Serão R$ 32 bilhões de perda se não puder mais aplicar a punição. Os contribuintes contestam essa multa por já estarem sujeitos à aplicação de uma outra, a multa de mora. Quando entende ter direito a um crédito contra a União, por pagamentos feitos a mais, o contribuinte pode fazer a compensação, ou seja, usar esse crédito para quitar tributos correntes, de forma administrativa. A Receita Federal tem prazo de cinco anos para validar essa operação. Se entender que tal crédito não era devido, a compensação não é homologada. O débito que havia sido pago com o crédito fica em aberto e sobre esses valores são aplicadas as duas multas: a de mora – 20% – e a isolada, de 50%. Trata-se, segundo advogados, de dupla punição ao contribuinte – e acaba inibindo compensações. A multa de 20%, dizem, já seria uma penalidade suficiente. “A multa de 50% pela simples não homologação da compensação, sem que se identifique uma conduta maliciosa do contribuinte, afronta diretamente os princípios da proporcionalidade, razoabilidade e do não confisco”, diz Donovan Mazza Lessa, sócio do escritório Maneira Advogados. Chances “A maioria das decisões atuais, de juízes e tribunais regionais, é favorável aos contribuintes. E, além disso, o relator no Supremo também acolheu a tese”, observa o tributarista Leonel Martins Bispo, do escritório Bispo, Machado e Mussy Advogados, apostando em vitória para os contribuintes. Ele cita o relator, ministro Edson Fachin, porque esse caso já esteve em discussão no Plenário Virtual da Corte. Foi em abril do ano passado. Fachin abriu o julgamento com voto contrário à aplicação da multa e, na sequência, o Ministro Gilmar Mendes pediu de vista, suspendendo as discussões. No mês seguinte, Luiz Fux, o presidente da Corte, apresentou um pedido de destaque, deslocando o caso do Plenário Virtual para julgamento presencial. Quando isso acontece, às discussões voltam à estaca zero. Os advogados fazem, novamente, as sustentações orais e os todos os ministros votam – mesmo aqueles que já haviam se posicionado (e podem, inclusive, mudar de posição).

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Frango: preços em leve alta fecharam a sexta-feira

Segundo análise do Itaú BBA, o controle da oferta em relação à demanda da carne de frango tem sido um fator que está proporcionando um ambiente favorável para a proteína

Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (11), a ave congelada teve leve alta de 0,13%, avançando para R$ 7,77/kg, enquanto o frango resfriado fechou estável em R$ 8,08/kg. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,60/kg, assim como o frango no atacado, custando R$ 7,20/kg. Na cotação do animal vivo, em Santa Catarina, ficou custando R$ 3,70/kg, em São Paulo, cotado a R$ 5,00/kg. No Paraná foi registrada queda de 0,85%, caindo para R$ 5,85/kg.

Cepea/Esalq 

Exportações de carne de frango catarinense crescem 57,5% em outubro

Segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, Santa Catarina encerrou outubro com um aumento de 57,5% no faturamento com as exportações. No último mês, o estado embarcou 90,9 mil toneladas do produto, gerando receitas que passam de US$ 171,9 milhões. 

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em comparação com outubro de 2020, a avicultura catarinense obteve resultados bastante expressivos: alta de 57,5% no valor e de 23,7% na quantidade exportada. O que pode ser explicado pelo aumento nos embarques para os principais mercados compradores: Japão, China, Holanda e Emirados Árabes. O bom desempenho internacional deve influenciar também a valorização dos preços para o setor. “A forte demanda por carne de frango no mercado internacional e no mercado interno, principalmente em função dos preços elevados das demais carnes e da perda de renda de grande parte dos consumidores, tende a favorecer a manutenção dos patamares de preços atingidos por essa proteína ao longo dos próximos meses”, ressaltou o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl. De janeiro a outubro deste ano, Santa Catarina exportou mais de 855 mil toneladas de carne de frango – 5,8% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento supera US$ 1,5 bilhão, uma alta de 20,3%. Os catarinenses respondem por 23% de toda arrecadação nacional com os embarques de carne de frango em 2021.

Sec. de Agricultura – SC 

Suínos: sexta-feira com preços em alta

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (11), houve aumento de preço no Paraná, na ordem de 1,02%, chegando a R$ 5,95/kg, alta de 0,43% em Minas Gerais, atingindo R$ 7,01/kg, e de 0,33% em Santa Catarina, alcançando R$ 6,11/kg.

Ficaram estáveis os preços no Rio Grande do Sul, valendo R$ 5,68/kg, e em São Paulo, fechando em R$ 6,46/kg. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 6,09%/4,07%, chegando a R$ 122,00/R$ 128,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,10%/1,05%, valendo R$ 9,20/R$ 9,60 o quilo.

Cepea/Esalq

Ações de combate à Peste Suína Africana terão recursos de parceria internacional

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou na quinta-feira (11) a destinação de até US$ 500 mil para ações de combate à Peste Suína Africana na República Dominicana e no Haiti, países onde a doença já foi detectada

Os recursos são do Programa de Parceria entre o Brasil e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para Promoção da Cooperação Técnica Sul-Sul Trilateral, gerenciada pela Agência Brasileira de Cooperação. A ideia é desenvolver capacidades locais, incluindo ferramentas de avaliação de risco e análise laboratorial, que permitam confirmar casos suspeitos e auxiliar atividades de vigilância, além do desenvolvimento de programas educacionais para aumentar a conscientização sobre a doença e melhorar o acesso aos serviços de saúde animal, em especial em países com grande número de criadores de suínos em pequena escala. “Diante da ameaça da Peste Suína Africana, é absolutamente essencial que todas as agências internacionais e governos nacionais trabalhem de forma coordenada. Se cada um agir por iniciativa própria, enfraqueceremos a eficácia das ações de todos, e os perdedores serão os produtores dos países afetados”, disse Tereza Cristina, ao participar, por videoconferência, de Reunião Interamericana sobre Peste Suína Africana. O Diretor-Geral do IICA, Manoel Otero, também participou do evento, além de representantes de outros países das Américas. 

MAPA 

MEIO AMBIENTE 

Europa prepara projeto para vetar produtos de áreas de desmatamento

ideia surge em meio a impasses para a ratificação do acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia, que enfrenta impasses ligados a questões ambientais

A União Europeia deve apresentar nos próximos dias uma proposta para proibir a importação de produtos de áreas de desmatamento, que deve incluir itens como carne, cacau e óleo de palma. De acordo com o publicado pela Agência italiana ANSA, só terá acesso ao mercado quem comprovar que sua produção não está ligada à destruição de florestas. Ainda conforme a publicação, o bloco poderá usar imagens de satélite para comprovar as declarações de proveniência dos produtos. A ideia da proposta foi divulgada em meio a entraves para a ratificação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que tem em questões ambientais um dos seus principais impasses. Um dos pontos de resistência à ratificação do acordo é a situação da Amazônia, atingida por desmatamento e queimadas. Um presidente francês, Emanuel Macron, é um dos principais críticos da política ambiental do governo brasileiro. “Esperamos uma proposta forte da Comissão Europeia, que será apoiada no Eurparlamento”, disse à Agência ANSA, o Presidente da Comissão de Meio Ambiente do Legislativo da União Europeia, o também francês Pascal Canfin. A proposta começa a ser discutida também em meio a maior pressão do próprio setor privado, amparado em uma ênfase cada vez maior à agenda ESG (Ambiental, Social e de Governança) dentro do ambiente corporativo. Na semana passada, durante a realização da COP26, representantes da indústria de alimentos da Grã-Bretanha divulgaram um manifesto em que se comprometem a não comprar soja de áreas de desmatamento.

GLOBO RURAL

Estudo confirma potencial de redução de emissões na pecuária

Recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta podem acelerar o processo, indica estudo da FGV

“Vilã” quando a conversa gira em torno de emissões de gases de efeito estufa, a pecuária tem pela frente o difícil desafio de limpar sua imagem e, de quebra, reduzir a pressão global contra o consumo de carne, diretamente associada aos problemas causados pela atividade ao ambiente. Mas esse desafio, particularmente no Brasil, pode ser facilitado com a aceleração da recuperação de pastagens degradadas e da adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), entre outras técnicas que já vêm sendo implantadas e que também podem elevar a renda dos produtores rurais. Recém-concluído pelo novo Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), o estudo “Potencial de Mitigação de Gases de Efeito Estufa das Ações de Descarbonização da Pecuária até 2030” traz cálculos animadores sobre os resultados que podem ser alcançados com esse melhor aproveitamento de recursos na cadeia produtiva – de forma que seja possível produzir a mesma quantidade de carne com um rebanho menor, que ocupe menos espaço e torne viável a ampliação da remoção de carbono. Assinado por Eduardo Delgado Assad, Camila Genaro Estevam, Cícero Zanetti de Lima, Eduardo de Moraes Pavão, Talita Priscila Pinto, o estudo aponta que, considerando a evolução recente, a área total de pastagem no país em 2030 poderia ser 3,7% menor que em 2018, da ordem de 164,3 milhões de hectares. Haveria, assim, a liberação de 6,5 milhões de hectares para diferentes usos. Paralelamente, seriam recuperados 27,5 milhões de hectares de pastos degradados, e a soma dessas tendências poderia oferecer ganhos de produtividade ao rebanho bovino – que atingiria uma taxa de lotação de 1,27 cabeça por hectare – e resultar em uma remoção líquida total de carbono de 1,224 bilhão de toneladas de CO2 equivalente. Além disso, o excedente de mitigação poderia compensar uma parcela das emissões diretas e indiretas provenientes de outras atividades agropecuárias”, afirma o estudo. Os autores observam que, se nesses 6,5 milhões de hectares que poderão ser liberados até 2030 com o adensamento da pecuária forem adotados sistemas de integração de lavoura-pecuária-floresta, a taxa de lotação ficará em 2,5 cabeças por hectare e haveria um acúmulo de 36 milhões de toneladas de CO2 equivalente no solo, “volume mais do que suficiente para neutralizar as emissões do rebanho bovino presente nessa área”, afirmam. “O balanço final das emissões provenientes desse sistema atingiria uma mitigação de 86,5 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Vale ressaltar que a tecnologia ILPF potencializa a capacidade de descarbonização do setor agropecuário quando associado a outras tecnologias, como recuperação de pastagens degradadas”. O estudo reforça que os a tecnologia ILPF apresenta grande potencial de adoção e mitigação de gases de efeito estufa, e que o sistema agrega renda de forma sustentável sem geração de passivo ambiental. “A produção animal proveniente do sistema ILPF seria carbono neutro – ou seja, os componentes de solo e floresta são capazes de mitigar as emissões de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) do rebanho bovino e, adicionalmente, permitem compensar uma parcela de metano emitido pelo rebanho presente em sistemas convencionais de pastagem” O estudo indica que haveria a compensação das emissões de 51,8 milhões de cabeças que estariam em sistemas convencionais. Assim, 32,6% do rebanho nacional (68,2 milhões de cabeças) poderia ser considerado carbono neutro.

VALOR ECONÔMICO

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