CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1613 DE 12 DE NOVEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1613 | 12 de novembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Doze reais a mais na cotação da arroba do boi gordo nas praças paulistas

As indústrias frigorificas abriram o dia pagando mais para todas as categorias destinadas ao abate.

Na comparação diária, a alta foi de R$12,00/@ para o boi gordo, R$5,00/@ para a vaca gorda e R$10,00/@ para a novilha gorda, negociados em R$292,00/@, R$270,00/@ e R$282,00/@, na mesma ordem, preços brutos e a prazo. Para lotes maiores e diferenciados, há negócios ocorrendo acima das referências. No Norte de Tocantins, na mesma situação, as cotações subiram R$5,00/@, na comparação diária, para todas as categorias destinadas ao abate. Na região de Marabá – PA, na comparação diária, alta de R$4,00/@ para o boi gordo e R$5,00/@ para vaca e novilha gordas. Abates no terceiro trimestre de 2021 – Com 6,9 milhões de cabeças abatidas no terceiro trimestre de 2021, o abate de bovinos caiu 2,2% frente ao segundo trimestre. No comparativo mensal, os abates em setembro/21 (1,9 milhão de cabeças) foram 23,7% menores frente a agosto/21 (IBGE).

SCOT CONSULTORIA

Boi/Cepea: Preços da arroba reagem neste começo de novembro

Depois de recuarem com força em setembro e em outubro, os preços do boi gordo reagiram neste começo de novembro

No acumulado da parcial deste mês (entre 29 de outubro e 10 de novembro), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 avançou 13,26%, fechando a R$ 291,20 na quarta-feira, 10. Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação vem sobretudo da retração de pecuaristas, que, diante das recentes fortes desvalorizações da arroba, se afastaram do mercado. Agentes de frigoríficos, por sua vez, seguem evitando comprar grandes lotes de animais para abate, mas a menor oferta no spot nacional já fez com que agentes de muitas unidades precisassem elevar os valores pagos para conseguir realizar novas aquisições.

Cepea

Boi gordo: preços da arroba fecham perto de R$ 300 em algumas regiões

Mercado físico voltou a ter preços acentuadamente mais altos na quinta-feira (11)

Durante a manhã da quinta-feira (11), o movimento de alta seguiu em quase todas as regiões produtoras, com os preços do boi gordo negociados acima de R$ 300 por arroba em algumas localidades. O período da tarde foi marcado por maior lentidão, com rumores em torno da suspeita de contaminação por EEB em duas pessoas no Rio de Janeiro, que acabou não se confirmando.  “Os boatos serviram para provocar intensa volatilidade nos futuros de boi gordo na B3, que chegaram a operar próximos ao limite de baixa”, apontou o analista, Fernando Henrique Iglesias. Em relação à China, o mercado segue na expectativa, aguardando um posicionamento do principal consumidor de carne bovina brasileira. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 297 na modalidade à prazo, contra R$ 293 na quarta-feira (10). Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 285, ante R$ 280. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 298, ante R$ 289. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 260. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 298 por arroba, ante R$ 290. Já os preços da carne bovina ficaram estáveis no atacado. O atacado não consegue acompanhar a alta acelerada dos preços do boi gordo no mercado físico. “Esse pode ser um limitador importante de alta mais robustas do boi gordo no físico. Em relação às exportações, o desempenho seguirá enfraquecido enquanto não houver a retomada das negociações envolvendo a China”, disse Iglesias. Assim, o quarto dianteiro seguiu com preço de R$ 20,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 13,30 por quilo, e a ponta da agulha seguiu com preço de R$ 13 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Fiocruz diz que casos suspeitos de mal da vaca louca no RJ não têm relação com consumo de carne

Dois pacientes estão em isolamento em Manguinhos e com suspeita da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)

A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) afirmou na quinta-feira que os dois casos suspeitos de mal da vaca louca em moradores da Baixada Fluminense não têm relação com consumo de carne. Segundo a fundação, os pacientes estão com suspeita da forma esporádica da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) considerando os aspectos clínicos e radiológicos. Segundo o Ministério da Saúde, a forma esporádica da DCJ não tem causa e fonte infecciosa conhecidas, nem se transmite de pessoa para pessoa. A forma relacionada ao consumo de carne – o que não foi o caso dos pacientes do Rio – é conhecida como vDCJ, uma variante. Segundo especialistas, apesar da diferença entre as doenças, ambas são popularmente conhecidas como mal da vaca louca. Os dois pacientes estão internados, em isolamento, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Inicialmente, a Fiocruz falou que havia suspeita de encefalopatia espongiforme bovina, popularmente conhecida como ‘Doença da Vaca Louca’. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio informou que um reside em Belford Roxo e o outro, em Duque de Caxias. A Prefeitura de Caxias confirmou que há um cidadão da cidade monitorado, e a de Belford Roxo afirmou que não foi notificada. A Secretaria de Estado de Saúde afirmou que um dos pacientes é um homem de 55 anos, morador de Caxias, e que teve início dos sintomas em agosto desse ano. A notificação foi feita em 29 de outubro pelo INI, onde ele segue internado, e a investigação do caso foi encerrada pela vigilância municipal de Duque de Caxias como quadro de DCJ esporádico. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Caxias, o paciente apresentou sintomas de demência e ataxia (perda ou irregularidade da coordenação muscular). O outro caso, de acordo com a secretaria, é de uma mulher de 59 anos, com início dos sintomas em outubro e notificação feita na última terça-feira (9).

G1/O GLOBO 

AGRICULTURA E PECUÁRIA

Nota Oficial

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) esclarece que os casos de doenças neurodegenerativas investigados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conforme noticiado na imprensa, tratam-se de suspeitas da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Desta forma, os casos suspeitos não têm relação com consumo de carne bovina. A maior incidência da doença ocorre de forma esporádica e tem causa e fonte infecciosas desconhecidas. De acordo com informações disponíveis no site do Ministério da Saúde, entre os anos de 2005 e 2014, foram notificados, no Brasil, 603 casos suspeitos de DCJ. Desde que a vigilância da DCJ foi instituída no Brasil, nenhum caso da forma vDCJ foi confirmado. A vDCJ é uma variante da DCJ, associada ao consumo de carne bovina.

MAPA

IBGE: Cresce o abate de suínos e frangos e cai o de bovinos no 3º trimestre de 2021

Os primeiros resultados da produção animal no 3º trimestre de 2021 mostram que o abate de suínos aumentou 7,6% e o de frangos, 1,2% frente ao mesmo trimestre de 2020, enquanto o de bovinos recuou 11,1% nessa comparação

No confronto contra o 2º trimestre de 2021, houve redução de 2,4% no abate de bovinos, enquanto o de suínos cresceu 5,1% e o de frangos subiu 0,6%. Foram adquiridos 6,19 bilhões de litros de leite, com queda de 5,1% ante o 3º trimestre de 2020 e aumento de 6,4% frente ao 2º trimestre de 2021. Os curtumes pesquisados receberam 6,96 milhões de peças de couro, com recuos de 15,4% em relação ao 3° trimestre de 2020 e de 7,3% ante o trimestre anterior. Já a produção de ovos de galinha chegou a 994,0 milhões de dúzias, com queda de 2,5% frente ao mesmo trimestre de 2020 e alta de 0,8% ante o trimestre anterior. No 3º trimestre de 2021, a pesquisa mostra que foram abatidas 6,91 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Houve diminuição de 11,1% em comparação com o 3º trimestre de 2020 e queda de 2,4% frente ao 2º trimestre de 2021. A produção de carcaças bovinas foi de 1,88 milhão de toneladas, com queda de 9,4% em relação ao mesmo trimestre de 2020 e alta de 0,4% em relação ao 2º tri de 2021. Já o abate de suínos somou 13,70 milhões de cabeças no 3° trimestre de 2021, representando acréscimos de 7,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 5,1% em comparação ao 2° trimestre de 2021. O peso acumulado das carcaças foi de 1,27 milhão de toneladas, sendo um aumento de 8,5% frente ao 3° tri de 2020 e de 4,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. No 3º trimestre de 2021, foram abatidas 1,53 bilhão de cabeças de frango. Houve alta de 1,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020 e de 0,6% frente ao 2° trimestre de 2021. O peso acumulado das carcaças foi de 3,63 milhões de toneladas, com alta de 4,1% em relação ao 3° trimestre de 2020 e de 0,8% frente ao trimestre anterior. Os curtumes declararam ter recebido 6,96 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 3º trimestre de 2021. Houve queda de 15,4% em comparação ao 3° trimestre de 2020 e de 7,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

IBGE

ECONOMIA

Dólar cai 1,80% a 5,4031 na venda

O dólar perdeu amplo terreno para o real na quinta-feira, registrando o menor patamar desde o início de outubro, em meio a expectativas de aperto monetário mais intenso no Brasil

A divisa norte-americana negociada no mercado interbancário caiu 1,80%, a 5,4031 reais na venda. Essa foi a queda mais forte desde 24 de agosto deste ano (-2,25%) e seu menor patamar para encerramento desde 1° de outubro (5,3696). Aprovada em segundo turno na terça-feira pela Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) modifica a regra de pagamento dos precatórios –dívidas do governo cujo pagamento foi determinado pela Justiça– e altera o prazo de correção do teto de gastos pelo IPCA. Isso não é visto como positivo para a credibilidade do Brasil, uma vez que o texto prevê a alteração de regras da principal âncora fiscal do governo, mas muitos investidores passaram a enxergar a PEC como a melhor alternativa disponível para o governo financiar benefícios sociais de 400 reais por família em 2022, ano eleitoral. Embora a proposta ainda precise passar pelo Senado — e talvez até voltar para a Câmara dos Deputados, caso haja modificações no texto –, seu progresso recente “acaba aliviando tensão e risco fiscal que ganharam cada vez mais peso nos ativos locais” nas últimas semanas, comentou João Vítor Freitas, analista da Toro Investimentos. Além da PEC, investidores continuavam repercutindo dados de inflação domésticos, divulgados na véspera, que poderiam aumentar a pressão sobre o Banco Central para que intensifique seu atual ciclo de aperto monetário. Na quarta-feira, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,25% em outubro, após alta de 1,16% no mês anterior, alcançando a maior variação para o mês desde 2002 (1,31%). Em 12 meses, a alta foi de 10,67%, resultado mais forte desde janeiro de 2016 (+10,71%). Caso o BC aja com mais firmeza no sentido de elevar os custos dos empréstimos para esfriar os gastos e, consequentemente, segurar a inflação, o real pode ser beneficiado, uma vez que juros mais altos tendem a atrair recursos estrangeiros para os mercados de renda fixa domésticos.

REUTERS 

Ibovespa sobe e passa dos 107 mil pontos com alívio no mercado de juros

Dia foi marcado, especialmente, pela valorização de empresas que vinham sofrendo com a dinâmica do mercado de renda fixa 

As perspectivas de aprovação da PEC dos Precatórios, junto a dados negativos de atividade econômica no Brasil, que deram força à ideia de que a inflação deva ceder no ano que vem, trouxeram um novo dia de alívio para os ativos locais, permitindo que o Ibovespa retomasse o patamar dos 107 mil pontos. O índice foi negociado em alta ao longo de todo pregão e, ao fim do dia, encerrou com ganhos de 1,54%, aos 107.594,67 pontos. O volume negociado dentro do Ibovespa na quinta-feira foi de R$ 23,82 bilhões, nível que está em linha com a média diária de 2021. A redução das incertezas relacionadas às questões fiscais, com o encaminhamento da aprovação da PEC dos Precatórios, permitiu, pelo terceiro dia seguido, a alta do Ibovespa. Após meses de tensões elevadas nos mercados com a indefinição do montante dos gastos extraordinários para o ano que vem, os investidores parecem aproveitar o cenário de mais clareza do Orçamento para voltar a demandar papéis penalizados pela volatilidade recente. Em outro fator importante no cenário macroeconômico, as vendas no comércio varejista recuaram 1,3% em setembro na comparação com agosto, menos que os 4,3% de queda do mês anterior e mais que os 0,6% de queda previstos por 27 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data. As ações ainda tiveram impulso do exterior no pregão de hoje. Com receios menores sobre o processo de calote nos títulos de dívida da imobiliária chinesa Evergrande, o minério de ferro terminou o dia em alta superior a 4% e impulsionou o setor de minerais metálicos da bolsa.

VALOR ECONÔMICO

Varejo tem perdas acima do esperado no Brasil em setembro com inflação alta

O setor varejista brasileiro registrou queda das vendas bem acima do esperado em setembro, mostrando dificuldades de recuperação em um ambiente de inflação elevada no país

Em setembro as vendas varejistas tiveram recuo de 1,3%, na comparação com agosto, quando houve expressiva queda de 4,3% na base mensal. As duas quedas seguidas se deram depois de o setor atingir em julho a maior alta do ano, com crescimento de 3,1%. O dado de setembro divulgado na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) representou ainda uma queda muito mais intensa do que a esperada em pesquisa da Reuters, de 0,6%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o varejo apontou recuo de 5,5% nas vendas em setembro, também bem mais forte do que expectativa de uma queda de 4,25%. “O componente que joga o volume para baixo é a inflação. As mercadorias subiram de preço”, destacou o Gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “O crédito de pessoas físicas e jurídicas diminuiu, os juros aumentaram e ainda tem a inflação para influenciar o poder de compra dos consumidores.” Em setembro, a inflação oficial no Brasil foi de 1,16%, já tendo acelerado a 1,25% em outubro na base mensal. Das oito atividades pesquisadas em setembro, seis apresentaram queda no mês. As perdas mais intensas foram verificadas em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,6%), Móveis e eletrodomésticos (-3,5%) e Combustíveis e lubrificantes (-2,6%). Mas o maior peso no resultado de setembro foi exercido por Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com queda de 1,5%. Por outro lado, as vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria ficaram estáveis, enquanto as de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos avançaram apenas 0,1%. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, teve queda de 1,1% nas vendas em setembro. Veículos recuaram 1,7%, enquanto materiais de construção tiveram perda de 1,1%. Desde fevereiro de 2020, foram três picos negativos (abril de 2020, março de 2021, e setembro de 2021) e pelo menos dois picos de altas (outubro e novembro de 2020 e julho de 2021), segundo o IBGE. O cenário atual ainda é de elevação dos juros, o que encarece o crédito, com a taxa básica Selic em 7,75% ao ano. “Não há como expandir gastos e compras com crédito mais caro, renda menor e inflação”, completou Santos.

REUTERS 

BNDES lucra R$ 11,3 bilhões no terceiro trimestre e anuncia dividendos

Banco vai transferir ao Tesouro R$ 8,6 bilhões por resultados do primeiro semestre

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrou lucro de R$ 11,3 bilhões no terceiro trimestre, alta de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado principalmente pela reversão de perdas com ações da Petrobras. No ano, o BNDES acumula lucro de R$ 26,4 bilhões, alta de 93% em relação ao mesmo período de 2020, com forte impacto de vendas de ações de empresas como a própria Petrobras, a Vale e a Klabin. O banco anunciou a distribuição de R$ 8,6 bilhões referentes ao lucro do primeiro semestre. O principal impacto no lucro do trimestre foi uma reversão de R$ 5,5 bilhões em perdas estimadas com sua participação na Petrobras, que haviam sido provisionadas entre 2014 e 2016, após o início da Operação Lava Jato. Segundo a Diretora Financeira do banco, Bianca Nasser, a decisão por reverter as provisões foi tomada diante da melhoria das finanças da empresa, da robustez de sua estratégia e da permanência das ações em patamares mais altos nos últimos anos. O banco também foi beneficiado com R$ 1,7 bilhões em dividendos distribuídos pela estatal e R$ 1,8 bilhões em equivalência patrimonial pelo lucro do frigorífico JBS. Sem considerar eventos extraordinários, o lucro recorrente do BNDES foi de R$ 5,2 bilhões, 121% acima do mesmo período do ano anterior. Os elevados lucros em 2021 são fruto de uma política de redução da carteira de ações acumulada durante as gestões petistas, sob o argumento de que a volatilidade do mercado de capitais traz risco ao balanço do banco. No ano, o resultado de venda de ações soma R$ 24 bilhões. No fim do terceiro trimestre, a carteira de participações do banco somava R$ 67,8 bilhões, praticamente o mesmo patamar do trimestre anterior, já que não houve vendas significativas.

FOLHA DE SÃO PAULO 

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos: quinta-feira fecha com mercado estável NO Paraná

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF também ficou estável em R$ 115,00/R$ 123,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo

Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (10), houve aumento de preço apenas em Minas Gerais, na ordem de 0,14%, chegando a R$ 6,98/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná, custando R$ 5,89/kg, no Rio Grande do Sul, valendo R$ 5,68/kg, em Santa Catarina, fixado em R$ 6,09/kg, e em São Paulo, fechando em R$ 6,46/kg. Na quinta-feira, as principais bolsas de suínos do mercado independente registraram alta nos preços. Entretanto, lideranças do setor pontuam que estes aumentos ainda são muito aquém dos custos de produção, e que a atividade ainda dá prejuízo.

Cepea/Esalq

Suinocultura independente: altas pontuais são registradas em algumas praças produtoras

No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 04/11/2021 a 10/11/2021), o indicador do preço do quilo vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve queda de 4,34%, fechando a semana em R$ 6,42

Nesta quinta-feira (11), algumas bolsas de suínos do mercado independente registraram alta nos preços. Entretanto, lideranças do setor informam que estes aumentos ainda são muito aquém dos custos de produção, e que a atividade ainda dá prejuízo. Em São Paulo o preço passou de R$ 6,56/kg vivo para R$ 7,20/kg vivo, segundo o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira. Ele explica que a semana foi de boas vendas no varejo que motivou o aumento do preço do animal abatido e, consequentemente, do animal vivo. “Com esse valor é possível comprar 1,6 sacas de milho, quando o ideal para a relação de troca é uma arroba suína comprar 2,5 sacas. O prejuízo gerado pelo animal terminado é de cerca de R$ 90,00. Há a expectativa de realinhamento para as próximas semanas, já que estamos entrando na melhor época de consumo de carne suína”, explicou.

No mercado mineiro, o valor subiu de R$ 7,00/kg para R$ 7,50/kg vivo, de acordo com informações da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Houve alta também em Santa Catarina, passando de R$ 6,34/kg para R$ 6,56/kg vivo, de acordo com o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi. “O preço está começando a reagir, mas o custo não baixou e ainda continuamos com prejuízo”, afirmou. O mercado gaúcho negocia os animais no mercado independente às sextas-feiras, e na última (5), o preço do animal vivo se manteve estável em R$ 6,24/kg.

AGROLINK

Frango: preços do setor estáveis na quinta-feira

O dia foi de preços na sua maioria estáveis para o mercado do frango, com exceção do valor da ave no atacado 

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,60/kg, enquanto o frango no atacado caiu 1,37%, chegando em R$ 7,20/kg. No caso do preço do animal vivo, não houve mudança no Paraná, fixado R$ 5,91/kg, em Santa Catarina, custando R$ 3,70/kg, nem em São Paulo, custando R$ 5,00/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (10), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, fechando, respectivamente, em R$ 7,76/kg e R$ 8,08/kg.

Cepea/Esalq 

Itaú BBA: Controle na oferta de carne de frango deve criar ambiente favorável para o setor

Segundo informações do banco, divulgadas ontem, mesmo que haja a possibilidade de que os preços da ave no atacado percam um pouco a sustentação, a oferta controlada de carne de frango e o bom fluxo das vendas externas devem evitar fortes pressões

Mesmo que o preço da carne de frango tenha subido, perdendo parte da competitividade para as carnes concorrentes, a piora dos índices de inflação e o alto nível de desemprego acabam favorecendo a procura pela ave, por ser a alternativa mais barata. Para os analistas do banco, um ponto positivo para a avicultura de corte brasileira nestes últimos meses de 2021 é o avanço do processo de vacinação contra a Covid-19, consequentemente melhorando a mobilidade da população, o que permite a volta às aulas de maneira presencial e a retomada do turismo. Entretanto, todo início de ano é desafiador para as vendas de proteínas animais. A avicultura de corte tem como vantagem o relativo ajuste rápido de oferta à demanda sendo, segundo análise do Itaú BBA, o melhor antídoto para o enfrentamento de margens pressionadas. “Foi o que observarmos neste ano, após um difícil primeiro semestre, o setor amenizou a velocidade dos alojamentos, o que, consequentemente, ajudou na travessia do segundo semestre com preços mais elevados, mesmo com custos de produção altos historicamente”.

Itaú BBA

Carne de frango permanece como oitavo principal produto exportado pelo Brasil

De acordo com a SECEX/ME, ao acumular receita próxima de US$5,747 bilhões nos 10 primeiros meses de 2021, as exportações de carne de frango – considerado, exclusivamente, o produto in natura – corresponderam ao oitavo principal produto exportado pelo Brasil nesse período, desempenho que lhe assegurou manter a mesma posição ocupada em 2020

O valor alcançado representou aumento de 24% sobre idêntico período do ano passado e correspondeu a 2,44% de toda a receita cambial brasileira obtida nesses10 meses. Tal participação, é verdade, apresentou queda anual de 8,74%, mas esta foi ocasionada pelo aumento excepcional das exportações de itens como minério de ferro (participação aumentada em 44,76%) e produtos de ferro e/ou aço (+37,62%.

AVESITE 

Frango contribuiu para a inflação de outubro, aponta IBGE

Ao divulgar a inflação (IGP-DI) de outubro dia 10, o IBGE observou que, no grupo “Alimentação e bebidas”, frango em pedaços (com aumento mensal de 4,34%) e frango inteiro (com acréscimo de 2,80%) contribuíram para a alta do mês (+1,25%), a maior para outubro desde 2002

Ao nível do setor produtivo, os preços recebidos evoluíram inversamente. O frango vivo permaneceu com a cotação inalterada pelo terceiro mês consecutivo (portanto, com involução em relação ao movimento inflacionário) e o abatido sofreu retrocesso de quase 3,5% (bases de preço: São Paulo). Por seu turno o ovo, que no cômputo do IGP-DI aumentou 0,62% – portanto, abaixo da inflação do mês – registrou em outubro, para o produtor, queda próxima de 1%. Aliás, retrocedeu em outubro ao oitavo menor preço de 2021, superando apenas as cotações registradas em janeiro e maio. Quanto aos aumentos – todos acima da inflação – observados no ano e em 12 meses é sabido que se devem, exclusivamente, à evolução dos custos de produção, não à exploração do mercado.

AVESITE

EMPRESAS

Juíza quer saber qual foi prejuízo de frigorífico Mataboi em venda para JBJ 

Antigo controlador diz que JBS recorreu a prática predatória para derrubar valor do Mataboi 

Um perito vai examinar o prejuízo que os donos do frigorífico Mataboi estão cobrando da JBS na Justiça. O Mataboi foi vendido em 2014 para a JBJ, do empresário José Batista Júnior, o mais velho dos irmãos Batista, também conhecido como Júnior Friboi. O valor poderia ultrapassar R$ 1 bilhão, pelos cálculos de pessoas que acompanham o caso, mas a juíza Marian Najjar Abdo, do Tribunal de Justiça de São Paulo, quer provas documentais e periciais. O argumento da família Dorazio, antiga controladora do Mataboi e autora do processo, é que a JBS recorreu a práticas concorrenciais predatórias para derrubar ilicitamente o valor da empresa, graças a benefícios obtidos junto ao governo. Após tornarem o negócio inviável, arremataram-no, causando perdas à família. O argumento dos ex-donos do Mataboi se baseou em declarações feitas por Wesley e Joesley Batista, na delação premiada que ficou pública em 2017. Na sentença, a juíza disse ainda não ser o momento de julgar o mérito. A ação movida pelo advogado Gabriel Felício Giacomini Rocco, sócio do escritório Pereira Neto Macedo, não contesta a venda da Mataboi. Mas busca ressarcimento pelo que seriam práticas desleais em termos de concorrência. Os advogados negam a ideia de que a JBJ e a JBS sejam empresas distintas. A tese vem sendo usada pela empresa de Júnior Friboi, em discussão com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que reprovou a aquisição. Em 2017, o órgão regulador da concorrência alegou que a JBS não poderia comprar novos frigoríficos em mercados nos quais já detinha entre 30% e 50% de participação e exigiu que o negócio fosse desfeito. Procurada, a JBS afirmou que não comenta processos judiciais em andamento.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

BRF: Tendênciade estabilizaçãode custos torna cenário mais favorável

Para executivos, migração do consumo de carne bovina para carnes de frango e suína no Brasil e avanço da demanda no exterior criam boas perspectivas

A tendência de estabilização de custos, aliada à continuidade da migração do consumo de carne bovina para as carnes de frango e suína no país e ao aumento da demanda no exterior, torna o cenário mais positivo para os negócios da BRF neste quarto trimestre e em 2022, sinalizaram os principais executivos da companhia em teleconferência com analistas na manhã de ontem. O aumento de custos voltou a pressionar os resultados da BRF no terceiro trimestre deste ano, que também sentiram os reflexos da queda dos preços da carne suína vendida à China e da valorização da opção de venda que os sócios na empresa turca Banvit têm contra a dona das marcas Sadia e Perdigão. A BRF encerrou o período com prejuízo líquido de R$ 277 milhões, ante lucro de R$ 220 milhões no mesmo período do ano passado. Em contrapartida, a receita líquida aumentou 24,6% na comparação, para R$ 12,4 bilhões, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 3,9%, para R$ 1,4 bilhão, e o fluxo de caixa operacional alcançou R$ 1,6 bilhão. “O terceiro trimestre foi bastante desafiador, mas entregamos resultados sólidos”, disse Lorival Luz, CEO global da BRF, na teleconferência. No Brasil, a receita líquida aumentou 20% no terceiro trimestre, para R$ 6,4 bilhões, em boa medida graças ao reajuste dos preços dos produtos comercialização no varejo — que, em média, foi de 20,7%. Com novos lançamentos, destacou a companhia, a receita proveniente de inovações no país representou 7% do total de julho a setembro, ante 5,6% um ano antes. O Ebitda ajustado no país subiu 5,7%, para R$ 878 milhões. Ainda no front doméstico, a BRF lembrou que “evoluiu com suas iniciativas para expandir sua atuação em novos canais, disponibilizando seu portfólio no marketplace da Magazine Luiza e na plataforma de vendas BEES, da Ambev”. Na BEES, a BRF terá uma loja própria para atender mais de 800 mil micro, pequenos e médios estabelecimentos brasileiros cadastrados, e serão comercializados produtos de todas as marcas da empresa. No Brasil, informou Luz, também está em curso a integração das operações das duas empresas de rações para pets adquiridas recentemente. A ordem agora, disse, é capturar sinergias entre os ativos incorporados do Grupo Hercosul e da Mogiana, e qualquer outra aquisição para reforçar a atuação no segmento foi colocada em compasso de espera. Em parte, a cautela pode ser explicada pelo efeito do investimento de R$ 1,3 bilhão feito na aquisição dessas operações, que ajudou a levar o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) da companhia a 3,06 vezes no fim do terceiro trimestre. O objetivo é que o indicador volte a ficar abaixo de 3 vezes. No fim do terceiro trimestre, o endividamento líquido estava em R$ 16,7 bilhões, R$ 1,9 bilhão a mais que no trimestre imediatamente anterior. Em virtude das aquisições, o fluxo de caixa de investimentos da BRF alcançou quase R$ 1,8 bilhão no terceiro trimestre, 168,9% mais que em igual intervalo do ano passado, mas, com a redução da alavancagem prometida, a tendência é de redução neste quarto trimestre e em 2022 como um todo. No exterior, o principal ponto de atenção é a China, onde os preços da carne suína recuaram de forma expressiva em meio à recomposição do rebanho do país asiático. A depender do ritmo de continuidade dessa queda, sinalizou o CEO global, a BRF poderá optar por direcionar parte da exportação de carne suína para outros mercados ou mesmo para o mercado brasileiro, na forma de produtos de maior valor agregado. No terceiro trimestre, o segmento internacional da empresa registrou receita líquida de R$ 5,4 bilhões, 26,4% mais que no mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado nessa frente recuou 13,7% na comparação, para R$ 411 milhões. Afora o problema na China, Luz destacou que a demanda está em alta no Oriente Médio, graças à volta do turismo — a receita da distribuição halal continua em elevação —, e no Japão, com a retomada da economia. Na Turquia, com a Banvit, as vendas também estão caminhando bem, de acordo com o executivo. A BRF destacou, por fim, que continua a avançar com sua agenda ESG, com ações como investimentos de R$ 130 milhões em energia limpa e uma nova política de compra sustentável de grãos — até 2025, 100% dos grãos adquiridos na Amazônia e no Cerrado estarão sendo rastreados.

VALOR ECONÔMICO 

Com cenário favorável nos EUA, JBS projeta quarto trimestre positivo

Para a companhia, demanda global seguirá firme no fim de 2021 e também no começo do próximo ano

Impulsionada pelo bom desempenho de sua operação nos Estados Unidos, a JBS manteve o pé no acelerador no terceiro trimestre de 2021, a despeito de margens ainda curtas na Austrália e do embargo chinês à carne bovina brasileira, que começou em setembro. Em teleconferência com analistas na manhã de ontem, os principais executivos da empresa sinalizaram que a forte demanda mundial, especialmente da Ásia, garantirá solidez aos dos negócios neste quarto trimestre e no ano que vem. Gilberto Tomazoni, CEO global da companhia, destacou que a diversificação de produtos e distribuição geográfica ajudam a equilibrar os níveis operacionais e a garantir crescimento mesmo em momentos desafiadores. “Mais uma vez é perceptível o valor estratégico da plataforma que possuímos”, disse. A receita líquida da JBS chegou a R$ 92,6 bilhões no terceiro trimestre deste ano, 32,2% superior à do mesmo período de 2020. Já o lucro líquido cresceu mais de 140%, para R$ 7,6 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado avançou 74,2%, para R$ 13,91 bilhões, e o índice de alavancagem caiu para 1,52 vez em reais, menor nível da história, segundo o Diretor Financeiro global da empresa, Guilherme Cavalcanti. Com os preços em alta também no mercado americano, a JBS USA Beef registrou receita líquida de US$ 7,4 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 38% em comparação com o mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado aumentou 22%, a US$ 1,6 bilhão. Segundo o CEO da subsidiária, André Nogueira, com a alta da proteína no mercado internacional, as exportações dos americanos – e não apenas a JBS – cresceram 20%. Nogueira vê uma oferta “adequada” de gado nos Estados Unidos no ano que vem; ele projeta recuo de 1% a 2% em relação a 2021. “Isso já está afetando um pouco o preço do gado e deve continuar”, afirma, reforçando que a alta do preço da carne está “dentro do esperado” e deve-se também à sazonalidade da pecuária local. Para a Austrália, que está sob o guarda-chuva da subsidiária dos EUA, a perspectiva é que a oferta de gado, que hoje está de 30% a 40% menor que o normal, melhore no segundo semestre de 2022. Por enquanto, Nogueira classifica as margens operacionais no país como “ok”. Segundo ele, a queda nas exportações de carne suína da JBS Pork para a China está sendo compensada pelo aumento na demanda de países como Colômbia, Filipinas, Honduras, México e República Dominicana. “E o Japão ainda está reabrindo devagar. Sabemos que o país representa uma demanda internacional fortíssima”, disse. A JBS Brasil fechou o terceiro trimestre com receita líquida de R$ 15,46 bilhões, um aumento de 35,3%, enquanto o Ebitda subiu 10,4%, para US$ 946 milhões. O CEO da companhia para a América do Sul, e também da Seara, Wesley Batista Filho afirmou que a presença da empresa no mercado interno e em outros países reduz o impacto do embargo chinês à carne bovina brasileira. A popularidade da Friboi no Brasil permite que a companhia repasse os aumentos de custos aos preços, diz Wesley Filho. “E a gente não vê essa condição mudando”, afirma. Mesmo com a economia brasileira ainda “sensível, ele está otimista com o quarto trimestre.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Acordo entre China e EUA reacende expectativas de ações efetivas sobre mudança climática

Maiores emissores de gases de efeito de estufa do mundo, os dois países anunciaram acordo bilateral na Conferência das Nações Unidas

Os maiores emissores de gases de efeito de estufa do mundo, a China e os Estados Unidos, anunciaram nas últimas horas, durante os trabalhos da COP 26 em Glasgow, Escócia, um acordo bilateral que reacendeu alguma esperança a dois dias do fim da Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Trata-se de uma declaração conjunta sobre o reforço da ação climática. “O documento contém declarações fortes sobre estudos alarmantes de cientistas, a redução das emissões de carbono e a necessidade urgente de acelerar ações para chegar lá”, afirmou à imprensa o enviado especial dos EUA, o antigo candidato presidencial John Kerry, acrescentando que as duas potências se “comprometem com uma série de ações importantes para esta década, no momento em que elas são necessárias”. “Podemos comprometer-nos todos com a via de um desenvolvimento verde, com baixas emissões de carbono, e duradouro”, disse o presidente da China, Xi Jinping, que falou em videoconferência, paralelamente à Cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Xi Jinping. Ele não fez, no entanto, qualquer referência direta ao entendimento com os Estados Unidos, firmado em Glasgow. Segundo o enviado chinês à COP26, o compromisso resultou de quase três dezenas de reuniões ao longo dos últimos dez meses. De acordo com a ONU, o mundo segue uma trajetória “catastrófica” rumo a um aquecimento de 2,7 graus Celsius até o fim do século, que levará a um conjunto de fenômenos climáticos progressivamente devastadores. Na prática, na declaração conjunta, chineses e norte-americanos comprometem-se a fazer mais para travar o aquecimento global. Eles não dão detalhes de ações precisas: prometem, por exemplo, “tomar medidas reforçadas para erguer as ambições durante o ano de 2020” e renovar o compromisso com as metas do Acordo de Paris, para uma subida da temperatura planetária “bem aquém” de 2°C em relação à época pré-industrial e, “se for possível”, atingir e solidificar 1,5°C. As delegações de Pequim e Washington comprometeram-se também a trabalhar, ainda em Glasgow, para um resultado “ambicioso, equilibrado e inclusivo sobre o atenuar [das emissões poluentes], a adaptação e o apoio” aos países menos desenvolvidos. Xi Jinping e o presidente norte-americano, Joe Biden, planejam manter conversações, por videoconferência, na próxima semana.

AGÊNCIA BRASIL

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