CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1605 DE 01 DE NOVEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1605 | 01 de novembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: viés segue negativo para arroba, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a semana se encerrou ainda com viés negativo para a arroba do boi gordo no mercado físico brasileiro

Segundo o analista Fernando Iglesias, a tendência de curto prazo é que os frigoríficos sigam tentando efetuar compras abaixo da referência média. Dessa forma, a pressão continuaria negativa. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram um dia misto, em que as pontas longas e curtas da curva recuaram, enquanto o meio teve leve avanço. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 258,85 para R$ 257,65, do novembro foi de R$ 271,10 para R$ 271,35 e do dezembro foi de R$ 287,00 para R$ 288,00 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Fim de outubro com mercado do boi gordo calmo

Cenário calmo com poucos negócios concretizados nas praças paulistas na manhã de sexta-feira (29/10)

Cenário calmo com poucos negócios concretizados nas praças paulistas na manhã de sexta-feira (29/10), uma vez que as escalas de abate de grande parte dos frigoríficos estão completas para a semana. Nossas referências de preços ficaram estáveis no comparativo feito dia a dia. O boi gordo, negociado em R$262,00/@, preço bruto e a prazo, teve uma retração de R$31,00/@, ou 10,6%, desde o início do mês. A cotação da vaca gorda teve uma redução de R$25,00/@, ou 9,0%, no mesmo período e ficou precificada em R$252,00/@. A novilha gorda foi negociada por R$262,00/@, com recuo de R$31,00/@, ou 10,6%. No sul de Goiás, recuo de R$3,00/@ para o boi gordo na comparação diária e preços estáveis para as fêmeas. Com o reajuste, o boi gordo foi negociado em R$244,00/@, preço bruto e a prazo, R$243,50/@, preço com o desconto do Senar e R$240,50/@ livre de Senar e Funrural. Em Rondônia, as cotações das vacas e novilhas gordas caíram R$3,00/@ e foram negociadas em R$247,00/@, preço bruto e a prazo. Sem alteração para o preço do boi gordo, que foi negociado por R$257,00 /@, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

China habilita frigoríficos de Uruguai e EUA para compras de carne

Liberação ocorre em meio à suspensão das importações do produto brasileiro, que já dura quase dois meses

Com as exportações brasileiras de carne bovina suspensas há quase dois meses, a China segue habilitando plantas de outros países para o fornecimento desses produtos. Na sexta-feira, o Uruguai anunciou que seu modelo de certificado de saúde veterinária foi aceito pelo Gabinete de Assuntos da Sede do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, região autônoma no sul da China. A abertura do mercado vale tanto para carne bovina quanto para carne ovina, com ou sem osso, e seus subprodutos. Para exportar, os frigoríficos precisam ser autorizados pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai. “Essa boa notícia para o Uruguai nos aproxima de um mercado interessante, que exige cortes de qualidade devido à grande quantidade de turismo e, portanto, da indústria hoteleira”, disse Adriana Lupinacci, Diretora do ministério, em nota publicada no site da Pasta. A Coordenação Geral das Alfândegas da China (GACC, na sigla em ingês) também informou que seis novas empresas de carne suína, bovina e avícola dos Estados Unidos e produtos de carne produzidos em câmaras frigoríficas serão exportados para lá a partir de hoje (29/10). Nesta semana, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que a manutenção do embargo não é um ato político chinês e que a situação não é exclusiva do Brasil. Segundo ela, as exportações da Irlanda para os chineses estão suspensas desde maio. A ministra também disse que o Brasil está em fase final de envio de informações técnicas para a China e que espera um desfecho rápido da situação.

VALOR ECONÔMICO

Governo prorroga novamente contratos temporários de veterinários

Profissionais foram contratados em 2017 para atuar por dois anos na inspeção de frigoríficos, mas, com nova extensão, vínculos vão até 2023

O Presidente Jair Bolsonaro editou nova Medida Provisória (MP) para prorrogar por mais dois anos os contratos temporários de 215 médicos veterinários que atuam na inspeção de frigoríficos no país. Os profissionais foram admitidos em 2017, em processo simplificado de contratação do Ministério da Agricultura. O vínculo inicial terminaria em 2019 e já havia sido prorrogado para novembro de 2021. Com a nova prorrogação, serão seis anos em situação de “necessidade temporária de excepcional interesse público” para justificar a contratação temporária e não definitiva dos profissionais. O Ministério da Agricultura cobra a realização de novos concursos públicos para suprir o déficit de mais de 1,6 mil auditores fiscais federais agropecuários, principalmente engenheiros agrônomos, para atuarem na Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Os 215 médicos veterinários temporários atuam nas linhas de inspeção pré e pós-abate dos frigoríficos, atividade essencial para garantir a produção e exportação de carnes. A MP da sexta-feira (1.073/2021) não informa a previsão orçamentária para a prorrogação. Em 2019, no primeiro alongamento dos contratos, o gasto estimado era de R$ 73,5 milhões.

VALOR ECONÔMICO

Boi gordo: mercado segue lento e arroba registra nova queda

Segundo o analista da Safras & Mercado, a semana terminou com muitas unidades frigoríficas ausentes da compra de gado

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na sexta-feira, 29. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana terminou com muitas unidades frigoríficas ausentes da compra de gado. O cenário segue problemático do ponto de vista da receita. A indústria ainda lida com câmaras frias lotadas, além de operar com maior capacidade ociosa, consequências do autoembargo em relação às exportações ao mercado chinês. Do ponto de vista do pecuarista o quadro também é complicado, com forte queda da margem em um ano em que os preços da reposição estiveram em seu topo histórico, além do elevado custo de nutrição animal. O mercado segue carente de novidades em relação à China, ainda sem um posicionamento em relação ao recredenciamento da carne bovina brasileira. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 257 na modalidade a prazo, ante R$ 258 a arroba na quinta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 240, contra R$ 242. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 262, estáveis. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 243, contra R$ 242. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 249 por arroba, inalterado. O mercado atacadista apresentou preços estáveis na sexta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de queda no curto prazo, em linha com o avanço da oferta nas últimas semanas. Mesmo durante o período de virada de mês há pouco otimismo sobre uma eventual recuperação dos preços. “Caso esse movimento se prolongue a tendência é que acabe influenciando a formação dos preços das proteínas concorrentes”, disse Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 20,40 por quilo. O quarto dianteiro manteve preço de R$ 13,30 por quilo, e a ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 13 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Greve dos caminhoneiros: Governo informa que rodovias operam sem transtornos

Boletim divulgado por Ministério da Infraestrutura afirma que a PRF identifica três únicos pontos de concentração

Ministério da Infraestrutura divulgou, pelo Whatsapp, boletim atualizado das 6h, no qual informa que não há registro de nenhuma ocorrência de bloqueio parcial ou total em rodovias federais ou pontos logísticos estratégicos nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 1º, data em f0i marcada uma paralisação nacional dos caminhoneiros. O relatório tem como base informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública por meio da Polícia Rodoviária Federal. Segundo o comunicado, a PRF identifica três únicos pontos de concentração: às margens da BR-116/RJ (Dutra), na altura da Rodoviária de Barra Mansa (RJ); às margens da BR-101/RJ, na região de Rio Bonito (RJ); e às margens da BR-116/CE, na altura do município de Itaitinga (CE). Sem bloqueio e sem abordagem a caminhoneiros que seguem viagem. Há pouco, uma aglomeração em frente ao Porto de Capuaba, no Espírito Santo, foi registrada, mas já foi dispersada por agentes da PRF. Portos continuam operando dentro da normalidade. A situação no Porto de Santos está controlada e sem aglomerações no seu entorno desde as 2h. Também não foi registrada nenhuma ocorrência em centros de distribuição de combustíveis. Conforme o ministério, o efetivo da PRF se mantém em operação nos 26 Estados e Distrito Federal. O governo conseguiu 29 liminares na Justiça contra bloqueio de rodovias, refinarias e portos, contemplando 20 Estados. Concessionárias como a CCR Nova Dutra e a Autopista Planalto Sul, que opera os trechos da BR-116 no Paraná e em Santa Catarina, também obtiveram liminares proibindo os bloqueios das rodovias pela categoria.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Dólar fecha em alta de 0,28%, a R$5,6419 na venda

O dólar avançou contra o real na sexta-feira, ao fim de pregão bastante volátil, encerrando o mês de outubro com fortes ganhos em meio a temores persistentes dos investidores sobre a situação fiscal do país.

O dólar à vista teve alta de 0,28%, a 5,6419 reais. Na semana, a moeda teve alta de 0,31%, enquanto, no mês, a valorização acumulada foi de 3,53%.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda e engata nova perda mensal com risco fiscal

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, acumulando desempenho semanal negativo e engatando a quarta perda mensal consecutiva, reflexo da desconfiança de investidores principalmente acerca de potenciais medidas do governo de Jair Bolsonaro com reflexos nocivos na situação fiscal do país

Índice de refrência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,96%, a 103.631,96 pontos, contabilizando um declínio de 2,5% na semana e de 6,6% em outubro, segundo dados preliminares, renovando mínima em 11 meses. O volume financeiro na sexta-feira somava 30 bilhões de reais.

REUTERS 

Superávit primário do setor público surpreende em setembro e rombo em 12 meses cai a 0,63% do PIB

O setor público consolidado brasileiro registrou superávit primário de 12,933 bilhões de reais em setembro, muito acima do esperado, com o déficit primário em 12 meses recuando expressivamente a 0,63% do Produto Interno Bruto (PIB), menor patamar desde setembro de 2015 (0,43% do PIB)

O recuo foi de quase 1 ponto percentual na comparação com déficit primário de 1,57% no acumulado até agosto, conforme dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central. Este foi o segundo mês consecutivo em que as contas públicas fecharam no azul, no resultado mais forte para setembro desde 2010, quando houve superávit de 28,157 bilhões de reais. Em pesquisa Reuters, a expectativa era de superávit primário mais modesto, de 3 bilhões de reais no mês. Assim como em agosto, o resultado foi guiado fundamentalmente pelo desempenho positivo dos governos regionais: o superávit primário dos Estados foi de 7,265 bilhões de reais e o dos municípios, de 3,174 bilhões de reais. O governo central, formado por governo federal, Banco Central e INSS, teve superávit de 708 milhões de reais, com impulso da arrecadação recorde em setembro, conforme já havia sido divulgado pelo Tesouro na véspera. Contribuindo para o dado geral, as empresas estatais também fecharam setembro com resultado positivo de 1,786 bilhão de reais. A dívida bruta do país ficou em 83,0% do PIB em setembro, acima de expectativa do mercado de 82,6% e do patamar de 82,7% em agosto. Por sua vez, a dívida líquida foi a 58,5% do PIB, abaixo do nível de 59,4% do mês anterior. Nos nove primeiros meses do ano, o governo teve superávit primário de 14,171 bilhões de reais, frente a um déficit de 635,926 bilhões de reais em igual etapa de 2020, período fortemente afetado pelos gastos extraordinários associados à pandemia de Covid-19. Pelo lado das despesas, a melhoria tem sido ajudada pelo congelamento de salários do funcionalismo público, medida implementada como contrapartida à injeção de recursos da União a Estados e municípios no ano passado, mas que pode ser revertida em meio a apelos da categoria por reposição diante da perda do poder de compra com a aceleração da inflação, pleito que ganha mais força com a proximidade das eleições.

REUTERS 

Forte alta de custos pressionará mais o campo nesta safra

Altas dos insumos e das commodities resultaram em Custo Operacional Efetivo (COE) 16,5% maior em 2020/21, apontam dados da CNA

A escalada dos preços dos insumos agropecuários, como fertilizantes, defensivos e ração animal, foi a principal responsável pelo aumento generalizado dos custos de produção da atividade rural em 2021. A variação cambial acentuou o movimento e teve impacto nas altas de 17% na soja, de 15,2% na pecuária de corte para cria e recria, de 34% no arroz produzido no Rio Grande do Sul e de 29% na cana plantada no Nordeste, segundo dados levantados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Cálculos da entidade também apontam que ainda que a alta de preços compensou a dos custos na área de grãos, mas que na pecuária houve achatamento. O fertilizante foi o item que mais pesou no bolso dos produtores rurais. De janeiro a setembro, os preços da ureia, do MAP (fosfato monoamônico) e do KCl (cloreto de potássio) subiram 70,1%, 74,8% e 152,6%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020. A ração concentrada para o gado subiu 15% e o sal mineral, 24,7%. Já os custos com defensivos dobraram. O preço do glifosato, herbicida mais utilizado nas lavouras do país, aumentou 126,8%. Bruno Lucchi, Diretor Técnico da CNA, disse que o setor detectou a elevação de custos com defensivos já no episódio de proibição de uso do paraquate, mas admite que a tensão é maior com as crises nos países fornecedores dos insumos. Na quinta-feira, a CNA alertou para a necessidade de oferta volumosa de crédito rural em 2022 para que a alta de custos não gere retrocessos no nível tecnológico aplicado no campo. O pico de preços dos insumos, influenciado ainda pela alta histórica das commodities e pela expansão da demanda global, e demais gastos diretos resultaram em um Custo Operacional Efetivo (COE) para os produtores de soja 16,5% mais alto na safra 2020/21. A cotação do grão subiu 46,9%, o que ajudou a amenizar as altas de 14,8% e 16,9% nos preços de fertilizantes e defensivos para a cultura, respectivamente. No caso do milho, o principal gasto na primeira safra foi com o controle de pragas, 25,7% superior ao da temporada 2019/20, puxado pelos ataques da cigarrinha. Já na safrinha, o que influenciou negativamente foi o clima, com secas e geadas. O rendimento das lavouras recuou quase 40%. Mas o bom momento dos preços de venda do cereal foi capaz de assegurar receita bruta 2,7% maior e margens brutas ainda positivas. Na pecuária bovina, o cenário foi mais complicado, com diversas praças operando com margens líquidas negativas. Em nove meses, o custo para recria e engorda acumulou alta de 15,2%. Já o modelo de ciclo completo teve aumento de 10,6% e os sistemas de cria, de 16,1%. Na produção leiteira, os custos cresceram 15,7%. O cenário de incertezas deve permanecer em 2022 e apertar as margens de lucro no campo.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS 

CEPEA Suínos: mercado com preços em queda ou estáveis na sexta-feira (29)

O mercado de suínos terminou a sexta-feira (29) com cotações em queda ou estáveis. De acordo com informações do Cepea/Esalq, a demanda pela carne no atacado se desaqueceu, devido à diminuição na renda da maior parte dos consumidores, reforçada pela inflação elevada 

Por sua vez, frigoríficos limitam a demanda por novos lotes de animais para abate. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 0,85%/2,34%, chegando a R$118,00/R$ 128,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,09%/1,04%, valendo R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (28), houve queda de 0,63% no Paraná, chegando a R$ 6,31/kg, e de 0,58% em são Paulo, atingindo R$ 6,81/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, cotado em R$ 6,98/kg, R$ 5,99/kg no Rio Grande do Sul, e R$ 6,16/kg em Santa Catarina.

CEPEA 

CEPEA Frango: a sexta-feira (29) terminou com preços estáveis

A semana de negociações para o mercado do frango se encerrou com cotações estáveis 

De acordo com informações do Cepea/Esalq, o poder de compra do avicultor paulista está mais elevado neste mês frente aos principais insumos utilizados na atividade, milho e farelo de soja. Os preços médios do frango vivo estão estáveis em outubro frente ao mês anterior, ao passo que os valores dos insumos estão em queda. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,00/kg, assim como o frango no atacado, cotado em R$ 7,30/kg. No caso do animal vivo, não houve alteração no preço em São Paulo, valendo R$ 6,00, no Paraná, fixado em R$ 5,91/kg, nem em Santa Catarina, cotado em R$ 3,70/kg. Conforme o Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (28), os preços da ave congelada e da resfriada não mudaram, valendo, respectivamente, R$ 7,80/kg e R$ 8,10/kg.
CEPEA 

Frango/Cepea: Com queda dos insumos, poder de compra do avicultor aumenta

O poder de compra do avicultor paulista está mais elevado neste mês frente aos principais insumos utilizados na atividade, milho e farelo de soja

Segundo informações do Cepea, os preços médios do frango vivo estão estáveis em outubro frente ao mês anterior, ao passo que os valores dos insumos estão em queda. Em relação ao milho, segundo levantamento da Equipe Grãos/Cepea, consumidores seguem afastados do spot nacional, sinalizando ter estoques, sobretudo para o curto prazo, enquanto vendedores, apesar de evitarem negociar grandes volumes, estão mais flexíveis nos valores. Quanto ao farelo de soja, a demanda enfraquecida pressionou as cotações do derivado.

CEPEA

Rabobank: Incertezas na demanda e aumento nos custos de produção devem controlar o crescimento dos plantéis de suínos em 2022

A China, maior consumidor de carne suína, deve reduzir o ritmo das importações neste final de ano e no início de 2022, segundo previsões de analistas do banco

De acordo com análise do Rabobank, em nível global, os suinocultores estão enfrentando um horizonte mais desafiador enquanto o mundo tenta sair da pandemia neste último trimestre. Disrupções estruturais e transicionais na cadeia fornecedora e estoque enxuto de grãos no mundo estão aumentando os custos de produção ao passo que oferta crescente de suínos está reduzindo os preços. O impacto mais severo está sendo sentido nos mercados que estão demorando a se recuperar dos efeitos da pandemia. A queda nos retornos esperados obscureceu as perspectivas de um crescimento de rebanho de suínos em 2022, mas melhorou a sanidade dos plantéis, e ganhos em produtividade devem compensar de certa forma essa lentidão no aumento do rebanho. Isso ocorre em um contexto de um 2021 com uma forte produção de suínos, com expectativa de encerrar com avanço de 3,4% em relação a 2020. Maiores quantidades de suínos serão absorvidas à medida em que o mercado global se recupere da pandemia, e até preços mais altos para a proteína devem limitar o consumo em mercados mais descapitalizados. O horizonte econômico da retomada pós pandemia é desafiador, segundo o Rabobank, já que a inflação alta deve limitar o consumo global. Os custos de produção em alta, que impactam diretamente no preço da proteína, devem gerar certa resistência das cadeias de foodservice, ao passo em que a indústria já está tendo que lidar com custos de alimentação e mão-de-obra mais caros. No fim das contas, conforme a análise do banco, consumidores devem optar por cortes mais baratos, reduzir o consumo de carne suína ou ainda adquirir outro tipo de carne. No caso da China, maior consumidor de carne suína, a expectativa do Rabobank é de que as importações por parte do gigante asiático caiam até o final deste último trimestre, resultando em um declínio de, pelo menos, 10% em comparação a 2020. As importações devem seguir fracas no início de 2022, com um sentimento de mercado em depressão. Para o Brasil, o banco prospecta que a demanda deve melhorar à medida em que o processo de vacinação contra a Covid-19 avança e a economia reabra, mas é preciso olhar para as incertezas em relação ao auxílio emergencial cedido pelo Governo Federal.

RABOBANK

Perspectivas e alinhamento com o setor produtivo na Câmara Setorial de Aves e Suínos

A apresentação do plano de trabalho da nova gestão da Embrapa Suínos e Aves foi um dos temas da reunião ordinária da Câmara Setorial de Aves e Suínos, que ocorreu na terça-feira. O Chefe Geral, Everton Luis Krabbe, falou das perspectivas e alinhamento do trabalho com foco no setor produtivo

Krabbe apresentou as três diretrizes que sustentam seu plano de trabalho: P&D alinhado às demandas da cadeia produtiva, gestão com foco em eficiência e redução de custos e transferência de tecnologia para melhoria da imagem das cadeias de aves e suínos. “Trabalhar com o máximo da nossa capacidade para atuar na vanguarda e antecipar tendências para o potencial produtivo do setor. Esse é um dos pilares da nossa gestão”, afirmou o pesquisador que assumiu a Embrapa Suínos e Aves no dia 1º de setembro. O chefe geral destacou ainda que a equipe pretende atuar visando modelagens preditivas e agropecuária 4.0. E o Programa Inova, que lidera as iniciativas InovaPork e InovaAvi voltadas às ideias de startups para as duas cadeias, é uma das iniciativas apontadas como ação de inovação. A proximidade com as câmaras setoriais é outro ponto que integra o plano de trabalho. “Ouvir os anseios e as expectativas destes fóruns é fundamental para que a Embrapa possa atuar de maneira eficiente”. Entre os desafios propostos pela equipe de gestão está a articulação para a criação de um fundo privado de pesquisa e a integração dos campos experimentais com a agroindústria. “Vamos avançar nessa proposta junto à direção da Empresa e parceiros para que tenhamos uma dinâmica mais assertiva em relação a manutenção dos campos experimentais”, explicou Everton. Sobre os projetos em andamento e o foco de pesquisa, o Chefe Geral destacou que a sanidade animal é uma das grandes frentes do plano de trabalho, destacando a atuação que a Unidade tem nos temas de modernização dos sistemas de inspeção em frigoríficos de suínos e de aves, reúso da cama de aviário, redução do uso de antimicrobianos na produção de suínos, além trabalhos com agentes patogênicos, como salmonela, influenza, pasteurella, por exemplo. Ele ainda destacou os projetos de cereais de inverno para a alimentação animal – em uma parceria com a Embrapa Trigo, e bem-estar animal de suínos e de aves. O meio ambiente e a sustentabilidade também estão entre os projetos que a Embrapa Suínos e Aves tem atuado, a exemplo do trabalho que vem sendo feito para definição dos pagamentos de serviços ambientais, a atuação na rede Biogás, a gestão ambiental de resíduos e dejetos da suinocultura e a destinação de animais mortos. A prospecção e avaliação de custos de produção por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos – CIAS também foi comentada pelo Chefe Geral e deverá, em breve, agregar informações da cadeia de produção de ovos.

Embrapa Suínos e Aves

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