CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1596 DE 19 DE OUTUBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1596 | 19 de outubro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: arroba tem mais quedas, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba teve novas quedas no mercado brasileiro

Em São Paulo, capital, o preço foi de R$ 270 para R$ 268 por arroba, na modalidade a prazo. Em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 270 para R$ 267 e em Goiânia (GO) ficou estável em R$ 250. A falta de notícias sobre a retomada das exportações à China segue penalizando as cotações. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de leve alta nos vértices mais curtos na abertura da semana. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 270,70 para R$ 270,75, do novembro foi de R$ 280,10 para R$ 280,70 e do dezembro foi de R$ 295,05 para R$ 295,10 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi gordo: poucos negócios em São Paulo

Indústrias frigoríficas paulistas ativas nas compras abriram o mercado pagando menos nas categorias destinadas ao abate

Com escalas de abate confortáveis, atendendo, em média, sete dias, as indústrias frigoríficas paulistas ativas nas compras abriram o mercado pagando R$2,00/@ a menos para todas as categorias destinadas ao abate, na comparação com sexta-feira (15/10). Porém, parte dos compradores estiveram fora das compras, aguardando os primeiros movimentos no mercado para se posicionarem. Desta forma, boi, vaca e novilha gordos foram negociados, respectivamente, por R$270,00/@, R$261,00/@ e R$280,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Preços da carne bovina registram queda no atacado, após escoamento de estoques

Diante da ausência da China no mercado brasileiro, frigoríficos seguem disponibilizando parte de seus estoques para vendas domésticas

O mercado físico de boi gordo registrou preços mistos na segunda-feira, 18. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a continuidade da queda nos preços. Os frigoríficos ainda exercem pressão sobre o mercado, considerando a ausência de notícias da China, grande importador de carne bovina brasileira nos últimos dois anos e meio. “Os frigoríficos ainda operam com maior capacidade ociosa, aguardando para que a China enfim se posicione. As câmaras frias permanecem lotadas”, assinalou Iglesias. Para o criador, o cenário também é bastante complicado, considerando a perda de margem em meio à consistente queda dos preços. “Não há grande capacidade de retenção no momento, considerando o elevado custo de nutrição animal somado a dificuldade de manejo em meio as chuvas que atingem a região Centro-Oeste”, disse. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 268 na modalidade à prazo, contra R$ 270 na sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 250, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 267, ante R$ 270. Em Cuiabá, a arroba foi negociada por R$ 259 Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 262 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem caindo, uma vez que os frigoríficos seguem disponibilizando parte de seus estoques para vendas domésticas. O corte dianteiro foi precificado a R$ 14 por quilo, queda de R$ 0,30. O corte traseiro teve preço de R$ 20,70 por quilo, queda de R$ 0,10. A ponta de agulha por sua vez cedeu ao nível de R$ 13,80 por quilo, queda de R$ 0,20.

AGÊNCIA SAFRAS

Média diária exportada de carne bovina registra queda de 43,83% na terceira semana de outubro/21

A Secretária Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, informou que a média diária exportada de carne bovina ficou em 4,5 mil toneladas na terceira semana de outubro, o que representa uma queda de 11,24% frente a média da semana anterior, com 5,07 mil toneladas.

A média diária teve uma queda de 43,83% frente ao total exportado no mesmo período do ano anterior, que ficou em 8,13 mil toneladas. O volume embarcado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançou 45,6 mil toneladas na terceira semana de outubro/21. No mesmo período do ano passado, o volume total exportado em outubro foi de 162,6 mil toneladas em 20 dias úteis. Para o Analista de Mercado da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os dados das exportações já estão refletindo a ausência da China das compras. “Será o primeiro mês que devemos fechar os embarques abaixo das 100 mil toneladas, e isso deve comprometer ainda mais as negociações no mercado pecuário”, disse. Os preços médios ficaram em US$ 5.274 por tonelada, alta de 24,28% diante de outubro de 2020, com valor médio de US$ 4.2455 por tonelada.  A média diária ficou em US$ 24 milhões e queda de 30,19%, na comparação com outubro do ano passado, com US$ 34,5 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

China mantém veto à compra de carne brasileira e deixa autoridades perplexas

Suspensão de remessas após casos de vaca louca ameaça comércio de US$ 4 bilhões por ano 

As autoridades brasileiras estão cada vez mais preocupadas com a proibição chinesa da carne bovina do Brasil, que já dura mais de um mês e ameaça dizimar exportações de aproximadamente US$ 4 bilhões por ano (R$ 21,8 bilhões). Brasília suspendeu voluntariamente os embarques da proteína para a China –seu maior mercado– no início de setembro, após a confirmação de dois casos de doença atípica da vaca louca em frigoríficos do país. Muitos esperavam que Pequim retomasse rapidamente as importações depois que nenhum outro sinal da doença fosse detectado no Brasil. A suspensão, no entanto, se arrasta há quase seis semanas, alimentando uma crescente consternação entre as autoridades brasileiras e seus grandes frigoríficos. Um funcionário do Ministério da Agricultura disse que o Brasil foi transparente com as autoridades sanitárias chinesas, respondendo a todos os pedidos de informação. Afirmou ainda que o Brasil pediu uma reunião técnica, ainda não agendada pelas autoridades chinesas. O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo e seus frigoríficos, incluindo JBS e Marfrig, lucraram muito com o crescente mercado de proteína na China. Entre janeiro e julho deste ano, os embarques de carne bovina do Brasil para a China alcançaram 490 mil toneladas e geraram vendas de US$ 2,5 bilhões (R$ 13,6 bilhões), um aumento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano passado. Um executivo de um grande frigorífico disse estar surpreso que a suspensão tenha durado tanto. A Irlanda estará acompanhando a situação de perto, pois a China ainda não suspendeu a proibição das importações de carne bovina irlandesa após um caso de doença atípica da vaca louca no ano passado. Pequim também anunciou a proibição da carne britânica de gado com menos de 30 meses, a partir de 29 de setembro, depois que um caso foi encontrado em Somerset no mês passado. Alguns analistas brasileiros acreditam que a proibição é uma forma de a China obter vantagem comercial. “Esse atraso na retomada pode ser uma tática de negociação que visa melhorar a precificação e ganhar poder de barganha. Parece uma coisa mais comercial, porque em termos de saúde não há o que discutir”, disse Hyberville Neto, da Scot Consultoria, que atua no setor de carnes e gado bovino. Um gerente da Chengdu Haiyunda Trading Company, que parou de importar carne brasileira desde a suspensão, disse que o produto brasileiro ocupa até um terço de seu negócio. A Chengdu está substituindo a carne brasileira pela de países do norte da Europa e do Cazaquistão. Chenjun Pan, especialista do setor agrícola chinês no Rabobank, disse que espera que os embarques sejam retomados neste ano. “No momento a oferta de carne suína na China é suficiente, o que poderia resolver o problema [de escassez de proteínas e substituição da carne bovina brasileira]. A carne bovina não é a proteína animal básica, portanto, para o governo chinês, este não é o suprimento estratégico de proteína animal”, disse. O impasse também deixou no limbo o destino de cerca de 100 mil toneladas de carne bovina brasileira, com certificação sanitária anterior à suspensão do comércio, mas embarcada depois. Pequim parece estar recusando a entrada da mercadoria. Um executivo do setor de frigoríficos do Brasil disse ter a impressão de que o produto em trânsito está retido nos portos de transbordo ou parado ao largo da China. O consultor da indústria australiana disse que o carregamento provavelmente seria feito através do Vietnã ou Hong Kong, mas não poderia ser redirecionado para outro lugar. Segundo ele, a opção de voltar para o Brasil não vai acontecer, porque esse mercado está supersaturado com carne bovina. O produto não pode ir para os EUA ou outros mercados devido a especificações erradas, sem certificados de saúde e rotulagem da China.

FINANCIAL TIMES 

Encontro reúne adidos agrícolas para discutir estratégias de promoção comercial

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participou na segunda-feira (18), da abertura do 3º Encontro dos Adidos Agrícolas, realizado em parceria com a Apex-Brasil

O evento, que acontece até o dia 29 de outubro, servirá para o alinhamento de informações e a discussão sobre estratégias para negociações internacionais, promoção comercial, atração de investimentos e internacionalização do setor agropecuário brasileiro. Tereza Cristina lembrou a importância dos adidos agrícolas na promoção do comércio exterior brasileiro. “Vocês hoje têm o desafio de representar, nos quatro cantos do mundo, o agro brasileiro moderno, sustentável e pujante. Essa tarefa, se bem executada, trará êxitos e significativos retornos econômico-sociais para nosso país”, disse. A ministra também destacou os desafios que ainda se impõem à diplomacia brasileira do agronegócio, como o protecionismo de muitos países e a necessidade de diversificar a pauta de exportações do Brasil. Ela também mencionou a questão ambiental, lembrando que, apesar dos problemas ainda existentes, a agricultura brasileira é uma das mais sustentáveis do mundo. “Mas isso não se reflete na nossa imagem lá fora. Devemos, portanto, seguir buscando os diversos caminhos para nos firmarmos de fato como uma potência agroambiental. E, mais do que isso, sermos efetivamente reconhecidos como tal”, disse.

MAPA               

Sem exportar para a China, queda de preço da carne chega ao consumidor

Arroba de boi gordo terminou a semana em R$ 266,80, menor valor desde dezembro.

China e pecuária brasileira se estudam antes de tomarem os novos passos. Os chineses, após a compra de 220 mil toneladas de carne bovina do Brasil no acumulado de agosto e setembro, e pagando preços elevados, ainda avaliam o momento de retorno

Os chineses não devem demorar para retornar ao mercado, segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O final de ano se aproxima, os estoques formados nos últimos meses não garantem a demanda crescente no país asiático que, embora tenha buscado mercados como o da Rússia e da Argentina, ainda depende do Brasil. Novos fatores, no entanto, devem ser considerados no retorno da China. Entre eles, a evolução menor do PIB no terceiro trimestre, a crise energética e eventuais desajustes na economia, segundo o pesquisador. Do lado brasileiro, esse é o pior momento da ausência da China. Pelo menos 15% dos abates dos frigoríficos neste período do ano são de gado confinado. O boi precisa sair do cocho porque está pronto para o abate, e os gastos diários com a alimentação afetam o caixa do pecuarista, eliminando os ganhos esperados, diz Carvalho. É um momento de angústia para o produtor. Se mantiver o gado, queima caixa. Se retirar, não encontra o preço que almejava, afirma o pesquisador. Sem a participação dos chineses no mercado, a arroba de boi gordo terminou a semana passada em R$ 266,80, o menor valor desde dezembro. Na segunda-feira (18), voltou a R$ 267,80, mais ainda bem abaixo dos R$ 322 da segunda quinzena de julho. Sem a China e com um mercado interno sem poder de compra, o quilo da carne recuou para R$ 19,18 no mercado atacadista da Grande São Paulo, o menor valor desde fevereiro. Essa pesquisa do Cepea leva em conta a chamada carcaça casada, que inclui praticamente toda a carne retirada do boi, e é um bom termômetro do mercado interno. As exportações brasileiras, que somavam 8.906 toneladas por dia útil em setembro, recuaram para apenas 4.569 na média diária da terceira semana deste mês, conforme dados divulgados na segunda-feira (18) pela Secex. Os preços médios de negociação recuaram para US$ 5.275 por tonelada, uma queda de 9%, em relação aos de setembro, apontam os dados da Secretaria de Comércio Exterior. No ritmo atual, as exportações de carne in natura deverão recuar para 90 mil toneladas neste mês, menos da metade das 187 mil de setembro. Para Carvalho, o recuo da arroba de boi para um valor inferior a R$ 300 deve permitir, porém, o retorno de outros países que não conseguiam mais competir com a China, apesar da desvalorização acentuada do real. Ele inclui o Irã entre esses países, um mercado muito importante para o Brasil antes desse descolamento internacional dos preços da proteína. A queda nos preços da carne bovina ocorre em um momento de maiores custos de energia e de logística para os frigoríficos, que estão diminuindo as margens.

A retração nos preços do boi afeta também as demais proteínas. O quilo do frango congelado caiu 3% em 30 dias em São Paulo, segundo o Cepea. A retração da carne suína foi de 3,6% na última semana.

FOLHA DE SP 

ECONOMIA

Dólar fecha em forte alta de 1,22%, a R$5,5208 na venda

A moeda norte-americana fechou em forte alta contra o real na segunda-feira, mesmo depois que o Banco Central inseriu mais de 1 bilhão de dólares no mercado de câmbio por meio de venda líquida de contratos de swap cambial tradicional, em meio a riscos que vão da inflação global às incertezas fiscais domésticas. O dólar à vista teve alta de 1,22%, a 5,5208 reais na venda. Na B3, em que os negócios vão além das 17h (de Brasília), o dólar futuro subia 1,04%, a 5,5315 reais.

REUTERS 

Ibovespa fecha sessão volátil praticamente estável

O principal índice da bolsa paulista fechou a segunda-feira perto da estabilidade, com o pessimismo pelo crescimento econômico decepcionante da China sendo compensado pela influência positiva de Wall Street com previsões animadoras para resultados trimestrais de grandes companhias dos Estados Unidos. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa teve baixa de 0,02%, aos 114.620,40 pontos. O giro financeiro do dia somou 27,5 bilhões de reais.

REUTERS       

Mercado piora estimativas para PIB e inflação

O mercado financeiro voltou a deteriorar as estimativas para o desempenho da economia brasileira em 2022, além de 2021, enquanto tornou a elevar as projeções para a inflação nos dois anos, mostrou o relatório Focus do Banco Central na segunda-feira

O prognóstico para o crescimento do PIB em 2022 caiu a 1,50%, de 1,54% na semana anterior, no segundo corte seguido de cenário. Para 2021, o número previsto recuou a 5,01%, de 5,04% na edição anterior da pesquisa. Para o IPCA de 2022, a projeção foi a 4,18%, de 4,17% e na 13ª semana seguida de aumento. A estimativa de inflação ao consumidor para 2021 pulou de 8,59% para 8,69%, 28ª semana consecutiva de alta. As projeções estão acima das respectivas metas de inflação para ambos os anos (3,75% para 2021 e 3,50% para 2022), e o Banco Central já indicou algumas vezes recentemente que está perseguindo o alvo de 2022 e que é possível alcançá-lo. No caso dos números para o PIB, economistas vêm há algum tempo rebaixando as estimativas, incluindo nos cenários risco de agravamento da crise hídrica/energética e a inflação mais alta, que por sua vez afeta consumo e investimentos de forma geral. Os economistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,04% para 5,01% em 2021. Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta do PIB de 1,54% para 1,50%. A edição do relatório Focus trouxe números colhidos na semana passada, período em que o Bacen se mostrou bastante ativo no mercado de câmbio. Com isso, o mercado estabilizou a estimativa para o dólar ao fim deste ano em 5,25 reais, depois de tê-la aumentado na semana anterior em relação ao prognóstico de 5,20 reais. E nas contas dos investidores a moeda norte-americana se manterá em 5,25 reais ao fim de 2022.

REUTERS

EMPRESAS

JBS aprova emissão de até R$ 1,2 bilhão em debêntures

Empresa ainda não definiu a data de lançamento dos papéis

O Conselho de Administração da JBS aprovou hoje a emissão de até R$ 1,2 bilhão em debêntures para a aquisição de animais para abate. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que a operação deve ocorrer com a emissão de duas séries de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Ao todo, a companhia irá oferecer 1,2 milhão de papéis ao mercado, ao valor de R$ 1 mil cada. A primeira série deverá ter vencimento em 3.648 dias após a emissão, e a segunda, em 5.475 dias, ambas sendo remuneradas pelo IPCA. A empresa ainda não definiu a data de emissões dos papéis.

VALOR ECONÔMICO

JBS investe em projeto para prevenção e combate a incêndios no Pantanal

Nova plataforma permite a detecção de focos de fogo em até três minutos

A JBS informou que está investindo em um novo projeto com foco na prevenção e no combate a incêndios no Pantanal. Segundo a empresa, o projeto usa inteligência artificial, por meio de uma plataforma integrada que cruza informações de satélites, imagens de câmeras de torres instaladas em fazendas, dados meteorológicos e histórico de fogo nos locais para emitir alertas em tempo real sobre casos de incêndio. Com essa plataforma, diz a JBS, é possível detectar um incêndio em até três minutos. O investimento na iniciativa, que chegará a R$ 26 milhões em quatro anos, também inclui trabalhos de campo e formação de brigadas de combate a focos de incêndio. No total, a área de cobertura chega a 2 milhões de hectares.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Embarques de carne de frango acelerados podem trazer novo recorde ao Brasil em outubro

Exportações de carne de frango halal puxaram o ritmo dos embarques brasileiros

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne de aves in natura nos 10 dias úteis de outubro seguem em ritmo acelerado. Para o o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o desempenho das exportações de carne de frango tem sido espetacular, e se o ritmo se mantiver como está, “facilmente vai superar as 400 mil toneladas embarcadas”. “Caso os embarques seguirem na toada que estão, podemos ter novo recorde atingido em outubro”, disse. A receita obtida, US$ 364 milhões, representa 90,9% do montante obtido em todo outubro de 2020, que foi de US$ 400 milhões. No volume embarcado, 205.972 toneladas ele é 69,6% do total exportado em outubro do ano passado, com 296.241,65 toneladas. O faturamento por média diária nos 10 dias úteis de outubro foi de US$ 36.405, ou 81,75% maior do que o de outubro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve avanço de 12%. Em toneladas por média diária, 20.597, houve alta de 39,06% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado da semana anterior, crescimento de 11%. No preço pago por tonelada, US$ 1767, ele foi 30,70% superior ao praticado em outubro do ano passado. Em relação ao valor da semana anterior, leve alta de 0,65%.

AGÊNCIA SAFRAS

Exportação de carne suína em bom ritmo, mas renegociação de contrato faz preço cair

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações de carne suína in natura nos 10 dias úteis de outubro seguem em bom ritmo, mas preço pago por tonelada teve queda

O analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, “o que tem sido visto há algum tempo é que o preço pago por tonelada menor, uma vez que os preços da carne suína na China estão derretendo, isso acaba provocando renegociação de contratos”, explicou. A receita obtida com as exportações, US$ 115.599, representa 62,3% do montante obtido em outubro de 2020, com US$ 185.400. No volume embarcado, 50.080 toneladas, ele 64,7% do total exportado em outubro do ano passado, com 77.405 toneladas. A receita por média diária foi de US$ 11.559, valor 24,70% maior do que o de outubro de 2020. No comparativo com a semana anterior, avanço de 16,40%. Em toneladas por média diária, 5.008 toneladas, aumento de 29,40% no comparativo com o mesmo mês de 2020. E relação à semana anterior, alta de 17%. No preço pago por tonelada, US$ 2.308, ele é 3,63% inferior ao praticado em outubro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve queda de 0,5%.

AGÊNCIA SAFRAS

INTERNACIONAL

Produção de carne suína na China atinge maior patamar em três anos

Volume chegou a 12 milhões de toneladas no terceiro trimestre, 43% mais que no mesmo período de 2020

A produção de carne suína na China atingiu, no terceiro trimestre, seu maior nível em três anos, em consequência dos investimentos que estão sendo realizados pelos criadores do país sobretudo desde 2020 para reconstruir a vara de porcos do país, dizimada pela peste suína africana. Segundo a agência Reuters, que cita dados do governo chinês, a produção chegou a 12,02 milhões de toneladas entre julho e setembro, um aumento de 43% em comparação com igual intervalo do ano passado. Foi o terceiro melhor resultado para o trimestre desde 2018, antes de a China começar a sentir as consequências da peste suína. De janeiro a setembro, assim, a alta ante o mesmo período de 2020 foi de 38%, para 39,17 milhões de toneladas, segundo dados do departamento de estatísticas do país asiático destacados pela Reuters. Apesar do avanço, alguns analistas esperavam um salto maior no terceiro trimestre, para 13,46 milhões de toneladas. O aumento na produção de carne suína foi liderado grande criadores, que investiram bilhões de yuans em novas fazendas durante 2020 em uma tentativa de conquistar participação de mercado após a epidemia de peste suína. Mas os preços recuaram 65% este ano até agora, levando alguns produtores a venderem seus rebanhos e saírem do mercado, enquanto outros aproveitaram a oportunidade para se livrar de fêmeas menos produtivas. O rebanho de fêmeas da China diminuiu 0,5% em julho em relação a junho, e mais 0,9% em agosto em relação ao mês anterior, de acordo com dados publicados anteriormente pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China.

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