
Ano 7 | nº 1589 | 07 de outubro de 2021
ABRAFRIGO NA MÍDIA
EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA EM SETEMBRO SÃO NOVO RECORDE
As exportações totais de carne bovina (somadas in natura e processadas) marcaram um novo recorde de movimentação mensal e de receita em setembro, com crescimento de 31% no volume e de 79% na arrecadação de divisas, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pela fornecidas pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia
Segundo a entidade, as vendas ao exterior somaram 218.529 toneladas em setembro contra 166.366 no mesmo mês do ano passado, superando o recorde de agosto deste ano, com suas 211.833 toneladas. As receitas de setembro subiram a US$ 1,198 bilhão, crescimento de 79% sobre os US$ 668,6 milhões de 2020, também superando o recorde de agosto deste ano de US$1,175 bilhão. No acumulado do ano, as exportações totais passaram para o azul em volume, com crescimento de 2,84% sobre o mesmo período de 2020, atingindo 1.502.134 toneladas contra 1.460.640 até setembro do ano passado. Nas receitas, o resultado subiu 22%: de US$ 6,109 bilhões arrecadados em 2020 passou para US$ 7,467 bilhões em 2021. A China foi responsável por 60,2% da movimentação total da carne bovina brasileira, alcançando, em 2021, até setembro, compras de 889.238 toneladas contra 839.077 no mesmo período do ano passado. Na segunda posição estão os Estados Unidos, cujas importações até setembro subiram de 40.602 toneladas em 2020 para 82.352 toneladas em 2021 (+ 102,8%); em terceiro lugar está o Chile que, em 2020, comprou 60.074 toneladas e, neste ano, movimentou 74.543 toneladas (+ 24,1%). Em quarto lugar, o Egito, com redução de 53,2% nas suas aquisições: de 101.416 toneladas em 2020 caiu para 47.459 toneladas em 2021. Filipinas, com crescimento de 30,5% nas importações, ficou na quinta posição, saindo de 29.813 toneladas no ano passado para 38.903 toneladas neste ano. O sexto colocado foram os Emirados Árabes que compraram 33.947 toneladas em 2021 (+ 14,1%) contra 29.741 toneladas no mesmo período de 2020. No total, segundo a ABRAFRIGO, 90 países elevaram suas importações até setembro deste ano, e 74 reduziram.
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NOTÍCIAS
Preços em queda no mercado do boi gordo
O mercado do boi gordo segue pressionado nas praças paulistas
Sem notícias da reabertura das exportações para a China e com boa oferta de boiadas, as cotações do boi e vaca gordos caíram R$5,00/@, e para novilha gorda houve queda de R$3,00/@ na última quarta-feira (6/10), na comparação diária. Dessa forma, segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados em R$285,00/@, R$267,00/@ e R$284,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Devido ao escoamento lento, parte dos frigoríficos está com as programações de abates com volumes reduzidos e/ou pulando dias de abate. Há unidades testando preços mais baixos que as referências.
SCOT COINSULTORIA
Boi: arroba segue estável, mas situação preocupa criadores, diz Safras & Mercado
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo teve o segundo dia de estabilidade das cotações. Porém, a análise da consultoria é que a situação dos criadores é cada vez mais preocupante para manter os animais confinados em virtude da ocorrência de chuvas sazonais no Sudeste e Centro-Oeste
Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo seguiram em recuperação, ainda que concentrada nas pontas mais longas, enquanto o primeiro futuro teve queda. O ajuste do vencimento para outubro passou de R$ 284,35 para R$ 282,85, do novembro foi de R$ 289,50 para R$ 291,15 e do dezembro foi de R$ 296,20 para R$ 300,50 por arroba.
AGÊNCIA SAFRAS
Após alta no preço, Brasil tem menor consumo de carne vermelha em 26 anos
A carne vermelha acumula alta de 30,7% em 12 meses, segundo os dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
Com alta da inflação e 14,1 milhões de desempregados, o consumo do alimento diminuirá em quase 14% neste ano, se comparado a 2019, antes da pandemia. É o menor nível registrado para consumo de carne bovina no Brasil em 26 anos, aponta a série histórica da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), com início em 1996. A alta dos preços também obriga brasileiros a procurar substitutos para a carne, mesmo que os alimentos sejam menos nutricionais. É o caso das famílias que recorrem ao pé, pescoço e miolos de galinha. Em julho, uma reportagem do UOL mostrou o cenário em Mato Grosso, onde moradores recebem doação de ossos descartados por açougues. Nos pedaços, ficam resquícios de carne, que se tornam prato principal na casa de cuiabanos em situação de vulnerabilidade financeira. A professora da faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas, Glaucia Pastore, afirmou que o que “grande parte da população está consumindo não atinge os preceitos nutricionais adequados ou talvez a quantidade não seja adequada”. Comer para subsistir, diz ela, tem consequências: “A população tem mais possibilidades de adquirir doenças virais ou outras crônicas não transmissíveis, como diabetes, cardiopatias, câncer, que se prolongam por toda a vida, impossibilitando de trabalhar”. Outro dado recente é de uma pesquisa do Datafolha, que aponta que 85% dos entrevistados diminuíram o consumo de algum alimento em 2021. Destes, 67% reduziram a carne vermelha. Outros 35% citaram o arroz e feijão, base da alimentação do brasileiro. Carlos Cogo, Diretor da Consultoria de Agronegócios Cogo, prevê que as pressões sobre os alimentos permanecerão pelo menos até 2022-2023.
UOL ECONOMIA
CEPEA: Cotação da carcaça casada bovina teve queda de 3,65% em setembro
No atacado da grande São Paulo, os preços da carcaça casada do boi gordo registraram uma desvalorização de 3,65% no acumulado do mês de setembro
A carcaça foi negociada a R $19,29/kg no dia 30 de setembro, o menor patamar nominal desde o início de março de 2021. A média de setembro, de R$ 20,01/kg, ficou 0,15% inferior à de agosto e 2,12% abaixo da verificada há um ano, em termos reais. A desvalorização das cotações é reflexo do poder de compra fragilizado de grande parte da população brasileira que vai de encontro com o elevado patamar de negociação da carne bovina. “Muitos consumidores acabam adquirindo as carnes substitutas, como suínos e frango, ou ovos”, informou o Cepea em seu relatório mensal. O movimento de queda nos preços da arroba do boi gordo começou a ser observado no início de setembro, mas foi impactado diante das informações dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), ou “mal da vaca louca”. No acumulado de setembro, o Indicador CEPEA/B3 do boi gordo registrou baixa de 7%, fechando a R$ 291,60 no dia 30 de setembro. Trata-se da variação negativa mensal mais intensa desde janeiro de 2020, quando a queda no acumulado foi de 7,8%. “A continuidade da suspensão dos envios de proteína à China, principal destino internacional da carne brasileira, também limitou a demanda por novos lotes de animais para abate”, reportou o Cepea. A média da de setembro ficou em R$ 302,05, sendo 4,15% inferior à de agosto e 2% abaixo da de setembro do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI). Com a arroba bovina se desvalorizando de forma mais intensa que a carne, a diferença entre os preços desses produtos está em apenas 1,77 Real/arroba (com vantagem para o boi gordo), a menor desde novembro do ano passado, quando também esteve em 1,77 Real/arroba.
CEPEA
Boi: ausência da China e chuvas complicam cenário para o pecuarista, diz Safras
Para o pecuarista, o quadro permanece complicado, considerando o alto custo de nutrição animal para manter os animais confinados, diz analista
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis nesta terça-feira. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem exercendo pressão em um ambiente ainda pessimista pelo ponto de vista dos criadores. “Para o pecuarista, o quadro permanece complicado, considerando o alto custo de nutrição animal para manter os animais confinados. Somado a isso, a chegada das chuvas sazonais no Sudeste e Centro-Oeste é um complicador adicional, dificultando o manejo dos pastos e, por consequência, a capacidade de retenção”, assinalou Iglesias. Em relação à China, rumores apontam que as autoridades locais irão reabrir seu mercado à carne brasileira a partir do dia oito, mas ainda não há nada oficial. “O fato é que a cada dia sem o nosso principal mercado, pior se torna o quadro para a cadeia produtiva de carne bovina”, salientou o analista. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 280 na modalidade à prazo, estável na comparação com a terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 265, ante R$ 275. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 275, contra R$ 280. Em Cuiabá, o boi gordo foi negociado por R$ 274, contra R$ 279. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 275 a arroba, ante R$ 280. O mercado atacadista registrou preços predominantemente mais baixos para a carne bovina. “A atual conjuntura indica que os preços seguirão pressionados mesmo na primeira quinzena do mês, período típico de repique de consumos com a entrada da massa salarial”, disse Iglesias. Com muito volume que teria destino ao mercado chinês ainda armazenado nas câmaras frias, prossegue o temor de que os frigoríficos tenham que desová-lo para consumo interno, o que provocaria uma derrocada nos preços também da arroba do boi.
Com isso, o quarto traseiro ainda foi precificado a R$ 21,25 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 15,30 por quilo, contra R$ 15,80 ontem e a ponta de agulha caiu de R$ 15,70 por quilo para R$ 15.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar fecha com alta de 0,01%, a R$5,4857
O dólar fechou numericamente em alta na quarta-feira, numa nova máxima desde abril, mas na prática ficou perto da estabilidade e bem abaixo dos picos de mais cedo, quando superou 5,53 reais
O dólar à vista teve variação positiva de 0,01%, a 5,4857 reais na venda. É o maior patamar desde 23 de abril (5,4967 reais). A cotação virou para terreno positivo nos minutos finais dos negócios, após a partir do meio da tarde passar a operar em queda conforme os mercados globais melhoraram o sinal. Na mínima da sessão, atingida perto de 16h (de Brasília), o dólar caiu 0,16%, a 5,4761 reais. Na máxima, alcançada às 13h39 (quando os mercados ainda estavam sob intenso estresse), bateu 5,5380 reais, ganho de 0,97%.
REUTERS
Poupança tem retirada líquida de R$ 7,72 bilhões em setembro
Saques são os maiores da série histórica para o mês
A alta da inflação e a proximidade do fim do auxílio emergencial fizeram a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrar o segundo mês seguido de retiradas. Em setembro, os brasileiros sacaram R$ 7,72 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou ontem (6) o Banco Central (BC).Essa foi a maior retirada líquida registrada para meses de setembro desde o início da série histórica, em 1995. Na comparação mês a mês, a retirada foi a maior desde janeiro deste ano, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 18,15 bilhões. Com o desempenho de setembro, a poupança acumula retirada líquida de R$ 23,35 bilhões nos nove primeiros meses do ano. Essa é a maior retirada acumulada para o período desde 2016, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 50,54 bilhões. Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 2,02% nos 12 meses terminados em setembro, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 10,59%.
AGÊNCIA BRASIL
Ibovespa fecha com leve alta com melhora em NY e recuperação de Vale
O Ibovespa fechou com um acréscimo discreto nesta quarta-feira, distante das mínimas da sessão, apoiado principalmente na reação de Wall Street e na recuperação das ações da Vale, embora permaneça o desconforto com o cenário externo mais desafiador e persistentes riscos locais
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,13%, 110.597,25 pontos, de acordo com dados preliminares, após chegar a 108.179,76 pontos no pior momento do dia (-2,06%). O volume financeiro no pregão somava 33,7 bilhões de reais.
REUTERS
Vendas no varejo do Brasil têm intensa E inesperada queda de 3,1% em agosto
O setor puro brasileiro vacilou em agosto e registrou queda inesperada nas vendas, a mais intensa desde o final de 2020 apesar da reabertura da economia
As vendas no varejo tiveram em agosto queda de 3,1%, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a queda mais forte desde o recuo de 6,1% visto em dezembro de 2020, marcando também o recuo mais intenso para meses de agosto desde o início da série histórica. Em relação a agosto de 2020, as vendas recuaram 4,1%, contra expectativa de um avanço de 2,0%, na primeira variação negativa após cinco meses de alta. “Temos vários elementos para além da questão sazonal para essa amplitude negativa. Até julho o comércio tinha um patamar alto e bem perto do registro de novembro de 2020”, disse o Gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “E a retração na renda compromete e retira um poder de compra e uma capacidade de consumo das famílias brasileiras”, completou. Das oito atividades pesquisadas, em agosto seis perderam nas vendas. A maior influência negativa partiu da queda de 16% do item Outros artigos de uso pessoal e doméstico –composta por exemplo por grandes lojas de departamentos– em comparação com julho. De acordo com o IBGE, uma queda nessa atividade se dá depois de o consumo ter sido antecipado em julho diante de descontos pelos varejistas. Também recuaram no período os setores de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%), combustíveis e lubrificantes (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%). Somente Tecidos, vestuário e calçados (1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,2%) apontaram aumento no volume de vendas em agosto. O comércio comercial ampliado, que inclui veículos, peças e peças e material de construção, registro de queda de 2,5% em agosto em comparação com julho. O volume de vendas de veículos, motos, partes e peças teve aumento de 0,7%, mas o de material de construção perdeu 1,3%.
REUTERS
Estrangeiro tira R$ 4,8 bi da Bolsa em setembro; pessoas físicas sacam R$ 23 bi
Ibovespa também apresenta desempenho inferior ao de seus pares internacionais
O fluxo de capital estrangeiro na Bolsa de Valores brasileira foi negativo em R$ 4,8 bilhões em setembro, segundo relatório da XP Investimentos divulgado na quarta-feira (6). O saldo mensal voltou a ser negativo, em comparação com o mês anterior, que registrou um saldo positivo de R$ 8,5 bilhões. O saldo de 2021 ainda é positivo, com alta de R$ 71,8 bilhões. Para evitar a perda de mais investidores e trazer de volta aqueles que saíram, o país precisa solucionar a trajetória os riscos fiscal e político, recuperar o crescimento da economia, contar com um cenário positivo para as commodities e os mercados emergentes, segundo o relatório da XP assinado pelo seu estrategista-chefe, Fernando Ferreira, e pela estrategista Jennie Li. Os analistas ainda apontam que para um cenário favorável ao capital estrangeiro é necessário que as empresas brasileiras ampliem as iniciativas ESG, que consideram aspectos ambientais, sociais e de governança nas análises de investimento. A XP também destaca que, em setembro, fatores domésticos e externos pesaram sobre a Bolsa brasileira, que recuou de 120 mil para 110 mil pontos ao final do mês. Internamente, o mercado foi impactado por projeções menores de crescimento em 2022, inflação em alta, crise hídrica e eleições se aproximando. Segundo a XP, em setembro, o Ibovespa continuou apresentando desempenho inferior ao de seus pares internacionais, com recuo de 6,6% em moeda local e, com o real mais fraco, queda de 11,7% em dólar. Apesar disso, o número de investidores pessoas físicas continuou crescendo. Essa tendência, somada ao potencial de migração de renda fixa e poupança, que juntos somam mais de R$ 5 trilhões (levando em conta somente fundos investidos em renda fixa), para renda variável, é vista com otimismo pela XP em relação ao potencial de crescimento da Bolsa no longo prazo. Em setembro, 51,3 mil pessoas físicas entraram na Bolsa, uma alta mensal de 1,3%, elevando o número total de participantes para 3,97 milhões. O número representa alta de 22,9% na comparação com 2020, que terminou com saldo de 3,23 milhões de contas ativas na B3, a Bolsa de Valores brasileira. Apesar de estarem presentes em maior número, os investidores tiraram mais dinheiro do mercado de ações do país em setembro. A queda mensal foi de 4,3% na posição total dos investidores pessoas físicas, o equivalente à redução de R$ 23,4 bilhões. O total investido por esse grupo passou de R$ 537,2 bilhões para R$ 513,9 bilhões.
FOLHA DE SP
EMPRESAS
Justiça de SC manda JBS recontratar cerca de 40 indígenas demitidos durante pandemia
A Justiça trabalhista de Santa Catarina determinou que a empresa de alimentos JBS recontrate cerca de 40 trabalhadores indígenas demitidos durante a pandemia de Covid-19, confirmando integralmente uma liminar concedida de reintegração dos indígenas demitidos após 6 de maio de 2020
De acordo com uma sentença proferida em 4 de outubro e vista pela Reuters, o juiz Adilton Detoni também determinou que a JBS indenize os trabalhadores indígenas por danos individuais e coletivos relacionados às demissões. A JBS não comentou o assunto imediatamente.
REUTERS
MEIO AMBIENTE
UE quer barrar a importação de produto do desmatamento da Amazônia
Proposta a ser examinada pelos 27 países europeus pode afetar exportações do Brasil. Emily Rees: a principal questão será a certificação do produto para garantir sua entrar no mercado europeu
A União Europeia (UE) deverá anunciar em novembro proposta para exigir de seus importadores de carne bovina, soja, café, cacau, madeira e óleo de palma que se certifiquem de que essas seis commodities são provenientes de terras que não foram desmatadas ilegalmente ou contribuíram para a degradação de solos depois de 1º de janeiro de 2021. Essa ação, que Bruxelas vê como ataque ao “desmatamento importado”, colocará mais pressão para o governo de Jair Bolsonaro tomar medidas efetivas para proteger a Amazônia. Do contrário, pode causar mais problemas para a entrada de alguns produtos no mercado europeu e prejuízos de centenas de milhões de dólares ao setor agrícola. A Associação Brasileira do Agronegócio afirmou que a medida tende a ter pouco impacto porque o desmatamento no Brasil está hoje muito mais ligado à grilagem do que à expansão do agro. A proposta elaborada pela Comissão Europeia, o braço executivo da UE, vai ser encaminhada ao Conselho Europeu, que reúne os líderes dos 27 países-membros, e ao Parlamento Europeu. O texto deverá ser examinado quando a França estiver na presidência da UE, no primeiro semestre do ano que vem. Os franceses estão entre os que mais pressionam por mais regras ambientais no acordo comercial UEMercosul, por causa de desmatamento na Amazônia. Documento da UE ao qual o Valor teve acesso explicita que “somente produtos que são livres de desmatamento e legais de acordo com as leis do país de origem poderão ser autorizados no mercado da UE’’. A UE deverá estabelecer o chamado “cut-off date’’ de 31 de dezembro de 2020. Ou seja, pela proposta, nenhuma dessas commodities será autorizada a entrar no mercado do bloco europeu se tiver sido produzida em terra onde houve desmatamento ilegal depois dessa data. Significa que a UE só vai “punir’’ o desmatamento a partir de 2021, e o que foi desmatamento antes não será considerado na prática. ONGs defendem que esse período retroaja o mais possível contra o desmatador, enquanto o setor privado sempre argumentou que não era justo punir alguém por ter feito algo antes de a regra entrar em vigor. A grande questão será a certificação para entrada no mercado europeu e o deslocamento de cadeias de produção, nota Emily Rees, especialista de comércio internacional, em Bruxelas. Portanto, há o risco de que produtos brasileiros percam espaço se não estiverem acompanhados de dados que atestem que são de áreas fora de desmatamento ilegal.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne de frango cresceram 21,3% em setembro
No mesmo período, a receita das vendas internacionais aumentou 52,5%
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) as exportações brasileiras de carne de frango (entre in natura e processados) totalizaram 418,5 mil toneladas em setembro, número que superou em 21,3% os embarques realizados no mesmo período de 2020, com 345 mil toneladas. O bom desempenho gerou receita de US$ 730,5 milhões, resultado 52,5% maior que os US$ 479 milhões registrados em setembro de 2020. No acumulado do ano (janeiro a setembro), as exportações de carne de frango totalizaram 3,466 milhões de toneladas, desempenho 9% superior ao embarcado nos nove primeiros meses de 2020, com 3,178 milhões de toneladas. A receita alcançou US$ 5,623 bilhões, número 21,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 4,619 bilhões. “O desempenho das exportações foi especialmente elevado, superando a média mensal de 400 mil toneladas em volumes e US$ 700 milhões no saldo cambial. São indicadores que reforçam as projeções da ABPA para um ano com resultados recordes”, disse Ricardo Santin, Presidente da ABPA. A China importou 63,2 mil toneladas em setembro, volume 20,4% superior ao embarcado no mesmo período do ano passado. Em seguida vieram Japão, com 46,9 mil toneladas (+45,2%) e Emirados Árabes Unidos, com 43,2 mil toneladas (+66,3%). Outros destaques foram Filipinas, com 20,5 mil toneladas (+1118,8%), União Europeia, com 16,9 mil toneladas (+20,8%) e México, com 9,2 mil toneladas (+348%).
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