CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1580 DE 24 DE SETEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1580 | 24 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: frigoríficos sem apetite para compras

A manhã da última quinta-feira (23/9) foi de poucos negócios no mercado do boi gordo nas praças paulistas, com indústrias fora das compras aguardando o retorno das exportações. O consumo interno de carne bovina patinando contribui com este cenário

Na comparação feita dia a dia, as cotações do boi gordo e da novilha gorda permaneceram estáveis, mas a da vaca gorda caiu R$2,00/@ no estado. Assim, segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo foi negociado em R$302,00/@, a vaca gorda em R$281,00/@ e a novilha gorda em R$299,00/@, preços brutos e a prazo. No Espírito Santo, em função da demanda fraca, as indústrias têm comprado menos boiadas e algumas estão abatendo em dias alternados. Na comparação feita dia a dia, a cotação da novilha gorda caiu R$1,00/@. A do boi e vaca gordos ficou estável. A referência para o boi gordo ficou em R$297,00/@, da vaca gorda em R$290,00/@ e da novilha gorda em R$300,00/@, preços brutos e a prazo (23/9).

SCOT CONSULTORIA

Boi: escalas de abate continuam sendo remanejadas

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o embargo às exportações brasileiras de carne bovina à China permanece restringindo o volume de negócios no mercado físico brasileiro e os frigoríficos continuam remanejando seus abates

Novamente foram observadas tentativas de negociações abaixo da referência média, sobretudo em Mato Grosso e Goiás. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de queda e o vencimento mais curto voltou a ficar abaixo de R$ 300 por arroba. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 300,55 para R$ 296,85, do outubro foi de R$ 305,85 para R$ 302,10 e do novembro foi de R$ 315,30 para R$ 311,30 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: Indicador recua 4,5% nesta parcial de setembro

Enquanto entre julho e agosto o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista) operou na casa dos R$ 310 e R$ 320, agora em setembro, está entre R$ 300 e R$ 310

O Indicador chegou a ficar abaixo dos R$ 300 neste mês – na quarta-feira, 22, fechou a R$ 299,30 e, no dia 15, a R$ 295,00, o menor patamar nominal desde 25 de janeiro deste ano, quando esteve a R$ 294,95. No acumulado da parcial de setembro, o Indicador registra queda de 4,5%. Em julho, o Indicador teve pequena alta de 0,43%, mas, em agosto, o recuo foi de 2%. Segundo pesquisadores do Cepea, diante das incertezas geradas pelo anúncio de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) no início deste mês e da consequente suspensão dos envios de carne brasileira à China – maior destino internacional da proteína –, agentes de mercado se afastaram das aquisições de novos lotes para abate, resultando em queda das cotações.

Cepea

Silêncio da China intriga cadeia produtiva da carne bovina

Segundo analistas, nem os importadores do país asiático estão entendendo a demora para a reabertura ao produto brasileiro

A cadeia da carne bovina está em alerta. Após a confirmação de dois casos atípicos da doença da “vaca louca” em Minas Gerais e Mato Grosso, as projeções iniciais eram de que a China voltaria a comprar do Brasil em duas semanas, no máximo, mas a suspensão já chega a 20 dias. O Ministério da Agricultura diz ter enviado todas as informações sanitárias que são necessárias, mas Pequim segue sem reabrir seu mercado. “Nem mesmo os importadores chineses sabem o que está acontecendo”, afirma o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado. Fontes da indústria também dizem não ter notícias sobre quando os embarques ao país asiático – que normalmente absorve cerca de 60% das exportações brasileiras – voltarão a fluir. Para Lygia Pimentel, Diretora da Agrifatto, o forte crescimento das exportações à China ocorrido no fim de agosto e também nos primeiros dias de setembro deixa uma pulga atrás da orelha. “É como se alguém já soubesse o que estava acontecendo”, diz. Segundo a consultoria, a possibilidade mais crível é que os chineses estejam aproveitando o episódio para renegociar contratos e diminuir os preços de suas encomendas. A favor do Brasil, Iglesias lembra que os chineses não têm muitas alternativas de originação, uma vez que as ofertas de Austrália e Argentina estão limitadas. “Os Estados Unidos também não vão parar de abastecer o mercado interno para priorizar a China”, comenta. Porém, sem ter o que fazer com o “boi China” por enquanto, a indústria brasileira reduziu as compras. Segundo o analista da Safras, não há outros destinos capazes de absorver a oferta. Além disso, vender esses produtos no mercado interno, fragilizado pela crise econômica, só faria derreter os preços da proteína, que estão elevados. Iglesias considera setembro um mês perdido. Com a oferta de contêineres no mundo bastante limitada, levará um tempo até que os frigoríficos brasileiros se organizem e consigam normalizar a logística quando a liberação ocorrer. Se a China voltar às compras até o fim desta sexta-feira, Iglesias acredita que o mercado deve arrumar a casa em outubro e pode entrar no último bimestre do ano pronto para buscar os patamares recordes de R$ 320 a R$ 330 por arroba em São Paulo.

VALOR ECONÔMICO

Funrural: Portaria reabre o prazo para renegociação de débitos inscritos em dívida ativa

Adesão ao Programa de Retomada Fiscal poderá ser feito de 1º de outubro até às 19h do dia 29 de dezembro de 2021

O Procurador-Geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano, editou na quarta-feira (22) a Portaria PGFN/ME nº 11.496/2021, que estabelece a reabertura dos prazos para ingresso no Programa de Retomada Fiscal criado pelo órgão. Entre as modalidades de transação que poderão ser renegociadas estão as dívidas referentes ao passivo do Funrural. Com isso, os produtores rurais e as agroindústrias poderão fazer a adesão no período de 1º de outubro de 2021 até às 19h do dia 29 de dezembro de 2021. Na avaliação do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), a reabertura da possibilidade de transação para diferentes setores (inclusive o Funrural) foi solicitada durante reunião realizada na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “Naquela oportunidade, mostramos à área técnica do Ministério da Economia que essa dilação do prazo era fundamental para que o programa tivesse êxito entre o público-alvo. Pedimos que o programa pudesse ser reaberto até abril ou maio de 2022. Até porque os produtores precisam se capitalizar com a comercialização da safra para poderem ter os recursos necessários para honrar com os acordos que venham a ser firmados”, explicou. O parlamentar entende que agora é preciso avaliar a evolução do volume de adesões para avaliar a necessidade de uma nova prorrogação de prazos. No final do mês de agosto, a equipe técnica do Ministério da Economia e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) apresentou uma proposta para tentar resolver o impasse envolvendo o passivo do Funrural. A solução apresentada não prevê a extinção dos débitos dos produtores rurais, conforme reivindicado pelo setor produtivo e prometido pelo Presidente Jair Bolsonaro. A transação tributária oferecida pela PGFN prevê um desconto de 70% do valor total da dívida e prazo de até 145 meses para produtores rurais pessoas físicas, microempresas, empresas de pequeno porte e cooperativas. Já para as demais pessoas jurídicas, o desconto previsto é de 50% do valor total da dívida e prazo de até 84 meses. Dependendo do caso, os descontos de juros, multas e encargos poderiam chegar a 100%. Haveria a necessidade de pagamento de uma entrada de 4% da dívida, parcelada em 12 vezes. O parcelamento do restante poderia ser feito em até 72 ou 133 meses. “O mais importante é resolver o problema das certidões negativas, que travam a vida de produtores e empresas”, destacou o parlamentar.

ASSSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

ECONOMIA

Risco fiscal anula queda do dólar, apesar de otimismo externo

O dólar fechou em alta contra o real na quinta-feira, com notícias fiscais domésticas pesando sobre a confiança e retirando a moeda da queda de quase 0,9%, quando reagiu a sinalizações do Banco Central e ao apetite por risco nas praças globais

O dólar à vista subiu 0,12%, a 5,3094 reais. O mercado reagiu a notícias de que o governo estaria calculando o risco de mais pressões por renovação do auxílio emergencial (e num valor maior) caso fracassem esforços em prol da reforma do Imposto de Renda (IR) e de uma solução para a conta de quase 90 bilhões de reais em precatórios para o ano que vem. Segundo uma fonte, o governo trabalha para convencer o Senado a aprovar a reforma do IR com o argumento de que não há carta na manga da equipe econômica para financiar a expansão do programa de transferência de renda no ano que vem. “É fiscal imperando sobre o diferencial de juros e ganhos nos termos de troca”, disse Tatiana Nogueira, economista da XP. “Se não fosse o fiscal, o câmbio poderia estar facilmente abaixo de 5 reais”, completou. No exterior, o índice do dólar caía 0,42% no fim da tarde, maior queda em um mês, conforme investidores deixavam a moeda de lado na esteira de um forte movimento de apetite por risco que provocou um rali nos mercados de ações, de petróleo e nos rendimentos de títulos. No Brasil, o dólar acabou ficando descolado de boa parte de seus pares. Embora o Banco Central do Brasil esteja no meio de um ciclo de aperto monetário, os retornos ajustados pela volatilidade seguem pressionados, ainda mais diante da percepção de alguns no mercado de que o Bacen ainda está atrás da curva de inflação, o que eventualmente poderia produzir uma Selic terminal mais baixa que a esperada pelo mercado.

REUTERS

Ibovespa volta aos 114 mil pontos com 3a alta seguida

O principal índice de ações brasileiras emendou a terceira alta seguida na quinta-feira, com investidores remontando apostas após cenários mais temidos em relação à política monetária de Estados Unidos não terem se confirmado, ao passo que a China parece ter evitado uma crise em seu setor imobiliário

O Ibovespa subiu 1,59%, aos 114.064,36 pontos. O giro financeiro da sessão totalizou 32,9 bilhões de reais. Os ganhos vieram após o Federal Reserve, autoridade monetária dos EUA, ter mantido o juro e indicado para “breve” a gradual desmontagem de um programa de compra de títulos, e o Banco Central elevar o juro básico em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano, terem vindo em linha com as expectativas. Além disso, agentes do mercado parecem ter comprado a mensagem do governo chinês para uma ‘quebra controlada’ da incorporadora Evergrande, o que permitiu nova recuperação dos preços de commodities, levando consigo ações de siderúrgicas. Um dos destaques negativos do dia foi o setor imobiliário, com analistas prevendo que a escalada da Selic vai esfriar o financiamento para o setor. Só com recursos da poupança, o setor movimentou 21 bilhões de reais em agosto, alta de 79,2% ante mesmo mês de 2020, informou a Abecip. O Credit Suisse promoveu uma rodada de cortes nos preços-alvo de ações de oito companhias do setor. O juro mais alto e a iminência do fim do auxílio-emergencial do governo também pesaram em ações ligadas a consumo.

REUTERS 

Inflação passa de 10% em 12 meses com alta da gasolina e da energia

IPCA-15, prévia da inflação oficial, ficou em 1,14% em setembro, o maior resultado para o mês desde o início do Plano Real, em 1994

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15(IPCA 15), prévia da inflação oficial, ficou em 1,14% em setembro, maior resultado para o mês desde o início do Plano Real, em 1994, quando ficou em 1,63%. No ano, o indicador tem alta de 7,02% e, no acumulado de 12 meses, já ultrapassa os dois dígitos, chegando a 10,05%, informou o IBGE, nesta sexta-feira, 24. Gasolina e energia elétrica foram os itens que, individualmente, tiveram o maior impacto no índice, ambos respondendo por 0,17 ponto porcentual. Por grupos, as maiores influências vieram de transportes, com alta de 2,22%; alimentação e bebidas, que subiu 1,27%, e habitação (1,55%). Nos transportes, a alta de 3% nos combustíveis acelerou em relação aos 2,02% do mês anterior. A gasolina subiu 2,85% e acumula alta de 39,05% em 12 meses. Os demais combustíveis também ficaram mais caros: etanol (4,55%), gás veicular (2,04%) e óleo diesel (1,63%). No grupo, destaca-se ainda a alta nos preços das passagens aéreas, que subiram 28,76% em setembro. No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio acelerou de 1,29% em agosto para 1,51% em setembro. As carnes subiram 1,10%. Também aumentaram batata-inglesa (10,41%), café moído (7,80%), frango em pedaços (4,70%), frutas (2,81%) e leite longa vida (2,01%). O grupo habitação foi puxado mais uma vez pela alta na energia elétrica (3,61%), embora ela tenha desacelerado em relação a agosto (5,00%). No mês passado, vigorou a bandeira vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos. A partir de 1º de setembro, passou a valer a bandeira tarifária de escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 para os mesmos 100 kWh.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

Arrecadação federal cresce 7,25% em agosto, a R$146,5 bi

A arrecadação da Receita Federal cresceu 7,25% em agosto, em termos reais, na comparação com o mesmo mês do ano passado, somando 146,5 bilhões de reais, informou a Receita Federal nesta quinta-feira. No acumulado do ano, a arrecadação tem alta real de 23,53% sobre os oito primeiros meses de 2020, a 1,2 trilhão de reais.

REUTERS 

Ipea prevê crescimento do PIB Agropecuário de APENAS 1,2% em 2021

A previsão anterior de crescimento era de 1,7%. A produção animal foi revista de alta de 1,8% para 1,2% este ano

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou na quinta-feira (23/9), o valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 1,7% para 1,2% em 2021. As reduções nas estimativas de produtividade e produção no milho e um cenário menos favorável para a produção de leite foram os motivos considerados para os ajustes feitos pelos pesquisadores do Grupo de Conjuntura do Ipea. O valor adicionado da produção vegetal em 2021 também foi revisto para baixo: de 1,7% para 1,2%, devido à revisão para a estimativa de produção do milho, que deve apresentar queda de 15,5% – de acordo com levantamento do IBGE. Apesar disso, o resultado para o componente deve ser positivo, sustentado pelas significativas altas nas produções de soja (+10,1%), arroz (+4,3%) e trigo (+32,9%). Entre as culturas com maior participação no VA deste componente, a soja é a única que apresenta perspectiva de crescimento no ano. As demais culturas de maior importância devem influenciar negativamente para o resultado deste componente por questões climáticas: milho (-15,5%), cana-de-açúcar (-3,7%) e café (-21,2%). A produção animal foi revista com alta de 1,8% para 1,2% este ano. Apesar do crescimento na produção de aves (+6,8%), suínos (+8,7%) e ovos (+1,4%), a projeção é de queda nos dois produtos com maior participação no valor adicionado: bovinos (-0,9%) e leite (-0,4%). Entre esses, a revisão da projeção para o leite foi a principal responsável pela estimativa de crescimento mais baixo para a produção animal. Pedro Garcia, pesquisador associado do Ipea e um dos autores da nota, lembra que “o aumento do custo de produção é um fator que tem desincentivado a produção de leite”. Para 2022, a estimativa foi revisada marginalmente com alta de 3,3% para 3,4% no valor adicionado do setor agropecuário, com crescimento de 2,2% na produção animal (ante alta de 1,8% na publicação mais recente) e 3,9% na produção vegetal (mantida desde a previsão anterior). Há perspectiva positiva por conta de expectativas de crescimento nas culturas de soja e milho; de recuperação do crescimento da produção de bovinos (após dois anos consecutivos de queda) e de nova alta estimada para a produção de suínos.

IPEA

EMPRESAS

Cade dá aval à aquisição de papéis da BRF pela Marfrig

Superintendência do órgão antitruste aprovou a operação quatro meses após movimento surpreendente da empresa de Marcos Molina

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu no fim da tarde da quinta-feira parecer aprovando a aquisição das ações da BRF pela Marfrig. O aval, aguardado com grande expectativa, saiu quatro meses após o surpreendente movimento da empresa de Marcos Molina, que comprou 31,67% das ações da BRF no mercado em menos de um mês, entre maio e junho. A Marfrig já declarou que pretende ser um investidor passivo na BRF. Pelos trâmites usuais, a aprovação da superintendência do Cade será publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer entre hoje e segunda-feira. Após a publicação, os conselheiros do órgão ainda terão 15 dias para avocar o caso para o plenário, se for o caso. De qualquer modo, a superintendência geral deu parecer favorável sem restrições, o que já era esperado tendo em vista as características das duas companhias: a Marfrig não produz carnes de frango e suína e seus derivados e a dona da Sadia, por sua vez, não produz carne bovina. Na tramitação do caso no Cade, os maiores questionamentos foram sobre o mercado de hambúrguer. No varejo, a participação das marcas da Marfrig é inexpressiva. A companhia de Marcos Molina já tinha uma parceria de fornecimento com a BRF, produzindo em sua unidade no município de Várzea Grande (MT) o hambúrguer para as marcas Sadia e Perdigão. No segmento de hambúrguer, a líder de mercado no Brasil é a rival JBS, dona das marcas Friboi e Seara. De acordo com informações da consultoria Nielsen, a BRF tem 28,6% do mercado brasileiro de hambúrguer e a JBS, 35,5%.

VALOR ECONÔMICO 

Marfrig conclui etapa de projeto de monitoramento de fornecedores

Plano Marfrig Verde+ prevê melhorar rastreamento da cadeia de produção

A Marfrig concluiu a primeira etapa do plano Marfrig Verde+, que teve início em Tangará da Serra (MT). A ideia do projeto é melhorar a eficiência do monitoramento para combater o desmate e avaliar outros riscos ambientais e sociais na cadeia de fornecedores, diretos e indiretos. Na iniciativa, a companhia também observou questões como o respeito à demarcação de terras indígenas, irregularidades trabalhistas e queimadas, entre outros temas. Em nota, a empresa disse que o objetivo do plano é garantir que toda a cadeia de produção da companhia seja sustentável, rastreada e livre de desmatamento até 2030. Segundo a Marfrig, a iniciativa teve ajuda de um fórum intitulado Boas Práticas do Grupo de Trabalho de Fornecedores Indiretos (BP – GTFI) para o monitoramento desse perfil de criadores, trabalho coordenado pela National Wildlife Federation (NWF) e Amigos da Terra (AdT). O levantamento dos dados conta com suporte da ferramenta (Visipec). A empresa encerrou 2020 com toda a sua cadeia de produtores diretos mapeada no bioma Amazônia; entre os indiretos, o mapeamento chegou a 62%. O objetivo, acrescenta a Marfrig, é chegar a 100% de rastreamento de ambos os perfis até 2025. O sistema de geomonitoramento está sendo atualizado também para o bioma Cerrado, onde todos os fornecedores diretos e 47% dos indiretos foram mapeados no ano passado. O prazo dos trabalhos na região termina em 2030. A Marfrig tem trabalhado desde o ano passado com parceiros estratégicos para desenvolver as ações e ferramentas necessárias para implementar o plano Marfrig Verde+. Como parte desses esforços, no último mês de fevereiro, a companhia celebrou contrato com o Fundo & Green, no valor de US$ 30 milhões. O dinheiro será empregado para acelerar as frentes do projeto, sobretudo as que envolvem conservação de áreas florestais. Outro pilar importante do programa é a Rede de Assistência Técnica. Um novo protocolo destinado aos fornecedores foi desenvolvido nas 12 unidades da companhia no Brasil. Ele visa a entregar suporte especializado e acesso às ferramentas necessárias para melhorar o negócio.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Poder de compra aumenta frente ao milho

Com a desvalorização mais intensa do milho frente às baixas nos preços do suíno vivo na parcial deste mês, o poder de compra de suinocultores paulistas e catarinenses avançou pelo terceiro mês consecutivo 

Em relação ao farelo de soja, por outro lado, o poder de compra diminuiu, visto que as cotações do derivado da soja aumentaram. Pesquisadores do Cepea afirmam que, no mercado independente de suíno, apesar dos recentes avanços, as cotações tiveram forte queda no início de setembro, pesando sobre a média da parcial do mês.

Cepea 

Suinocultura independente: a quinta-feira teve aumento nos preços

Aumentos pontuais, que não recompõem os valores perdidos desde o início do ano

Em São Paulo, na semana passada a solicitação dos produtores era de R$ 8,00/kg vivo, o que não foi aceito em acordo com os frigoríficos. Entretanto, ao longo dos dias, foram feitos negócios com o animal valendo R$ 7,47/kg.  Para a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço foi firmado em R$ 7,73/kg vivo.  A bolsa da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) manteve o preço estável em R$ 7,50/kg porque o cenário das granjas não se alterou, os pesos e idades caem a cada semana.  Em Santa Catarina, o preço subiu de R$ 7,15/kg para R$ 7,34/kg, conforme a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).  No Paraná, o indicador do Preço do Kg vivo do Laboratório de Pesquisas Econômicas em Suinocultura (Lapesui) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve alta de 5,81%, fechando a semana em R$ 7,11.

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