CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1579 DE 23 DE SETEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1579 | 23 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi: estoques começam a pressionar preços

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, em algumas regiões os frigoríficos foram bem sucedidos em realizar negociações abaixo da referência média dos últimos dias, como no caso de Mato Grosso e Goiás 

Em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul as cotações seguem estáveis. O mercado continua na espera de posicionamento da China para retomada das vendas. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo interromperam uma sequência de altas que se iniciou na semana passada e seguem travadas com a incerteza em relação às exportações. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 302,55 para R$ 300,55, do outubro foi de R$ 307,90 para R$ 305,85 e do novembro foi de R$ 317,40 para R$ 315,30 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado do boi gordo a passos lentos

As cotações do boi gordo e da novilha gorda permaneceram estáveis

Em São Paulo, com programações de abate atendendo, em média, oito dias, e sem necessidade de aumentar a produção em função do marasmo do consumo de carne bovina, o cenário é de poucos negócios. Na última quarta-feira (22/9), na comparação feita dia a dia, as cotações do boi gordo e da novilha gorda permaneceram estáveis, no entanto, o menor ímpeto das negociações envolvendo vaca gorda resultou em queda de R$2,00/@ para a categoria. Sendo assim, segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados em R$302,00/@, R$283,00/@ e R$299,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo, no estado.

SCOT CONSULTORIA

Cepea: preços do boi gordo recuam em setembro com ‘vaca louca’

Exportações limitam queda. O indicador Cepea/B3 passou a operar entre R$ 300 e R$ 310 este mês, ante o intervalo de R$ 310 a R$ 320/arroba em agosto de 2021

Os preços do boi gordo recuaram neste mês de setembro, após os casos atípicos de vaca louca identificados no País terem levado a uma suspensão das exportações de carne bovina para a China, o que, por sua vez, resultaram em menor demanda da indústria por gado terminado, avalia o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Em relatório antecipado ao Broadcast Agro, analistas afirmam que “apesar de os envios de carne bovina à China ainda estarem suspensos, as exportações brasileiras em setembro seguem em ritmo intenso, o que acaba limitando quedas mais intensas nos preços internos”. Dessa forma, o indicador do boi gordo Cepea/B3 passou a operar entre R$ 300/@ e R$ 310/@ este mês, ante o intervalo de R$ 310/@ a R$ 320/@ em agosto. No acumulado da parcial fechado ontem (21), o indicador estava em R$ 300,60/arroba, queda de 4,08% na comparação mensal.O Cepea destaca, porém, que no dia 15 deste mês o indicador chegou a R$ 295/arroba, o menor valor desde o dia 25 de janeiro.

ESTADÃO CONTEÚDO

China mantém trava contra a carne do Brasil

Ministério da Agricultura aguarda aval de Pequim para retomar embarques; barreira já dura 20 dias

Pecuaristas, indústrias e o Ministério da Agricultura ainda aguardam respostas da China sobre a retomada dos embarques de carne bovina brasileira para aquele mercado. A suspensão voluntária das exportações, adotada em cumprimento ao protocolo sanitário bilateral e em decorrência da investigação de casos atípicos do “mal vaca louca” em Minas Gerais e Mato Grosso, completa 20 dias hoje e provoca problemas na cadeia produtiva. Por se tratar de uma “repetição” das medidas adotadas em 2019, quando outro episódio atípico da doença foi identificado no país, o Brasil esperava que a reabertura do mercado fosse mais rápida dessa vez. Naquela ocasião, a retomada aconteceu em 13 dias. Sem novidades de Pequim, governo e setor produtivo estão em compasso de espera. Todas as informações técnicas já foram entregues – inclusive em mandarim — na semana passada. A China teve um feriado prolongado no início desta semana, mas a expectativa era que alguma reação fosse divulgada já na quarta-feira. O governo brasileiro trabalha com cuidado para evitar ruídos de comunicação com os chineses, o que poderia atrapalhar ou retardar ainda mais a reabertura. E tem o respaldo da própria Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para a retomada, que ainda no início do mês concluiu que os casos de “vaca louca” no Brasil não representam riscos sanitários para o rebanho nacional. Ansioso, o mercado pecuário brasileiro espera que o quadro seja revertido nesta semana. No governo, a expectativa é que a reabertura aconteça nos próximos dias. “Tecnicamente e sanitariamente, não há razão para manter o embargo por mais tempo”, disse uma fonte. A Arábia Saudita, que chegou a suspender as exportações de cinco frigoríficos mineiros, já retomou as compras. A Rússia aplicou restrições para receber carne de animais comprovadamente com menos de 30 meses de idade. O secretário de Assuntos Econômicos da Embaixada do Irã no Brasil, Mohsen Shahbazi, afirmou ao Valor que a Organização Agroveterinária do país (IVO, na sigla em inglês) cogitou suspender as exportações de abatedouros de Mato Grosso e Minas Gerais, mas voltou atrás depois da nota da OIE.

VALOR ECONÔMICO 

Comissão de Agricultura da Câmara aprova PL da fiscalização agropecuária por autocontrole

Prioridade do Ministério da Agricultura, projeto ainda está em trâmite no Congresso

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, o projeto de lei (1.293/2021) que estabelece a fiscalização agropecuária por autocontrole. A matéria segue para outras comissões antes de ser enviada ao Senado Federal. Tratada como prioridade pela equipe da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a proposta torna obrigatória a adoção de programas de autocontrole em todo o processo produtivo por agentes da cadeia do agronegócio e a apresentação de registros sistematizados e auditáveis ao Ministério da Agricultura. O projeto foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). O texto impõe multas por infrações e penalidades dos agentes privados entre R$100 e R$150 mil. A proposta original sugeria valor máximo de R$ 300 mil. Atualmente, o teto é de R$ 15 mil. “Poder de polícia” De autoria do Poder Executivo, o projeto é criticado pelos fiscais federais, que ainda veem possibilidade de terceirização de funções próprias e específicas dos servidores. Governo e o relator garantem que o “poder de polícia administrativa dos auditores está preservado, consagrado como indelegável”, disse Sávio. A proposta permite que empresas e profissionais credenciados pelo Ministério da Agricultura possam realizar os serviços técnicos ou operacionais nas agroindústrias. Alguns estabelecimentos de pequeno porte também temem que as regras imponham mais dificuldades para exportar. O governo alega capacidade limitada da máquina pública para aumentar os serviços de controle e fiscalização do setor agropecuário devido ao déficit de fiscais em descompasso ao crescimento rápido do agronegócio. O PL também institui o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária e cria a Comissão Especial de Recursos da Defesa Agropecuária.

VALOR ECONÔMICO

Recuperar pastos pode custar até R$ 250 bi

Os pecuaristas brasileiros terão que investir até R$ 250 bilhões para reformar pouco mais de 100 milhões de hectares de pastos com alguma degradação, conforme cálculos da Scot Consultoria em estudo encomendado pelo WWF, pela Tropical Forest Alliance (TFA) e pela fundação Solidariedad 

Os aportes são considerados fundamentais para elevar os ganhos na atividade e reduzir os impactos ambientais, o que tende a garantir o acesso a mercados já importantes, como a China, entre outros. Apesar da cifra bilionária, o investimento, mesmo com uso de alta tecnologia, ainda é menor que o necessário para desmatar para criar gado. Um investimento de reforma de pasto com aplicação de alta tecnologia custa, em média, R$ 2.982,18 por hectare, conforme o estudo. Já o custo de desmatar – que inclui maquinário, retirada de tocos de madeira do solo, limpeza e semeadura de pasto – é de no mínimo R$ 3 mil por hectare, calcula Rafael Lima, analista da Scot. No estudo, a consultoria projetou três cenários de conversão de pastagens, com base em dados do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (Lapig), da Universidade Federal de Goiás (UFG), e no custo de reforma com diferentes níveis de tecnologia. Os cenários combinaram investimentos mínimos nos pastos, de R$ 721 por hectare, com outros mais intensos. No cenário mais agressivo de conversão de pastagens, com reformas usuais de pastos que estão leve a moderadamente degradados e reformas com alta tecnologia nas pastagens severamente degradadas, os desembolsos seriam de quase R$ 246 bilhões. Em um cenário intermediário, com investimentos graduais conforme o nível de degradação, o valor seria de R$ 209 bilhões. E, em um cenário mais conservador, com investimentos mínimos em pastos leve a moderadamente degradados e reformas usuais nos mais degradados, o valor ficaria em R$ 127 bilhões. Se esses investimentos ocorressem ao longo de uma década, seriam necessários de cinco a dez vezes mais recursos que os disponíveis no Plano ABC neste Plano Safra (R$ 5 bilhões), observou o estudo. Porém, eles já ofereceriam ganhos mais robustos aos pecuaristas. Segundo a Scot, a rentabilidade de uma fazenda com emprego de alta tecnologia é de 3,8%, em média, enquanto a rentabilidade de uma com baixa tecnologia é de 0,6%.  Os aportes são necessários para evitar que a expansão da atividade continue pressionando florestas. Com os investimentos, 104,5 milhões de hectares de pastos com algum grau de degradação (segundo os dados do Lapig de 2020) seriam recuperados e alcançariam o perfil dos demais 77,9 milhões de hectares de pastos em boas condições. A recuperação de pastagens poderia liberar entre 22,3 milhões e 67,7 milhões de hectares de terras, entre os cenários mais conservador e agressivo de investimentos. Ela permitiria, ainda, que o rebanho brasileiro crescesse de 14% a 59%, alcançando de 179 milhões a 250 milhões de cabeças. O estudo adota como premissa a conta do Lapig de que havia 156,9 milhões de unidades de animais em 2020. O estudo indica que os pecuaristas precisarão investir também na rastreabilidade do rebanho para garantir a adequação da atividade às leis ambientais. Isso demandaria aportes de R$ 1,1 bilhão, segundo a Scot. O estudo reforça que, mesmo com um cenário de demanda chinesa crescente na próxima década – a projeção é que as importações de carne bovina da China cresçam 32,8% entre 2020 e 2030 -, o país deve aumentar as exigências ambientais dos produtos que compra. A Scot lembra que a China tem mais de 700 fundos “verdes” com “trilhões de dólares” que poderiam ser acessados pelos produtores brasileiros.

Valor Econômico

ECONOMIA

BC eleva Selic em 1 ponto e indica que repetirá a dose

O Banco Central aumentou a taxa básica de juros em 1 ponto percentual na quarta-feira, ao patamar de 6,25% ao ano, dando sequência ao seu agressivo ciclo de aperto monetário para domar uma inflação que tem se mostrado mais persistente e disseminada

O BC sinalizou, em comunicado, que deverá adotar outro ajuste de igual magnitude na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, em outubro, e frisou que sua intenção é avançar no território em que a taxa de juros atua no sentido de esfriar a economia para conseguir com isso conter a inflação. “Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista.” Esta foi a segunda vez seguida em que o BC ajustou a taxa básica nesta magnitude. Desde março, quando tirou a Selic da mínima histórica de 2% ao ano, o BC já subiu os juros básicos em 4,25 pontos, em cinco altas consecutivas. O BC pontuou que a inflação ao consumidor segue elevada e que a alta em bens industriais deve prosseguir no curto prazo. Também destacou que os preços de serviços subiram a taxas maiores, embora tenha ponderado que o movimento era esperado em meio à gradual normalização da atividade no setor. “Adicionalmente, persistem as pressões sobre componentes voláteis como alimentos, combustíveis e, especialmente, energia elétrica, que refletem fatores como câmbio, preços de commodities e condições climáticas desfavoráveis”, destacou o BC. Nos 12 meses até agosto, a inflação medida pelo IPCA bateu em 9,68%, se distanciando com força da meta central de 3,75%, com margem de erro de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Choques nos preços embalados por fatores como a crise hídrica e a alta do dólar frente ao real, que encarece produtos importados, têm afetado expectativas para este ano e também para o próximo. O próprio BC passou a ver inflação de 8,5% em 2021, frente a 6,5% antes, conforme projeções divulgadas nesta quarta-feira para seu cenário básico. Em relação aos anos de 2022 e 2023, que compõem o seu horizonte relevante para a política monetária, as expectativas do BC são agora de inflação de 3,7% e 3,2%, respectivamente, ante 3,5% e 3,2% anteriormente. A meta de inflação para 2022 é de 3,5% e para 2023 de 3,25%, sempre com banda de tolerância de 1,5 ponto. Se no quadro doméstico pairam dúvidas sobre o comprometimento com a sustentabilidade das contas públicas diante da pesada conta de precatórios para 2022 e do desafio de financiamento do novo Bolsa Família, na cena internacional as incertezas têm aumentado em meio ao impacto da variante Delta do coronavírus. A última projeção para o PIB feita pela autoridade monetária era de alta de 4,6% este ano.

REUTERS 

Dólar fecha em alta com sinalização do Fed

O dólar fechou em alta na quarta-feira, acima de 5,30 reais, com uma arrancada vespertina após indicações de que cortes de estímulos nos Estados Unidos estão mais próximos

O dólar à vista subiu 0,34%, a 5,3033 reais na venda. A reviravolta foi ditada pelas sinalizações do banco central norte-americano (Fed) de que o começo da redução de compras de ativos (“tapering”) está mais próximo, com chances ainda de juros mais altos antes do esperado. A aguda volatilidade após o anúncio da decisão do Fed e as falas do chair do banco, Jerome Powell, mexeu com as precificações de retornos de taxas de juros embutidas em contratos de real. “A nossa taxa de juros não vai subir mais com tanto ímpeto apesar de o Copom estar atrás da curva de inflação, enquanto nos EUA eles se aproximam de cortar compras de ativos. Isso mantém o ‘gap’ (diferencial) entre ambas as políticas monetárias e ajuda a explicar por que o dólar ainda está acima de 5 reais mesmo com os aumentos de juros aqui já efetuados”, disse Paloma Brum, analista da Toro Investimentos.

REUTERS 

Ibovespa reage e retorna aos 112 mil pontos após Fed e alívio com China

Impulsionado sobretudo pelos setores de metais e financeiro, o Ibovespa subiu 1,84%, aos 112.282,28 pontos. O volume de negócios da sessão totalizou 36 bilhões de reais

O índice subiu desde a abertura, após a incorporadora chinesa Evergrande fechar acordo com credores para evitar um calote, enquanto o governo da China agiu dando liquidez ao mercado e preparando um plano para estatizar o negócio. Isso elevou os preços das commodities metálicas, aliviando ações de empresas brasileiras ligadas a metais, como Vale, além das siderúrgicas Usiminas e CSN. Os ganhos do Ibovespa foram consolidados à tarde após o Federal Reserve manter o juro básico dos EUA entre zero e 0,25% ao ano, indicando que uma alta da taxa deve começar em 2022. A autoridade também sinalizou que deve reduzir suas compras mensais de títulos “em breve”. Os principais índices de Wall Street reagiram com alta. Segundo profissionais do mercado, a espera pelo anúncio do novo juro básico no Brasil, que o Banco Central deve anunciar após o fechamento do mercado – uma alta de 1 ponto percentual, para 6,25% ao ano, segundo o consenso do mercado – pode ajudar a dar direção ao índice na quinta-feira.

REUTERS

Governo melhora projeção de déficit primário em 2021 a R$139 bi

O Ministério da Economia melhorou na quarta-feira sua projeção de déficit primário para o governo central em 2021 a 139,4 bilhões de reais, diante da perspectiva de maior arrecadação, conforme relatório bimestral de receitas e despesas

O relatório anterior, de julho, previa déficit primário de 155,4 bilhões de reais para este ano, correspondente a 1,8% do PIB. Agora, o rombo é estimado em 1,6% do PIB. De um lado, o governo aumentou a projeção de receitas líquidas em 31,5 bilhões de reais, a 1,508 trilhão de reais. As despesas estimadas foram elevadas em 15,5 bilhões de reais no ano, a 1,647 trilhão de reais.

REUTERS

FMI mantém projeção para PIB brasileiro

O Fundo Monetário Internacional disse na quarta-feira que o desempenho econômico do Brasil tem sido melhor do que o esperado “em parte devido à resposta enérgica das autoridades” à medida que a economia emerge da desaceleração causada pela pandemia

A previsão do Fundo para o crescimento econômico da maior economia da América Latina é de expansão de 5,3% do Produto Interno Bruto em 2021, inalterada em relação à estimativa de julho.

REUTERS 

Brasil poderia estar em ‘intensa euforia’, mas riscos fiscais e políticos afastam otimismo, diz FGV Ibre

Avaliação é parte do Boletim Macro, que reduziu previsão de crescimento em 2021 e 2022

O Brasil poderia estar passando por um período de intensa euforia, mas os riscos fiscais e políticos, somados aos nossos gargalos de oferta, impedem que um cenário mais otimista se concretize. A avaliação faz parte do Boletim Macro do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). De acordo com o boletim, o mundo está entrando em uma nova fase, menos assustadora que a do auge da pandemia, mas menos brilhante que a do primeiro semestre de 2021. No caso do Brasil, enquanto o impacto da crise sanitária retrocede, outros fatores contribuem para que o cenário seja “moderadamente otimista”, como inflação em alta e de elevado risco fiscal e político. O Ibre destaca que o Brasil é a única grande economia que já entrou em desaceleração, de acordo com os indicadores compostos avançados da OCDE. No documento, a previsão de crescimento da economia foi revisada de 5,2% para 4,9% neste ano. Para 2022, caiu de 1,6% para 1,5%. A inflação deve fechar este ano em 8,7% e o próximo em 4,1%. As prévias das sondagens do FGV Ibre de setembro também mostram queda generalizada da confiança de empresários e consumidores, tanto na avaliação sobre a situação atual como em relação ao futuro, com destaque para o componente relacionado à incerteza política. Segundo a instituição, por mais que o Banco Central se mostre determinado a cumprir o seu papel no combate à inflação, o sucesso de levar o índice de preços para a meta depende “da indispensável contribuição do governo como um todo”. Para o terceiro trimestre do ano, a expectativa do Ibre é uma queda de 0,1% do PIB, com o crescimento dos serviços sendo contrabalançado pela contração da indústria e da agropecuária, como ocorreu no trimestre anterior. O consumo das famílias deve crescer, mas em um cenário de queda dos investimentos.

FOLHA DE SP 

EMPRESAS

Marfrig apresenta desafios da pecuária sustentável em painel nesta 5ª-feira

A Marfrig participa da Conferência Ethos 360°, edição 2021, um dos maiores eventos relacionados à sustentabilidade do mundo. A apresentação da companhia no evento será ao vivo, nesta quinta-feira (23), às 16h10. O painel oferecido pela Marfrig mostrará os “Caminhos para uma Pecuária Sustentável”, apresentando formas de manejo da terra, as tecnologias utilizadas como apoio e os desafios para uma produção sustentável

O painel contará com a presença de um mediador do Instituto Ethos junto com o Diretor de Sustentabilidade e Comunicação da Marfrig, Paulo Pianez; o membro do Comitê de Sustentabilidade da Marfrig, Roberto Waack; o chefe adjunto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Embrapa Pecuária Sul, Marcos Borba; e o diretor de Conservação e Restauração de Ecossistemas da WWF-Brasil, Edegar de Oliveira Rosa. “A sustentabilidade está no DNA da Marfrig. Fomos pioneiros ao assumir o compromisso com o desmatamento zero, em 2009, e, desde então, já investimos mais de R$ 260 milhões em iniciativas para rastrear completamente a nossa produção. Acreditamos que nosso modelo de negócio pode ser cada dia mais transformador”, disse Pianez em nota divulgada na quarta-feira (22). A estreia da Marfrig no evento ocorreu no último dia 21 de setembro, com a exibição do talk “Pecuária pautada no ESG – Programa Marfrig Verde+”. Naquela ocasião, Pianez apresentou os detalhes sobre o Marfrig Verde+, plano que tem como meta garantir 100% da rastreabilidade da cadeia de produção da empresa, de forma sustentável e livre de desmatamento até 2030. Desde 2020, a Conferência Ethos acontece de forma totalmente virtual. As palestras ocorrem semanalmente, entre 27 de maio e dezembro de 2021, pelo canal do YouTube e Instagram do Instituto Ethos.

CARNETEC

Minerva aprova emissão de R$ 400 milhões em debêntures

Oferta de 400 mil debêntures, ao valor de R$ 1 mil cada, será restrita a investidores profissionais

O Conselho de Administração da Minerva Foods aprovou hoje (22/9) a emissão de R$ 400 milhões em debêntures em série única e com vencimento em 60 meses. Na operação, restrita a investidores profissionais, conforme a Instrução 476, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa oferecerá 400 mil debêntures ao valor de R$ 1 mil cada. Segundo a companhia, os recursos serão destinados ao pagamento de uma emissão anterior de debêntures. A justificativa é alongar o perfil de endividamento da empresa. A Minerva afirma que os papéis irão remunerar mensalmente o DI mais uma sobretaxa máxima equivalente a 1,85%. A empresa não estipulou uma data para a emissão.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Demanda doméstica por carne de frango deve continuar aquecida

Os custos de produção de frango devem permanecer altos pelo menos até meados de 2022, mas a demanda doméstica por carne de frango tende a continuar aquecida no curto prazo, segundo o Rabobank

“Com o avanço das vacinações contra a covid, a manutenção do pacote emergencial e a chegada de estações mais quentes, a expectativa é de que a demanda doméstica continue crescendo no curto prazo”, disse o Rabobank em relatório nesta semana. A competitividade da carne de frango em relação às proteínas bovina e suína tem caído, com preços do frango no atacado subindo pelo quarto mês seguido. Apesar disso, a demanda doméstica pela carne de frango permanece aquecida, já que a proteína ainda é a mais barata comparativamente. Os custos de grãos usados na ração de aves e suínos devem continuar altos até meados de 2022, segundo o Rabobank, elevando custos de produção para os produtores.

CARNETEC 

Carne suína perde competitividade e produtor independente sofre com custos

Segundo análise do Cepea, a competitividade da carne de frango frente à suína é a menor em nove anos; consumo também está em queda

A competitividade da carne de frango frente à suína é a menor em nove anos, segundo cálculos feitos pelo CEPEA. Em setembro de 2021. a carcaça suína caiu para R$ 9,68, enquanto o quilo do frango foi para R$ 8,36, fazendo com que a diferença entre ambos se resumisse a R$ 1,32 centavos, em mesmo período no ano passado, a diferença era de R$ 6,05. Segundo a pesquisadora do Cepea, Juliana Ferraz, esse cenário está relacionado com a alta dos preços do frango vivo e da carne. “Na contramão desse movimento temos a carne suína e o suíno vivo com um movimento de queda nos preços”, explica. Ainda de acordo com Juliana, o cenário para os suinocultores fica ainda mais complicado diante da alta dos custos, especialmente para aqueles produtores que são independentes. “Esses trabalhadores estão com margens negativas por conta do custo de produção alto com milho, farelo e soja, que são os principais insumos e que estão com movimento de alta desde o segundo semestre de 2018. Essa valorização se intensificou, especialmente no último ano pra cá”, pontua. A pesquisadora do Cepea complementa dizendo que outro fator que contribui para a queda do suíno é a ponta final da cadeia de produção. “Com o avanço da inflação, que corrói o poder de compra a população, ela busca proteínas mais em conta se reduzir o consumo de carne”, finaliza.

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