CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1573 DE 15 DE SETEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1573 | 15 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: queda no preço da arroba

Em São Paulo, o início desta semana foi calmo, com parte dos frigoríficos fora das compras na última segunda-feira (13/9), aguardando uma definição do mercado. Apesar disso, houve frigoríficos concretizando negócios com preços menores, apesar do baixo volume de compra

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a cotação do boi gordo caiu R$2,00/@ no comparativo diário, e os preços de vaca e novilha gordas ficaram estáveis. Dessa forma, o boi gordo foi negociado em R$308,00/@, preço bruto e a prazo no estado. No Sul da Bahia, os compradores ofertaram preços menores e também sem negócios concretizados. Dessa forma, as referências para o boi, vaca e novilha gordos ficaram estáveis no comparativo dia a dia na região, em R$297,00/@, R$290,00/@ e R$294,00/@, respectivamente, preço bruto e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: arroba continua em queda, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a espera por uma posição da China em relação às exportações brasileiras para o país segue penalizando as cotações do boi gordo no mercado físico brasileiro 

Pesou também a decisão da Arábia Saudita de suspender importações de cinco unidades frigoríficas de Minas Gerais, mesmo que os sauditas tenham participação pequena na pauta. Na B3, a curva de contratos futuros teve uma leve queda, reagindo ao mercado físico e à demora para retomada das exportações à China. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 295,00 para R$ 298,00, do outubro foi de R$ 301,95 para R$ 303,65 e do novembro foi de R$ 308,75 para R$ 312,05 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS 

Ausência de compras da China afeta preços do boi gordo, diz Safras

A tendência é que os frigoríficos sigam tentando exercer pressão sobre o mercado enquanto não acontecer a retomada dos embarques, diz a consultoria

O mercado físico de boi gordo registrou preços mais baixos na terça-feira, 14. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, houve tentativas de compra abaixo da referência média em diversas localidades. “A ausência de posicionamento da China em relação ao caso atípico de EEB vem cobrando o seu preço. Os frigoríficos exportadores seguem remanejando seus abates, no aguardo de uma definição. A tendência é que os frigoríficos sigam tentando exercer pressão sobre o mercado enquanto não acontecer a retomada dos embarques”, disse Iglesias. Além disso, a Safras diz que a decisão da Arábia Saudita de suspender as compras de cinco unidades frigoríficas de Minas Gerais gera apreensão, não pela importância dos sauditas na compra de carne bovina brasileira, e sim pela possibilidade de outros mercados adotarem medidas semelhantes. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 304 na modalidade a prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, contra R$ 292. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 304 – R$ 305, contra R$ 306 – R$ 307. Em Cuiabá, o valor fechou em R$ 298 – R$ 299, contra R$ 300 – R$ 301. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba, contra R$ 306. A carne bovina segue com preços acomodados no mercado atacadista. O ambiente de negócios ainda sugere por pouco espaço para reajustes no curto prazo. A carne de frango ainda conta com a preferência do consumidor médio no Brasil, algo bastante compreensível em meio as notórias dificuldades macroeconômicas. O quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,30. A ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

‘Vaca louca’ paralisa mercado de boi gordo em MT; preços caem pouco

Arroba à vista recuou apenas 0,17% na semana passada, a R$ 298,73, segundo o Imea

Em Mato Grosso, o mercado do boi gordo retraiu-se na última semana, após o governo brasileiro registrar dois casos atípicos do mal da “vaca louca” no país. As ocorrências levaram o Ministério da Agricultura a suspender as exportações de carne à China, principal comprador da proteína brasileira. Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), houve interrupção quase completa nas negociações no Estado, com operações apenas pontuais, voltadas ao mercado interno. Ainda assim, os preços caíram pouco. Na semana passada, o preço médio da arroba para pagamento à vista ficou em R$ 298,73 para o boi gordo e em R$ 286,58 para a vaca gorda, quedas de 0,17% e 0,39%, respectivamente. Os contratos futuros recuaram mais de 5%. “É importante destacar que a queda só não foi mais intensa porque parte dos agentes estava fora das compras, e as indústrias que sempre atenderam ao mercado interno mantiveram seus preços”, disse o Imea, em relatório.

VALOR ECONÔMICO 

SP e GO registram aumento dos custos de produção de bovinos confinados

Referente ao mês de agosto de 2021, os custos da diária-boi (CDB) aumentaram para os confinamentos representativos do Estado São Paulo médio (CSPm) e Goiás (CGO), e no Estado de São Paulo grande (CSPg) o CDB se manteve, quando comparados com julho de 2021

Os preços dos insumos utilizados na alimentação dos animais em confinamento apresentaram decréscimo no mês de agosto. O preço do farelo de algodão com 38% de proteína bruta reduziu 6,56% e 7,88% para os estados de Goiás e São Paulo, respectivamente. O valor do milho gérmen reduziu 2,04% em São Paulo e de 1,03% em Goiás. Como consequência houve diminuição de custos com a alimentação do rebanho para as propriedades representativas CSPm, CSPg e CGO de 0,16%, 0,49% e 0,02%, respectivamente. Por outro lado, a taxa Selic aumentou de 4,25% a.a. para 5,25% a.a. O aumento desta taxa implicou em aumento nos custos de oportunidade e, portanto, contribuiu para a manutenção e até aumento do ICBC. Nesta edição o Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) registrou estabilidade, em que foi similar ao do mês de julho. No período o ICBC acumulou alta de, aproximadamente, 40% para as propriedades CSPm e CSPg e de 57% para CGO. Em relação ao Custo Total (CT), no mês de agosto, para o confinamento CGO aumentou 0,30%, e para os confinamentos CSPm e CSPg diminuiu 2,94%. Esse comportamento do CT pode ser explicado em parte devido ao preço do animal de reposição (boi magro de 360 quilos) que em São Paulo no mês de agosto diminuiu 4,40% em relação ao mês anterior. Em Goiás o preço se manteve em relação ao mês anterior, julho de 2021.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal da FMVZ/USP

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 0,68%, a R$5,2589

O dólar fechou em alta e perto das máximas desta terça-feira, com operadores acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior em meio ao ambiente de maior aversão a risco por dúvidas sobre a retomada econômica global. O dólar à vista fechou em alta de 0,68%, a 5,2589 reais. Na máxima, foi a 5,2646 reais (+0,78%), depois de recuar 0,47%, a 5,199 reais, na mínima.

REUTERS

Ibovespa fecha com queda discreta minado por queda de blue chips

O Ibovespa fechou com baixa na terça-feira, contaminado pela piora em Wall Street, além do declínio de blue chips como Vale, Petrobras, Bradesco e Itaú Unibanco, enquanto investidores continuam atentos à movimentação em Brasília. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,15%, a 116.230,51 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo tocado 115.809,02 pontos na mínima e 117.269,82 pontos na máxima da sessão. O volume financeiro somava cerca de 24 bilhões de reais.

REUTERS

PIB deve crescer apenas 0,5% em 2022 com inflação, juros e dólar mais altos, estima Itaú

O Itaú adotou projeções mais pessimistas para o crescimento econômico brasileiro tanto em 2021 quanto em 2022, esperando ainda inflação, juros e dólar mais altos do que o estimado anteriormente

Segundo nova revisão de cenário, o Itaú espera agora que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 5,3% neste ano e apenas 0,5% no próximo, ante estimativas anteriores de 5,7% e 1,5%, respectivamente. A piora significativa na conta para 2022 é reflexo de expectativa de taxa Selic mais alta à frente, disse o Itaú em relatório assinado por seu economista-chefe, Mario Mesquita. O banco espera agora que os juros básicos cheguem a 9% ao final do atual ciclo de aperto monetário, ante estimativa anterior de 7,50%. “O cenário inflacionário continuou se deteriorando e riscos permanecem elevados”, escreveu o Itaú, citando as pressões representadas pela crise hídrica e pela incerteza fiscal. “Nesse contexto, acreditamos que o Copom ainda não enxergará condições para indicar redução do ritmo de elevação da taxa Selic.” O Itaú espera que o Banco Central anuncie ao longo das próximas reuniões três elevações consecutivas de 1 ponto percentual e uma última alta de 0,75 ponto, de forma que a Selic chegue aos 9% em fevereiro de 2022. A projeção anterior era que o atual ciclo de aperto levaria a taxa básica de juros a 7,5%. Também houve revisão para cima nas expectativas de inflação, e o Itaú espera agora que o IPCA suba 8,4% neste ano e 4,2% no próximo. Antes, a projeção era de altas de 7,7% e 3,9%, respectivamente. Sobre o cenário fiscal, o Itaú destacou um aumento dos riscos em meio à perspectiva de perdas com a reforma do Imposto de Renda, de maiores pressões para aumento do Bolsa Família e das dificuldades de conciliar o cumprimento do teto de gastos com a aceleração da inflação. Com o aumento das incertezas relacionadas à trajetória das contas públicas somando-se ao cenário já desafiador, o Itaú também elevou suas estimativas para os patamares do dólar. A moeda norte-americana deve encerrar este ano em 5,00 reais e o próximo em 5,20 reais, disse o banco, contra previsões anteriores de 4,75 e 5,10, respectivamente.

REUTERS

CNI: confiança do empresário cai 5,2 pontos em setembro

Queda interrompe sequência de altas

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 5,2 pontos em setembro de 2021, para 58 pontos. O indicador é medido pela a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e foi divulgado na terça-feira (14). O Icei havia registrado em agosto o maior índice do ano, chegando a 63,2 pontos. Porém, com a queda, regride para patamar próximo ao de maio. O resultado, segundo a CNI, interrompeu sequência de quatro altas consecutivas. Como o Icei permanece acima da linha divisória de 50 pontos, indica que os empresários seguem confiantes. Abaixo dos 50 pontos, o índice significa falta de confiança. A queda em setembro mostra que o otimismo no setor se tornou menos intenso que em meses anteriores. Para o levantamento, foram entrevistadas 1.611 empresas, das quais 635 de pequeno porte, 608 de médio porte e 368 de grande porte, entre os dias 1º e 13 de setembro.

Agência Brasil

Setor de serviços cresce 1,1% em julho

Estimulado por restrições menores a atividades, o volume do setor de serviços no país avançou 1,1% em julho, na comparação com junho

O resultado foi divulgado na terça-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o desempenho, o setor de serviços está 3,9% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020. Contudo, ainda está 7,7% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014. Entre janeiro e julho de 2021, o setor acumulou alta de 10,7%. Em período maior, de 12 meses, houve elevação de 2,9%. A alta de 1,1% em julho foi acompanhada por duas das cinco atividades investigadas. Serviços prestados às famílias subiram 3,8%, acumulando ganho de 38,4% entre abril e julho, enquanto serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 0,6%, com crescimento de 4,3% nos últimos três meses. “Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, explicou Rodrigo Lobo, analista da pesquisa do IBGE, em nota. Conforme o IBGE, nos serviços prestados às famílias, o destaque em julho foi para o desempenho dos segmentos de hotéis, restaurantes, serviços de buffet e parques temáticos, que costumam crescer no mês devido às férias escolares. Já nos serviços profissionais, administrativos e complementares, o destaque foi para as atividades jurídicas, serviços de engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos. Em julho, os três ramos que tiveram baixa foram serviços de informação e comunicação (-0,4%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e outros serviços (-0,5%). Mesmo com o avanço no sétimo mês do ano, os serviços prestados às famílias ainda operam 23,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. É a única das cinco atividades que ainda não superou o nível pré-pandemia.

FOLHA DE SP 

FRANGOS & SUÍNOS

Preço do suíno vivo registra alta de 9,87% em São Paulo

Os preços dos suínos seguiram em alta na terça-feira (14) 

De acordo com os dados do Cepea/Esalq referente às informações da última segunda-feira (13), o preço do suíno vivo apresentou um incremento de 9,87% em São Paulo e está cotado a R$ 7,01/kg. Em Minas Gerais, houve alta no preço do suíno vivo de 1,65% e está cotado a R$ 6,79/kg. No Rio Grande do Sul, o valor do suíno vivo está próximo de R$ 6,07/kg e teve uma valorização de 4,10%. No Paraná, o preço do animal está próximo de R$ 6,09/kg e teve valorização de 6,10%, enquanto em Santa Catarina teve alta de 4,10% e cotado a R$ 6,09/kg. O levantamento realizado pela a Scot Consultoria reportou que a arroba do suíno CIF teve valorização de 4,00%/3,85%, precificada a R$ 130,00 a R$135,00, enquanto a carcaça especial registrou um incremento de 5,38%/5,15%, cotada em R$ 9,80/R$ 10,20 o quilo.

Cepea/Esalq 

Cotação do frango seguiu sustentada na terça-feira (14)

Os preços do frango nas principais praças consultadas permaneceram estáveis nesta terça-feira (14) 

A Scot Consultoria informou que em São Paulo o frango na granja está estável e cotado a R$ 6,00/kg, enquanto o frango atacado está precificado ao redor de R$ 8,27/kg, teve uma queda de 0,37% no comparativo diário. De acordo com o levantamento do Cepea/Esalq realizado na última segunda-feira (13), o preço do frango congelado seguiu estável e está cotado a R$ 8,37/kg. Já no caso do frango resfriado não teve alteração de preço e está precificado a R$ 8,42/kg. Nas principais praças produtoras do país e os preços seguiram estáveis, sendo que no Paraná o frango vivo está precificado a R$ 5,93/kg. Em São Paulo permanece estável cotado a R$ 6,00/kg e em Santa Catarina está ao redor de R$ 3,57/kg.

Cepea/Esalq 

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