CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1549 DE 11 DE AGOSTO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1549 | 11 de agosto de 2021

 

NOTÍCIAS

Bom volume exportado de carne bovina em agosto e mercado do boi gordo firme

Em São Paulo, sem pressa para alongar as escalas de abate, a referência de preço para o boi gordo ficou estável na última terça-feira (10/8) na comparação feita dia a dia

O bom desempenho da exportação de carne tem dado sustentação aos preços dos bovinos destinados ao mercado chinês. A oferta de compra está firme em R$320,00/@, preço bruto e à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. Cenário também firme para a novilha gorda, cuja cotação subiu R$1,00/@ no estado, negociada por R$312,00/@, preço bruto e a prazo. Na região de Cuiabá, em Mato Grosso, apesar da oferta de gado confinado ter aumentado, os preços ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. O boi gordo ficou cotado em R$301,00/@, considerando o preço bruto e a prazo, R$300,50/@, com desconto do Senar, e R$296,50/@ com desconto do Funrural e Senar. Por fim, com relação às exportações brasileiras, na primeira semana de agosto foram embarcadas 57,73 mil toneladas de carne bovina in natura. A média diária foi de 11,54 mil toneladas, frente a 7,77 mil toneladas no mesmo período de 2020. Um aumento de 48,6% (Secex).

SCOT CONSULTORIA

Boi: arroba sobe ligeiramente em São Paulo, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a arroba do boi gordo negociada em São Paulo, capital, teve um dia de leve alta e passou de R$ 317 para R$ 318, na modalidade a prazo 

Ainda assim, na maioria das regiões importantes para o mercado do boi gordo, os preços seguem acomodados em virtude das escalas de abate em posição confortável. Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de valorização das cotações, porém, o mercado segue ainda indefinido em torno de R$ 325 por arroba no outubro. O vencimento para agosto passou de R$ 316,80 para R$ 317,15, do outubro foi de R$ 322,50 para R$ 323,60 e do novembro foi de R$ 326,30 para R$ 329,00 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço do boi deve seguir sustentado com o período de entressafra e boas perspectivas de exportação, projeta Itaú BBA

O mercado deve seguir com preços firmes para o boi, combinando o período de entressafra e a boa perspectiva para as exportações, informa o relatório mensal do Itaú BBA 

Em julho, as referências no mercado físico do boi gordo ficaram firmes com a média de R$ 318,96/@ no estado de São Paulo. A intensificação da seca, adicionada a um possível efeito negativo das geadas sobre as pastagens devem manter a oferta dependente dos confinamentos, não sendo esperado um grande volume de animais em função das margens apertadas, já que os custos da ração seguem elevados. A capacidade de repasse de preços para a carne no mercado interno continuará testando as margens dos frigoríficos que operam mais ou somente este canal. A carcaça casada teve desvalorização de 0,9% (média de R$ 20,29/kg), diante do mercado doméstico retraído, o que justificou a piora do spread da indústria na venda de carcaça, após leve alívio no mês anterior. O período após as geadas pode ser uma oportunidade para pecuaristas adquirirem animais a um custo um pouco menor, desde que disponham de condição para nutrição dos animais até o retorno das chuvas, quando a procura deve voltar a se elevar. O indicador no estado Mato Grosso do Sul registrou acomodação pelo terceiro mês consecutivo, dessa vez 1,1% a menos frente a junho, ajudando na reposição para a recria e engorda, diante da procura um pouco menor em função da baixa qualidade das pastagens, o que foi agravado pelas geadas que afetaram ainda mais a condição dos pastos em MS, PR e SP. A queda do bezerro MS desde abril é da ordem de 5%.

AGROLINK

MS: NA entressafra, cotação dos animais de reposição registra desvalorização

Com a entrada do período de entressafra, os pecuaristas do estado do Mato Grosso que atuam no sistema de cria ou recria começaram a realizar um maior número de negócios com os animais de reposição para evitar o elevado dispêndio com insumos na seca 

Por outro lado, a demanda por essas categorias está menor neste período, já que parte dos produtores já adquiriram com antecedência os animais. Segundo o relatório semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a cotação média para os animais como o boi magro, garrote e bezerro de ano apresentaram desvalorização de 2,07%, 3,37% e 1,80%, ficando cotados na média de R$ 4.127,86, R$ 3.657,62 e R$ 3.115,31, na mesma ordem e no comparativo entre jul.21 e jun.21. “Para o curto prazo, espera-se que as cotações continuem sendo pressionadas, até que o período das águas se aproxime e limite a oferta desses animais”, informou o IMEA. O volume de animais ofertados foi mais tímido na última semana e a arroba do boi gordo subiu 0,03% em relação à semana passada e ficou cotada na média de R$ 301,56/@. No caso da vaca gorda, a cotação apresentou estabilidade no comparativo semanal e ficou precificada ao redor de R$ 298,55/@.

IMEA 

Preço do boi permanece acomodado com escala de abate confortável

“Os preços estão muito próximos do seu topo histórico”, informa o analista Fernando Henrique Iglesias

Os frigoríficos ainda desfrutam de uma posição confortável em suas escalas de abate, que ainda atendem entre cinco e sete dias úteis em média. A incidência de animais a termo e confinamento próprio fazem com que os frigoríficos de maior porte desfrutem de uma posição ainda mais confortável. O desempenho das exportações de carne bovina na primeira semana de agosto merece destaque, contabilizando um ótimo resultado, uma sinalização de que a boa demanda chinesa persiste em relação à carne bovina brasileira. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 na modalidade a prazo, ante R$ 317 na segunda-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 314, ante R$ 313. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308,00, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba, ante R$ 313.  No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, a tendência é que as altas pontuais percam intensidade durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “O resultado das vendas durante o Dia dos Pais pode ser considerado satisfatório. O movimento de alta foi cerceado pela dificuldade do consumidor médio em absorver novos reajustes da carne bovina, mantendo o processo de migração com destino à carne de frango, proteína mais acessível”, assinalou Iglesias. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17 por quilo, alta de dez centavos. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17 por quilo, estável.

Agência Safras 

ECONOMIA

Dólar fecha em queda de 0,96%, a R$5,1957

O dólar fechou em queda ante o real na terça-feira, após três sessões de alta, com investidores repercutindo o tom duro do Banco Central na ata do Copom e um dia relativamente benigno nos mercados externos

O dólar à vista caiu 0,96%, a 5,1957 reais na venda, desvalorização mais intensa desde 28 de julho (-1,26%). Na véspera, o dólar engatou a terceira sessão de ganhos ao subir para 5,246 reais, máxima em três semanas. Mas com o noticiário sem maiores contratempos e o exterior mais calmo, operadores passaram a se concentrar mais nas sinalizações “hawkish” (duras com a inflação) do Copom emitidas na ata divulgada ainda pela manhã. Falas do diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, ressaltando o compromisso do Bacen com a meta de inflação e demonstrando atenção à volatilidade da taxa de câmbio corroboraram um viés mais vendedor de dólares. Na terça, uma medida da volatilidade implícita do real subiu a 17,64% ao ano, máxima desde abril. A moeda brasileira segue, com folga, como a divisa emergente relevante mais instável. Roberto Serra, gestor sênior de câmbio da Absolute Investimentos, avaliou que por uma série de motivos, entre os quais o juro mais alto e o preço barato pelos fundamentos, a tendência do real é de apreciação, mas que variáveis à parte das tradicionais para cálculo da taxa de câmbio justa, como instabilidade fiscal e política, seguem prendendo o dólar em patamares mais altos. “A maioria dos ‘players’ está em busca dessa posição otimista (em real), mas a volatilidade e essas crises que fabricamos não deixam”, afirmou.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda

A MINERVA ON recuou 2,03%, na esteira do declínio de 54% no lucro líquido do segundo trimestre, para 116,7 milhões de reais, embora a maior exportadora de carne bovina na América do Sul enxergue um cenário positivo

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, em sessão marcada por vários balanços corporativos e relevante noticiário macroeconômico. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,66%, a 122.202,47 pontos.  O volume financeiro na bolsa somou 26,8 bilhões de reais. Mesmo após a alta do Ibovespa nos últimos dois pregões, a bolsa paulista, segundo o analista da Terra Investimentos Régis Chinchila, continua minada pelas incertezas e preocupações dos investidores com o cenário econômico e político no Brasil. Além disso, acrescentou, a ata da última decisão de juros do Banco Central reforçou a sinalização da autoridade monetária de que a Selic precisará ser elevada neste ano acima do patamar neutro. Os níveis historicamente baixos da Selic vinham sendo um relevante suporte para a migração de investidores e recursos para o mercado de ações. A pauta macroeconômica ainda contou com o desempenho de julho da inflação oficial do país medida pelo IPCA ainda elevado e detalhamento pelo Ministério da Economia da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. Nos Estados Unidos, o Senado aprovou o projeto de infraestrutura de 1 trilhão de dólares, que pode representar o maior investimento do país em décadas em estradas, pontes, aeroportos e hidrovias.

REUTERS 

Conab prevê produção de grãos em 254 milhões de toneladas, impactada por clima adverso

Entre as culturas mais afetadas destaca-se o milho: apenas para a segunda safra do cereal, a queda na produtividade estimada é de 25,7%

As condições climáticas registradas durante o ano safra 2020/2021 impactaram as lavouras e a nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção brasileira de grãos no período é de 254 milhões de toneladas, volume menor que a safra anterior em 1,2%. Apesar de ter havido aumento de área plantada em mais de 4%, a redução se deve, principalmente, à queda das produtividades estimadas nas culturas de segunda safra, justificada pelos danos causados pela seca prolongada nas principais regiões produtoras, bem como às baixas temperaturas com eventos de geadas ocorridas nos estados da Região Centro-Sul do país. Os dados estão no 11º Levantamento da Safra de Grãos 2020/2021, divulgado pela Companhia na terça-feira (10). Entre as culturas mais afetadas destaca-se o milho. A produção total deve chegar a 86,7 milhões de toneladas, sendo 24,9 milhões de toneladas na primeira safra, 60,3 milhões de toneladas na segunda e 1,4 milhão de toneladas na terceira safra. Apenas para a segunda safra do cereal, a queda na produtividade estimada é de 25,7%, uma previsão de 4.065 quilos por hectare. A redução só não foi maior porque os altos preços do grão impulsionaram um aumento de área plantada em 8,1%, chegando a 14,87 milhões de hectares. Além disso, Mato Grosso, principal estado produtor, foi o que menos registrou condições climáticas adversas durante o cultivo do cereal. Com a colheita encerrada, a soja apresenta uma elevação de 11,1 milhões de toneladas na produção desta safra. Desta forma, o Brasil se mantém como maior produtor mundial da oleaginosa com uma colheita recorde de 135,9 milhões de toneladas. Para o arroz, a produção neste ciclo teve crescimento de 5% em relação ao período anterior, chegando a 11,74 milhões de toneladas. Já em relação ao feijão, as atenções se voltam para a cultura de terceira safra, que está em fase inicial de colheita. A produção total é estimada em 2,94 milhões de toneladas, 8,8% menor que o obtido na safra 2019/2020, impactada pela seca nas principais regiões produtoras do país. Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. Na atual safra a expectativa é que a produção seja de 8,6 milhões de toneladas, um novo recorde para o país caso confirmada a estimativa. Com o plantio já encerrado, o grão apresenta um expressivo crescimento na área de 15,1%, situando-se em 2,7 milhões de hectares.

Ascom Conab 

EMPRESAS

Marfrig vê lucro líquido superar R$ 1,7 bi no 2º tri com operação nos EUA

A Marfrig Global Foods reportou lucro líquido recorde de 1,738 bilhão de reais no segundo trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo bom desempenho da operação norte-americana, conforme balanço divulgado na terça-feira

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 3,92 bilhões de reais no período, queda de 3,6% no ano a ano, pressionado pelo cenário da unidade América do Sul e, principalmente, do Brasil. No período, a companhia registrou receita líquida de 20,6 bilhões de reais, crescimento de 9% na comparação anual e a maior receita histórica para um trimestre. “Com os resultados alcançados, o conselho da Marfrig aprovou a distribuição aos acionistas de dividendos intermediários no valor de 958,4 milhões de reais”, disse à Reuters o Vice-Presidente de Finanças da Marfrig, Tang David. Em abril deste ano, a Marfrig já havia distribuído 141 milhões de reais em dividendos, referentes ao exercício de 2020. O Conselho de Administração da empresa também aprovou o cancelamento de 20 milhões de ações em tesouraria e a criação de um novo programa de recompra de ações de até 26,3 milhões de ações, com o objetivo de criar valor para os acionistas. David destacou que, além do maior lucro trimestral, a companhia marcou recorde no Ebitda da Operação América do Norte e a alavancagem –medida pela relação entre Ebitda ajustado e dívida líquida– caiu ao menor nível histórico, para 1,45 vez. A unidade norte-americana, liderada pela National Beef, surfou em um cenário de alta disponibilidade de gado, aumento no volume de abates e do consumo no mercado local. A demanda foi impulsionada pela chamada ‘barbecue season’ (temporada do churrasco, que coincide com o verão no Hemisfério Norte), ressaltou a empresa. A receita líquida da unidade atingiu a marca histórica de 15,5 bilhões de reais, avanço de 7,4% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebtida ajustado foi de 3,8 bilhões de reais, 8,7% superior ao registrado no segundo trimestre do ano passado, representando 96% do Ebtida total da companhia no trimestre. Em um cenário oposto ao norte-americano no que se refere à oferta de gado, o Brasil ainda passa por um cenário adverso de custos de produção na pecuária que pressionou o desempenho da Operação América do Sul da Marfrig. “O custo do gado subiu mais que o preço de venda e tivemos margens apertadas”, disse o CEO da unidade sul-americana, Miguel Gularte. Ele ressaltou ainda que houve um “apagão logístico” durante o trimestre, com falta de contêineres e de navios para embarque, que “reteve praticamente 700 milhões de reais em produtos prontos para exportar”. O gargalo também afetou o Ebitda da operação, que caiu 70,5%, para 181 milhões de reais no segundo trimestre. A unidade gerou receita líquida de 5 bilhões de reais, um crescimento de 14,1% na comparação anual, justificado pelo aumento de 21,1% no preço médio de vendas totais na região. As exportações foram responsáveis por 57,7% da receita total no trimestre, lideradas por China e Hong Kong em meio a novos casos de peste suína africana na Ásia.

REUTERS 

Minerva Foods lucrou R$ 116 milhões no 2º trimestre

Empresa entregou uma forte geração de caixa, pavimentando o caminho para outro ano de distribuição de dividendos fartos

Num trimestre que se avizinhava difícil diante dos custos galopantes do boi gordo no Brasil e das restrições às exportações de carne da Argentina, a Minerva Foods conseguiu entregar uma forte geração de caixa, pavimentando o caminho para outro ano de distribuição de dividendos fartos. A Minerva reportou ontem um lucro líquido de R$ 116,7 milhões entre abril e junho. Embora tenha havido uma diminuição de 54% em relação ao segundo trimestre do ano passado, é preciso lembrar que a base de comparação era bastante forte, com ganhos extraordinários com hedge cambial. No segundo trimestre, a Minerva registrou um fluxo de caixa livre de R$ 425 milhões, o que preservou o índice de endividamento mesmo com o desembolso de R$ 384 milhões em dividendos relativos ao ano passado. “A dívida líquida até caiu para R$ 5,3 bilhões por causa da geração de caixa livre”, afirmou o Diretor Financeiro da companhia, Edison Ticle. No fim de junho, a alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) da Minerva estava em 2,4 vezes, mesmo nível de março. A geração da companhia foi favorecida pela melhora em capital de giro, com a redução de cerca de R$ 300 milhões na conta de fornecedores. De acordo com Ticle, a Minerva adianta recursos à vista aos pecuaristas com um desconto de 2,5% a 3% e toma um financiamento com bancos a taxas menores com um prazo médio de 90 dias, o que reduz as necessidades de capital de giro. No lado operacional, Paraguai, Uruguai e Colômbia ajudaram a Minerva a fazer uma receita de R$ 6,2 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% na comparação anual. Na Athena Foods – subsidiária que reúne os frigoríficos da Minerva fora do Brasil -, o volume de vendas cresceu 58,1%. No Brasil, o avanço foi de 6,7%, enquanto o abate de gado diminuiu 6%. No segundo trimestre, a Athena foi responsável por 51% da receita bruta da empresa brasileira. Como um todo, a Minerva registrou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 544,9 milhões no segundo trimestre, redução de 7,7% ante o mesmo período do ano passado, quando a exportação turbinou as margens. A margem Ebitda ficou em 8,7%, abaixo de 13,4% de um ano antes, mas melhor que os 8,4% do primeiro trimestre. De acordo com Ticle, cerca de 60% da dívida da companhia só vence em 2028. “Essa é disparada a melhor estrutura de capital que já tivemos”, afirmou o executivo. De acordo com ele, os recursos disponíveis no caixa da Minerva seriam suficientes para pagar todas as amortizações de dívida da companhia até 2025. Na bolsa, a Minerva está avaliada em R$ 4,8 bilhões. As ações da companhia caíram 6,7% no acumulado do ano, o que pode fazer do investimento um bom retorno.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE 

Minerva antecipa meta e passa a monitorar fornecedores indiretos na Amazônia

Prevista para o final deste ano, integração da plataforma de compras do frigorífico com a análise de dados públicos de desmatamento foi concluída em agosto

Os fornecedores indiretos de gado da Minerva Foods no Brasil passarão a ser monitorados a partir deste mês, podendo levar à exclusão de compras de áreas com possíveis pendências socioambientais, como desmatamento ilegal e trabalho análogo à escravidão. O anúncio foi feito na terça-feira (10/8) pelo Diretor de Sustentabilidade da companhia, Taciano Custódio, durante a teleconferência de apresentação dos resultados financeiros do último trimestre. “Em colaboração com a universidade de Winconsin, a National Wild Life Federation e a Amigos da Terra, antecipamos a integração do Visipec, uma ferramenta de análise de risco para indiretos na Amazônia. A meta, prevista para dezembro, foi antecipada para agosto deste ano, fazendo da Minerva Foods a primeira e a única empresa do setor a avaliar risco de fazendas indiretas na Amazônia”, informou o executivo, durante apresentação para analistas e investidores. A plataforma usa a tecnologia de raspagem de dados para obter informações das guias de trânsito animal das propriedades e cruzá-las com bancos de dados públicos. Segundo Custódio, os resultados preliminares indicaram que 99,8% das fazendas fornecedoras indiretas que forneceram animais para as unidades da Minerva Foods no Mato Grosso e em Rondônia estavam de acordo com as boas práticas preconizadas pela companhia, como o desmatamento ilegal zero. “Foram 7.725 fazendas fornecedoras indiretas analisadas e 2.995 fazendas diretas, uma relação de 2,5 fazendas indiretas para cada fazenda fornecedora direta na operação frigorífica”, destacou o Diretor de Sustentabilidade da Minerva Foods no Brasil ao reafirmar o compromisso da companhia de zerar suas emissões de CO2 até 2035.

GLOBO RURAL 

FRANGOS & SUÍNOS

América Latina constitui comitê de crise para prevenção de Peste Suína Africana

A ação interpaíses estabelecerá ações conjuntas no âmbito privado

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e outras 21 organizações nacionais de 18 países da América Latina realizaram ontem, de forma virtual, a instalação de um comitê continental para debater estratégias de prevenção à Peste Suína Africana na região. O Comité de Crisis PPA LatAm (Peste Porcina Africana, em espanhol) realizou um levantamento de ações regionais e estabeleceu um trabalho em colaboração para o fortalecimento da defesa sanitária no continente, no âmbito privado. Uma das iniciativas foi o estabelecimento de uma campanha interpaíses de conscientização das comunidades e intrasetoriais sobre a importância dos cuidados preventivos nas diversas esferas. Denominada #TodosContraLaPPA, a campanha será lançada em breve com ações junto aos produtores, sociedade e líderes governamentais das diversas esferas das nações envolvidas. A ação ocorre após situação enfrentada pela República Dominicana, que recentemente registrou focos da enfermidade nos diversos plantéis da ilha. “A ação reforça o trabalho que já está em curso no Brasil, em uma articulação ampla para evitar que a situação alcance a parte continental das Américas.  Empregos e a garantia de fornecimento de alimentos estão em jogo, em um momento em que a oferta de alimentos é estratégica para as nações. Unificando esforços, seremos mais efetivos para monitorar problemas e riscos, e contribuir para rápidas soluções bilaterais ou em bloco”, avalia Ricardo Santin, Presidente da ABPA.

ABPA

Futuros de suínos magros caem em Chicago com incerteza sobre demanda

Os futuros do porco magro na Bolsa Mercantil de Chicago caíram acentuadamente na segunda-feira, com o contrato de outubro caindo seu limite diário devido a preocupações com um aumento sazonal na oferta de suínos e demanda incerta por carne suína dos EUA, disseram analistas

Os futuros de suínos de outubro da CME caíram 3 centavos a 84,600 centavos por libra, a menor taxa do contrato desde 9 de julho, e os suínos de dezembro caíram 2,975 centavos, encerrando a 78,775 centavos. Os limites diários para o comércio de terça-feira vão se ampliar para 4,5 centavos, disse a bolsa. As preocupações com a demanda de exportação de carne suína dos Estados Unidos, especialmente da China, pairavam sobre o mercado. As importações de carne da China totalizaram 854 mil toneladas em julho, queda de 14,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, dados alfandegários mostraram no sábado, uma vez que os fracos preços domésticos de carne suína pesaram sobre a demanda por importações. Os preços domésticos da carne de porco na China PORK-CN-TOT-D despencaram este ano devido aos suprimentos importados e ao aumento da produção chinesa depois que a peste suína africana dizimou os rebanhos. “Será que eles (a China) continuarão a ser um grande comprador aqui, se estiverem tentando sustentar seu próprio mercado de suínos?” perguntou Don Roose, Presidente da US Commodities, sediada em Iowa. Os preços à vista do suíno nos EUA estão diminuindo, com previsão de aumento do ritmo de abate nas próximas semanas, disse Roose. Mesmo assim, os preços da carne suína no atacado se estabilizaram na segunda-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou o corte da carcaça de porco em US $ 124,24 por centavo, alta de 57 centavos em relação à sexta-feira, mas abaixo da alta da semana passada de US $ 128,71. Os futuros do gado CME fecharam em baixa, após grandes quedas em commodities, incluindo petróleo bruto, ouro e grãos, à medida que o dólar se firmava. Os fundos de commodities detêm uma posição longa líquida em futuros de gado vivo e suínos magros da CME, deixando ambos os mercados vulneráveis a crises de liquidação de longo prazo. Os futuros de gado vivo de outubro de referência do CME se estabeleceram em 0,400 centavos a 127,475 centavos por libra, enquanto o gado para confinamento em setembro caiu 0,125 centavos, fechando em 163,200 centavos por libra. Os futuros do gado foram sustentados, no entanto, pelo aumento dos preços da carne bovina no atacado. Os cortes de escolha aumentaram mais US $ 3,54 na segunda-feira, para US $ 299,80 por cwt e os cortes selecionados aumentaram US $ 3,72 para US $ 280,81 por cwt, de acordo com o USDA.

“A demanda por carne bovina está forte e as margens (do embalador) são enormes, e parece que o mercado à vista (mercado de gado) tem um viés de constante para alta”, disse Roose.

REUTERS

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