Ano 7 | nº 1507 | 14 de junho de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: menor volume de negócios no fechamento da semana passada em São Paulo, mas preços firmes
Em São Paulo, o volume de negócios foi menor na última sexta-feira (11/6) e os preços no mercado do boi gordo ficaram estáveis na comparação feita dia a dia
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi, vaca e a novilha gordos foram negociados em R$316,00/@, R$294,00/@ e R$309,00/@, nessa ordem, preços brutos e a prazo. Já no Oeste do Maranhão, os frigoríficos encerraram a semana pagando R$3,00/@ a mais para boi e vaca gordos e, no Sul do Tocantins, houve alta de R$1,00/@ para todas as categorias.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi gordo registra nova alta e sobe até R$ 2 nesta sexta, 11
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços estão mais altos em grande parte da região Centro-Oeste
Em São Paulo os valores aparentam ter alcançado um ponto de sustentação, pois os frigoríficos locais desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate. “No entanto ainda não foram constatadas negociações abaixo da referência média”, diz Iglesias. Em relação a demanda destinada à exportação, crescem as incertezas em torno da atuação da China no mercado, avaliando as notícias em torno da recomposição do plantio, somado a atual curva de preços para a suinocultura local. Os preços estão no menor patamar desde 2019, sinal de que são evidenciados avanços do volume ofertado. “O Brasil é muito dependente em relação à China em suas exportações de carne bovina, logo mudanças de dinâmica tendem a provocar grande impacto no mercado local”, assinala o analista. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318, na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, ante R$ 302. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 310, ante R$ 309. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, ante R$ 308. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 312 a arroba, contra R$ 310. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. O corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,50 o quilo, assim como a ponta de agulha.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi: arroba se aproxima de registrar novo recorde
O indicador do boi gordo do Cepea teve um dia de alta dos preços e ficou muito próximo de registrar um novo recorde
Atualmente, a máxima histórica da série é de R$ 320 por arroba. A cotação variou 0,66% em relação ao dia anterior e passou de R$ 317,35 para R$ 319,45 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 19,58%. Em 12 meses, os preços alcançaram 54,77% de alta. Por outro lado, na B3, os contratos futuros do boi gordo seguem em tendência de queda em contraposição ao movimento do mercado físico. O vencimento para junho passou de R$ 319,75 para R$ 318,25, o para outubro caiu de R$ 331,40 para R$ 329,15, e o para novembro, de R$ 332,00 para R$ 329,75 por arroba.
CANAL RURAL
Mercado de carnes Halal para países Árabes em alta
Cadeia das carnes bovina e frango confirmam a importância da certificação Halal para acessar um mercado consumido
Segundo o CEO da SIILHalal, Chaiboun Darwiche, os números demonstram que ao longo dos anos a indústria de carne nacional construiu um bom relacionamento comercial. Emirados Árabes Unidos, Egito e o Reino da Arábia Saudita, por exemplo, há anos permanecem no ranking de principais destinos. Segundo ele, mesmo com oscilações ao longo desse percurso, o mercado para produtos Halal é promissor devido ao crescimento de religião ao redor do mundo. “Vimos que de maio a junho deste ano as exportações de carne de frango para o Oriente Médio por exemplo foram de US$ 844 milhões, participação de 20%. Quando olhamos para o comércio da carne bovina para este bloco econômico o valor chegou a US$ 270 milhões representando 6,3%”, detalha. Chaiboun Darwiche exemplifica que a certificação Halal nada mais é que o passaporte para acessar os consumidores muçulmanos ao redor mundo. “Quando falamos de proteínas de origem animal permitida para o nosso consumo, já temos a vantagem de sermos o maior país exportador de carnes bovina e frango Halal. As empresas devem compreender que a certificação é uma grande oportunidade para ampliarem o acesso de seus produtos para este público específico”, salienta e revela: “temos acompanhado uma grande procura de indústrias de carne bovina por informações sobre os requisitos para obter a certificação. Somente nos primeiros seis meses deste ano tivemos um incremento de 15% na abertura de novos negócios, ou seja, pessoas que vislumbraram o potencial deste mercado”, completa.
AGROLINK
Seguro rural para pecuária de corte será avaliado em videoconferência do Mapa
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizará no dia 25 de junho, às 15h, uma videoconferência do projeto Monitor do Seguro Rural, dedicada a apresentar os produtos disponíveis para a pecuária de corte, além dos produtos de seguro para pastagem e milho silagem
O objetivo é avaliar e propor aperfeiçoamentos nos produtos e serviços ofertados pelas seguradoras, que estudam a criação de seguros para essas atividades com coberturas mais aderentes às necessidades dos produtores. Para participar da videoconferência basta acessar o link da plataforma Teams na data e horário agendados: http://tinyurl.com/msrcorte
O evento é virtual e limitado a 350 participantes, permitindo interação do público com perguntas e propostas aos produtos de seguros apresentados. O trabalho é coordenado pelo Departamento de Gestão de Riscos do Mapa e terá a participação de produtores com o apoio das entidades representativas do setor, cooperativas, associações, revendas de insumos, companhias seguradoras, empresas resseguradoras, corretores, peritos e instituições financeiras. O seguro rural de pecuária conta com subvenção ao prêmio de 40% e, em 2020, registrou 1.722 apólices contratadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). “Os seguros rurais de pecuária em geral precisam ser mais conhecidos pelos produtores. O monitor é uma oportunidade de dialogarem com as seguradoras para compreender as coberturas e propor melhorias ou até novos seguros”, explica o Diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola.
MAPA
China habilita importação de mais dez frigoríficos dos EUA
Segundo o comunicado, os frigoríficos já podem comercializar seus produtos com o gigante asiático
A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) anunciou na sexta-feira a habilitação de dez unidades de processamento de carne bovina, suína e avícola dos Estados Unidos para importações chinesas. Segundo o comunicado, os frigoríficos já podem comercializar seus produtos com o gigante asiático desde sexta.
ECONOMIA
Dólar sobe mais de 1% ante real com expectativas sobre Fed e Copom
O dólar subiu acentuadamente contra o real na sexta-feira, encerrando a semana com ganhos antes das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, que serão anunciadas na próxima quarta-feira
O dólar negociado no mercado interbancário encerrou o pregão em alta de 1,06%, a 5,1207 reais. Essa foi sua maior valorização diária desde 21 de maio (+1,511%), e seu maior patamar para fechamento desde 1° de junho (5,1461). No acumulado da semana, o dólar teve alta de 1,66% contra o real. O dólar futuro negociado na B3 tinha alta de 1,41%, a 5,137 reais. Por outro lado, no Brasil, está claro para os investidores que o Banco Central vai dar continuidade à alta dos juros. Uma pesquisa da Reuters com economistas estima que a autarquia anunciará o terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na taxa Selic na próxima semana, e possivelmente vai indicar um ciclo mais agressivo à frente ao abandonar seu compromisso com uma “normalização parcial” da política monetária. Na frente da inflação, números de quarta-feira mostraram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,83% em maio, resultado mais forte para o mês desde 1996.
REUTERS
Ibovespa fecha em baixa de 0,5% e recua na semana
O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, com as ações de bancos entre as maiores pressões de baixa, enquanto Embraer e BRF figuraram entre os destaques positivos, e acumulou a primeira semana negativa desde meados de maio
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,49%, a 129.442,08 pontos, contabilizando na semana perda de 0,5%, segundo dados preliminares. O volume financeiro somava 18,6 bilhões de reais.
REUTERS
Setor de serviços do Brasil cresce 0,7% em abril, diz IBGE
O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 0,7 por cento em abril em relação a março e teve alta de 19,8 por cento na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira.
REUTERS
EMPRESAS
JBS, BTG e um plano mirabolante para fatiar a BRF
Não há mandato oficial, mas balão de ensaio: banco busca outros interessados para eventual transação conjunta
Sadia de um lado, Perdigão de outro? O BTG Pactual está sondando empresas que poderiam se associar à JBS na tentativa de tomar o controle da BRF, apurou o Pipeline. A abordagem seria conjunta porque, como a JBS não pode avançar sobre a concorrente sem uma severa restrição regulatória, teria que necessariamente promover um fatiamento do negócio. O banco ainda não foi contratado para isso, não há um mandato formal com a JBS, mas começou a articular as possibilidades por categorias e marcas, disseram as fontes. “Neste momento, é um balão de ensaio”, afirmou uma delas. O interesse da JBS em um contra-ataque à Marfrig na BRF foi revelado na sexta-feira pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo. A notícia, divulgada de manhã, fez as ações da BRF dispararem, chegando a subir 14%. Fechou o pregão com alta de 3,9%, alcançando R$ 23,6 bilhões em valor de mercado. Desenhar um eventual fatiamento seria uma forma de minar o fortalecimento da Marfrig na BRF. A companhia de Marcos Molina, que aplicou mais de US$ 1 bilhão para montar uma posição de 31,6% na dona da Sadia e Perdigão, declarou que vai ser um acionista passivo – mas pouca gente acredita que isso se sustente no longo prazo (no curto prazo pode até ser, já que a Marfrig está amarrada a determinadas condições com o J.P. Morgan, seu financiador na compra dos papéis). Chamou atenção dos investidores que, nos questionamentos que fizeram à JBS, a companhia disse que não comentaria especulações — sem fazer questão de colocar fim a elas. Para quem carrega BRF na carteira, o rumor veio bem a calhar — quem poderia imaginar que, depois de anos castigada na bolsa pelos próprios tropeços e também pela perda do charme que carregou em seus áureos tempos, a dona da Sadia voltaria a ser uma noiva cobiçada. “Isso mostra quão estratégica é a BRF para quem quer ser relevante em processados”, apontou um analista. Para um gestor comprado em BRF, a qualidade do ativo justificaria uma disputa dessas. Juntas, as marcas de BRF e JBS dominariam mais de 70% em categorias bem relevantes. Um dos trunfos da Marfrig na compra das ações da BRF é justamente esse. Segunda maior indústria de carne bovina do país, a firma de Marcos Molina agregaria uma proteína que a BRF não possui, o que poderia ajudar em negociações comerciais. “Hoje, não é nada fácil concorrer com a JBS. Eles podem perder dinheiro no Brasil e compensar nos EUA”, disse um executivo do setor. Se o eventual contra-ataque agitou a sexta-feira, boa parte das apostas — neste momento — é um placar para a Marfrig por WO. Mas como o avanço de Molina também era considerado improvável…
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
FAO: no mundo, produção e exportação de carne de frango crescem pouco mais de 1% em 2021
As primeiras previsões da FAO para o corrente exercício projetam aumento de 1,3% para a produção e a exportação mundiais da carne de frango
Os números apontados indicam que a carne de frango permanece na liderança, tanto na produção como na exportação, respondendo por, respectivamente, 39,12% e 37,23% do total mundial. A maior expansão na produção (+4,19%) está sendo prevista para a carne suína que, opostamente, parece ser a única capaz de enfrentar redução nas exportações. Tais comportamentos estão relacionados à China que, para a FAO, deve aumentar a produção em cerca de10% e reduzir a importação em mais de 7%. A mais demandada em termos relativos – suas exportações devem aumentar perto de 1,7% – a carne bovina deve obter aumento de produção muito próximo de 1%. Com isso, passa a responder por, praticamente, um quinto da produção mundial. Ainda de acordo com a FAO, as exportações brasileiras de carne de frango, considerado o resultado preliminar apontado para 2020 (4,080 milhões de toneladas), podem chegar aos 4,227 milhões de toneladas, aumentando 3,6% em relação ao ano passado.
AGROLINK
Suínos/Cepea: Com baixa oferta de animais em peso de abate, preço do vivo sobe
A menor disponibilidade de suínos em peso ideal para abate e a consequente retração de vendedores impulsionaram os preços do animal neste início de junho no mercado independente de todas as regiões acompanhadas pelo Cepea
Demandantes, inclusive, relatam certa dificuldade em adquirir novos lotes de suínos. De 2 a 9 de junho, o vivo comercializado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) se valorizou 17,4%, indo a R$ 6,51/kg na quarta-feira, 9. As exportações de carne suína também seguem elevadas neste mês, depois da forte alta registrada entre abril e maio, ocasionada pelo aumento dos embarques à China, que comprou 54,2 mil toneladas do produto no último mês, 53.8% do total exportado pelo Brasil.
CEPEA
Abate de suínos é o maior em 24 anos
Foram registrados os melhores resultados para janeiro, fevereiro e março
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no 1º trimestre de 2021, foram abatidos 12,62 milhões de cabeças de suínos, com aumentos de 5,7% ante o mesmo período de 2020 e de 0,6% frente ao 4° trimestre de 2020. Na comparação mensal, foram registrados os melhores resultados para os meses de janeiro, fevereiro e março, determinando assim, o melhor 1° trimestre da série histórica, que se iniciou em 1997. O mês de março de 2021 marcou também o melhor resultado mensal de abate de toda a Pesquisa, concomitantemente ao resultado recorde de exportações de carne suína in natura, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. O abate de 677,63 mil cabeças de suínos a mais no 1º trimestre de 2021, em relação ao mesmo período de 2020, foi impulsionado por aumentos em 14 das 25 unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre os estados com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em: Santa Catarina (+223,97 mil cabeças), Paraná (+211,03 mil), Rio Grande do Sul (+126,95 mil), Mato Grosso do Sul (+83,26 mil) e Minas Gerais (+42,63 mil). Já as quedas foram em São Paulo (-23,24 mil), Mato Grosso (-13,57 mil) e Goiás (-1,64 mil). No ranking das UFs, Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,9% da participação nacional, seguido por Paraná (20,3%) e Rio Grande do Sul (17,5%).
AGROLINK
Junho registra maior procura por carne de frango
Vendas estão impulsionadas pelo incremento na procura doméstica
As vendas de carne de frango estão mais aquecidas neste início de junho, impulsionadas pelo incremento na procura doméstica, devido principalmente ao recebimento dos salários. Segundo colaboradores do Cepea, como o setor vinha trabalhando com estoques reduzidos, essa reação da demanda resultou em altas de preços generalizadas, especialmente para a carne. Conforme dados do Cepea, é importante ressaltar que a proteína de frango, mesmo com as recentes valorizações, segue comercializada a preços mais em conta que as concorrentes bovina e suína. Além disso, os elevados custos de produção com insumos nutricionais (milho e farelo de soja) e agora também os gastos com energia elétrica pressionam a margem do setor, que tenta reajustar positivamente os valores, principalmente quando a demanda sinaliza melhora. No front externo, os embarques de carne de frango também apresentam bom desempenho. Segundo dados preliminares da Secex, nos três primeiros dias úteis de junho, a média diária de embarques da carne in natura esteve em 27,7mil toneladas, significativos 51,9% acima da média observada em maio, quando, vale lembrar, as exportações registraram volume elevado.
CEPEA
MEIO AMBIENTE
UE preocupa ONGs ao adiar decisão sobre regras para avaliar cadeias de commodities
Comissão Europeia postergou avaliação para meados do segundo semestre
A decisão da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), de postergar para meados do segundo semestre deste ano a avaliação de um projeto que pretende obrigar as empresas a realizar due dilligence em suas cadeias de fornecimento de commodities levantou preocupações entre organizações sociais. O debate sobre a nova legislação vem sendo acompanhado principalmente pelos atores das cadeias de carne, soja, palma e cacau. A organização Fern, que acompanha legislações de proteção a florestas na UE, manifestou preocupação com o atraso na regra, que estava programada para ser avaliada neste mês, assim como uma proposta que pretendia minimizar os riscos de desmatamento associados aos produtos vendidos no bloco. “Ambas as propostas legislativas precisam permanecer como primeiras prioridades; se sua entrada em ação for postergada para 2024, já serão muitos anos muito tarde”, afirmou a organização. Nas últimas semanas, organizações sociais divulgaram estudos e manifestos defendendo que as empresas tenham que cumprir com requisitos específicos no processo de due dilligence de suas cadeias de fornecimento de commodities. Um desses estudos, assinado por 14 organizações ambientalistas e sociais, entre elas Fern, WWF e Anistia Internacional, sustenta que a regra precisa prever todos os impactos ambientais adversos, assim como mecanismos de remediação.
VALOR ECONÔMICO
Desmatamento da Amazônia dispara 67% em maio
Segundo o Inpe, grande parte da terra foi visada para pastos, plantações e corte de madeira. Em abril, Presidente prometeu dobrar o financiamento da vigilância ambiental
O desmatamento da floresta amazônica no Brasil aumentou pelo terceiro mês consecutivo em maio, mostraram dados preliminares do governo na sexta-feira (11/6), e o Presidente, Jair Bolsonaro, ainda não cumpriu a promessa feita em abril de fortalecer o financiamento da vigilância ambiental. O desmatamento disparou 67% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e grande parte da terra foi visada para pastos, plantações e corte de madeira. Nos cinco primeiros meses do ano, os dados mostram que o desmatamento subiu 25% quando comparado com um ano antes – foram 2.548 quilômetros quadrados destruídos, uma área maior que três vezes o tamanho da cidade de Nova York. O desmatamento atinge o pico durante a estação seca, que vai de maio a outubro, quando é mais fácil madeireiros ilegais terem acesso à floresta. Em uma cúpula do Dia da Terra, em abril, Bolsonaro prometeu dobrar o financiamento da vigilância ambiental. No dia seguinte, porém, ele assinou o Orçamento da União de 2021, que cortou os gastos ambientais. Imediatamente, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, apresentou uma proposta ao Ministério da Economia para aumentar os gastos ambientais, mas o pedido aguarda resposta há mais de um mês. O Palácio do Planalto não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters. O governo Biden negocia com o Brasil um financiamento em potencial de esforços para conservar a Amazônia, mas autoridades norte-americana dizem que não acreditam em uma ação imediata. “Infelizmente, o regime Bolsonaro retirou parte da vigilância ambiental”, disse o enviado climático dos EUA, John Kerry, em uma audiência no Congresso no mês passado. “Já tivemos esta conversa. Eles dizem que agora estão comprometidos a elevar o orçamento. Se não conversarmos com eles, podem ter certeza de que a floresta desaparecerá.” A estratégia de Bolsonaro para proteger a Amazônia depende muito de mobilizações militares custosas que começaram no final de 2019, mas o governo retirou as Forças Armadas no final de abril, não tendo sido capaz de fazer os níveis do desmatamento recuarem para o que eram antes da gestão atual. O Vice-Presidente Hamilton Mourão confirmou na sexta-feira (11/6), no entanto, a recriação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem para combater o desmatamento na Amazônia, possivelmente a partir da próxima semana. “A GLO está autorizada pelo Presidente (Bolsonaro). Conversei com ele ontem, já estamos fechando planejamento. Falei com o Ministro Paulo Guedes (Economia), os recursos são em torno de R$ 50 milhões para fazer isso pelos próximos dois meses, ele disse que isso não é problema. Então, agora precisa fechar onde vai ser a principal área de operações”, disse Mourão.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Exportação argentina de carne bovina cai 35% em maio, após restrições
Relatório da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes (Ciccra) da Argentina mostra que cancelamento das exportações não teve os resultados esperados pelas autoridades
Levantamento feito pela Câmara da Indústria e Comércio de Carnes (Ciccra) da Argentina mostrou que as exportações de carne bovina caíram cerca 35%, no mês de maio, após restrições impostas pelo governo argentino de proibir as exportações do país por 30 dias. O relatório aponta que em maio foram exportadas 45,2 mil toneladas de carne bovina com osso. Um recuo de 35% (24,3 mil toneladas), se comparada com o mês de abril, quando foram transportadas 69,5 mil toneladas. Em abril, as exportações geraram receita de US$ 203,7 milhões, com preço médio de US$ 2.931 a tonelada. Considerando essa média, as exportações de 45,2 mil toneladas em maio, foram vendidas por cerca de US$ 132,4 milhões de dólares. Com isso, houve um recuo de US$ 71,3 milhões dólares nas receitas. Segundo a entidade, a decisão do governo nacional teve um impacto moderado no abate de gado. No total, foram abatidas 964,3 mil cabeças de gado, ou seja, quase 10% a menos que em abril, corrigindo para o número de dias úteis. Em relação a maio de 2020, a jornada de trabalho também diminuiu 15,8%. Segundo a Ciccra, o cancelamento das exportações trouxe apenas “perda de horas trabalhadas, já que a maioria dos estabelecimentos antecipou férias, suspendeu horas extras e encerrou contratos com funcionários”. Com isso, o nível de atividade da indústria de carne bovina no mês de 2021 foi um dos mais baixos dos últimos 42 anos, de acordo com a câmara. Somente em maio de 2010, 1998 e 2011 foram abatidos menos cabeças do que em maio deste ano. A instituição lembrou ainda, que a indústria de carne no país é responsável por 422,3 mil empregos diretos.
ESTADÃO CONTEÚDO
FAO: custo de importação de alimentos deve bater recorde de US$ 1,75 trilhões em 2021
O aumento ocorre em meio a preocupações crescentes com a inflação de alimentos e a fome global, especialmente entre as nações mais pobres que ainda lutam contra a covid-19
Os custos de importação de alimentos no mundo devem atingir seu nível mais alto neste ano, refletindo os preços crescentes de alimentos básicos e uma onda de demanda reprimida, disse na quinta-feira (10) a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A conta mundial de importação de alimentos, que mede o volume e o custo das importações globais, deve atingir US$ 1,75 trilhão em 2021, US$ 185 bilhões a mais do que no ano anterior, disse a FAO em seu relatório semestral Food Outlook. O aumento ocorre em meio a preocupações crescentes com a inflação de alimentos e a fome global, especialmente entre as nações mais pobres que ainda lutam contra a covid-19. Esses também são os países que terão de arcar com a maior parte do aumento, disse a FAO. As nações em desenvolvimento vão gastar US$ 730 bilhões importando alimentos neste ano, cerca de US$ 127 bilhões a mais do que em 2020, prevê a FAO. Ao contrário dos países desenvolvidos, que importarão menos alimentos, mas a preços mais altos, os países em desenvolvimento precisarão importar maiores quantidades de alimento para atender à crescente demanda de sua população, num momento em que os preços estão disparando. O quadro é particularmente ruim para as nações menos desenvolvidas do mundo, mostram os dados. Esse grupo, que inclui muitos países da África Central, vai gastar muito mais neste ano para importar apenas um pouco mais de alimentos do que em 2020. O clima seco em regiões produtoras de grãos na América do Sul, uma importante fonte de milho e soja, bem como uma onda de estocagem por governos que dependem da importação de alimentos, ajudou a elevar os preços dos alimentos básicos ao longo do último ano. A forte demanda de países cujas economias se recuperaram após a pandemia, como a China, também contribuiu para o aumento dos preços. A decisão da Rússia, o maior exportador mundial de trigo, de taxar as exportações de grãos também ajudou a impulsionar os preços. O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu seu nível mais alto em uma década em maio, disse a organização na semana passada. O aumento mensal também foi o maior em cerca de 10 anos, sugerindo que o ritmo da inflação de alimentos está se acelerando.
Dow Jones Newswires
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122

