CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1506 DE 11 DE JUNHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1506 | 11 de junho de 2021

 

NOTÍCIAS

Baixa oferta de animais para abate e altas nas cotações no mercado do boi gordo

Para garantir as compras e o consequente alongamento das escalas de abate, os frigoríficos paulistas ofertaram preços maiores pelos animais terminados na última quinta-feira (10/6)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na comparação diária, o preço do boi gordo subiu R$1,00/@ e da novilha gorda R$2,00/@. O da vaca gorda ficou estável no estado. Desta forma, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$316,00/@, a vaca gorda em R$294,00/@ e a novilha gorda em R$309,00/@, preços brutos e a prazo. Animais de até quatro dentes que atendem os requisitos para exportação ficaram cotados em R$320,00/@, preço bruto e à vista. No Rio de Janeiro, a baixa oferta de boiadas resultou em alta de R$3,00/@ para o boi gordo e R$1,00/@ para a vaca gorda na comparação diária. Não houve mudança no preço da novilha gorda. Em Minas Gerais, na região de Belo Horizonte, a oferta enxuta pressionou os preços, resultando em alta de R$1,00/@ para o boi, vaca e novilha gordos.

SCOT CONSULTORIA

Boi: arroba volta a se aproximar de R$ 320

O indicador do boi gordo do Cepea teve um dia de alta dos preços e voltou a se aproximar de R$ 320, máxima histórica da série 

A cotação variou 0,47% em relação ao dia anterior e passou de R$ 315,85 para R$ 317,35 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 18,79%. Em 12 meses, os preços alcançaram 53,75% de alta. Na bolsa brasileira, a B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de ligeira recuperação das quedas dos últimos dias e avançaram. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 319,55 para R$ 319,75, do outubro subiu de R$ 330,90 para R$ 331,40 e do novembro, de R$ 331,20 para R$ 332,00 por arroba.

CEPEA

Boi/Cepea: Alto preço da reposição reduz abate de fêmeas

Os preços recordes dos animais de reposição levaram muitos pecuaristas a reforçar a retenção do rebanho de fêmeas nas fazendas brasileiras ao longo do ano passado e especialmente nestes primeiros meses de 2021 

E esse movimento foi confirmado por dados de abate divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram redução na proporção do abate de vacas e novilhas sobre o volume total de animais abatidos. De janeiro a março de 2021, foram abatidas 2,411 milhões de fêmeas (vacas e novilhas), o menor volume para um primeiro trimestre desde 2003, quando somou apenas 1,93 milhão de cabeças. Pesquisadores do Cepea ressaltam que essas 2,411 milhões de cabeças de fêmeas abatidas no primeiro trimestre de 2021, por sua vez, correspondem a 36,75% do total de animais abatidos no período. Essa porcentagem também é a menor desde 2003, quando esteve em 36,27%. Quanto aos animais de reposição, dados do Cepea mostram que o bezerro (de 8 a 12 meses, em Mato Grosso do Sul) segue negociado acima dos R$ 3.000,00.

CEPEA

Brasil seguirá líder na exportação de carne bovina

Em nível nacional, Mato Grosso correspondeu com 20,27% dos embarques em 2020

Segundo a estimativa divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2021 o Brasil seguirá liderando o ranking de maior exportador mundial de carne bovina. As informações preliminares apontam para um volume total de 2,73 milhões de toneladas em 2021, seguido dos Estados Unidos, com 1,43 milhão de toneladas, e a Austrália, com 1,39 milhão de toneladas. Ainda completam a listado cinco maiores a Índia, com 1,38 milhão de toneladas e a Argentina 0,77 mil toneladas. De acordo com análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) o país da Oceania passa por um momento de baixo estoque de animais devido à seca dos anos anteriores, e atualmente tem retido suas fêmeas para aumento do rebanho no médio prazo. Outro ponto é a Argentina, que, diante das questões políticas do atual governo, pode limitar sua oferta ao mercado externo. Além disso, estima-se que a China continue liderando o ranking dos maiores importadores da proteína, cenário ainda pautado na peste suína africana.

AGROLINK 

Boi gordo: valorização da arroba ganha força no Centro-Oeste, diz Safras

Os preços da arroba seguem firmes e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes dos valores no curto prazo, segundo analista

O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na quinta-feira, 10. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços seguem firmes e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes dos valores no curto prazo. “O movimento de alta nos preços foi especialmente intenso no Centro-Oeste durante a semana. Os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas em média entre três e cinco dias úteis”, assinala Iglesias. Já a expectativa em torno da demanda doméstica de carne bovina se concentra no segundo semestre. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318, na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 302, ante R$ 301. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 309, estável. Em Cuiabá, o valor foi de R$ 308, ante R$ 307. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 310 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena do mês. O corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,50 o quilo, assim como a ponta de agulha.

AGÊNCIA SAFRAS

China pode abrir mercado enorme para o Brasil

Trata-se da permissão do governo chinês para que as indústrias brasileiras exportem diretamente miúdos bovinos, hoje vendidos apenas para Hong Kong e que representam 7% das exportações do setor

Os frigoríficos produtores de carne bovina do Brasil aguardam, para este ano, o fechamento de uma das mais importantes negociações lideradas pela Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com a China, no mercado de proteína animal. Identificados na linguagem da Cacex, do Ministério da Economia, como “despojos comestíveis de carnes, preparados ou preservados”, ele abrange tudo que existe dentro do boi. Mercado que hoje não pode ser acessado diretamente – embora os frigoríficos já vendam para o país indiretamente, uma vez que empresas de Hong Kong reexportam para a China continental. Isso faz de Hong Kong o segundo maior cliente do Brasil, que compra US$ 80 milhões/mês (ou US$ 1 bilhão por ano) desses itens. Se a China importar miúdos brasileiros, a expectativa é dobrar esse volume com preços bastante interessantes, já que os chineses preferem os miúdos para sua culinária de sopas e caldos. Os chineses comem literalmente tudo que está dentro da barriga do boi. Isso quer dizer dos grandes órgãos, como fígado, coração, língua, bucho e tripas, mas também itens que no Brasil não têm valor comercial, como testículos. Com autorização do governo chinês para a venda de miúdos, a expectativa do setor é que imediatamente os miúdos e tripas possam chegar próximo dos demais cortes hoje comprados pela China. Segundo o Presidente da Masterboi, Nelson Bezerra, essa linha de produtos oriundos dos bovinos vai consolidar a posição do Brasil no mercado chinês, que só compra diretamente a carne desossada e resfriada. A empresa, que já vende esses produtos para Hong Kong, acredita que os negócios podem crescer exponencialmente após a autorização de Pequim. No Brasil, com exceção do fígado, quase nenhum órgão interno do boi tem grande valor comercial.

Jornal do Comércio 

Dólar tem leve queda ante real após dados de inflação dos EUA

O dólar à vista cedeu 0,07% contra o real, a 5,0669 reais na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez ganhava 0,14%, a 5,0800 reais

O grande “driver” dos mercados na quinta-feira foi um relatório do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgado pela manhã. Os dados mostraram que o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu 0,6% no mês passado, após alta de 0,8% em abril, que havia sido a maior taxa desde junho de 2009. Nos 12 meses até maio, o índice acelerou a 5,0%, maior alta anual desde agosto de 2008, que veio após ganho de 4,2% em abril. Economistas esperavam alta do índice de 0,4% em maio e de 4,7% em 12 meses. Embora alguns funcionários do banco central norte-americano já tenham começado a reconhecer que estão mais próximos de um debate sobre quando retirar parte de seu estímulo, várias autoridades afirmaram repetidas vezes que enxergam as pressões inflacionárias como temporárias, o que justificaria a manutenção de seu estímulo à economia. Na quarta-feira que vem, tanto o Federal Reserve quanto o Banco Central do Brasil encerram seus encontros de política monetária de dois dias. Por aqui, a expectativa é de elevação da taxa Selic a 4,25% ao ano, ante patamar atual de 3,5%. Até agora em 2021, o dólar acumula queda de aproximadamente 2,4% contra o real.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta discreta

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,13%, a 130.076,17 pontos. O volume financeiro somou 24,3 bilhões de reais.

A agenda norte-americana também ocupou as atenções de agentes financeiros, com um dado de inflação ao consumidor acima do esperado em maio, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego semanais superaram um pouco as previsões. Na visão do analista de renda variável Murilo Breder, da Easynvest by Nubank, a combinação dos números corroborou a percepção de que o Federal Reserve deve continuar sem subir o juro nos Estados Unidos tão cedo. “Isso voltou a ganhar força”, acrescentou. Ao mesmo tempo em que o índice de preços ao consumidor subiu 0,6% no mês passado, após alta de 0,8% em abril e acima da expectativa no mercado de elevação de 0,4%, pedidos iniciais de auxílio-desemprego somaram 376.000, ante previsão de 370 mil. Para o economista Leonardo Milane, sócio da VLG Investimentos, o mercado parece ter dado mais peso aos dados de emprego e menor pressão nos preços, favorecendo a corrente dos que veem uma pressão inflacionária temporária. Ele ressaltou, contudo, que a reunião do Federal Reserve na próxima semana merece atenção, uma vez que a autoridade norte-americana deve dar mais detalhes sobre a sua percepção sobre a dinâmica de inflação recente. Nos EUA, o S&P 500 fechou em alta de 0,47%.

REUTERS

Impulsionado por ramo agrícola, PIB agro cresce 5,35% no 1º trimestre. O PIB pecuário recuou 1,96%

Depois de alcançar crescimento recorde no ano de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), teve alta de 5,35% no primeiro trimestre de 2021

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado observado no primeiro trimestre de 2021 esteve atrelado ao forte crescimento de quase 8% do ramo agrícola, tendo em vista que o pecuário recuou 1,96%. No ramo pecuário, em geral, o avanço intenso dos custos com insumos está corroendo o PIB das cadeias pecuárias. De acordo com pesquisadores do Cepea, seja no campo ou nas agroindústrias de processamento, o custo com insumos subiu a taxas bastante superiores às observadas para o valor bruto da produção. Especificamente, a escalada dos grãos e os preços elevados de medicamentos e de combustíveis pressionam expressivamente as margens no segmento primário da pecuária. Diante disso, e da baixa oferta de boi gordo para abate, que limitou os resultados do PIB via produção, o crescimento do PIB desse segmento se limitou a 2,54% no trimestre. Nas agroindústrias, as valorizações dos animais vivos e de outros custos industriais, somadas à dificuldade de repassar esses aumentos, sobretudo no mercado doméstico, também têm pressionado as margens. Nesse cenário, o PIB da agroindústria pecuária acumulou queda de 5,37% no primeiro trimestre do ano. Para os agrosserviços, o PIB teve queda de 6,33%, refletindo os resultados a montante. Pesquisadores do Cepea indicam que, no geral, os menores volumes de bovinos e de carne bovina produzidos e o estreitamento das margens da maioria das cadeias pecuárias diante de fortes elevações de custos explicam esse resultado. Em sentido contrário, o PIB do segmento de insumos pecuários foi impulsionado pelos maiores preços das rações e cresceu 15,64%.

CEPEA

EMPRESAS

Minerva Fine Foods recebe nota Tier 1 em certificação da YUM! Brands

Certificação internacional avalia critérios de Segurança dos Alimentos e Qualidade de Produção

A unidade Minerva Fine Foods, divisão voltada ao segmento de carnes processadas, localizada em Barretos/SP, recebeu a nota Tier 1 em certificação da Yum! Brands, responsável por grandes marcas internacionais, como Pizza Hut, Taco Bell e KFC. A auditoria levou em conta itens relacionados à Segurança dos Alimentos e Qualidade de Produção, que avaliam parâmetros físicos, químicos e sensoriais dos produtos processados pela Companhia. Durante todo o processo, a unidade recebeu elevadas avaliações nos quesitos auditados. “O reconhecimento é fruto de um trabalho consistente que realizamos para garantir o melhor e mais seguro processamento dos produtos que comercializamos, seguindo padrões internacionais de qualidade”, avalia a Gerente de Qualidade na Minerva Fine Foods, Michele Mazzi Palioto.

AGROLINK

FRANGOS & SUÍNOS

Alta nos preços do suíno vivo

Demandantes relatam certa dificuldade em adquirir novos lotes de suínos

A menor disponibilidade de suínos em peso ideal para abate e a consequente retração de vendedores impulsionaram os preços do animal neste início de junho no mercado independente de todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. Dados do Cepea indicam que, demandantes, inclusive, relatam certa dificuldade em adquirir novos lotes de suínos. De 2 a 9 de junho, o vivo comercializado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) se valorizou 17,4%, indo a R$ 6,51/kg na quarta-feira, 9. As exportações de carne suína também seguem elevadas neste mês, depois da forte alta registrada entre abril e maio, ocasionada pelo aumento dos embarques à China, que comprou 54,2 mil toneladas do produto no último mês, 53.8% do total exportado pelo Brasil.

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Em maio, embarques de carne de frango ultrapassaram as 400 mil toneladas

Foi o melhor resultado em quase três anos

Acima dele, pelos dados da SECEX/ME, somente o que foi exportado em julho de 2018. Considerados os principais itens exportados – frango inteiro e seus cortes, carne salgada e industrializados – foram exportadas em maio passado perto de 402,6 mil toneladas de carne de frango, volume 3,78% maior que o de um ano antes. A receita cambial, por sua vez, aumentou 20% no mês, resultado que advém de significativa melhora no preço médio do produto, mais de 15% superior ao de um ano atrás. Com este último resultado, o volume acumulado em 2021 soma 1,794 milhão de toneladas – 4% a mais que o exportado em idêntico período de 2020 e, frente ao período considerado, o maior volume dos últimos cinco anos. Já a receita, embora também 4% superior à de um ano atrás, apenas empata com a registrada nos cinco primeiros meses de 2019, permanecendo ainda aquém do recorde alcançado em 2017 – US$2,928 bilhões.

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