Ano 7 | nº 1483| 10 de maio de 2021
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Exportação de carne bovina avança 12% em abril, mesmo com menos pedidos da China
Mesmo com a China reduzindo suas compras em 9.058 toneladas no mês de abril em relação a março, as exportações totais de carne bovina (in natura e processada) cresceram em abril 12% no volume e 23% na receita, na comparação com o mesmo período do ano passado
A movimentação atingiu 152.626 toneladas (foram 135.857, em 2020), o que proporcionou uma receita de US$ 706,7 milhões (foram US$ 576,6 milhões no ano passado). As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia. Com este desempenho, o acumulado dos quatro primeiros meses do ano já registra crescimento de 3% em toneladas (563.651 ton.) e de 5% na receita (US$ 2,52 bilhões). No ano passado, no mesmo período, a movimentação foi de 549.791 toneladas e a receita de US$ 2,39 bilhões. A China, com suas importações através de continente (44,5 % do total), e pela cidade estado de Hong Kong (14,2%), continua sendo de longe o maior cliente da carne bovina brasileira, somando 58,7% das exportações. Neste ano já comprou 330.929 toneladas, com receita de US$ 1,479 bilhão. No ano passado, no quadrimestre, as aquisições chegaram a 295.255 toneladas com receita de US$ 1,346 bilhão. Em janeiro a China adquiriu pelas duas portas de entrada do produto 74.707 toneladas; em fevereiro foram 79.895 toneladas; em março atingiu 93.692 toneladas e em abril 84.634 toneladas. Na segunda posição do quadrimestre está o Chile com importações de 25.712 toneladas (- 3,9% em relação ao ano passado); em terceiro vem os Estados Unidos, com crescimento de 157,6% nas suas importações (23.009 toneladas) e em quarto as Filipinas, com crescimento de 75,5% na sua movimentação de 20.390 toneladas. Os Emirados Árabes também aumentaram suas importações em 14,3% com 14.998 toneladas, ficando na quarta posição. Em quinto lugar veio o Egito com 14.862 toneladas (- 45,5%); em sexto a Arábia Saudita, com 12.548 toneladas (-26,6%) e em sétimo Israel, com 11.382 toneladas (-6,1%). Entre os 20 maiores importadores, também contribuíram para o crescimento da movimentação em abril, a Itália (+ 19,3% nas aquisições); o Reino Unido (+ 10,4%); Singapura (+ 2,7%) e a Jordânia (+ 32,7%). No total, segundo a ABRAFRIGO, 66 países aumentaram o volume das importações e outros 75 diminuíram.
AGÊNCIA REUTERS/VALOR ECONÔMICO/OGLOBO/G1/NOTÍCIASR7/FORBES/GLOBO RURAL/FINANÇAS YAHOO/UOL ECONOMIA/PORTAL DBO/AGROEMDIA/CNN BRASIL/AGROLINK/PORTAL RONDON/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/MONEY TIMES/CARNETEC/BEEF POINT/CANAL RURAL/NORTE AGROPECUÁRIO
NOTÍCIAS
Boi gordo: queda na cotação do boi e vaca gordos em São Paulo
Com escalas de abate confortáveis, algumas indústrias ficaram fora das compras na sexta-feira. As ativas no mercado negociaram preços mais baixos para o boi e vaca gordos
Na comparação diária, a cotação do boi gordo caiu R$1,00/@ e a vaca gorda R$2,00/@. Com isso, o boi gordo ficou cotado em R$307,00/@ e a vaca gorda em R$286,00/@, preços brutos e a prazo. A cotação da novilha gorda ficou estável na comparação diária, negociada em R$302,00/@, nas mesmas condições. Para bovinos jovens voltados à exportação, o ágio chega a R$7,00/@, preço bruto e à vista.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo estabilizou na sexta; na semana, preço acumula queda
O mercado físico de boi gordo registrou preços estáveis na sexta-feira, 7, mas acumulando quedas na semana
Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o volume de animais ofertados foi bastante representativo ao longo da semana, permitindo um confortável posicionamento das escalas de abate. “Com isso, a tendência é que mesmo com um bom resultado das vendas de carne bovina deste final de semana seja evidenciada continuidade da pressão sobre os preços nos próximos dias. A exceção permanece no Rio Grande do Sul, estado que dispõem de uma situação mais tímida em relação a oferta neste momento”, diz ele. Na entressafra, porém, a dinâmica de mercado será completamente diferente, considerando a potencial redução do confinamento de primeiro giro. “O mercado voltará a conviver com um ambiente pautado pela restrição de oferta, com possível retomada do movimento de alta”, aponta Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 307 – R$ 308. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 295. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 305, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 300 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, há otimismo em relação as vendas do final de semana, avaliando o importante ponto de consumo durante o Dia das Mães. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,45 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar fecha em queda de 0,97%, a R$5,2276
O dólar voltou a cair na sexta-feira, fechando numa mínima em quase quatro meses e contabilizando a maior queda semanal desde dezembro, com reação a ingressos de recursos e a um contínuo movimento de desmonte de posições compradas na moeda norte-americana
A queda drástica ocorreu logo após os Estados Unidos reportarem geração muito menor de vagas de emprego em abril, o que alimentou expectativas de que o banco central norte-americano (Fed) manterá bilhões de dólares em estímulos por ainda mais tempo, sem subir a taxa de juros. À tarde, o Presidente dos EUA, Joe Biden, e a Secretária do Tesouro, Janet Yellen, destacaram a necessidade de mais auxílios para auxiliar na retomada econômica, endossando no mercado expectativa de mais oferta de dinheiro barato. O resultado foi o tombo do índice do dólar a mínimas em dois meses e o rali de um índice de moedas emergentes a uma máxima histórica, puxado pelo iuan chinês. Os movimentos ocorreram em linha com a baixa nos rendimentos dos Treasuries, que, contudo, se recuperaram no fim do pregão. Na semana –marcada pela sinalização do Banco Central de uma política monetária mais austera–, a moeda caiu 3,75%, mais forte baixa desde a semana encerrada em 4 de dezembro passado (-3,77%). O dólar já cai por seis semanas consecutivas, mais longa série do tipo desde as mesmas seis semanas de queda findas em 26 de outubro de 2018. Na atual sequência de baixas, a cotação acumula recuo de 8,94%.
REUTERS
Ibovespa fecha perto de 122 mil pontos com noticiário corporativo, payroll nos EUA
Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 1,77%, a 122.038,11 pontos, máxima do dia e maior patamar de fechamento desde 14 de janeiro. Na semana, acumulou alta de 2,6%. No ano, avança 2,5%.
O Ibovespa avançou na sexta-feira, assegurando um desempenho semanal positivo e renovando máxima desde janeiro, com uma bateria de resultados corporativos nos últimos pregões corroborando perspectivas de recuperação das empresas brasileiras ante a fase mais aguda da pandemia de Covid-19. Percepções de crescimento acelerado na China beneficiaram ações de commodities, notadamente Vale, com o minério de ferro tocando máximas. Dados de emprego dos Estados Unidos ainda corroboraram apostas de manutenção de juros ainda bastante baixos na maior economia do mundo. A criação de vagas nos EUA veio muito abaixo do esperado, e ajudou a reduzir os receios de redução nos estímulos monetários para a economia norte-americana, ressaltou o responsável por alocações de fundos de fundos na Kilima Asset, Renato Mekbekian. A semana ainda contou com decisão do Banco Central de elevar a Selic de 2,75% a 3,50% ao ano, dentro do esperado, sinalizando mais uma elevação de 0,75 ponto na próxima reunião, o que trouxe alívio à parte mais longa da curva de juros – movimento que tende a beneficiar ações. Tais eventos ofuscaram um pouco a CPI da Covid para investigar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia, além dos repasses de recursos federais na área da saúde a entes federativos, que nessa semana ouviu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e os ex-titulares da pasta.
REUTERS
Vendas no varejo têm queda de 0,6% em março sobre fevereiro, diz IBGE
As vendas no varejo brasileiro caíram 0,6% em março na comparação com o mês anterior e aumentaram 2,4% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 7,0% na comparação mensal e de recuo de 1,7% sobre um ano antes.
REUTERS
IGP-DI tem alta de 2,22% em abril com aceleração da inflação ao produtor, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a subir 2,22% em abril, ante alta de 2,17% no mês anterior, com a aceleração dos preços de algumas commodities elevando a inflação ao produtor, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV)
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador, acelerou a alta em abril para 2,90%, de 2,59% no mês anterior. “Ainda que os preços dos combustíveis tenham apresentado queda em abril, tanto ao produtor, quanto ao consumidor, uma nova onda de aumentos entre commodities agrícolas e minerais voltou a acelerar a inflação ao produtor”, explicou em nota André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. Ele chamou a atenção para os itens minério de ferro (+4,63%), milho (+11,03%) e soja (+2,66%), que responderam por 40% do resultado do IPA de abril. Na análise por estágios de processamento, o destaque foi o grupo Matérias-Primas Brutas, que avançou 3,78% em abril, após alta de 1,61% registrada em março. Já a alta dos preços ao consumidor ficou menos intensa. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) –que responde por 30% do IGP-DI– subiu 0,23% no período, de alta de 1% em março. O grupo Transportes foi um dos principais responsáveis por esse resultado, uma vez que caiu 0,13% em abril, deixando para trás a alta acentuada de 3,89% vista no mês anterior em meio ao arrefecimento dos preços da gasolina. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, passou a subir em abril 0,90%, depois de avançar em março 1,30%. O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Rabobank estima alta de 0,5% na produção de carne suína brasileira em 2021
A produção brasileira de carne suína deve aumentar 0,5% em 2021, na comparação com 2020, em meio à alta nos custos de produção e fraca demanda doméstica, disse o Rabobank em relatório na semana passada
Os preços de carne suína tiveram forte alta neste ano, refletindo o aumento nos preços do animal e dos custos de nutrição. Os preços de carne suína estão cerca de 20% mais caros do que há um ano, segundo o relatório do Rabobank referente ao mercado de carne suína no segundo trimestre. A demanda doméstica continua fraca, refletindo os impactos da covid-19, mas o Rabobank afirma que “a recente confirmação de um novo pacote de auxílio financeiro e maiores preços de proteínas competidoras ajudaram a estabilizar a demanda por carne suína e sustentar preços de suínos”. Já nos mercados internacionais, o Brasil deverá continuar a ampliar sua participação, mantendo a tendência de alta observada nos últimos meses. “O Brasil continua altamente competitivo devido a seu baixo valor relativo de carne suína e do real brasileiro”, disse o Rabobank.
CARNETEC
Entre as carnes, a de frango é a de menor valorização internacional, aponta FAO
O levantamento mensal da FAO indica que, em abril, entre as três principais carnes negociadas no mercado internacional, o melhor desempenho ficou com a carne bovina, cujos preços registraram incremento mensal de 3,3% e anual de 10,6%, além de acumularem, nos quatro primeiros meses de 2021, evolução de 6,6%
Em segundo lugar vem a carne suína, com incremento próximo de 1% no mês e de 9% neste ano, mas com queda de 2,6% em relação a abril de 2020. Embora obtendo valorização próxima de 3,5% em 12 meses, a carne de frango registrou estabilidade em relação a março, com variação de apenas 0,13% em relação a março. No ano, o aumento é de 7,5%. Comparando ao triênio 2014/2016 (período-base dos preços da FAO), a carne bovina é a única a obter evolução positiva de preços: chegou a abril passado registrando valores mais de 8% superiores aos do período-base. A carne suína, novamente, vem em segundo lugar, mas alcançando no último mês preços ainda 3,3% inferiores ao do período-base. Para a carne de frango a perda é ainda maior, embora seus preços venham numa recuperação contínua desde dezembro do ano passado. Em abril, os preços alcançados ficaram mais de 6,5% aquém dos registrados no triênio 2014-2016.
AGROLINK
ABPA se posiciona sobre embargos da Arábia Saudita a 11 frigoríficos de aves do Brasil
Autoridade sanitária saudita emitiu na quinta-feira (6) o comunicado de embargo às plantas frigoríficas brasileiras
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) está apoiando o Governo Brasileiro na busca por mais detalhes sobre a surpreendente decisão unilateral tomada pelas autoridades sauditas, com a suspensão de plantas exportadoras de carne de frango. O setor reitera os fatos já apresentados pelo Ministério da Agricultura e pelo Ministério das Relações Exteriores na busca por explicações sobre as suspensões e trabalha para o restabelecimento das habilitações no menor prazo possível. A ABPA reforça seu compromisso em sua parceria estratégica com o povo saudita, apoiando no suprimento da oferta de alimentos deste que é um dos mais longevos mercados importadores do produto brasileiro. A entidade reitera, ainda, a sua plena confiança e o reconhecimento internacional das empresas brasileiras, seja pelo cumprimento de critérios técnicos, pela qualidade e por todos os demais pontos estabelecidos pelas nações importadoras.
ABPA
Executivos veem protecionismo em bloqueio saudita a frigoríficos
País impôs barreira a 11 exportadores brasileiros de carne de frango, que ainda não têm informação oficial sobre motivo para suspensão
A mais nova restrição da Arábia Saudita contra a carne de frango brasileira abriu uma temporada de rumores entre os exportadores sobre os motivos para justificar o bloqueio de 11 frigoríficos, responsáveis por mais de 60% dos embarques ao país. Alguns exportadores trabalham com a possibilidade de que os sauditas vão alegar que encontraram salmonela em lotes do produto importado do Brasil. “Existe essa conversa, mas é extra oficial. É uma suspeita do pessoal, mas ainda sem notificação”, disse uma fonte que lida diretamente com os importadores. Diante das suspeitas, o adido agrícola do Brasil na Arábia Saudita emitiu um comunicado ao governo relatando a suspeita dos exportadores brasileiros sobre as motivações sauditas. Entre executivos da indústria brasileira, ninguém tem dúvidas de que as reais motivações da Arábia Saudita são protecionistas. Desde 2017, o país vem restringindo o acesso do frango brasileiro e de outras regiões para estimular a produção local. A autossuficiência no abastecimento de carne de frango é uma das metas do Visão 2030, o plano estratégico do príncipe Mohammad bin Salman. O timing da barreira saudita dá ainda mais elementos para as motivações protecionistas. No início da semana, a Almarai, uma das maiores produtoras de carne de frango da Arábia Saudita – e da qual o Ministro da Agricultura saudita, Abdulrahman Al Fadley, foi CEO -, anunciou um investimento de US$ 1,8 bilhão para dobrar a produção de carne de frango do país. Fontes próximas aos exportadores brasileiros pedem cautela com as informações sobre salmonela. “Vamos esperar o relatório dos sauditas. O que circula não é que deu positivo para salmonela, mas que este seria o motivo”, disse uma delas. O tema da salmonela inspira cuidados porque nem sempre as detecções são bem compreendidas pelo público. A bactéria salmonela pode causar infecções intestinais, mas sua presença em si não é um problema. Quando exposta por 14 segundos à temperatura de 70 Cº, a bactéria morre. Até poucos anos, a prática do mercado era não aceitar que a prevalência da bactéria fosse maior que 20%. Não está claro se os sauditas reduziram os limites para justificar uma barreira técnica. De qualquer forma, o bloqueio de 11 frigoríficos é um baque. Em 2020, o país respondeu por 11,3% das exportações brasileiras, só ficando atrás da China em importância.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Importações de carne pela China em abril aumentaram 6,9%, chegando a 922 mil toneladas
A China importou 922.000 toneladas de carne em abril, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mostraram dados alfandegários na sexta-feira, uma vez que o maior produtor mundial de carne suína continua enfrentando escassez doméstica
A produção de carne suína da China despencou após os surtos de peste suína africana desde 2018, estimulando uma forte demanda por importação de carne suína e outras carnes. As importações foram apenas ligeiramente inferiores ao recorde de 1,02 milhão de toneladas que chegou em março, mostraram dados da Administração Geral das Alfândegas da China. Os grandes embarques ocorreram mesmo com o aumento da produção de carne suína da China no primeiro trimestre, após intensos esforços para reabastecer e expandir as fazendas no ano passado. Uma nova onda de peste suína africana e outras doenças durante o inverno levou fazendas, preocupadas com o risco de infecção, a enviar porcos para o abate mais cedo, aumentando o volume. Embora os preços domésticos da carne suína PORK-CN-TOT-D tenham caído acentuadamente nos últimos meses, as importações devem permanecer altas, com uma escassez de oferta prevista para durar o resto do ano. As importações de carnes no primeiro quadrimestre do ano chegaram a 3,55 milhões de toneladas, um aumento de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mostram também os dados.
REUTERS
Embarques de carne bovina e suína dos EUA batem recordes em março
Pela primeira vez na história, o valor das exportações de carne bovina dos EUA em março ultrapassou a marca de US$ 800 milhões, revela o USDA
As exportações de carne bovina e suína dos EUA bateram novos recordes de volume em março, segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), compilados pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF). Os embarques de carne bovina totalizaram 124.808 toneladas em março, um aumento de 8% em relação ao resultado obtido no ano anterior. Pela primeira vez na história, o valor das exportações de carne bovina dos EUA em março ultrapassou a marca de US$ 800 milhões (atingindo exatamente US$ 801,9 milhões), um aumento de 14% sobre igual mês de 2020. No acumulado do primeiro trimestre deste ano, os embarques norte-americanos de carne bovina se igualaram ao ritmo do ano passado, atingindo 333.348 toneladas, com receita total de US$ 2,12 bilhões. As vendas de carne bovina para a China atingiram um novo recorde mensal de 14.552 toneladas em março, com faturamento total de US$ 109,9 milhões. Com esse resultado, informa a USMEF, as exportações do primeiro trimestre cresceram 1.500% em relação ao desempenho de igual período do ano passado, para 31.058 toneladas, com receita de US$ 234,1 milhões. Os destaques de março para a carne bovina dos EUA também incluíram exportações recordes para os mercados de Honduras e Filipinas e fortes resultados na Coreia do Sul, Chile e Colômbia. O Japão continua sendo o mercado de maior volume para a carne bovina dos EUA. Porém, as vendas para o país asiático durante o primeiro trimestre ficaram 9% abaixo do ritmo do ano passado, atingindo 75.409 toneladas, com receita total de US$ 485,2 milhões (queda de 7% sobre igual período de 2020). As exportações norte-americanas de carne suína atingiram o volume recorde de 294.724 toneladas em março, um aumento de 1% sobre o resultado do ano passado. Em receita, atingiram o resultado histórico de US$ 794,9 milhões, com avanço de 4% na mesma base de comparação. No primeiro trimestre, as exportações de carne suína ficaram 7% abaixo do ritmo do ano passado, tanto em volume (782.620 toneladas) quanto em valor (US$ 2,07 bilhões).
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