Ano 7 | nº 1482| 07 de maio de 2021
NOTÍCIAS
Boi gordo: valor da arroba recua pelo 4º dia consecutivo
O mercado físico de boi gordo registrou de estáveis a mais baixos na quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o viés de baixa para o curto prazo permanece
“O volume de animais ofertados aumentou de maneira consistente no decorrer da semana, permitindo que os frigoríficos consigam uma posição bastante confortável em suas escalas de abate, que agora atendem entre cinco e sete dias úteis de consumo. O clima seco tem grande responsabilidade nesse processo, aumentando o processo de degradação das pastagens e reduzindo a capacidade de retenção do pecuarista”, diz. Mesmo a demanda de carne bovina aquecida durante o período do Dia das Mães parece insuficiente para mudar de maneira contundente a curva de preços. A exceção é o Rio Grande do Sul, estado em que o volume ofertado é menor. “Para a entressafra a dinâmica de mercado tende a mudar completamente, avaliando a provável redução do confinamento de primeiro giro resultando em um ambiente pautado pela restrição de oferta. Ou seja, haverá espaço para retomada do movimento de alta”, assinala. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 307- R$ 308, ante R$ 308 na quarta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, estável. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 295, ante R$ 294,00 – R$ 295. Em Cuiabá, o preço do boi gordo foi de R$ 305, inalterado. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 300 a arroba, estáveis. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a reajustes, avaliando a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,45 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,95 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: sem grandes negócios em São Paulo, mercado ficou estável
Sem grandes negócios e com a manutenção das escalas de abate, que atendem cerca de 8 a 9 dias, os preços no mercado do boi gordo ficaram estáveis na quinta-feira, no comparativo diário.
Assim, o boi, vaca e novilha gordos foram negociados em R$308,00/@, R$288,00/@ e R$302,00/@, preços brutos e a prazo. Para bovinos mais jovens voltados à exportação, a cotação ficou apregoada em R$317,00/@, preço bruto e à vista.
SCOT CONSULTORIA
Boi/Cepea: Exportação segue registrando bom desempenho
As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 125,47 mil toneladas em abril
Recuo de 6,24% em relação à quantidade de março, mas quase 8% acima da de abril de 2020, de acordo com dados da Secex. Além disso, trata-se de volume recorde para um mês de abril. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário atrelado à baixa oferta de animais para abate seguem sustentando os preços da arroba do boi gordo na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
CEPEA
Puxados pelos machos, abates em Mato Grosso crescem 2,3% em abril
Consultor da Agrifatto lembra que no mesmo mês de 2020, várias plantas frigoríficas do MT haviam dado férias coletivas devido ao início da pandemia de Covid-19
O Mato Grosso abateu 354,36 mil bovinos em abril, volume 2,3% superior ao resultado do mês anterior, e avanço de 3,3% sobre igual mês de 2020, informou na quinta-feira, 6 de maio, o economista Yago Travagini, consultor pela Agrifatto, com base em dados do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT). “Vale a ressalva de que, em abril do ano passado, várias plantas frigoríficas haviam dado férias coletivas no Estado devido ao início da pandemia de Covid-19, situação diferente da atual”, observa a Travagini. Na comparação com abril/19, o total de animais abatidos no mês passado é 22% menor, acrescenta o economista. Diferentemente dos últimos dois meses, a categoria responsável pelo incremento dos abates em abril último foram os machos, que registraram um aumento de 5,43% no comparativo mensal, atingindo o total de 194,21 mil cabeças. Em relação ao abate de fêmeas, foi registrada uma queda de 1,24% em abril na comparação com março/21, atingindo 160,15 mil cabeças. No acumulado de janeiro a abril, foram abatidas 1,42 milhão de cabeças no Mato Grosso, 11,55% a menos que no mesmo período de 2020. Trata-se do pior desempenho no quadrimestre dos últimos 12 anos, destaca Travagini.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar vai às mínimas desde janeiro
Dólar fecha em queda de 1,61%, a R$5,2787
O dólar fechou em queda e abaixo de 5,30 reais na quinta-feira, no menor valor desde meados de janeiro. O dólar à vista caiu 1,61%, a 5,2787 reais, menor patamar desde 14 de janeiro (5,212 reais). O real esteve no topo na lista de moedas relevantes, num dia de expressiva demanda por ativos arriscados, em meio ao contínuo otimismo quanto à recuperação econômica global. O dólar caía até 1,2% ante os principais pares da moeda brasileira, enquanto no mercado de ações norte-americano o índice Dow Jones voltou a fechar em máxima histórica. O Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 3,50%, na quarta-feira e disse não haver compromisso com um processo parcial de aperto monetário, mas, sim, com a meta de inflação de 2022. A mudança de trajetória na política monetária é um dos elementos que explica a queda de 10,4% do dólar futuro desde as máximas acima de 5,88 reais alcançadas em março –os demais foram exterior positivo e acordo orçamentário. João Leal, economista da Rio Bravo, mantém estimativa de dólar a 5,40 reais ao fim de 2021 e 2022. “O fiscal ainda pesa muito, e chegando ao fim do ano teremos mais ruído político.” Mesmo bancos estrangeiros, que veem o BC mais “hawkish” (duro com a inflação), ainda mostram hesitação sobre um caminho mais suave para o câmbio. Com as fortes quedas recentes do dólar, o índice de força relativa de 14 dias da moeda norte-americana caiu para 33,76, bem próximo da linha de 30, abaixo da qual um ativo (o dólar) é considerado subvalorizado, leitura que pode levar a correções de alta no curto prazo.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com ajuda de Vale em meio a balanços
O Ibovespa subiu na quinta-feira, ajudado pelo desempenho de Vale na esteira da alta do minério de ferro na China, enquanto balanços trimestrais tiveram repercussão distinta, com Ambev disparando quase 9%, mas Ultrapar caindo cerca de 7%
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 0,3%, a 119.920,61 pontos. O volume financeiro da sessão somou 32 bilhões de reais. Além do noticiário corporativo, o diretor de investimentos da BS2 Asset, Mauro Orefice, também destacou a decisão do Banco Central na véspera, de elevar a taxa básica de juros a 3,50% e sinalizar uma taxa de 4,25% em junho. Na visão de uma série de bancos globais, após a decisão e o comunicado do BC, a Selic deve agora subir mais rápida ou agressivamente. Orefice, da BS2 Asset, acrescentou que o mercado continua acompanhando o ambiente político conturbado no Brasil, com a CPI da Covid no radar. Wall Street fechou com o Dow Jones em máxima recorde, sustentado por otimismo vindo de dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, que ainda beneficiou o S&P 500.
REUTERS
Índice de preços de alimentos da FAO atinge pico desde maio de 2014
Houve altas em todos os grupos de produtos pesquisados
O índice de preço dos alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu pelo 11º mês consecutivo em abril e atingiu 120,9 pontos, com altas de 1,7% em relação a março e de 30,8% em comparação a abril do ano passado. O patamar alcançado é o mais elevado desde maio de 2014. Em termos nominais, o índice está apenas 12% abaixo da máxima histórica, de fevereiro de 2011. O aumento em abril foi liderado por ganhos nos subíndices de açúcar, óleos vegetais e carnes, mas laticínios e cereais também subiram. O indicador de preços do açúcar registrou avanço 3,9% em abril, para 100 pontos, impulsionado pelas preocupações sobre o lento progresso da colheita no Brasil e pelos danos causados pela geada na França, segundo informou a FAO, em nota. Para os óleos vegetais, o aumento foi de 1,8% em abril, para 162 pontos. No caso dos cereais, a alta média foi 1,2% em relação à março, para 125 pontos. Segundo a FAO, os preços do milho subiram 5,7% e atingiram um nível 66,7% maior que há um ano, sustentados por intenções de plantio menores do que as previstas inicialmente nos Estados Unidos e por preocupações com as condições de safra na Argentina e no Brasil. O subíndice dos laticínios aumentou 1,2%, para 118,9 pontos, e o das carnes subiu, 1,7%, para 101,8 pontos. Segundo a FAO, as cotações das carnes bovina, ovina e suína foram sustentadas pela sólida demanda de países asiáticos. Os preços da carne de frango permaneceram estáveis.
VALOR ECONÔMICO
Indicador Antecedente de Emprego no Brasil tem recuperação, mas segue em patamar baixo, diz FGV
O Indicador Antecedente de Emprego no Brasil apresentou recuperação em abril, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), mas segue em níveis baixos, longe de retornar às condições pré-pandemia
Dados divulgados na quinta-feira mostram que o IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 1,6 ponto no mês passado, para 78,7 pontos, recuperando 18% da queda acumulada nos últimos três meses. Mesmo assim, “o resultado mantém o indicador em patamar baixo, refletindo as dificuldades do mercado de trabalho em retornar ao nível anterior à pandemia”, disse em nota o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler. Entre os fatores que poderiam colaborar para a retomada do indicador, ele citou o avanço no programa de vacinação contra a Covid-19 e a redução da incerteza, que poderiam ajudar as empresas se sentirem mais seguras para voltar a contratar. O Brasil ainda possui o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos, e a terceira maior contagem de casos confirmados de coronavírus, atrás dos EUA e da Índia. Em meio ao recrudescimento da pandemia por aqui, o número de desempregados no Brasil voltou a crescer no trimestre encerrado em fevereiro e chegou ao maior nível desde o início da série histórica em 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na semana passada.
REUTERS
Nova rodada do programa de redução de jornada e salário já registra mais de 500 mil acordos
Relançada na semana passada, medida mantém as mesmas regras do programa de 2020 e possibilita a realização de novos acordos por um período de até quatro meses
A reabertura do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) registra um total de 506.834 novos acordos de suspensão de contratos ou redução de jornada e salários, de acordo com dados disponibilizados pelo Ministério da Economia. Esses acordos englobam 499.379 trabalhadores e 154.183 empregadores. Relançado na semana passada, o BEm mantém as mesmas regras do programa que vigorou em 2020 e possibilita novos acordos por um período de até quatro meses. Os trabalhadores têm a garantia provisória do emprego pelo mesmo período após o fim do acerto. De acordo com a Economia, já foram firmados 237.587 acordos para a suspensão dos contratos, representando 46,88% do total. Já os acordos para a redução de 70% da jornada e dos salários somam 149.585 (29,51%), para redução em 50% somam 87.446 (17,25%), e para redução em 25% somam 32.216 (6,36%). Os dados mostram ainda que o setor de serviços é que o mais aderiu à reabertura do BEm até o momento, com 271.151 acordos (52,56%). Na sequência aparecem o comércio com 133.316 acordos (25,84%) e a indústria com 76.258 (14,78%). As projeções da equipe econômica apontam potencial de 4,798 milhões de acordos pelo novo BEm. Em maio, 2,536 milhões de trabalhadores ainda contam com essa proteção.
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
Departamento de Justiça dos EUA encerra investigação contra a BRF
Nenhuma penalidade foi imposta pelo órgão à companhia brasileira
A BRF informou na quinta-feira, em comunicado ao mercado, que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos declarou que encerrou a investigação contra a empresa para o esclarecimento dos fatos apurados no âmbito das operações Trapaça e Carne Fraca. Nenhuma sanção ou penalidade foi imposta à dona das marcas Sadia e Perdigão. Na operação Trapaça, desdobramento da Carne Fraca, a BRF foi considerada suspeita pelo Ministério Público Federal (MPF) brasileiro de cometer irregularidades na fabricação de rações e compostos usados na criação e engorda de aves e suínos abatidos entre os anos de 2014 e 2018. “A companhia reitera seu compromisso de colaborar com as autoridades e entende que este processo de cooperação fortalece e consolida as mudanças e aprimoramentos que implementou em seus processos e controles internos, com o objetivo de garantir os mais elevados padrões de segurança, integridade e qualidade”, afirmou a BRF no comunicado.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Arábia Saudita suspende exportação de carne de aves de 11 estabelecimentos do Brasil
O Ministério da Agricultura afirmou que 11 unidades exportadoras de carne de aves foram suspensas de embarcar a proteína do Brasil para a Arábia Saudita, conforme decisão publicada nesta quinta-feira pela autoridade do país Saudi Food and Drug Authority (SFDA, na sigla em inglês)
Em nota conjunta com o Ministério das Relações Exteriores, a pasta disse que recebeu a informação com “com surpresa e consternação”. Segundo o ministério, a decisão consta apenas em uma nova lista de plantas brasileiras autorizadas a exportar para o país, sem maiores detalhes. “Não houve contato prévio das autoridades sauditas, tampouco apresentação de motivações ou justificativas que embasem as suspensões”, disse o comunicado, citando que, até o momento, apenas o Brasil foi objeto de atualização da lista de exportadores de carne de aves. Com isso, o governo brasileiro disse que iniciou contatos com as autoridades da Arábia Saudita e da embaixada desse país em Brasília para buscar esclarecer o episódio. “Todas as vias bilaterais e multilaterais serão empregadas com vistas à pronta resolução da questão. Caso se comprove a interposição de barreira indevida ao comércio, o Brasil poderá levar o caso à OMC (Organização Mundial do Comércio)”, destacou o comunicado. “O Brasil reitera os elevados padrões de qualidade e sanidade seguidos por toda nossa cadeia de produtos de origem animal… Há confiança de que todos os requisitos sanitários estabelecidos por mercados de destino são integralmente cumpridos.”
REUTERS
Arábia Saudita tira Seara do mercado e irrita governo brasileiro
Líder no Oriente Médio, BRF pode respirar aliviada com a manutenção de quatro frigoríficos habilitados
Em busca de autossuficiência no abastecimento de carne de frango, a Arábia Saudita disparou contra os frigoríficos brasileiros, tirando a Seara — subsidiária da JBS — do cobiçado mercado. Numa decisão que irritou o Itamaraty e o Ministério da Agricultura, os árabes retiraram 11 frigoríficos da lista de estabelecimentos autorizados a exportar carne de frango ao país. Sete pertencem à JBS. O veto entra em vigor no dia 23. A gaúcha Vibra e a Agroaraçá também foram suspensas. O petardo árabe ocorre na mesma semana em que a firma saudita Almarai, uma das maiores do país, anunciou um investimento de US$ 1,8 bilhão para a dobrar a produção de frango. Se alguém pode respirar aliviado, é a BRF. Dona da Sadia, marca que desbravou o mercado saudita na década de 1970 — conquistando a preferência dos consumidores no Oriente Médio —, a companhia não foi atingida pela decisão, preservando quatro abatedouros aptos a exportar aos sauditas. Nicolini, Zancheta, Jaguafrangos e a cooperativa Lar também mantiveram uma unidade habilitada. Os critérios sauditas não estão claros, mas a BRF está investindo no país, o que pode ajudar a aplacar resistências protecionistas. No ano passado, a companhia adquiriu uma fábrica na Arábia Saudita, por US$ 8 milhões. Com isso, buscou ir ao encontro dos interesses estratégicos do governo local — antes da aquisição, a megafábrica que a dona da Sadia possui em Abu Dhabi teve as vendas bloqueadas e assim permanece. Em entrevista ao Valor no ano passado, o chairman da BRF, Pedro Parente, afirmou que a expansão da companhia para os EUA e Europa, que faz parte do plano estratégico para 2030, também visava a reduzir os riscos geopolíticos. A relação entre a Arábia Saudita, um histórico cliente, e os frigoríficos vem se deteriorando desde 2017, quando o reino quadruplicou a tarifa de importação de carne de frango. Nos anos seguintes, ampliou as exigências sanitárias — mudando o método de abate — e bloqueou diversos frigoríficos. A Arábia Saudita é um dos mercados mais relevantes para a indústria exportadora de carne de frango. No ano passado, o país respondeu por 11,3% das exportações brasileiras, só ficando atrás da China em importância. Os sauditas gastaram US$ 684,3 milhões para importar frango brasileiro no ano passado — Pequim desembolsou US$ 1,27 bilhão.
VALOR ECONÔMICO
Suínos/Cepea: Embarques seguem aquecidos
Preço do vivo continua em elevação
As exportações de carne suína seguem em ritmo aquecido, apesar da baixa em abril. Esse cenário mantém os preços do animal vivo em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, visto que frigoríficos brasileiros demandaram novos lotes de animais para abate. O suíno registrou média de R$ 7,25/kg na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) em abril, 8,4% acima da observada em março. Segundo dados da Secex, o Brasil exportou 87,3 mil toneladas de carne suína in natura em abril, volume 9,8% menor que o recorde atingido em março, mas 38,8% acima da quantidade de abril/20.
CEPEA
Peru poderá importar carne suína brasileira
Executivo autorizou a emissão de licenças sanitárias para a proteína
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru (Midagri) aprovou as exigências sanitárias para importação de carne suína do Brasil. Dessa forma, foi autorizada a emissão de Alvará Sanitário de Importação de proteínas. De acordo com as diretrizes estabelecidas, especifica-se que o estabelecimento de origem, o matadouro e pelo menos uma área de 10 km em seu entorno não deve estar em área de quarentena ou restrição à movimentação de suínos no momento da exportação e durante 60 dias antes do envio. Além disso, ressalta-se que o estabelecimento de onde provém o produto deve possuir sistema de rastreabilidade implantado e em operação na cadeia suína, verificado sistematicamente pelo órgão competente brasileiro que permita traçar toda a trajetória da carne, desde sua origem na fase primária até os pontos de sua distribuição e vice-versa. A embalagem conterá no rótulo o nome do produto, o país de origem, o número do estabelecimento autorizado, a data de produção e sua validade, bem como o número do lote para garantir a rastreabilidade até a origem dos suínos importados.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Consumo global de carnes deve acelerar no cenário pós-covid, diz Fitch
O consumo global de carnes deve ter um crescimento acelerado nos próximos anos, em relação aos últimos dez anos, mas o consumo de carne bovina tende a ficar estagnado entre 2022 e 2025, segundo relatório da Fitch Solutions divulgado em março
“O consumo per capita de carne bovina apresentou tendência de queda nos anos anteriores ao covid-19, e vemos uma recuperação em 2021-2022 antes de estagnar até 2025”, disse a Fitch Solutions. “O consumo per capita de carne suína e de frango crescerá de forma robusta e superará em muito o de carne bovina, com a carne de frango seguindo como a mais consumida globalmente até 2025.” O crescimento no consumo de carnes esperado para os próximos anos deve ocorrer como uma recuperação aos impactos da peste suína africana e da pandemia de covid-19. A Fitch Solutions espera que o consumo total global de carnes aumente cerca de 3,6 kg per capita entre 2021 e 2025. “O aumento do consumo de carne será predominantemente impulsionado pela robusta recuperação econômica em 2021 e 2022 após a covid-19, que resultará em maiores gastos do consumidor em produtos alimentícios não básicos, incluindo carne”, disse a Fitch. A perspectiva em relação ao consumo de carnes após 2022 varia dependendo do país. Nos mercados emergentes, o crescimento do consumo de carne bovina per capita será impulsionado pelo Sudeste Asiático e pela China, onde atingirá novos máximos nos próximos anos. “Embora a China continue sendo o mercado que apresenta mais oportunidades do ponto de vista da demanda, observamos que os consumidores irão reajustar seus hábitos à medida que a oferta de carne suína se recupere do surto de peste suína africana, o que reduzirá um pouco o crescimento do consumo de carne bovina nos próximos anos”, disse a Fitch Solutions. No caso da América Latina, a Fitch Solutions espera “um crescimento notável” no consumo de carne bovina per capita no futuro próximo, impulsionado pela melhoria das condições econômicas. Mas o crescimento do consumo deverá desacelerar em 2025, não retornando aos picos anteriores.
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