CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1470 DE 20 DE ABRIL DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1470| 20 de abril de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: escalas alongadas

Com programações de abate mais alongadas, em média 6 dias, resultado da melhora sutil nas ofertas de gado na semana anterior, a cotação do boi gordo caiu R$1,00/@ nas praças paulistas no fechamento da última segunda-feira (19/4), na comparação diária

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo que atende ao mercado interno foi negociado em R$316,00/@, preço bruto e a prazo. As cotações da vaca e novilha gordas mantiveram-se estáveis, em R$291,00/@ e R$306,00/@, respectivamente, nas mesmas condições.  Para animais destinados ao mercado externo, as negociações chegaram em R$325,00/@, preço bruto e a prazo. No Sudeste de Rondônia, a boa oferta associada à dificuldade no escoamento de carne resultou em queda de R$1,00/@ para o boi, vaca e novilha gordos. Nessas condições, as cotações do boi gordo, vaca gorda e novilha gorda ficaram, respectivamente, em R$299,00/@, R$288,00/@ e R$289,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: arroba segue registrando leves quedas

A arroba do boi gordo recuou de R$ 318 para R$ 317 em São Paulo, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Com sinalização de escalas de abate em situação confortável, os frigoríficos conseguem testar compras a preços mais baixos 

Além disso, segundo a consultoria, o clima seco em algumas regiões favorece a deterioração das pastagens e reduz a capacidade de retenção do pecuarista. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na terceira semana de abril foram exportadas 36,37 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. Isso resultou em uma média diária embarcada até agora no mês de 6,77 mil toneladas, um crescimento de 16,5% em relação a abril de 2020. Caso o ritmo se mantenha, será registrado um recorde histórico para meses de abril.

CANAL RURAL

Boi gordo: preço da arroba perde força em SP, mas sobe em MS

Algumas indústrias sinalizam para uma posição mais confortável das escalas de abate, e a tendência é que o cenário mude no decorrer da semana

O mercado físico de boi gordo registrou preços mistos na segunda-feira, 19. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, algumas unidades frigoríficas ainda sinalizam para uma posição mais confortável das escalas de abate, e a tendência é que alguns testes sejam realizados no decorrer da semana. “Mas, por enquanto, os preços seguem firmes em grande parte do país, com a tradicional lentidão do início da semana, quando frigoríficos e pecuaristas avaliam as melhores estratégias a serem adotadas no restante da semana, e ainda há um feriado que quebrará o ritmo das negociações na quarta-feira”, assinala. Enquanto isso, o clima seco em alguns estados acelera a deterioração das pastagens, reduzindo a capacidade de retenção dos pecuaristas. A situação é mais complicada no Centro-Oeste, e o auge da safra de boi gordo se aproxima, com maior volume ofertado de boiadas devendo acontecer em meados de maio. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 317 a arroba, ante R$ 318 a arroba na sexta-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 304, contra R$ 305. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 307 a arroba, ante R$ 306 – R$ 307. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, contra R$ 310. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 311 – R$ 312 a arroba, ante R$ 312 observados na última semana. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes ao longo da segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “Importante destacar que medidas de flexibilização em diversos estados tendem a motivar a recomposição de estoques por parte de bares, restaurantes e outros estabelecimentos, setor que demanda volume importante das linhas premium dos frigoríficos”, diz. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha passou de R$ 17,75 o quilo para R$ 17,90 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Média diária de carne bovina exportada tem avanço de 16,47% na terceira semana de abril

A Secretaria de Comércio Exterior (Camex) informou na segunda-feira que a média diária movimentada atingiu 6,7 mil toneladas, aumento de 16,47%, frente a média diária do mês de abril do ano passado, com 5,8 mil toneladas

O volume exportado de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada alcançou 74,4 mil toneladas até a terceira semana de abril/21. O analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, destacou que a China continua atuante nas compras e favorecendo as exportações brasileiras. A expectativa é que o volume exportado neste mês de abril supere o total embarcado no mesmo período do ano passado. “Mantendo esse ritmo devemos superar os números de abril de 2020, basicamente temos mais 9 dias úteis no mês, incluindo esta segunda. No ano passado, o mês de abril encerrou com 116,2 mil toneladas”, disse o analista da Safras & Mercados. Os preços médios na terceira semana de abril ficaram próximos de US$ 4.710 mil por tonelada, alta de 7,75% em relação a abril de 2020 com valor médio de US$ 4.372 mil por tonelada. O valor negociado para o produto foi US$ 350,939 milhões na terceira semana de abril deste ano, tendo em vista que o preço comercializado durante o mês de abril do ano anterior foi de US$ 508,449 milhões.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços dos animais de reposição tiveram um avanço de 3,57% a 4,19% em Goiás

O Instituto para o Fortalecimento Agropecuário de Goiás (IFAG) informou que a relação de troca entre o bezerro e o boi gordo está no pior patamar, já que os preços dos animais de reposição estão mais intensos que a valorização do gado prontos para abate 

Os preços da reposição para os animais de 13 a 24 meses tiveram um avanço de 3,57% a 4,19%, enquanto o boi gordo teve uma valorização de e 1,21% e 0,90%. A cotação para o nelore macho de 13 a 24 meses teve um avanço de 3,57% e está precificado ao redor de R$ 3.557,01 por cabeça, sendo que semana passada estava em R$ 3.434,33/cab. Já o valor do mestiço fêmea está ao redor de R$ 2.504,00 por cabeça e teve um incremento de 4,19% frente ao valor observado na semana anterior, que estava cotado em R$ 2.403,33 por cabeça. A média de preços do boi e vaca gorda está ao redor de R$295/@ e R$284/@, respectivamente. Com a alta nos custos de produção da bovinocultura de corte, cabe ao pecuarista diversificar sua produção visando otimizar os custos. O Cepea informou que a relação de troca entre a arroba de boi por bezerro é desfavorável. O pecuarista de São Paulo precisa de 9,89 arrobas de boi gordo para comprar um bezerro no Mato Grosso.

IFAG 

Campanha de vacinação contra febre aftosa começa dia 1º de maio

Deverão ser vacinados 170 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades, na maioria dos estados brasileiros

A primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2021 começa no dia 1º de maio. Nessa etapa deverão ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 170 milhões de animais. Dos 21 estados que realizam a imunização dos animais neste período, no Amazonas e em Mato Grosso participam apenas os municípios que ainda não suspenderam a vacinação, enquanto no Espírito Santo ocorrerá para bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade. Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.  O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforça que devem ser adotadas medidas de cuidado com a Covid-19 para a garantia da manutenção dos compromissos com as zonas reconhecidas como livre de febre aftosa com vacinação perante a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

MAPA 

Ociosidade de frigoríficos de carne bovina passa de 60% em Mato Grosso

Baixa utilização da capacidade instalada no Estado, maior produtor do país, reflete escassez de animais e mercado interno fraco, afirma Imea

Maior produtor de carne bovina do país, o Mato Grosso registrou queda de 1,2% no volume mensal de abate em março, segundo boletim divulgado na segunda-feira (19/4) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o levantamento, 346,36 mil animais foram abatidos no Estado no último mês, levando a um índice de ociosidade da indústria superior a 60% devido à oferta restrita de animais prontos para abate. “Esse resultado demonstra que, se este cenário de retenção mais intensa das fêmeas se perdurar, a tendência no médio prazo é de que a oferta de animais de reposição seja elevada. Já no curto prazo, essa oferta escassa de animais aptos para o abate vem influenciando e ditando o mercado físico do boi gordo”, observa o instituto no boletim, onde aponta aumento da ociosidade também na indústria de aves e suínos. No caso dos frigoríficos de suínos, a utilização da capacidade instalada caiu de 81,81% em fevereiro para 74,01% em março, enquanto em aves essa queda foi de 61,81% para 59,63%. O Imea explica que o menor desempenho produtivo esteve relacionado aos elevados estoques da indústria nesses segmentos. Com isso, a arroba bovina registrou alta de 0,86% no Estado, cotada a R$ 305,55, enquanto o quilo do suíno vivo foi cotado a R$ 5,12/kg, acréscimo de 10,35% na mesma comparação.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar vai às mínimas em um mês

O dólar engatou a quinta queda frente ao real na segunda-feira, com investidores colocando nos preços algum alívio sobre os rumos do Orçamento e novo dia de enfraquecimento da moeda norte-americana no mundo

Ao fechar numa mínima em cerca de um mês, a cotação zerou os ganhos conquistados após a forte reação negativa do mercado à aprovação da peça orçamentária pelo Congresso em 25 de março. O dólar à vista caiu 0,57% nesta segunda, a 5.558 reais na venda. Lá fora, o índice do dólar perdia 0,57%, para mínimos em seis semanas. No Brasil, a moeda dos EUA teve o quinto pregão seguido de desvalorização, período em que perdeu 3,00%. A cotação está no menor patamar desde 23 de março de 2021 (5.5168 reais). De forma geral investidores globais seguiram repercutindo a percepção de que o banco central dos Estados Unidos manterá estímulos por tempo indeterminado, enquanto a retomada econômica no mundo amplia a demanda por ativos mais arriscados, caso das moedas emergentes –grupo do qual o real faz parte. Apesar de toda a volatilidade, a divisa brasileira tem seguido o comportamento de seus pares mais recentemente. O Congresso Nacional votou na segunda-feira projeto de lei que, com o aval do governo, flexibiliza regras para despesas com o enfrentamento à pandemia da Covid-19 e permite que o Executivo corte por decreto (e não lei, como é feito normalmente), despesas discricionárias, como aquelas voltadas à manutenção da máquina pública, para garantir o atendimento às despesas obrigatórias. Analistas de mercado têm repetido que a fraqueza do real decorre sobretudo do elevado risco fiscal no Brasil, com incertezas sobre a sustentabilidade da dívida e seus potenciais impactos sobre tendências de crescimento econômico. A moeda brasileira cai 6,52% em 2021, em termos nominais, terceiro pior desempenho no ano.

REUTERS

Ibovespa tem queda discreta com ajustes

A JBS ON avançou 3,74%. A maior produtora de carnes do mundo voltou às compras, mas dessa vez para adquirir a europeia Vivera por 341 milhões de euros, de olho no forte crescimento do mercado vegetariano. Analistas destacaram que o mercado é de maior valor agregado e que a transação colabora para diversificar a atuação da JBS, que pode estar de volta às aquisições.

O Ibovespa fechou com queda discreta nesta segunda-feira, em sessão volátil marcada por ajustes, com Petrobras subindo quase 6% após o novo Presidente da empresa afirmar que buscará reduzir a volatilidade dos preços de combustíveis sem desrespeitar a paridade de importação. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,15%, a 120.933,78 pontos. Esse movimento veio após o Ibovespa ter tido a terceira semana seguida de ganhos, endossado por máximas em Wall St e noticiário corporativo, apesar de pouco avanço palpável nas frentes de saúde, política e fiscal no Brasil. O volume financeiro na sessão somou 52 bilhões de reais, com influência do vencimento de contratos de opções sobre ações, que movimentou 17,2 bilhões de reais, sendo 13,1 bilhões de reais em opções de compra e 4,1 bilhões de reais nas de venda. A analista da Rico Investimentos Paula Zogbi ainda destacou que decisão sobre o Orçamento de 2021 a ser tomada na quinta-feira é o grande ponto de atenção. “Sem uma definição que demonstre controle da situação e priorização da saúde fiscal, aumentam o risco do teto de gastos ser desrespeitado”, afirmou

REUTERS

IGP-M tem alta de 1,17% na 2ª prévia de abril com arrefecimento do atacado, diz FGV

A alta dos preços ao produtor desacelerou e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 1,17% na segunda prévia de abril, contra 2,98% no mesmo período do mês anterior, segundo dados divulgados na segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Com esse resultado a taxa acumulada em 12 meses passou a 31,57%, de 31,15% antes. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral, desacelerou a alta a 1,28%, de 3,72% na segunda prévia de março. O destaque nesse resultado foi o grupo Matérias-Primas Brutas, que passou a subir 0,16% no período, ante alta de 3,89% no segundo decêndio do mês anterior. “Sem novas pressões cambiais e maior estabilidade dos preços de commodities em dólar, o índice ao produtor registrou discreta variação entre as matérias-primas brutas”, disse em nota André Braz, Coordenador dos índices de preços. “Este comportamento favorece a desaceleração das pressões inflacionárias ao longo da cadeia produtiva fazendo recuar as variações de bens intermediários (5,04% para 2,89%) e bens finais (2,05% para 0,97%).”mNo varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, passou a subir 0,65% na segunda prévia de abril, de 0,89% no mesmo período de março. O grupo Transportes, afetado pelo arrefecimento da gasolina, desacelerou sua alta de 3,52% para 2,13% na segunda leitura de abril. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, passou a registrar alta de 1,30% na segunda prévia de abril de avanço de 1,31% antes.

REUTERS

Focus: Mercado passa a ver inflação perto de 5% em 2021

A expectativa do mercado para a inflação em 2021 no Brasil se aproximou de 5% segundo a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira, com a taxa de crescimento do PIB em queda e maior depreciação do real

O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA tanto este ano quanto para 2022 subiu 0,07 ponto percentual, chegando respectivamente a 4,92% e 3,60%. O centro da meta oficial para a inflação em 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento este ano caiu a 3,04%, de 3,08% na semana anterior. Por outro lado, a conta para 2022 subiu a 2,34%, de 2,33%. A pesquisa com uma centena de economistas mostrou ainda que a conta para o dólar ao final de 2021 subiu a 5,40 reais e para 2022 a 5,26 reais, de 5,37 reais e 5,25 reais respectivamente no levantamento anterior. Já o cenário para a taxa básica de juros não sofreu alterações, com a Selic calculada em 5,25% e 6,0% este ano e no próximo.

REUTERS

EMPRESAS

Minerva conclui captação de R$1,6 bi com debêntures

A Minerva concluiu com sucesso a oferta de sua 10ª emissão de debêntures, que envolveu total de 1,6 bilhão de reais, de acordo com comunicado na segunda-feira

A operação envolveu uma série com vencimento em 7 anos no valor de 1,2 bilhão de reais, com remuneração de 5,5034% ao ano, atualizado pelo IPCA, e segunda série de 400 milhões de reais e vencimento em 10 anos, com remuneração de 5,5780% ao ano atualizado pelo IPCA. A companhia acrescentou no comunicado que optou por fazer swap do indexador, e assim o custo final do instrumento será de aproximadamente 128% do CDI para ambas as séries. Os recursos serão utilizados para reforço da estrutura de capital da companhia, “com foco na redução de dívidas em moeda estrangeira que apresentarem custo mais elevado”, disse a Minerva.

REUTERS 

JBS paga R$ 2,3 bilhões pela plant based Vivera

Empresa é a terceira maior da Europa na fabricação de alternativas vegetais às proteínas animais

A JBS ergueu uma plataforma global de US$ 52 bilhões de faturamento à custa de muitas aquisições – via de regra, pagando barato por bons ativos de empresas em maus lençóis. Mas em um mundo onde a disrupção está sempre à espreita, com uma enxurrada de alternativas veganas à carne, a gigante brasileira da indústria frigorífica aceitou pagar múltiplos de receita para não perder o bonde do plant based e preservar a liderança global. Em uma transação anunciada ontem, a JBS chegou a um acordo para adquirir a holandesa Vivera, por 341 milhões de euros (quase R$ 2,3 bilhões). Para uma companhia que já declarou a dificuldade de alavancar o balanço – é isso mesmo -, tamanha a geração de caixa de suas operações nos Estados Unidos, a aquisição terá impacto marginal (inferior a 0,1 vez) no índice de endividamento. A JBS já previa investir de US$ 1,5 bilhão a US$ 1,7 bilhão em 2021. Controlada pela Guild, firma de private equity com 3 bilhões de euros sob gestão, a Vivera fatura apenas 80 milhões de euros, mas cresce de 25% a 30% ao ano e já é a terceira maior indústria de plant based da Europa, só atrás de Quorn Foods – uma empresa britânica controlada pelo grupo filipino Monde Nissin – e Garden Gourmet, marca que pertence à multinacional suíça Nestlé. “É pequeno para o tamanho da JBS, mas nos dá musculatura. Seremos um player relevante em plant based”, afirmou o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, em entrevista ao Pipeline. Com três fábricas e um centro de pesquisa localizados na Holanda, a Vivera concentra aproximadamente 70% das vendas na Holanda, na Alemanha e no Reino Unido. Os três países representam 60% do mercado de plant based na Europa, de acordo com Tomazoni. A Vivera vislumbra um faturamento de 250 milhões de euros em cinco anos. Se capturar parte do valuation da Beyond Meat, a JBS pode até abrir uma fresta para destravar ainda mais valor. Turbinada pelo excepcional momento das operações americanas, que representam mais de 70% da geração de caixa, a companhia bateu o all-time high ontem, avaliada em R$ 87 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

JBS anuncia a abertura de 3.500 vagas de trabalho

Segundo comunicado da companhia, as oportunidades serão distribuídas em unidades da Seara localizadas em 13 Estados e no Distrito Federal

A JBS informou que vai abrir 3.500 vagas de trabalho em 13 Estados e no Distrito Federal, com oportunidades para atuar em unidades da Seara como operador de produção e outras funções. Conforme comunicado, são vagas nas quais os candidatos precisam ter o ensino médio completo. As vagas estão distribuídas em: 884 para Santa Catarina; 791 para São Paulo; 690 para o Rio Grande do Sul; 441 para o Paraná; 333 para Mato Grosso do Sul; 131 para Minas Gerais; 89 para o Rio de Janeiro; 78 para a Bahia; 62 para Pernambuco; 54 para o Distrito Federal; 30 para Mato Grosso; 9 para o Ceará; 3 para o Rio Grande do Norte e 1 para o Amazonas. Segundo a companhia, no ano passado, ela foi uma das que mais geraram postos de trabalho, com 12 mil novas vagas. Atualmente, o quadro de colaboradores é de 145 mil. Neste ano, 1.500 empregos foram gerados.

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

Carne de frango brasileira segue competitiva e exportações seguem em alta

Abril deste registra volumes embarcados e faturamento superiores aos apontados em abril do ano passado

Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira, os resultados das exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas nos primeiros 11 dias úteis de abril estão acima do que foi apontado em abril de 2020. A receita obtida com as exportações de carne de frango neste abril, US$ 324 milhões, representa 68,2% o total obtido em todo o mês de abril de 2020, que foi de US$ 475 milhões. No volume embarcado, as 217.767 toneladas representam 67,9% do total exportado em abril do ano passado, que foi 320.709 toneladas. Em toneladas, por média diária, foram 19.797, alta de 23,46% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado da semana anterior, um leve avanço de 0,7%. No preço pago por tonelada, US$ 1.489, foi 0,49% superior ao praticado em abril do ano passado. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve retração de 1,3%.

AGÊNCIA SAFRAS 

Em 11 dias úteis, embarque de carne suína de abril atinge mais de 80% do total registrado em abril/2020

Crescimento se dá pelo “efeito China”, e a previsão é que abril de 2021 supere os resultados do ano passado

Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas na segunda-feira (19), as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada nos primeiros 11 dias úteis de abril já ultrapassaram em mais de 80% do obtido no mesmo mês do ano passado. Segundo o analista da SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os resultados positivos neste mês seguem tendo como motivação principal a China comprando agressivamente. A expectativa é que o Brasil embarque mais de 100 mil toneladas de carne suína. A receita obtida com as exportações de carne suína até agora neste mês, US$ 130 milhões, representa 84,9% o montante obtido em todo abril de 2020, que foi de US$ 153 milhões. No volume embarcado, as 51.863 toneladas são 82,4% do total exportado em abril do ano passado, montante 62.900 toneladas. Em toneladas, por média diária, foram 4.714, com alta de 49,92% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado da semana anterior, recuo de 3%. No preço pago por tonelada, US$ 2.520 neste mês de abril, é 2,95% superior ao praticado em abril passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa leve baixa de 0,3%.

AGÊNCIA SAFRAS

SC mantém a liderança na suinocultura brasileira

A suinocultura catarinense continua liderando a produção e a exportação brasileira. Em março, o agronegócio catarinense embarcou 55,7 mil toneladas de carne suína, faturando US$138,4 milhões. Essa é a maior marca desde o início da série histórica em 1997

O Presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (SINDICARNE), José Antônio Ribas Júnior, lembra que Santa Catarina perdeu para o Paraná, no passado, a liderança na avicultura brasileira em razão de vantagens competitivas daquele Estado, como incentivos fiscais, excelente infraestrutura, condições logísticas e abundância de milho. Os principais destinos para a carne suína produzida no Estado ampliaram suas compras no último mês, com destaque para a China que proporcionou um incremento de 53,6% em divisas. Ribas assinala que a cadeia produtiva catarinense continua otimizando a produção e, atualmente, mais de 30 mil suínos são abatidos diariamente. Para manter esse volume de processamento industrial há uma base produtiva formada por mais de 3,9 milhões de animais alojados em campo. Essa cadeia é operada por aproximadamente 6.000 integrados, cooperados e produtores independentes. O ano de 2020 foi de intensa produção, com um crescimento superior aos 35% em comparação com 2019, atingindo um volume exportado superior aos US$ 1,3 bilhão. O Presidente do SINDICARNE aponta que “o grande desafio é manter o volume de produção e exportação, agregando valor ao produto, mantendo a sanidade como fator predominante na cadeia produtiva, principalmente quando se observa o avanço da PSA (peste suína clássica) pelo mundo”. Esses são os desafios internos.  Os externos são a necessidade de equilibrar preço de grãos e sua oferta, redução de custos internos e equilíbrio de contas frente alta de elementos como energia elétrica, combustíveis (frete), materiais de construção e mão de obra para expansão, além da escassez de silos de armazenagem. A falta de linhas de crédito é outro obstáculo indicado por José Ribas.

SINDICARNES-SC

INTERNACIONAL

Frigoríficos aumentaram os casos de COVID nos condados dos EUA

Estima-se que 334.000 casos de COVID-19 são atribuíveis a frigoríficos, resultando em US $ 11,2 bilhões em prejuízos econômicos, de acordo com um novo estudo liderado por um pesquisador da Universidade da Califórnia, Davis. O estudo foi publicado na revista Food Policy

Ele descobriu que as fábricas de processamento de carne bovina e suína mais do que dobraram as taxas de infecção per capita nos condados que as possuíam. As fábricas de processamento de frango aumentaram as taxas de transmissão em 20%. O estudo olhou especificamente para grandes frigoríficos gerando mais de 4,5 milhões de quilos por mês. Os pesquisadores disseram que tanto o impacto econômico quanto a estimativa da taxa de infecção são conservadores. O estudo analisou as taxas de infecção dentro de um condado e não levou em consideração os casos que poderiam ter sido contraídos em um frigorífico, mas que se espalharam para outros condados. “Da mesma forma, nosso estudo provavelmente subestima as verdadeiras perdas econômicas”, disse a autora principal, Tina Saitone, especialista em extensão cooperativa de pecuária e pastagem no departamento de economia agrícola e de recursos da UC Davis. O estudo analisou a perda de salários e mortalidade e não incluiu custos de cuidados de saúde a longo prazo ou custos de medidas implementadas para proteger a segurança do trabalhador. “Embora tenhamos visto um aumento inicial nos casos atribuíveis aos frigoríficos, ao longo do tempo as taxas de infecção foram as mesmas per capita dos condados sem eles, em parte porque os frigoríficos implementaram muitos protocolos para proteger os funcionários”, disse Saitone.

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