Ano 7 | nº 1442| 11 de março de 2021
NOTÍCIAS
Preços firmes no mercado do boi gordo
Em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na última quarta-feira (10/3), na comparação feita dia a dia
Segundo levantamento da Scot Consultoria, bovinos que atendem ao mercado interno foram negociados em R$303,00/@, preço bruto e à vista. Para os destinados à exportação o ágio chega a até R$7,00/@. Os preços da vaca e da novilha gordas estão firmes em R$282,00/@ e R$297,00/@, preços brutos e a prazo. As indústrias frigoríficas lidam com oferta baixa de boiadas e escoamento de carne lento. Na região de Marabá, no Pará, a oferta restrita de gado gordo, associada às intensas chuvas dos últimos dias, que têm dificultado o carregamento dos animais, resultou em alta de R$2,00/@ nas cotações do boi gordo e R$1,00/@ para vaca e novilha gordas. Dessa forma, o boi gordo está sendo negociado em R$281,00/@, a vaca e novilha gordas estão apregoadas em R$276,00/@ e R$277,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Demanda pelo boi ‘padrão China’ sobe e preço valoriza até R$ 10
O ambiente de negócios é pautado pela restrição de oferta, o que dificulta a composição das escalas de abate
Os animais que cumprem os requisitos de exportação para a China seguem muito demandados, com negócios concretizados entre R$ 5 e R$ 10 acima dos animais destinados ao mercado doméstico. “A oferta de boiadas pode apresentar algum avanço no final do mês, com potencial entrada de animais terminados a pasto no mercado”, explica o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Na quarta, os valores da arroba ficaram em R$ 310 em São Paulo, R$ 295 em Goiás, R$ 303 em Minas Gerais, R$ 293 em Mato Grosso do Sul e R$ 297 em Mato Grosso. Mercado atacadista apresenta firmeza em seus preços no decorrer da quarta-feira, a tendência de curto prazo ainda remete a pontual alta dos preços, em linha com a melhor reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. No entanto, as preocupações em torno de medidas mais severas de restrição em função da pandemia acabam limitando a demanda de bares, restaurantes e de outros estabelecimentos. Somado a isso não há uma previsão tão otimista acerca do processo de retomada do crescimento econômico no país, nesse tipo de ambiente a tendência é pelo consumo de proteínas mais acessíveis. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 20, por quilo. Já o corte dianteiro permanece precificado a R$ 16,10, por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 15,70, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Brasil tem parecer favorável da OIE para ampliar zonas livres de febre aftosa sem vacinação
Parecer ainda será avaliado em Assembleia Mundial da OIE em maio. Ministra Tereza Cristina informou governadores de seis estados sobre análise técnica
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informou que o Brasil recebeu parecer favorável da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecimento dos estados do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação. O Paraná também recebeu parecer favorável como zona livre de peste suína clássica independente. Em maio, o parecer será avaliado durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE. A Ministra informou os governadores e secretários de Agricultura dos estados em reunião virtual, na tarde da quarta-feira (10), sobre o parecer técnico. “A fase mais difícil nós vencemos. Estamos praticamente aprovados. Quero cumprimentar todos vocês pelo esforço”, diz a Ministra. “Este foi um importante passo conquistado em direção ao reconhecimento internacional das zonas livres, resultado do empenho conjunto dos setores público e privado no País”, destaca o Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal. Participaram da reunião os governadores do Paraná, Ratinho Junior; de Rondônia, Marcos Rocha; do Amazonas, Wilson Lima; do Mato Grosso, Mauro Mendes; o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, e o secretário de Produção e Agronegócio do Acre, Edivan Azevedo. https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/brasil-tem-parecer-favoravel-da-oie-para-ampliar-zonas-livres-de-febre-aftosa-sem-vacinacao
MAPA
ECONOMIA
Dólar tem maior queda em 6 semanas com BC, vacinas, PEC e exterior
A moeda norte-americana caiu mais de 2%, na maior baixa em seis semanas, e voltou ao patamar de 5,65 reais, numa sessão em que operadores analisaram duas intervenções do Banco Central, o discurso do ex-presidente Lula, esperanças de manutenção do texto da PEC Emergencial e a aprovação final nos EUA de um pacote trilionário de estímulos
O dólar à vista caiu 2,39%, a 5,6542 reais na venda. É a maior baixa percentual diária desde 26 de janeiro (-2,82%). O mercado foi surpreendido já antes das 10h pelo leilão de até 1 bilhão de dólares em swaps cambiais tradicionais. No começo da tarde, o BC de novo atraiu olhares ao anunciar operação de venda de moeda no mercado spot, que resultou em colocação de 405 milhões de dólares. Ambos os leilões chamaram atenção pelo “timing” de dólar fraco –sobretudo a venda no mercado à vista, quando a cotação já caía cerca de 0,9%. “Acho que o BC está ‘panicando’ com a inflação”, disse um gestor. Segundo ele, o BC estaria preocupado com a alta rápida do dólar nos últimos dias, que levou a moeda para níveis próximos de 5,90 reais e pode alimentar um maior repasse cambial aos preços da economia. Apesar de alguns ruídos, a Câmara dos Deputados aprovou na terça a admissibilidade da PEC Emergencial. Nesta quarta, depois de ter aprovado na madrugada o texto-base da proposta, a Câmara manteve no texto gatilho que veta reajustes salariais e progressões de carreira para o funcionalismo público em caso de restrições fiscais, numa vitória para o governo e o Ministro da Economia, Paulo Guedes. A PEC, contudo, ainda precisa passar por um segundo turno de votação. Ao longo do dia, analistas avaliaram também o discurso do ex-presidente Lula destacando a necessidade de vacinação em massa e aplicação de medidas de segurança contra a Covid-19. De forma unânime, analistas de mercado dizem que uma imunização em massa é necessária para a economia brasileira engatar uma recuperação consistente, o que ajudaria a reduzir pressões do lado fiscal, uma vez que haveria menor demanda por gastos para combate à pandemia. Por fim, o câmbio reagiu já na reta final do pregão à aprovação nos EUA de um dos maiores pacotes de estímulo econômico na história norte-americana, no montante de 1,9 trilhão de dólares, para enfrentamento do coronavírus.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta no fim de sessão volátil com noticiário intenso
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em outra sessão volátil, com a votação da PEC Emergencial e o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no radar
O pregão teve ainda de pano de fundo balanços corporativos e a aprovação de pacote de 1,9 trilhão de dólares nos EUA. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,23%, a 112.701,91 pontos, de acordo com dados preliminares. Durante o pregão, chegou a 109.998,86 pontos na mínima e a 112.928,14 pontos na máxima. O volume financeiro somava 37,67 bilhões de reais.
REUTERS
Brasil exporta US$ 6,5 bilhões em produtos do agronegócio em fevereiro
O número representa um incremento de 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,22 bilhão
O agronegócio brasileiro exportou US$ 6,47 bilhões em fevereiro deste ano, o que representa um incremento de 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado (US$ 6,29 bilhões). As importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,22 bilhão (+14,9%), portanto, o saldo da balança alcançou US$ 5,22 bilhões. As vendas externas dos demais produtos que o Brasil exporta subiram 4,5%. Com este incremento maior nos demais produtos, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras caiu de 40,3% (fevereiro/2020) para 39,9%. De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), as exportações do agronegócio foram afetadas negativamente pela queda das exportações de soja em grãos (-US$ 560,64 milhões em valores absolutos). O declínio das vendas externas da soja em grãos foi compensado pelo incremento de quatro produtos, que totalizaram US$ 585,26 milhões em valores absolutos: farelo de soja (+ US$ 211,62 milhões em valores absolutos); açúcar de cana em bruto (+US$ 158,56 milhões); algodão não cardado nem penteado (+US$ 109,68 milhões em valores absolutos); e milho (+US$ 105,39 milhões em valores absolutos).
MAPA
IGP-M tem alta de 1,95% na 1ª prévia de março, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 1,95% na primeira prévia de março, depois de registrar alta de 1,92% no mesmo período do mês anterior, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) na quarta-feira. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.
REUTERS
Desemprego teve taxa recorde em 19 Estados e no DF em 2020
Na média nacional, a taxa de desocupação subiu de 11,9% em 2019 para o ápice de 13,5% em 2020, a maior da série iniciada em 2012, segundo o IBGE
Em consequência do choque provocado pela pandemia de Covid-19, a taxa de desemprego no País foi recorde no ano de 2020 em 19 Estados e no Distrito Federal, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apurada desde 2012 pelo IBGE. Na média nacional, a taxa de desocupação subiu de 11,9% em 2019 para o ápice de 13,5% em 2020, a maior da série iniciada em 2012. A Bahia teve o resultado mais elevado, 19,8%, enquanto a menor taxa ocorreu em Santa Catarina, 6,1%. No Estado de São Paulo, a taxa média de desemprego cresceu de 12,5% em 2019 para um auge de 13,9% em 2020. As desigualdades no mercado de trabalho se mantiveram acentuadas entre as diferentes regiões do País. A taxa média anual de subutilização da força de trabalho – que mede a proporção de brasileiros em idade de trabalhar que está subutilizada – superou os 40% em Estados nordestinos como Piauí (46,4%), Alagoas (45,1%) e Maranhão (44,9%). A taxa média anual de informalidade foi de quase 60% no Pará (59,6%), Maranhão (59,0%) e Amazonas (57,3%), apesar de a pandemia ter provocado uma perda maior de ocupação entre os trabalhadores informais. Houve melhora na taxa de desemprego na reta final do ano, com a geração sazonal de vagas característica do período: a taxa de desemprego caiu de 14,6% no terceiro trimestre para 13,9% no quarto trimestre. O rendimento médio mensal dos trabalhadores homens ficou em R$ 2.724 no quarto trimestre de 2020, enquanto as mulheres recebiam apenas R$ 2.219.
O ESTADO DE SÃO PAULO
XP eleva previsão para dólar e vê Selic de 5% em 2021 com inflação maior, pandemia e risco fiscal
A XP informou na quarta-feira uma rodada de piora em projeções para câmbio, juros, inflação e atividade econômica em 2021, citando alta dos juros externos, recrudescimento da pandemia no Brasil, noticiário sobre a Petrobras e “sustos” na tramitação na PEC Emergencial
A casa agora prevê dólar de 5,30 reais ao fim deste ano (4,90 reais antes), IPCA de 4,9% (3,9% antes), Selic de 5,00% (ante 3,5% na estimativa de fevereiro e 2% da taxa atual) e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,2%, abaixo da taxa de 3,4% esperada antes. O prognóstico para o PIB de 2022 também foi cortado –de alta de 2,0% para 1,5%. Segundo a XP, desde a publicação do relatório de expectativas de fevereiro, os cenários econômicos no Brasil e no mundo se tornaram “mais desafiadores”. “No Brasil, a dinâmica da pandemia piorou, demandando medidas restritivas mais duras. Na economia, a troca de comando na Petrobras, a decisão de subsidiar preços de diesel e gás de cozinha e a tramitação da PEC emergencial sinalizam o risco de maior intervenção política”, afirmou a XP. Para a XP, o texto da PEC Emergencial aprovado pelo Senado –e que agora tramita pela Câmara– foi “relativamente positivo”, com limitação do volume de recursos para o Auxílio Emergencial e contrapartidas de melhoria da governança fiscal. Mas a instituição financeira avalia que a tramitação foi “turbulenta” e lembra que o presidente Jair Bolsonaro sinalizou intenção de diluir as contrapartidas ao auxílio emergencial. “Neste novo cenário, os prêmios de risco dos ativos brasileiros tendem a ser persistentemente mais elevados”, disse a XP.
REUTERS
Dívida brasileira se estabiliza abaixo de 100% do PIB, mas cenário fiscal segue preocupante, afirma Bank of America
O Bank of America melhorou as previsões de déficit primário e dívida bruta do Brasil para 2021, citando um início melhor para as contas fiscais neste ano depois de surpresas positivas nos dados do fim do ano passado
O BofA espera agora que o déficit primário –resultado das receitas menos despesas, excluindo pagamento de juros da dívida– fique em 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, contra estimativa anterior de 3,9%. A dívida bruta em relação ao PIB ficará em 88,9%, abaixo dos 93,5% esperados antes. O pico da dívida bruta/PIB será menor que o calculado anteriormente pelo banco, saindo de 100% (cenário previsto em novembro passado) para 96%. A estabilização começará entre 2027 e 2028. A medida dívida bruta/PIB é vista como um indicador de solvência de um país e, por isso, é acompanhada de perto por agências de classificação de risco. “Em todos os nossos cenários, assumimos a mesma dinâmica de gastos de longo prazo: o crescimento das despesas respeitará o teto de gastos apenas até 2022, e seguirá daí em diante um crescimento contido sob o pressuposto de que alguma consolidação fiscal (como uma reforma administrativa para enfrentar a segunda maior despesa do governo) continuará nos próximos anos”, disseram David Beker e Ana Madeira, que assinam o relatório. Mas eles ainda avaliam que o cumprimento do teto após 2022 segue como um “desafio significativo”, citando o gasto obrigatório do governo acima de 90% das receitas, a ausência do estado de calamidade pública, pressões por mais despesas no contexto da segunda onda de Covid-19 e a perspectiva de juros mais altos.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig vê continuidade de forte demanda chinesa em 2021
A Marfrig já observa a retomada da demanda chinesa por carne bovina brasileira após o período do Ano Novo chinês, com patamares de preços mais elevados, disse o Presidente das operações da empresa na América do Sul, Miguel Gularte, em teleconferência com analistas na terça-feira (09)
“A China, quando retornar após o Ano Novo Chinês, retorna com preços melhores que no fechamento do ano. Estamos vendo isso na prática”, disse Gularte. Segundo o executivo, as vendas da Marfrig para a China retomaram normalmente, sendo que o país asiático está com estoques relativamente baixos. A Marfrig é a empresa com o maior número de plantas na América do Sul habilitadas a exportar carne bovina para a China, com 13 unidades das quais sete estão no Brasil. Gularte disse que a Mafrig continuará direcionando produção para exportações em momentos de menor demanda no Brasil impactada pelos efeitos da pandemia de covid-19. Em 2020, o segmento de food service brasileiro foi um dos mais afetados pelas medidas de distanciamento social relacionadas à contenção do coronavírus. A Marfrig foi pouco impactada já que esse segmento representa apenas 7% de seu faturamento. No atacado, a empresa observou um aumento na demanda em 2020, em parte impulsionada pelo auxílio emergencial concedido à parte da população pelo governo. Gularte disse que não é possível precisar o impacto que uma potencial retomada do auxílio emergencial possa ter no consumo neste ano, já que as condições econômicas em geral sofreram deterioração. “A gente não espera grandes alterações no cenário, a menos que a vacinação aconteça de uma forma mais fluida e a economia retorne de uma forma mais intensa do que estamos vendo hoje.”
CARNETEC
Minerva anuncia investimento em plataforma de compras on-line Shopper
A Minerva Foods anunciou na terça-feira (09) o investimento de R$ 29 milhões na plataforma on-line de compras de itens de consumo doméstico Shopper
A Shopper.com.br é uma start-up que funciona num modelo de supermercado on-line para compras de alimentos, produtos de limpeza e higiene pessoal, que conta com uma cadeia de distribuição e sistema de entrega. O investimento de R$ 29 milhões da Minerva ocorrerá por meio de uma nova rodada de captações da start-up, que totalizará R$ 120 milhões. Além do investimento, a Minerva fechou um acordo operacional de fornecimento de produtos e auxílio no gerenciamento da operação de venda de carnes. “A Shopper é uma oportunidade singular que contribui para o fortalecimento do canal de vendas digitais da Minerva Foods, avançando na cadeia de valor da indústria de alimentos e nos aproximando cada vez mais do consumidor final”, disse a processadora de carne bovina brasileira em comunicado. A Shopper tem mais de 350 mil usuários cadastrados e operações em 21 cidades no estado de São Paulo. A Minerva já havia anunciado em 2020 um investimento de US$ 4 milhões na start-up norte-americana Clara Foods, que desenvolve produção de proteína animal sem usar animais, por meio de um processo de fermentação.
CARNETEC
Americana Conagra pode vender parte de seus negócios de processados à JBS, diz jornal
A americana Conagra Brands está em negociações para vender sua marca de cachorro-quente Hebrew National à brasileira JBS, informou o “The Wall Street Journal” citando fontes a par do assunto
Um acordo, que também pode incluir a marca de clara de ovo líquida Egg Beaters e a marca de salsichas Odom’s Tennessee Pride, pode chegar a cerca de US $ 700 milhões, segundo as fontes. Qualquer acordo, entretanto, provavelmente levará semanas para ser concluído e a Conagra ainda poderá decidir continuar com as marcas ou optar por vendê-las a outra empresa. Em abril de 2019, a Conagra divulgou que as vendas da Hebrew National no ano fiscal anterior foram de US$ 170 milhões, e as do Egg Beaters, de US$ 78 milhões. Mas a popularidade do cachorro-quente kosher Hebrew National transcendem o tamanho da marca, em parte graças ao seu slogan de longa data – “Respondemos a uma autoridade superior”. A Conagra, que tem um valor de mercado de US$ 17,6 bilhões, está reformulando seu portfólio para impulsionar suas marcas de alimentos congelados e lanches, como Healthy Choice e Slim Jim, de beef jerky. Para a JBS, maior processadora de carne bovina dos Estados Unidos, a compra expandiria o alcance para produtos de mercearia em um momento em que os consumidores mudaram suas preferências de compra de alimentos para os supermercados, por causa da pandemia. A JBS tem um valor de mercado de mais de US$ 12 bilhões e obtém a maior parte de sua receita dos EUA, onde seus negócios incluem a empresa de processamento de carne bovina e suína Swift e a Pilgrim’s Pride, segunda maior indústria de frango do país. Em fevereiro de 2020, a JBS anunciou, nos EUA, um acordo de US$ 238 milhões para comprar a Empire Packing, que atua no varejo de carne com a marca Ledbetter.
Valor Econômico
FRANGOS & SUÍNOS
Setor de proteína animal aguarda MAPA conceder medidas para facilitar a compra de insumos
Principal preocupação de lideranças da suinocultura, avicultura e produção de leite é com a aquisição do milho
Desde o final de 2020, entidades e associações que representam produtores de proteína animal pedem ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) medidas de amparo à aquisição de insumos para reduzir os custos de produção. Em comum, as áreas pedem ao Governo a isenção de PIS/Cofins para compra de milho e também a liberação para importar determinadas variedades de milho geneticamente modificado dos Estados Unidos exclusivamente para uso em rações. A preocupação de suinocultores, avicultores e produtores de leite é, principalmente, a aquisição do milho para compor a ração dos animais, elemento que segue em altos patamares de preço no Brasil e, em algumas regiões, escasso. O pedido para a retirada de PIS/Cofins para importação de milho, neste caso, seria para beneficiar aqueles que comercializam a proteína animal apenas no mercado interno. Para quem exporta carnes, por exemplo, a importação de ração já é isenta destes tributos, conforme explica o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos. Ainda em novembro de 2020, o Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio de Lorenzi, encaminhou ofício solicitando auxílio ao MAPA, em caráter urgente e emergencial, a isenção de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para compra de milho. Pedidos semelhantes também partem do setor leiteiro, afetado pelas estiagens ou atraso nas chuvas nas principais bacias produtoras, com os animais necessitando de suplementação na alimentação com ração devido à má qualidade nas pastagens. Em fevereiro deste ano, o Presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ronei Volpi, e o Superintendente Técnico da CNA, Bruno Lucchi, apresentaram as propostas que a entidade levou, no início do mês, à Ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Além de pedirem a isenção das alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins dos insumos utilizados na ração e suplementos minerais de bovinos, também solicitaram que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), avalie da biossegurança de variedades de milho geneticamente modificados exportados pelos Estados Unidos para alimentação animal.
AGROLINK
INTERNACIONAL
USDA estima que China aumentará as importações de carne bovina para 3,1 milhões de toneladas
O USDA acaba de divulgar seu relatório de previsão sobre a evolução da produção de carne bovina e suína na China para 2021
Em suínos, espera-se que mais de 600 milhões de animais sejam abatidos em 2021. A produção foi impulsionada por empresas maiores que centralizaram a produção, modernizaram instalações e implementaram medidas de biossegurança. No entanto, as doenças dos animais e as baixas taxas de produtividade de porcas criarão problemas para o rebanho suíno da China com o potencial de minar a expansão. Já a produção de carnes deve crescer 14% ao longo de 2021, chegando a 47 milhões de toneladas, com a entrada em operação das expansões de grandes empresas nos últimos dois anos. Porém, mesmo com a expansão em 2021, a produção de carne suína permanecerá abaixo dos níveis pré-PPP, mantendo os preços internos relativamente fortes. As importações desse tipo de carne podem chegar a 4,5 milhões de toneladas em 2021, ante 5,28 milhões de toneladas importadas em 2020, uma vez que os consumidores estão cada vez mais receptivos à carne suína refrigerada ou congelada que entra no país a preços competitivos. Em relação à carne bovina, 97 milhões de animais serão abatidos em 2021 devido à maior demanda por esse tipo de carne e ao comprometimento da pecuária. A produção de carne desse tipo deve aumentar 4% em 2021, para 7 milhões de toneladas, mas será limitada pelo alto custo das rações e produtos de carne importados mais baratos. A demanda do consumidor por produtos de carne bovina se expandiu além da hospitalidade tradicional e catering para produtos prontos para cozinhar e entrega de serviço rápido. Em relação às importações, estas são consumidas principalmente no canal foodservice. O país importará cerca de 3,1 milhões de toneladas em 2021. Com a recuperação da economia em 2021, prevê-se que conduza a um aumento das importações. Além disso, a consciência do consumidor quanto aos cortes internacionais padronizados, como o lombo e as costelas, continua impulsionando o crescimento da carne bovina importada.
Eurocarne
Exportações de carne dos EUA começam o ano em ritmo mais lento do que em 2020
Dados coletados pela Federação de Exportações de Carne dos EUA (USMEF) junto a informações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que em janeiro de 2021 os EUA exportaram 105.047 toneladas de carne bovina, 2% a menos que em 2020 para um total de US $ 653 milhões a 3% menos
As vendas foram muito fortes para a Coreia do Sul e continuaram ganhando impulso na China. Depois de um declínio de um ano em 2020, as exportações para o Oriente Médio também se recuperaram. Em relação à carne suína, os EUA exportaram 248.646 toneladas em janeiro, 9% a menos que em janeiro de 2020 com um valor de US $ 642,8 milhões, 13% a menos. Enquanto as exportações de carne suína para China / Hong Kong diminuíram conforme o esperado, as exportações para o Japão aumentaram em janeiro e a demanda foi muito forte na América Central, Filipinas e Caribe. O Presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom, disse que janeiro representou um início bastante forte para 2021, mas advertiu que as exportações ainda enfrentam obstáculos relacionados ao COVID-19 e desafios significativos de transporte e trabalho. “Mas os desafios do transporte marítimo são atualmente uma preocupação dominante, particularmente o congestionamento e a escassez de contêineres em nossos portos da costa oeste, onde tripulações com falta de pessoal lidam com volumes recordes de carga. A mão-de-obra também é uma mercadoria escassa nas fábricas de processamento, afetando a capacidade da indústria de capitalizar totalmente a demanda por certos cortes de mão-de-obra intensiva e variedade de carnes. “Embora a indústria global de serviços de alimentação ainda tenha uma longa recuperação pela frente, a demanda internacional por carne dos Estados Unidos permanece impressionante e resiliente”, acrescentou Halstrom. “Mas uma série de desafios logísticos devem ser superados para atender plenamente a essa demanda.”
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