Ano 7 | nº 1441| 10 de março de 2021
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo: oferta restrita de animais para abate
Nas praças paulistas, o mercado abriu a última terça-feira (9/3) com preços os preços da arroba estáveis em relação ao dia anterior (8/3). Entretanto, a oferta restrita de animais terminados continua sustentando as cotações
Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$305,00/@, preço bruto e a prazo. Os negócios para vaca e novilha gordas ocorreram em R$282,00/@ e R$297,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. Há negócios acima dos preços de referência, mas pontuais e a depender do volume de animais negociados e proximidade das indústrias frigoríficas.
SCOT CONSULTORIA
Boi: Safras & Mercado registra arroba a R$ 310 em São Paulo
A consultoria Safras & Mercado registrou nova alta da arroba do boi gordo em São Paulo
Os preços avançaram de R$ 309 para R$ 310 na praça no levantamento diário da consultoria. De acordo com a análise da empresa, as valorizações ocorrem na esteira do cenário permanente de oferta restrita e da nova rodada de desvalorização do real em relação ao dólar. Com isso, os frigoríficos exportadores conseguem ser mais agressivos na compra do gado. Na B3, os contratos futuros do boi gordo subiram seguindo o movimento do mercado físico. O vencimento para março passou de R$ 307,55 para R$ 308,75, do abril foi de R$ 304,75 para R$ 305,25 e do maio, de R$ 299 para R$ 299,85 por arroba.
AGÊNCIA SAFRAS
Escala de abate registra queda no Mato Grosso com oferta restrita de animais, aponta IMEA
No estado do Mato Grosso, as indústrias frigoríficas tiveram queda de 0,13 dia na programação de abate e a média está em 4,10 dias úteis
De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o recuo nas escalas de abate é reflexo da oferta restrita de animais e da demanda lenta do mercado interno. No comparativo semanal, os preços do boi gordo apresentaram variação positiva de 0,16% e encerrou a semana cotado na média de R$ 288,77/@. Enquanto isso, a vaca gorda teve decréscimo de -0,18% e ficou cotada a R$ 276,93/@. Os valores da arroba do boi e da vaca gorda apresentaram variações menos intensas em Mato Grosso no mês de fevereiro. “Em fevereiro/21, os acréscimos foram menos expressivos e a alta registrada foi de 4,85% e 5,28%, fixando-se a uma cotação média de R$ 290,30/@ e R$ 279,10/@, respectivamente, ante o mês anterior”, informou o IMEA. Segundo o Instituto, os principais motivos que limitaram possíveis elevações nos preços da arroba em fevereiro foram a redução da demanda interna e externa. “O consumo interno já se encontrava tímido devido à crise do coronavírus e se agravou ainda mais com a precificação elevadas nas gôndolas. Já a demanda internacional, as exportações mato-grossenses reduziram 7,91% no mesmo período em função dos chineses estarem fora das compras”, conclui.
IMEA
Aumento do preço da carne bovina preocupa supermercados
De 2019 para 2020 já houve recuo de 5% no consumo, caindo de 30,7 quilos para 29,3 quilos por pessoa.
A carne bovina é um dos produtos que mais sofrem com a alta dos preços e a crise financeira dos brasileiros. Em 2020, a commodity teve valores 18% acima do normal; para 2021, a expectativa é que a situação fique ainda mais complicada. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou que o ano passado registrou o menor consumo de carne por habitante desde 1996, quando o levantamento foi iniciado. Para se ter uma ideia, de 2019 para 2020 houve recuo de 5%, caindo de 30,7 quilos para 29,3 quilos por pessoa. Marcio Milan, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), revelou uma grande preocupação do setor varejista neste início de ano. A entidade apresentou que, em 2020, os cortes dianteiros de carne bovina tiveram alta de 28,2% e os cortes traseiros, de 12%. Após atingir o pior consumo das últimas duas décadas, a carne bovina deve ter outro ano de difícil aquisição doméstica em 2021. A principal razão para isso é o aumento do preço causado pela oferta restrita de gado no País. Outra questão que afeta o valor é a forte demanda da China, que se tornou a principal interessada na carne brasileira. Mesmo que seja algo positivo para a parcela exportadora do agronegócio, a situação aumenta os preços internamente e complica o setor varejista nacional. A esse cenário ainda se somam a situação de renda reduzida da maioria dos brasileiros, a crise econômica, o recorde de desempregos e o fim do Auxílio Emergencial.
O ESTADO DE SÃO PAULO
Embarques de carne bovina ganham força na 1ª semana de março
O Brasil exportou 30,5 mil toneladas de carne, com média diária de 6,1 mil toneladas
As exportações brasileiras de carne bovina in natura iniciaram este mês de março em ritmo acelerado. Nos primeiros cinco dias úteis, o Brasil embarcou 30,5 mil toneladas, com média diária de 6,1 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Isso significou elevação de 7,7% em relação ao mesmo período de fevereiro e aumento de 6,8% frente às vendas registradas na primeira semana de março do ano passado. Em relação ao preço da tonelada comercializada, houve aumento de 4,3% na primeira semana do mês, na comparação com o valor de março do ano passado, saltando de US$ 4.393/tonelada para US$ 4.583,00/tonelada.
PORTAL DBO
Arroba do boi brasileiro é a 3ª mais cara do mundo
Bovino de corte nacional só perde para os rebanhos de corte dos Estados Unidos e da Austrália
O preço do boi gordo brasileiro só perde hoje, em dólares, para os valores de venda do gado australiano e norte-americano, segundo dados levantados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). “A arroba do boi gordo tem alcançado patamares recordes ao redor do mundo e apresenta preços firmes nos últimos anos”, relata o Imea. Na Austrália, no período de janeiro de 2019 a fevereiro deste ano, o preço em dólar do boi gordo subiu 92,23%, para US$ 109,38@, em média. Esse cenário foi pautado por questões climáticas que reduziram o rebanho australiano e, consequentemente, limitaram a oferta de animais, justifica o instituto. Por sua vez, no mesmo período analisado, os preços da arroba do gado norte-americano sofreram queda de 7,86%. No entanto, mesmo assim, os EUA possuem o segundo maior preço mundial para gado terminado, de US$ 67,06/@, média, em fevereiro/21. Na América do Sul, o Brasil tem alcançado mais espaço no mercado internacional, destaca o Imea. Desde maio de 2020, diz o instituto, os preços do boi gordo, tanto em Mato Grosso quanto em São Paulo, foram superiores aos valores observados na Argentina, Uruguai e Paraguai. Em SP, atingiu US$ 55,79@ (linha vermelha do gráfico), na média de fevereiro passado, enquanto que no MT ficou em US$ 52,55/@ (linha azul escuro), informa o Imea. Na Argentina, o valor médio do boi no mês passado foi de US$ 47,74; no Uruguai, ficou em US$ 52,22; e no Paraguai, US$ 49,40.
IMEA
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em leve alta de 0,24%, a R$ 5,7927; dólar futuro cai
O dólar à vista se afastou das máximas de quase 5,88 reais e fechou apenas em leve alta na terça-feira, enquanto no mercado futuro a cotação caía mais de 1%, refletindo algum alívio do mercado com sinalizações de que a PEC Emergencial será encaminhada à Câmara dos Deputados sem flexibilização substancial nos termos para economia fiscal
O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a ideia do relator da PEC Emergencial, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), é manter com pouca ou nenhuma alteração o texto da proposta que veio do Senado. Lira, assim com Freitas, conversou com o Presidente Jair Bolsonaro na terça-feira. Bolsonaro disse na noite de segunda que a PEC ideal era a que seria aprovada pela Câmara, o que causou algum ruído num contexto já de pressões de alguns aliados do Presidente para poupar profissionais da segurança pública de congelamento de salários, como propõe o texto da PEC já aprovado pelo Senado. Isso pesou no mercado no fim da tarde de segunda, com players já com postura mais defensiva após o Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que permitiria que ele concorresse à eleição presidencial de 2022. No fechamento no mercado spot nesta terça-feira, o dólar subiu 0,24%, a 5,7927 reais, longe da máxima do dia (5,876 reais, alta de 1,68%). Na mínima, batida pouco depois das 14h30, a moeda caiu 0,17%, a 5,769 reais.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta de 0,65% com Petrobras e NY
MARFRIG ON subiu 1,85%, em sessão positiva para o setor de proteínas e após reportar lucro recorde de 3,3 bilhões de reais em 2020, além de plano de recompra de ações e distribuição de dividendos. MINERVA ON ganhou 6,14%
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, com a recuperação de Petrobras entre os principais suportes, assim como a performance positiva em Wall Street. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,65%, a 111.330,62 pontos. O volume financeiro totalizou 41,1 bilhões de reais. A alta vem depois do Ibovespa cair 4% na segunda-feira, após o ministro do STF Edson Fachin anular condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela 13ª Vara Federal de Curitiba no âmbito da operação Lava Jato. A decisão devolveu ao petista os direitos políticos e pode, se mantida, embaralhar a sucessão presidencial de 2022. Preocupações com o risco de nova desidratação da PEC Emergencial, que também pesaram na segunda-feira, porém, foram de certa forma amenizadas nesta sessão, ajudando a bolsa. O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a ideia do relator da PEC Emergencial, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), é manter com pouca ou nenhuma alteração o texto da proposta que veio do Senado. “Isso traz otimismo para uma aprovação da emenda constitucional ainda voltada à regra de contenção fiscal”, avaliou. A previsão é que a admissibilidade da PEC Emergencial seja analisada pela Câmara nesta terça, e tenha os dois turnos votados na quarta-feira. No exterior, Wall Street fechou no azul, com o declínio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos endossando compras de ações e favorecendo principalmente a recuperação de ações de tecnologia.
REUTERS
Barclays eleva previsão de inflação para o Brasil a 4,5% e prevê aumento de juros de 0,5 p.p
A inflação brasileira ficará significativamente acima do centro da meta este ano, forçando o Banco Central a elevar a taxa Selic mais rápido do que o anteriormente previsto, começando com um aumento de meio ponto percentual na próxima semana, disseram economistas do Barclays na terça-feira
Em nota a clientes, eles aumentaram a projeção de inflação de fim de ano de 3,9% para 4,5%, acrescentando que os riscos continuam inclinados para alta. Isso ocorre apenas um mês após terem elevado a perspectiva ante um patamar de 3,6%. A meta do BC para 2021 é de uma inflação de 3,75% medida pelo IPCA, com uma margem de erro de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Os dados oficiais mais recentes mostraram uma alta de 4,57% do IPCA-15 nos 12 meses até janeiro, impulsionada pela continuidade da alta dos preços dos alimentos e das commodities. Os economistas do Barclays agora esperam que o Copom eleve a taxa Selic em 50 pontos-base na próxima semana, a 2,50%, e continue elevando os juros até 4,50% no final do ano. “O (Copom) não gostaria de correr o risco de ‘ficar para trás da curva’ aos olhos do mercado, pois isso poderia representar um custo maior para a política monetária no futuro caso se perdesse a credibilidade nesse processo”, escreveram.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig foca em ampliar produção de processados via crescimento orgânico
A Marfrig pretende continuar ampliando a produção de alimentos processados de carne bovina em 2021 por meio do crescimento orgânico, elevando margens e reduzindo o custo financeiro, disseram executivos da companhia em teleconferências sobre resultados financeiros na terça-feira (09)
“Hoje, o foco nosso é realmente crescimento orgânico em processados”, disse o Presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina, em teleconferência com analistas. A Marfrig registrou um lucro líquido recorde em 2020, de R$ 3,3 bilhões, com redução no nível de endividamento e forte geração de caixa. Segundo Molina, além do pagamento de dividendos anunciado aos acionistas, a empresa irá focar a alocação de caixa no crescimento orgânico, principalmente no segmento de industrializados. Ao ser questionado sobre potenciais aquisições, Molina disse que a empresa sempre avalia possibilidades, mas que este não é o foco no momento. “No geral, essas empresas de processados para M&A (fusões e aquisições) são empresas caras, com múltiplos altos. A gente sempre olha, mas não tem nenhuma negociação em andamento, não estamos vendo nada atrativo.” A Marfrig investiu um total de R$ 1,4 bilhão em suas operações em 2020, em grande parte na área de industrializados. “Prevemos seguir investindo em industrializados para (este segmento) chegar a 20% da nossa receita”, disse o presidente das operações na América do Sul, Miguel Gularte. A empresa pretende inaugurar sua nova fábrica de hambúrgueres em Bataguassu (MS) entre novembro e dezembro deste ano, adicionando cerca de 24 mil toneladas de hambúrgueres por ano à produção total da companhia, segundo Gularte. Molina disse que a empresa também está apostando no segmento de proteína vegetal por meio de sua unidade PlantPlus Foods, em parceria com a ADM. “Temos uma linha completa de plant-based (proteína de base vegetal) que vamos lançar no final de abril”, disse ele.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações de carne de frango apresentam bons resultados
Vendas para a Arábia Saudita se destacam no mês
As exportações brasileiras de carne de frango (entre in natura e processados) totalizaram 348,8 mil toneladas em fevereiro, volume 0,1% maior em relação ao mesmo período do ano passado, com 348,4 mil toneladas exportadas. A receita das vendas no segundo mês do ano chegou a US$ 521,7 milhões, número 5,8% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com US$ 553,8 milhões. Conforme as informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), no primeiro bimestre, as vendas internacionais do setor chegaram a 640,4 mil toneladas, número 4,7% menor em relação ao mesmo período de 2020, com 672,7 mil toneladas. O saldo das exportações nos dois primeiros meses do ano chegou a US$ 956,1 milhões, número 11,7% inferior ao registrado no ano anterior, com US$ 1,082 bilhão. O principal destaque do mês foram as vendas para a Arábia Saudita, que incrementou suas importações em 19,5% em fevereiro, chegando a 43,8 mil toneladas. Também se destacaram as exportações para a África do Sul, com 29 mil toneladas (+36,4%), para a Líbia, com 9 mil toneladas (+8,6%), para as Filipinas, com 8,9 mil toneladas (+10,8%), e para o Reino Unido, com 7,9 mil toneladas (+15,1%).
AGROLINK
Suínos: cotações acumulam mais quedas na terça-feira (9), principalmente em SP
Ontem o mercado de suínos registrou mais quedas nas cotações
De acordo com análise do Cepea/Esalq, a dificuldade em escoar a carne no mercado interno, devido aos recentes altos preços, tem travado as negociações, pressionando os valores do animal. Assim, as cotações do vivo recuaram nos últimos dias na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Por outro lado, as vendas da proteína suína brasileira ao exterior aumentaram em fevereiro, depois de recuarem em novembro e dezembro de 2020 e em janeiro deste ano. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF sofreu queda de 7,41%/6,90%, chegando a R$ 125,00/R$ 135,00, enquanto a carcaça especial desvalorizou em, pelo menos, 1,00%, atingindo R$ 9,90/R$ 10,20 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (8), houve recuo de 4,18% em São Paulo, alcançando R$ 7,56/kg, desvalorização de 1,89%, cotado em R$ 7,28/kg, baixa de 1,54% no Paraná, atingindo R$ 7,04%, retração de 1,53% em santa Catarina, valendo R$ 7,08/kg, e de 1,40% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 7,06/kg.
CEPEA/ESALQ
Mercado do frango tem alta de preços em São Paulo na terça-feira (9)
Ontem foi dia de cotações estáveis ou em alta para o mercado de frango
De acordo com análise do Cepea/Esalq, a procura por carne de frango se elevou neste início de março no mercado interno, favorecida pela alta competitividade da proteína frente às principais concorrentes. Apesar da melhora das vendas na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, as recentes limitações às atividades não essenciais preocupam o setor. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, o preço da ave na granja subiu 2,17%, chegando a R$ 4,70/kg, e o frango no atacado teve valorização de 2,61%, atingindo R$ 5,90/kg. No caso do animal vivo não houve mudanças de preço, valendo R$ 4,40/kg em São Paulo, R$ 4,80/kg no Paraná e R$ 3,21/kg em Santa Catarina. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (8), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com preços estáveis, cotadas, respectivamente, em R$ 6,38/kg e R$ 6,40/kg.
CEPEA/ESALQ
USDA: Produção de carne suína na China deve subir 14% em 2021
Nível fica abaixo de época pré-PSA. Apesar de aumento na produção da proteína, os preços da carne no país devem seguir em patamares altos
Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a recuperação do plantel de suínos da China em 2021 será impulsionada por maiores estoques de matrizes e altos preços da carne suína. A produção da proteína deve subir 14% este ano, mas deve ficar em níveis vistos antes de a Peste Suína Africana (PSA), limitada por foco de doenças animais e baixas taxas de produtividade de matrizes. O Departamento aponta que os preços domésticos da carne suína vão encorajar a expansão das operações em fazendas de suínos e fortes importações. “O aumento na produção foi estimulado por empresas maiores que centralizam a produção, modernizam instalações e implementam medidas de biossegurança. O abate de suínos na China em 2021 está previsto para chegar a quase 600 milhões de cabeças”. A carne suína importada a preços competitivos e outros produtos suínos continuarão sendo importantes componentes da oferta chinesa de carne suína. As importações da proteína em 2021 devem chegar a 4,5 milhões de toneladas, visto que os consumidores estão cada vez mais receptivos a carne de porco resfriada ou congelada. Este volume representa uma queda de 15% em relação à quantia importada pelo gigante asiático em 2020
USDA
Exportações de carne suína cresceram 20,3% em fevereiro
As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram em fevereiro alta de 20,3%, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
Ao todo, foram exportadas 81,1 mil toneladas no mês, contra 67,4 mil toneladas registradas no mesmo período de 2020. A receita das vendas de fevereiro totalizou US$ 185,7 milhões, número 19,9% maior em relação ao segundo mês de 2020, com US$ 154,9 milhões. No total do primeiro bimestre, as vendas de carne suína alcançaram 144,2 mil toneladas, volume 6,12% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, com 135,9 mil toneladas. A receita dos dois primeiros meses de 2021 totalizou US$ 332,3 milhões, número 4,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 319,1 milhões. Principal destino das exportações brasileiras, a China importou em fevereiro 41,6 mil toneladas, volume 34% superior ao registrado no mesmo período de 2020. Também se destacaram no mês as vendas para o Chile, com 4,5 mil toneladas (+73,5%), Angola, com 3,4 mil toneladas (+7,4%), Singapura, com 3,3 mil toneladas (+43,8%) e Argentina, com 2 mil toneladas (+15%). No levantamento por estado, Santa Catarina segue como principal exportador, com 40,7 mil toneladas embarcadas em fevereiro (+16,3% em relação a fevereiro de 2020). Em segundo lugar, o Rio Grande do Sul exportou 21,3 mil toneladas (+30%). No terceiro lugar, o Paraná embarcou 11,3 mil toneladas (+22,4%)
ABPA
INTERNACIONAL
China eleva importação de carnes em quase 30% em janeiro e fevereiro
A China importou 1,6 milhão de toneladas de carne nos primeiros dois meses do ano, mostraram dados de alfândegas no domingo, com alta de 27,6% na comparação anual, à medida que o país, principal consumidor de proteína animal do mundo, buscava criar estoques para lidar com escassez no mercado doméstico
Os embarques cresceram frente aos 1,26 milhão de toneladas do mesmo período do ano anterior com a China vendo sua produção de carne suína, a mais consumida, ainda afetada pelos surtos de peste suína africana iniciados em 2018. A produção de carne de porco da China caiu 3,3% em 2020, depois de ter desabado 21% no ano anterior, impulsionando as importações para um nível recorde, impactadas também por quarentenas adotadas contra a disseminação da Covid-19. Os preços domésticos da carne suína na China caíram em outubro, mas depois subiram fortemente no final de novembro, com perspectivas de chegada do feriado de Ano Novo Lunar em fevereiro, o que tornou mais atrativa a carne importada. Com uma retomada de doenças em suínos durante o inverno, houve aumento nos níveis de abate de animais, com fazendeiros enviando porcos mais leves para o mercado devido a preocupações com surtos da peste.
Money Times
PSA: a doença que exterminou milhões de suínos está voltando à Ásia
Novos surtos foram relatados na China e no Vietnã este ano, e a doença chegou até mesmo às costas da Malásia. Enquanto novos casos estão espalhados e isolados, eles alertaram os governos de que o vírus está vivo e bem e que pode haver consequências terríveis se não for mantido sob controle
A China, lar de metade dos suínos do mundo, é a região mais atingida pela peste suína africana desde que relatou seu primeiro surto em 2018. Mais casos do vírus, que o país pensava estar sob controle, foram encontrados em lugares como Hebei, Henan, Sichuan, Yunnan e Xinjiang. Hong Kong também relatou um caso em uma fazenda. O último surto inclui novas variantes que são mais brandas, mas mais difíceis de detectar, lançando dúvidas sobre a meta do governo de alcançar uma recuperação total do rebanho até meados do ano. Há expectativas de que os preços da carne suína na China, um dos principais determinantes da inflação, possam permanecer altos por um longo período, enquanto as importações de carnes continuam subindo para novos recordes. Lin Guofa, analista sênior do Bric Agriculture Group, estima que o declínio na capacidade de criação de suínos será limitado a 10% este ano porque a doença está confinada às regiões do norte e a situação é relativamente estável em outros lugares. O Vietnã abateu cerca de 2.000 porcos este ano até o final de fevereiro, após pequenos surtos de peste suína africana, de acordo com o Ministério da Agricultura, que disse que a situação ainda está sob controle. Mais de 20 regiões em todo o país relataram novos surtos. A população de suínos do país era de 27,3 milhões no final de dezembro, ou 89% do total registrado antes da doença atacar em 2019 e resultou na perda de quase 6 milhões de porcos. A Malásia teve seu primeiro surto de peste suína africana no mês passado e disse que 3.000 porcos no estado de Sabah seriam sacrificados. As investigações começaram após a morte de um javali e se estenderam depois que amostras de laboratório confirmaram o vírus em outros porcos. Isso incluiu o porco barbudo de Bornéu, uma raça classificada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza. A Coreia do Sul, que não registra um surto desde outubro, disse que reforçará as medidas preventivas antes da temporada de reprodução dos javalis, de abril a maio. Porcos selvagens rebeldes têm sido os principais culpados na propagação da doença da fronteira norte do país para fazendas locais. No final de fevereiro, o país reforçou a quarentena de fronteira em meio aos relatos de novos casos em outras partes da Ásia, de acordo com o ministério da agricultura.
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