CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1424 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2021

abra

Ano 7 | nº 1424| 15 de fevereiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi Gordo: Estabilidade de preços para os machos e queda para as fêmeas, por Scot Consultoria

Visto que parte das indústrias frigoríficas paulistas está com boiadas escaladas para atender a próxima semana, o cenário da sexta-feira foi de calmaria. Com isso, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na comparação feita dia a dia, negociada em R$ 302,00, preço bruto e a prazo

Os preços da vaca e da novilha gordas, porém, recuaram R$ 3,00/@ na comparação diária, negociadas, respectivamente, em R$ 282,00/@ e R$ 292,00/@, preços brutos e a prazo, recuo de 1,1% e 1,0%, nesta ordem. O consumo doméstico devagar, associado à relativa melhor oferta de carne pelos frigoríficos de grande porte, fizeram com que a cotação da carne com osso caísse. As cotações das carcaças do animal castrado e inteiro caíram 1,6% e 2,3% na comparação com a última quarta-feira (10/2), e estão sendo negociadas em R$ 18,30/kg e R$ 17,64/kg. A queda mais acentuada ficou por conta do traseiro 1×1 do bovino castrado que, em comparação com a última quarta-feira, caiu 2,5% ou R$ 0,55/kg, sendo a peça negociada por R$ 21,25/kg. O mercado está travado, com a maior parte das negociações ocorrendo em cargas menores pela dificuldade de venda nos elos finais da cadeia.

SCOT CONSULTORIA

Preço do boi gordo estaciona em R$ 304 pelo 3º dia consecutivo

Após sequência de altas na última semana, o mercado do boi gordo não apresentou mudanças significativas nos últimos dias

O mercado físico de boi gordo teve preços estáveis na sexta-feira, 12. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos tentaram exercer alguma pressão sobre os pecuaristas por baixas nos preços, mas sem êxito até o momento. A oferta de animais terminados no geral é restrita, resultando em dificuldades na composição das escalas de abate. “Resta um grande questionamento de qual vai ser o comportamento da indústria frigorífica no retorno do feriado, uma vez que as negociações não devem fluir de maneira satisfatória neste período. A demanda doméstica enfraquecida segue como grande limitador de movimentos mais robustos de alta, com um processo de transferência de demanda bastante evidente neste início de ano, com a carne de frango ganhando fatias de mercado em detrimento da carne bovina”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304 – R$ 305. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 295. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 302 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. “O ambiente de negócios ainda sugere por pouco espaço para reajustes, avaliando a incapacidade do consumidor médio em absorver novos reajustes da carne bovina no varejo.”, disse Iglesias. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,60 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Real fecha semana atrás de pares em meio a persistente ruído fiscal

O dólar fechou em leve queda na sexta-feira, dia mais fraco nas negociações de forma geral e com investidores evitando grandes mudanças de posicionamento antes do feriado bancário que manterá os mercados domésticos fechados durante o Carnaval

O dólar spot caiu 0,26%, a 5,3739 reais na venda. Na semana, a moeda norte-americana perdeu 0,21%. Em fevereiro, a divisa cai 1,91%, mas sobe 3,51% no acumulado do ano. O real ficou para trás em relação a seus pares latino-americanos, numa semana marcada no mercado doméstico por ruídos de ordem fiscal, com mais pressão por volta do auxílio emergencial, o que ofuscou a aprovação da autonomia formal do Banco Central pela Câmara dos Deputados. Na noite da véspera, o presidente Jair Bolsonaro reclamou, em transmissão pelas redes sociais, que o mercado fica “irritadinho” com declarações dele, em meio à admissão do governo que vai topar uma nova etapa do auxílio emergencial. “A fala do presidente provavelmente denota que algo não muito responsável em termos fiscais pode surgir no horizonte de curto prazo”, disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. O reconhecimento por Bolsonaro da necessidade de mais ajuda se estendeu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que condicionou a volta do benefício à aprovação pelo Congresso de uma PEC do Orçamento de Guerra. O mercado de câmbio permanecerá fechado na segunda e terça, com retorno das operações às 13h (de Brasília) da quarta-feira.

REUTERS

Ibovespa fecha com queda discreta por cautela antes de feriadão

O IBOVESPA fechou com um declínio discreto na sexta-feira, reflexo de cautela diante de um fim de semana prolongado em razão do feriado na próxima semana, com agentes financeiros repercutindo também uma bateria de balanços

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,05%, a 119.241,37 pontos, acumulando perda de 0,8% na semana, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro nesta sexta-feira somava 23 bilhões de reais.

REUTERS

Valor Bruto da Produção pode atingir R$ 1 trilhão até o fim deste ano

Houve acréscimo de 11,8% em relação ao ano passado. Os preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos e as boas previsões para a safra deste ano foram fatores decisivos para o resultado

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 1,002 trilhão para este ano de 2021. Houve um acréscimo real de 11,8% em relação ao ano passado (R$ 896,7 bilhões).  As lavouras projetam valores de R$ 688,4 bilhões e a pecuária de R$ 314,5 bilhões. O acréscimo em relação ao ano de 2020 foi de 15,2% nas lavouras e 5,1% na pecuária. “Dois fatores são decisivos para este resultado: preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos e boas previsões para a safra deste ano”, analisa José Garcia Gasques, Coordenador da Pesquisa do VBP. Desempenho favorável vem sendo apresentado pelo amendoim, com acréscimo de 4,9% no faturamento, arroz 9,6%, batata-inglesa 6,8%, cacau 14,9%, laranja 5,9%, mandioca 5,6%, milho 23,2% e soja 30,3%. Na pecuária, os destaques são os aumentos de 9,9% no VBP de carne bovina, 22,5% na carne de frango e 5% em leite. Os maiores valores do VBP são os de milho com R$ 126 bilhões e soja R$ 326,8 bilhões.  Um grupo importante de produtos tem apresentado queda no valor da produção, são eles: café (-28,4%), cana-de-açúcar (-1,8%), tomate (-7%), trigo (-3,7%), e ovos (-10,1%). De acordo com Gasques, esses recuos nesses produtos é uma combinação de preços mais baixos e produção menor. Os cinco produtos que lideram o VBP são soja, milho, cana-de-açúcar e algodão, que representam 83,3% do VBP das lavouras.  “Tomando alguns estados, onde a soja é o produto mais relevante, nota-se que em Mato Grosso, essa cultura representa 61,5% do VBP das lavouras; no Paraná 58%, e no Rio Grande do Sul, 64%. Na região do Matopiba, que compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a soja representa 43,4% do faturamento da região” explica Gasques.

MAPA

TRIBUTAÇÃO

Tratamento de resíduos gera crédito de Cofins

Empresas podem pedir administrativamente os créditos dos últimos cinco anos

A Receita Federal admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de tomada de créditos de PIS e Cofins, pelas empresas no regime não cumulativo, sobre os gastos com tratamento de efluentes, resíduos industriais e águas residuais, considerados indispensáveis à viabilização da atividade empresarial. O entendimento está na Solução de Consulta nº 1, editada em janeiro pela Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), que vincula toda a fiscalização. A consulta foi apresentada por uma empresa do setor de curtimento e preparação de couro. Porém, segundo o advogado tributarista que assessora o contribuinte, Gilberto Luiz do Amaral, sócio do Amaral, Yazbek Advogados, esse mesmo raciocínio vale para indústrias e prestadores de serviços que são obrigados por lei a fazer o tratamento de resíduos. Entre eles, os setores alimentício e farmacêutico. No pedido, a indústria de couros afirma que, em razão da atividade que exerce, são gerados efluentes (resíduos) no processo de recurtimento, estiragem e secagem do couro, que vão para o sistema de tratamento. E que esse processo é indispensável para o funcionamento da produção e acabamento do couro de forma sustentável e não danosa ao meio ambiente, em cumprimento à legislação ambiental. Sem a adoção de medidas de preservação do meio ambiente, como o tratamento de efluentes, acrescenta a empresa, não pode obter licenciamento para o exercício de suas atividades, conforme prevê o artigo 2º, parágrafo 1º, e anexo 1 da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 237, de 1997. Por fim, destaca, de acordo com a Lei nº 9.605, de 1998, a emissão indevida de efluentes é tipificada como prática criminosa, que acarreta inclusive a vedação do exercício da atividade por parte da empresa. Na análise do caso, a Receita Federal levou em consideração o julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em repetitivo (REsp 1221170), que definiu o conceito de insumos para créditos de PIS e Cofins. Para os ministros, deve-se levar em consideração os critérios da essencialidade ou da relevância do bem ou serviço para a produção de bens destinados à venda ou para a prestação de serviços pela pessoa jurídica. Ao verificar as regulamentações do Conama, que obrigam o tratamento dos resíduos e o teor da Lei nº 9.605, que tipifica como crime quem não o fizer, a Receita Federal entendeu que seria o caso de considerar a atividade como insumo para a geração de créditos de PIS e Cofins. Empresas que estiverem exatamente na mesma situação podem pedir administrativamente os créditos dos últimos cinco anos.

Valor Econômico

FRANGOS & SUÍNOS

Lar planeja investir R$ 2,4 bi na avicultura e suinocultura paranaense até 2024

Até 2024, a Lar Cooperativa Agroindustrial e seus associados planejam investir cerca de R$ 2,4 bilhões na avicultura e na suinocultura do Paraná, informou a cooperativa na sexta-feira (12)

O anúncio pelo presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues. O total a ser investido compreende o período entre 2020 e 2024. “O objetivo é trabalhar em parceria e assegurar crescimento ao setor, novos empregos e melhorias na qualidade de vida em mais de 70 municípios”, disse a cooperativa em nota. Na oportunidade, Rodrigues apresentou demandas de melhoria ao governo do estado que visam acelerar o processo de desenvolvimento. Os principais pontos citados foram infraestrutura (viadutos, duplicação, acessos e pavimentação de estradas rurais), ampliação da oferta de rede de energia elétrica trifásica, continuidade dos programas de incentivos fiscais e implementação de alternativas para a produção de energia elétrica de fontes renováveis. Segundo o Presidente da Lar, que também é Presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), os investimentos trarão benefícios para o setor de aves paranaense, que é o maior exportador e produtor de carne de frango do país. “A Lar prevê o crescimento de 165% em sua avicultura nos próximos cinco anos. Por isso, precisamos ampliar, modernizar e tornar o segmento ainda mais competitivo. O governo vem fazendo um ótimo trabalho, mas podemos aperfeiçoar, investir em estradas e geração de energia elétrica, entre outros itens de infraestrutura”, disse o dirigente.  “Estamos investindo na produção de frangos e suínos, na integração, e nas indústrias das cidades-polo de Rolândia, Medianeira e Marechal Cândido Rondon”, disse.

CARNETEC

Preços estáveis ou em alta para o mercado de suínos na sexta-feira (12)

A sexta-feira (12) encerra a semana de negociações para o mercado de suínos com cotações estáveis ou em alta. De acordo com análise do Cepea/Esalq, os preços pagos ao produtor pelo suíno vivo voltaram a subir em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea

Segundo pesquisadores, as altas estiveram atreladas especialmente ao aumento na demanda por novos lotes de animais no mercado independente. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF fsubiu 5,60%/5,38%, cotada em em R$ 125,00/R$ 130,00, enquanto a carcaça especial ficou estável em R$ 10,20/R$ 10,40 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (11), ficaram estáveis os preços no Paraná e em São Paulo, valendo, respectivamente, R$ 6,61/kg e R$ 6,93/kg. Houve aumento de 1,76% em Minas Gerais, com preço de R$ 6,92/kg, alta de 0,61% no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 6,65/kg, e de 0,61% em Santa Catarina, fechando em R$ 6,63/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Pesquisa em 12 países da Europa mostra oposição a acordo com Mercosul por desmatamento

Sondagem realizada pelo YouGov mostra que, na média, 75% dos consultados em 12 países europeus concordam que a ratificação do acordo deve ser paralisada

Uma pesquisa realizada em 12 países europeus mostra que a opinião pública local é contrária a um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, a menos que seja contido o desmatamento na Amazônia. A sondagem realizada pelo YouGov mostra que, na média, 75% dos consultados em 12 países europeus concordam que a ratificação do acordo deve ser paralisada, até que o desmatamento seja interrompido. Apenas 12% apoiam a ratificação do tratado apesar do problema ambiental. A pesquisa mostra que a posição majoritária é encontrada em todos os países analisados e dentro de todos os grupos políticos. Eleitores conservadores, porém, tendem a apoiar mais a ratificação imediata em comparação aos demais. A pesquisa foi conduzida em Alemanha, França, Espanha, Portugal, Bélgica, Áustria, Holanda, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e também no Reino Unido. A oposição mais forte ao acordo com o Mercosul é encontrada em Alemanha, França, Portugal e Áustria. Atual presidente de turno da UE, Portugal lidera, com 85% de opiniões contrárias e 4% de indecisos sobre o tema. O Reino Unido, que deixou a UE recentemente, também foi incluído na pesquisa: no país, 79% são contrários ao acordo. Na Alemanha, são 75%, de acordo com a pesquisa, realizada com 12.073 pessoas entre 12 e 21 de janeiro.

AGÊNCIA ESTADO

Aumento de gado na Austrália permitirá crescimento nas exportações

As projeções da Meat & Livestock Australia sobre a evolução do censo bovino neste país mostram que ele está crescendo após dois anos nos níveis mais baixos dos últimos 25 anos

Em 2021, espera-se que cresça para 25,2 milhões de cabeças de gado após atingir 24,6 milhões de cabeças em 2020, o nível mais baixo desde 1990 devido à forte seca que o país experimentou. A melhoria das condições sazonais no sul da Austrália ao longo de 2020 e as chuvas de verão acima da média no norte da Austrália durante a estação chuvosa de 2020-2021 até agora devem produzir uma abundância de gramíneas em todas as principais regiões produtoras de gado da Austrália, exceto partes da Austrália Ocidental. O Gerente de Informações de mercado do MLA, Stephen Bignell, disse que 2021 representou uma nova fronteira para o mercado de gado australiano, com a combinação de rebanho reduzido, preços recordes e um mercado global tentando se recuperar da pandemia COVID-19. Bignell disse que, apesar das expectativas de redução do abate, a produção doméstica de carne bovina deve permanecer inalterada em 2,1 milhões de toneladas, semelhante a 2020 e aos níveis registrados em 2017, que também foi uma recuperação do censo anual. Bignell disse que as exportações de carne bovina devem aumentar 2% em 2021, para 1,1 milhão de toneladas, passando para 1,2 milhão de toneladas em 2023. Por outro lado, as exportações australianas de gado vivo para 2021 deverão ser de 960.000 cabeças, 9% menos do que em 2020.

Eurocarne

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3289 7122

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment