
Ano 7 | nº 1423| 12 de fevereiro de 2021
NOTÍCIAS
Estabilidade na cotação do boi gordo já dura nove dias nas praças paulistas
O consumo doméstico comedido e a oferta de gado escassa têm ditado a constância nos preços do boi gordo
O consumo doméstico comedido e a oferta de gado escassa têm ditado a constância nos preços do boi gordo em São Paulo. Pelo nono dia consecutivo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na comparação feita dia a dia, negociada em R$302,00, preço bruto e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. Os preços da vaca e da novilha gordas também seguiram estáveis na comparação diária, negociadas, respectivamente, em R$285,00/@ e R$295,00/@, preços brutos e a prazo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo: migração para carnes suína e de frango segura alta nos preços
Mesmo com uma maior fluidez dos negócios, os frigoríficos não conseguem exercer pressão sobre o mercado, diante da oferta restrita
O mercado físico de boi gordo teve preços estáveis na quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mesmo com uma maior fluidez dos negócios os frigoríficos não conseguem exercer pressão sobre o mercado, consequência de um ambiente ainda pautado pela restrição de oferta. “O grande limitador para movimentos mais agressivos de alta nos preços do boi gordo segue nas incertezas envolvendo a demanda, com os preços da carne bovina em um patamar bastante proibitivo para o consumidor médio. Esse quadro leva os frigoríficos a encontrarem dificuldade em repassar os custos da matéria-prima ao longo da cadeia produtiva”, assinala Iglesias. Os números de exportação da primeira semana de fevereiro também deixaram o mercado em alerta, uma vez que a receita das exportações ainda oferece uma margem satisfatória aos frigoríficos habilitados a embarcar, principalmente para a China. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304 – R$ 305. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294, estável. Em Cuiabá, o preço ficou em R$ 295. Em Uberaba, Minas Gerais, a arroba do boi gordo foi negociada por R$ 302 a arroba.
AGÊNCIA SAFRAS
Abate de bovinos no Brasil recua mais de 10% no 4º tri; aves e suínos têm alta
A indústria brasileira de carne bovina abateu 7,25 milhões de cabeças de gado no quarto trimestre, queda de 10,3% em comparação ao mesmo período de 2019 e uma redução de 5,8% em relação ao trimestre anterior, com o país lidando com uma menor oferta de animais terminados em meio à forte demanda para exportação
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção somou 1,96 milhão de toneladas de carcaças bovinas, uma queda de 6,5% ante o quarto trimestre de 2019 e diminuição de 4,6% em relação ao período anterior. Enquanto isso, os preços têm renovado recordes no mercado brasileiro, operando recentemente acima de 300 reais a arroba na média do Estado de São Paulo, com as cotações sendo influenciadas também pela forte demanda para exportação, especialmente da China. No caso do abate de suínos, o país registrou 12,10 milhões de cabeças no quarto trimestre, representando um aumento de 1,6% no comparativo anual e queda de 4,7% em relação ao terceiro trimestre. O peso acumulado das carcaças suínas registrou 1,08 milhão de toneladas, aumento de 1,7% em relação ao quarto trimestre de 2019 e queda de 7,8% em comparação com o trimestre anterior. O abate de frangos, por sua vez, somou 1,55 bilhão de cabeças no quarto trimestre, aumento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2019 e acréscimo de 2,5% ante o terceiro trimestre. O peso acumulado das carcaças foi de 3,57 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação ao quarto trimestre de 2019 e de 2,5% frente ao trimestre imediatamente anterior. Assim como a carne bovina, a indústria de aves e suínos também foi beneficiada por forte demanda externa.
REUTERS
Cai 23,9% volume de carne de Mato Grosso vendida no exterior
Mato Grosso teve queda considerável na venda de carne para diversos países, mês passado. O volume foi 23,94% menor no comparativo com dezembro, informa o Instituto Mato-grossense de Economia agropecuária (IMEA), no boletim semanal da pecuária
O total vendido para clientes no exterior foi de 31,98 mil toneladas em equivalente por carcaça (TEC) e representa o menor patamar observado desde junho de 2019. “Após apresentar níveis recordes em 2020, o Estado começou o ano com recuo de 3,31% ante janeiro do ano passado quando enviou 33,08 mil toneladas” e a redução ocorre “principalmente pelas quedas sazonais já esperadas das exportações para a China (-28,16%) –uma vez que o país tende a reduzir suas importações no início do ano pela proximidade do ano novo chinês, já que seus estoques são garantidos com antecedência”. Para o Oriente Médio houve queda de 17,13% “que historicamente também tende a comprar menos nesse período do ano. Contudo, além desses países, a Rússia foi o parceiro que apresentou o maior decréscimo, de -43,20% nesse mesmo comparativo. Vale lembrar que as compras do país russo não seguem uma tendência sazonal, mas sim esporádica”, conclui o IMEA. Para a União Europeia foi embarcada 1,6 tonelada, mesmo patamar do ano passado.
BEEF POINT
Boi sobe 40,8% mais que a carne em 2021
Segundo levantamento do Cepea, arroba bovina acumula valorização de 12,3% neste início de ano ante avanço de 8,72% no preço da carcaça casada
As dificuldades do atacado e do varejo em repassar a alta da arroba bovina ao consumidor final, observadas em 2020, têm se repetido neste início de ano, segundo apontam os números parciais de preços pagos pelo boi vivo e pela a carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), enquanto a arroba acumula valorização de 12,28% até a última quarta-feira (10/02), a carcaça casada avançou 8,72% no mesmo período – uma diferença de 40,8%. Segundo o centro de pesquisas, além do recuo das exportações nas primeiras semanas deste ano, a demanda doméstica da carne enfraquecida também contribui para conter o repasse da valorização do boi gordo para o consumidor final. Enquanto a arroba ficou cotada em R$ 299,95 na última quarta-feira (o equivalente a cerca de R$ 19,99 o quilo), a carcaça casada foi negociada a R$ 19,69 – trinta centavos mais barata.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar sobe 0,32% e fecha em R$ 5,38
Em mais um dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar teve leve alta depois de iniciar a sessão em queda
O dólar comercial encerrou a quinta-feira (11) vendido a R$ 5,388, com alta de R$ 0,017 (+0,32%). Na mínima do dia, por volta das 10h30, a cotação chegou a cair para R$ 5,33, mas voltou a subir durante a tarde, com o real descolando-se da maioria das moedas dos países emergentes e perdendo valor. Apesar da aprovação do projeto de lei que concede autonomia do Banco Central, os investidores continuam atentos a uma eventual recriação do auxílio emergencial. Ontem o Presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que a situação econômica está ficando “crítica” para a população e que o governo precisa definir uma posição “viável” para uma nova rodada do benefício. E uma pesquisa do IBGE mostrou que o setor de serviços teve queda de 7,8% no ano passado. O resultado negativo também contribuiu para a instabilidade do mercado.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com balanços robustos
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, embalado pelo noticiário corporativo, com Totvs disparando 8% após resultado trimestral sólido, enquanto Suzano subiu mais de 3% após lucro de quase 6 bilhões de reais
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,69%, a 119.254,63 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro no pregão somava 27 bilhões de reais.
REUTERS
Santander eleva estimativas para dólar, juros e inflação em 2021 por incerteza fiscal
O banco agora projeta que o dólar fechará o ano em 5,20 reais (4,60 reais antes). O IPCA aumentará 3,6%, ante 3,0% da projeção anterior. E a Selic terminará em 2021 em 4,00%, frente à taxa de 2,50% esperada antes
Os ajustes nos números têm como pano de fundo crescente pressão por uma reedição do coronavoucher, que passou a ser contemplada no cenário-base do Santander, no valor de 25 bilhões em gastos sociais fora do teto constitucional neste ano, com o programa custeado por créditos extraordinários e efeito fiscal compensado por reformas que neutralizam o impacto intertemporal sobre a dívida pública. O Santander piorou a estimativa para a taxa de câmbio também para 2022, que passou de dólar a 4,15 reais para 5,40 reais –o dólar fechou a quinta-feira em 5,3881 reais. Por outro lado, o banco manteve os prognósticos para Selic e inflação. “As projeções (de inflação) de 2021 e 2022 encontram-se um pouco abaixo da trajetória das metas centrais do BC (3,75% e 3,50%, respectivamente) e têm uma composição benigna. Contudo, o risco segue enviesado para cima, especialmente em 2021, em função de custos. No caso do PIB, houve manutenção do número previsto para 2021 (+2,9%), mas corte no crescimento estimado para 2022 (de 2,5% para 2,3%).
REUTERS
Serviços têm queda de 7,8% em 2020, no pior resultado desde 2012
Apesar de ter avançado 18,9% em seis meses de alta, o volume de serviços prestados ainda está 3,8% abaixo do patamar pré-pandemia; resultado confirma que o setor foi o mais afetado pela covid-19
A queda de 0,2% no volume de serviços prestados em dezembro ante novembro de 2020 quebrou uma sequência de seis meses de retomada, após o pior momento da crise causada pela covid-19, informou nesta quinta-feira, 11, o IBGE. O resultado veio dentro do esperado por economistas, confirmando que o setor de serviços, dado seu caráter eminentemente presencial, foi o mais afetado pela pandemia. Em 2020, o setor teve um tombo de 7,8% ante 2019, o pior resultado anual da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. Além disso, os seis meses de alta não foram suficientes para recuperar tudo que o setor de serviços perdeu entre março e maio, auge da pandemia. Diferentemente do que ocorreu com a indústria e o comércio varejista, o nível da atividade de serviços ainda estava em dezembro 3,8% abaixo do patamar registrado em fevereiro de 2020, antes da covid-19 se abater sobre a economia.
O ESTADO DE SP
Exportações do agronegócio somam US$ 5,67 bilhões em janeiro
As exportações do agronegócio foram de US$ 5,67 bilhões em janeiro deste ano, o que significou recuo de 1,3% na comparação com janeiro do ano passado (US$ 5,75 bilhões)
De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI/Mapa), a queda nas exportações de soja em grão, de quase meio bilhão de dólares, explica o recuo das exportações do agronegócio no mês de janeiro. Essa redução foi compensada, em grande parte, pelo aumento do valor exportado de quatro produtos: milho (+42,5% ou +US$ 148,96 milhões em valores absolutos), açúcar de cana em bruto (+35,6% ou + US$ 141,06 milhões em valores absolutos), café verde (+30,2% ou +US$ 108,05 milhões) e farelo de soja (+28,3% ou +US$ 99,17 milhões em valores absolutos). A queda nas exportações do agronegócio (-1,3%) em conjunto com o aumento das exportações dos demais produtos (+4,5%) fez com que a participação do agronegócio nas exportações brasileira declinasse de 39,6% em janeiro de 2020 para 38,3% em janeiro deste ano. As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, aumentaram 6,5%, passando de US$ 1,22 bilhão (janeiro/2020) para US$ 1,30 bilhão em janeiro de 2021. O saldo da balança resultou em US$ 4,37 bilhões. O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil teve aumento de 1,2% entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, enquanto o índice de quantum recuou 2,5%. De acordo com a análise da SCRI, esse comportamento já reflete o aumento dos preços internacionais das commodities ocorrido a partir de maio de 2020, e que continua no princípio de 2021. Por outro lado, a queda do índice de quantum das exportações do agronegócio brasileiro pode ser explicada pela forte queda da quantidade exportada de soja em grão, ocorrida em função do baixo estoque de passagem, do atraso no plantio da safra 2020/2021 em função da seca, e, posteriormente, do atraso nas áreas de colheita em decorrência das chuvas.
MAPA
EMPRESAS
Minerva Foods fecha acordo para fornecer produtos para a Salic
A Minerva Foods celebrou acordo para fornecimento de produtos para a Salic (UK) Limited, do fundo soberano da Arábia Saudita Salic, que é acionista da própria companhia. Pelo contrato, a Salic poderá comprar até 25 mil toneladas por ano em produtos da Minerva, a preços de mercado
Segundo a Minerva, o acordo fortalece a presença da empresa nos mercados do Oriente Médio e Ásia, que são responsáveis por mais de 60% da importação global de carne bovina. “Considerando os 3 primeiros trimestres de 2020, cerca de 55% das exportações de carne bovina da Minerva tiveram a região como destino”, explica a empresa. Foi celebrado ainda um memorando de entendimentos não vincunlante com a Salic para possível aquisição de ativos na Austrália e constituição de uma joint venture voltada para processamento de carne de ovinos e bovinos.
ESTADÃO CONTEÚDO
FRANGOS & SUÍNOS
Mercado de suínos com preços sustentados e subindo na quinta-feira (11)
As cotações no mercado de suínos tiveram altas ou estabilidade
De acordo com análise do Cepea/Esalq, os preços pagos ao produtor pelo suíno vivo voltaram a subir em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, as altas estiveram atreladas especialmente ao aumento na demanda por novos lotes de animais no mercado independente. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou com valor estável em R$ 125,00/R$ 130,00, enquanto a carcaça especial variou entre alta de 2,00% e queda de 0,97%, chegando a R$ 10,20/R$ 10,40 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (10), houve alta apenas no Paraná, 0,15%, valendo R$ 6,61/kg, e em Santa Catarina, ma ordem de 0,46%, cotado em R$ 6,59/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais (R$ 6,80/kg), Rio Grande do Sul (R$ 6,61/kg), e São Paulo (R$ 6,93/kg). A quinta-feira marcou mais uma semana de alta nos preços dos suínos vivos no mercado independente. A virada na curva de cotações, que até duas semanas atrás estava em queda, intriga lideranças do setor, que relatam que a demanda está começando a superar a oferta de animais para abate.
Cepea/Esalq
Frango vivo: novos ajustes beneficiam, a um só tempo, São Paulo e Minas Gerais
Frango vivo obteve o terceiro reajuste de preço do mês e do ano
Na quinta-feira (10), no interior paulista, o frango vivo obteve o terceiro reajuste de preço do mês e do ano. De dez centavos, como os dois anteriores. Foi comercializado por R$4,50/kg e, assim, apenas retornou ao mesmo valor que havia alcançado quase dois meses atrás, em meados de dezembro passado. Porém, ainda se encontra mais de 2% aquém dos R$4,60/kg que vigoraram por cinco semanas contínuas entre os meses de novembro e dezembro. Minas Gerais desencantou. Operando com a mesma cotação – R$4,25/kg – desde meados de dezembro (quase dois meses de vigência, sem qualquer alteração), também obteve reajuste de 10 centavos. Assim, operando agora em mercado firme, o frango vivo mineiro foi comercializado por 4,35/kg. O mercado permanece aquecido. E não só internamente, mas ao que tudo indica, também externamente. A carne de frango continua sendo distinguida pelo consumidor por sua competitividade frente à carne bovina e isso soma positivamente na demanda do produto. O setor pode novamente chegar aos valores recordes registrados no final do ano passado que não deve representar nenhum ganho, pois os custos permanecem elevados.
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