
Ano 7 | nº 1414| 01 de fevereiro de 2021
ABRAFRIGO NA MÍDIA
Trabalhadores de frigoríficos devem ser incluídos nos grupos prioritários de vacinação, diz ABRAFRIGO
Em ofício enviado na quinta-feira (29) aos Ministros da Saúde, General Eduardo Pazuello, e a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), está solicitando a inclusão dos trabalhadores em frigoríficos nos grupos prioritários para imediata vacinação
A entidade argumenta que o setor de frigoríficos já demonstrou, em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, que é um dos setores mais vulneráveis aos problemas criados pelo vírus Covid-19, tanto no que se refere a disseminação da doença como na paralisação de atividades essenciais. “A maior vulnerabilidade da indústria de carnes, em face do trabalho intensivo, ambientes fechados e climatizados, exige a intercessão dos ministérios junto às secretariais estaduais de saúde para que procedam a imediata vacinação desta classe industrial”, informa a ABRAFRIGO. Segundo a entidade, os trabalhadores industriais, principalmente os de setores essenciais como a produção de alimentos, já foram incluídos entre os grupos prioritários para vacinação no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra o Covid-19, em 25 de janeiro de 2021. A Lei 13.979, de fevereiro de 2010, que dispõe sobre medidas de enfrentamento do Covid-19 também pede a adoção imediata de medidas para preservar a saúde de trabalhadores em setores essenciais como os integrantes da cadeia de produção de alimentos.
AGÊNCIA REUTERS/PORTAL R7/ ECONOMIA UOL/G1 O GLOBO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGROEM DIA/PORTAL TERRA/CANAL RURAL/CARNETEC
Alta de ICMS afeta frigorífico menor
O pacote fiscal de João Doria terá um impacto menor para os exportadores de carne bovina, penalizando os frigoríficos menores que concentram as vendas no mercado doméstico. Grupos como JBS, Marfrig e Minerva, que obtêm boa parte do faturamento na exportação, podem usar o estoque de créditos de ICMS para abater a alta dos tributos, evitando o desembolso de caixa
“Tenho crédito de exportação. O efeito final no caixa é zero”, disse o executivo de uma grande indústria. No entanto, o uso dos créditos é apenas um alívio, mas não a solução. O problema é que, com o fim do benefício fiscal, alguns clientes pagarão mais caro pela carne, o que pode afetar as vendas. Além disso, a situação pode aumentar a desigualdade na indústria frigorífica. No ajuste fiscal do governo de São Paulo, a principal mudança para a cadeia da carne bovina é o fim do benefício fiscal na venda a estabelecimentos enquadrados no Simples – aqueles com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. A medida atinge os açougues em cheio, o que gerou duras críticas contra o governo. Na quarta-feira, representantes de distribuidores de carnes e açougues fizeram um protesto contra Doria, saindo do estádio Pacaembu até o Palácio dos Bandeirantes. Para os frigoríficos paulistas, o pacote fiscal também significa redução dos créditos de ICMS que poderão ser apurados. Até o ano passado, os frigoríficos se creditavam em 7%. Com a mudança, o crédito cai para 5,9% – inicialmente, o crédito outorgado havia diminuído para 5,6%, mas após a forte reação dos empresários contra o pacote fiscal, o governo Doria fez uma leve alteração. Entre executivos do setor frigorífico, ninguém economiza em críticas ao governador paulista e sobretudo ao secretário de Projetos, Orçamento e Gestão, Mauro Ricardo, arquiteto do pacote fiscal. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) divulgou nota em que afirma acompanhar com preocupação os recentes aumentos do ICMS no Estado de São Paulo para o setor de carne bovina. “O setor produtivo e os consumidores não possuem mais capacidade de arcar com aumentos de carga tributária, qualquer que seja a forma com que isso venha a ocorrer, como aumentos de alíquotas, fim de isenções, aumentos de bases de cálculos ou reduções de créditos outorgados”, disse a associação. Conforme a Abrafrigo, o argumento de que o motivo para o ajuste seria acabar com benefícios tributários para as empresas “também não reflete a realidade, haja vista que eventuais alterações na legislação com finalidade de aumentar a arrecadação tributária terá impacto direto sobre os custos de produção das empresas e sobre os preços finais pagos pelos consumidores”. A associação também afirmou que, diante das incertezas do cenário econômico atual, aumentos de tributação terão impactos sobre a saúde financeira das empresas, inibindo investimentos e levando a um aumento dos atuais níveis de desemprego. “No atual cenário (…) o necessário esforço de ajuste fiscal deve vir de outras frentes que não impliquem aumento da cobrança de impostos, especialmente com impactos que recaem mais intensamente sobre pequenas e médias empresas”. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesp), haverá menos crédito de ICMS outorgado à indústria, que passará de 7% para 5,9% na saída do produto da indústria, a partir do dia 1º de abril de 2021.
Valor Econômico
NOTÍCIAS
Sem espaço para novas altas, boi gordo estabiliza no Centro-Sul
As indústrias seguem com escalas de abate mais ajustadas, com o impacto da oferta restrita de animais disponíveis no mercado
O mercado físico do boi gordo encerra a semana com preços firmes em grande parte do Centro-Sul do país. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, algumas indústrias optam por se ausentar da compra de gado neste momento, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas no curto prazo. “De qualquer maneira ainda não há alívio nas escalas de abate, que ainda atendem entre três e quatro dias úteis. A oferta de animais terminados permanece restrita, dinâmica que tende a não mudar no curto prazo”, afirma. A expectativa é que volume mais expressivo de animais de safra esteja apto ao abate apenas em meados de março. “Como limitador de altas mais agressivas precisa ser citada a margem da indústria, bastante apertada, enfrentando grande dificuldade de repasse do adicional de custo de matéria-prima ao longo da cadeia produtiva”, indica. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 298/299, estável. Em Goiânia (GO), o valor também permaneceu inalterado, em R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba ficou em R$ 287. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 280, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços estáveis em R$ 295 a arroba. O atacado volta a se deparar com acomodação em seus preços. De acordo com Iglesias, mesmo o período de virada de mês ainda não é encarado com otimismo pela agroindústria, consequência do enfraquecimento da demanda durante o primeiro bimestre. “Além disso, os preços da carne bovina permanecem em patamar proibitivo, fazendo com que o consumidor médio siga em seu processo de migração, buscando proteínas mais acessíveis. A carne de frango se encaixa perfeitamente nesse contexto”, pondera Iglesias. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 20,80, por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. O corte dianteiro também permanece cotado a R$ 15,50, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Mercado firme do boi gordo em São Paulo
Nas praças paulistas, na comparação feita dia a dia, o cenário é de estabilidade tanto para machos quanto para fêmeas. Na região, o boi gordo está negociado em R$300,00/@, para vaca e novilha gordas os negócios estão ocorrendo em R$282,00/@ e R$290,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente
Na média mensal, a cotação do boi gordo apresentou variação positiva de 8,3% em relação a dezembro/20. Na região de Cuiabá (MT), a pouca oferta de gado resultou em ajustes positivos no fechamento da semana. Para o boi gordo e vaca gorda, a alta foi de R$1,00/@, e R$2,00/@ para a novilha gorda. Dessa forma, o boi gordo está sendo negociado em R$290,00/@, vaca e novilha gordas em R$280,00/@ e R$283,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.
Scot Consultoria
ECONOMIA
Real fecha 1º mês do ano na lanterna; mercado aguarda eleições no Congresso de olho em fiscal
O dólar fechou em alta na sexta-feira, chegando a superar 5,50 reais, puxado pela combinação de ambiente externo avesso a risco e ajustes na comunicação do Banco Central
O dólar subiu 0,77%, a 5,4786 reais na venda. A moeda oscilou entre 5,507 reais (+1,30%) e 5,4222 reais (-0,26%). Em janeiro, a moeda saltou 5,53%, maior alta mensal desde março de 2020 (+15,92%), no estouro da pandemia de Covid-19. A valorização ocorreu após dois meses seguidos de perdas: de 2,90% em dezembro e 6,82% em novembro. A fraqueza da divisa brasileira está associada, entre outros motivos, aos juros baixos, que deixam a moeda mais vulnerável a apostas de venda, num contexto de ampla incerteza sobre os rumos da política fiscal. O mercado considerou que declarações feitas na quinta pelo Diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, e pelo Presidente do BC, Roberto Campos Neto, esfriaram apostas em alta breve dos juros, o que acabou golpeando o real já na quinta e também nesta sexta. O dólar despencou 2,7% na terça-feira, quando a ata do Copom indicou um BC mais disposto a elevar a Selic. Nesta sexta, dados mostraram explosão do déficit primário em 2020 e dívida pública em um recorde perto de 90% do PIB. “Diante da perspectiva de menor crescimento e das incertezas fiscais, o real deve se manter pressionado neste início de ano”, disse o Bradesco em nota na qual rebaixou a perspectiva de expansão do PIB neste ano de 3,9% para 3,6%, citando o agravamento da pandemia. “Enquanto não for descartada a hipótese de um estímulo fiscal amplo em 2021, a moeda tende a se manter bastante descolada dos pares”, afirmou o banco privado, considerando, “por ora”, cenário-base em que a regra do teto será mantida e eventuais estímulos não comprometerão de maneira relevante a trajetória esperada para a dívida pública.
REUTERS
Bovespa tem maior queda diária desde outubro e termina janeiro no vermelho
Na sexta-feira (29), o principal índice da bolsa recuou 3,21%, a 115.067 pontos
O principal índice da Bolsa de Valores Braasileira, a B3, fechou em queda de 3,21%, a 115.067 pontos, na sexta-feira (29). Essa foi a maior queda diária desde o recuo de 4,25%, em 28 de outubro. Com o resultado, a Bovespa terminou janeiro com queda de 3,32%. Na semana, o recuo foi de 1,97%. O último pregão do mês teve como pano de fundo fortes perdas em Wall Street, na esteira de dados menos animadores sobre a eficácia da vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson, além de desconforto com a disputa entre fundos de investimentos e investidores de varejo. No cenário nacional, o resultado da Bovespa foi impactado pelo aumento das preocupações com ruídos políticos e riscos fiscais no país. O mercado de ações dos EUA, já aparentando estar sobrevalorizado depois de um rali liderado por estímulos no ano passado, foi sacudido esta semana por ganhos acentuados em ações extremamente vendidas, incluindo Gamestop e AMC Entertainment, depois que os operadores de varejo entraram nelas. As preocupações com o potencial dano econômico de uma nova cepa do coronavírus na Europa e os atrasos na distribuição de vacinas também abalaram o sentimento nos últimos dias. No cenário local, as contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram um déficit primário de R$ 702,950 bilhões em 2020 (9,49% do PIB), segundo informações divulgadas na sexta-feira (29) pelo Banco Central. “Mas as preocupações com o aumento do número de casos de Covid-19 e seus desdobramentos em vários países seguem pesando sobre os negócios”, apontou em relatório o departamento de pesquisa econômica do Bradesco.
G1
Bloqueios de caminhoneiros em estradas ainda são esparsos pelo país
Paralisação da categoria está programada para esta segunda-feira
Alguns poucos pontos de bloqueio em estradas estão se confirmando na manhã desta segunda-feira, dia anunciado de paralisação dos caminhoneiros, conforme informações que circulam em grupos da categoria. A Rodovia Castelo Branco está parada no km 30, mas a Raposo Tavares é sugerida como alternativa pelos próprios motoristas, por estar sem barreiras. Em Jaboatão dos Guararapes (PE), os caminhoneiros estão parados e os petroleiros forneceram café da manhã para a categoria. Em Feira de Santana (BA), nada, nenhum bloqueio foi registrado até o momento. Nos grupos de WhatsApp, alguns motoristas enviam áudios exaltados, dizendo que a categoria não cumpriu o combinado. Alguns respondem que, se a multa por ficar parado na estrada for paga pelo movimento, param o caminhão onde for necessário.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Unidade da Marfrig em Bagé (RS) recebe autorização para exportar carne bovina aos EUA
Plantas da companhia em São Gabriel (RS), Bataguassu (MS) e Promissão (SP) já tinham a liberação para embarque
A unidade da Marfrig em Bagé (RS) recebeu autorização para exportar carne bovina aos Estados Unidos. A liberação aconteceu após uma auditoria na planta ter atestado o cumprimento do protocolo sanitário exigido pelo país, divulgou a empresa. “Essa habilitação representa uma oportunidade para ampliar a exportação para EUA e outros mercados que são guiados pelo mesmo protocolo”, afirma Alisson Navarro, Diretor de Exportação da Marfrig, em nota.
VALOR ECONÔMICO
Frigol aposta em valor agregado para crescer
Para o atual ano, além da exportação, que deve representar 50% das vendas, ante 44% em 2020, está investindo na rede de distribuição no Brasil com foco em produtos de maior valor agregado
A Frigol espera fechar 2021 com faturamento 25% maior, de cerca de R$ 3 bilhões. A empresa já vem de bons resultados em 2020, com aumento de receita de quase 30%. Para o atual ano, além da exportação, que deve representar 50% das vendas, ante 44% em 2020, está investindo na rede de distribuição no Brasil com foco em produtos de maior valor agregado. Entre as apostas estão a ampliação do portfólio de produtos, programa de televendas e a recém-lançada plataforma de e-commerce B2B, voltada para empresas do comércio de alimentos. Diversificar mercados é a meta. Em 2020, a China (incluindo Hong Kong) representou cerca de 75% das exportações da Frigol. O segmento de carnes especiais e industrializados hoje representa 25% das vendas no mercado interno, e o plano é aumentar em 30% essa contribuição, afirma Marcos Câmara, CEO da empresa. O interesse por carnes processadas cresceu na pandemia, com mais pessoas em suas casas. Para a Frigol, a aposta no segmento busca melhorar as margens de lucro em um cenário de custo alto da matéria-prima e dificuldade de repasse em produtos in natura. “Temos que criar valor alcançando novos nichos”, diz o executivo. A Frigol tem duas unidades de carne bovina habilitadas para embarcar à China, em Lençóis Paulista (SP) e Água Azul do Norte (PA), e aguarda a liberação de uma terceira, em São Félix do Xingu (PA). Com esta última, o objetivo principal é atender Israel. “As plantas em Lençóis e Água Azul estão focadas no país asiático. Já a de São Félix está voltada ao mercado kosher, e a de Cachoeira Alta (GO), para o mercado interno e outros mercados alternativos de exportação”, conta Câmara. Diversificar mercados é a meta. Em 2020, a China (incluindo Hong Kong) representou cerca de 75% das exportações da Frigol. Neste ano, o volume enviado ao país deve se manter ao redor de 40 mil toneladas, mas a participação chinesa tende a cair para 60% a 65%. “A intenção não é tirar o pé da China, mas aumentar a participação em outros mercados, de maneira a diluir o peso do país nas exportações, mas sem redução nominal dos embarques para lá”, enfatiza Câmara. A empresa quer ganhar espaço principalmente no Oriente Médio e na América do Sul.
O ESTADO DE SP
JBS INVESTE em Jaguariúna(SP)
Com investimento de R$ 60 milhões, a unidade da JBS em Jaguariúna (SP) coloca em operação neste mês uma nova área, que deve elevar em 67% a produção de mortadela defumada da linha Seara Gourmet
“Estamos tendo sucesso na estratégia de investir em produtos premium, de valor agregado”, conta Ricardo Santini, Diretor Industrial de Alimentos preparados da Seara. “O mercado está crescendo.” Santini diz que a pandemia de covid-19 e a alta dos custos tiveram efeito limitado sobre a categoria de produtos premium e que não vê necessidade de repasse aos preços neste momento. “Esses itens têm boa margem”, explica.
O ESTADO DE SP
FRANGOS & SUÍNOS
Alemanha vai abater 20 mil perus com gripe aviária
Caso é o mais recente da doença na Europa, que registrou uma série de surtos nos últimos meses
Cerca de 20 mil perus serão abatidos depois que a gripe aviária foi encontrada em mais uma granja de produção de aves na Alemanha, disseram autoridades à agência Reuters. A gripe aviária do tipo H5N8 foi confirmada em uma fazenda na área de LudwigslustParchim, no estado oriental de Mecklenburg-Vorpommern, disse a autoridade do governo local de Ludwigslust-Parchim.
VALOR ECONÔMICO
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
POWERED BY EDITORA ECOCIDADE LTDA
041 3289 7122
https://www.facebook.com/abrafrigo/

