CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1401 DE 13 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1401| 13 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Alta nos preços da arroba da vaca e novilhas gordas

Em São Paulo a arroba do boi gordo manteve-se estável na última terça-feira (12/1) na comparação dia a dia. A referência ficou em R$279,00, preço bruto e à vista

Para bois jovens que atendem às exportações houve negócios até R$11,00/@ acima do preço de referência. Apesar da estabilidade nos preços do boi gordo, a oferta enxuta elevou os preços das fêmeas pelo segundo dia consecutivo. As cotações da vaca gorda e novilha gorda subiram R$3,00/@ no comparativo diário e, com isso, passaram a ser negociadas em R$265,00/@ e R$273,00/@, respectivamente, preço bruto e à vista, no estado.

Scot Consultoria

Boi gordo dispara no mercado interno e arroba chega a R$ 290

A oferta restrita de animais segue ditando o ritmo dos negócios neste início de ano, cenário que deve se manter até março, segundo analista

O mercado físico de boi gordo intensificou o movimento de alta nos preços na terça-feira, 12. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda é regido por um quadro de oferta anêmica em grande parte do país e, nessas condições, torna-se compreensível a dificuldade que os frigoríficos enfrentam na composição de suas escalas de abate. No geral, o movimento de alta é muito agressivo neste início de ano. Resta saber, conforme Iglesias, qual será a reação dos frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico, uma vez que a margem operacional está bastante apertada. “A expectativa é que haja algum avanço da oferta a partir de meados de março, quando os animais de pasto devem estar aptos ao abate”, diz Iglesias. Em São Paulo, os preços apresentam consistente movimento de alta. Na região de Presidente Prudente, há relatos de negócios realizados a R$ 300 por arroba, com prazo de 30 dias para pagamento. Para animais destinados ao mercado doméstico, há relatos de negócios em até R$ 290 a arroba. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 287, contra R$ 280 a arroba na segunda, 11. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 275, contra R$ 270. Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 269 para R$ 274. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 265, contra R$ 258 a arroba na segunda-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 285 ante R$ 275 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina tiveram um dia de acomodação. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por pontual alta dos preços. Mas o ponto de inflexão permanece na demanda doméstica, uma vez que o consumidor médio está descapitalizado, avaliando a incidência de despesas corriqueiras a essa época do ano, como o IPVA, IPTU a compra do material escolar. “Somado a isso, precisa ser considerado o término do auxílio emergencial que altera a dinâmica do consumo de base, assinala Iglesias. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

China importa menos carne

Os chineses começam a se recuperar dos efeitos da peste suína africana. Neste ano, importarão 8,3 milhões de toneladas de carnes de boi, de porco e de frango, com redução de 6%, em relação ao volume do ano anterior

As maiores compras externas continuam no setor de suínos, previstas em 4,6 milhões de toneladas, 11% mais. As importações de carne bovina ficam estáveis, em 2,8 milhões, enquanto as de frango recuam 7%, para 925 mil toneladas. As estimativas são do Usda, divulgadas na terça-feira (12). Após preços recordes da carne no segundo semestre, os suinocultores paulistas tiveram uma redução no poder de compra de insumos no final de ano, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Em dezembro, um quilo de carne suína correspondia a 5,95 quilos de milho e a 2,87 quilos de farelo de soja. Esses números representaram queda de 17% e 19%, respectivamente, em relação aos de novembro.

FOLHA DE SP

Aumento nas exportações brasileiras de carne bovina na primeira semana de janeiro/21

Na primeira semana de janeiro/21, o Brasil exportou 40,68 mil toneladas de carne bovina in natura

O volume médio embarcado diariamente foi de 8,14 mil toneladas e o faturamento foi de US$183,39 milhões, ou US$36,67 milhões na média diária (Secex). Em relação a janeiro do ano passado, houve incremento de 53,1% no faturamento total e de 43,5% na média diária exportada. O preço pago pela tonelada, porém, caiu 6,3%, passando de US$4.808.60 para US$4,508 por tonelada.

Scot Consultoria 

Árabes importam menos carne bovina brasileira em 2020

Os três principais países árabes compradores de carne bovina brasileira tiveram queda no volume importado em 2020, frente a 2019 

No ano, o Egito foi o segundo maior comprador de carne bovina brasileira, com 127.953 toneladas. O volume, no entanto, representou queda de 23% em relação a 2019. A Arábia Saudita, sexto no ranking geral, com 41.067 toneladas, também teve queda de 4,4% no volume comparado a 2019. Na sequência estão os Emirados Árabes Unidos, com 40.860 toneladas, queda de 44,2% no volume comprado em 2020 frente ao ano anterior. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) nesta sexta-feira (08), a partir da compilação de informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Decex) do Ministério da Economia. Para 2021, a associação espera que haja crescimento nas importações de mercados como o dos países árabes. Para isso, a Abrafrigo aposta na melhora da economia mundial impulsionada pelo início da vacinação contra a covid-19. No total, o crescimento previsto para as exportações de carne bovina brasileira é de 5%. No total, as exportações de carne bovina do Brasil ultrapassaram 2 milhões de toneladas no ano. O número é recorde no setor, e o resultado foi um crescimento de 8% em volume e de 11% na receita do ano passado frente a 2019. A China, somando as compras pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong, foi a grande responsável pelo recorde, importando sozinha 1.182.672 toneladas. A receita gerada foi de US$ 5,1 bilhões, o que significou aumento nas compras de 58,6% em volume e de 60,7% na receita obtida com as compras do produto brasileiro. No mês de dezembro, o volume exportado pelo Brasil foi de 168.156 toneladas, 3% menor do que o mesmo mês de 2019. Ainda em dezembro de 2020, a receita foi de US$ 741 milhões, com queda de 12% frente ao mesmo período do ano anterior.

ANBA

ECONOMIA

Dólar tem queda de 3,3% com realização de lucros

Um forte movimento de realização de lucros ditado pelo exterior levou o dólar à maior queda em dois anos e meio na terça-feira, com a moeda devolvendo em apenas um dia mais da metade do ganho acumulado nas primeiras sessões de 2021

O dólar à vista caiu 3,32%, a 5,3208 reais na venda, na maior baixa percentual diária desde 8 de junho de 2018 (-5,59%). A moeda brasileira era seguida no dia por rublo russo (+1,9%), rand sul-africano (+1,8%), peso mexicano (+1,3%) e dólar australiano (+1%) –divisas de risco e que, portanto, se beneficiam de expectativas de crescimento econômico. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, considerou que a maior parte da baixa do dólar nesta sessão veio do exterior, onde a moeda caía de forma generalizada depois de um rali nos primeiros dias do ano. “Existe a perspectiva de mais estímulo global e isso é positivo para mercados e ativos emergentes, como o real”, disse. A moeda vinha de alta de 6,01% no ano até segunda-feira, valorização reduzida a 2,49% aos preços desta terça. O tombo do dólar se deu ainda em meio a declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra. Em live, o diretor afirmou que os juros de 2% não são para situações normais no Brasil e que é natural imaginar que o “estímulo extraordinário” que o BC está concedendo à economia via política monetária será retirado de cena em algum momento. O mercado tem avaliado que parte da pressão sobre o real desde o ano passado decorre do baixo nível de juros, com a Selic na mínima histórica de 2% deixando a moeda brasileira como opção barata para hedge ou mesmo como fonte de financiamento. O próprio diretor Bruno Serra colocou a redução do diferencial de taxas como fator a explicar o patamar atual do dólar, além de incerteza fiscal, mudança nas regras de tributação de hedge e redução da dívida em dólar por parte de algumas empresas. Sergio Goldenstein, consultor independente e estrategista na Omninvest Independent Insights e ex-chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto do Banco Central disse que “o problema com o real continua. Apesar da elevação recente dos preços das commodities e da melhoria dos termos de troca (vide preço do minério), o desempenho absoluto e relativo continua ruim”, acrescentou Goldenstein.

REUTERS 

Ibovespa fecha em alta e retoma 124 mil pontos

O fluxo externo voltou a prevalecer na B3 nesta terça-feira, com investidores escolhendo ações vistas ainda como baratas, fazendo o Ibovespa se recuperar parcialmente das perdas da véspera. De acordo com dados preliminares, o principal índice acionário brasileiro fechou em alta de 0,82%, aos 124.267,37 pontos. O giro financeiro da sessão somou 30,4 bilhões de reais.

REUTERS

Exportações do agro superaram US$ 100 bi em 2020, e China foi o destino de um terço do total

Segundo o Ministério da Agricultura, receita cresceu 4,1% ante 2019, puxada por soja, carnes e açúcar 

Puxadas pela forte demanda da China por soja e carnes, mas também por aumentos dos embarques de açúcar, café e algodão, as exportações do agronegócio brasileiro voltaram a superar a marca de US$ 100 bilhões em 2020. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, mesmo com uma queda de 3,8% em dezembro, para US$ 7,3 bilhões, as vendas de produtos do setor ao exterior renderam US$ 100,8 bilhões no ano passado, 4,1% mais que em 2019. As importações do agro recuaram 5,2% na mesma comparação e, assim, o superávit setorial aumentou 5,7%, para US$ 87,8 bilhões. Com isso, o campo garantiu mais uma vez o saldo positivo da balança comercial brasileira como um todo em 2020 (US$ 51 bilhões). Com embarques acelerados sobretudo no primeiro semestre, o complexo soja (grão, farelo e óleo) garantiu US$ 35,2 bilhões em divisas para o país no ano passado, um aumento de 8% ante 2019. Segundo o ministério, as vendas de soja em grão representaram 81,1% desse valor, ou US$ 28,6 bilhões, abaixo apenas do resultado de 2018 (US$ 33,1 bilhões). O volume embarcado chegou a 83 milhões de toneladas. A China continuou a ser, de longe, o principal destino das vendas de soja em grão do Brasil no exterior. O país asiático absorveu 73,2% das exportações brasileiras em 2020, ou US$ 20,9 bilhões, 2,2% mais que no ano anterior. As carnes (bovina, de frango e suína) permaneceram em segundo lugar na lista de produtos mais exportados pelo agro do Brasil. Foram US$ 17,2 bilhões no total no passado, com incremento de 2,8% ante 2019. E a China, novamente, sustentou esse incremento. O país foi o destino de 54,2% dos embarques de carne bovina in natura, que somaram o recorde de US$ 7,5 bilhões, amenizou a queda das vendas de carne de frango (que foi de 14,1%, para US$ 6 bilhões) com compras adicionais de US$ 31 milhões, e puxou os embarques de carne suína in natura, que chegaram a US$ 2,1 bilhões, melhor resultado da história. Também no mercado de açúcar bruto os chineses fizeram a diferença. Recuaram, em contrapartida, as receitas dos embarques de produtos florestais (11,7%, para US$ 11,4 bilhões) e cereais (o grupo inclui milho), farinhas e preparações (13,8%, para US$ 6,9 bilhões).

VALOR ECONÔMICO 

Sem caixa, governo terá menor valor para novos investimentos em 15 anos

Quantia projetada pela equipe econômica, de R$ 28,6 bi, pode ficar ainda menor para abrir espaço no Orçamento para gastos obrigatórios; especialistas falam em impacto no setor de infraestrutura, com aportes inferiores ao necessário

O aumento das despesas com benefícios previdenciários e assistenciais, na esteira do reajuste do salário mínimo, deve comprimir os investimentos públicos em 2021 a um nível considerado extremamente baixo por especialistas. O valor projetado em agosto do ano passado, de R$ 28,6 bilhões para obras e outras ações – o menor em, pelo menos, 15 anos – pode cair ainda mais para abrir espaço no orçamento para os chamados gastos obrigatórios. As despesas vão crescer principalmente porque o salário mínimo foi reajustado a R$ 1.100 no início de 2021, acima dos R$ 1.067 previstos em agosto do ano passado e que serviram de referência para a elaboração do Orçamento – e que ainda será votado pelo Congresso Nacional. Os R$ 33 a mais no salário mínimo significam, na prática, uma despesa de R$ 11,6 bilhões maior que a prevista na proposta orçamentária enviada em agosto (cada R$ 1 eleva o gasto em R$ 351,1 milhões). Além disso, o governo ainda sofreu reveses que o obrigarão a ampliar outras despesas, como a continuidade da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia. Técnicos do Congresso estimam que há um “buraco” de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões a ser coberto. O próprio governo já deu um indicativo de que os investimentos podem cair, ao revisar, em ofício ao Congresso Nacional no último 14 de dezembro, o volume das despesas discricionárias para 2021 – de R$ 92 bilhões para R$ 83,9 bilhões. Essa categoria inclui os gastos com a máquina pública e com os investimentos. A mudança foi feita durante a votação da lei que lança as diretrizes do Orçamento. Especialistas têm alertado que o custeio da máquina já está no patamar mínimo necessário para garantir seu funcionamento, sem grande espaço para cortes. O Ministério da Economia, porém, afirmou que os investimentos “não serão afetados”, uma vez que não houve alteração da proposta orçamentária. “Os ministérios setoriais podem, em um exemplo hipotético, privilegiar os investimentos em detrimento das despesas correntes, em virtude de possíveis economias geradas pelo teletrabalho. De toda sorte, não se tem como afirmar que os investimentos serão afetados”, afirmou a pasta. O valor de R$ 28,6 bilhões indicado na proposta orçamentária para os investimentos é o menor desde pelo menos 2007, segundo dados do Tesouro Nacional. O dado de 2020, porém, foi turbinado pelos gastos da pandemia. A Economia destacou que o valor dos investimentos deve receber um reforço de R$ 10 bilhões devido à indicação de emendas de bancada, decididas pelos parlamentares.

O ESTADO DE SP

EMPRESAS

Minerva Foods lança QR Code em embalagens com informações sobre origem do gado

Novidade começa a ser implementada nas linhas Estância 92 e, em breve, na Minerva Angus

A Minerva Foods, líder em exportação de carne bovina na América do Sul e uma das maiores empresas na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados na região, passa a inserir um QR Code nas embalagens de Estância 92 com informações sobre a procedência do gado. Cada código traz informações distintas conforme o corte, linha e origem. Com isso, ao escanear a imagem com qualquer dispositivo móvel (smartphone ou tablet), os consumidores terão acesso a uma página repleta de informações sobre a região de origem do animal, os cuidados realizados desde campo e detalhes dos respectivos cortes. O portal ainda contempla informações sobre resultados de auditorias independentes e do Ministério Público Federal, certificações que atestam o compromisso sustentável da Companhia, bem como informações relacionadas ao bem-estar animal e ao próprio corte. Por fim, o público pode fazer uma avaliação de plataforma e conteúdo. “A utilização da tecnologia permite que o consumidor final tenha acesso a informações detalhadas de todo o processo de produção e rastreabilidade dos animais. O QR Code é um mecanismo já habitual no dia a dia, por isso, enxergamos uma oportunidade de oferecer uma nova experiência para nossos consumidores, que se estenda até o momento pós-compra, de maneira simples e prática”, afirma Taciano Custodio, Diretor de Sustentabilidade.

Minerva Foods

Venda de participação na JBS não está no horizonte do BNDES

A esperada venda das ações da JBS pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não deve ser esperada para o curto prazo

O banco de fomento, que nos últimos 12 meses vendeu cerca de R$ 49 bilhões em ações, enxugando sua carteira de renda variável, vai deixar esse desinvestimento para depois. “A JBS não está na nossa estratégia de venda”, comentou o Diretor de Privatizações do BNDES, Leonardo Cabral. Havia uma expectativa no mercado de que a venda poderia ocorrer depois da assembleia do frigorífico em outubro do ano passado, que decidiu que a empresa entraria com uma ação de responsabilidade contra os irmãos Batista por eventuais danos causados à companhia, após iniciativa do próprio BNDES. O banco público possui uma fatia de cerca de 12% na JBS, que vale hoje cerca de R$ 14 bilhões. No fim de 2019, o BNDES chegou a contratar um sindicato de bancos para seguir com a venda por meio de uma oferta de ações na bolsa, que acabou não ocorrendo. De qualquer forma, o valor está distante das máximas históricas. Em 2020, a ação da fabricante de carne caiu cerca de 10%. Quem acompanha de perto esse tema diz que essa espera para a venda das ações da JBS ocorre por dois motivos principais. O primeiro é que a instituição financeira está focada, neste momento, na venda de suas debêntures participativas da Vale. Segundo porque depois das operações de 2020, o banco pode aguardar. Em dezembro, os controladores da JBS, a família Batista, compraram ações do frigorífico. Foram quase sete milhões de ações, ou seja, mais de R$ 160 milhões, isso sem contabilizar os derivativos.

O ESTADO DE SP 

Empresa da JBS paga multa para encerrar processo NOS EUA

A Pilgrim’s Pride, segunda maior produtora de carne de aves dos Estados Unidos, pagará uma multa de US$ 75 milhões como parte de um acordo com a Securities and Exchange Commission (SEC) para encerrar uma ação antitruste 

O órgão regulador do mercado de capitais americano publicou ontem os termos acertados com a companhia. Controlada pela brasileira JBS, a Pilgrim’s Pride havia sido acusada de combinar preços. Também como parte do acordo, a companhia não admitiu atos ilícitos. Em outubro, as alegações de fixação irregular de preços já tinham levado a um compromisso da Pilgrim’s com o Departamento de Justiça dos EUA, no qual a empresa concordou em pagar uma multa de US$ 110,5 milhões. Compradores de aves, incluindo Chick-fil-A e Target, processaram os principais produtores de frango dos EUA com acusações de formação de cartel.

Bloomberg

FRANGOS & SUÍNOS

Governo de SC espera alta na exportação de carne suína em 2021 após recorde

O estado de Santa Catarina, maior produtor de carne suína do Brasil, exportou o equivalente a US$ 1,2 bilhão em carne suína em 2020, estabelecendo um novo recorde anual para o setor, informou a Secretaria da Agricultura do estado na terça-feira (12)

“Em 2021, apesar da alta nos preços dos insumos, a carne suína continuará favorável e nós seguiremos acessando mercados e aumentando o volume de exportações”, disse o Secretário adjunto de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC, Ricardo Miotto, em nota. O faturamento do setor de carne suína catarinense com os embarques no ano passado foi 35% superior ao registrado em 2019. O estado exportou 523,3 mil toneladas de carne suína em 2020 para 67 países, respondendo por 52% do total embarcado pelo país. O Brasil como um todo também estabeleceu um novo recorde de exportações de carne suína em 2020, superando 1 milhão de toneledas pela primeira vez na história, a 1,02 milhão, conforme informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) no início do mês. O aumento das vendas externas ocorreu principalmente devido à maior demanda chinesa e aos impactos da peste suína africana, que reduziu a produção global de carne suína, mas que não atingiu o Brasil. A China comprou mais de 60% do total de carne suína exportada por Santa Catarina no ano passado, gerando faturamento de US$ 740,2 milhões para a indústria do estado.

CARNETEC 

China venderá 30 mil t em carne suína congelada das reservas estatais

A China venderá 30 mil toneladas de carne suína congelada de suas reservas estatais em 15 de janeiro, de acordo com aviso publicado pelo Centro de Reserva e Gestão de Mercadorias da China na terça-feira

A China realizou diversas vendas de carne suína de suas reservas nas últimas semanas, visando aumentar a oferta antes de um salto no consumo esperado devido ao feriado do Ano Novo Lunar, em fevereiro. As vendas totais de carne suína das reservas totalizaram mais de 670 mil toneladas no ano completo de 2020, com o governo chinês buscando assegurar a oferta do tipo de carne preferido dos chineses após um surto de peste suína africana que dizimou o rebanho suíno do país e reduziu a produção.

Reuters 

OIE notifica novos surtos de peste suína africana

De acordo com a organização, 23 países na Europa, Ásia e África registraram ocorrências

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) informou que 114 novos surtos de peste suína africana foram notificados no mundo entre os dias 25 de dezembro e 7 de janeiro, ante 218 casos verificados no levantamento anterior. O número total de surtos em andamento subiu de 7.865 para 7,927, sendo 4.228 surtos somente na Romênia e 1.336 no Vietnã. Dos novos surtos, 74 foram notificados na Europa e 40 na Ásia. Os dados constam de levantamento quinzenal divulgado pela OIE. De acordo com a organização, surtos novos ou em andamento foram registrados em 23 países. Na Europa, Alemanha, Letônia, Moldávia, Polônia, Romênia, Rússia, Sérvia e Ucrânia ainda apresentam a incidência da doença. Na Ásia, China, Índia, Indonésia, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Papua Nova Guiné, Laos, Mianmar, Filipinas, Rússia, Timor Leste e Vietnã têm casos em andamento. Já na África, Namíbia, Nigéria, África do Sul e Zâmbia reportam a presença do vírus. No período de cobertura do levantamento, foram notificadas perdas de 328 animais na Romênia, 90 na Rússia e 39 na Ucrânia.

ESTADÃO CONTEÚDO 

INTERNACIONAL

Produção de carne bovina na Argentina cresceu 1,3% em 2020

Em 2020, a produção de carne bovina foi de 3,17 milhões de toneladas, superando a produção de 2019 em 1,3%, de acordo com o relatório da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da República Argentina, CICCRA 

Só foi superado pelas produções de 2009 e 2007, respectivamente (anos em que ocorreu a maior liquidação de gado da história). As exportações teriam atingido o recorde de 917,2 mil t em 2020, superando em 8,4% o volume exportado em 2019. A participação dos embarques para o exterior no total produzido teria atingido 28,9%, passando a ser a maior das últimas décadas. Por sua vez, o mercado interno teria absorvido 2.257 milhões de t janeiro-dezembro do ano passado, volume 1,3% inferior ao registrado em 2019. Do total produzido, o mercado interno teria representado 71,1% (- 1,9 pontos percentuais ano a ano). Com esses números, em dezembro de 2020 o consumo (aparente) de carne bovina por habitante teria sido de 49,7 kg / ano (considerando a média móvel dos últimos doze meses). Ficou 2,3% abaixo do recorde de 2019 (-1,2 kg / pessoa / ano), caiu 13,5% em relação à média de 2017 (-7,8 kg / pessoa / ano) e 27,3% com relação ao máximo relativo de 2007-2009 (favorecido pela maior liquidação de estoques em décadas) e foi o valor mais baixo dos últimos cem anos (considerando os valores provisórios de abates e exportações correspondentes ao segundo semestre de 2020).

Eurocarne 

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