CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1402 DE 14 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1402| 14 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta curta e preços mais altos

Em São Paulo, os frigoríficos abriram a última quarta-feira (13/1) pagando R$3,00/@ a mais pelo boi gordo na comparação diária. Para a novilha gorda, a alta foi de R$2,00/@, segundo levantamento

Sendo assim, a cotação de referência da arroba do boi gordo ficou em R$282,00, preço bruto e à vista. Vacas e novilhas gordas ficaram cotadas em R$265,00/@ e R$275,00/@, preço bruto e à vista, respectivamente. Os negócios para bovinos que atendem os requisitos para exportação, estão ocorrendo em torno de R$290,00/@. Em Minas Gerais, a oferta de boiadas está pequena, fato que resultou em alta nos preços em todas as praças pecuárias. Na região Norte, o aumento no preço do boi gordo foi a mais acentuado, R$4,00/@, com os negócios em R$283,00/@ preço bruto e à vista.

Scot Consultoria 

Boi gordo segue em alta no mercado interno; arroba subiu até R$ 5 na quarta

A alta dos preços resultou em alguma melhora das escalas de abate, que agora estão posicionadas em média entre três e quatro dias úteis

O mercado físico de boi gordo teve preços novamente mais altos na quarta-feira, 13. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios aconteceram de forma mais fluída, apesar de outra rodada de reajuste de preços nas principais praças de produção e comercialização do país. A alta dos preços resultou em alguma melhora das escalas de abate, que agora estão posicionadas em média entre três e quatro dias úteis. O volume ofertado nesta semana era oferta residual de confinamentos, uma vez que os animais de pasto seguem distantes do peso ideal para abate. “Esta é uma consequência da estiagem prolongada que castigou o Centro-Sul do país durante o segundo semestre, prejudicando o desenvolvimento das pastagens, o que vai atrasar a entrada de animais de safra no mercado”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 290, contra R$ 287 na terça. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 280, contra R$ 275. Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 274 para R$ 275. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 266 contra R$ 265 a arroba na terça-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ permaneceram estáveis, em R$ 285. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a grande justificativa para a consistente alta dos preços no decorrer da primeira quinzena de janeiro está no desabastecimento das redes varejistas, que também retornam das festas necessitando de estoques. “Já para o restante do mês, o cenário é mais complicado, avaliando a descapitalização do consumidor médio”, disse Iglesias. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,50 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

USDA: consumo de carne na China deve se recuperar em 2021

Conforme a análise do USDA, a produção global de carne bovina em 2021 deve ser inferior a 2020 com 61,2 milhões de toneladas. O Departamento aponta como principais fatores motivadores as quedas na produção chinesa, reduzida em 3%, podendo chegar a 6,7 milhões de toneladas, e nos Estados Unidos.

A importação total de carne por parte da China deve ser de aumento de 1% este ano, no comparativo com o passado. O órgão também revisou os dados de importação de proteínas animais pelo gigante asiático em 2020, subindo para 4% em relação a 2019. No caso das exportações globais de carne bovina para 2021, a expectativa é de 10,8 milhões de toneladas, valor inalterado em comparação à previsão anterior feita pelo órgão. “A demanda da Ásia permanece robusta e a previsão de abastecimento para a maioria dos principais exportadores permanece inalterada”, apontou o documento. Relatório revisou para cima a perspectiva para a produção global e exportação de carne suína. A análise pontua que o impulso foi, em maior parte, devido à necessidade de compra de carne suína, e explica que o apogeu da Peste Suína Africana (PSA) ocorreu em 2020, pressionando o país para aumentar as importações. Apesar do elevado ritmo de comércio, o consumo de carnes na China em 2020 caiu para seu nível mais baixo em mais de uma década, de acordo com o USDA. Em 2021, estimativas maiores tanto para produção local quanto importação de carne suína pela China devem aumentar em 2% o consumo de carnes (em geral) no país. Entretanto, esta perspectiva de consumo ainda é inferior aos dados registrados antes da crise da PSA no país, atingido em cheio pela doença em meados de 2018.

USDA

PR mantém cronograma para a chancela de área livre de aftosa sem vacinação

Mobilização da cadeia produtiva permitiu a execução das ações necessárias

A confirmação ocorreu no dia 17 de dezembro, durante a 8ª reunião da Equipe Gestora Nacional (EGN) do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PNEFA). No encontro, foi realizado o anúncio de que a retirada da vacinação foi adiada em uma série de Estados. Mas o fato de o Paraná (assim como Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e Mato Grosso) estar em um estágio mais avançado que a média nacional, o calendário segue mantido. Assim, em maio de 2021 a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve chancelar o território paranaense como área livre da doença sem necessidade de vacina. O reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação está na reta final. Todos os documentos necessários já foram encaminhados a OIE, que faz as últimas checagens do material. É preciso lembrar que nos últimos dois anos, o território paranaense passou por diversas auditorias e avaliações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), antes que a pasta encaminhasse os detalhes que demonstram a robustez do sistema sanitário estadual. Com isso, o setor aguarda o anúncio oficial pela OIE. As auditorias do Mapa, que culminaram no reconhecimento nacional do Paraná como área livre de aftosa sem vacinação, em outubro de 2019, apontaram algumas pendências no sistema sanitário, que foram ajustadas com o passar do tempo. Um dos únicos pontos que ainda aguarda resolução é a realização de um concurso público para contratação de fiscais agropecuários.

AGROLINK

ECONOMIA

Dólar fecha em leve queda, mas volatilidade dispara

O dólar fechou em leve queda ante o real nesta quarta-feira, ao fim de uma sessão marcada por intenso vaivém nos preços

O dólar spot caiu 0,16%, a 5,3122 reais na venda. Ao longo de uma jornada de sobe e desce, a cotação variou entre ganho de 0,65%, a 5,3556 reais, e queda de 0,92%, a 5,2716 reais. A instabilidade do câmbio ocorreu em dia de fluxos pontuais, sem drivers com força suficiente para dar uma direção mais clara ao mercado. De forma geral, estiveram no radar notícias positivas do setor de serviços em novembro, perspectiva de início de vacinação, corrida para eleição nas duas casas legislativas brasileiras, apostas sobre os rumos da política monetária e o noticiário político nos Estados Unidos. Não é de hoje que o real se destaca pelo vaivém, mas nas últimas sessões a moeda ampliou o “gap” ante os pares, sinal de percepção de maior incerteza sobre os rumos da taxa de câmbio. Cleber Alessie, Gerente da mesa de derivativos financeiros da Commcor DTVM, disse que “essa volatilidade do real tem espaço por causa do juro baixo. O Brasil não é um país que comporta um prêmio de risco tão baixo para o estrangeiro”. Evidência do grau de incerteza sobre a taxa de câmbio, a volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses estava em 19,01% ao ano, bem acima da medida para o rand sul-africano (16,38%), a segunda divisa mais volátil do mundo emergente. “Imagina o que é ser empresário neste país e fazer planejamento com um dólar com essa volatilidade. Pior ainda: imagina o negócio que você tem de tocar sendo impactado diretamente pela moeda. Aí não é nem herói, o cara tem que ser é mágico”, disse Sérgio Machado, gestor na TRÓPICO Latin America Investments. O Banco Central comentou em novembro passado que não havia chegado a conclusões específicas sobre as causas da volatilidade cambial. O Presidente do BC, Roberto Campos Neto, chegou a citar aumento no volume de operações de “daytrade” como uma possível causa.

REUTERS

Ibovespa cai 1,67% puxado por blue chips em dia de vencimentos

O principal índice da bolsa paulista fechou no vermelho na quarta-feira, dia de vencimento de contratos de Ibovespa futuro e com investidores preferindo embolsar ganhos, diante de riscos ligados ao cenário fiscal brasileiro

O Ibovespa fechou em baixa de 1,67%, aos 121.933,08 pontos, pressionado principalmente pela queda de ações de maior liquidez, como Petrobras, Vale e do setor financeiro. O giro financeiro, inflado pelo exercício de derivativos, somou 63 bilhões de reais. Segundo profissionais do mercado, após uma escalada recente que levou o índice a novas máximas históricas, mesmo num cenário de crise econômica, grandes investidores preferiram suspender momentaneamente o fluxo de recursos para ativos de risco, alguns dos quais acumulam valorização de mais de 50% em dois meses. “Com a questão fiscal se agravando antes de votações orçamentários importantes próximas semanas, e o Brasil atrasado no processo de vacinação contra Covid-19, o mercado parece estar entrando num ciclo de mais volatilidade”, disse Roberto Attuch, Presidente da consultoria de investimentos Ohmresearch.

Pelo menos até a próxima segunda-feira, dia de vencimento dos contratos de opções sobre ações, essa volatilidade deve ser permanente, segundo agentes do mercado.

REUTERS 

Na sexta alta seguida, setor de serviços avança 2,6% em novembro

O setor de serviços avançou 2,6% na passagem de outubro para novembro, o sexto mês consecutivo de alta. Apesar do ganho acumulado de 19,2% nesse período, o resultado ainda é insuficiente para compensar as perdas entre os meses de fevereiro e maio do setor, que ainda se encontra 3,2% abaixo do patamar de fevereiro

Na comparação com novembro de 2019, o total do volume de serviços recuou 4,8%, marcando a nona taxa negativa seguida neste índice. Esses são alguns dos resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem, pelo IBGE. No acumulado no ano, a queda é de 8,3% frente ao mesmo período de 2019. Já em 12 meses, o recuo de 7,4% manteve mantém a trajetória descendente iniciada em janeiro (1,0%). Este é o resultado negativo mais intenso desde o início da série, iniciada em dezembro de 2012 para esse indicador. Todas as cinco atividades investigadas na pesquisa tiveram crescimento na passagem de outubro para novembro, com destaque para os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que registrou alta de 2,4%, e serviços prestados às famílias, que avançou 8,2%. Ambas foram as mais afetadas pela pandemia. De acordo com o Gerente da PMS, Rodrigo Lobo, as atividades do setor de serviços que estão encontrando mais dificuldades são aquelas prestadas de forma presencial, por isso, o setor ainda não conseguiu recuperar as perdas: “Atividades como restaurantes, hotéis, serviços prestados à família de uma maneira geral e transporte de passageiros – seja o aéreo, o rodoviário e ou o metroviário – até mostraram melhoras, mas a necessidade de isolamento social ainda não permitiu o setor voltar ao patamar pré-pandemia”, explica Lobo. Outro destaque foi a atividade de serviços profissionais, administrativos e complementares, com crescimento de 2,5%. Ainda em relação aos transportes, a atividade cresceu pelo sétimo mês seguido e acumula ganho de 26,7% entre maio e novembro, mas ainda precisa avançar 5,4% para atingir o nível de fevereiro último, mês que antecedeu a implementação das medidas sanitárias para conter a Covid-19. Lobo explica que, dentro da atividade, o segmento de transporte rodoviário de carga, ao lado do transporte de passageiros, teve influência. “Há uma correlação importante deste segmento com as taxas positivas que o Comércio e a Indústria vêm apresentando. Ambos já superaram o patamar pré-pandemia, e seus resultados interferem nesta atividade”, afirma.

IBGE 

FRANGOS & SUÍNOS

Demanda chinesa por carne de frango importada deve desacelerar, mas continua forte

A China deverá reduzir o ritmo de importações de carne de frango em 2021, mas ainda comprará volumes próximos às máximas históricas, disse o Rabobank em relatório sobre o mercado de alimentos da China

Os preços dos frangos vivos na China provavelmente sofrerão uma pressão de baixa em 2021 devido aos altos estoques de matrizes e ao crescimento contínuo esperado da produção de frangos. “As importações de aves alcançaram recordes históricos em 2020, com 1,4 milhão de toneladas nos primeiros 11 meses… Em 2021, as importações devem desacelerar, mas permanecer na faixa de máximas históricas”, escreveu a analista sênior para o setor de proteína animal, Chenjun Pan, no relatório divulgado à imprensa na quarta-feira (13). A demanda por carne de frango na China aumentou neste início de ano, no período que antecede o Ano Novo Chinês, sustentando preços do produto no país, mas deve sentir os impactos da pandemia no restante do primeiro trimestre, diante das medidas de isolamento social naquele país. “Esperamos que a demanda do mercado melhore no segundo trimestre, com a expectativa de que os negócios e a vida voltem ao normal”, disse Chenjun Pan. A China é o maior importador de carnes do Brasil, incluindo a carne de frango. De janeiro a novembro do ano passado, a China importou 17% de toda a carne de frango exportada pelo Brasil no período, elevando as compras em 20% na comparação com os primeiros 11 meses de 2019, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

CARNETEC

A recuperação do plantel de suínos na China deve impulsionar a produção global

A proteína, segundo o USDA deve crescer em 2%, chegando a 103,8 milhões de toneladas 

Preços elevados continuam incentivando produtores chineses a expandir seus rebanhos, resultando na previsão de produção para a China sendo revisada em 5% para cima. No entanto, apesar das revisões em alta, a produção da China ainda deve permanecer abaixo dos níveis anteriores à crise da Peste Suína Africana, já que os custos crescentes e os desafios do manejo animal geram ventos contrários. O aumento da produção de carne suína na China “mais do que compensa” a produção das Filipinas, país que continua sofrendo os efeitos drásticos da PSA, segundo o Departamento. As exportações globais de carne suína para 2021 são revisadas em alta de quase 3%, para 11,1 milhões de toneladas. Apesar da expectativa da demanda chinesa se mostrar menor em comparação a anos anteriores, 2021 ainda deve ser um ano de demanda elevada em patamares históricos no país. O USDA aponta que a produção global de carne de frango para 2021 é revisada em 1% para baixo, atingindo 101,8 milhões de toneladas, impulsionada por declínios acentuados na União Europeia e na China. A União Europeia está lutando contra surtos de gripe aviária de alta patogenicidade em vários países membros, demanda doméstica mais fraca e maior preços dos grãos. A demanda por carne de frango na China continua crescendo, mas em um ritmo mais lento, já que o plantel suíno, que fornece a proteína mais apreciada pelos chineses, segue em franca recuperação. Em relação às exportações globais de carne de frango em 2021, deve haver queda de quase 1%, caindo para 12,1 milhões de toneladas, como menor presença da União Europeia, Tailândia e o Brasil, que devem ter o espaço compensado pelos Estados Unidos.

USDA

EUA: Avanços contra o vírus da peste suína africana

Cientistas do Serviço de Pesquisa Agrícola (ARS) no Plum Island Animal Disease Center (PIADC) em Orient Point, NY, fizeram dois avanços importantes contra o vírus da peste suína africana (ASFV, na sigla em inglÊs), que causa uma doença letal em porcos

No ano passado, a equipe de pesquisa desenvolveu várias vacinas candidatas excluindo genes para atenuar (enfraquecer) o vírus. Eles usaram uma técnica chamada “edição de genes”, na qual o DNA pode ser inserido, excluído, modificado ou substituído diretamente no genoma de um organismo vivo. Como resultado dessa pesquisa, a equipe licenciou atualmente quatro diferentes vacinas candidatas contra ASF a parceiros comerciais para desenvolvimento posterior. Uma recente mudança no status regulatório pode acelerar o trabalho comercial nas vacinas candidatas, disse Douglas Gladue , microbiologista ARS do PIADC. “Três de nossas vacinas candidatas foram removidas da lista Federal Select Agent”, que é uma lista de agentes e toxinas que devem ser trabalhados em instalações com o mais alto nível de biossegurança (BSL3), disse ele. O PIADC é uma das duas únicas instalações BSL3 nos Estados Unidos autorizadas a trabalhar com ASFV. “A remoção da lista de agentes selecionados pode abrir caminho para que nossas vacinas candidatas sejam trabalhadas em outras instalações nos Estados Unidos e em todo o mundo”, disse ele. Em um segundo grande avanço, após um processo de triagem intensivo, a equipe ARS identificou uma linha celular estável disponível comercialmente para laboratórios de diagnóstico para uso específico em testes de ASFV infeccioso. Até agora, macrófagos suínos frescos (grandes leucócitos) eram as únicas células que funcionariam no processo de teste diagnóstico. Isso exigia que os laboratórios cultivassem continuamente células frescas para que estivessem prontas se e quando uma amostra chegasse para teste. Obter o controle da ASFV é de importância crucial para os produtores de suínos em todo o mundo. Embora o vírus não tenha chegado aos Estados Unidos, está presente em partes da Europa, Ásia e África. A doença é quase sempre fatal em suínos, e os surtos resultam em restrições ao comércio e perdas econômicas significativas.

USDA

Alemanha abaterá 37.000 frangos após descoberta de gripe aviária em fazenda

Cerca de 37 mil frangos serão abatidos na Alemanha depois que a gripe aviária foi descoberta em uma fazenda no leste do país, disseram autoridades na quarta-feira (13)

A gripe aviária do tipo H5N8 foi confirmada em uma fazenda em Kobrow, no estado oriental de Mecklenburg-Vorpommern, disse o ministério da agricultura do estado. Uma série de surtos de gripe aviária foram relatados em fazendas na Alemanha e em outros lugares da Europa nas últimas semanas, com suspeitas de que aves selvagens estejam espalhando a doença. A França deve estender o abate em massa de centenas de milhares de animais de criação para conter um vírus da gripe aviária que varre uma área de criação de patos no sudoeste do país. O risco da doença para os humanos é considerado baixo, mas surtos anteriores entre aves de criação exigiram extensos programas de abate como medida de contenção.

REUTERS

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina australiana caíram em 15% em 2020

As exportações de carne bovina da Austrália caíram em 15% durante 2020, para 1,039 milhão de toneladas, de acordo com o Departamento de Agricultura da Austrália

O volume de exportação do ano passado foi o menor visto desde 2016 e 2017, quando a reconstrução do censo pecuário estava em pleno andamento após eventos de seca anteriores. Embora o comércio de exportação de carne bovina da Austrália tenha sido altamente volátil na última década devido à recuperação do rebanho/ciclo de liquidação da seca, o volume total do ano passado de 1,03 milhão de toneladas está bem abaixo da média dos últimos cinco anos, de exportações de 1,08 milhões de toneladas. 2020 foi um ano bilateral para a produção e exportação de carne bovina, com volumes no primeiro semestre de janeiro a junho apenas 3% maiores que no ano anterior, antes de cair drasticamente durante o segundo semestre devido à escassez de gado para abate e o início da reconstrução do rebanho em algumas áreas depois que as chuvas interromperam a seca. Em suas projeções da indústria de meados do ano divulgadas em julho passado, o MLA previu que a sombra da seca faria com que as exportações de carne bovina em 2021 chegassem a apenas 1,029 bilhão de toneladas, um aumento insignificante de apenas 6.000 toneladas em relação à previsão para o ano 2020, de 1,023 bilhão de toneladas. Dadas as condições sazonais médias para o próximo ano, o MLA prevê que as exportações em 2022 aumentem para 1,1 milhão de toneladas, antes de se recuperarem ainda mais para 1,2 milhão de toneladas em 2023. Como resultado da grande queda nas vendas para a China no ano passado, o Japão é mais uma vez o maior cliente de exportação da Austrália em volume, com 269.302 t em 2020, cerca de 18.000 a 6% menos que no ano anterior. Quanto aos Estados Unidos, as vendas caíram drasticamente durante o segundo semestre de 2020, já que a carne bovina australiana, comumente importada para produtos de carne moída, tornou-se menos competitiva em termos de preço no mercado. de carne importada dos EUA. Por fim, a China deixou de ser o maior mercado em volume da Austrália em 2019 (300.000 t) para o terceiro maior no ano passado (196.696 t). Isso representa um declínio de 35% em um único ano

Eurocarne 

Primeiro embarque de carne bovina uruguaia chega à Arábia Saudita

Conforme informa o Instituto Nacional de Carnes (INAC) do Uruguai, esta é a primeira entrada de carne bovina no mercado saudita, após a autorização sanitária e halal obtida em dezembro de 2019

A missão uruguaia em Riade vem realizando diversas atividades de promoção comercial, bem como encontros e troca de informações com empresários interessados em produtos nacionais, nos últimos anos e intensificada neste ano, apesar das restrições impostas pela pandemia de covid-19, segundo nota da Embaixada do Uruguai naquele país. A empresa que efetuou a importação é uma loja especializada em produtos de alta qualidade voltados para o segmento mais exigente do mercado. Os produtos que eles oferecem são geralmente da Austrália, Nova Zelândia, Holanda, Rússia e agora, Uruguai. Vale lembrar que a carne refrigerada entra neste mercado com tarifa de 0%. As importações de carne bovina in natura, resfriada ou congelada da Arábia Saudita foram de US $ 423 milhões em 2019 e US $ 400 milhões em 2018. Por outro lado, após quase dois anos da abertura do mercado libanês para a carne bovina e ovina uruguaia, o país conseguiu a entrada da primeira remessa de carne desossada para esta nação. O Uruguai é, até o momento, o primeiro país do Mercosul com condições de exportar carne com osso para o Líbano.

El País Digital 

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