CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1399 DE 11 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1399| 11 de janeiro de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA subiram 8% em quantidade e 11% na receita em 2020

As exportações totais de carne bovina (in natura e processada) ultrapassaram as 2 milhões de toneladas em 2020, recorde no setor, apresentando um crescimento de 8% na movimentação e de 11% na receita em 2020 

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), com base na sua compilação de dados do Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Decex). A movimentação em dezembro foi de 168.156 toneladas (-3%) contra 173.991 toneladas em dezembro de 2019. No mês passado, a receita foi de US$ 741 milhões (-12%), contra US$ 837 milhões em dezembro de 2019. Num ano de recordes, principalmente na movimentação para a China, as exportações atingiram 2.016.22 toneladas contra 1.875.023 toneladas registradas em 2019. A receita atingiu a US$ 8,4 bilhões contra US$ 7,6 bilhões em 2019. A China, através de suas importações pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong foi a grande responsável por este crescimento, importando sozinha 1.182.672 toneladas que proporcionaram uma receita de US$ 5, 1 bilhões, o que significou compras de 58,6% do total exportado pelo Brasil e de 60,7% da receita obtida pelo país. Entre os 20 maiores clientes do país, o segundo maior comprador em 2020 foi o Egito, com 127.953 toneladas (-23% em relação a 2019). O terceiro foi o Chile, com 90.403 toneladas (-18,2%). Os Estados Unidos já aparecem na quarta posição, com importações de 59.544 toneladas (+53,8%). Em quinto lugar ficou a Rússia, com 58.849 toneladas (-15,4%); em sexto a Arábia Saudita, 41.067 toneladas (-4,4%); em sétimo os Emirados Árabes (40.860 toneladas (-44,2%) e em oitavo as Filipinas, também com crescimento positivo com 30.673 toneladas (+ 13,4%). Para 2021, a ABRAFRIGO espera a manutenção do ritmo comprador da China e alguma elevação nas importações por parte dos países da União Europeia, Países Árabes e de novos mercados, com a melhoria da situação econômica mundial graças ao início da vacinação contra o Covid-19 e a volta do consumo na alimentação fora de casa. O acréscimo previsto é de 5%.

VALOR ECONÔMICO/G1 GLOBO/CNN BRASIL/REUTERS/ESTADÃO CONTEÚDO/MONEY TIMES/AGÊNCIA SAFRAS/GLOBO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/AGRO EM DIA/DINHEIRO RURAL/TERRA/UOL ECONOMIA/TERRA/ÉPOCA NEGÓCIOS/PORTOS E NAVIOS/ISTO É DINHEIRO/CARNETEC/JORNAL DO COMÉRCIO/AGORA MS/PÁGINA RURAL/BROADCAST/AGROLINK/PORTAL DBO/CANAL RURAL/PECUÁRIA.COM.BR

NOTÍCIAS

Fortes altas no mercado do boi gordo

No último dia da primeira semana do ano (8/1), as indústrias frigoríficas em São Paulo foram às compras. Com a oferta de boiadas enxuta e, consequentemente, escalas de abate também curtas, as ofertas de compra subiram 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, na comparação diária, a cotação do boi gordo subiu R$2,00/@, e a da vaca gorda e a da novilha gorda para abate subiram R$4,00/@ ficando, respectivamente, em R$277,00/@, R$260,00/@ e R$267,00/@, preços brutos e à vista. Das 32 praças pecuárias monitoradas, em 26 delas a cotação subiu, com destaque para Sudoeste de Mato Grosso e Oeste da Bahia que, na comparação dia a dia, subiram R$10,50/@ e R$8,00/@, respectivamente, ou seja, variação positiva de 4,3% e 3,1%, nesta ordem.

Scot Consultoria

Boi gordo: oferta restrita de animais deve durar até março, afirma Safras

Esse cenário tende a manter os preços da arroba mais altos no curto prazo; em São Paulo valor subiu para R$ 280

O mercado físico de boi gordo teve preços mais altos em algumas regiões na sexta-feira, 8. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com o cenário pautado pela restrição de oferta. “A disponibilidade de animais terminados tende a permanecer restrita até meados de março, consequência do atraso da entrada de animais de safra no mercado após a estiagem prolongada que afetou todo o Centro-Sul do país”, diz Iglesias. Como ponto de inflexão, há de se considerar a situação da demanda doméstica de carne bovina, bastante deprimida no início do ano, com a incidência de IPTU, IPVA e a compra de material escolar achatando o poder de compras das famílias. Além disso, o término do auxílio emergencial afetará o consumo de produtos de base. Em São Paulo, Capital, a arroba do boi ficou a R$ 280, ante R$ 277 a arroba na quinta. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 270, estável. Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 265 para R$ 268. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 256, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor chegou a R$ 275, ante R$ 272. No mercado atacadista, os preços seguem firmes. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a uma pontual alta dos preços. “No entanto esse movimento tende a perder intensidade à medida que o varejo recompõe seus estoques. A situação do consumidor médio vai ter grande peso a partir da segunda quinzena do mês. Com uma evidente descapitalização, aumenta a procura por proteínas mais acessíveis a exemplo da carne de frango e dos ovos de galinha”, assinala. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,50 o quilo, estável, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 14,70 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Demanda chinesa e menor oferta de gado reduzem consumo per capita de carne no Brasil

Cenário é positivo para os pecuaristas e sustenta preços do boi gordo

A oferta de gado para abate no Brasil não deverá ser melhor em 2021 do que foi no ano passado, fator que, aliado a uma demanda firme da China pela carne brasileira, deverá continuar a oferecer sustentação à arroba no campo. Mas, com a queda, o consumo doméstico deverá seguir mais fraco, sobretudo depois do fim do auxílio emergencial do governo. “É um ciclo espetacular para o pecuarista, puxado principalmente pelo mercado externo”, resume o sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros. Depois de bater recorde em novembro, quando superou R$ 280, o indicador Cepea/B3 para a arroba do boi gordo fechou o ano passado a R$ 267,15, 26,1% mais que no último dia de 2019 (R$ 206). Neste ano, o índice já acumula, em plena safra, ganhos de 4,62%. Na sexta-feira passada, o indicador fechou a R$ 279,50. No que diz respeito à oferta, não é difícil compreender as razões que a farão continuar restrita. Com as cotações em alta, os pecuaristas vão, mais uma vez, reter as matrizes para tentar aproveitar ao máximo a boa maré de preços da arroba e do bezerro. Esse movimento do ciclo pecuário começou no quarto trimestre do de 2019. A oferta reduzida de animais se reflete na queda de abates. Nos nove primeiros meses de 2020, o abate de bovinos recuou 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 22,3 milhões de cabeças. Os dados fechados do ano deverão ser divulgados em fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além dessa oferta restrita, o suporte dos preços virá da firme demanda chinesa. “Vamos exportar mais e, possivelmente, produzir a mesma coisa. Assim, os preços internos devem continuar testando os limites do consumidor”, diz Alexandre Mendonça de Barros. No mercado doméstico, os preços alcançaram máximas no atacado em São Paulo. Os cortes do traseiro chegaram a R$ 22 o quilo, bem acima do recorde da última década (R$ 14). “Provavelmente, janeiro será bem mais frágil do ponto de vista de poder aquisitivo, e esse preço vai ter que cair”. Segundo o IPCA, os preços de cortes mais caros, como o filé mignon, registraram queda de 11,35% no varejo de janeiro. Mas acém e costela, por exemplo, subiram — 16,27%, e 26,4% respectivamente.

VALOR ECONÔMICO 

Auditores Fiscais Federais Agropecuários pedem concurso

Ministra Tereza Cristina afirmou saber da necessidade de mais auditores

A diretoria do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) se reuniu com a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e com o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, José Guilherme, para apresentar as reivindicações da categoria para o ano que se inicia e apresentar a nova diretoria, que tomou posse no último dia 29. O Presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo, lembrou à Ministra que o crescimento do agronegócio aumenta a demanda por auditores fiscais federais agropecuários (Affas) e apesar dos últimos concursos, ainda há defasagem no número de veterinários e outras áreas que compõem a carreira e para as outras profissões que compõem a carreira. “A carreira é composta por cinco profissões e em todas elas há carência de pessoal, e todas são importantes para garantir a segurança alimentar do brasileiro e manter as exportações de produtos agrícolas funcionando”, explica Janus. Além de veterinários, compõem a carreira engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos e zootecnistas.

AGROLINK 

ECONOMIA

A moeda americana encerrou o pregão de sexta-feira cotada a R$ 5,4115

Na semana passada, em meio a preocupações com a trajetória fiscal e atento ao cenário internacional, o dólar acumulou valorização de 4,32% 

A volatilidade do câmbio no Brasil só é influenciada de maneira relevante pelo diferencial de juros interno e externo quando essa distância é menor do que 3,3%, segundo estudo da MCM Consultores. Acima desse patamar, a relação é “praticamente nula”. “Nossos resultados sugerem que a volatilidade cambial alta e persistente que caracterizou uma boa parte de 2020 pode se dever à forte queda da taxa de juros básica, que se refletiu num diferencial de juros ineditamente pequeno”, escreve o economista Vitor Kayo, autor do estudo. Ao longo de 2020, a taxa básica Selic passou de 4,25% ao ano para 2%, o que explica praticamente toda a diferença menor em relação a anos anteriores. “No exterior, os juros já estavam em praticamente zero”, diz. Para construir o modelo, o economista usou o risco-país do Brasil e de outros países emergentes e o Commodity Research Bureau (CRB), entre outras variáveis. “Os resultados do modelo revelam que a relação entre volatilidade cambial e diferencial de juros interno e externo depende do nível em que o diferencial de juros se encontra”, escreve Kayo. O estudo aponta que esse diferencial é de aproximadamente 3,3% ao ano, quando medido pelo swap de 360 dias e o título de um ano do Tesouro americano. Abaixo desse patamar, quando a diferença cai um ponto percentual, a volatilidade aumenta em 0,96 na comparação com o desvio padrão anualizado. Nas ocasiões em que o diferencial está em patamar igual ou superior a 3,3% ao ano, a relação quase não existe, segundo Kayo. “Desde o início da pandemia, o câmbio teve idas e vindas enormes”,afirma. Ele lembra que a volatilidade também teve picos durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff e a divulgação da conversa do ex-presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. “Agora, mesmo que o real tenha cedido, ela continua alta, apesar de estar abaixo do início da pandemia.” No entanto, o debate sobre as razões para os movimentos bruscos do câmbio segue controverso. Em boa parte do ano passado, o próprio Banco Central (BC) vinha mostrando preocupação com o tema – embora não tenha chegado a um diagnóstico preciso. Em julho, por exemplo, o BC testava quatro hipóteses principais para explicar o fenômeno: aumento dos minicontratos no volume total de transações; mudanças na legislação de “overhedge”; participação maior de robôs de investimentos; e possível proximidade entre Selic e “lower bound”, um limite efetivo para novos cortes da taxa básica. Três meses depois, o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, atribuiu a volatilidade a “um pouco de incerteza fiscal, um pouco de ruídos internos e um pouco de juros baixos”. Para ele, a tendência era o movimento diminuir se o Brasil mostrasse compromisso com reformas e o ajuste fiscal.

VALOR ECONÔMICO

Ibovespa volta a bater recorde e alcança 125 mil pontos

Índice ganhou força com ações que vinham sendo deixadas para trás, em um movimento de reequilíbrio na bolsa

Em mais um dia de recordes, após ajustes, o Ibovespa terminou em alta de 2,20%, aos 125.077 pontos, depois de tocar 125.324 pontos. Com isso, registrou o segundo dia de recorde no fechamento e o terceiro seguido de máximas intradiárias. O giro financeiro somou R$ 32 bilhões, acima da média diária em 2020, de R$ 20 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 5,09 e marcou o melhor desempenho desde o começo de novembro. Nas últimas dez semanas, nove foram de alta. Profissionais de mercado afirmam que o movimento ainda se apoia na abundância de liquidez global em um cenário de expectativa reforçada de mais estímulos, principalmente nos Estados Unidos com a concretização da onda azul americana. Com isso, há uma busca por ativos de risco com interesse redobrado em papéis que estavam ficando para trás. Hoje, os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que vieram aquém do esperado, reforçam a expectativa de novas medidas de ajuda à economia. Com isso, o fluxo para ativos de risco também ganha força. “O dia é de reequilíbrio da bolsa e avanço dos papéis que ficaram para trás”, diz Henrique Esteter, analista da Guide. Para ele, o mercado começa a avaliar com bons olhos essas oportunidades no mercado, não só as ações ligadas a commodities. Bolsas globais vivem euforia com “onda azul” nos EUA. O pano de fundo conta também com a expectativa sobre o processo de vacinação no Brasil. O instituto Butantan anunciou na quinta eficiência de 78% do Coronavac e pediu hoje à Anvisa o uso emergencial da vacina para enfrentar a covid-19. “A bolsa brasileira tem tido boa performance, mas está sendo muito beneficiada pelas ações de commodities e bancos, que são as com maior peso no índice. Os papéis do mercado doméstico continuam muito fracos, por isso a vacina é algo importante para o desempenho desses setores”, explica um profissional.

VALOR ECONÔMICO

Exportações do agronegócio superaram US$ 100 bi em 2020, calcula Insper

Montante cresceu 4% ante 2019 e alcançou a segunda melhor marca da história

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 100,8 bilhões em 2020. A marca, segunda melhor da história, representou um crescimento de 4% em relação à 2019, quando as vendas externas chegaram a US$ 97 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Insper. Complexo soja, carnes, açúcar, café e algodão foram os principais destaques positivos da balança do setor no ano passado. Houve queda nos embarques de celulose, milho, fumo e laranja. O bom desempenho do setor agropecuário brasileiro no cenário internacional é explicado pelo câmbio, com a forte desvalorização do real frente ao dólar, e por fatores como a resiliência da cadeia logística e de suprimentos durante a pandemia, a firme demanda chinesa por grãos e carnes e o aumento das compras de commodities por países emergentes, avalia o instituto. “O agronegócio foi exemplo de resiliência e produtividade em tempos de pandemia e recessão global ao garantir o abastecimento doméstico e assumir um papel ainda mais protagônico na segurança alimentar global”, diz o Insper, em comunicado. Soja em grão e derivados renderam embarques de US$ 35,2 bilhões em 2020. O processo de recuperação da produção de suínos na China, com a substituição forçada da criação de “fundo de quintal” por fazendas comerciais, puxou a alta nas vendas do grão pelo Brasil no ano passado em função do incremento das compras chinesas para a produção de ração. A mudança também vai influenciar um aumento da demanda por soja e milho importados pelos chineses nos próximos anos, ressalta o Insper. A peste suína e novas habilitações de plantas brasileiras também contribuíram para o desempenho das exportações de carnes (principalmente bovina e suína), que alcançaram US$ 16,4 bilhões em negócios em 2020. A exportação sucroenergética cresceu 61% em relação a 2019 e ultrapassou US$ 10 bilhões embarcados em 2020 – ainda abaixo do recorde histórico de US$ 16 bilhões em 2011. As vendas externas de algodão atingiram a marca de US$ 3,2 bilhões. Assim, China e Hong Kong puxaram o crescimento dos embarques, avalia o comunicado do Insper. Mais de um terço dos valores exportados foram para esses destinos – US$ 36 bilhões, 9% a mais que em 2019. Também cresceram as exportações para o Sudeste Asiático (30%), para o sul da Ásia (30%) e para a África Subsaariana (16%). Para os países asiáticos em geral, os embarques aumentaram 13%. Para a União Europeia, segundo maior destino das vendas brasileiras, houve ligeira redução em relação à 2019. As maiores baixas, no entanto, foram nas vendas para Japão e Coréia do Sul (11%).

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Competitividade do frango deve continuar elevada em 2021, prevê Cepea

A diferença de preços entre a carne de frango e as carcaças bovina e suína deve continuar elevada em 2021, após bater recorde no ano passado, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) 

“A retomada do crescimento econômico tende a ocorrer de forma gradual, e, com isso, o poder de compra dos consumidores deve continuar enfraquecido, o que, por sua vez, pode favorecer as vendas de carne de origem avícola, que é negociada a valores mais baixos que os das concorrentes”, disse o Cepea em relatório. No acumulado do ano passado (2 de janeiro a 28 de dezembro), enquanto as carnes bovinas e suínas se valorizaram expressivos 35% e 32%, respectivamente, a proteína de frango avançou 9%. Segundo o Cepea, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima a produção nacional de carne de frango em 2021 em 14,5 milhões de toneladas, aumento de 5,5% ante o previsto para 2020. Já o consumo per capita deve crescer 4,4%, para 47 quilos. O Cepea destaca que as exportações de carne de frango para a China devem continuar crescendo em 2021, apesar do empenho do país asiático em aumentar sua produção interna. O Japão, terceiro principal destino para a carne de frango brasileira e sede dos Jogos Olímpicos de 2021, também deve elevar suas compras, disse o Cepea.

ESTADÃO CONTEÚDO

Governo da França reforça medidas de controle da gripe aviária

País adota medidas para conter o avanço da gripe altamente patogênica, o vírus H5N5, que atinge vem atingindo algumas regiões produtoras

O governo da França reforçou as medidas para conter o avanço da gripe aviária altamente patogênica (vírus H5N5) que atinge o país, aumentando a região em que deve ser feito abate preventivo de animais no distrito de Landes, que totaliza até o momento 119 focos da doença. Os casos estão concentrados principalmente nos arredores de Chalosse, um território dedicado à produção de patos de engorda. Em comunicado, o Ministério de Agricultura da França informou que está ampliando de 3 para 5 quilômetros as áreas próximas a locais de infecção, em que as aves devem ser sacrificadas. Os animais selvagens ou criados soltos também deverão ser sacrificados num raio de 4 quilômetros das regiões contaminadas. “Dada a extrema contagiosidade do vírus, é necessário reduzir drasticamente a densidade das aves nas áreas mais populosas. Para isso, devem ser elevados os abates preventivos em vigor desde 24 de dezembro, que já provocaram a eliminação de mais de 350 mil patos”, informou o governo francês. De acordo com o governo, foram identificados focos isolados nos departamentos vizinhos dos Altos Pireneus (2 casos), nos Pireneus Atlânticos (2 casos) e Gers (1 caso). Ainda de acordo com as novas determinações do governo, as “zonas de vigilância”, que hoje estão em 10 quilômetros em torno dos focos de gripe aviária, podem ser estendidas até 20 quilômetros, com proibição de saída e entrada de aves (inclusive para repovoamento de granjas que tenham concluído o ciclo de produção).

ESTADÃO CONTEÚDO 

Suínos: custos e fim do auxílio emergencial são pontos de atenção

Em relatório, o Itaú BBA analisa os resultados da suinocultura em dezembro e projeta o cenário para 2021, em meio à recuperação do plantel chinês

As exportações de carne suína continuaram aquecidas em dezembro, fechando 18,9% acima do mesmo período do ano passado, com 78,4 mil toneladas in natura enviadas ao exterior. No ano, os embarques da proteína ficaram 38,1% acima de 2019. Já o preço médio pago pelo mercado internacional no mês passado caiu 1,6%, interrompendo uma sequência de quatro meses de alta. As informações são do relatório mensal do Itaú BBA, divulgado na última semana. A rentabilidade dos criadores de suínos também caiu em dezembro, com o preço do animal vivo despencando 19%, enquanto os custos de produção baixaram apenas 8%, de acordo com o banco. Apesar disso, a suinocultura registrou boas margens em 2020, e o setor bateu recordes de produção, exportação e consumo interno. “O que credencia o ano que se passou como um dos melhores da história do setor no Brasil, mesmo em meio a forte escalada dos custos no segundo semestre”, aponta. Mas enquanto os países exportadores de carne suína aproveitam a oportunidade das vendas para a China, no país asiático os sinais seguem de rápida recuperação da peste suína africana, com o total de matrizes alcançando 28,6 milhões de cabeças e o rebanho 297,3 milhões de cabeças, o que equivale a cerca de 90% dos rebanhos pré-PSA. “Ainda assim, 2021 deve ser de elevadas importações pelo país asiático, dado o tempo necessário entre o alojamento e a produção de carne”, projeta o Itaú BBA. “Se por um lado a recuperação do rebanho chinês indique estar em alta velocidade, o mesmo não se pode dizer sobre o retorno dos preços da carne aos níveis normais por lá. Pelo contrário, a carne suína no atacado chinês voltou a subir (8,4%) em dezembro, interrompendo as quedas dos últimos três meses”, diz o banco. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) previu que a produção nacional de carne suína deve crescer 2% em 2021, alcançando 4,4 milhões de toneladas, ao passo que, para as exportações, a estimativa é de uma expansão entre 5% (1,08 mi de t) a 10% (1,1 mi de t) sugerindo novos recordes.

CANAL RURAL 

MEIO AMBIENTE

Demanda global por carne impulsiona desmatamento no Brasil, diz relatório

A carne bovina é hoje um dos principais motores do desmatamento, diz análise de fundação alemã

O crescente consumo de carne no mundo e as ações do atual governo brasileiro são ingredientes de uma receita que está levando à destruição florestal no Brasil. Esta é uma das conclusões do relatório a Fleischatlas 2021 (“Atlas da carne 2021”), apresentado na quarta-feira (06/01) em Berlim. “A carne bovina é hoje um dos principais impulsionadores de desmatamento. Isso leva à destruição dos meios de subsistência de comunidades indígenas e de pequenos proprietários. Na Amazônia, o gado pasta em 63% de todas as áreas desmatadas. Entre 70% e 80% de todas as importações de carne bovina da UE vêm dos países do Mercosul. E 50% dos produtos agrícolas enviados à União Europeia (UE) vindos do Brasil são produto do desmatamento, especialmente soja, carne bovina e café”, diz o texto. “A produção industrial de carne não é apenas responsável pela precariedade das condições de trabalho, mas também afasta as pessoas de suas terras, provoca o desmatamento, o uso de pesticidas e a perda de biodiversidade – e é uma das principais causas da crise climática”, afirma Barbara Unmüssig, Presidente da Fundação Heinrich Böll. Produzido pela Fundação Heinrich-Böll – ligada ao Partido Verde alemão –, pela organização ambientalista Bund e pela edição alemã do jornal francês Le Monde Diplomatique, o relatório apresenta soluções com o objetivo de reduzir o consumo de carne, aumentar a conscientização das pessoas para que desfrutem de produtos de maior qualidade e também fazer com que elas valorizem mais os animais e os produtos que originam. A demanda global por carne está aumentando devido ao crescimento populacional e econômico – um grande problema para o clima e o meio ambiente. Em 1960, havia 3 bilhões de pessoas na Terra e, de acordo com o relatório, o consumo de carne era de cerca de 70 milhões de toneladas, o que é uma média global de 23 quilos por pessoa por ano. Em 2018, já havia mais do que o dobro de pessoas na Terra: 7,6 bilhões. Com cerca de 350 milhões de toneladas, o consumo de carne era sete vezes maior, e a média global era de 46 quilos por pessoa por ano. Um problema central é a imensa necessidade de terras para a produção de carne. De acordo com dados do governo alemão, 71% da terra arável global é usada atualmente para produção de ração animal, quatro vezes mais do que a parcela utilizada diretamente para a produção de alimentos (18%) e muito mais do que para outras matérias-primas, como algodão (7%) ou culturas energéticas, como milho para produção de biogás ou cana-de-açúcar para fabricação de etanol (4%). A pressão sobre as terras aráveis disponíveis globalmente está crescendo com o aumento da demanda global por carne, e assim enormes áreas de floresta estão sendo desmatadas, especialmente para o cultivo de soja para produção de ração animal, como é o caso do Brasil. “Hoje 90% da soja são destinados à alimentação animal”, diz Unmüssig. O relatório aponta que entre 2006 e 2017, 220 mil quilômetros quadrados de floresta foram destruídos na Amazônia e no Cerrado brasileiros, o que corresponde a mais de 60% do tamanho da Alemanha. Desse território, cerca de 10% foram utilizados para plantação de soja.

https://www.dw.com/pt-br/demanda-global-por-carne-impulsiona-desmatamento-no-brasil-diz-relat%C3%B3rio/a-56147225?fbclid=IwAR0Yg0QhnIuAQYH8pLpkrLVwxh_38EN3T05Ra5IG1WPpEnYTvh3urtIbZQU

DEUTSCHE WELLE

Desmatamento na Amazônia cresce 13,7%, diz Inpe

Os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 216 quilômetros quadrados

O desmatamento na Amazônia aumentou 13,7% em dezembro de 2020 na comparação com o mesmo mês de 2019, mostraram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também apontaram que 2020 foi o segundo ano com maior área desmatada desde que o Inpe adotou uma nova versão do sistema Deter para monitorar os alertas de desmatamento. De acordo com os dados do Inpe, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 216 quilômetros quadrados, contra os 190 quilômetros quadrados de dezembro de 2019. Para todo o ano de 2020, a área desmatada apontada pelo Deter foi de 8.426 quilômetros quadrados, uma queda de 8,2% em relação a 2019, mas ainda 70,2% maior do que em 2018. O dado significa que os dois primeiros anos do governo do Presidente Jair Bolsonaro, um defensor da exploração econômica da Amazônia —como legalização do garimpo, por exemplo— detêm os dois maiores registros de desmatamento da série histórica da nova versão do sistema do Deter.

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