CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1398 DE 08 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1398| 08 de janeiro de 2021

  

NOTÍCIAS

Boi gordo: alta no preço da arroba em 25 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria

Com a oferta de gado terminado ainda pequena e vendedores fora dos negócios, os preços subiram na última quinta-feira (7/1) em São Paulo. As escalas de abate curtas pressionam as cotações 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na comparação diária, a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@, já a da vaca gorda R$2,00/@ e a da novilha subiu R$1,00/@, apregoados respectivamente em R$275,00/@, R$256,00/@ e R$263/@, preços brutos e à vista, no estado. As cotações estão subindo nesta primeira semana do ano na maior parte das praças monitoradas pela Scot Consultoria. A oferta reduzida e as escalas de abate enxutas têm pressionado o mercado para cima. Na última quinta-feira (7/1), houve alta no preço da arroba do boi gordo em 25 das 32 praças monitoradas.

Scot Consultoria

Boi é puxado por oferta restrita

O setor pecuário nacional inicia 2021 com perspectivas positivas

Depois de registrar recordes ao longo do ano passado, o setor pecuário nacional inicia 2021 com perspectivas positivas para o mercado. Segundo pesquisadores do Cepea, os principais fatores que fundamentam esse cenário mais otimista estão relacionados à demanda externa e à possível continuidade de oferta restrita de animais para abate neste ano, sobretudo no primeiro semestre. Ainda que com menor intensidade, outro fator que pode influenciar uma sustentação nos preços internos é a demanda doméstica, que pode se aquecer neste ano, à medida que a economia brasileira se recupere.

Cepea 

Boi: preços voltam a subir com oferta muito restrita

Animais de pasto aparecem com maior frequência na região norte, consequência do regime de chuvas mais regular, que não prejudicou agressivamente a situação das pastagens

O mercado físico de boi gordo teve preços mais altos na quinta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento de alta nos preços é mais intenso nas regiões Centro-Oeste e Norte. A oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece muito restrita, com os frigoríficos absorvendo lotes residuais dos confinamentos.  “Animais de pasto aparecem com maior frequência na região norte, consequência do regime de chuvas mais regular, que não prejudicou agressivamente a situação das pastagens”, assinalou Iglesias. Já no Sudeste e no Sul, os animais de pasto devem estar aptos ao abate apenas em meados de março, garantindo um ambiente pautado pela restrição de oferta nas próximas semanas. Porém, como grande limitador de movimentos de alta mais agressivos há a situação da demanda doméstica, com um consumidor médio descapitalizado, avaliando a incidência de despesas tradicionais desta época do ano, a exemplo do IPVA, IPTU e material escolar. “Além disso, o término do auxílio emergencial impactará negativamente no consumo de produtos básicos”, destacou. Em São Paulo, Capital, a arroba do boi ficou a R$ 277, ante R$ 275 a arroba ontem. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 270, contra R$ 265. Em Dourados (MS), a arroba subiu de R$ 263 para R$ 265. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 256,00, contra R$ 251,00; em Uberaba, Minas Gerais, a R$ 272, ante R$ 270. No mercado atacadista, os preços ficaram estáveis. Conforme Iglesias, ainda é aguardada alguma alta dos preços no curto prazo, em linha com a boa reposição que vem sendo observada entre atacado e varejo nesta primeira semana do ano. No entanto, a condição macroeconômica ainda remete ao consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango e dos ovos de galinha. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,50 o quilo, estável, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 14,70 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Mercado de reposição segue firme

O volume de negócios na primeira semana de janeiro/21 se manteve restrito, porém, desde meados de dezembro/20 o mercado do boi gordo vem apresentando altas, refletido nos poucos negócios efetuados no mercado de reposição

Considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações tiveram alta de 1,0%. Em relação ao mesmo período de 2020, os preços estão 64,5% maiores. A evolução mais significativa ficou para os machos. Na média de todos os estados pesquisados, o garrote foi a categoria com maior valorização. Considerando o garrote anelorado, o destaque foi para Rondônia e Goiás, onde categoria teve alta de R$100,00/cabeça na última semana, seguidos por Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins com alta de R$50,00 por cabeça. Para o curto prazo, a expectativa é de que o volume de negociações comece a aumentar gradativamente no mercado de reposição. A oferta restrita e o viés de alta para o boi gordo devem influenciar os preços nos próximos dias.

Scot Consultoria

SC quer produzir mais carne bovina

O Estado é líder mundial na produção e exportação de carnes de aves e de suínos, mas a pecuária de corte é ainda incipiente. Em números arredondados, os catarinenses consomem 300 mil toneladas de carne bovina, mas só produzem 140 mil toneladas. Assim, é necessário buscar em outros Estados cerca de 160 mil toneladas

O perfil fundiário catarinense – com a predominância de pequenas propriedades rurais – justifica a opção pela criação intensiva de pequenos animais (aves e suínos) em desfavor do boi. Em 2020, Santa Catarina produziu e destinou ao abate 792,5 milhões de aves, 13,4 milhões de suínos e apenas 656 mil bovinos. Mesmo pequena, a atividade está presente em 293 municípios, onde 77 mil criadores mantêm um rebanho de 4,7 milhões de cabeças, entre bovinos de corte e de leite. Mas essa situação tende a mudar. Nos últimos anos tem havido um esforço muito intenso de aperfeiçoamento da cadeia produtiva da bovinocultura catarinense para ampliar a produção de carne e de leite. No setor lácteo Santa Catarina já é a quarta maior bacia leiteira do País e a prioridade, agora, é elevar a qualidade. No setor cárneo, porém, reside o desafio. Para atender a essas duas frentes, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) – com apoio do Sebrae, da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) – desenvolve há cerca de quatro anos o Programa de Assistência Técnica e Gerencial. Desde 2016, quando foi implantado, o programa atendeu – nas cadeias produtivas da bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, ovinocultura de corte, apicultura, piscicultura, maricultura e olericultura – mais de 5 mil produtores rurais. Os resultados obtidos estimularam a ampliação do programa que receberá investimentos da ordem de 22 milhões de reais para a capacitação de mais 5.000 produtores catarinenses nos próximos três anos. Esses recursos adicionais serão aportados pelo Senar nacional e pelo Senar de Santa Catarina, com apoio do Sebrae. Foi adotada também uma estratégia de natureza mercadológica com o lançamento da marca coletiva de carnes do Estado de Santa Catarina. A marca coletiva já tem nome: “Purpurata – carne catarinense certificada” em homenagem a Laélia purpurata, a flor-símbolo de Santa Catarina.

AGROLINK

ECONOMIA

Dólar tem maior alta em mais de 3 meses e fecha colado em R$5,40 com exterior e receios fiscais

O rali do dólar no exterior e mais uma rodada de preocupações fiscais no Brasil catapultaram a moeda norte-americana no Brasil na quinta-feira, com a divisa registrando a maior alta em mais de três meses e rompendo de uma vez só duas importantes resistências técnicas, em dia de expectativa frustrada por intervenção do Banco Central

O dólar à vista saltou 1,82%, a 5,3999 reais na venda, perto da máxima da sessão. É a maior valorização percentual diária desde 23 de setembro (+2,18%) e o maior patamar de encerramento desde 23 de novembro (5,4353 reais). A moeda já começou o dia em firme alta de 0,8%, lentamente desacelerou o movimento até virar e cair a uma mínima de 5,2997 reais (-0,07%) pouco depois das 11h. A partir de então, porém, as compras voltaram com força e levaram a cotação a bater a máxima do dia (de 5,414 reais, alta de 2,08%) por volta de 14h30.

REUTERS

Ibovespa alcança patamar recorde com commodities e bancos

Bolsa rompeu a marca inédita de 122 mil pontos em um movimento global de busca por ativos mais sensíveis à retomada da atividade econômica

Com novo impulso vindo de setores ligados a commodities e bancos, o Ibovespa rompeu a marca inédita de 122 mil pontos em um movimento global de busca por ativos mais sensíveis à retomada da atividade econômica. A grande estrela do dia foi a ação da Vale, que superou pela primeira vez a marca de R$ 100 e liderou, com forte volume de negócios, a disparada do setor de mineração e siderurgia. O Ibovespa fechou em alta de 2,76%, aos 122.386 pontos, deixando para trás o recorde anterior, de 119.527 pontos, registrado há quase um ano, em 23 de janeiro de 2020. Os ganhos na bolsa passaram por nomes de peso como bancos e Petrobras, mas um dos grandes destaques foi forte avanço da Vale. A ação ordinária da mineradora subiu 7,02% a R$ 102,32, com grande volume de negócios. O giro financeiro somou R$ 7,42 bilhões, enquanto todo o Ibovespa chegou a R$ 32,56 bilhões. Esse também foi um dos maiores volumes de operações da história da companhia. O giro ficou atrás apenas dos R$ 10,9 bilhões em 4 de agosto de 2020, quando houve um “block trade” de R$ 8,1 bilhões em papéis da Vale pelo BNDES, e dos R$ 8,0 bilhões em 28 de janeiro de 2019, de acordo com dados do Valor Data. Para o Goldman Sachs, um novo superciclo de commodities está começando. Embora a forte recuperação do ano passado em muitos preços de commodities possa ser vista como uma “recuperação em forma de V da vacina”, o banco americano afirma que é apenas “o início de um mercado de alta estrutural muito mais longo para commodities”, de acordo com relatório recente. Mais recentemente, esse quadro positivo foi reforçado, ainda, pela perspectiva de mais estímulo fiscal com a concretização da “onda azul” nos Estados Unidos – controle democrata nas duas casas do Congresso e na Casa Branca, que deve facilitar tramitação de novos projetos de ajuda à economia.

VALOR ECONÔMICO 

Perspectivas são boas para o Brasil neste ano, aponta FAO

Segundo economista da agência, commodities devem ter leve alta

O Brasil continuará a ser um dos grandes ganhadores no comércio agrícola global em 2021, que deverá ser marcado por maior volatilidade e ligeira elevação de preços, avalia Abdolreza Abbassian, economista sênior da FAO, a agência da ONU para agricultura e alimentação. Abbassian observou que o Brasil teve duas vantagens no ano passado para obter os bons resultados registrados por cadeias exportadoras de grãos, carnes, algodão, açúcar e café, por exemplo: em primeiro lugar, o real desvalorizado, com queda de cerca de 30% ante o dólar. Mas também ajudaram as boas colheitas e a demanda firme, sobretudo da China. Para 2021, as perspectivas continuam positivas, mesmo comparadas com um ano excepcional como 2020. “Não se pode ser excelente todos os anos, mas o Brasil está com vantagens’’, afirmou o economista. Segundo ele, o país poderá se beneficiar tanto dos preços elevados dos grãos como da demanda por carnes, a depender da evolução da economia internacional. Mesmo com as EUA recuperando participação no mercado de soja, como está acontecendo, Abbassian acredita que o Brasil não terá problemas para exportar, inclusive a outros mercados além da China. Também haverá mais espaço para o milho brasileiro no exterior, em sua avaliação. “A questão para o Brasil será mais doméstica, pela pressão nos preços internos e para atender os mais vulneráveis nessa crise’’, acrescentou. “Mas o Brasil não tem tradição de restringir exportações e não tem nenhum problema maior para servir às necessidades internas e internacionais”. O representante da FAO nota que, no começo da crise provocada pela pandemia da covid-19, houve preocupação sobre um eventual lockdown em portos no Brasil. Mas que, após algumas suspensões de embarques, a situação voltou rapidamente ao controle e o país não experimentou interrupções logísticas. Globalmente, Abbassian considera que o cenário para o comércio agrícola em 2021 também continua positivo, em boa medida porque a oferta está firme – ou seja, não faltam alimentos. Mas recomenda cautela, já que os desafios para o comércio agrícola internacional vêm de fora, e não de dentro do setor. Um deles é a volatilidade de preços, em meio a persistentes incertezas sobre a evolução da pandemia e, consequentemente, sobre a recuperação económica internacional – a venda de produtos de maior valor agregado, reforçou, depende da melhora da economia. Se o consumidor está desempregado sem dinheiro, não compra carne, por exemplo. “Estamos vendo uma maior volatilidade de preços. Os preços vão certamente aumentar ligeiramente, mas não para níveis alarmantes de uma década atrás’’, afirmou. Outro desafio, disse, é que a maioria dos analistas prevê um duradouro enfraquecimento do dólar. E a moeda americana em baixa normalmente provoca altas das cotações das commodities. Assim, lembrou, a pressão sobre preços internos, com riscos inflacionários, já começou a provocar restrições a exportações.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS

Itaú prevê ano complicado para os frigoríficos

A indústria de carne bovina inicia o ano com o desafio de manter em altos patamares os preços do produto, especialmente no mercado doméstico, para preservar as margens dos frigoríficos diante da arroba do boi gordo valorizada e da remuneração dos pecuaristas, que precisam lidar com os altos custos de produção

A avaliação foi feita pelo banco Itaú BBA, em relatório mensal sobre commodities. A dificuldade é maior levando em conta a situação econômica do País e a retirada do auxílio emergencial pelo governo federal, o que pode fazer com que o consumo interno não dê conta dos altos preços da proteína, ainda mais em um ambiente em que a carne de frango continua competitiva e servindo como substituta, afirma o banco. Em relação aos custos para o pecuarista, analistas reforçam as preocupações com o valor do bezerro, que segue alto em relação ao do boi gordo, mantendo desvantajosa a relação de troca. “Por outro lado, os criadores tendem a continuar capitalizando a estrutural escassez de bezerros enquanto o cenário da pecuária seguir construtivo”, afirmam em relatório. As boas perspectivas ficam para o mercado externo, sobretudo a China, que tende a se manter como um importante parceiro comercial para o País. De acordo com o Itaú BBA, outro fator importante nesse sentido é a recuperação dos preços em dólares, que já vem ocorrendo nos últimos quatro meses. “Se o cenário para a moeda americana mais depreciada se confirmar é possível que os preços continuem nesse curso.” “Tanto o mercado interno quanto a exportação começam o ano com spreads bem menores em comparação com um ano atrás, o que tende a restringir um novo e vigoroso movimento de alta do boi, a menos que a carne volte a subir sustentando os recordes históricos como há poucos meses, o que acreditamos ser improvável”, acrescenta o banco.

Broadcast Agro

Mais de 200 vagas de emprego oferecidas pela Marfrig em Várzea Grande

A Marfrig anunciou na quinta-feira (07) mais de 200 vagas de emprego para magarefe, desossador, refilador, lombador e faqueiro na unidade de Várzea Grande, no estado de Mato Grosso. Os candidatos selecionados terão os seguintes benefícios: refeitório, plano odontológico, vale-alimentação, seguro de vida, além de 30 dias de hospedagem em um hotel da cidade.

CARNETEC 

FRANGOS & SUÍNOS

França registra 61 focos de gripe aviária

Governo vai alargar perímetro de abates

O Ministério da Agricultura da França anunciou que o país europeu registrou 61 focos de contaminação de gripe aviária desde o início do ano. De acordo com a revista Vida Rural, de Portugal, a maioria desses surtos localiza-se na região de Landes, uma região tradicionalmente ligada à produção de “foie gras”, uma iguaria típica francesa, feita com fígado de pato e ganso. A partir disso, o governo francês decidiu alargar o perímetro territorial que permite às autoridades locais procederem ao abate de animais, incluindo os que são saudáveis, visando revenir a propagação da doença. No entanto, a medida foi criticada pelos sindicatos dos produtores por considerarem ineficaz do ponto de vista sanitário e “moralmente inaceitável”. Os primeiros surtos de gripe das aves na França foram registados em novembro, na ilha da Córsega e na região de Paris. Segundo as autoridades francesas, tinha sido detectada “a presença do vírus H5N8, idêntico ao detectado em Haute-Corse, que não é transmissível aos seres humanos”. “A doença não é considerada perigosa para os seres humanos e o consumo de aves de capoeira e ovos não é desaconselhado. Na sequência de surtos na Rússia e no Cazaquistão, registados este verão, a epizootia, que não é perigosa para os seres humanos, espalhou-se recentemente pela Europa Ocidental, onde os níveis de alerta aumentaram. Os Países Baixos, Irlanda, Reino Unido, Dinamarca e Bélgica foram particularmente afetados pelo vírus, disseminado por aves migratórias”, concluiu o veículo de imprensa português, divulgando os dados relacionados à gripe aviária na França.

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