
Ano 6 | nº 1360 | 12 de novembro de 2020
NOTÍCIAS
Mais um dia movimentado no mercado do boi gordo
A última quarta-feira (11/11) foi de mercado agitado para o boi gordo. Com escalas curtas e pouca oferta de boiadas, os frigoríficos abriram o dia ofertando mais em São Paulo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na comparação diária a alta foi significativa, de R$5,00/@, com a arroba do boi gordo cotada em R$290,00, preço bruto e à vista, R$289,50 com desconto do Senar e R$285,50 com desconto do Senar e Funrural. Para os animais jovens, que atendem o mercado chinês, as ofertas de compra chegam a R$295,00/@ bruto e à vista, com alguns negócios acima desse preço, mas que ainda não se tornaram referência.
SCOT CONSULTORIA
Boi: valor da arroba passa de R$ 280 para R$ 285 em Minas Gerais
Os preços da arroba subiram, mas o ritmo de alta é mais cadenciado neste momento
Os preços da arroba do boi gordo voltaram a subir nas regiões de produção e comercialização no mercado físico brasileiro nesta terça-feira, 10. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento é mais cadenciado, mas o cenário pouco mudou, ainda com um ambiente pautado pela restrição de oferta, ressaltando que a oferta de animais de pasto estará apta ao abate apenas no primeiro trimestre de 2021. “A demanda de carne bovina também está aquecida, avaliando que o consumo doméstico caminha para o seu ápice, com a indústria frigorífica começando a se planejar para atender esse período do ano”, diz. As exportações iniciaram novembro com um bom ritmo. O papel da China segue relevante neste processo, com o gigante asiático absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira. “A movimentação cambial ganha peso daqui até o final do ano, avaliando que um real muito valorizado pode desmotivar a atuação dos frigoríficos na compra de gado”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 290 a arroba, ante R$ 289 da segunda-feira. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram em R$ 285 a arroba, ante R$ 280. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 281 a arroba, contra R$ 281. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 277 a arroba, ante R$ 275 a arroba. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 267 a arroba, ante R$ 266. No mercado atacadista, os preços ficaram estáveis. De acordo com Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a reajustes, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo no decorrer da primeira quinzena de novembro. Além disso, o número a demanda doméstica se aproxima do seu ápice, avaliando a incidência do décimo terceiro salário e de outras bonificações motivando o consumo. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 15 o quilo, e a ponta de agulha seguiu em R$ 15 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Vendas de sêmen bovino cresceram 30% no país de janeiro a setembro
Segundo a Asbia, foram 16,7 milhões de doses no período; no ano, total deve se aproximar de 25 milhões
A comercialização de sêmen bovino alcançou 16,7 milhões de doses de janeiro a setembro deste ano no país, informou hoje a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Houve um aumento de 30,1% em relação ao mesmo período de 2019. Em igual comparação, a produção no país cresceu 32%, para 9,832 milhões de doses. Segundo Márcio Nery, Presidente da Asbia, em 2020 como um todo as vendas deverão se aproximar de 25 milhões de doses. Conforme os dados divulgados pela entidade, em relação à genética de raças de corte foram coletadas 8,059 milhões de doses nos primeiros nove meses deste ano, ante 6,129 milhões de janeiro a setembro de 2019. No caso das raças de leite, o aumento foi de 1,329 milhão para 1,774 milhão de doses na comparação. A associação divulgou hoje o Relatório Index Asbia com dados do terceiro trimestre, produzido pelo Cepea/Esalq. Entre outras informações, o trabalho mostrou que 4.146 municípios do país utilizaram inseminação artificial no período analisado.
VALOR ECONÔMICO
MT: gado confinado cresce 10%
Alta dos insumos e o custo dos animais de reposição preocupam
O volume de gado confinado no Mato Grosso avançou em 10,74%, segundo o levantamento do Instituto Mato-Grossense de Agropecuária (Imea). São 709,93 mil animais que poderão ser confinados em todo o estado. Quando comparado com o ano passado o confinamento caiu 13, 87%.
O maior volume de animais nesta modalidade está no Sudeste mato-grossense, com mais de 204 mil cabeças, mas a região que mais cresceu entre julho e outubro foi o Norte, com avanço de 18,8%, chegando a 31 mil cabeças. Na média todas regiões tiveram queda no ano com exceção do Médio-Norte, que cresceu 48% e tem 173 mil animais confinados. O aumento da intenção de quantidade de animais confinados, segundo o Imea, deve-se à valorização da arroba do boi. Mas alguns fatores ainda preocupam. Entre eles está a alta dos insumos, na casa de 45% e o custo dos animais de reposição, que subiram 28%. Também houve relatos de preocupações como: a menor disponibilidade de animais (11%), baixa lucratividade (8%), arroba do boi gordo (6%), outros fatores como a instabilidade acerca do coronavírus (3%). Para se ter uma ideia, a média do custo diário por cabeça por dia foi de R$ 9,27, valor 45,98% superior ao que foi registrado em 2019. Este cenário também influenciou na capacidade estática do estado, que apresentou decréscimo de 11,79% ante a 2019. A média dos Custos Operacionais Totais (COT) da cria em Mato Grosso, no 3º tri de 2020, totalizou R$ 130,11/@ e aumentou 2,90% no comparativo com o 2º trimestre. Os gastos com aquisição animal (+22,51%), impostos/taxas (+8,22%), e suplementação (+0,76%) foram os que mais influenciaram os custos desta modalidade. Os preços do tourinho avançaram 27,43% no terceiro trimestre do ano, houve maior preço de venda dos animais – o que aumentou a incidência de Funrural em 15,17% no ato da venda para o recriador -, e ainda, a suplementação, que, mesmo com variação mais amena ante o trimestre anterior (+0,72%), representou 21,69% de todos os gastos do produtor de cria no estado.
AGROLINK
Goiás comemora o título de detentor do segundo maior rebanho bovino do País
Conforme pesquisa do IBGE, o Estado possui quase 22,8 milhões de cabeças
Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiás possui o segundo maior plantel de bovinos do País, com quase 22,8 milhões de cabeças segundo a Gerente de Inteligência de Mercado da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Juliana Dias Lopes. Juliana disse que a pesquisa do IBGE aponta um crescimento de 0,6% no rebanho goiano. “Isso é muito positivo. E é em decorrência, principalmente, da valorização do mercado. Quando a gente tem essa valorização, estimula o produtor a aumentar o seu investimento”, destacou. Informou que, em outubro último, as exportações de carne bovina goiana representaram mais de 30% das vendas externas do agronegócio goiano. Conforme Juliana Dias, algumas ações governamentais de apoio ao pecuarista goiano também contribuíram para Goiás conquistar o segundo lugar nacional no ranking do rebanho bovino. Entre elas, citou o acesso ao crédito mais barato do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO Rural). A gerente comentou ainda o fato de o preço da carne bovina estar elevado para o consumidor brasileiro, devido à valorização do produto no mercado internacional.
SECRETARIA DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO DE GOIÁS – SEAGRO
ECONOMIA
Dólar fecha acima de R$5,40 com receios domésticos sobre fiscal
O dólar fechou em alta contra o real na quarta-feira, depois de mais um dia em que oscilou entre altas e baixas, com a volatilidade ditada pela volta dos mercados ao foco doméstico, centrado em problemas fiscais
O dólar à vista subiu 0,47%, a 5,4167 reais na venda. Ao longo do dia, a cotação variou entre 5,458 reais (+1,24%) e 5,374 reais (-0,32%). Na B3, o dólar futuro tinha variação negativa de 0,06%, a 5,4165 reais, às 17h04. A diferença de sinal em relação ao mercado à vista ocorre porque, na véspera, o segmento futuro, que encerra às 18h15, chegou ao fim do pregão em alta de 0,46%, contra ganho de apenas 0,11% no dólar interbancário. A puxada no dólar futuro no dia anterior ocorreu em meio a comentários do Presidente Jair Bolsonaro que foram interpretados como sinais de que o governo buscará a todo custo manter algum tipo de ajuda financeira a mais vulneráveis em 2021, depois do projetado fim do auxílio emergencial ao término de 2020. Para o mercado, o entendimento é de que seguem riscos de flexibilização do teto de gastos, principal âncora fiscal do país. “Eliminamos o risco da eleição americana e o risco da pandemia diminuiu. Ficamos agora com as questões domésticas: endividamento público e maior risco geral com uma Selic nas mínimas”, disse Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, para quem o juro básico da economia, atualmente em 2% ao ano, deveria estar em 4,5% para acomodar os riscos. “Não temos hoje nenhuma sinalização de movimento eficaz para resolver o problema do déficit público. E existe uma inatividade no governo, caminhamos para mais um trimestre perdido”, afirmou.
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Realização de lucros quebra série de altas do Ibovespa
O Ibovespa teve uma queda discreta na quarta-feira, reflexo de realização de lucros, quebrando uma sequência de seis pregões de alta
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,25%, a 104.808,83 pontos. A queda vem após acumular quase 12% de alta nos últimos seis pregões e flertar com níveis pré-pandemia de Covid-19. O volume financeiro na quarta-feira somou 32,4 bilhões de reais. “É um movimento bem plausível visto as altas que tivemos nos dias anteriores”, afirmou o Superintendente de Operações e sócio da BlueTrade, Leonardo Peggau, classificando a queda como uma correção normal de mercado e não descartando novos ajustes. Na visão de Peggau, mesmo uma segunda onda de Covid-19 não deve abalar o mercado como ocorreu em março. “O mercado tem medo de incerteza, do que não sabe, não conhece”, afirmou, avaliando que já há um melhor entendimento sobre os reflexos da doença, bem como a capacidade do mercado de reajustar. Ele chamou a atenção para a entrada de capital externo positivo em novembro no mercado secundário de ações brasileiro, como sinal adicional do viés mais otimista, com investidores assumindo risco, principalmente em emergentes. No mês, até o dia 9, o saldo está positivo em 7,76 bilhões de reais. Também no radar esteve o rebalanceamento dos índices MSCI Global Standard que entrará em vigor a partir de 1º de dezembro, e que no caso do MSCI Brazil incluiu as ações de Alpargatas, Bradespar e Totvs. Os papéis de Braskem, Cielo, Cogna, IRB Brasil e Porto Seguro foram excluídos.
REUTERS
Brasil tem saída líquida de US$186 mi na 1ª semana de novembro–BC
O Brasil começou novembro registrando saída líquida de dólares, em movimento ditado pela conta comercial, depois de perder mais de 1,3 bilhão de dólares em outubro
De acordo com dados do Banco Central divulgados na quarta-feira, o saldo de fluxo cambial ficou negativo em 186 milhões de dólares entre 3 e 6 de novembro. As operações comerciais (exportação menos importação) tiveram déficit de 1,441 bilhão de dólares. Já o fluxo financeiro –por onde passam investimentos em portfólio, pagamento de dívidas e remessas de lucros e dividendos, entre outros– registrou sobra de 1,255 bilhão de dólares. Em outubro, o fluxo cambial ficou negativo em 1,311 bilhão de dólares, com saída líquida tanto na conta comercial (-751 milhões de dólares) quanto na financeira (-560 milhões de dólares). No acumulado de 2020, o movimento de câmbio contratado mostra rombo de 20,194 bilhões de dólares –saldo positivo de 31,316 bilhões de dólares na conta comercial e déficit de 51,510 bilhões do lado financeiro). No mesmo período de 2019, o resultado era negativo em 21,517 bilhões de dólares.
REUTERS
Vendas no varejo do Brasil crescem em setembro pelo 5º mês, mas perdem força
O setor varejista brasileiro seguiu em recuperação em setembro com aumento das vendas pelo quinto mês seguido, porém mostrando desaceleração, em um movimento de acomodação após forte recuperação das perdas provocadas pela pandemia de coronavírus
As vendas do comércio varejista tiveram alta de 0,6% em setembro sobre o mês anterior, de acordo com os dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, desde que retornou ao nível pré-pandemia de coronavírus em junho, o setor vem mostrando perda de força nas vendas –foram altas de 3,1% em agosto, 4,7% em julho, 8,7% em junho e 12,2% em maio. “O comércio tem sido cada vez menos impactado pela Covid-19 e a economia tem uma trajetória que começa a se assemelhar ao comportamento pré-pandemia”, disse o Gerente da pesquisa, Cristiano Santos. “(Ainda) tem outros pontos como o auxílio emergencial menor em setembro. A desaceleração é natural e representa uma acomodação”, completou. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior as vendas cresceram 7,3%, e registram estabilidade no acumulado do ano, após seis meses em campo negativo. O IBGE explicou que em setembro, das oito atividades pesquisadas, cinco tiveram taxas positivas na comparação com agosto: Livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (8,9%); Combustíveis e lubrificantes (3,1%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (1,1%) e Móveis e eletrodomésticos (1,0%). Na outra ponta, as perdas foram registradas por Tecidos, vestuário e calçados (-2,4%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%); e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0.4%). De acordo com o IBGE, as vendas em supermercados vêm sendo impactadas pela inflação dos alimentos. Em setembro, o grupo alimentação e bebidas registrou aumento de preços de 2,28%, segundo os dados do IPCA. O comércio varejista ampliado, que inclui também veículos e materiais de construção, teve aumento de 1,2% nas vendas em setembro, na quinta alta seguida. O setor de Veículos, motos, partes e peças registrou crescimento de 5,2% enquanto em Material de construção, o aumento foi 2,6%.
REUTERS
Após eleição de Biden, Bolsa tem maior aporte de estrangeiros desde 2007
Na última segunda, no primeiro pregão após a vitória do democrata nos EUA, investidores internacionais trouxeram R$ 4,5 bi à B3; movimento ajudou a reduzir as retiradas recordes do ano, com saldo negativo de US$ 77,2 bi
A Bolsa brasileira registrou a entrada de R$ 4,5 bilhões em recursos estrangeiros na última segunda-feira, primeiro pregão depois do anúncio da vitória de Joe Biden na disputa presidencial nos Estados Unidos. Mas o fluxo de recursos para a B3, segundo especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast, pode ser temporário. O movimento só deve perdurar caso a busca por mercados emergentes de forma geral se revele uma tendência nos próximos meses. A entrada de capital estrangeiro no país na segunda-feira foi a maior para um único dia desde 2007. Também superou o aporte registrado em todo o mês de outubro, de R$ 2,9 bilhões. Pelo porte, ajudou a reduzir ainda mais a retirada recorde no ano, para R$ 77,2 bilhões. Um mês antes, os saques estavam em R$ 86,7 bilhões. A fuga de dinheiro externo em 2020 é explicada por uma combinação entre a crise provocada pela pandemia de Covid 19 a instabilidade causada pelas eleições americanas e o cenário desafiador das contas públicas brasileiras.
O ESTADO DE SÃO PAULO
EMPRESAS
Impulso das exportações faz lucro da Marfrig subir quase 7 vezes no 3º tri
A Marfrig viu seu lucro crescer quase sete vezes no terceiro trimestre, com impulso das exportações para mercados como China, Hong Kong e Estados Unidos, refletindo também a desvalorização do real frente ao dólar
Maior produtora global de hambúrgueres, a Marfrig reportou na quarta-feira lucro líquido de 674 milhões de reais entre julho e setembro, ante 100 milhões em igual etapa de 2019. O resultado operacional da companhia medido pelo lucro antes de impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 2,2 bilhões de reais, em linha com o esperado por analistas, segundo a Refinitiv. O valor representa um crescimento de 47% ano a ano e uma margem de 13%. Numa mão, a Operação América do Norte, que representa dois terços das receitas líquidas e 77% do Ebitda totais, teve recuperação dos volumes, disse a companhia, com o preço da carne bovina voltando a patamares considerados normais e a operação das empresas do setor retomando níveis de antes da Covid-19. “Neste trimestre, vimos as consequências da pandemia perderem força no mercado”, diz Tim Klein, presidente da Operação América do Norte da Marfrig. Já a operação da América do Sul, apoiada num aumento de 19,3% do volume exportado, para 138 mil toneladas, e de maiores receitas em dólares dada a depreciação de 35% do real, teve receita líquida de 4,8 bilhões de reais, alta anual de 26,3%. As exportações responderam por 62% das receitas totais da operação, alta anual de 11 pontos percentuais, com maiores vendas inclusive para os Estados Unidos. Com maior demanda no exterior pelos produtos de maior valor, a Marfrig concentrou os mais populares no mercado brasileiro, que teve mais saída apoiada em parte pela distribuição do auxílio emergencial do governo. “O coronavoucher deu poder de compra para produtos de tíquete menor”, afirmou o Diretor Presidente da Marfrig, Miguel Gularte. “Foi uma conjunção positiva dos astros”. A Marfrig teve ainda redução do custo financeiro, refletindo em parte a redução da alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, para 1,68 vez, ante 1,79 vez no fim de junho.
REUTERS
JBS tem resultado acima do esperado no 3º tri, com lucro de R$3 bi
A maior processadora de carne do mundo, JBS, encerrou o terceiro trimestre com resultado acima do esperado pelo mercado, impulsionada por forte desempenho nas unidades da empresa nos Estados Unidos e no Brasil, além de redução nas despesas financeiras
A companhia, dona de marcas como Swift e Friboi, teve lucro líquido de 3,1 bilhões de reais de julho a setembro, ante lucro de 356,7 milhões de reais de um ano antes, quando o resultado financeiro havia sido negativo em 3,7 bilhões de reais. O desempenho operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, foi de 7,99 bilhões de reais, evolução de 35% na comparação anual, mas queda de 24,6% na base sequencial. Analistas, em média, esperavam que a JBS apurasse lucro líquido de 2,87 bilhões de reais, com Ebitda de 6,89 bilhões, segundo dados da Refinitiv. A JBS afirmou que a divisão brasileira de alimentos processados Seara viu o Ebitda ajustado subir 55,4%, enquanto as operações com carne suína e de frango nos Estados Unidos registraram saltos de 64,7% e 48,9%, respectivamente, apoiadas na desvalorização do real ante o dólar. A companhia afirmou que o resultado da Seara se deve ao aumento de 4,4% no volume vendido e aumento no preço médio dos produtos de 19,7% ante o terceiro trimestre de 2019. Já a divisão de suínos nos EUA, JBS Pork, teve queda de 5,5% na receita líquida em dólares por conta de quedas de 8% no preço médio, enquanto o volume de vendas subiu 1,3%. “A produção de carne suína no trimestre voltou aos patamares pré-Covid, compensando, inclusive, o volume menor produzido no segundo trimestre”, afirmou a JBS no balanço. A JBS fechou setembro com relação dívida líquida sobre Ebitda de 1,6 vez em dólar, menor na história da companhia, e de 1,83 vez em reais.
REUTERS
Conselho da Marfrig aprova plano de recompra de 4,2 milhões de ações
A operação será intermediada pelo Credit Suisse
A Marfrig Global Foods, segunda maior indústria de carne bovina do Brasil, informou hoje que aprovou um plano de recompra de 4,2 milhões de ações. O objetivo do plano é adquirir as ações de emissão da própria companhia na bolsa de valores, a preços de mercado, para permanência em tesouraria, cancelamento ou posterior alienação das ações no mercado. A operação será intermediada pelo Credit Suisse. Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que pretende adquirir 0,59% do total de ações de emissão e 1,18% das ações em circulação sendo, portanto, inferior a 10% das ações em circulação, que somam 356,5 milhões. Segundo a Marfrig, a compra das ações será feita com a utilização dos recursos disponíveis do período de seis meses encerrado em 30 de junho de 2020. Além disso, a companhia estabeleceu o prazo máximo de 18 meses, contados a partir de hoje, para concluir o plano.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Exportação de carne de frango do Brasil recua em outubro, diz AbPA
As exportações de carne de frango do Brasil recuaram 9,4% em outubro ante mesmo mês do ano passado, totalizando 319,7 mil toneladas, em resultado afetado pela ausência de vendas para México e Filipinas, informou na quarta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Segundo levantamento da entidade, as receitas com as vendas da proteína no mês passado alcançaram 446,8 milhões de dólares, queda de 21,2% na comparação anual dos valores na moeda norte-americana. A ABPA citou a Arábia Saudita como “principal destaque” entre compradores em outubro, com 44,9 mil toneladas, avanço de 22% em relação ao mesmo mês de 2019, e também destacou números positivos nos embarques para União Europeia (+29%) e África do Sul (+5%). “A retomada gradativa dos embarques para a Arábia Saudita e o incremento dos volumes enviados para a Europa indicam maior capilaridade nos embarques do setor”, disse em nota o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. “Apesar dos impactos sentidos pela falta do México e Filipinas nas vendas deste mês em relação a outubro de 2019, as exportações internacionais seguem, de forma geral, em patamares equivalentes ao verificado em 2019”, acrescentou. No acumulado de 2020 até outubro, as exportações brasileiras de carne de frango somam 3,498 milhões de toneladas, praticamente em linha com igual período do ano passado, enquanto as receitas atingem 5,066 bilhões de dólares, com queda de 13%. Considerando o resultado dos dez primeiros meses do ano, a China segue como principal cliente, com compras de 564 mil toneladas de carne de frango no período, alta de 24% na comparação ano a ano, acrescentou a ABPA.
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INTERNACIONAL
Grupo de investidores com US$ 25 trilhões sob gestão alertam que gigantes de carne devem prevenir surtos
Uma coalizão de investidores com US$ 25 trilhões sob gestão disse que alguns dos maiores fornecedores de carne não estão fazendo o suficiente para prevenir surtos de doenças infecciosas, e destacou a necessidade de melhorar medidas como biossegurança e bem-estar animal
Cerca de 75% das 60 maiores empresas de capital aberto que fornecem carne, laticínios, peixes e ovos foram consideradas de alto risco quando se trata de conter potenciais doenças zoonóticas futuras, segundo análise do grupo Fairr. Mais da metade das empresas mostrou alto risco em critérios que incluem uso de antibióticos, condições de trabalho e bem-estar animal, disse a associação com sede em Londres. A crise de Covid-19 destacou condições de trabalho precárias em muitos frigoríficos, que enfrentaram dificuldades para conter o contágio, e também o vínculo entre a criação de animais e a propagação de doenças. Um surto de coronavírus em fazendas de visons na Dinamarca e casos de gripe aviária em partes da Europa recentemente aumentam essas preocupações. Autoridades de saúde pública também alertaram que o uso em excesso de antibióticos pelo setor agrícola tem contribuído para uma crescente resistência microbiana. “Esses sistemas intensivos de produção animal colocam em risco o bem-estar animal, o bem-estar humano e resultados ambientais”, disse a diretora executiva da Fairr, Maria Lettini. “Os investidores agora pedem às empresas de carne e laticínios que façam muito mais em biossegurança, condições de trabalho e padrões de bem-estar para evitar a criação e a propagação da próxima Covid-19.” Segundo a análise, a pandemia destacou a falta de medidas suficientes para proteger trabalhadores e evitar cortes na cadeia de abastecimento. O relatório da Fairr indicou que fornecedores de proteína animal não têm feito o suficiente para combater a mudança climática: três em cada quatro não declararam ou definiram metas significativas para as emissões de gases de efeito estufa. Ainda assim, há sinais de avanço. Cerca de 25% das empresas agora fornecem uma imagem completa de seu impacto climático com a divulgação das chamadas emissões de Escopo 3, que incluem as emitidas por fornecedores, segundo a Fairr. Sete empresas também prometeram metas com base na ciência para a redução de emissões. “É realmente um setor que tem desafios de sustentabilidade significativos”, disse Michaela Zhirova, responsável por pesquisa e produtos ESG da Nordea Asset Management, que faz parte da Fairr. “Os investidores devem continuar a pressionar por melhoras mais rápidas.”
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