
Ano 6 | nº 1345| 21 de outubro de 2020
NOTÍCIAS
Valores do boi seguem em alta e arroba chega a R$ 266 em São Paulo
Algumas vendas foram realizadas acima da referência média, principalmente para animais que cumprem os requisitos de exportação à China
Os preços do boi gordo ficaram entre estáveis a mais altos na terça-feira, 20. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ainda há relatos de negociações realizadas acima da referência média, principalmente para animais que cumprem os requisitos de exportação ao mercado chinês, principal destino da carne bovina brasileira em 2020. A oferta de animais terminados permanece restrita. A incidência de boi a termo e a utilização de confinamentos próprios oferece algum conforto para os frigoríficos de maior porte. “No entanto, as escalas de abate ainda respeitam a média de quatro a cinco dias úteis. No Brasil central também são evidenciados negócios acima da referência média, enquanto algumas unidades frigoríficas seguem indicando a possibilidade de ofertar férias coletivas devido ao encarecimento da matéria prima”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 266 a arroba, contra R$ 265 na segunda-feira, 19. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 262 a arroba, ante R$ 261,00. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores chegaram a R$ 258 a arroba, ante R$ 257. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 253 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, a cotação foi de R$ 248 a arroba, estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram acomodados. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere por um movimento mais moderado de alta até a próxima virada de mês, algo natural em um período pautado por menor apelo ao consumo, resultando em uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. “Para a virada de mês a dinâmica é outra, com a entrada dos salários motivando a reposição entre atacado e varejo”, destaca. Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,30 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,50 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Arroba de R$ 270,00 para boi China já é realidade em SP
Negócio de animais com padrão exportação está sendo realizado a R$ 270,00/@ no estado de São Paulo, mas a tendência é que os preços fiquem acima desse patamar ao longo desta semana
Para esse último bimestre, a expectativa é que a potência asiática aumente o volume importado de proteína do Brasil já que precisa preencher um déficit de até 10 milhões de toneladas. Segundo o Analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o animal destinado ao mercado interno também tem registrado valorizações nas cotações. “Em São Paulo, estão ocorrendo negócios a partir de R$ 260,00/@ a R$ 265,00/@ conforme o acabamento do animal. O spread entre o mercado doméstico e externo está distante devido à demanda Chinesa”, comenta. Algumas indústrias frigoríficas que atuam na exportação estão recebendo consulta para ampliar o volume de vendas com destino ao mercado chinês. “Por isso, não devemos ter uma pressão baixista nos preços tão cedo. Vale lembrar que esse movimento não fica restrito apenas a pecuária, mas sim a todo o setor de carnes brasileiras”, ressalta. No atacado, a referência para o traseiro está ao redor de R$ 19,50/kg e significa que o consumidor final tem absorvido os preços atuais. “Nós também já observamos um movimento de migração para outras culturas, principalmente a carne de frango. O consumidor final pode não ter tanta capacidade para absorver tantos reajustes da carne bovina”, relata. A reabertura dos comércios na praça paulista tem contribuído para o enxugamento da produção no mercado interno. “Isso motivou o aumento nos preços dos cortes traseiros com os bares e restaurantes refazendo seus estoques, isso gera uma demanda adicional por cortes nobres”, reporta. Do lado da oferta, o analista aponta que o mercado está dependendo do volume de animais do confinamento. “As pastagens estão deterioradas no Centro-Oeste e isso acaba atrasando a engorda dos animais de pasto. Nós acreditamos que esses gados vão estar prontos para o abate somente só no primeiro trimestre do ano que vem e deve gerar uma lacuna de oferta em um momento de demanda aquecida”, afirma.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi gordo: mercado comprador
As praças paulistas abriram a última terça-feira (20/10) com alta nos preços da arroba do boi gordo e da vaca gorda
Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$265,00/@, considerando preço bruto e à vista, R$264,50/@, com desconto do Senar e R$261,00/@ com desconto do Senar e Funrural. Alta de R$2,00/@ no comparativo diário, ou 0,8%. Para animais que atendem às exportações, já ocorreram negócios pontuais em R$270,00/@. A cotação da vaca gorda também subiu e, em comparação ao dia anterior, está em R$1,00/@ a mais ou 0,4%, apregoada em R$250,00, preço bruto e à vista.
SCOT CONSULTORIA
Exportações brasileiras de carne bovina aumentaram em outubro, na comparação anual
Em outubro, até a terceira semana, o Brasil exportou 90,42 mil toneladas de carne bovina in natura, com faturamento de US$381,28 milhões.
O volume médio diário embarcado, de 8,22 mil toneladas, aumentou 6,04% frente ao exportado diariamente em outubro de 2019 (Secex).
SCOT CONSULTORIA
Confinamento de bois em 2020 deve bater recorde no Brasil
Segundo dados preliminares do Censo de Confinamento DSM 2020, o país deve alcançar 6,188 milhões de cabeças – avanço de 6% em relação a 2019
O número de bois gordos terminados em confinamento no Brasil deve alcançar o recorde de 6,188 milhões de cabeças em 2020, avanço de 6% em relação aos 5,856 milhões de cabeças verificadas no ano passado, de acordo com dados preliminares do Censo de Confinamento DSM 2020. O crescimento é atribuído ao segundo giro de confinamento, que já costuma representar 65% dos animais engordados no cocho, mas neste ano será ainda mais volumoso por causa da forte valorização da arroba no período, informa o Gerente Técnico de Confinamento da DSM, Hugo Cunha. Por causa da pandemia do novo coronavírus, que trouxe uma forte incerteza para os mercados e o início da recessão econômica, foram confinados 40% menos animais do que o que normalmente ocorre no primeiro giro do ano, que começa entre março e abril e termina entre junho e julho. “Com essa diminuição no número de bois fechados (nos cochos), faltou animal para ser abatido em julho e agosto e o preço da arroba começou a disparar”, explicou Cunha. De acordo com ele, no segundo semestre, embora os preços de insumos essenciais à atividade, como bois magros, milho e farelo de soja, também tenham começado a subir, as exportações continuaram aquecidas. Nesse sentido, a forte demanda externa, somada aos preços mais altos da arroba, estimulou os pecuaristas a lotarem os confinamentos com animais para engorda até o fim do ano. O levantamento mostra que o maior avanço do confinamento, em termos porcentuais, ocorre no Nordeste, onde o número de animais deve chegar a 148 mil cabeças neste ano, 17% a mais do que em 2019. Contudo, o Centro-Oeste segue responsável pela maior parcela de bois nos cochos, somando 2,892 milhões de cabeças, aumento de 8% frente ao ano anterior. Em segundo lugar, está o Sudeste, com 1,685 milhão de animais confinados (+1,6%), seguido pelo Norte, com 760 mil animais (+0,6%) e pelo Sul, que deve alcançar 705 mil animais confinados, alta de 10,8% na mesma base comparativa. Em relação aos Estados, Mato Grosso lidera a produção, enquanto Goiás e São Paulo ocupam a segunda e a terceira posições.
ESTADÃO CONTEÚDO
ECONOMIA
Dólar fecha em leve alta: incerteza pesa
O dólar zerou a queda de mais cedo e fechou perto da estabilidade ante o real na terça-feira, com investidores recompondo posições na moeda norte-americana diante do menor fôlego de ativos de risco no exterior
O dólar à vista terminou a terça-feira com variação positiva de 0,11%, a 5,6114 reais na venda. Na máxima, alcançada ainda no começo do pregão, a cotação marcou 5,6274 reais (+0,39%). “Apertem os cintos, a volatilidade começou”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos. “Será assim até, no mínimo, as eleições (nos EUA), podendo se estender”, concluiu. O foco do mercado nesses últimos dias tem se voltado ainda mais para as negociações em torno de um novo pacote de estímulo nos Estados Unidos. As tratativas entre a Presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, e o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, aproximavam-se do prazo final na terça-feira para um acordo de modo que um pacote possa ser aprovado pelo Congresso antes do dia das eleições, em 3 de novembro. A ansiedade por um desfecho sobre as conversas levou investidores a reduzir as vendas de dólares também no exterior nesta sessão. Aqui, o mercado segue às voltas com expectativas sobre reformas e ruídos internos no governo. O real amarga o título de moeda relevante que mais perde ante o dólar neste ano (-28,49%) e que apresenta a maior volatilidade (quase 18% ao ano), diante de uma combinação de incerteza fiscal, impacto econômico da pandemia, juros baixos, saídas de recursos e desmonte de “overhedge”. Na avaliação do Bulltick, que presta serviços bancários e de gestão de recursos, a tendência é que o real continue fraco, mas há expectativa de que as pressões de baixa sobre a moeda arrefeçam.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta de 1,91% com respaldo de Wall St
O Ibovespa voltou a fechar acima dos 100 mil pontos na terça-feira, o que não acontecia desde setembro, com influência positiva de Wall Street em meio a esperanças de um acordo no Congresso norte-americano para mais estímulos fiscais
A cena corporativa doméstica também ocupou os holofotes, com bancos respondendo pela maior contribuição positiva, apoiados em perspectivas de resultados trimestrais melhores. Ainda, CSN chamou a atenção com anúncio de IPO da unidade de mineração. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,91%, a 100.539,83 pontos, maior patamar de fechamento desde 9 de setembro. O volume financeiro somou 25,28 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, prevaleceu o otimismo de que as conversas entre parlamentares norte-americanos estão progredindo nas negociações para um novo pacote de estímulo para ajudar a economia afetada pela pandemia de Covid-19. A Presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse estar otimista quando a um acordo entre democratas e a Casa Branca.
REUTERS
IGP-M desacelera alta a 2,92% na 2ª prévia de outubro com arrefecimento de commodities, diz FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta a 2,92% na segunda prévia de outubro, ante alta de 4,57% no mesmo período do mês anterior, conforme o arrefecimento dos preços das commodities aliviou a pressão sobre a inflação no atacado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral, teve alta de 3,75% no segundo decêndio deste mês, deixando para trás a disparada de 6,36% registrada no mesmo período de setembro. Segundo André Braz, Coordenador dos Índices de Preços, “a desaceleração observada nas taxas de variação de algumas commodities, principalmente minério de ferro (17,01% para -0,34%), contribuiu para o recuo do índice de preços ao produtor.” Entre os componentes do IPA, o destaque foi o grupo Matérias-Primas Brutas, que desacelerou seus ganhos de 11,31% para 4,77% na segunda prévia de outubro, recebendo forte influência de produtos como milho e café em grão, além do minério de ferro. Enquanto isso, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, acelerou a alta a 0,71% no segundo decêndio de outubro, após saltar 0,38% no mês anterior. O grupo Educação, Leitura e Recreação disparou 3,05%, informou a FGV, deixando para trás o salto de 0,40% apresentado na segunda prévia de setembro. Um avanço de 33,57% nos preços das passagens aéreas foi o principal responsável por essa leitura. Finalmente, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,50% no segundo decêndio de outubro, uma aceleração em relação à alta de 0,98% do mesmo período do mês anterior.
REUTERS
EMPRESAS
BNDES sobe o tom contra a JBS
Acionistas vão deliberar sobre abertura de processo contra os irmãos Batista
A dez dias da assembleia extraordinária de acionistas que decidirá se a JBS deve processar os irmãos Batista por prejuízos causados à empresa devido aos crimes revelados na delação premiada, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) subiu o tom contra a gigante das carnes. Dono de quase 22% das ações da empresa brasileira, o braço de participações do banco estatal acusou a companhia de tentar esvaziar o poder dos minoritários. A BNDESPar se manifestou contra a JBS em uma dura carta enviada em 15 de outubro. O documento se tornou público no fim da noite de segunda-feira (19), quando a companhia de carnes enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a correspondência do banco e as respostas dada pela JBS aos questionamentos. O pedido para que os acionistas avaliem a responsabilização dos irmãos Batista — controladores e administradores da JBS na época dos crimes confessados nos acordos de colaboração — remonta a um pleito originalmente feito pela BNDESPar em 2017. Na época, a assembleia que apreciaria o tema acabou suspensa pela Justiça para que uma arbitragem decidisse se a J&F Investimentos, holding por meio da qual os Batista controlam JBS, poderia votar. O banco alegava que a J&F estaria em conflito de interesses. Neste ano, essa arbitragem foi concluída, com um resultado favorável ao BNDES. Com a vitória na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM), o banco exerceu a prerrogativa de acionista e pediu à JBS para convocar uma assembleia para deliberar sobre o processo contra os Batista. A reunião foi convocada para 30 de outubro, mas a empresa incluiu na pauta um item que vem causando discórdia e que, na visão do BNDES, permite que a J&F vote — em uma “interpretação afrontosa” à decisão arbitral. Na prática, a JBS propôs que, caso o ingresso das ações de responsabilidade contra Joesley e Wesley seja aprovado pelos acionistas — o que é bem possível, devido ao impedimento de voto da J&F —, a assembleia aprecie um item que daria poder à administração da companhia sobre como conduzir o tema. Nesse item, a holding dos Batista não está formalmente impedida de votar. Em sua carta, a BNDESPar pediu a exclusão desse item da pauta e solicitou que a JBS confirme que a J&F estaria impedida de votar. Em resposta, a JBS informou que “desconhece qual será a posição de seus acionistas, incluindo a J&F” e que tampouco sabe se a holding da família Batista “entende que está, ou não, impedida de exercer seu direito de voto em relação a cada um dos itens da pauta”. Com uma fatia de 41% da JBS, a J&F praticamente garante a aprovação do item contestado pelo banco se decidir votar. Caso os acionistas da companhia aprovem esse item, ficaria a cargo da administração da JBS decidir, inclusive, se a ação contra os Batista seria realizada por meio da “participação” em um procedimento arbitral que está em curso na Câmara da B3. Em duas arbitragens semelhantes e agora unificadas, um fundo de investimento e a Associação dos Investidores Minoritários (Aidmin) processam a J&F, pedindo ressarcimento à JBS por prejuízos causados pelos crimes confessados na delação.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
BRF vai paralisar frigorífico de aves em Carambeí(PR)
Objetivo da companhia é adequar a produção à demanda do mercado
A BRF vai paralisar temporariamente, a partir de 16 de novembro, os abates de frango na unidade de Carambeí, no Paraná. A informação foi revelada na segunda-feira (19) pelo site da revista “Globo Rural”. Procurada pelo Valor, a BRF informou que o abatedouro passa por ajustes operacionais. “O objetivo dessa medida pontual e previamente planejada é a adequação da produção à demanda do mercado”, disse a empresa. O abatedouro de Carambeí exporta para o Oriente Médio, região onde a demanda carne de frango caiu em meio aos impactos da pandemia sobre o turismo de destinos como Dubai. Entre janeiro e setembro, os embarques da carne de frango brasileira para os Emirados Árabes Unidos caíram 15,7%, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. De acordo com a BRF, a unidade ficará parada, com os funcionários em férias coletivas, entre 16 de novembro e 5 de dezembro.
VALOR ECONÔMICO
Número de casos de PSA em javalis sobe para 70
A China e outros compradores de carne suína proibiram as importações de carne suína alemã
Mais um caso de peste suína africana (PSA) foi encontrado na população de javalis em Brandenburg, disse o governo da região leste da Alemanha na sexta-feira. Isso eleva o número de casos confirmados para 70 desde o primeiro dia 10 de setembro. Todos estavam em animais selvagens na região e nenhum porco de fazenda foi afetado até agora. A China e outros compradores de carne suína proibiram as importações de carne suína alemã após a confirmação do primeiro caso, fazendo com que os preços da carne suína chinesa subissem e os preços alemães caíssem. O ASF não é perigoso para os humanos, mas é fatal para os porcos e um surto massivo na China e em outras partes da Ásia levou a mudanças massivas no comércio de suínos.
Mercado de suínos aquecido e com cotações subindo
As cotações no mercado de suínos continuaram em ascensão na terça-feira (20). De acordo com análise do Cepea/Esalq, a oferta ainda restrita de animais em peso ideal para abate e o incremento na demanda por parte de frigoríficos seguem elevando os valores do suíno vivo nestas primeiras semanas de outubro
Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 1,19%/1,18%, chegando a R$ 170,00/R$ 172,00, enquanto a carcaça especial subiu 5,74%/7,61%, cotada em R$ 12,90/R$ 13,30 o quilo. No caso do animal vivo, de acordo com informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (19), houve aumento nas principais praças produtoras acompanhadas pelo órgão. O preço do suíno vivo aumentou 2,41% em São Paulo, alcançando R$ 8,92/kg, avanço de 1,84% em Minas Gerais, com valor de R$ 8,85/kg, alta de 1,58% no Rio Grande do Sul, valendo R$ 7,72/kg, e de 1,47 para o Paraná e Santa Catarina, com preços de R$ 8,30/kg e R$ 8,28/kg, respectivamente.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
Europa desacelera compras de carne bovina paraguaia, após segunda onda do covid-19
A pandemia do coronavírus voltou a atingir a União Europeia com uma segunda onda, previamente prevista, mas já instalada, que obriga os países a agirem, como na França, onde o governo determinou o toque de recolher
Mais uma vez, o vírus monta um cenário desafiador no mercado que, como um todo, embora em baixos volumes, paga mais pela carne paraguaia. O Gerente da Câmara Paraguaia da Carne (CPC), Daniel Burt, confirmou ao portal Valor Agro que “na verdade os importadores europeus não estão comprando carne bovina”, explicou que essa realidade começou a se manifestar nas últimas duas semanas. A segunda onda atingiu a comunidade europeia após alguns meses de um novo normal durante o verão. A República Tcheca, Bélgica, Holanda, França, Reino Unido e Espanha registraram o maior número de casos acumulados nos últimos 15 dias, e na Suíça, que foi pouco afetada pela pandemia durante a primavera, é o país de continente onde a doença avançou mais rapidamente na semana passada, disse a AFP. Holanda, Suíça e Reino Unido fazem parte da carteira de clientes dos exportadores de carnes paraguaios. Burt comentou, consultado pelos preços de compra, que os importadores europeus “não estão passando referências”, em um Hilton que antes negociava perto de US $ 8 mil a tonelada. A segunda onda preocupa também os exportadores vizinhos, é o caso da Argentina e do Uruguai, dois países que têm presença importante com o Hilton e 481 cotas. O Presidente da Associação Uruguaia da Indústria Frigorífica (Adifu) e CEO da Marfrig para o Cone Sul, Marcelo Secco, garantiu à Radio Carve do Uruguai que o mercado comunitário é “muito inerte e recessivo para fixar preços”.
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