CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1280 DE 17 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1280| 17 de julho de 2020

 

NOTÍCIAS

Oferta minguada e preços firmes no mercado do boi gordo

Sem grande oferta de boiadas, as indústrias seguem com dificuldades para compor as escalas

O cenário é de preços consistentes, mesmo com a segunda quinzena do mês, período em que o consumo de carne bovina cai. Diante desse quadro, nas praças paulistas, os preços da arroba do boi gordo ficaram estáveis na última quinta-feira (16/7) na comparação dia a dia. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$220,00/@, bruto e a prazo, R$219,50, descontado o Senar, e em R$216,50, livre de impostos (Senar e Funrural). Os negócios com bovinos de até quatro dentes, destinados ao mercado chinês, ocorreram em até R$225,00/@, bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi vale R$ 3,2/@ a mais que o valor da carne no atacado paulista

Trata-se da maior vantagem do animal sobre a carcaça casada desde agosto de 2016

Neste mês de julho, o Indicador CEPEA/B3 do boi gordo (mercado paulista, à vista) voltou a ser negociado a valores acima dos observados para a carcaça casada (mercado atacadista da Grande São Paulo, também à vista), segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Esse cenário atual é resultado do ritmo de alta nos preços do boi acima do observado para a carcaça. Na parcial de julho (até o dia 15), o Indicador do boi gordo registra média de R$ 219,51 e a carcaça casada de boi, de R$ 216,30, com avanços de 4,6% e de 2,48%, respectivamente, frente às cotações médias registradas no mês anterior. Todas as comparações foram realizadas com médias reais, deflacionadas pelo IGP-DI. Diante disso, o animal para abate nesta parcial de julho é negociado a R$ 3,21 por arroba acima da carne no atacado. “Trata-se da maior vantagem do animal sobre a carne desde agosto de 2016, quando o boi gordo era negociado R$ 11,7/@ acima da carcaça casada”, observa o Cepea. No acumulado do ano, enquanto a média mensal do boi subiu 0,65%, a carne se desvalorizou 5,36%, informa o Cepea. Sustentado pela pecuária, o IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários), que passou a considerar em sua série histórica o IPPA-Cana-Café/Cepea, registrou alta nominal de 0,3% em junho na comparação com maio.

CEPEA 

Arroba do boi gordo sobe em São Paulo e vai a R$ 221, diz Safras

De acordo com a consultoria, para a segunda quinzena do mês, a expectativa é de uma reposição mais lenta entre atacado e varejo

A arroba do boi gordo voltou a subir em algumas regiões de produção e comercialização nesta quinta-feira, 16. “No entanto, a tendência de curto prazo ainda remete a manutenção dos preços, com os frigoríficos não mostrando disposição para continuar reajustando neste momento”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Para a segunda quinzena do mês, a expectativa é de uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. Como ponto de suporte deve ser considerado o quadro de restrição de oferta neste início de entressafra “Além disso, a demanda chinesa permanece muito efetiva neste momento, avaliando a necessidade de preencher a lacuna de oferta formada pela peste suína africana”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 220 para R$ 221 por arroba. Em Uberaba (MG), continuaram em R$ 217 por arroba, estáveis. Em Dourados (MS), subiram de R$ 211 para R$ 212 por arroba. Em Goiânia (GO), permaneceram em R$ 211 por arroba. Já em Cuiabá (MT), foram de R$ 197 para R$ 198 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a manutenção dos preços, pois a reposição costuma ser mais lenta ao longo da segunda quinzena do mês, período em que o consumidor médio está menos capitalizado. “É importante ressaltar que a reabertura dos restaurantes na cidade de São Paulo foi relevante na primeira quinzena de julho, mesmo com a necessidade de operar com capacidade reduzida”, afirma Iglesias. Com isso, a ponta de agulha continuou em R$ 12,10 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Alto número de casos de covid-19 nos frigoríficos se deve à testagem em massa, diz ministra

Tereza Cristina defende protocolo de prevenção nas unidades de produção

A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu os protocolos de prevenção à covid-19 nos frigoríficos e disse que o número de casos confirmados se deve à testagem em massa que tem sido feita pelos estabelecimentos. Ela afirmou que existe uma “reverberação” sobre a contaminação pelo novo coronavírus entre funcionários de abatedouros e que isso tem influenciado a suspensão das exportações de algumas plantas para a China e na demora para habilitação de novas fábricas. “Não existe nada cientificamente comprovado de que o alimento transmita o vírus”, disse durante transmissão ao vivo hoje. A pandemia e os bloqueios às exportações de carnes de algumas plantas deixaram em segundo plano a habilitação de novos frigoríficos pelos chineses, mas Tereza Cristina espera novidades positivas daqui um mês. “A China também está com problemas para explicar para a população e mostrar que não há problemas com alimentos. Estão sendo muito cautelosos no recebimento dos produtos, testando. Esse assunto infelizmente ficou em segundo plano, mas mais um mês para frente pode ser que a gente avance”, destacou. Segundo a ministra, os abatedouros brasileiros são associados de forma errada à maior proliferação do coronavírus. “Existe uma reverberação de que existe mais gente contaminada ou que os frigoríficos são fonte do vírus, o que não é verdade. Eles vêm testando muitas pessoas, com os protocolos que seguem, e aparecem mais casos. Se não tivessem feito os testes, talvez não tivesse essa reverberação do assunto”, pontuou. Ao todo, seis frigoríficos tiveram as exportações suspensas para a China até agora por conta de casos de covid-19 entre os funcionários. Ontem, Pequim pediu que o Ministério da Agricultura suspenda mais duas plantas, o que, no entanto, não deve ocorrer.

VALOR ECONÔMICO 

Aumento das vendas de carne para China é positivo, mas suspensões preocupam

A China poderá reduzir a demanda por carnes importadas no curto prazo, diante das recentes suspensões de compras de frigoríficos de diversos países, mas o Brasil tende a ser um dos menos impactados, segundo o Rabobank

“Achamos que o Brasil deve ser um dos menos impactados, principalmente por conta da questão da desvalorização cambial. O nosso produto está muito atrativo em relação aos preços”, disse o analista de proteína animal do Rabobank Brasil, Wagner Yanaguizawa, em podcast nesta semana. Atualmente, seis frigoríficos brasileiros estão com exportações suspensas para a China. A China é o maior importador de carnes brasileiras, tendo comprado 17% de toda a carne de frango produzida pelo Brasil no primeiro semestre, 49% da carne suína e 10% da carne bovina. “É uma dependência muito forte, é negativo, os riscos também são maiores… Porém, ainda bem que é a China que hoje é nosso maior importador porque ela é um dos poucos países que estão conseguindo ter esse volume de importação mesmo com o cenário de coronavírus e redução na demanda doméstica”, disse Yanaguizawa. Caso o número de casos de covid-19 continue a aumentar entre trabalhadores de frigoríficos, o analista vê risco de aumento no número de plantas suspensas a exportar para a China.

CARNETEC

ECONOMIA

Dólar sofre correção e tem queda

O dólar fechou em baixa ante o real na quinta-feira, num dia de volatilidade razoavelmente menor e com o real de novo descolando de boa parte de seus pares, embora desta vez para o lado positivo

O dólar à vista caiu 1,04%, a 5,3279 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,91%, a 5,3255 reais, às 17h11. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de rivais de países ricos subia 0,3%. Na quarta-feira, o real foi destaque negativo em dia de queda global do dólar, com analistas comentando que a divisa brasileira mais uma vez foi alvo do trade “compra de bolsa/compra de dólar”, reflexo da demanda do mercado por proteção a posições no mercado de ações —que para muitos analistas está mais preparado para se beneficiar de uma retomada da economia. O gestor Alfredo Menezes, da Armor Capital, chamou atenção para ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) “relevantes”, que, segundo ele, normalmente provocam queda da bolsa e fortalecimento da taxa de câmbio. Na terça-feira, a Hidrovias do Brasil anunciou convocação de assembleia geral de acionistas para o dia 3 de agosto para decidir sobre a realização de uma oferta pública primária e/ou secundária de distribuição de ações.  Na segunda, a incorporadora You Inc definiu a faixa indicativa de preço de sua oferta pública primária e secundária de ações, em operação que pode levantar 1 bilhão de reais para a companhia, considerando o ponto médio da faixa. Já o IPO da Ambipar, empresa que estou nesta semana na bolsa, foi precificado no teto da faixa indicativa e movimentou 1,08 bilhão de reais. E a oferta inicial de ações do Grupo de Moda Soma pode movimentar cerca de 2 bilhões de reais. No geral, as ofertas de ações de empresas brasileiras cresceram 10% no primeiro semestre, para 9,9 bilhões de dólares, segundo dados da Refinitiv, surpreendendo muitos banqueiros de investimento, especialmente pelo contraste com a paralisia do mercado de fusões e aquisições. Dados do Banco Central divulgados na quarta-feira revelaram acentuada piora nas saídas de recursos do Brasil nos últimos dias. O fluxo cambial ficou negativo em quase 2 bilhões de dólares apenas na semana passada, elevando o déficit de julho a 2,376 bilhões de dólares. No ano, a debandada é de quase 15 bilhões de dólares.

REUTERS 

Ibovespa recua com realização de lucros endossada por exterior

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em baixa de 1,22%, a 100.553,27 pontos, tendo chegado a 100.160,18 pontos no pior momento do dia. O volume financeiro do pregão somou 23,9 bilhões de reais

Apenas neste mês, o Ibovespa já acumula elevação de 5,78%. Desde a mínima do ano, em março, a alta alcança cerca de 60%. No ano, porém, a conta ainda é negativa, com queda de 13%. “Movimento de clara realização de lucros depois de um mês muito bom”, disse o gestor Ricardo Campos, da Reach Capital, que vê investidores tentando fazer realocação entre empresas favorecidas na quarentena e outras que podem voltar a se beneficiar. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,3%, pressionado por receios sobre os efeitos econômicos de casos crescentes de Covid-19 nos Estados Unidos diante de dados mostrando desemprego ainda elevado naquele país. Ainda no exterior, conforme pontuou a equipe da Tullet Prebon no Brasil, o crescimento do PIB acima do esperado na China no segundo trimestre não animou os mercados, que se voltaram para o dado de varejo de junho, abaixo do esperado. O PIB chinês subiu 3,2% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, ante previsão em pesquisa da Reuters de alta de 2,5%. Já as vendas no varejo contraíram 1,8% em junho ante expectativa de aumento de 0,3%.

REUTERS

Economistas voltam a piorar estimativa para déficit primário do governo central em 2020 a R$765,868 bi

Os dados foram coletados até o quinto dia útil deste mês. No relatório anterior, de junho, o déficit fora estimado em 708,876 bilhões de reais, pela mediana das expectativas

A deterioração vem na esteira do forte impacto da crise com o coronavírus sobre a atividade econômica e, por conseguinte, sobre a arrecadação, além dos vultosos gastos extraordinários para amenizar os impactos do surto, como os ligados ao auxílio emergencial. A expectativa oficial do Ministério da Economia é de déficit primário maior para o governo central, de 795,6 bilhões de reais neste ano, ou 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O número, entretanto, levou em conta retração de 6,5% para o PIB que constava no relatório Focus à época e será revisado após o ministério reiterar na véspera que espera tombo de 4,7% para a economia neste ano. A meta para o governo central em 2020 é de déficit de 124,1 bilhões de reais, mas o governo não precisará cumpri-la em função do estado de calamidade pública pelo surto de Covid-19. Para 2021, economistas também pioraram suas estimativas a um rombo de 214,042 bilhões de reais, sobre 200 bilhões de reais antes. O governo fixou meta de déficit primário de 149,61 bilhões de reais para o ano que vem, mas pediu flexibilidade no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para que ela seja mudada sempre que as receitas para o próximo ano forem recalculadas, já admitindo que o oitavo déficit anual consecutivo do país deve ser muito pior. Com a deterioração das contas públicas, a expectativa agora é que a dívida bruta sobre o Produto Interno Bruto (PIB) suba a 93,90% do PIB neste ano, sobre percentual de 92,68% visto antes, mostrou o Prisma. Para 2021, a expectativa piorou a 94,40% do PIB, contra 92,79% do PIB no relatório anterior.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS 

Produção de carne suína da China recua pelo 7º trimestre seguido com impacto de peste

A produção de carne suína da China recuou pelo sétimo trimestre consecutivo no período de abril a junho, ainda prejudicada pelos efeitos da peste suína africana, que dizimou as criações do maior produtor de porcos do mundo.

No segundo trimestre de 2020, a produção de carne suína do país asiático teve queda de 4,7% ante igual período do ano anterior, atingindo 9,6 milhões de toneladas, segundo cálculos da Reuters com base em dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento Nacional de Estatísticas chinês, que indicaram um recuo de 19,1% nos seis primeiros meses do ano. Embora a cifra represente algum progresso em relação à queda de quase um terço verificada no quarto trimestre de 2019, os números semestrais voltam a ressaltar a enorme tarefa que a China ainda enfrenta para recuperar suas criações após a peste suína africana varrer o país desde o fim de 2018 — alguns analistas acreditam que o rebanho encolheu em até 60%. A China abateu 251,03 milhões de porcos nos seis primeiros meses deste ano, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas — uma queda de 20% na comparação com o mesmo período do ano passado. O rebanho do país, por sua vez, teve diminuição de 2,2% no ano a ano, para 339,96 milhões de cabeças ao final de junho, embora haja um aumento ante os 321,2 milhões de animais contabilizados ao final de março. A produção chinesa de carne suína deve recuar 20% neste ano, de acordo com analistas do Rabobank, depois de despencar para uma mínima de 16 anos em 2019, quando somou 42,6 milhões de toneladas. No entanto, a produção deve se recuperar com o tempo, uma vez que a criação de matrizes tem avançado. O departamento de estatísticas disse que as matrizes de suínos no país eram 36,29 milhões ao final de junho, alta de 5,4% na comparação anual e de 7,3% em relação a março. No primeiro semestre, a produção de carnes da China — incluindo suínos, bovinos, ovinos e aves — somou 34,89 milhões de toneladas, queda de 11% ano a ano.

REUTERS

INTERNACIONAL 

Cotações das commodities terão década de retrações

Pandemia aumentou a pressão, diz estudo de OCDE e FAO. Nos próximos dez anos, os preços de carnes deverão ter queda expressiva – de 1,8% ao ano, em média -, em parte porque os atuais patamares já são considerados elevados

Os preços reais das commodities agrícolas deverão declinar nos próximos dez anos no mercado internacional em razão do menor crescimento da demanda e do aumento da eficiência no setor. Essa é uma das principais conclusões do relatório “Perspectivas Agrícolas 2020-2029”, publicado ontem pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Agência da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO). Mas, ainda segundo o trabalho, a pandemia de covid-19 e a consequente contração econômica mundial em 2020, prevista em 6%, poderá reforçar s pressão baixistas sobre as commodities agrícolas e deixar os mercados expostos a um choque sem precedentes. A situação poderá até piorar se houver uma segunda onda de infecções, observou o Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurria. Um primeiro cenário traçado mostra que a covid-19 “poderia submeter os mercados a um choque sem precedentes. Nesse cenário, os preços agrícolas caem fortemente em seguida à contração da renda disponível por causa da pandemia, sobretudo nos países de baixa renda. Ao longo da década, projetam as entidades, o crescimento da oferta agrícola vai superar ao da demanda. De um lado, portanto, aumentará o acesso a alimentos, mas de outro crescerá a pressão sobre as cotações e sobre a renda dos produtores. Em termos reais, os preços de alimentos deverão cair 0,7% ao ano. Mas continuarão mais elevados que os níveis do início dos anos 2000, tanto em termos nominais como reais. Nos próximos dez anos, os preços de carnes deverão ter queda expressiva – de 1,8% ao ano, em média -, em parte porque os atuais patamares já são considerados elevados. A cotações do açúcar deverá ficar mais equilibrada, enquanto a da soja tende a se manter firme nos níveis atuais. No caso do arroz, a liberação de estoques na China continuará a jogar o preço para baixo, e o etanol poderá registrar leve aumento. Uma diminuição da renda disponível nos países mais pobres também deverá pesar sobre a demanda. Nos próximos anos, a importância do consumo de produtos destinados à alimentação humana, alimentação animal e à fabricação de biocombustíveis seguirá inalterada. Nesse contexto, o aumento da população mundial será o principal fator de crescimento. Pelas projeções, a disponibilidade alimentar média por habitante atingirá 3 mil calorias e 85 gramas de proteína por dia em 2029. O consumo de matérias gordurosas deverá ter a maior alta (9%). Também segundo o relatório de OCDE e FAO, a produção de vegetais será mais guiada pelo aumento de produtividades, a partir da utilização de insumos e de investimentos em tecnologias. E as emissões de gases de efeito estufa aumentarão 6%, com a pecuária representando 80% desse previsto incremento.

VALOR ECONÔMICO 

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