
Ano 6 | nº 1279| 16 de julho de 2020
NOTÍCIAS
Cotações firmes no mercado do boi gordo
Na praça paulista, o preço do boi gordo ficou estável na última quarta-feira (15/7) na comparação dia a dia, em R$220,00/@, a prazo e livre de Funrural, R$219,50/@ com desconto do Senar e R$216,50/@ bruto, para o “boi comum”, cuja carne é destinada ao mercado interno.
Para animais jovens, cujo destino é o mercado chinês, as ofertas de compra chegaram a R$225,00/@ bruto e à vista. De um lado temos a resistência dos frigoríficos em pagar mais pelo boi devido às incertezas do escoamento de carne bovina no varejo nos próximos dias. De outro lado a resistência dos pecuaristas em entregar as boiadas a preço menores. Embora haja testes de valores menores para o boi gordo, a oferta de boiadas terminadas está limitada, o que não deixa espaço para que a pressão de baixa ganhe corpo.
SCOT CONSULTORIA
Boi gordo tem quarta-feira de preços firmes no Brasil; veja as cotações
De acordo com a consultoria Safras, a oferta de animais terminados ainda é restrita, confirmando a tendência de um confinamento de 1º giro mais discreto
Os preços do boi gordo seguiram firmes na quarta-feira, 15. De acordo com a consultoria Safras, a oferta de animais terminados, no geral, ainda é restrita, confirmando a tendência de um confinamento de primeiro giro mais discreto em 2020. “Essa é uma consequência da menor atratividade dos preços do boi gordo, tanto no mercado físico quanto na modalidade futura no mês de março, período que costuma marcar a decisão do confinamento e coincidentemente o período em que os preços alcançaram a sua mínima em 2020”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Além da oferta restrita, a China ainda importa volumes substanciais de proteína animal no decorrer do ano, visando cobrir uma lacuna de oferta formada pela peste suína africana. “Deve ser considerado, ainda, o processo gradual de reabertura em alguns estados, com ênfase para a cidade de São Paulo”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 220 por arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em 217 por arroba. Em Dourados (MS), seguiram em R$ 211 por arroba. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 211 por arroba. Já em Cuiabá (MT), cotações estáveis em R$ 197. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a pontual alta dos preços. A reposição entre atacado e varejo foi positiva na primeira quinzena de julho. O processo de reabertura da economia, em especial na cidade de São Paulo, foi um grande motivador para a demanda doméstica. “No entanto, segue a ressalva que o consumo ainda está aquém da sua normalidade, com restaurantes e demais estabelecimentos operando abaixo da sua capacidade para cumprir as novas exigências sanitárias em tempo de pandemia”, afirma Iglesias. A ponta de agulha continuou em R$ 12,10 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
China pede que Brasil suspenda exportações de mais 2 frigoríficos por temor com Covid, diz fonte
O governo chinês pediu ao Brasil que suspenda as exportações de duas plantas frigoríficas devido a preocupações com novos surtos de coronavírus em unidades de processamento de alimentos no país, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento direto do assunto
A China já bloqueou os embarques de seis unidades frigoríficas no Brasil, o segundo país mais atingido pela pandemia no mundo, com quase 2 milhões de casos de doenças respiratórias.
Caso a solicitação das autoridades chinesas seja confirmada, as suspensões totalizarão oito unidades. Destas duas plantas adicionais que a China gostaria de bloquear, uma produz carne bovina e a outra processa aves, disse a fonte sob condição de anonimato. Os bloqueios já atingiram alguns dos principais frigoríficos brasileiros como Marfrig Global Foods, que tem uma planta de bovinos suspensa pela China em Várzea Grande (MT), JBS, com uma unidade de aves e uma de suínos no Rio Grande do Sul, e BRF, que teve a planta de suínos em Lajeado (RS) bloqueada pelo país asiático. A China é o maior comprador brasileiro das carnes bovina, suína e de frango, e deve impulsionar os embarques de proteínas no país em 2020. O novo pedido, entregue à Embaixada do Brasil em Pequim, ainda não chegou ao Brasil para o governo considerar uma resposta, disse a fonte. O comunicado das autoridades chinesas solicitou informações relacionadas a 12 outras plantas frigoríficas, buscando descobrir se as notícias da mídia sobre surtos de coronavírus nessas instalações eram verdadeiras, acrescentou o interlocutor. Anteriormente, a Ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina Dias, já havia dito que não há evidências de que o coronavírus seja transmitido em alimentos. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que a indústria está tomando precauções e adotou protocolos em 12 de março para combater a propagação do vírus nas unidades. A entidade ainda contestou dados divulgados por promotores de trabalho sobre surtos em fábricas. “O vírus não nasceu no frigorífico. Demonizou-se os frigoríficos”, disse o Presidente da ABPA, Francisco Turra, em entrevista coletiva na quarta-feira.
REUTERS
Relatório do Serviço de Inspeção Federal registra aumento da demanda por certificados de exportação
Segundo o levantamento, a demanda por certificação sanitária para fins de exportação de produtos de origem animal do Brasil teve um aumento de 11% em junho deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O total de Certificados Sanitários Internacionais emitidos em junho foi de 32.153
Estão registrados no SIF 3.318 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Segundo o documento, no mês de maio foram realizados 132 turnos adicionais de abate que foram requisitados de forma emergencial pelos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos registrados junto ao SIF. O Mapa tem monitorado junto com as empresas e representantes do setor produtivo a situação de casos de Covid-19 nas unidades industriais e as medidas adotadas para protegerem os trabalhadores das indústrias e servidores públicos no exercício de suas atividades. Em 03 de julho, um total de nove abatedouros paralisaram suas atividades por motivos relacionados à ocorrência de Covid-19. As fiscalizações registraram redução, no mês de maio, do número de abates em frigoríficos de aves e bovinos. Em relação aos frigoríficos de aves, a redução foi de 7% em comparação a maio de 2019, o que representa pouco mais de 32 milhões de aves que deixaram de ser abatidas. Nos frigoríficos de bovinos, a redução foi de 11%, deixando de ser abatidos aproximadamente 233 mil animais em comparação ao mesmo período no ano de 2019. As fiscalizações também mostram que o abate de suínos se manteve praticamente estável nos meses de abril e maio, com redução de cerca de 1%.
MAPA
Instrução Normativa aprova diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na quarta-feira (15), no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa Nº 48 que aprova as diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa com vistas à execução do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa), conforme estabelecido pelo Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa)
Trata-se de uma atualização dos atos normativos aos novos conceitos internacionais, prevista no cronograma do Pnefa para o avanço do status sanitário do país para livre de febre aftosa sem vacinação, segundo diretrizes da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Entre as principais mudanças estão a permissão do ingresso de animais vacinados destinados para abate e exportação em zonas livres sem vacinação e a permissão do retorno de animal originário de zona livre sem vacinação, para participação em feiras ou centrais de inseminação localizadas em zona livre com vacinação. A norma traz a adequação do trânsito de produtos de origem animal entre as zonas livres, ficando vedada apenas o trânsito de cabeça, língua, faringe e linfonodos associados de zonas livres com vacinação para zonas livres sem vacinação. A IN também prevê a obrigatoriedade da atualização cadastral do rebanho pecuário pelo produtor, pelo menos uma vez por ano e a obrigatoriedade de cadastro dos transportadores de animais junto ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). “A atualização do regulamento do Pnefa faz uma adequação às diretrizes internacionais vigentes, retirando grande parte das restrições que existiam para o trânsito de animais e produtos entre unidades da federação que possuíam condição sanitária distinta para febre aftosa. Também prevê atividades de vigilância específicas voltadas para esta nova etapa do Pnefa, de ampliação gradual de zonas livres de febre aftosa sem vacinação”, destaca o Diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes. A IN entra em vigor no dia 3 de agosto.
MAPA
Minas Gerais: mercado de reposição em alta
A oferta limitada de animais para reposição no estado fez com que os preços subissem 25,3% desde o início do ano, na média para todas as categorias monitoradas pela Scot Consultoria
Já o boi gordo, nesse mesmo intervalo, valorizou 13,5%, piorando a relação de troca em 8,8%, considerando a média de todas as categorias. No período analisado, a alta mais significativa ficou para o bezerro de ano anelorado, que teve valorização de 33,3%, e atualmente está cotado em R$2,2 mil. Dentre todas as categorias, a melhor relação de troca ficou para o boi magro, com o qual o poder de compra do invernista aumentou 3,2% na mesma comparação. Em janeiro/20, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,45 boi magro, atualmente compra-se 1,50. Para os curto e médio prazos, a oferta restrita de animais na maior parte do estado deve continuar ditando rumo do mercado.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Real volta ser destaque negativo apesar de bom humor externo
O dólar fechou em alta ante o real na quarta-feira, depois de cair mais de 1% durante a manhã, com as incertezas sobre a economia do Brasil pesando sobre o cenário para ingresso de capital
A moeda brasileira mais uma vez ficou atrás de vários de seus pares emergentes e não conseguiu capturar de forma consistente o dia positivo nos mercados internacionais, embalados por notícias sobre desenvolvimento de vacinas contra o Covid-19. Analistas têm destacado a ausência do real nas listas de ativos que mais claramente podem se beneficiar de uma retomada da atividade, uma vez que o juro baixo barateou o custo de hedge via câmbio de posições em outros mercados, como o de ações. O dólar à vista subiu 0,66%, a 5,3838 reais na venda. No exterior, o índice do dólar frente a uma cesta de seis moedas de países ricos caía 0,1%, enquanto rand sul-africano, peso mexicano e peso chileno —de perfil semelhante ao do real— ganhavam entre 0,5% e 0,8%. Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos, disse que um dos principais fatores para a instabilidade no câmbio é o fato de que o Brasil segue como um dos principais focos globais da pandemia de coronavírus. “A recuperação (econômica) será mais lenta no Brasil em relação a EUA e China, por exemplo. E isso está se refletindo na moeda”, afirmou, citando ainda a deterioração das contas públicas. “(A piora fiscal) é por causa da pandemia, mas não deixa de preocupar.” Lembrando que o IBC-Br de maio, divulgado na véspera, veio mais fraco que o esperado pelo mercado, o Citi calcula que os números são consistentes com tombo de 9,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre sobre o primeiro, o que reforça expectativa do banco de declínio de 6,5% para a economia em 2020, pior que a mediana trazida pelo Focus. O UBS prevê que um cenário em que restrições de mobilidade permaneçam nos recentes níveis para além de 2020 traz expectativa implícita de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caia 9% neste ano, bem pior que a projeção do Ministério da Economia e que a trazida pela Focus. Uma economia fraca desestimula ingresso de capital ao país, o que tende a exercer mais pressão de alta sobre o dólar. E dados do Banco Central divulgados na quarta revelaram acentuada piora nas saídas de recursos do Brasil nos últimos dias. O fluxo cambial ficou negativo em quase 2 bilhões de dólares apenas na semana passada, elevando o déficit de julho a 2,376 bilhões de dólares. No ano, a debandada é de quase 15 bilhões de dólares. As saídas de capital afetam a liquidez do mercado, contribuindo para o intenso vaivém nas cotações percebido nas últimas semanas.
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Ibovespa segue exterior e fecha em alta com ânimo sobre vacina
O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% na quarta-feira, embalado pelo clima positivo nos mercados no exterior em meio a sinais promissores sobre o desenvolvimento de vacina contra o Covid-19
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa .BVSP terminou com acréscimo de 1,34%, a 101.790,54 pontos, nova máxima desde março. No melhor momento da sessão, chegou a 102.113,51 pontos. Na mínima do dia, marcou 100.444,28 pontos. O volume financeiro somou 28,6 bilhões de reais, em sessão também marcada pelo vencimento dos contratos de opções do Ibovespa. A bolsa paulista abriu já sob efeito positivo dos mercados no exterior após notícia de que a vacina experimental para o novo coronavírus produzida pela norte-americana Moderna provocou respostas seguras em todos os 45 voluntários saudáveis, de acordo com estudo em etapa inicial. Investidores agora aguardam dados de testes clínicos em estágio inicial em humanos de vacina que está sendo desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford previstos para segunda-feira. Num documento, o banco central dos Estados Unidos relatou que empresas norte-americanas viram aumento na atividade no início de julho, à medida que os Estados reduziram as restrições que visavam conter a nova pandemia de coronavírus. No Brasil, o Ministério da Economia manteve sua projeção de queda para o PIB em 2020 de 4,7%, citando a melhoria dos indicadores, reflexo do “efeito positivo das políticas adotadas até então”. E, segundo o secretário de Política Econômica, quem fez projeções de queda do PIB acima de 6,5% para o Brasil terá que rever o número “com razoável grau de certeza”.
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Supermercados têm alta de 11,9% nas vendas em maio
As vendas reais de supermercados do país subiram 11,9% em maio sobre o mesmo período do ano passado e avançaram 3,75% em relação a abril, segundo dados divulgados na quarta-feira pela associação que representa o setor, Abras
No acumulado de janeiro a maio, as vendas registram alta de 5,6% sobre o mesmo período de 2019. “Com a chegada da pandemia do coronavírus e o isolamento social, as pessoas intensificaram suas compras de abastecimento com o intuito de estocar produtos e sair menos de casa. Por isso, o aumento nas vendas nos últimos meses já era esperado pelos empresários do setor”, disse o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, em comunicado à imprensa.
Sanzovo acrescentou que as medidas do governo federal para amenizar os impactos da quarentena sobre a economia, principalmente o auxílio emergencial, também refletiram no crescimento das vendas dos supermercados. Porém, o aumento do desemprego gerado pelo impacto do isolamento social deve atingir o setor na forma da queda do poder de compra da população.
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EMPRESAS
Marfrig comunica emissão de R$250 mi em debêntures
A Marfrig Global Foods comunicou nesta quarta-feira emissão de 250.000 debêntures não conversíveis em ações, no valor total de 250 milhões de reais, emitidas para colocação privada, com vencimento final em julho de 2022
As debêntures foram subscritas e integralizadas pela RB Capital Companhia de Securitização com os recursos provenientes de oferta pública de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) que teve encerramento anunciado na terça-feira. Os CRA são lastreados em direitos creditórios do agronegócio representados pela emissão, acrescentou a Marfrig.
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FRANGOS & SUÍNOS
Puxadas por China, exportações de frango e suínos do Brasil devem avançar mesmo com pandemia
As empresas do setor de carnes do Brasil devem aumentar produção e exportações neste ano, uma vez que as vendas para a China continuam superando as expectativas e a pandemia de coronavírus não fui suficiente para deter os processadores locais de alimentos, disse na quarta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
As companhias do país, que mantiveram a produção em ritmo virtualmente normal mesmo com o fechamento de algumas fábricas em função de surtos da Covid-19, projetam uma alta de até 33% nas exportações de carne suína neste ano, para 1 milhão de toneladas, e um avanço de 3% a 5% nos embarques de carne de frango, para 4,45 milhões de toneladas, afirmou a ABPA em entrevista online a jornalistas. Apesar de as empresas integrantes da ABPA garantirem aos compradores chineses que os produtos locais são livres de coronavírus, as cargas de carne destinadas ao país asiático não estão sendo testadas antes do envio. “Temos certeza que a carne não transmite Covid”, disse Ricardo Santin, Diretor-Executivo da ABPA. A associação reafirmou uma estimativa de junho de vender cerca de 1 milhão de toneladas de carnes de porco e frango para a China em 2020, acima das 834 mil toneladas do ano passado.
Para dar suporte ao nível projetado, a produção de carne suína do Brasil pode aumentar em até 6,5% em 2020, atingindo um potencial de 4,25 milhões de toneladas, enquanto a produção de carne de frango tem crescimento estimado em 4%, para 13,8 milhões de toneladas. No primeiro semestre, a China importou quase 600 mil toneladas das duas proteínas do Brasil, já que os portos do país sul-americano quase não sofreram interrupções durante a crise de saúde da Covid-19, facilitando os fluxos de embarque. O Brasil tem 64 fábricas aprovadas para vender carne de frango e porco à China, mas recentemente quatro unidades no Rio Grande do Sul foram proibidas de exportar ao país asiático por causa dos surtos de coronavírus entre os trabalhadores. Segundo a ABPA, o governo brasileiro está trabalhando neste momento para reverter as proibições. Além disso, a associação também disse que o setor contratou cerca de 20 mil pessoas desde o início da pandemia, ao descrever medidas adotadas para conter a escassez de mão de obra e obstáculos à produção.
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INTERNACIONAL
Exportações de 6 frigoríficos argentinos à China são suspensas por casos de Covid-19
Seis frigoríficos da Argentina tiveram suas exportações de carne para a China suspensas temporariamente depois de registrarem casos de coronavírus entre trabalhadores, disse na quarta-feira o Presidente do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) argentino
A China é o principal destino das exportações de carne bovina da Argentina e, segundo Carlos Alberto Paz, chefe do Senasa, a decisão de deslistar as empresas foi tomada depois de Pequim pedir para o governo argentino oferecer garantias de segurança em meio à pandemia de coronavírus. Seis dos 88 frigoríficos autorizados a exportar para a China, entre eles unidades da FRIAR e da Frigorífico Rioplatense, “não estão exportando temporariamente”, disse Paz, acrescentando que “assim que as fábricas estiverem em condições de voltar a exportar, voltaremos a habilitá-las”. Segundo o Ministério da Agricultura argentino, 76% das 328.170 toneladas de carne bovina embarcadas pelo país sul-americano entre janeiro e maio tiveram como destino a China. “Eles (China) nos perguntaram que garantias poderíamos dar para que tivessem a segurança com os produtos que importam, e nós demos essas garantias”, afirmou Paz. Até esta quarta-feira, a Argentina registrou 106.910 casos de coronavírus, com 1.987 mortes, de acordo com dados oficiais.
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Paraguai concluiu a primeira exportação de carne bovina para a Arábia Saudita
O frigorífico paraguaio Frigomerc, da empresa brasileira Athena Foods, concluiu em 7 de julho a primeira exportação de carne bovina congelada do país para a Arábia Saudita, mercado que foi ativado em janeiro após dois anos de trocas rigorosas entre as autoridades
O embarque envolveu 12 toneladas de carne bovina por rio, e espera-se aumentar os volumes exportáveis de acordo com a demanda nos próximos meses, afirmou a Câmara Paraguaia de Carne (CPC). Também “existe a possibilidade de enviar carne fresca por via aérea”. A Arábia Saudita “constitui um mercado potencial para a diversificação da carne paraguaia”, com uma importação anual estimada de 60.000 toneladas, cujos principais fornecedores são o Brasil, com 70% de participação de mercado; e Austrália, com 20%. “O setor está muito entusiasmado com o aumento dos embarques, principalmente devido à pandemia, uma situação que atingiu as exportações de carne do Paraguai, além de outras indústrias do mundo”, disse o Presidente do CPC, Luis Pettengill. Ele também explicou que, com esse mercado, “o Paraguai tem a oportunidade de diversificar os destinos de remessas de cortes de carne e carnes finas que são usadas principalmente nas grandes indústrias da península Arábica”.
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