
Ano 6 | nº 1254| 10 de junho de 2020
NOTÍCIAS
Alta de preços no mercado do boi gordo
Em São Paulo, a dificuldade em adquirir a matéria-prima resultou em pressão positiva sobre o preço da arroba do boi gordo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi ‘’comum’’ subiu 0,5% na última terça-feira (9/6) na comparação feita dia a dia, o que significa alta de R$1,00/@ e ficou cotado em R$203,00/@, a prazo e bruto. Para os animais de até quatro dentes, cujo destino é o mercado chinês, há ofertas de compra de até R$10,00/@ acima da referência.
SCOT CONSULTORIA
Recuo nas exportações de carne bovina na primeira semana de junho
Na primeira semana de junho, o Brasil exportou 27,38 mil toneladas de carne bovina in natura e teve uma receita de US$118,73 milhões, segundo dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário embarcado foi de 5,47 mil toneladas, uma retração de 9,1% comparado a média de junho de 2019.
SCOT CONSULTORIA
Governo do RS exige plano de contingência para combate à covid-19 em frigoríficos
Frigoríficos de carnes e pescado no Rio Grande do Sul terão de preparar um plano de contingência com medidas para prevenir, monitorar e controlar a transmissão da covid-19, segundo portaria publicada pela Secretaria de Saúde do estado na segunda-feira (08)
Casos confirmados de covid-19 têm aumentado em frigoríficos no estado, motivando fechamentos temporários para testagem de trabalhadores e adequações operacionais.
O plano de contingência deverá ser apresentado às autoridades sanitárias estadual ou municipal sempre que for requisitado. A Secretaria de Saúde determinou que o plano deverá contemplar o uso de equipamentos provisórios de material liso, resistente e de fácil higienização, com a finalidade de manter o afastamento entre os manipuladores. Além disso, as empresas terão de incluir no plano o compromisso de identificar, de forma sistemática, casos suspeitos de covid-19 e realizar constante monitoramento da saúde dos trabalhadores. O plano deve incluir vigilância e busca ativa de infectados, que deverá ocorrer diariamente e em todos os turnos de trabalho, com afastamento de casos suspeitos. As empresas também terão de garantir distanciamento mínimo de dois metros entre funcionários, com demarcação do espaço de trabalho sempre que possível. Com o uso de equipamentos de proteção individual ou máscara de proteção, o distanciamento poderá ser reduzido para o mínimo de um metro entre os trabalhadores, segundo a Secretaria de Saúde.
CARNETEC
Rio de Janeiro: cotação do bezerro de desmama subiu
A maior demanda por categorias mais jovens no estado e a oferta restrita têm dado força às cotações dos bovinos de reposição
Tomando o início do não como referência, o bezerro de desmama anelorado (6,0@) estava cotado em R$1,3 mil e atualmente é negociado por R$1,5 mil, alta de 15,3%. Seguido do bezerro de ano anelorado (7,5@), que apresentou valorização de 9,7% no mesmo período, atualmente está cotado em R$1,7 mil.
SCOT CONSULTORIA
Preço da tonelada de carne bovina exportada registra valorização de 12,3% na balança comercial
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou na primeira semana de junho de 2020, com cinco dias úteis, 27.377 toneladas de carne bovina, com uma receita de US$ 118.732 milhões
Em junho de 2019, as exportações tiveram um volume de 114.512 toneladas e receita de US$ 442.144 milhões. Na primeira semana de junho de 2020, o preço da tonelada da carne bovina foi de US$ 4.336 mil, enquanto no mesmo mês em 2019 o valor foi de US$ 3.860 mil, o que corresponde a alta de 12,3%. Na média diária da primeira semana de junho, a receita foi de US$ 23.746 milhões, enquanto as toneladas na média diária somaram 5.475. Em junho de 2019, na média diária, as exportações de carne bovina totalizaram US$ 23.269 milhões e o volume foi de 6.027 toneladas. No comparativo entre a primeira semana de junho de 2020 e junho do ano passado, este resultado corresponde a alta de 2,05% na receita e queda de 9,15% no volume, nas médias diárias.
Sistema Brasileiro do Agronegócio (SBA)
China compra menos carne bovina neste início de junho
Em maio, gigante asiático respondeu por mais de 50% das exportações totais do produto brasileiro
A primeira semana de junho demonstrou um desempenho mais fraco nas exportações brasileiras de carne bovina em comparação ao volume registrado para o período nos últimos meses, informa a consultoria Agrifatto, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário embarcado nos primeiros cinco dias deste mês foi de 5,47 mil toneladas, com queda de 29% frente a média diária do mês de maio de 2020. No comparativo com junho de 2019, a redução no volume médio embarcado foi de 9%. Em receita, a média diária exportada na primeira semana de junho está 30% abaixo do faturamento médio registrado em maio de 2020, chegando a US$ 23,74 milhões. Tais números ligam o sinal de alerta para as renegociações chinesas, de acordo com analistas da Agrifatto. “Um ‘respiro’ das compras por parte do país asiático pode afetar diretamente os preços no mercado interno, já que o consumo de carne bovina no mercado interno está fragilizado”, observa a consultoria. A China importou 816.000 toneladas de carnes em maio, queda de 5,3% em relação ao volume registrado no mês anterior (de 862.000, incluindo 400.000 toneladas de carne de porco), informou a agência Reuters, com base em dados divulgados no último domingo pela Administração Geral das Alfândegas. O país não forneceu um valor comparável para o mesmo mês do ano anterior, mas os dados mostraram que as importações durante os primeiros cinco meses de 2020 subiram 73,4% em comparação com janeiro-maio de 2019, para 3,85 milhões de toneladas. As exportações brasileiras de carne bovina aumentaram 21% em maio, na comparação com igual período do ano passado, impulsionadas pelo avanço nas compras da China, que respondeu por mais de 50% do total, informou na segunda-feira a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados do governo da Secex. “Em maio, a participação da China nas exportações brasileiras de carne bovina alcançou a 56,5% do total, somando-se as entradas pelo continente (39,3%) e as entradas por Hong Kong (17,2%)”, afirmou a Abrafrigo. No mês passado, a movimentação chinesa pelo continente subiu 128,4% enquanto a realizada por Hong Kong caiu 13,5% em relação ao mesmo mês de 2019.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar corrige SOBE após série de quedas
O dólar fechou em alta ante o real na terça-feira, com o mercado de câmbio doméstico seguindo uma correção global nesta sessão
O dólar à vista subiu 0,69%, a 4,8885 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 1,41%, a 4,8960 reais, às 17h19. A cotação vinha de 11 quedas dentre 14 pregões e na véspera acumulou baixa de 17,73% desde a máxima recorde de fechamento —de 5,9012 reais, alcançada em 13 de maio. No exterior, o dólar subia contra outras divisas emergentes neste pregão, também após dias de perdas. Para Ettore Marchetti, sócio e cofundador da Trafalgar Investimentos, o câmbio no atual patamar não parece estar desnivelado em relação ao equilíbrio de curto prazo, o que pode reduzir o espaço para quedas adicionais daqui para frente. Além disso, ele chama atenção para o risco de novamente o tema política monetária influenciar as cotações, já que, em sua avaliação, o Banco Central tem soado mais “dovish” —em linhas gerais, inclinado a mais cortes de juros— do que antes. “É uma novidade de política monetária chance de o juro ir a 2%”, afirmou. A desvalorização do real nos últimos tempos tem sido associada também à queda nas taxas de retorno da renda fixa brasileira e ao aumento da percepção de risco para o país. A Selic está em 3% ao ano. “Taticamente, estamos comprados em dólar, porque o equilíbrio de curto prazo está mais para 5,10 reais, 5,15 reais”, completou.
REUTERS
Ibovespa quebra série de sete altas
O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, quebrando uma sequência de sete pregões de alta, que abriu espaço para realização de lucros
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,92%, a 96.746,55 pontos, após acumular um ganho de mais de 12% nos últimos sete pregões. O volume financeiro somou 31,265 bilhões de reais. A correção no pregão brasileiro teve como pano de fundo ajustes também em Wall Street, embora o Nasdaq tenha conseguido fechar no azul e renovar máxima histórica. O Dow Jones e o S&P 500, por sua vez, terminaram com sinal negativo. Na visão da Elite Investimentos, o movimento de realização de lucros tomou conta dos mercados, que também aguardam decisão de política monetária nos Estados Unidos nesta quarta-feira, quando se espera manutenção da taxa de juros e dos estímulos para o enfrentamento da crise desencadeada pelo Covid-19.
REUTERS
Ipea projeta contração de 6% da economia do Brasil este ano
A economia brasileira deve encolher 6% neste ano de acordo com nova projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), prevendo que apenas no segundo trimestre a retração será de 10,5% devido às medidas de contenção do coronavírus
Em março, antes de as medidas de isolamento ganharem força, o Ipea projetava uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano de 0,4% a 1,8%. O estudo mostrou que o mês de abril deve ser o que mais sentirá os efeitos da pandemia de Covid-19, mas a partir de maio já se espera uma reação que deve ganhar tração no segundo semestre. “A queda projetada do PIB é de 6%, mas a trajetória de recuperação no segundo semestre deixará um ‘carryover’ de quase 2% para 2021, cujo crescimento projetado é de 3,6%”, mostrou o estudo do Ipea. No segundo trimestre, a expectativa é de uma retração de 13,8% na indústria, com os serviços recuando 10,1% e o consumo das famílias apresentando perdas de 11,2%. Para o terceiro e o quarto trimestres a expectativa é de recuperação da atividade econômica. A estimativa oficial do governo aponta para uma queda de 4,7% do Produto Interno Bruto, mas o mercado mostra-se ainda mais pessimista, com a pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrando expectativa de contração de 6,48% para este ano. Em 2020, a indústria deve recuar 7,3%, passando a subir 4% no ano que vem. “A alta da agropecuária deve contribuir também para atenuar a queda da indústria por meio de seu impacto sobre a produção de alimentos, segmento com maior peso na indústria de transformação brasileira”, disse o Ipea. Pelo lado da demanda, os investimentos devem ser o componente mais afetado pela pandemia, com retração de 9,7% em 2020, mas também com crescimento mais elevado no ano que vem, de 6,8%. As importações, influenciadas pela desvalorização cambial e pela redução do nível de atividade, devem recuar 6,5% este ano e as exportações, 6,4%.
REUTERS
EMPRESAS
JBS obtém liminar para reabertura de frigorífico no RS
A JBS conseguiu na terça-feira liminar para reabertura de fábrica de processamento de carne suína em Caxias do Sul (RS), que havia recebido determinação da Justiça do Trabalho na semana passada para suspensão das atividades por 14 dias após casos de Covid-19 serem detectados entre os funcionários da unidade
A liminar foi concedida pelo desembargador do Trabalho Roger Ballejo Villarinho, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, que afirmou que “há a demonstração de que a empresa vem adotando uma série de medidas de prevenção e combate ao Covid-19, contando inclusive com consultoria especializada, do Hospital Albert Einstein, visando à implementação de protocolos de segurança”. O desembargador ainda afirmou que a decisão anterior, de 5 de junho, que determinou o fechamento da fábrica foi “ilegal/abusiva, no quanto determina, de forma excessiva e sem suporte normativo o fechamento da unidade empresarial da impetrante pelo prazo de 14 dias”. Segundo a ação aberta por procuradores que pediam o fechamento da fábrica, 21 dos 1.700 trabalhadores da unidade contraíram coronavírus e dois foram hospitalizados.
REUTERS
JBS empenhou 80% do valor destinado a combater a covid-19
Doação de R$ 400 milhões ao país inclui construção de um hospital modular em Ceilândia e pretende deixar legado à saúde pública
Menos de um mês após anunciar a doação de R$ 400 milhões no Brasil para ajudar no combate à covid-19, a JBS já empenhou R$ 320 milhões, 80% do total. Nesta semana, a companhia dá início à construção de um hospital modular em Ceilândia, no Distrito Federal, e à distribuição de 15,8 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs) para profissionais de saúde e de mais de 405 mil cestas básicas. A executiva Joanita Karoleski, que coordena as doações da empresa no Brasil – a JBS também doou R$ 300 milhões nos Estados Unidos -, disse que, nas últimas três semanas, trabalhou para levantar as necessidades de diversas regiões do país, utilizando o conhecimento dos funcionários no interior e dos membros do comitê científico que montou para a assessorar. Um segundo hospital modular será construído pela JBS em Porto Velho (RO). Serão investidos R$ 10 milhões no hospital de Ceilândia e R$ 10 milhões no de Rondônia. No Distrito Federal, o hospital modular terá 73 leitos clínicos, afirmou Fernando Torelly, Superintendente corporativo do HCor e líder do comitê consultivo que assessora a JBS nas doações. Com isso, o número de leitos do hospital de Ceilândia será ampliado em 26,5%. Hoje, a instituição conta com 275 leitos, sendo 62 cirúrgicos, 46 obstetrícios, 10 de UTI e 8 de neonatal. “Boa parte será fundamental para a covid-19 e ficará como legado para a melhora do sistema de saúde público. A JBS sempre teve a preocupação de não doar algo que possa ser desativado”, disse Torelly.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
China pode levar até quatro anos para recuperar rebanho suíno
Depois de perder o “equivalente ao rebanho europeu” com a peste suína africana, a China deve levar até quatro anos para recuperar o estoque de animais que mantinha antes da crise sanitária
A previsão é do veterinário e professor Carlos Cogo, durante o webinar “Tendências do mercado mundial de grãos e proteína animal em tempos de COVID-19”, organizado pela Elanco Brasil. O especialista mostrou que o rebanho suíno chinês, que somava 705 milhões de cabeças em 2017, despencou para 440 milhões em 2019 e registrou uma leve recuperação em 2020, atingindo 450 milhões de animais. Cogo não afasta a possibilidade de retomada dos níveis anteriores, mas questiona se isso hoje é prioridade no país asiático: “Existem dúvidas no mercado se isso hoje é interesse da China. Internamente, o país começa a ganhar um novo perfil de consumo de carnes, com preferências crescentes para carnes embaladas, de aves e bovinos”, observa.
ESTADÃO CONTEÚDO
INTERNACIONAL
Brexit preocupa o segmento de carne no Reino Unido
A Associação Britânica de Processadores de Carne emitiu alertas adicionais sobre os problemas técnicos que enfrentarão diante do Brexit iminente. Estes devem ser tratados com urgência para evitar interrupções no comércio, alertou a instituição
Entre as preocupações mostradas, ainda não se sabe se a União Europeia (UE) concederá ao Reino Unido o status de país terceiro, o que implicaria a realização de inspeções em seu sistema de produção para poder exportar carne para a UE, de acordo com o Portal Eurocarne. “À medida que os prazos pré-acordo se aproximavam, o Reino Unido recebeu esse status sem pré-condições adicionais, alegando que permaneceria alinhado dinamicamente por um período acordado. No entanto, desta vez, não temos garantia de que a UE conceda automaticamente a aprovação de países terceiros do Reino Unido sem inspeção prévia”, disse a Associação Britânica de Processadores de Carne em seu comunicado. Peter Hardwick, consultor de política comercial da associação também comentou as preocupações das organizações sobre tarifas de importação como parte de qualquer acordo do Brexit: “Em relação ao comércio com a UE, precisamos de uma tarifa zero sobre importações e exportações para permanecermos competitivos”. Hardwick continuou: “Para produtos que saem do Reino Unido, precisamos de controles mínimos que causem atrasos logísticos mínimos, para que possamos alcançar os clientes da UE a tempo de fazer vendas naquele dia. Para mercadorias que entram no Reino Unido da Europa, o governo disse que fará verificações na fronteira”. Como ele argumentou, os processadores de carne precisam saber “o que se entende por verificações neste caso. Também precisamos saber quais são as disposições para os certificados sanitários de importação da UE. O que seria útil ver é uma linha do tempo de quando o Reino Unido desenvolverá esses planos e como monitorará e verificará a conformidade nos países produtores. Seria necessário um processo de documentação que requer administração mínima do escritório, e pronta aprovação veterinária e assinaturas para minimizar as interrupções”.
El País Digital
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