CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1229 DE 06 DE MAIO DE 2020

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Ano 6 | nº 1229| 06 de maio de 2020

 

NOTÍCIAS
De olho nas pastagens

Na praça paulista, para as boiadas destinadas ao mercado chinês, as ofertas de compra estão em torno de R$195,00 a R$200,00 por arroba, para bovinos com até 30 meses de idade, considerando o preço bruto e à vista

A oferta de boiadas melhorou, com isso, as escalas de abate se estenderam, em média, para seis dias. Em Paragominas-PA, a oferta de boiadas está limitada e, com isso, na região, o mercado está com os preços firmes. Em algumas praças pecuárias a ausência de chuvas começa a repercutir na qualidade das pastagens. Nessas regiões a expectativa é de que a oferta de gado aumente gradativamente, fato que pode influir nas cotações.

SCOT CONSULTORIA

‘Safra do boi gordo deve atingir ápice em maio’, diz Safras

Na terça-feira, 5, os preços se mantiveram estáveis, mas pressionados pela demanda abaixo do normal, por conta da pandemia de coronavírus

A arroba do boi gordo permaneceu estável na terça-feira, 6, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que frigoríficos e pecuaristas seguem avaliando o comportamento da demanda para a carne bovina, que continua aquém dos patamares normais diante do distanciamento social em relevantes centros consumidores, notadamente no estado de São Paulo. “O mercado espera o pior Dia das Mães em termos de resultado de vendas dos últimos anos”, diz. Além disso, a chegada de uma frente fria ao Centro-Sul do país acelera o desgaste das pastagens e reduz a capacidade de retenção dos pecuaristas. “Assim a expectativa é que a safra de boi gordo atinja seu ápice neste mês”, diz. Um alento para os frigoríficos são as boas vendas para a China, que continuam ocorrendo de forma exponencial. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 183 por arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 176 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 180 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 171 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. O escoamento da carne bovina entre as cadeias continua muito lento mesmo com a proximidade do Dia das Mães. O corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mercado de reposição encerra abril em ritmo lento

Diante da pressão de baixa observada no mercado do boi gordo, devido à demanda fraca por carne bovina no mercado interno, em função das medidas de contenção do coronavírus, abril foi marcado por poucas movimentações no mercado de reposição

Com a proximidade do período seco do ano, a retenção dos animais no pasto fica comprometida, o que tende a fazer com que os vendedores se lancem aos negócios com menor resistência, fato que deixa as cotações mais frouxas. No balanço mensal, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações dos animais de reposição caíram 1,0%. No curto prazo, os recriadores e invernistas devem aumentar a procura por reposição para fazer a troca, em função do maior volume de venda de boi gordo, com a desova de final de safra. No entanto, o pecuarista que está fazendo a troca atualmente se depara com um cenário de queda no poder de compra.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar sobe e real volta a liderar perdas globais com noticiário político

O dólar fechou em firme alta pela terceira sessão consecutiva na terça-feira, chegando a ficar a apenas 6 centavos de real da máxima histórica, com o mercado influenciado por fortalecimento de expectativas de cortes de juros e persistente desconforto do lado político doméstico

Mais uma vez, o real encabeçou a lista de perdas globais, o que coloca a divisa brasileira na lanterna entre 34 pares do dólar nos dois primeiros pregões de maio. Em 2020, o real já tem o pior desempenho mundial, em queda de 28,22%. O dólar chegou a registrar leve queda no começo dos negócios, mas logo tomou fôlego e escalou ao longo de todo dia até fechar perto das máximas intradiárias. Durante a tarde, as compras ganharam tração conforme o mercado absorvia informações sobre o depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro. No texto, Moro disse ter recebido uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro em que ele cobrava a substituição do Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Carlos Henrique de Oliveira. “Dólar nas máximas, bolsa nas mínimas. Tudo com depoimento de Sergio Moro. Incerteza política fazendo preço novamente”, disse Henrique Esteter, analista de research e equity sales na Guide Investimentos. O Ibovespa fechou em alta de 0,75%, longe da máxima do dia, quando avançou 2,78%. A incerteza no campo político voltou a recrudescer no mês passado, e analistas atribuem a isso parte da performance mais fraca do real. Alguns profissionais avaliam inclusive que o aumento das tensões em Brasília pode ter seus efeitos para além do câmbio, impactando também as curvas de juros. Associado à piora da trajetória fiscal, o ruído poderia limitar o espaço para novos cortes de juros pelo Banco Central. O mercado coloca mais fichas em um juro ainda menor, diante do tombo na atividade econômica brasileira por causa do Covid-19. A produção industrial do Brasil despencou 9,1% em março, informou o IBGE na terça. O dólar à vista fechou esta terça-feira em alta de 1,23%, a 5,5902 reais na venda. No pico desta sessão, a moeda foi a 5,6052 reais, pouco mais de 6 centavos abaixo do recorde histórico para um encerramento —de 5,6681 reais marcado no dia 24 de abril, quando os mercados operaram sob forte estresse depois do anúncio por Sergio Moro de sua saída do governo Bolsonaro. Na B3, o dólar futuro subia 0,65% nesta terça, a 5,5925 reais, às 17h22.

REUTERS

Ibovespa sobe com notícias sobre Covid-19, mas fecha abaixo de 80 mil por cena local

O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, após duas sessões consecutivas de perdas, com o segundo pregão de maio na bolsa paulista apoiado em noticiário externo mais positivo sobre tratamentos contra o Covid-19, além de alívio em medidas de confinamento em várias regiões

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,75%, a 79.470 pontos. O volume financeiro totalizou 19,99 bilhões de reais. A bolsa paulista não sustentou o ritmo e enfraqueceu no final pregão, conforme Wall Street reduziu os ganhos e veio a público depoimento do ex-ministro Sergio Moro da última semana, em que detalha pressão que teria sofrido do Presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro. Em relação ao ânimo verificado desde cedo, o gestor Ricardo Campos, sócio na Reach Capital, avaliou que a melhora teve respaldo em mais quedas de novos casos de Covid-19 divulgadas em alguns países europeus e em algumas áreas dos Estados Unidos, mesmo que compensadas na conta total por dados de outros locais afetados posteriormente pela pandemia. Além disso, acrescentou, a sessão teve notícias como a das farmacêuticas Pfizer e BioNTech de que devem começar em breve testes de vacinas contra o novo coronavírus em humanos, enquanto em Israel o governo anunciou um medicamento contra o Covid-19, que pode neutralizar seu efeito.

REUTERS

Fitch corta para “negativa” perspectiva para rating do Brasil e cita renovado risco político

A agência de classificação de risco Fitch Ratings informou na terça-feira ter revisado para “negativa” a perspectiva para a nota de crédito soberano do Brasil, com deterioração econômica e fiscal e ruídos políticos podendo afetar a capacidade do governo de ajustar as contas públicas e de implementar reformas econômicas após a pandemia

“A revisão da Perspectiva para Negativa reflete a deterioração das perspectivas econômicas e fiscais do Brasil e os riscos negativos de renovada incerteza política, incluindo tensões entre o Executivo e o Congresso, e incerteza sobre a duração e a intensidade da pandemia de coronavírus”, disse à agência em relatório. A Fitch afirmou que isso inclusive pode restringir uma resposta emergencial “considerável” da política econômica à crise do Covid-19. A agência avaliou que o Brasil entrou no atual momento de estresse com equilíbrio fiscal “relativamente fraco” e com “baixo” crescimento econômico. A pandemia e a recessão a ela relacionada vão elevar ainda mais o endividamento público, “erodindo a flexibilidade fiscal e elevando a vulnerabilidade a choques”, segundo a Fitch. Antes, a agência atribuía perspectiva “estável” para o rating soberano do Brasil. Mas a nota de crédito foi mantida na terça-feira em “BB-“ —três níveis abaixo do mínimo para grau de investimento (“BBB-“). “Os ratings do Brasil são sustentados por sua ampla e diversificada economia, alta renda per capita em relação aos pares e capacidade de absorver choques externos”, ressalvou a agência, citando ainda taxa de câmbio “flexível”, desequilíbrios externos “moderados”, reservas internacionais “robustas” e “profundo” mercado interno de dívida do governo. Mas a Fitch ponderou que uma recuperação mais rápida em 2021 pode ser dificultada pelas incertezas fiscais, políticas e do lado das reformas no contexto de aumento do endividamento público. O déficit nominal —que inclui despesas com juros— deverá alcançar 13% do PIB neste ano, nas contas da agência, que estimou dívida bruta de 89,4% do PIB em 2020.

REUTERS

Produção industrial no Brasil despenca e tem pior março em 18 anos com impacto do coronavírus

A indústria brasileira sofreu forte golpe da pandemia de coronavírus em março com perdas generalizadas e o nível de produção mais fraco para o mês em 18 anos, indicando ainda mais perdas para abril

A produção industrial do Brasil despencou 9,1% em março na comparação com o mês anterior em meio ao fechamento de fábricas e empresas em todo o país como medida de contenção ao Covid-19. Esse é o resultado mais fraco desde a queda de 11% em maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros em todo o país. Também representa a leitura mais baixa para um mês de março desde 2002. Os dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram ainda que, em relação a março do ano passado, houve perda pelo quinto mês seguido, de 3,8%. “A queda fica mais forte no último terço de março e tem uma continuidade para abril e meses seguintes. Se tem de fato mais empresas em abril com férias coletivas e paradas, é natural supor que abril terá um ritmo maior de queda dessa produção nacional”, avaliou o Gerente da Pesquisa, André Macedo. As perdas em março foram generalizadas e acentuadas entre as categorias econômicas, sendo a mais forte a queda de 15,2% dos Bens de Capital, uma medida de investimento — foi o recuo mais acentuado desde maio de 2018. A produção dos Bens de Consumo recuou 14,5%, influenciada principalmente pela menor produção de automóveis. A de Bens Intermediários teve perdas de 3,8%, também recorde desde maio de 2018 e interrompendo três meses de resultados positivos. Entre os ramos pesquisados, 23 de 26 tiveram resultados negativos, sendo que a maior a influência negativa foi a queda de 28% de veículos automotores, reboques e carrocerias por conta das pressionada pelas paralisações e interrupções da produção em várias unidades produtivas devido ao coronavírus. A pesquisa Focus realizada pelo Banco Central junto a uma centena de economias aponta que o cenário para a economia é de contração de 3,76% neste ano, com a produção industrial recuando 2,75%.

REUTERS

EMPRESAS

JBS diz que recebeu autorização para reabrir planta no RS

A JBS foi autorizada por um juiz do trabalho a reabrir um frigorífico na cidade de Passo Fundo que havia sido fechado por causa de um surto do novo coronavírus, de acordo com um comunicado da empresa divulgado na noite de segunda-feira

A companhia disse que a planta será reaberta na quinta-feira, citando uma decisão do juiz Luciano Cembranel. Em um comunicado separado, o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul disse que o juiz Cembranel determinou na noite de segunda-feira que todos os trabalhadores da JBS na cidade de Passo Fundo fiquem afastados por 14 dias. O prazo para o afastamento das pessoas é contado a partir de 24 de abril, quando a fábrica foi fechada por inspetores do trabalho vinculados ao Ministro da Economia, disse o comunicado do Ministério Público do Trabalho. A procuradora Priscila Schvarcz disse à Reuters por telefone na terça-feira que tentará recorrer da decisão de reabrir a planta tão cedo, dizendo que a mesma colocaria em risco a saúde das pessoas. “Vamos manejar sim as impugnações judiciais possíveis para tentar reverter a decisão, mas a gente está vendo um judiciário bastante resistente”, disse Schvarcz. A planta da JBS em Passo Fundo foi fechada depois que os inspectores do trabalho descobriram que 19 trabalhadores da unidade haviam testado positivo para o Covid-19, disse o comunicado do Ministério Público do Trabalho. Atualmente, a empresa tem 66 casos confirmados entre funcionários, incluindo trabalhadores em licença ou no chamado período de incubação, observou o comunicado do Ministério Público do Trabalho. A planta emprega cerca de 2.600 pessoas.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Confirmado surto de peste suína africana na Índia

Vírus detectado no estado de Assam ocasionou a morte de 2.500 porcos

Na Índia já está confirmada a detecção de um surto de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) no estado de Assam, no nordeste do país. A doença já teria matado cerca de 2.500 porcos, informou o portal norte-americano Feedstuffs, com base em notícias da imprensa indiana. “O Instituto Nacional de Doenças de Animais de Alta Segurança (Bhopal) confirmou o caso de peste suína africana em Assam”, disse o ministro da pecuária, Atul Bora, em entrevista coletiva em 3 de maio. Segundo dados do censo de 2019, havia na época 2,1 milhões de porcos em Assam, estado localizado entre Butão e Bangladesh. Os meios de comunicação da região também estão relatando que o vírus foi encontrado no início do ano em uma vila em Arunachal Pradesh, na fronteira com a China. “Suspeita-se que a doença tenha passado para Arunachal Pradesh e depois chegou a Assam”, disse Atul Boar.

PORTAL DBO

INTERNACIONAL

USDA comprará US$ 60 milhões em carnes para ajudar criadores

Com o fechamento de restaurantes, escolas e unidades de processamento, muitos agricultores e pecuaristas ficaram sem ter para onde enviar sua produção e animais

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) fará novas compras de alimentos para ajudar comunidades carentes e produtores do país, disse à agência na segunda-feira, 4 de maio. A partir do terceiro trimestre de 2020, serão comprados US$ 470 milhões em alimentos. Nesse total estão incluídos US$ 30 milhões em carne suína, US$ 30 milhões em carne de frango e US$ 120 milhões em lácteos, segundo o USDA. Com o fechamento de restaurantes, escolas e unidades de processamento de carne por causa da pandemia do novo coronavírus, muitos agricultores e pecuaristas ficaram sem ter para onde enviar sua produção e animais. “O USDA está em uma posição única para comprar esses alimentos e entregá-los aos americanos mais necessitados”, disse o Secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue.

ESTADÃO CONTEÚDO

Tyson diz que a produção de carne suína americana caiu 50%

De acordo com o jornal Washington Post, na segunda-feira de manhã, a Tyson Foods disse durante uma ligação com investidores que a capacidade de processamento de suínos nos EUA havia caído 50%

A empresa foi severamente afetada. Três das seis principais instalações de processamento da Tyson nos EUA permanecem fechadas e outras três estão operando com capacidade reduzida, informou a empresa. Steve Meyer, economista da Kerns and Associates, empresa de gerenciamento de riscos agrícolas, disse que os números de produção da Tyson podem ser ainda mais terríveis. “Pelos meus cálculos, na sexta-feira passada, a produção de carne suína caiu 42,9% para todas as empresas americanas”, disse ele por telefone ao jornal americano. “Segundo meus cálculos, a Tyson caiu 57.780 suínos processados ??por dia, a partir de uma capacidade de 78.500 processados ??por dia. Isso é 74% menor”. A Tyson fechou sua fábrica em Columbus Junction, Iowa, em 6 de abril, após registrar 200 infecções por coronavírus e pelo menos duas mortes de funcionários. (A instalação está aberta agora e funcionando com capacidade de três quartos, disse Meyer.) Em seguida, a empresa suspendeu as operações em sua fábrica de suínos em Perry, Iowa, em 20 de abril, para limpeza profunda. A empresa diminuiu a velocidade e depois fechou sua maior fábrica de suínos, em Waterloo, Iowa, em 22 de abril, depois que 182 casos de covid-19, a doença que o novo coronavírus causa, estavam ligados à instalação. E uma quarta fábrica de suínos, em Logansport, Indiana, interrompeu as operações em 25 de abril, depois que quase 900 funcionários, ou 40% da força de trabalho, deram positivo para o coronavírus. Embora o processamento de carne de porco tenha sido mais afetado, o fornecimento de carne bovina da Tyson também está ameaçado, com trabalhadores doentes forçando paralisações. A fábrica de carne bovina Tyson Fresh Meats em Pasco, Washington, fechou, e a Tyson disse na semana passada que suspenderia temporariamente as operações em sua fábrica de processamento de carne bovina em Dakota City, Nebraska, após uma onda de centenas de casos de coronavírus ligados à instalação. De acordo com um relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, 115 instalações de processamento de carne e aves em 19 estados haviam relatado 19 casos secretos até sexta-feira. Entre aproximadamente 130.000 trabalhadores nessas instalações, 4.913 casos e 20 mortes foram registrados.

Suinocultura Industrial

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