CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1228 DE 05 DE MAIO DE 2020

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Ano 6 | nº 1228| 05 de maio de 2020 

 

NOTÍCIAS

Exportações de carne bovina e suína avançam em abril, diz Secex

As exportações brasileiras de carne bovina subiram 2,9% em abril, enquanto as vendas externas da proteína suína avançaram 17,5% e os embarques de carne de aves caíram quase 4%, informou na segunda-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

A China voltou a intensificar compras das carnes bovina e suína do Brasil desde meados de março, quando a pandemia do coronavírus começou a dar sinais de controle no país. De acordo com o Ministério da Economia, as exportações brasileiras para a Ásia cresceram 28,7% em abril ante igual mês do ano passado. Para China, Hong Kong e Macau a alta foi de 27,9%, enquanto para a Coreia do Sul o crescimento foi de 182,0%. Em abril, as vendas externas de carne bovina in natura somaram 116,28 mil toneladas, de acordo com dados da média diária de embarques publicados pelo Secex, ante as 113 mil toneladas registradas um ano antes. No setor de suínos, as exportações da proteína in natura alcançaram 62,9 mil toneladas, ante as 53,5 mil toneladas embarcadas pelo país em abril do ano passado. Já no segmento de aves in natura, as vendas externas atingiram 320,82 mil toneladas em abril, queda de 3,86% versus abril de 2019.

REUTERS 

Arroba do boi gordo sobe até R$ 5 com escalas apertadas, diz Safras

Mas expectativa é de maior pressão de queda no decorrer do mês, devido à capacidade de retenção de animais com o clima frio e seco no Centro-Sul

O mercado físico do boi gordo teve preços mais altos em algumas regiões nesta segunda-feira, 4, de acordo com a consultoria Safras. Na praça de Goiânia (GO), a arroba passou de R$ 175 para R$ 180. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que as cotações subiram onde os frigoríficos estão com as escalas de abate mais apertadas. O dia, no entanto, foi de fraco volume de negócios, com a maior parte dos frigoríficos apenas avaliando as melhores estratégias a serem tomadas durante a semana. “No entanto, a expectativa é de maior pressão de queda no decorrer do mês, em linha com uma menor capacidade de retenção com o clima frio e seco em grande parte do Centro-Sul, pois o desgaste das pastagens se acentua, elevando a necessidade de venda por parte dos pecuaristas.”, diz. A curva da pandemia aproxima-se do auge no Brasil, e ainda são incertos os planos de relaxamento da quarentena em diversos estados. A demanda de carne bovina ainda está gravemente prejudicada no mercado doméstico. Um alento para o setor segue nas exportações destinadas à China, que continuam fluindo muito bem. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba, ante R$ 193/R$ 194 a arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 183 por arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 176 a arroba, contra R$ 174/R$ 175 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 180 a arroba, contra R$ 175 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 171 a arroba, ante R$ 170 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Segundo a consultoria Safras, o escoamento da carne ainda flui de maneira morosa no mercado doméstico, consequência do prolongamento das estratégias de distanciamento social. O corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Mercado do boi gordo com poucos negócios no início da semana

Poucos compradores ativos e boa parte das indústrias frigoríficas fora das compras, esse foi o cenário encontrado em São Paulo e em boa parte das praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria na última segunda-feira (4/5)

O consumo de carne bovina em função do final de semana prolongado está sendo avaliado e a expectativa para essa semana é de que, com pagamento dos salários, o consumo de carne melhore. A comemoração do Dia das Mães, apesar do isolamento social, deve estimular a demanda.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: valorização dos cortes de dianteiro

Segundo levantamento da Scot Consultoria, os cortes bovinos de dianteiro subiram 0,44% na semana passada no atacado, indicando maior procura por cortes mais baratos

Os cortes de traseiro, que vinham em queda, registraram alta de 0,22% nos últimos sete dias, menor que a dos cortes de dianteiro, mas sinalizando o efeito da virada de mês. A expectativa é de que com o recebimento dos salários neste início de mês, o consumo interno tenha algum aumento, mesmo que singelo, em função da quarentena

SCOT CONSULTORIA

Mesmo com pandemia, preço do boi registra alta de quase 20% ante abril de 2019

Indicador do boi gordo Cepea/B3 ficou apenas 0,37% inferior ao registrado em março deste ano

Mesmo diante do cenário incerto por conta da crise gerada pela pandemia de coronavírus, o mercado pecuário nacional atravessou abril registrando preços relativamente firmes. A informação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o Cepea, no mês, com dados até o dia 29, o Indicador do boi gordo Cepea/B3 teve média de R$ 199,61. O valor é apenas 0,37% inferior ao registrado em março desse ano, mas quase 20% acima da de abril do ano passado, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI). Segundo o Centro de Estudos, a sustentação vem da baixa oferta de animais prontos para abate neste período de final de safra. Do lado da demanda, verifica-se certa estabilidade na procura de brasileiros pela carne bovina, especialmente por cortes mais baratos. Já a demanda internacional pela carne bovina in natura segue aquecida, especialmente por parte da China – vale lembrar que o país asiático parece ter superado a pandemia de coronavírus, o que tende a manter firme a procura internacional por carnes.

CEPEA/ESALQ

ECONOMIA 

Dólar volta a superar R$5,52 e real tem pior desempenho global com ruídos domésticos

O dólar começou maio em firme alta, voltando a superar a barreira psicológica dos 5,50 reais numa segunda-feira de fortalecimento global da moeda norte-americana, agravada no Brasil por renovadas tensões no plano político

O dólar à vista subiu 1,55%, a 5,5224 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,99%, a 5,5500 reais, às 17h15. O dólar no exterior se valorizava contra uma cesta de moedas fortes, com investidores demandando a segurança da divisa na esteira de trocas de farpas entre EUA e China sobre a origem do coronavírus. E o real voltou a registrar desempenho pior que seus pares emergentes, a exemplo de outros dias em abril, quando se intensificaram receios de nova tensão política doméstica, após o Presidente Jair Bolsonaro ter novamente feito aparição em protesto no domingo com centenas de pessoas que se manifestaram a favor do seu governo e contra o STF e o presidente da Câmara. O mercado monitora ainda desdobramentos do depoimento prestado no sábado por Sergio Moro, que acusou Bolsonaro de tê-lo pressionado indevidamente em relação à troca do comando da Polícia Federal. “Agora, toda sociedade brasileira aguarda um possível vazamento que revele o conteúdo das declarações feitas pelo ex-ministro”, disse a Guide Investimentos em nota. Mesmo com a recuperação na última semana de abril, o real ainda amarga o pior desempenho entre os principais rivais do dólar em 2020, com baixa nominal de 27,33%, seguido pelo rand sul-africano (-24,6%). Enquanto o real registrou o pior desempenho entre as principais moedas nesta sessão, o peso mexicano ocupou a ponta contrária, em alta de 1,9% ante o dólar.

REUTERS 

Ibovespa cai abaixo de 79 mil pontos

O principal índice brasileiro de ações caiu na segunda-feira, com ativos domésticos se realinhando às bolsas internacionais, e fechou abaixo dos 79 mil pontos

O Ibovespa ainda se recuperou parcialmente após ter chegado a cair mais de 3% ao longo do dia, mas fechou a sessão com declínio de 2,02%, a 78.876,22 pontos, no menor nível em uma semana. O volume financeiro somou 19,3 bilhões de reais. Após fortes quedas dos principais índices de Wall Street na sexta-feira —dia em que a bolsa brasileira esteve fechada devido ao feriado nacional do Dia do Trabalho — as ações brasileiras tiveram um ajuste relativo de preços. A situação ainda piorou quando os mercados norte-americanos reabriram nesta segunda-feira caindo mais, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, fazer novas ameaças de tarifas sobre a China, voltando a intensificar a tensão entre os países. Durante a tarde, porém, Wall Street reagiu, com ajuda das ações de empresas de tecnologia, e os principais índices fecharam todos do azul. O S&P 500 subiu 0,42%. Na agenda doméstica, os negócios seguem pressionados pelo noticiário político, em meio às acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o Presidente Jair Bolsonaro tentou interferir em investigações da Polícia Federal. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) para a XP Investimentos, a avaliação ruim ou péssima do governo de Bolsonaro aumentou para 49%, maior patamar já registrado. Esta semana investidores também aguardam decisão de política monetária do Copom, com expectativa de novo corte na taxa básica de juros. A pesquisa Focus desta manhã apontou nova redução da estimativa para a Selic de 3% para 2,75% ao final deste ano. O boletim também apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) deve contrair 3,76% em 2020 ante projeção anterior de queda de 3,34%, diante das ações de isolamento para conter a disseminação do novo vírus. Para o BTG Pactual, o cenário já incerto para a economia do país se torna ainda pior diante do caos na cena política. A MINERVA ON avançou 3,2%, e foi um dos destaques positivos em sua estreia no Ibovespa.

REUTERS 

Brasil tem melhor superávit comercial para abril em 3 anos, com ajuda de vendas para Ásia

O Brasil teve superávit comercial de 6,7 bilhões de dólares em abril, melhor para o mês desde 2017 (+7 bi), com as exportações ficando praticamente estáveis apesar do quadro de pandemia do coronavírus, ajudadas pelo aumento do apetite asiático

As exportações somaram 18,3 bilhões de dólares no mês, recuo de 0,3% sobre abril de 2019, pela média diária. Segundo o Ministério da Economia, isso ocorreu por conta da contração de 5,5% nos preços dos bens vendidos, já que o volume exportado subiu 2,9%. Houve recorde mensal na exportação de soja (5,5 bilhões de dólares), carne bovina (509 milhões de dólares), ouro (278 milhões de dólares), minério de cobre (231 milhões de dólares), alumina (228 milhões de dólares), carne suína (154 milhões de dólares) e algodão bruto (141 milhões de dólares). “O bom desempenho desses produtos evidencia a competitividade das exportações, favorecida por uma taxa de câmbio real mais desvalorizada. Além disso, a demanda mundial por esses bens mostra significativa resiliência, sobretudo a demanda asiática”, avaliou a pasta. As exportações brasileiras para a Ásia cresceram 28,7% ante igual mês do ano passado. Para China, Hong Kong e Macau a alta foi de 27,9%, enquanto para a Coreia do Sul o crescimento foi de 182,0%. Por outro lado, as exportações caíram 31,7% para os Estados Unidos e 46% para a Argentina —dois parceiros comerciais importantes para o país. Enquanto isso, as importações recuaram 10,5% em abril sobre um ano antes, também pela média diária, a 11,6 bilhões de dólares. Houve retração nas compras de combustíveis (-28,3%), bens de consumo (-22,4%), bens de capital (-21,9%) e bens intermediários (-2,3%), pontuou o ministério. Nos quatro primeiros meses do ano, o Brasil teve superávit de 12,3 bilhões de dólares nas trocas comerciais, diminuição de 16,4% pela média diária sobre igual período de 2019. Para o ano, o Ministério da Economia previu que o superávit da balança comercial será de 46,6 bilhões de dólares, queda de 3% sobre o patamar de 48 bilhões de dólares do ano passado. O cálculo incorpora um recuo de 11,4% nas exportações, a 199,8 bilhões de dólares, e de 13,6% nas importações, a 153,2 bilhões de dólares. A corrente de comércio, com isso, deve ter uma retração de 12,3%, a 353 bilhões de dólares.

REUTERS 

Exportações do setor agropecuário registram aumento de 17,5% no primeiro quadrimestre de 2020

Vendas de carnes suínas para China, que importou 11% a mais do Brasil, triplicaram no período

As vendas externas da agropecuária brasileira tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária nos quatro primeiros meses do ano, comparando com igual período do ano anterior. A participação do agro no total das exportações passou de 18,7% em 2019 para 22,9% em 2020. Os produtos que tiveram aumento no período foram: soja (+ 29,9%, de US$ 8.968,3 milhões para US$ 11.653,7 milhões), algodão em bruto (+ 69,5%, de US$ 659,2 milhões para US$ 1.117,6 milhões), madeira em bruto (+ 28,9%, de US$ 26,1 milhões para US$ 33,6 milhões), mel natural (+ 17,2%, de US$ 18,4 milhões para US$ 21,6 milhões), especiarias (+ 3,2%, de US$ 85,7 milhões para US$ 88,5 milhões). Segundo dados divulgados na segunda-feira (4) pelo Ministério da Economia, no mês de abril de 2020 as exportações brasileiras somaram US$ 18,312 bilhões e as importações, US$ 11,611 bilhões, com saldo positivo de US$ 6,702 bilhões e corrente de comércio de US$ 29,923 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 67,833 bilhões e as importações, US$ 55,569 bilhões, com saldo positivo de US$ 12,264 bilhões e corrente de comércio de US$ 123,402 bilhões. Diferentemente do quadro mundial, o Brasil manteve sua balança praticamente estável. Alguns produtos do agronegócio bateram recordes históricos mensais de exportações em volume no mês de abril, como soja, com 16,3 milhões de toneladas; farelo de soja, com 1,7 milhão de toneladas; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com 116 mil toneladas; carne suína, com 63 mil toneladas e algodão bruto, com 91 mil toneladas. Por outro lado, tiveram queda trigo, centeio e milho não moído, exceto milho doce, café não torrado, animais vivos, frutas e nozes. As exportações brasileiras (de todos os setores) para a Ásia subiram 15,5% no primeiro quadrimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2020. O mercado asiático passou a representar 47,2% do total de nossas exportações. Apesar do impacto da pandemia sobre a economia chinesa, as exportações brasileiras para a China cresceram 11,3% no período, com destaque para a soja (+ 28,5%), carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+ 85,9%), carne suína fresca, refrigerada ou congelada (+153,5%) e algodão em bruto (+ 79,%). Os números do primeiro quadrimestre mostram que, em dólares, a China comprou do Brasil o triplo do importado pelos Estados Unidos e o dobro demandado pela União Europeia.

REUTERS 

EMPRESAS 

MP pede fechamento de unidade da BRF em Lajeado para conter coronavírus

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) entrou com ação judicial na segunda-feira pedindo o fechamento de duas plantas de processamento de carne no Estado, o que eleva preocupações sobre instalações afetadas pela disseminação do novo coronavírus entre funcionários e nas comunidades locais

Promotores gaúchos pediram no processo que as plantas sejam fechadas por ao menos 15 dias, como forma de evitar a propagação do coronavírus e proteger trabalhadores e suas famílias, de acordo com comunicado publicado no site do MP-RS. Um dos alvos da ação é uma unidade de processamento operada pela BRF em Lajeado. A outra planta é operada no mesmo município por uma empresa não listada. Ainda não houve decisão judicial sobre o pedido, que ocorre dias após o Ministério Público do Trabalho fechar, em 24 de abril, uma instalação da JBS pelos mesmos motivos. A BRF disse à Reuters que não foi notificada do processo. Em comunicado, a empresa reafirmou seu compromisso com a segurança dos trabalhadores, destacando a obrigatoriedade do uso de máscaras e o respeito ao distanciamento mínimo entre as pessoas nas instalações, além de outras medidas. O pedido de fechamento das plantas, assinado pelo promotor Sérgio Diefenbach, marca mais um movimento para conter a disseminação do vírus em unidades de processamento de carne no Sul do Brasil, onde há dezenas de instalações de carnes suína e de frango. Diefenbach disse que o número de casos de coronavírus nos locais sugere que os dois frigoríficos são polos irradiadores de muitas contaminações, os chamados “hotspots”. Autoridades sanitárias no Rio Grande do Sul disseram na semana passada que o coronavírus já havia atingido pessoas em ao menos nove unidades de processamento de carne na região, incluindo uma planta da BRF em Marau e uma da JBS em Passo Fundo. Cerca de 16,3 mil pessoas que trabalham nessas plantas poderiam ter sido expostas a riscos, disseram as autoridades. Em uma outra decisão vista pela Reuters, um Tribunal do Trabalho decidiu pela imposição de medidas adicionais de proteção à saúde dos funcionários de uma outra unidade da JBS no Rio Grande do Sul —esta, localizada em Trindade do Sul. A planta permanece aberta, mas a JBS disse em comunicado enviado à Reuters que vai recorrer da decisão, datada de 30 de abril, uma vez que está seguindo as diretrizes de saúde recomendadas pelo governo.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS 

Frango: reação nos preços no atacado em São Paulo

Após semanas de pressão e recuo nos preços, a carne de frango no atacado mostra sinais de recuperação. A carcaça ficou cotada, em média, em R$3,75 por quilo, alta de 3,6% nos últimos sete dias

Este quadro foi decorrente da maior busca do varejo para recomposição dos estoques em função da proximidade do novo mês, onde sazonalmente crescem as vendas. Nas granjas paulista, porém, a ave terminada segue com preços estáveis a dezessete dias, cotada em R$2,90 por quilo. Apesar do resultado positivo na semana, na comparação anual os preços apresentaram queda de 19,4% e 16,3%, na granja e no atacado, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA 

INTERNACIONAL 

Pandemia vai limitar oferta de carnes dos EUA mesmo após decreto de Trump, diz Tyson

A crise do coronavírus continuará levando à hibernação de unidades de processamento de carnes nos Estados Unidos e desacelerando a produção, disse a Tyson Foods na segunda-feira, sinalizando mais interrupções na cadeia de suprimentos de alimentos do país mesmo após o Presidente Donald Trump ter exigido que as instalações permaneçam abertas

A Tyson reportou lucros e receitas abaixo do esperado no trimestre encerrado em 28 de março, antes de processadores fecharem grandes plantas de abate em função do avanço da Covid-19 entre funcionários. As ações da empresa recuaram mais de 8%, com a Tyson dizendo também que as vendas de carnes vão cair no segundo semestre deste ano porque a pandemia reduziu a demanda de restaurantes pelos produtos. “Houve alguma escassez em algumas categorias específicas”, disse o Presidente-Executivo da companhia, Noel White, em conferência com analistas. A Tyson está trabalhando com autoridades do governo norte-americano para retomar operações em uma enorme unidade de carne bovina que foi fechada em Dakota City, no Nebraska, disse White. A empresa passou o final de semana recebendo resultados de testes de Covid-19 feitos entre trabalhadores de outra planta de bovinos fechada, em Pasco, Washington, acrescentou o executivo. A Tyson também fechou temporariamente unidades de carne suína em Iowa, nos municípios de Waterloo e Perry, mas disse na sexta-feira que vai reabrir uma planta de suínos em Logansport, Indiana. A capacidade de abate de suínos dos EUA recuou cerca de 50% em relação aos níveis vistos antes da pandemia, afirmou o presidente da Tyson, Dean Banks, a analistas. Com os consumidores permanecendo em casa, a demanda por carnes da Tyson no varejo teve alta de 30% a 40%, mas as vendas da companhia vão recuar no segundo semestre do ano por causa das perdas com restaurantes e serviços de alimentação.

REUTERS 

Smithfield inicia reabertura de unidade de suínos nos EUA, diz sindicato

A Smithfield Foods, maior processadora de carne suína do mundo, retomou na segunda-feira, de forma limitada, as operações em uma enorme unidade no Estado norte-americano da Dakota do Sul, que estava fechada desde o mês passado por causa da pandemia de coronavírus, disse o sindicato que representa os funcionários da planta

O fechamento dessa instalação e de outras unidades de processamento devido a casos de coronavírus entre trabalhadores gerou uma escassez temporária de carnes nos EUA e deixou produtores sem mercados para seus animais, o que forçou alguns deles a realizar a eutanásia das criações. A Smithfield, que pertence ao grupo chinês WH, reabriu alguns departamentos da planta de Sioux Falls cerca de três semanas após anunciar o fechamento da unidade por prazo indeterminado, disse uma porta-voz do United Food and Commercial Workers. Cerca de 250 dos 3.700 funcionários da instalação voltaram ao trabalho, segundo ela. A empresa, que planeja reiniciar gradualmente mais instalações, não retomou o abate de porcos, ainda de acordo com o sindicato. Em comunicado enviado por e-mail, no entanto, a companhia negou ter retomado operações na planta, que representa cerca de 5% da produção de carne suína dos EUA.

REUTERS 

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