CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1207 DE 01 DE ABRIL DE 2020

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Ano 6 | nº 1207| 01 de abril de 2020

NOTÍCIAS

BOI GORDO ENCERRA MARÇO COM PREÇOS FIRMES

Na última terça-feira (31/3), em São Paulo, na comparação dia a dia, a cotação do boi gordo na praça paulista ficou estável.

A oferta de R$200,00/@, bruto, à vista, fez com que os pecuaristas saíssem da ‘’toca’’ e maiores volumes de negócios foram realizados. As escalas de abate estão curtas, e, apesar das incertezas do consumo de carne na primeira quinzena de abril em função da quarentena, a injeção de capital com o pagamento dos salários poderá provocar a necessidade das indústrias em manter o fluxo de compras e manter o mercado firme.

SCOT CONSULTORIA

PREÇO DO BOI MAGRO SUBIU 13,3% DESDE O INÍCIO DO ANO NO PARANÁ

A oferta restrita de animais na maior parte do estado tem resultado em valorizações contínuas nas categorias de reposição.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, desde o início do ano, a alta média acumulada é de 10,1%, considerando todas as categorias de machos anelorados. Em contrapartida, na mesma comparação, o boi gordo valorizou 3,7%, diminuindo o poder de compra do recriador/invernista. Nesse período, a maior demanda foi pelo boi magro anelorado de 12@. Esta categoria teve alta de 13,3%, e, atualmente, está cotada em R$2.550,00 por cabeça no estado.

SCOT CONSULTORIA

COVID-19 COLOCA O BOI NA GANGORRA DA VOLATILIDADE

Liquidez da arroba melhorou neste início de semana, mas preços revelam incertezas do mercado. Saiba por quê

Embora a liquidez do mercado do boi gordo tenha melhorado neste início da semana, os preços da arroba tiveram comportamentos distintos nesta terça-feira nas principais praças pecuárias brasileiras. Ou seja, o mercado registra grande volatilidade, o que pode ser um reflexo das incertezas geradas pela pandemia do novo coronavírus, dizem os analistas.

Em algumas regiões, houve valorização da arroba, motivada sobretudo pela baixa oferta de boiada e pela posição de compra um pouco mais agressiva da indústria frigorífica, ávida em preencher as suas curtas escalas de abate. Em outras praças, o dia foi de retração da arroba, devido principalmente às frustrações em relação à demanda interna de carne bovina, que perdeu força após o pico de compras realizadas no período pré-quarentena da população

Em Mato Grosso, os preços do boi gordo subiram nesta terça-feira em algumas praças pecuárias, de acordo com dados levantados pela Informa Economics FNP. Em Cuiabá, o valor do boi gordo registrou forte acréscimo diário de R$ 5/@, alcançando R$ 182/@, à vista.

Nas praças de Colíder e Barra do Garças, o animal terminado atingiu R$ 172/@ (também à vista) e R$ 183/@ (prazo), respectivamente, segundo a consultoria. “A China, principal destino da carne brasileira, vem sinalizando uma recuperação da atividade no país, resultado favorável para o nível de exportações do produto, o que contribuiu para a alta nos preços no Estado”, justificou a FNP.

Por sua vez, a maioria das praças do Mato Grosso do Sul seguiram caminho inverso do Mato Grosso, e registraram baixas nos preços da arroba. Na região de Dourados, a arroba caiu R$ 2 nesta terça-feira, fechando a R$ 185 (a prazo).

Em Campo Grande, a queda diária também foi de R$ 2/@, encerrando a R 187/@ (também a prazo), segundo dados da FNP.  Em São Paulo, a cotação do animal terminado ficou estável nesta terça-feira, a R$ 204/@, a prazo.

PORTAL DBO

HABILITAÇÃO DE FRIGORÍFICOS DO BRASIL PARA EXPORTAÇÃO À CHINA É PARALISADA POR CORONAVÍRUS

A China não aprovou nenhum novo frigorífico brasileiro para exportação neste ano devido à epidemia de coronavírus e todas as habilitações estão suspensas até um alívio na crise de saúde pública, disse à Reuters uma autoridade do Ministério da Agricultura.

A paralisação ocorre mesmo após os governos do Brasil e da China terem chegado a um acordo em janeiro sobre um novo sistema que visa acelerar as aprovações, afirmou o secretário de Assuntos Internacionais da pasta agrícola, Orlando Leite Ribeiro.

Segundo Ribeiro, o ministério tentou entrar em contato com representantes chineses mais cedo neste ano sobre o início da implantação do sistema, mas naquela época, com o coronavírus surgindo, a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) não estava funcionando normalmente.

E, agora que o Brasil foi atingido pela epidemia, muitos funcionários públicos estão trabalhando em regime de “home office” para evitar a disseminação do vírus, o que os impede de realizar as reuniões necessárias para obter novas aprovações de plantas, disse ele.

Mas ainda assim há boa vontade de ambos os lados, acrescentou.

“O que está acontecendo é um descasamento temporário. A China foi afetada primeiro pelo Covid-19 e agora, quando a China começou a voltar ao normal, o Brasil foi afetado pelo coronavírus”, disse Ribeiro em entrevista por telefone na segunda-feira à noite.

Ribeiro ainda alertou que novas habilitações são pouco prováveis até que o surto no Brasil diminua, o que pode levar meses.

As empresas do setor adotaram medidas restritivas para entrada e saída de profissionais não essenciais ao sistema produtivo, assim como visitantes internacionais e outros não ligados às companhias, informou à Reuters a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“Desta forma, além da determinação do Ministério da Agricultura, todas as missões para novas habilitações estão suspensas, também, por um pedido das agroindústrias, para proteger seus colaboradores e reduzir riscos de propagação da Covid-19.”

A ABPA reforça que as empresas já habilitadas seguem autorizadas a exportar, sem interrupções.

REUTERS

PREÇOS DO BOI SOBEM COM FRIGORÍFICOS MAIS ATIVOS

A dificuldade na aquisição de boiadas na semana passada resultou agora em uma estratégia mais agressiva por parte dos grandes frigoríficos

O mercado físico do boi gordo teve preços firmes nesta terça-feira. O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, avalia que a dificuldade na aquisição de boiadas na semana passada resultou agora em uma estratégia mais agressiva por parte dos grandes frigoríficos.

“Porém, ainda pairam dúvidas em relação ao comportamento da demanda de carne bovina, preocupação natural dada a pandemia do coronavírus e suas implicações sobre os hábitos de consumo da população”, disse Iglesias.

Embora ainda seja cedo para prognósticos de curto prazo, já se nota uma redução nas vendas dos cortes mais nobres, consequência direta do fechamento de redes de restaurantes e lanchonetes. Ao mesmo tempo, os grandes frigoríficos sinalizam para uma redução na produção no médio prazo, conforme os desdobramentos do confinamento, o que serviu para deixar o mercado em estado de alerta

Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 202 a arroba, ante R$ 201 a arroba ontem. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços subiram de R$ 196 a arroba para R$ 197 a arroba. Em Dourados, Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 191 a arroba, contra R$ 189. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 190 a arroba, estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço seguiu R$ 177 por arroba.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a levemente mais altos. “A valorização está concentrada no corte dianteiro, um corte mais acessível e que vem sendo mais procurado. Isso tende a se acentuar caso a recessão econômica venha a se agravar”, disse Iglesias.

Assim, o corte traseiro teve preço de R$ 14 o quilo, estável. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro passou de R$ 11,25 por quilo para R$ 11,40 o quilo.

CANAL RURAL

SERVIÇO DE INSPEÇÃO FEDERAL GARANTE A MANUTENÇÃO DO ABASTECIMENTO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

Mesmo diante a pandemia do coronavírus, as atividades de inspeção e fiscalização junto aos estabelecimentos continuam sendo totalmente cobertas para manutenção do abastecimento público de produtos de origem animal

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tem mantido em funcionamento suas atividades essenciais, com todos os cuidados necessários. Mesmo diante a pandemia do coronavírus (Covid-19), as atividades de inspeção e fiscalização junto aos estabelecimentos submetidos à inspeção permanente continuam sendo totalmente cobertas para manutenção do abastecimento público de produtos de origem animal para consumo humano e de produtos destinados à alimentação animal com segurança à sociedade.

Atualmente, estão registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) 3.263 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados.

Durante o mês de março, nenhum abatedouro frigorífico de aves e de suínos registrados no Mapa comunicou paralisação significativa de suas atividades. Já nos abatedouros de bovinos, nove, de um total de 224 registrados, informaram a paralisação temporária das atividades de abate, permanecendo com outras atividades em funcionamento, tais como desossa e o setor de expedição.

Outro serviço considerado como essencial é a certificação sanitária, que assegura que os produtos e os sistemas de produção atendem a todos os requisitos acordados com os países para os quais o Brasil exporta seus produtos. Apesar do momento atual, 28.164 Certificados Sanitários Internacionais (CSIs) foram emitidos até o dia 29 de março, sendo superior ao mesmo período no ano de 2019, quando foram em emitidos 27.240 CSIs.

Além disso, o Mapa analisa previamente as solicitações de Licenças de Importação (LI) de produtos de origem animal para avaliar se os produtos são provenientes de empresas e países que não contenham restrições sanitárias, visando conferir mais segurança no controle oficial sobre os produtos importados que serão consumidos pelos brasileiros. O prazo estabelecido em legislação para as análises de LI é de 30 dias, porém o tempo médio de análise está atualmente em 3,7 dias. Em março, foram analisadas 4.580 LIs, sendo 3.767 deferidas e 813 indeferidas.

MAPA

ABATES DE BOVINOS CAÍRAM 47% EM MARÇO, INDICAM DADOS DO GOVERNO

Ritmo de produção já estava mais baixo no primeiro bimestre, antes do coronavírus

Em meio à pandemia do novo coronavírus, os abates de bovinos no Brasil tiveram forte queda em março. É o que mostram dados preliminares do Ministério da Agricultura.

No mês passado, os frigoríficos fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) abateram 1,019 milhão de cabeças de bovinos, redução de 47% na comparação com os 1,943 milhões animais abatidos no mesmo intervalo do ano passado.

As unidades fiscalizadas pelos SIF são as maiores e as únicas que podem exportar e vender produtos entre os Estados do país. Há 224 abatedouros do gênero no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os frigoríficos com fiscalização federal respondem por mais de 70% dos abates de bovinos do país.

Em março, a paralisação temporária de nove abatedouros com SIF — cinco da JBS, a partir do dia 19, e quatro da Minerva, a partir de 23 de março — ajudou a derrubar os abates. Mas outras empresas também reduziram o ritmo, de acordo com executivos do setor.

Além disso a queda nos abates de bovinos não ficou restrita ao mês de março e não pode ser exclusivamente debitada na conta da covid-19. No primeiro bimestre, quando a doença ainda não havia provocado grandes impactos no Brasil, o ritmo de abates já apresentava redução significativa.

Os abates em janeiro caíram 15,4% em janeiro, somando 1,814 milhões de cabeças. Em fevereiro, a redução foi de 9,6% ante igual período do ano passado, segundo dos dados do Ministério da Agricultura.

Com isso, os abates nas unidades com inspeção federal recuaram 23,9% no primeiro trimestre, somando 4,576 milhões de cabeças. No mesmo intervalo do ano passado, foram abatidas 6,015 milhões de cabeças de bovinos.

Segundo o dono de um frigorífico, as margens de lucro no mercado doméstico já estavam apertadas mesmo antes da piora da demanda que se seguiu à redução de circulação e paralisação do comercio nas principais cidades do país. No mercado externo, o início de ano também contou com uma demanda menor da China.

Do lado da oferta, as chuvas abundantes e o período de safra das pastagens ofereceram mais condições para o pecuarista segurar o gado no pasto. Também há um impacto do ciclo de médio prazo da pecuária, com maior retenção de vacas disponíveis para abate.

VALOR ECONÔMICO

ECONOMIA

DÓLAR DISPARA 29% NO 1º TRI E ANALISTAS VEEM POUCOS MOTIVOS PARA ALÍVIO

O dólar fechou em leve alta nesta terça-feira ante o real, mas disparou em março e encerrou os três primeiros meses de 2020 com a maior valorização trimestral em 18 anos, fruto da escalada dos receios econômicos decorrentes da pandemia do coronavírus.

Esse movimento refletiu ampla procura pela moeda norte-americana em todo o mundo, com empresas e instituições financeiras buscando manter o ativo em carteira diante do temor de fechamento dos canais globais de crédito à medida que a economia mundial mergulha em uma profunda recessão.

Para driblar a escassez da divisa, o Fed anunciou trilhões de dólares em medidas de suporte à liquidez. Paralelamente, os Estados Unidos aprovaram um pacote histórico de 2,2 trilhões de dólares em ajuda a empresas e trabalhadores. O BC brasileiro também anunciou ações para ajudar a economia.

O BC vendeu 755 milhões de dólares em moeda à vista em um único leilão nesta terça-feira. A cotação terminou longe das mínimas do dia.

O dólar interbancário BRBY encerrou esta terça com ganho de 0,25%, a 5,1944 reais na venda, na segunda cotação de fechamento mais alta da história. Na máxima do dia, foi a 5,2156 reais, enquanto caiu a 5,1698 reais na mínima.

Em março, a moeda saltou 15,92%, maior valorização mensal desde setembro de 2011 (+18,15%) e mais forte para o mês desde pelo menos 2002.

No trimestre, a cotação disparou 29,44%, mais forte apreciação para um trimestre calendário desde os três meses findos em setembro de 2002 (+33,16%).

Na B3, o contrato de dólar futuro mais negociado DOLc2 tinha alta de 0,31% nesta terça, a 5,2190 reais, às 17h40.

REUTERS

COVID-19 FAZ IBOVESPA ACUMULAR EM MARÇO PIOR RESULTADO EM MAIS DE 20 ANOS

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda nesta terça-feira, acumulando em março o pior desempenho mensal em mais de 20 anos, afetado pela forte aversão a risco que tomou conta dos mercados com a rápida disseminação do novo coronavírus.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,08%, a 73.086,56 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 20,5 bilhões de reais.

Em março, o tombo foi de 29,8%, maior declínio percentual mensal desde agosto de 1998, ano marcado pela crise financeira na Rússia. No ano, o Ibovespa despenca 36,8%, pior resultado trimestral desde pelo menos 1994.

Os números são preliminares e não consideram o ajuste de fechamento do pregão desta terça-feira.

REUTERS

ECONOMIA VAI COMEÇAR A MELHORAR NO ÚLTIMO TRIMESTRE, DIZ CAMPOS NETO

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, previu nesta terça-feira que a economia brasileira vai começar a melhorar a partir do último trimestre do ano, com recuperação “boa” em 2021.

Campos Neto disse que o BC vai revisar sua projeção para variação real do PIB neste ano, atualmente em zero.

“Eu acho que é difícil fazer uma previsão, mas nós entendemos que no último trimestre já vai estar começando a melhorar e no ano que vem é um ano de recuperação boa”, disse Campos Neto em entrevista à CNN Brasil.

Ele citou que a economia vinha dando sinais de retomada, mas que houve uma interrupção como se tivesse “caído um meteoro”.

O governo estima variação positiva do PIB de 0,02% para este ano, mas o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, já disse que a previsão do Ministério da Economia pode estar defasada.

No mercado, a expectativa é que o PIB retraia 0,48%, pela mediana das estimativas da pesquisa Focus do BC. Mas algumas casas já preveem contração de mais de 3%.

Na entrevista desta terça, Campos Neto disse que a situação atual da economia pede algum tipo de estímulo fiscal e lembrou que as medidas já anunciadas pelo BC podem injetar 1,2 trilhão de reais no sistema financeiro nacional.

Questionado sobre o prazo para elaboração da Medida Provisória que trata da linha emergencial de crédito a ser operacionalizada pelo BNDES para financiar a folha de pagamento de empresas, Campos Neto disse que a MP deverá “sair” até a quarta e que ainda está dentro do prazo.

“Acho que nós estamos confiantes de que na semana que vem já teremos algo de concreto nesse sentido”, disse.

O programa, anunciado na sexta-feira passada, soma 40 bilhões de reais para financiar por dois meses a folha de pagamento das pequenas e médias empresas com recursos do Tesouro e dos bancos, para fornecer respiro de caixa às companhias em meio à pandemia do coronavírus.

REUTERS

TAXA DE DESEMPREGO SOBE A 11,6% NO TRI ATÉ FEVEREIRO E BRASIL TEM MAIS DE 12 MI DE DESEMPREGADOS

O Brasil voltou a superar 12 milhões de desempregados no trimestre até fevereiro e a taxa de desemprego chegou a 11,6% no período, em um cenário de aumento das demissões e procura por trabalho, que deve ser afetado nos próximos meses pelas medidas de contenção do coronavírus.

Os dados da Pnad Contínua que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira mostram alta da taxa de desemprego ante a leitura de 11,2% no trimestre até novembro. No mesmo período de 2019 a taxa era de 12,4%.

Nos três meses até janeiro a taxa de desemprego havia ficado em 11,2%. O resultado de fevereiro igualou a mediana das previsões em pesquisa da Reuters.

O mercado de trabalho brasileiro iniciou 2020 em condições melhores do que em anos anteriores, mas pode sofrer novo revés depois de a pandemia do coronavírus ter levado ao fechamento de lojas e comércios.

Os impactos sobre a economia do coronavírus ainda são incertos, dado que a necessidade de isolamento em muitos locais ainda permanece.

REUTERS

JUROS DO CRÉDITO FICARAM EM GERAL ESTÁVEIS, DIZ FEBRABAN

Se houve alta de taxas, foi ‘pontual’, diz presidente da entidade

Os bancos estrangeiros suspenderam praticamente todo o financiamento aos bancos no Brasil, em meio à crise do coronavírus, segundo informou o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney. Isso veio agravar a situação de restrição de liquidez decorrente da hecatombe da covid-19, a elevação dos riscos e aumento das taxas de captação.

Mesmo com importantes medidas anunciadas pelo Banco Central, destinadas a prover liquidez ao sistema financeiro, “a circulação de dinheiro ficou mais restrita – até porque houve grande destruição de riqueza nas últimas semanas em todo o planeta”, ressaltou ele.

Ainda assim, Sidney assegurou, em sua primeira entrevista no cargo, que a taxas de juros média nas operações de varejo, tanto de pessoas físicas quanto pessoas jurídicas, ficaram de forma geral estáveis neste período. “Isso é especialmente válido no caso das prorrogações e nos casos de varejo (PF e PJ) que concentram a imensa maioria dos clientes”, disse ele.

Se houve uma elevação nos juros, conforme matéria publicada na edição de ontem do Valor, ela teria sido “alguma alta muito pontual, mas posso afirmar que, de acordo com as nossas informações, as taxas de juros ficaram estáveis no decorrer das últimas semanas, desde a eclosão da crise do coronavírus”, segundo Sidney.

Nas operações com grandes empresas e nas operações novas, às vezes o cenário é um pouco distinto, disse ele, sobretudo com linhas mais longas (acima de um ano), porque o custo de captação aumentou substancialmente. Se um título pré-fixado com prazo de dois anos era negociado a juros de 4,33% no início do mes passado, passou a ter juros de 6,12% no fim do mês, com aumento de pouco mais de 40%.

“Mas aqui estamos falando de grandes empresas, que demandam volumes significativos de recursos (de bilhões de reais) com impactos relevantes sobre a liquidez do setor bancário”, completou.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

SUÍNO: PREÇOS CONTINUAM CAINDO; PRINCIPAIS PRAÇAS PRODUTORAS DO VIVO TÊM DESVALORIZAÇÃO

As desvalorizações continuam a atingir o mercado de suínos nesta terça-feira (31). De acordo com análise do Cepea/Esalq, o atual cenário de quarentena e distanciamento social tem reduzido a demanda de restaurantes, escolas, hotéis e outros serviços de alimentação por carnes.

Assim, segundo informações do Cepea, o volume de negociação envolvendo suíno vivo, carnes e cortes já está menor, resultando em baixas significativas nos valores desses produtos.

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a queda na arroba do suíno CIF foi de 3,16%/2,04%, chegando a preços de R$ 92/R$ 96. A carcaça especial também teve desvalorixação, entre 2,63%/3,80%, caindo para R$ 7,40/R$ 7,60.

No caso do animal vivo, de acordo com informações do Cepea/Esalq, referentes a sexta-feira (30), o Paraná teve queda de 4,11%, chegando em R$ 5,13/kg, baixa de 2,60% em Minas Gerais, cotado em R$ 5,25/kg, redução de 1,55% em Santa Catarina, fechando em R$ 5,07/kg. No Rio Grande do Sul, a desvalorização foi de 1,17%, ficando em R$ 5,05/kg, e de 0,89% em São Paulo, com preço de R$ 5,56/kg.

Para o suinocultor independente, no Rio Grande do Sul a queda foi de 7,38% para quem vende o animal em esquema de bolsa, ficando cotado o quilo em R$ 5,02.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

FRANGO: AVE CONGELADA OU RESFRIADA SEGUEM EM ALTA

Terça-feira (31) de cotações mistas para o mercado de frango. Segundo análise do Cepea/Esalq, o fato de esse produto ter maior tempo de prateleira e, consequentemente, facilitar o estoque, pode ter estimulado atacadistas e varejistas a intensificarem as compras dessa proteína.

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a ave de granja permaneceu com preço estável de R$ 3,10/kg, já no atacado, houve queda de 4% no quilo do produto, chegando a R$ 4,32/kg.

No caso da ave viva, cotações estáveis no Paraná e em Santa Catarina, com preços de R$ 3,22/kg e R$ 2,51/kg, respectivamente.

De acordo com dados do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (30), tanto a ave congelada quanto a resfriada tiveram alta nos preços. O frango congelado subiu 2,75%, com valor de R$ 4,85/kg, e o resfriado aumentou 2,64/kg, fechando em R$ 4,67/kg.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

OVOS: AO CONTRÁRIO DAS CARNES SUÍNA E AVÍCOLA, MERCADO DE OVOS SEGUE COM DINAMISMO NAS VENDAS

Enquanto as carnes suína e avícola apresentam retração nas vendas e queda nos preços, a comercialização de ovos segue mantendo um ritmo forte, com baixa disponibilidade, alta demanda e preços ascendentes.

Os negócios realizados no último sábado proporcionaram novos reajustes – 3º da semana, 8º do mês, 21º do ano – na comercialização da caixa de ovos brancos e vermelhos: os brancos alcançaram preço médio de R$113,00, enquanto os vermelhos atingiram cotação mínima de R$130,00 e máxima de R$139,00.

Segundo informações colhidas no mercado, houve manutenção das cotações nos fechamentos realizados na abertura da semana. Como as disponibilidades seguem insuficientes para atender a demanda, a tendência é de negócios disputados e pressão sobre os preços no último dia de março.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

EMPRESAS

JBS REDUZ PRODUÇÃO EM UNIDADE NOS EUA APÓS FUNCIONÁRIOS TEREM SINTOMAS DE GRIPE

É a primeira unidade da indústria americana de carnes a adotar medida semelhante

Como medida de precaução, a JBS USA vai reduzir a produção de carne bovina em um abatedouro na Pensilvânia, nos Estados Unidos por duas semanas. A decisão ocorre após gerentes da unidade apresentarem sintomas de gripe.

Essa é a primeira unidade da indústria de carnes americana que reduz a produção em meio às preocupações com a pandemia do coronavírus, informou a agência Reuters.

O abatedouro de bovinos da JBS USA na Pensilvânia emprega cerca de 1 mil pessoas.

Segundo a Reuters, a empresa não informou em que medida a produção da unidade será reduzida e tampouco se os funcionários foram testados para a detecção da covid-19.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

CONTRA ABSENTEÍSMO, FRIGORÍFICOS AMERICANOS OFERECEM BÔNUS

Sanderson premiará assiduidade; Tyson pagará US$ 60 milhões como agradecimento

Para amenizar os impactos do absenteísmo, a Sanderson Farms, uma das maiores produtoras de carne de frango dos EUA, anunciou ontem que pagará um bônus de US$ 1 para cada hora trabalhada aos funcionários que não faltarem.

Maior companhia de carnes dos EUA, a Tyson Foods também anunciou ontem um bônus aos funcionários. Em julho, a empresa pagará cerca de US$ 60 milhões aos funcionários do chão de fábrica — são mais de 116 mil — e para os caminhoneiros.

A Tyson não especificou se o bônus está atrelado a metas de absenteísmo, mas informou que os funcionários “elegíveis” receberão US$ 500 como forma de agradecimento por contribuir com o abastecimento de alimentos durante o período de crise sanitária.

Em meio ao avanço da pandemia do coronavírus nos EUA — autoridades do país dizem que o número de mortos pela covid-19 pode superar 100 mil —, os frigoríficos americanos lidam com o um problema delicado.

Em geral, as unidades de abate dos Estados Unidos empregam mais de 1 mil pessoas, concentrando um contingente relevante em um mesmo espaço, o que eleva o risco de infecção.

Na semana passada, o executivo André Nogueira, que comanda a JBS nos EUA, também indicou que estava atento ao absenteísmo. Em teleconferência, ele afirmou que contratou mais funcionários para contornar o efeito do absenteísmo. Até o momento, a companhia não anunciou uma política de bônus.

Além das medidas contra o absenteísmo, os frigoríficos americanos adotaram ações de prevenção para a saúde dos funcionários. Entre elas, está a medição de temperatura de todos antes ingressarem nas unidades. Trabalhadores com sintomas de gripe também são enviados para casa.

Na JBS USA, a detecção de sintomas em gerentes de uma unidade de carne bovina na Pensilvânia provocou o corte, por duas semanas, do ritmo de produção.

Também presente nos Estados Unidos, a brasileira Marfrig, que controla a National Beef — quarto maior frigorífico dos EUA—, não divulgou medidas para contornar o absenteísmo no território americano.

VALOR ECONÔMICO

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